terça-feira, setembro 28, 2021

Saab Naval

As armas nucleares dos navios da Royal Navy na Guerra das Malvinas/Falklands de 1982

Destaques

Alexandre Galante
Ex-tripulante da fragata Niterói (F40), jornalista, designer, fotógrafo e piloto virtual - alexgalante@fordefesa.com.br

Quando os navios de guerra britânicos navegaram apressadamente para o sul no início do conflito das Malvinas em 1982, vários deles carregavam bombas nucleares de profundidade, como seus porta-aviões e navios de guerra antissubmarino (ASW).

A Marinha dos Estados Unidos já havia experimentado a dificuldade de ter armas nucleares ASW a bordo de navios que estavam envolvidos em um conflito convencional.

Em 25 de março de 1967, o destróier USS Ozbourn (DD 846) estava operando com tropas amigas enquanto navegava a duas milhas da costa sul vietnamita quando o navio foi atingido por três tiros de morteiros inimigos.

O paiol de forguetes ASROC do navio foi atingido e dois motores de foguetes foram acionados, envolvendo o paiol em chamas. A tripulação do destróier inundou o paiol para extinguir o fogo e desmontou os foguetes ASROC com cargas nucleares armazenados no paiol. O Comandante da Sétima Frota, rapidamente ordenou que os navios portadores de armas nucleares fossem retirados das missões de apoio de fogo costeiro.

Destróier Type 42 HMS Sheffield, logo depois do impacto do míssil Exocet AM39 lançado por um Super Étendard da Armada Argentina

Durante o conflito das Malvinas de 1982, vários navios britânicos foram afundados; pelo menos dois foram relatados pela imprensa e, posteriormente em sites da Web, que haviam afundado com armas nucleares a bordo.

Os navios mais mencionados como tendo afundado com “armas nucleares” foram o destróier HMS Sheffield, devastado pelo fogo após ser atingido por um míssil Exocet e afundado enquanto estava sendo rebocado, e o destróier HMS Coventry, que afundou em águas rasas após ser atingido por várias bombas.

O moderno destróier britânico HMS Coventry, Type 42, adernado, depois do ataque de duas levas de jatos A-4B Skyhawk do Grupo 5 da Força Aérea Argentina. O navio foi atingido por três bombas de 250kg, sendo que duas explodiram provocando violento incêndio e embarque de água. O navio emborcou 20 minutos depois do ataque e afundou logo em seguida. 19 membros da tripulação perderam a vida e 30 saíram feridos.

Mas nenhum dos navios, de fato, carregava armas nucleares na época. Embora antes eles tivessem guardado “munição de treinamento” de bombas nucleares de profundidade. Essas munições de treinamento inertes não continham material fissionável – isto é, não eram armas nucleares verdadeiras – e até mesmo haviam sido removidas do Coventry e do Sheffield antes dos navios entrarem em combate.

Helicóptero Wasp com uma bomba de profundidade nuclear WE177C
Helicóptero Wasp com uma bomba nuclear de profundidade WE177C

Enquanto a força-tarefa britânica navegava para o sul em direção às Malvinas na primavera de 1982, apenas os porta-aviões HMS Invincible e HMS Hermes e as fragatas HMS Brilliant e HMS Broadsword transportavam bombas nucleares WE177C, extraoficialmente estimadas em armas de dez quilotons. (Os submarinos britânicos nunca transportaram torpedos nucleares, ao contrário dos submarinos soviéticos e americanos).

Um relatório do governo britânico sobre as armas nucleares na força-tarefa enviada às Ilhas Malvinas/Falklands revela que os navios britânicos originalmente embarcavam cerca de 30 armas nucleares de um estoque total estimado de 43 bombas nucleares de profundidade WE177C da Marinha Real.

Dos navios que navegaram para o sul para a Operação Corporate, o HMS Hermes carregava aproximadamente 40% de todo o estoque britânico de bombas nucleares de profundidade e o HMS Invincible tinha a bordo cerca de 25% – ou seja, cerca de 16 e 10 armas, respectivamente. As fragatas HMS Brilliant e HMS Broadsword tinham quatro armas nucleares entre elas. Todos as WE177s deveriam ser lançadas pelos helicópteros ASW embarcados.

HMS Invincible
HMS Invincible

A HMS Brilliant transferiu suas armas nucleares para um navio de reabastecimento em 16 de abril e a HMS Broadsword em 20 de abril. A HMS Brilliant sofreu pequenos danos de tiro de canhão de uma aeronave argentina em 21 de maio, quando carregava uma munição de treinamento inerte. Este foi o único navio a sofrer ação de dano de combate portando algum tipo de “artefato nuclear”.

Os destróieres e fragatas transferiram suas WE177s de 600 libras, bem como munições de treinamento inertes, para os navios de reabastecimento da Marinha Real, RFA Fort Austin, Regent and Resource. O porta-aviões HMS Invincible transferiu suas armas nucleares para o Fort Austin em 2-3 de junho e o HMS Hermes passou suas armas nucleares para o Resource em 26 de junho para retornar à Grã-Bretanha (O Fort Austin retornou à Grã-Bretanha em 29 de junho, assim como o Resource em 20 de julho).

A remoção das armas nucleares das duas fragatas, bem como as transferências entre os navios de transporte e de reabastecimento, foram feitas por “jackstay” – isto é, equipamento de reabastecimento em andamento. Após seu retorno à Grã-Bretanha, todas as armas foram examinadas e consideradas seguras e utilizáveis.

HMS Brilliant

O governo britânico apresentou várias razões para a remoção das armas nucleares dos navios de superfície. Em conexão com essas razões, o governo declarou claramente no Parlamento “que não havia qualquer dúvida sobre o uso de armas nucleares na disputa das Malvinas”. As razões para remover as armas nucleares foram várias – e instrutivas no que diz respeito à colocação de armas nucleares em navios de superfície:

  1. O Governo não queria que navios com armas nucleares entrassem nas águas territoriais ao redor das Ilhas Malvinas ou da Geórgia do Sul, pois isso seria uma violação do Tratado de Tlatelolco que estabelece a América Latina como zona livre de armas nucleares.
  2. Embora não houvesse possibilidade de detonação nuclear caso um navio portador de armas nucleares fosse danificado, havia o risco de contaminação radioativa se o invólucro da arma fosse rompido por danos em combate.
  3. Era concebível – embora improvável – que uma arma nuclear pudesse cair nas mãos dos argentinos se um navio britânico com uma arma a bordo fosse afundado, encalhado ou capturado.
  4. O naufrágio de um ou dos dois porta-aviões seria uma grande perda para o estoque britânico de armas nucleares ASW.

Ao mesmo tempo, a transferência de armas nucleares dos navios também poderia ter causado dificuldades:

  1. O principal argumento contra sua retirada era o atraso que causaria na chegada dos navios de guerra ao Atlântico Sul. Uma escala de 24 horas foi planejada para reabastecer os navios em Ascensão. Mais 36 horas seriam necessárias para descarregar as armas nucleares de helicóptero, já que não havia instalações de cais adequadas em Ascension.
  2. Se as armas fossem removidas em Ascensão – que não tinha instalações de armazenamento adequadas nem disposições de segurança – haveria um risco significativamente maior de sua presença em navios britânicos se tornar conhecida porque as transferências seriam visíveis para qualquer pessoa na força-tarefa ou na ilha.
  3. Foi considerada a possibilidade de, durante a operação nas Malvinas, se desenvolver um estado de tensão com a União Soviética. A remoção das armas tornaria a redistribuição dos navios para tarefas da OTAN dependente do recarregamento das armas nucleares.

As bombas nucleares WE177 foram retidas em navios de guerra britânicos até 1993. As variantes da RAF dessas armas foram retiradas de serviço em 1998.

Isso deixou os mísseis estratégicos Trident nos quatro submarinos de mísseis balísticos da Grã-Bretanha como as únicas armas nucleares do país.

FONTE: Hunters and Killers Volume 2: Anti-Submarine Warfare from 1943, Norman Polmar and Edward Whitman

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Willber Rodrigues

Ficaremos como sempre ficamos:
Assistindo alheios e chupando o dedo.

Allan Lemos

Pensando aqui no futuro, com novas ameaças a nossa região, vide a China, como iremos conseguir nos manter no Atlântico Sul sem armas nucleares.

Não vamos, isso é mais do que óbvio. A única forma seria se o Brasil também tivesse as suas próprias bombas. Quem acha que o Brasil não precisa de armas atômicas é ingênuo, para dizer o mínimo, principalmente os “especialistas” aqui do fórum, que acham que o Brasil seria capaz de manter a sua integridade territorial intacta de alguma outra forma.

737-800RJ

Nós primeiro temos que ter uma estrutura mínima para travar uma guerra sem armas nucleares para, só depois, estabelecer projetos nucleares. Se não conseguimos ter o básico, como lidaremos com coisas complexas como armazenamento de ogivas nucleares, sua manutenção e toda a responsabilidade que vem junto com elas? Sem contar que viraríamos alvos certos para chuvas de ICBMs num hipotético conflito nuclear. Se em 2021 ainda não temos defesa antiaérea de médio e longo alcance baseada em mísseis, como pensaremos em coisas mais intrincadas? Seria como dar uma Ducati Superleggera pra uma criança de 10 anos! Sou a favor de… Read more »

Last edited 3 meses atrás by 737-800RJ
Allan Lemos

Sem contar que viraríamos alvos certos para chuvas de ICBMs num hipotético conflito nuclear.

Bobagem. Essa ideia parte da premissa errônea de que estando sem armas nucleares, nós não viraríamos alvo em hipótese alguma. Na verdade é justamente oposto, um país é um alvo em potencial quando ele não tem armamento nuclear. Se o tivéssemos, estaríamos em um equilíbrio do terror com qualquer inimigo em potencial que também o possuísse, a doutrina MAD se aplicaria. Mas se ele não tiver armamento nuclear, então ele é um alvo fácil já que ele não poderia oferecer nenhum tipo de retaliação.

737-800RJ

A SGS de Princeton fez recentemente uma simulação interessante. Acho que ilustra um pouco o que quero dizer:

https://youtu.be/2jy3JU-ORpo

Allan Lemos

Interessante, e eu entendo o que quer dizer, mas não é um cenário muito factível. A história já mostrou duas vezes que é impossível, para um país relevante como o Brasil, ficar de fora desse tipo de conflito. Na WWII, o Brasil inicialmente declarou neutralidade, mas eventualmente acabou sendo arrastado para a guerra e mesmo que ignorássemos o afundamento dos nossos navios, seríamos alvo de uma invasão. Se a guerra para nós era inevitável sete décadas atrás, o que te faz pensar que ela seria evitável agora, em uma época em que literalmente a economia de todos os países estão… Read more »

Max

Sem contar que viraríamos alvos certos para chuvas de ICBMs num hipotético conflito nuclear. Ninguem ia querer gastar seus ICBMs com a gente. Somos fonte de agua, comida e matérias primas. Mas fácil soltar un virus que um ICBM. Essa ideia parte da premissa errônea de que estando sem armas nucleares, nós não viraríamos alvo em hipótese alguma. Na verdade é justamente oposto, um país é um alvo em potencial quando ele não tem armamento nuclear. Então por que Israel não joga armas nucleares no Irã ? Pq EEUU não usou na Coreia, Vietnam, Iraque, Afganistão ? Pq a URSS… Read more »

Allan Lemos

Israel não joga armas no Irã porque não precisa e porque seria uma resposta desproporcional, mesmo assim pensaram em usá-las quando estiveram prestes a perder a Guerra do Yom Kippur. Os EUA não usaram bombas contra Coreia, Vietnã e Cuba por causa do contexto da Guerra Fria, esses países tinham o apoio da URSS. Os EUA não as usaram contra o Iraque e o Afeganistão porque não precisaram, eram guerras assimétricas, com exceção da do Golfo. A URSS não as usou contra os terroristas pelo mesmo motivo.

Ou seja, todos foram contextos muito diferentes.

Max

Meu caro, vc está assumindo que potências nucleares não usaram, mesmo perdendo a guerra.

Lembro q Argentina cogitou ter apoio da URSS, q tinha boas relações com o gov militar.

Max

Já que falou em resposta desproporcional, COMO llevaríamos um artefato desses até um inimigo q possa justificar essa resposta??

Se bem q uma Nuke não deve ser igual a um trafo queimado, né??

Last edited 3 meses atrás by Max
edrabbitt

Não adianta somente ter a bomba..um país precisa desenvolver os meios para poder lançar as mesmas, seja por submarino, silo ICBM ou bombardeiros. E estamos a anos luz de qualquer de uma dessas opções.

Allan Lemos

O vetor poderia ser o MTC-300 e o Micla-Br. Assim teríamos algumas dezenas de armas nucleares táticas, o que já seria suficiente para nós, na minha opinião.

Leandro Costa

E você vai localizar o lançamento de artefatos nucleares inimigos como? Esperando a arma nuclear inimiga detonar sobre o alvo?

joel eduardo soares

VIRA-LATA

Allan Lemos

As grandes potências não teriam nenhum pudor em apelar para o uso de armas nucleares, isso é óbvio. Não importa quanto poder militar convencional um país possa ter, se ele não tiver armas atômicas, ficará a mercê daqueles que as têm. Sem essa de que o Brasil viraria “alvo” se desenvolvesse esse tipo de arma, como se não desenvolvê-las fosse nos manter a salvo, o Brasil vira algo estando sem elas.

camargoer

Caro Allan. Discordo. As duas primeiras bombas atômicas lançadas sobre o Japão tinham responsabilidade local, mas após elas Truman proibiu novos bombardeamos sem sua expressa autorização. MacCathur pressionou o governo para usar bombas atômicas na Coreia e foi afastado por Truman. Kennedy proibiu o uso de armas nucleares contra Cuba (aliás, os soviéticos deslocaram quatros submarinos convencionais para a região armados cada um com um torpedo nuclear para afundar os porta-aviões dos EUA caso fossem atacados, o que óbvio não aconteceu). Os EUA ofereceram duas bombas atômicas para a França usar no Vietnan antes de seu envolvimento, o que foi… Read more »

Allan Lemos

Camargoer, os exemplos que você citou tratam-se de falsas equivalências. Bombas atômicas não foram usadas contra Cuba, Vietnã e Coreia do Norte porque estas tinham a URSS para lhe dar apoio, certamente haveria uma guerra nuclear caso o Ocidente tivesse usado esse tipo de armamento. Mas o Brasil está em uma posição muito diferente do que esses 3, não temos ninguém com armas nucleares para nos apoiar e contrabalancear o poder de um possível agressor. Os britânicos não usaram armas nucleares contra a Argentina simplesmente porque sabiam que poderiam vencer a guerra sem elas e também porque havia o contexto… Read more »

Dalton

Camargo há outra versão: MacArthur queria levar a guerra até a China, mas, não usar armas atômicas e o Presidente Truman temia que a URSS apoiasse a China e assim “afastou” MacArthur.
.
Quanto ao oferecimento de duas “bombas” à França, já havia lido sobre isso, mas, também há outra versão de que não houve uma oferta realmente por parte do Secretário de Estado Dulles, que teria sido um tanto quanto “sarcástico” ao sugerir as “bombas”.
.
Sem querer defender uma coisa ou outra e sim mostrar que há outras versões, cabendo acreditar ou não.

Leandro Costa

Na biografia de MacArthur que eu tenho (“The American Caesar” de William Manchester), MacA teria sido um ‘advogado’ contra armamento nuclear, querendo que elas fossem banidas por todos os países que as tinham, incluindo os EUA.

Há de se levar em consideração a personalidade de MacA que provavelmente se viu ‘roubado’ de uma vitória final sobre os japoneses devido ao uso das bombas e pode ter guardado rancor em relação à isso. Mas isso é especulação minha.

camargoer

Olá Dalton. Eu lembro de um memorando do Gen.Groves informando Truman que ele poderia fornecer uma nova bomba (fatboy) em 30 dias após Nagasaki e então uma cadência de bomba a cada semana. Com isso seria possível bombardear todas as principais cidades japonesas, algo que assustou Truman, trazendo para a presidência a responsabilidade de usar bombas atômicas. Pelo que lembro, MacArthur queria estender a guerra contra a China, que passou a combater as tropas dos EUA abertamente. Creio que os chineses mobilzaram quase meio milhão de soldados nesta guerra, causaram fortes perdas aos EUA as forçaram o retorno ao paralelo… Read more »

Max

“As grandes potências não teriam nenhum pudor em apelar para o uso de armas nucleares, isso é óbvio.”

Todo o período desde o fim da Segunda Guerra até hoje (29março2021) provam que essa afirmação é falsa.

O Brasil vira alvo e perde a guerra sem precisar dar um tiro. Só com uma campanha de mídia já resolve …

Last edited 3 meses atrás by Max
Agressor's

“Mk48 Visitante 3 horas atrás . Pensando aqui no futuro, com novas ameaças a nossa região, vide a China, como iremos conseguir nos manter no Atlântico Sul sem armas nucleares.” ~~ “Ao contrário do que os brasileiros pensam, a Amazônia não é deles, mas de todos nós. Oferecemos o perdão da dívida externa em troca da floresta”. Al Gore (Vice-Presidente dos EUA, 1989)   “O Brasil precisa aceitar uma soberania relativa sobre a Amazônia”. François Mitterrand (Presidente da França, 1989)   “Caso o Brasil resolva fazer uso da Amazônia, pondo em risco o meio ambiente nos Estados Unidos, temos que estar… Read more »

carcara_br

Se os sub argentinos tivesse tido êxito na defesa das Malvinas, e os navios começassem a afundar, inclusive PA, será que os ingleses teriam pudor em utilizar suas armas nucleares? É de se pensar, mas se tivesse ocorrido o mundo seria um lugar muito diferente. “Embora não houvesse possibilidade de detonação nuclear caso um navio portador de armas nucleares fosse danificado, havia o risco de contaminação radioativa se o invólucro da arma fosse rompido por danos em combate” Isso aqui é um baita argumento pra você empregar seus meios nucleares próximos aos territórios adversário, melhor defesa que um SubNuc. pode… Read more »

camargoer

Olá Mk48. Discordo da premissa na qual apenas armas nucleares servirão para assegurar a segurança no Atlântico sul e na América do Sul. O primeiro ponto fundamental é entender que qualquer país da região (especialmente Argentina, Brasil , Chile e África do Sul) que desenvolver um dispositivo nuclear irá provocar uma corrida armamentista na região, criando uma situação de instabilidade estratégica que não existe hoje. Os conflitos na região sempre ocorreram entre os países da região, sem interferência estrangeira. O caso da pressão dos EUA sobre a Venezuela é uma exceção. Portanto, em termos regionais, é um equívoco achar que… Read more »

M.@.K

Legal!

Agressor's

Sr. Myagi: “Por que aprender karatê?” Daniel San: “Para não ter que lutar.” Dos 178 países do planeta, apenas 5, vejam, apenas 5 têm o poder de monopolizar o armamento nuclear e impõem aos outros a humilhação de assinar tratados de não-proliferação de armas nucleares. É preciso construir a bomba, não para jogar a bomba em ninguém, mas, sim, para evitar que alguém jogue a bomba aqui, no Brasil, na nossa casa! E não digam que isso não pode acontecer! Porque os eua já fizeram isso, com o Japão, em 1945. Se o Japão tivesse a bomba, ninguém se atreveria… Read more »

Last edited 3 meses atrás by Agressor's
Allan Lemos

Exatamente.

“Si vis pacem, para bellum.”

Leandro Costa

Não tem nada, NADA a ver com definição de soberania nacional perante o Mundo. Isso se faz através de estabilidade política e desenvolvimento econômico respaldando uma diplomacia responsável com aparato militar equivalente. Bomba atômica ou não, a equação continua a mesma. Até onde eu sei nós NÃO temos estabilidade política e desenvolvimento econômico, nem muito menos uma diplomacia responsável (leia-se: Coesa, constante) ou mesmo aparato militar equivalente. E nem teremos porque o Brasil simplesmente não tem um direcionamento de Estado, planos de longo prazo, etc. Sem essa condição não tem como existir as outras condições, e sem elas não há… Read more »

Leandro Costa

OBS.: Comparar o bombardeamento de Hiroshima e Nagasaki com possível utilização desse tipo de armamento em outras ocasiões é bem… desconexo com a realidade e o contexto na qual elas foram utilizadas.

Ted

Mas que os argies quase levarão uma na cabeça, isso sim. E ainda ficam cantando de galo. Talvez a lição não tenha sido aprendida. Tem gente que só aprende na porrada.

Leandro Costa

Os Argentinos ficaram longe de receber uma na cabeça, como bem mostra a matéria.

Allan Lemos

“Compromisso”? Você só pode estar de brincadeira. Kkkkkkk

Quando duas pessoas se casam, também há o “compromisso” de fidelidade, no entanto o que mais se vê por ai é traição conjugal.

Não me venha com essa de “compromisso”. Acreditar que jamais seremos atacados com armas nucleares por causa de um suposto “compromisso” é o mesmo que deixar sua mulher ir viajar sozinha com seu vizinho e acreditar que ela não te trairá por causa do “compromisso” que vocês fizeram no altar.

Leandro Costa

Existe uma lógica por trás desse compromisso, só para avisar. E por isso há o interesse da manutenção desse compromisso. Assim se evita uma corrida armamentista Mundial em relação à armamento nuclear, fazendo com que países menos estáveis (como o Brasil, por exemplo) possa fazer uso indiscriminado desse tipo de armamento, bem como podem concentrar os seus caros meios nucleares em alvos já bem conhecidos.

Ted

Camargoer, a África do Sul junto com Israel detonaram uma arma nuclear a 1000 km ao sul da cidade do cabo no oceano. Década de 70. Consulte explosões nucleares pelo planeta.

Esteves

Isso. Vamos trazer de volta a realidade dos anos 1960. Submarino nuclear, bomba atômica, mini saia, Rita Pavone, Grace Kelly, Ingrid Bergman. Vamos fazer bomba. Depois pensamos como lançar e em quem jogar. Qualquer bronca joga a culpa no índio. Índio bota fogo no mato e faz açaí com bomba. Fazemos uma a Argentina faz duas. O Chile faz 3. A Venezuela recebe 6. A Colômbia 10. Pra chegar no atual estágio de obsolescência iniciamos a construção das doutrinas militares após rompermos com os norte-americanos. Russo foi inimigo número 1. Afinal…rompemos com os americanos porque já queríamos bomba atômica naqueles… Read more »

Max

Não temos a menor condição de brincar com esse tipo de coisa. O subN já vai ser um perigo…

Esteves

Americanos e russos não ligam. Eles tem dúzias de cidades fantasmas que vivem de fabricar bomba. Ninguém entra ou sai. Tudo contaminado. Vivem nos tempos das cavernas…homem com mulher, mulher com homem. Gente horrenda. Navios ingleses contaminados estão jogados abandonados aguardando 100 anos até a radioatividade decair. Ditaduras não ligam. Mandam os marinheiros entrarem. Mas tem 1 coisa. Quem bebe água do Rio Gandu e quem come peixe do Rio Tietê, morre de contaminação? Um grande pensador, filósofo e historiador, afirmou que brasileiro pula na água e não se contamina. Somos filhos do vento. Em 1982…se a retomada das Malvinas… Read more »

Last edited 3 meses atrás by Esteves
Max

” os ingleses teriam usado armas nucleares no mar?”

Acredito que não Esteves. Imagino q a guerra teria se estendido até Argentina ficar sem recursos. Se Argentina tivesse afundado os porta-avioes, eles teriam conseguido outros com a OTAN.

Quanto ao anterior, acho q uma coisa é lidar com o lixo, outra sair atirando nukes por ahí…

Last edited 3 meses atrás by Max
Allan Lemos

“O subN já vai ser um perigo…”

Kkk é muita bobagem que a gente tem que ler aqui nesse fórum.

Esteves

Sem dúvida.

Não apresentaram os planos de evacuação, não mostraram licenças ambientais, não debatemo-nos como e o que fazer e aonde fazer as descontaminações, de 4 em 4 anos manuseios/recarga do reator…aonde ficarão os rejeitos.

Bobagens.

Allan Lemos

Sim, bobagens. O submarino ainda não começou a ser construído, sua tecnologia e tudo que a envolve ainda está sendo desenvolvida. Quanto ao debate, manuseio e recarga, tudo isso deve ser feito no âmbito interno da força ou secretamente com o Congresso. A MB não tem obrigação nenhuma de ficar divulgando esse tipo de detalhe.

carcara_br

Todos seus questionamento são válidos e compartilho deles também, Esteves, são questões que precisam de respostas, contudo não invalidam o subnuc.

Allan Lemos

Mas a culpa é dos índios mesmo.

Control

Jovem Esteves
Grace Kelly, Ingrid Bergman, bons e lindos tempos.
Sds

camargoer

Olá Control. Audrey Hepburn, Catherine Deneuve, Jack Kennedy…

Leandro Costa

E por favor não se esqueçam de Maureen O’Hara 😁

camargoer

Sophia Loren, Ava Gardner, Elisabeth Taylor…

Max

Parabéns pela matéria!

Grozelha Vitaminada Milani

Ingenuidade achar que não temos uma bomba atômica … afinal, pra que serve um poço de testes na Serra do Cachimbo???

Vamos cavar e manter um poço de teste pra matar a Dengue e a Chicungunha???

Alices, acordem … qdo e se precisarmos produzimos …

Leonardo Costa da Fonte

Os poços de teste da Serra do Cachimbo estavam instrumentalizados. Ou seja, prontos para o teste. O teste seria em 7 de Setembro de 1990. Isto está amplamente divulgado, em várias publicações. O poço explodido pelo Collor, era um poço que havia desbarrancado.

O Ministro do Meio Ambiente na época, deixou escapar a frase “estes loucos iam explodia a coisa”. Quando foi mais questionado, percebeu que falara demais e silenciou.

Quem acompanha os fóruns de defesa a muito tempo, e sabe juntar as informações da imprensa, com as informações colhidas nos bastidores, sabe que foram feitas 6 armas.

Last edited 3 meses atrás by Leonardo Costa da Fonte
Matheus S

Você é bem preciso em 6. Poderia nos contar sem rodeios como chegou a esse cálculo. Lembrando que o relatório do Congresso teve partes que foram ocultadas por conta de serem informações de segurança nacional e que não foram reveladas ao público. Nesse mesmo relatório do Congresso, revelou que o IEAv tinha projetado duas bombas atômicas, uma com rendimento de vinte a trinta quilotons e uma segunda com rendimento de doze quilotons.

Leonardo Costa da Fonte

Quanto ao número 6, duas fontes militares diferentes, que não se conhecem, deixaram escapar a informação. Numa terceira vez, este mesmo número foi postado num fórum e disseram que na época o PT estava maluco para saber onde estavam os artefatos. Dos 6 artefatos, 2 foram completamente montados e 4 “faltavam apertar alguns parafusos”. O que sempre me intrigou era de onde veio o material físsil para os artefatos. Hoje, sabe-se que uma parte foi produzida em Aramar e outra fornecida pela África do Sul. Várias fontes diferentes deixaram escapar algumas informações em fóruns e que foram confirmadas posteriormente pela… Read more »

Allan Lemos

Leonardo, lembro que há muito tempo atrás eu li em algum lugar que alguns artefatos chegaram a ser fabricados e que hoje eles estariam guardados no IME. Espero que seja verdade.

Leonardo Costa da Fonte

Não acredito que estejam guardados no IME. Mas acredito seriamente que eles estejam armazenados em local bem seguro. Não tenho a menor dúvida da existência deles.

Alexandre Esteves

Fizeram 6 armas e não testaram?

Matheus S

Tu sabe que essa sua informação se for verdadeira é uma violação da Constituição e no caso se chega as pessoas certas, cabe uma abertura de uma CPI para apurar essas informações, e não só é uma violação da própria Constituição, mas também de tratados bilaterais e multilaterais.

Allan Lemos

E dai? Se for verdade, os militares foram sábios ao ignorar a vontade dos traidores da Pátria(U Guimarães, C0ll0r, S@rney, dentre outros), que tiveram a infeliz ideia de colocar na CF a proibição de fabricar armas atômicas, comprometendo a segurança nacional no processo. Li há muito tempo que as bombas fabricadas na época estariam no IME, espero que seja verdade.

camargoer

Caro Allan. O governo militar outorgou uma constituição em 1967 durante o recesso do parlamento, escrita nos gabinetes do governo, sem participação popular ou parlamentar (feito D. Pedro I em 1824). Com a redemocratização do país, foi necessário chamar uma constituinte para redigir uma nova constituição que representasse a soberania popular. Essa constituinte foi eleita e o projeto de constituição amplamente debatido. Era possível acompanhar o trabalho constituinte pelos radios, tv e jornais diariamente (a experiência chilena agora será mais interessante ainda porque haverá amplo movimento popular pela internet). Havia uma ampla frente progressista mas também havia uma frente conservadora… Read more »

Allan Lemos

A CF/88 foi feita pela esquerd@ com o espírito revanchista contra o governo militar, nem tudo ali representava os anseios da população e mesmo se representasse, a questão nuclear deveria ser completamente ignorada pelos militares assim como várias outras leis são ignoradas por políticos. É provável que o Brasil tenha fabricado a bomba. Ela deve estar em posse dos militares do IME, assim como todos os dados do programa paralelo, que obviamente são mantidos como segredos de estado(assim como a pesquisa do Dr. Dalton). O Centro de Aramar não foi fechado, então ninguém pode afirmar com 100% de certeza que… Read more »

camargoer

Caro Allan. Estou lendo o relatório da CPI “Comissão Parlamentar Mista de Inquérito Destinada a Apurar o Programa Autônomo de Energia Nuclear Também Conhecido como Programa Paralelo” (disponível na internet). Acho que vale a pena ler. É curtinho, apenas 119 páginas. È curioso ler que tanto o governo Geisel quanto Figueiredo já afirmavam abrir mão da ideia de construir uma bomba atômica (isso antes da CF88). Inclusive, o Alm. Maximiano da Fonseca afirma textualmente que construr uma bomba seria uma “estupidez”. Sobre a CF88, ela foi escrita pela assembleia constituinte eleita (512 constituintes), cuja composição tinha pessoas de toda matriz… Read more »

Camargoer

Caro Matheus. Considero improvável que o Brasil tenha construído uma bomba atomica. Assim como a “máquina do fim do mundo”, só faz sentido manter uma bomba esticada se o seu inimigo souber que você a tem e que tenha capacidade de utilizá-la. Não existe qualquer evidência que o Brasil tenha detonado um dispositivo em teste. Não existe evidência que a FAB tenha capacidade de empregar uma aeronave ou um míssil como meio de lançamento de uma arma nuclear. A MB não tem essa capacidade embarcada. O custo de manter uma bomba esticada também e alto porque demanda constante controle e… Read more »

Allan Lemos

No momento, temos capacidade de fabricar a bomba, mas não de lancá-la. Porém se conseguirmos miniaturizá-la, poderíamos carregá-la no MTC-300 e empregá-la como arma nuclear tática, assim como os antigos BGM-109G, banidos pelo INF. Também poderiam ser colocadas nos futuro MICLA-Br.

Leonardo Costa da Fonte

Todos os que investigaram esta informação, na época do Governo Collor, sabiam disso. Mesmo após a Constituição que proibia a fabricação de armas nucleares, os militares continuaram a trabalhar num artefato explosivo para ser testado em 1990. Alguns argumentavam que um explosivo nuclear é diferente de uma arma nuclear. Quem quer que leia as reportagens da época, com um pouco de cuidado entende tudo o que houve na época.

Mgtow

E aínda querem impedir o Irã de ter sua bomba atômica….hahahahah….Espero que os aiatolas não sejam bestas de cairem nessa. Pois essas lindas “democracias” que comandam o ocidente não pensam duas vezes em usarem suas armas seja nucleares ou não contra paises que não as possuem. Basta eles começarem a levar um côro na guerra convecional que eles não pensaram duas vezes em usar covardemente.

Last edited 3 meses atrás by Mgtow
Leonardo Costa da Fonte

Isto não é verdade. Primeiro, porque ninguém usou depois da 2 Guerra Mundial. E não faltaram oportunidades. O melhor exemplo, como já foi dito aqui, foi o caso de Israel. Mesmo tendo sua existência seriamente ameaçada, durante um breve momento na Guerra do Yom Kippur, manteve a frieza e não fez uso de suas armas.

Allan Lemos

Errado. Os caças Mirage chegaram a ser equipados com as bombas.

Leonardo Costa da Fonte

Errado onde? Eu disse que elas não foram usadas! Você pode e deve ficar pronto para usá-las. Mas há uma enorme diferença entre colocá-las num caça, e explodi-las.

Camargoer

caro Mgtow. Iran avisa Israel de possuir armas nucleares e que isso seria um fora de insta idade regional (verdade). Portanto, bastaria Israel renunciar oficialmente o uso de armas nucleares para abrir caminho para um acordo de banimento de armas nucleares na região, como fizeram Brasil e Argentina. A proliferação de armas nucleares piora a situação de segurança regional.

camargoer

Olá Mk48. Se de um lado, Israel argumenta que precisa das bombas atômicas para se proteger do árabes (na verdade, não diz sim nem não).o Iran, que é persa, argumenta que precisa de armas nucleares para se proteger de Israel. Parece um impasse mexicano. Por isso é um erro o Brasil argumentar que precisa de armas nucleares para se proteger de um terceiro, o que irá levar aos países da América do Sul buscarem bombas atômicas para se proteger do Brasil.

Esteves

Israel precisa das guerras para continuar existindo. Nasceram, cresceram e vivem em e da guerra.

Os inimigos de Israel (eita povo para fazer inimigos: persas, turcos, árabes, pra citar os mais próximos) precisam das armas para varrer Israel do mapa.

Aqui é uma questão de soberania. Deter as pretenções inimigas.

_RR_

Qualquer país detentor de uma arma atômica que tiver seu território sob ameaça direta, irá considerar usar esse recurso…

Armas nucleares táticas, de forma geral, são consideradas como a última opção para deter um avanço massivo que comprovadamente não se pode controlar por meios convencionais.

camargoer

Olá RR. Acho que você tem razão quanto faz uma distinção entre um país agressor e um país agredido. Acho improvável que um país agressor empregue armas nucleares principalmente contra um país não-nuclear. Por outro lado, as potências nucleares também são potências militares convencionais. Portanto, somente uma potência militar tentaria uma agressão contra outra potência milita (o que parece uma loucura) e o uso de armas nucleares de uma potência (agressora ou agredida) contra outra potência (agredida ou agressora) desencadearia uma resposta nuclear de retaliação. Não faz sentido.

Zorann

Pra mim você está certo. Ou ninguém deve ter, ou todos tem o direito de ter armas nucleares.

E sim…. qualquer um deles em caso de derrota em conflito, poderia sim usar as armas nucleares. Perdido por um, perdido por mil. Todos sabem disso.

O Irã tem de ter armas nucleares sim, tanto quanto nós, ou qualquer outro país deveria ter.

camargoer

Olá Zorann. Quase isso. O certo é banir completamente as armas nucleares. Acredito que a ideia que “todos” possam ter armas nucleares eleve os riscos de uma catástrofe nuclear a níveis muito elevados. O mundo será mais seguro quanto nenhum país tiver armas nucleares.

sub urbano

A Guerra das Malvinas aconteceu ha 40 anos. Pouca coisa mudou. O mundo está tecnologicamente estagnado. As armas nucleares evitaram grandes conflitos militares e o progresso tecnológico que eles proporcionam.

Esteves

Quem ficou tecnologicamente estagnado, atrasado e despreocupado é o continente sul americano.

Não sai nada daqui. Em um concurso de pizzas…ficamos em 5o.lugar porque o pizzaiolo nostro usou farinha italiana, forno italiano (nossos fornos para pizza não atingem a temperatura ideal), mozzarella italiana.

camargoer

Olá Esteves. Eu gostaria de lembrar da Johanna Dobereiner, da Embrapa. Ela fez uma observação simples que no cerrado cresciam plantas, a despeito da baixa qualidade do solo. A melhor explicação seria que o solo do cerrado continha bactérias fixadoras de nitrogênio. Ela foi criticada e ridicularizada, porque se acreditava que apenas gramineas (como o arroz) tinha esse tipo de bactérias. Contudo, ela acabou revolucionando a agricultura mundial quando mostrou que essas bacterias estavam presentes em outras plantas além das gramíneas. Ela mereceu o Nobel de Química e o Nobel da Paz. Inclusive, no mesmo ano. O problema é a… Read more »

Max

“Era concebível – embora improvável – que uma arma nuclear pudesse cair nas mãos dos argentinos se um navio britânico com uma arma a bordo fosse afundado, encalhado ou capturado.”

Pensamento de uma potência, mostra que temos um longo caminho pela frente…

Vide, incidente Vulcan – Rio de Janeiro

Last edited 3 meses atrás by Max
Esteves

Essa história de longo caminho que outros já percorreram…

Jose

China? Ameaça? Falou o fanboy MAGA que tem orgulho das operações conjuntas da MB com a US Coast Guard KKKK.

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