terça-feira, setembro 28, 2021

Saab Naval

Reino Unido afirma não ter planos de confronto no Mar da China Meridional após alerta de Pequim

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Redação Forças de Defesa
redacao@fordefesa.com.br

Grupo de ataque naval está navegando em águas fortemente disputadas entre a China e os países vizinhos

A Grã-Bretanha disse que não tem planos de encenar um confronto naval com a China no Mar da China Meridional e que pretende enviar seu grupo de ataque de porta-aviões na rota mais direta através do contestado corpo de água de Singapura ao Mar das Filipinas.

A mensagem apaziguadora surgiu horas depois de os militares chineses e a mídia estatal alertarem o Reino Unido contra a provocação, enquanto o grupo, liderado pelo porta-aviões HMS Queen Elizabeth da Marinha Real, empreende o que se esperava que fosse um desdobramento mais assertivo.

Fontes da defesa britânica disseram que o HMS Queen Elizabeth navegaria a “dezenas de milhas de distância” das disputadas ilhas Spratly e Paracel, que são reivindicadas pela China. O porta-aviões e os navios aliados entraram no Mar da China Meridional no início desta semana e devem partir até o final do sábado.

Entende-se que não há intenção de repetir a decisão de navegar com o HMS Defender por águas disputadas ao largo da costa da Crimeia em junho, o que levou o navio de guerra a ser seguido pela guarda costeira russa e a ser sobrevoado por aviões em voo rasante.

Em vez disso, o HMS Queen Elizabeth e seus navios de apoio passarão a participar de exercícios com os EUA, Austrália, França, Japão no Mar das Filipinas, em uma demonstração multinacional de força voltada para Pequim.

Uma fonte disse que esses exercícios podem incluir navios de guerra britânicos visitando as ilhas Senkaku do Japão, que também são reivindicadas pela China, no Mar da China Oriental, como parte de um esforço do Reino Unido para reforçar seu relacionamento pós-Brexit com Tóquio.

Mas cresceu a expectativa de que a Grã-Bretanha poderia navegar mais perto das ilhas disputadas no Mar da China Meridional, que a China foi acusada de militarizar, após o episódio do Mar Negro e a longa história de tensões entre os dois países sobre o assunto.

Em agosto de 2018, outro navio de guerra britânico, o HMS Albion, foi ordenado pelo então secretário da Defesa, Gavin Williamson, a navegar perto das Ilhas Paracel, o que gerou uma disputa diplomática. Falar que o HMS Queen Elizabeth poderia ir para o Mar da China Meridional em 2019 levou a China a cancelar uma rodada de negociações comerciais com o Reino Unido.

Anteriormente, um porta-voz do Ministério da Defesa Nacional da China, Wu Qian, disse que respeitava a liberdade de navegação, mas se opunha firmemente a qualquer atividade naval que visasse provocar polêmica.

mar do sul da China.png
A linha tracejada em verde no Mar da China Meridional demarca a área reivindicada pela China

“A ação nunca deve tentar desestabilizar a paz regional, incluindo a mais recente colaboração militar entre o Reino Unido e o Japão”, disse ele. “A Marinha Chinesa tomará todas as medidas necessárias para contrabalançar tal comportamento.”

A passagem marca a primeira vez que o novo grupo de ataque da Grã-Bretanha, que inclui dois destróieres e duas fragatas, é desdobrado na região da Ásia-Pacífico.

A missão também gerou várias reportagens e comentários no tablóide da mídia estatal chinesa, o Global Times, que disse que “a própria ideia de uma presença britânica no Mar da China Meridional é perigosa”.

“Se Londres tentar estabelecer uma presença militar na região com significado geopolítico, isso só vai perturbar o status quo na região … E se houver alguma ação real contra a China, ela está em busca de uma derrota.”

Ainda este ano, o Reino Unido também designará permanentemente dois navios de guerra para a região. “Não vamos para o outro lado do mundo para ser provocadores. Estaremos confiantes, mas não confrontadores”, disse o secretário de Defesa, Ben Wallace, ao parlamento em abril.

O aumento da militarização e do expansionismo chineses na região, em particular em relação a Taiwan, que Pequim afirma ser uma província chinesa que vai retomar, piorou as tensões entre a China e muitos de seus vizinhos.

Mas mesmo alguns aliados britânicos questionam se o Reino Unido pode ter uma presença efetiva na região. Na terça-feira, o secretário de defesa dos Estados Unidos, Lloyd Austin, alertou que os recursos militares eram escassos e que o Reino Unido talvez pudesse “ser mais útil em outras partes do mundo”.

FONTE: The Guardian

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Carlos

Inglês só quer vender o porta aviões pro japonês… china é muito paranoica

Teropode

Poderiam vender um dos para nois !

Fernando

Para tomarem calote? Eles vendem pra quem pode pagar.

Agressor's

Um autêntico rato que ruge , subalterna de uma de suas ex-colônias hoje…E a humanidade segue seu curso, rumo a decadência da sua própria espécie…

Last edited 1 mês atrás by Agressor's
zgzg

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Matheus S

“Na terça-feira, o secretário de defesa dos Estados Unidos, Lloyd Austin, alertou que os recursos militares eram escassos e que o Reino Unido talvez pudesse “ser mais útil em outras partes do mundo”.” Exatamente isso. O Sec. Austin está certíssimo. Eu não vejo nenhuma razão para os países da OTAN, excluindo os EUA, a terem presença credível no Pacífico. Isso é só um desperdício de recursos e que acaba enfraquecendo a dissuasão para enfrentar o oponente que a OTAN sempre teve, a Rússia. Em minha opinião, existe uma falta clareza no direcionamento estratégico da aliança. Se os países da OTAN… Read more »

Hcosta

É o RU, eles não têm medo de serem uma presença global.
Se tem efeitos práticos isso é para eles decidirem. São eles que pagam.
As forças Americanas na Europa não servem só para conter a Rússia.
São cerca de 64 mil soldados e distribuídos por vários países. Não é assim tão relevante.

Matheus S

São 64 mil com muitos aviões, tanques, helicópteros, navios etc… e todo o suporte logístico necessário que seria mais útil no Pacífico. Rotineiramente eu leio aqui que as forças militares chinesas não tem experiência de combate, isso é uma verdade impossível de se contra-argumentar, mas os americanos também tem seus próprios defeitos que podem ausentar essa experiência. Os EUA devem se perguntar se hoje são plenamente capazes de mobilizar em grande escala e redistribuir forças rapidamente para um cenário de conflito de grandes potências, especialmente em um momento em que o caráter da guerra está mudando. A resposta é, na melhor… Read more »

Heitor

Torça que nao, para que isso!
A alemanha nazista quando achou que tinha forca de mobilização para conter a uniao sovietica em crescimento com mesmo discurso de perigo comunista o fez sem pensar nas consequências .
Filipinas e uma colônia de ferias corrupta, vietna no fundo e camarada e china precisa de um grande lago profundo para sua defesa de dissuasão estratégica.
Os eua deveriam cuidar de seus problemas internos e deixar de fingir ser o povo eleito do destino maniferto a impor sua verdade(interesse) ao mundo , sao uma fonte de desgrasa para para indochina e america latina

Last edited 1 mês atrás by Heitor
Matheus S

Na realidade são os países da região que convidam os EUA a mostrar presença, a presença americana tem como objetivo conter os chineses que são agora a maior ameaça para eles.

Hcosta

Uma eventual guerra com a China será diferente de uma com a Rússia.
Duvido que haja uma grande ofensiva terrestre na China simplesmente porque será quase impossível ter forças terrestres suficientes para isso. Será uma guerra aérea/naval. E quanto mais longe da China melhor para eles.

Matheus S

Existe um grande contingente do US Army na Coreia do Sul, a maior base dos EUA está ali, Camp Humphreys. Acredito que os EUA podem reforçar esse contingente para dissuadir os chineses.

Hcosta

Não acredito que sirva como dissuasão militar mas como política. Pelo menos para a China. Contra a Coreia do Norte é outra situação. Os EUA, mesmo com os Coreanos e Japoneses, estarão sempre em desvantagem.

Em caso de guerra, concentrar as tropas como um artigo anterior salientou, é um erro. Tem de ser uma guerra de misseis, longo alcance e lançados de vários vetores. Isolar a China e limitar os seus movimentos.

Antonio Palhares

Resumindo: Uma guerra caríssima.

Teropode

Não é viável , as tropas na CS estão lá para um objetivo específico e dificilmente Seul daria permissão para usar bases no seu país , o caminho natural será a instalação de bases nos países que se sentirem ameaçados e pedirem por elas , as Filipinas estão quase requisitando um base naval , aguardemos ….

rui mendes

Quem acha que invadir a China por terra, isso no mero devaneio, pois nenhuma das grandes potências, vai alguma vez tocar solo do outro, pode é intervir, em outras regiões onde haja interesse mútuo, mas no campo do devaneio, quem acha que a China é mais difícil que a Rússia, por terra, não conhece minimamente os Russos, eu acho que são os dois iguais, os Chineses, têm mais gente e dinheiro, mas os Russos têm mais gente treinada e experiente.

Teropode

Um bloqueio é o suficiente , os chinas sabem disto e é por isso que terão uma armada gigantesca .

WSilva

Não são coesos, OTAN é apenas um zumbi caçando caos pelo mundo.

Matheus S

Pois é. Por isso algo precisa mudar na OTAN.

Marcelo Martins

Concordo com você. E indo mais longe, esses 2 porta aviões que construíram não terão serventia nenhuma. Teria mais valido a pena terem feito mais fragatas ou destróieres para apoiar no patrulhamento do Atlântico Norte!

Filipe

Basta Terem o V-22 Osprey , esses Portaviões serão bastante eficientes.

rui mendes

Inveja é foda

F35B (4).jpg
Welington S.

Não acredito ser inveja e sim uma realidade… veja que, constantemente, vemos países desenvolvendo/testando mísseis de longo alcance e com velocidades inimagináveis. Daqui pra frente, veremos muito disto nas forças armadas pelo mundo. Não tenho dúvidas de que, caso venha acontecer a guerra entre EUA-China, essa guerra será Aérea-Naval e com utilizações de todos os tipos de mísseis de longo alcance. O alvo principal, dos EUA, será justamente os Porta-Aviões chineses e por aí vai.

max

Os dois “super navios” que a Grã-Bretanha queria manter na Ásia eram apenas dois navios antigos de menos de 2.000 toneladas com uma pequena arma principal. A China poderia tê-los vencido com um navio da polícia marítima. A Grã-Bretanha está realmente aqui para rir?

Agressor's

Soft Power é Disney e Animes:

Goku tirando com a cara do vegeta

Last edited 1 mês atrás by Agressor's
ROMULO FEDERICI

Como são toscos esses desenhos !!!!
Comparados com desenhos de décadas atrás são desprezíveis: rabiscam hoje uma cara e põem uma boca que se mexe. Grotesco mas baratinho. Depois embalam e vendem para o ocidente comsomem esse lixo.

Welington S.

Meu Deus do céu… isso é apenas uma zoeira, cara. Não leve o desenho ao pé da letra. É pra ser engraçado, só isso. Relaxa.

Zorann

Amarelou….

Antoniokings

Reino Unido versus China.
Piada.

Pablo

Piada maior e tu, pode ter certeza!

Guilherme Gabriel Lins

depende de onde for o conflito, o Reino Unido não pode com a China na Asia perto das bases chinesas e da própria China, mas a recíproca tbm é verdadeira se a china tentar uma incursão no Reino Unido.

MARCELO R

O grupo de navios britânicos , que navega com o apoio do AEGIS americano e sem qualquer guarda chuva de alarme aereo antecipado como um avião radar… que está frequentando as águas da china … podem ser atacados , pois já foram advertidos…
O DRAGAO VERMELHO ACORDOU…..
E ninguém poderá para lo …..

Hcosta

Crowsnest.

Pablo

Acordou mesmo? Quantas vezes ele acordou so em 2021?

rui mendes

Com os 3 Crownest a bordo e não é só com o apoio do aegis dos EUA, também têm o apoio dos seus type 45, das type 23 e da fragata Holandesa.

Slow

Quem tem ** tem medo né ..

mendonça

eles tem mais é que afirmar isso mesmo , e se tiver planos algum dia , só poderão fazer com apoio de seus “colegas” , por si só, não tem energia pra isso .

mendonça

os britânicos devem sempre ter na cabeça , que a china é uma potencia militar e econômica , não é argentina .

rui mendes

A NATO também é uma potência militar e tanto os USA, como a UE, também são uma potência económica, e ali ninguêm quer guerra, só querem fazer ver, que águas internacionais, são mesmo internacionais e não Chinesas.

Marcelo Martins

Claramente no mapa nota-se que essas ilhas estão mais para o Vietnã, Malaisia e Filipinas. A China joga pesado pra dizer “são minhas e ninguém tasca!”

Filipe

Quando o Bell Boeing V-22 Osprey da US Navy estiver operacional , o Reino Unido poderá ter uma plataforma revolucionaria, mais cedo ou tarde eles vão ter que comprar o CMV-22 Osprey da US Navy, é a única aeronave capaz de transportar o motor F-135 que equipa o F-35B e também faz COD (Carrier Onboard Delivery) , o Reino Unido esta estudando a verão AWACS (airborne early warning and control) denominada EV-22 , o que vai tirar o peso dos Helicopteros AW101 Merlin na missão AWACS e deixar o Merlins para Guerra Anti-Submarina (ASW)… Basta o Reino Unido equipar os… Read more »

Renato de Almeida

Pessoal achando que o Reino Unido é páreo para um confronto militar com a China deve estar delirando.
A Argentina que não é parâmetro para ninguém, só perdeu a guerra das Malvinas por burrice.
Isso foi dito inúmeras vezes por oficiais das FAs brasileiras.
Nem construir uma pista de pouso/decolagem para seus caças nas Malvinas a Argentina construiu.
Os britânicos não são burros.
Se contra um país militar e econômicamente mais fraco, já sofreram pesadas baixa, não quero imaginar enfrentar um país que coloca um navio na água a cada dois meses.

rui mendes

Quanto ás Malvinas, o que os Britânicos demonstraram, foi que são uma força militar profissional e não brincam em serviço, recuperaram as ilhas bem rápido e o resto são cantigas de quem sabe lá o que é guerra, muitos aqui pintam a Argentina como se não tivesse bravos militares, mas ao contrário dos generais Argentinos da altura, o soldado Argentino era bravo. Quanto á China ser mais forte militarmente e mais forte económicamente, é secundário, os Britânicos estão só dizendo, que águas internacionais, não viram Chinesas porque a China ruge alto, depois o UK, não está sozinho e apesar de… Read more »

Filipe

Mas a China não vai a Guerras desde 1979 , a quase 42 anos sem combater, o Exercito Chinês perdeu a experiência que tinha, os Reino Unido esta saindo do Afeganistão e do Iraque mais forte do que nunca, sem esquecer a Experiência das Malvinas, acho que foi bastante esclarecedor a falta de preparação dos militares chineses no confronto que ocorreu nas montanhas do Himalaias quando confrontaram as forças indianas, imaginem Russos e Americanos se pegando no tapa para poupar balas, é estranho isso, acho que a China é um gigante de papel , bem diferente da Rússia, a Rússia… Read more »

Hcosta

Não dá para comparar a China de hoje com a China de há 30 anos atrás, muito menos com guerras há mais de 75 anos.
O RU desde a 2ª GM, e até mesmo antes disso, não consegue voltar a ter a mesma capacidade militar, nem mesmo um décimo do que teve. Mas não há nenhum problema. Optou por ter umas forças armadas modernas e profissionais em vez de empobrecer o país só para ter umas forças armadas em grande número.

Guilherme Gabriel Lins

vou me repetir aqui no blog, mas o que a China até agora está conseguindo é jogar toda aquela região em uma corrida armamentista. índia, Austrália, Japão, Coréia do Sul, EUA, Reino Unido agora, todos esses países estão se armando e fazendo exercícios em conjunto, numa clara demonstração de força as pretensões chinesas, pretensões estas que estão cada vez mais agressivas.

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