Home Comando e Controle Thales e Damen vão construir Fragata Alemã do Futuro MKS 180

Thales e Damen vão construir Fragata Alemã do Futuro MKS 180

3335
37
MKS 180
  • A Damen Schelde Naval Shipbuilding e a Thales assinaram um contrato de € 1,5 bilhão para o fornecimento e integração do Sistema de Missão e Combate da Thales para quatro fragatas da classe MKS 180 da Marinha Alemã
  • A parceria é considerada um dos maiores contratos da Thales e marco no desenvolvimento do setor de defesa europeu
  • O contrato inclui o Sistema de Gestão de Combate Tático e o Grupo de Controle de Incêndios AWWS (Sistema Bélico Não Submerso) e fortalece a posição de liderança da Thales na integração naval no mundo

São Paulo, 18 de novembro de 2020 – A Thales, líder global em tecnologia, e a holandesa Damen Schelde Naval Shipbuilding, assinaram neste mês um contrato de fornecimento e integração plena do Sistema de Missão e Combate da Thales para quatro fragatas da classe MKS 180 contratadas pela Marinha Alemã. O sistema será projetado pela Damen e totalmente construído por estaleiros alemães, sob a gestão do projeto da Damen.

Avaliado em € 1,5 bilhões, o contrato demonstra a posição de liderança da Thales na integração naval em todo o mundo. A parceria será executada pelos Centros de Excelência navais da Thales em Hengelo (Países Baixos), Kiel e Wilhelmshaven (Alemanha) em cooperação com um número substancial de subcontratadas alemãs.

A sustentação deste contrato é a cooperação comprovada das indústrias navais alemãs e holandesas, incluindo diversas oportunidades conjuntas para a Thales e Damen na Holanda, a fim de inovar em projetos de construção naval, muitas vezes com a participação do Ministério da Defesa dos Países Baixos. O projeto destaca a ambição da Thales de estabelecer uma maior cooperação com estaleiros e indústrias de parceria em programas navais europeus de ponta.

O Sistema de Missão e Combate da Thales inclui o abrangente Sistema de Gestão de Combate Tático e o Conjunto de Controle de Incêndios AWWS (Sistema Bélico Não Submerso), tecnologia bélica de última geração que ajuda tripulações de navios a conter e neutralizar ataques de saturação complexos, ao analisar e otimizar continuamente o ambiente tático e a mobilização de recursos. O contrato inclui quatro sistemas navais, serviços logísticos e diversos locais de teste e treinamento baseados em terra, bem como a opção de um ou dois navios adicionais.

O contrato também prevê uma combinação do AWWS com a APAR Bl2 (Radar de Matriz em Fase Ativa, na sigla em inglês), a versão evoluída do comprovado radar multifuncional AESA (Matriz Ativa Digitalizada Eletronicamente, na sigla em inglês) da Thales. Em 2019, a Thales assinou um contrato de desenvolvimento do AWWS para novas fragatas M para as marinhas belga e holandesa.

Nos últimos anos, a Thales firmou vários contratos de grandes cifras com as marinhas europeias da Organização do Tratato do Atlântico Norte (OTAN) graças à soluções inovadoras e à sua confiabilidade comprovada, tornando a Thales a parceira do sistema de combate naval da OTAN.

O primeiro navio da classe MKS 180 estará em operação em 2028. Todo o programa será executado durante mais de dez anos.

“Vencer um contrato tão substancial dentro da estrita estrutura de um sistema de pontuação objetivo reforça nossa posição de liderança mundial na integração naval de ponta. Graças às nossas capacidades inovadoras, a Marinha Alemã será capaz de executar tarefas atuais e futuras, que irão contribuir de modo substancial para a estabilidade em cenários operacionais em todo o mundo”, Gerben Edelijn, Diretor Executivo da Thales nos Países Baixos.

“Como parceria do programa MKS 180, a Thales Deutschland não somente contribui a uma alta participação de valor agregado da Alemanha, mas também traz muitos anos de experiência em cooperação europeia e conhecimento comprovado em sistemas. Este programa irá criar novos empregos de alta qualidade na Alemanha, dentro de uma estrutura exemplar de cooperação europeia em defesa. Além disto, iremos contribuir para manter a capacidade operacional da Marinha Alemã no seu mais alto nível dentro da aliança”, Dr. Christoph Hoppe, Diretor Executivo da Thales Deutschland.

“Estamos muito honrados com esta notícia, que consolida ainda mais nossa cooperação de longa data com a Marinha Alemã e a Damen. Agradecemos sinceramente a nossos clientes por sua contínua confiança. Este vultuoso contrato fortalece nossa posição como líder mundial em integração de sistemas navais de ponta. A Marinha Alemã terá o benefício de sistemas tecnológicos de ponta graças à diversidade de talentos da Thales”, Patrice Caine, Presidente e Diretor Executivo da Thales.

Sobre Thales

A Thales é líder global em alta tecnologia que investe em inovações digitais e de key technologies – conectividade, big data, inteligência artificial, cibersegurança e tecnologia quântica – para construir um futuro em que todos possamos confiar e que é vital para o desenvolvimento de nossa sociedade. A empresa oferece soluções, serviços e produtos que ajudam seus clientes – empresas, organizações e nações – a superar seus desafios nos mercados de defesa, espaço, transporte, identidade digital e segurança, tendo sempre pessoas à frente do processo de decisão.

Com 83.000 funcionários em 68 países, a Thales registrou vendas de € 19 bilhões em 2019 (considerando a inclusão da Gemalto em 12 meses).

Thales no Domínio Naval

Com mais de 50 anos de experiência como fornecedora de equipamentos, sistemas e serviços navais, a Thales oferece experiência incomparável e benefícios operacionais comprovados às forças navais em todo o mundo. A Thales entende como os assuntos navais e marítimos estão evoluindo hoje e faz uso destas percepções para ajudar a garantir o sucesso de uma extensa gama de missões navais a nível mundial. Os sistemas de defesa aérea, de superfície, de guerra contra submarinos bem como de proteção e segurança marítima da Thales estão agora atuando em mais de 50 marinhas.

DIVULGAÇÃO: CDN Comunicação

Subscribe
Notify of
guest
37 Comentários
oldest
newest most voted
Inline Feedbacks
View all comments
filipe
1 mês atrás

Estranho a TKMS construtora das FCT e das MEKOS ficar de fora, porque será? muito Estranho mesmo, vencem no Brasil e perdem na própria Alemanha? a TKMS já construiu as F-124 e F-125 , seria natural eles construírem as MKS-180… Agora uma empresa Holandesa e uma empresa Francesa vão construir um navio Alemão… São os frutos da Globalização.

Mercenário
Mercenário
Reply to  filipe
1 mês atrás

Na prática a parceria é com empresas holandesas (Damen e Thales Nederland). A Thales está sendo contratada por meio da sua subsidiária holandesa, que é a antiga Hollandse Signaalapparaten B.V.

Esteves The Block Man
Esteves The Block Man
Reply to  filipe
1 mês atrás

As F124 e 125 foram construídas por uma jointventure da TKM+Lurssen. Sobre a TKM pairou a suspeita que o estaleiro poderia ser incorporado como parece que foi…essas empresas alemãs estão sempre comprando e vendendo e fundindo umas com as outras. Na época das CCT que viraram NCT e depois FCT…a TKM não tinha pedidos em carteira.

Natural é licitar e entregar para o vencedor. Os estaleiros da casa terem perdido mostra que não acompanharam a evolução dos outros competidores.

1,5 bilhões de euros por sistemas de combate, parece que não faremos muito com nossos 9 bilhões. Talvez…nem pouco.

Aguiar Silva
Aguiar Silva
1 mês atrás

Eles não acabaram de lançar a Baden-Württemberg? Achei essa fragata muito boa, mas infelizmente tem poucos armamentos para o seu porte. Espero que a Mks180 tenha um bom sistema de armamento!

Last edited 1 mês atrás by Aguiar Silva
Esteves The Block Man
Esteves The Block Man
Reply to  Aguiar Silva
1 mês atrás

Parece que não ficaram contentes com o desempenho das BadenWurttemberg.

Dalton
Dalton
Reply to  Esteves The Block Man
1 mês atrás

Navios diferentes para funções diferentes. As 4 “Baden” substituem 8
“Bremen” porem terão duas tripulações e deverão permanecer baseadas no exterior por dois anos lidando principalmente com ameaças assimétricas.
.
As “180” irão substituir as 4 “Brandemburgs” cuja principal função é a guerra contra submarinos, mas, sendo maiores trarão outras capacidades também.

tupinamba
tupinamba
1 mês atrás

Meus extensos conhecimentos na área naval atestam com segurança absoluta, que essa fragata é LINDA demais.

Carlos Campos
Carlos Campos
Reply to  tupinamba
1 mês atrás

o projeto OMEGA deu origem a essa fragata, pra mim é a Fragata moderna mais bonita que existe, mas até que as FREEM da França

Jorge Knoll
1 mês atrás

ISTO SIM QUE PODE CHAMAR DE FRAGATA, não as nanicas que a MB contratou.

Esteves The Block Man
Esteves The Block Man
Reply to  Jorge Knoll
1 mês atrás

Tudo depende do tamanho do bolso.

Cadillac
Cadillac
Reply to  Jorge Knoll
1 mês atrás

Até porque o que a MB contratou eram CORVETAS mais tarde reclassificadas como fragatas LEVES

Esteves The Block Man
Esteves The Block Man
Reply to  Cadillac
1 mês atrás

As nossas também serão bonitonas.

Todas as duas.

Augusto Mota
Augusto Mota
Reply to  Cadillac
1 mês atrás

Ou Corvetas PESADAS… Kkkkkk

marcos r
marcos r
Reply to  Augusto Mota
1 mês atrás

BEM pesadas por sinal, tem corveta russa por aí com 800 t.

Marcos
Marcos
1 mês atrás

Capaz de operar por 5 mil horas *208 dias/ano* sem precisar de manutenção longa! É um monstro

Top Gun Sea
Top Gun Sea
1 mês atrás

Está aí uma parceria entre tecnologia e design que vai longe!

Gabriel BR
Gabriel BR
1 mês atrás

A Damen é muito show , desbancou até fabricantes tradicionais da Alemanha

Peter nine nine
Peter nine nine
Reply to  Gabriel BR
1 mês atrás

Eu acho que uma coisa não descredibiliza a outra.
Por mais, os navios serão feito na Alemanha de qualquer forma. Ocorre que para esta concorrência, foi esta proposta que ganhou, assim como outros ganharam outras.

Esteves The Block Man
Esteves The Block Man
Reply to  Peter nine nine
1 mês atrás

As Baden tiveram problemas. Problemas de estabilidade. Os sites de Defesa publicaram a desconfiança sobre a real competência dos estaleiros alemães que viviam à cata de encomendas e com as carteiras dos estaleiros vazias…deve ter publicação no PN sobre a visita que a MB fez…e se precisou ir até lá, possivelmente houveram dúvidas também cá nos montes.

Parece nome de castelo. BadenWurttemberg. Ou time de futebol.

Gabriel BR
Gabriel BR
Reply to  Peter nine nine
1 mês atrás

Como não ?!
Não consegues ver que o mais poderoso navio da marinha alemã será de projeto holandês ?! Essa licitação não foi uma licitação qualquer…

Carlos Campos
Carlos Campos
1 mês atrás

Acredito que o pesou para TKMS são as falhas que seus navios tiveram e fizeram o marinha da alemanha passar vergonha de ter que rejeita o navio.

Esteves The Block Man
Esteves The Block Man
Reply to  Carlos Campos
1 mês atrás

Que falta faz o Almirante Karam. Lá na Alemanha.

Jorge Knoll
Reply to  Esteves The Block Man
1 mês atrás

Aqui, ainda mais é sentida a falta do Almirante Karam. Os que o sucederam, não tiveram a mesma competência, por isso que a MB se encontra no estado que está, e só a regredir.

filipe
Reply to  Carlos Campos
1 mês atrás

Mas o Brasil vai comprar a Vergonha da Alemanha com as FCT ? As F-124 e F-125 deles aqui seriam muito bem vindas, eles Alemães querem perfeição e eficiência em tudo… Para quem não tem nada , uma F-125 seria tudo.

Paulo Sollo
Reply to  filipe
1 mês atrás

E quem não quer perfeição, pelo menos algo próximo disso, e principalmente eficiência em relação aos meios que encomenda? Principalmente em se tratando de um projeto caríssimo? E para quem não tem nada, uma F-125 seria uma roubada. Os alemães atestaram que é uma plataforma cara e impraticável. Cara de manter, incapaz de enfrentar submarinos devido ao ausência de sonar anti-submarino e armamento de guerra anti-submarino (transportam dois NFH90 Sea Lion). Sem capacidade de defesa aérea de área com apenas duas torres de sistema de armas aproximadas RIM-116 Rolling Airframe Missile de 21 células para defesa pontual. Potencialmente suscetíveis a… Read more »

Carlos Campos
Carlos Campos
Reply to  Paulo Sollo
1 mês atrás

No caso do Brasil até a vergonha da antiga e honrada industria bélica alemã seria muito bem vindo.

Kemen
Kemen
Reply to  Paulo Sollo
1 mês atrás

A F-125 foi devolvida ao estaleiro que reparou todos os problemas apresentados dois anos após a devolução, entretanto alguns problemas foram “inimaginaveis” para um projeto de construção naval em um estaleiro de nome.__ Ainda acho que a concorrência foi ganha por uma questão de preço e dos sistemas envolvidos, apesar de na minha opinião o APAR ser mais lento no seu processamento em relação a radares europeus um pouco mais integrados como o SAMPSON, isso por falta de uma melhor integração, mas nada muito importante ou de pêso numa concorrência, no geral tem boa performance.

Dalton
Dalton
Reply to  filipe
1 mês atrás

Se bem que a “125” atende às necessidades alemãs e da OTAN e não às necessidades brasileiras.

Esteves The Block Man
Esteves The Block Man
Reply to  filipe
1 mês atrás

Acalme-se. Relaxa-te. Quanto custa um navio de combate de 7/8 mil toneladas? Mais de bilhão de euros. Qual a serventia de um navio de bilhão de euros nas nossas águas tendo sido construído conforme as exigências não somente da OTAN? Sendo 1 no Atlântico ao custo de aquisição de bilhões de euros…veja: 30 bilhões de reais = 4 + 1 Labgene 9 bilhões de reais…com os custos mostrados no PN…a MB precisará de mais 5 ou 6 bilhões ao longo desses 10 anos para concluir o Programa das Tamandarés. O Esteves não é rápido no Excel. 30 bilhões de reais… Read more »

Last edited 1 mês atrás by Esteves The Block Man
Tomcat
Tomcat
1 mês atrás

Essa MKS 180 não lembra um pouco a concepção da Meko A400?

Esteves The Block Man
Esteves The Block Man
Reply to  Tomcat
1 mês atrás

Lembra. Os dois são navios.

Luiz Floriano Alves
Reply to  Esteves The Block Man
1 mês atrás

Os Holandeses tem melhor qualificação. A Damen era minha favorita nas Tamandarés. Fica a sensação de que a escolha da Alemanha foi acertada. Problemas com barcos da TKS devem ter pesado. A Kriegsmarine é muito criteriosa.

Esteves The Block Man
Esteves The Block Man
Reply to  Luiz Floriano Alves
1 mês atrás

Luiz, Lembra do BAFO? O Almirante. — Navio de guerra ou é alemão ou é italiano. O projeto CCT com os italianos não foi ao horizonte. Sobrou o alemão que faz navio bom. Tradicionalmente, falamos da mais tradicional das Armas. Farda branca. O ego do orgulho. Filmes perdidos do Dia D. 10 mil mortos no desembarque. 100 mil mortos no avanço. Deu certo porque (entre outros motivos) a Marinha (todas as Marinhas são valentes) meteu seus navios nas areias da Normandia para despejar fogo. A MB queria navio inglês. Talvez francês…mas francês tem o PROSUB. Italiano…parece que venderam os dedais… Read more »

Last edited 1 mês atrás by Esteves The Block Man
Renato
Renato
1 mês atrás

Enquanto isso….
Brasil está em compasso de espera de seus navios… começarem a ser construídos.
Espero que ainda seja nessa década.

Kemen
Kemen
1 mês atrás

MK 41 + RIM 116, interesante combinação. __A Marinha alemã tem usado o RIM 116, pelo jeito querem continuar com um sistema de médio/curto alcance separado do MK 41.

Âncora
Âncora
1 mês atrás

AWWS – Above Water Warfare System – sistema de guerra (ou combate, soa melhor) acima d’água. Não tem a ver com controle de incêndio, ao menos no aspecto principal.

Kemen
Kemen
1 mês atrás

O APAR já foi contestado por manter os sistemas MFR e VSR separados sem uma integração real, adicionalmente se justifica que o VSR seria desnecessario, entretanto a Thales justifica que a OTAN definiu no seu NAAWS como sistema ideal AAW, o MFR operando junto com o VSR. O APAR tem boas capacidades, abaixo algumas. rastreamento de mais de 200 alvos a 150 km. rastreamento de mais de 150 alvos de superfície a 32 km busca no horizonte até 75 km pesquisa de volume (VSR) limitada a 150 km pesquisa com indicação obtidas de dados de outro sensor. suporte a tiro… Read more »