quinta-feira, junho 30, 2022

Saab Naval

Museu Marítimo do Brasil dará maior visibilidade à história marítima e ao poder naval no País

Destaques

Redação Forças de Defesa
redacao@fordefesa.com.br

Agência Marinha de Notícias
Brasília, DF
Primeiro-Tenente (RM2-T) Luciana Santos de Almeida

Mirando em cultura, história, cidadania, acessibilidade, inclusão e sustentabilidade, o futuro Museu Marítimo do Brasil (MuMa) almeja oferecer ao público um entretenimento de qualidade, integrando a cidade e o mar.

A ser construído no Espaço Cultural da Marinha, no Centro do Rio de Janeiro (RJ), esse novo polo cultural dará maior visibilidade à história marítima e ao Poder Naval no País, circunscrevendo a brasilidade como identidade e a multidisciplinaridade como discurso para provocar, desenvolver e difundir a consciência marítima em nossa sociedade. O MuMa será o primeiro museu marítimo público do Brasil e o terceiro do gênero da América Latina.

O projeto, que está sendo coordenado pela Marinha do Brasil (MB), por meio da Diretoria do Patrimônio Histórico e Documentação da Marinha (DPHDM), em parceria com o Departamento Cultural do Abrigo do Marinheiro, está na fase de elaboração de um Projeto Executivo de Arquitetura e de Projetos Técnicos Complementares para a sua construção. Por meio desses projetos é que serão definidos, de forma minuciosa, os parâmetros arquitetônicos e estruturais necessários para a realização da obra.

A proposta arquitetônica preliminar, vencedora do concurso realizado em meados de 2021, prevê a construção de dois prédios. Um deles ficará próximo ao passeio público, na vertical, e outro, no píer, na horizontal. No primeiro, com cinco andares, haverá uma ampla área térrea para recepcionar o público. O local terá auditório, espaço para recepção de escolas, área administrativa e restaurante panorâmico com vista para a Baía de Guanabara. No segundo, onde efetivamente ficará o museu, a construção sobre pilotis (térreo livre) contará com dois pavimentos, onde serão feitas as exposições.

De acordo com o diretor da DPHDM, Vice-Almirante José Carlos Mathias, o museu “é motivo de grande satisfação para nós, da Marinha, por destacar o nascedouro de nosso País: o mar. O mesmo mar que revelou o Brasil ao mapa da história e por ele a história foi e continua sendo escrita; o mar pelo qual foi consolidado nosso processo de Independência. O mesmo mar de pescadores, que tiram dele o seu sustento; o mar das plataformas marítimas de petróleo, de nosso pré-sal. O mesmo mar que abraça a costa desse País continental, atraindo turistas de todo o mundo em nossas prais; o mar que é responsável por mais de 95% do nosso comércio exterior”.

Concurso para a escolha do projeto

Em 2021, a Marinha do Brasil promoveu um concurso público nacional para a escolha do estudo preliminar de arquitetura, que levasse em consideração a geografia e a história do local da construção. Foram 191 inscritos de 17 estados brasileiros no certame, planejado e executado pelo Departamento do Rio de Janeiro do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB/RJ). O Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) também teve papel importante como incentivador da criação e construção do museu ao estimular a realização de concursos para a escolha do projeto arquitetônico e da identidade visual desse empreendimento cultural.

O projeto vencedor foi de Rodrigo Messina e sua equipe, uma parceria entre os escritórios Messina/Rivas Arquitetura, de São Paulo (SP), e Ben-Avid Studio, de Córdoba, na Argentina. Os arquitetos e urbanistas Messina, Francisco Rivas e Martin Benavidez desenvolveram as ideias em conjunto com uma equipe formada pelos colaboradores Stefanía Casarin, Alen Gomez, Emanuel Fara, Franco Fara e Facundo Rasch.

Para Rodrigo Messina, o museu será um espaço de encontros. “A sociedade pode esperar um espaço que revele hospitalidade e encontro com o outro, bem como a convivência socioambiental necessária com a cidade do Rio de Janeiro”, afirmou.

Na opinião de Rivas, o projeto foi desafiador. “Está clara a responsabilidade institucional, educacional, econômica, sociocultural e ambiental que a construção desse espaço exige. Mas a atividade da arquitetura, enquanto modo peculiar de conhecimento capaz de articular uma série de saberes por meio da técnica e construção, procura responder — não sem antes convocar a imaginação — a esse desafio”, pontuou.

Para o Presidente do IAB-RJ, o arquiteto e urbanista Igor de Vetyemy, o projeto vencedor, além de cumprir as especificidades exigidas, destacou-se das demais propostas arquitetônicas por oferecer, entre outras particularidades, um percurso que possibilita a cada visitante adquirir conhecimentos não apenas sobre os objetos expostos, mas sobre o espaço onde o museu estará inserido.

Vetyemy detalha os espaços do novo museu: “Primeiro, o visitante vislumbra ao longe o museu emoldurando o molhe histórico, como se flutuasse sobre ele. Depois, o percurso convida-o a atravessar uma ponte de acesso que mimetiza a experiência da entrada em grandes embarcações pelo seu casco. Atravessando o salão, uma circulação se coloca externa a ele e, só então, é possível voltar a ter contato com o horizonte marítimo, através de janelas redondas que se assemelham a vigias náuticas. Ao final, esse percurso convida a um passeio livre sobre o molhe, com um bar na ponta que promete uma das mais belas vistas do Rio de Janeiro.”

O grande diferencial em relação aos demais museus, cujas temáticas são relacionadas ao mar, é que o MuMa reunirá várias perspectivas sobre a cultura marítima, explica o Presidente do Ibram, Pedro Machado Mastrobuono. “Além do acervo histórico e documental pertencente à Marinha, o museu contará com acervos de ciência, tecnologia e arte, que pretendem apresentar ao público a biodiversidade marinha da costa brasileira, tratar sobre questões para a sua preservação, e abordar diferentes aspectos da atividade econômica e social em torno do mar.”

Vencedora do concurso de identidade visual, marca criada pela Danowski Design para o MuMa
foi lançada pela DPHDM na Sessão de Abertura do Ano Cultural da Marinha, em 7 de março de 2022

Desafios do MuMa

O principal desafio, segundo explica o diretor da DPHDM, Vice-Almirante Mathias, é financeiro, visto que um museu desse porte demanda elevada soma de recursos para sua execução. “Até aqui, já obtivemos êxito em dois grandes desafios. O primeiro deles, em novembro de 2020, com a conclusão das obras de recuperação das fundações do píer do Espaço Cultural da Marinha, local das futuras instalações do Museu Marítimo do Brasil. O segundo, a realização do Concurso Público de Estudos Preliminares de Arquitetura, em 2021”, comemorou.

Ele ainda assinalou qual é o foco atual do Projeto Museu Marítimo do Brasil: “Cientes da relevância do Projeto Executivo de Arquitetura e dos Projetos Técnicos Complementares, envidaremos esforços, em 2022, para captar recursos que viabilizem sua execução por intermédio do programa de mecenato ‘Patronos da Cultura Naval’. Seja por meio de leis de incentivo fiscal ou de patrocínios diretos, buscamos reunir parceiros que, como nós, entendem o papel de protagonismo da cultura.”

Explicou também que ter um projeto arquitetônico, ainda que preliminar, ajuda os envolvidos a vislumbrar as possibilidades e potencialidades do futuro museu, cujo início da construção está previsto para 2024. “Torna-o mais tangível num horizonte próximo e injeta ânimo em nossos profissionais, da DPHDM e do Departamento Cultural do Abrigo do Marinheiro, para angariar investimentos que viabilizarão sua construção, bem como na coordenação e realização das diferentes etapas do projeto”, avaliou o diretor.

FONTE: Marinha do Brasil

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João Carlos

Tomara que este museu fique pronto logo, espacos culturais sempre são bem vindos.
Uma coisa boa a nossa querida MB fará por nós, simples mortais, um museu. Vamos comemorar! Acho que é o que nos resta.

FERNANDO

Bonito, gosto de artes e cultura, e acho que um museu sempre é um bom investimento.
Também é muito moderno.
Gostei.

Neto

Importante espaço cultural. Importante marco e necessário espaço para exposição de nossa história marítima.
.
O monitor Parnaíba DEVE receber devidas honras sendo exposto nesse espaço, se possível fora da água.
.
Uma das Niterói também necessita repousar nesse ancoradouro, mesmo que seja o Navio escola Brasil.
.
Excelente oportunidade de cuidado histórico.

737-800RJ

Eu acho a iniciativa excelente e a área é ótima, pois há dezenas de museus e centros culturais num raio de 2 km a partir daquele ponto. Porém se a intenção é dar “maior visibilidade à história marítima e ao poder naval do país”, seria de bom tom iniciar pela recuperação de nossa esquadra, pois no momento não temos nem poder naval e nem estamos construindo história para ser contada no futuro.

Zorann

O que vai acontecer: Vão tirar dinheiro da defesa do país, do orçamento da marinha, para criar museu .

Museu de uma marinha que não navega. Prioridade com certeza.

Rodrigo

Concordo com você, precisamos de mais meios para a defesa, agora entendi a noticia que li esta semana, de que foi aprovado um aumento de fundos para o setor cultural.

wilson

Melhor fundos para um museu que para os luxos de uns poucos, ou você ainda acredita que um dia teremos uma marinha?

Leautenent

Assino embaixo, terão ai superfaturamento e sabe lá mais o que, dinheiro que poderia ser investido na atualização de meios navais para prolongar sua vida útil

Carlos Crispim

Pensei a mesma coisa q vc, depois vão ter que abrir concurso público para contratar professores, historiadores, porteiros, copeiros, seguranças, faxineiros, bilheteiros, estagiários…depois vira uma bola de neve , orçamento milionário, planos de cargos, reajustes anuais, reposição, viagens, palestras, penduricalhos e tudo que a gente já conhece. Não tem outros museus navais no RJ que podiam receber uma verbinha extra do que construir mais um??????????

Last edited 3 meses atrás by Carlos Crispim
Allan Lemos

Pois é, as prioridades deles são essas. Mas quando eu digo que os militares são piores do que os políticos aparecem um bando de idiotas para me criticar.

wilson

Melhor assim! Pelo menos é um espaço útil para o país e sua população.

Mauricio Pacheco

Primeiro é preciso LER a matéria, depois INTERPRETAR a matéria. eu não vi na matéria que o dinheiro saíra da defesa.
“Cientes da relevância do Projeto Executivo de Arquitetura e dos Projetos Técnicos Complementares, envidaremos esforços, em 2022, para captar recursos que viabilizem sua execução por intermédio do programa de mecenato ‘Patronos da Cultura Naval’. Seja por meio de leis de incentivo fiscal ou de patrocínios diretos, buscamos reunir parceiros que, como nós, entendem o papel de protagonismo da cultura.”

Jefferson

Gastar dinheiro com museu? Que M….tudo isso.

Marujo

Nova redação: Gastar dinheiro com museu quando não se tem um esquadra, quando não se tem as mínimas condições de patrulha do nosso mar territorial, ou para manter nossos meios operacionais, é uma grande mancada.

Varg

Eu sou árduo defensor da arte e da cultura, mas a visibilidade que a MB precisa agora é mostrar para a classes civil e política que em 15 anos basicamente não haverá mais esquadra para defender nossos mares.

Carlos Crispim

Exato, torraram bilhões em 50 anos de pesquisa para construir subnuc que até hoje só tem maquetes e dioramas, o melhor seria mostrar, no mínimo, um reator pronto e funcionando.
PS. Sou árduo defensor de arte e cultura também, MAS SEM DINHEIRO PÚBLICO, como é nos EUA.

Last edited 3 meses atrás by Carlos Crispim
Neto

Existe UM SBR na água em teste. Outro sendo construído.
.
Existe uma réplica do reator nuclear que será testado em terra e conheço um engenheiro que está trabalhando neste projeto.
.
Então, o projeto está andando.

wilson

Isso dá até um filme “A incrível história de uma marinha que foi afundada pelos próprios submarinos ainda em projeto”

Heinz Guderian

Que massa, poderiam colocar o São Paulo também como museu, eu com toda certeza visitaria.

fewoz

E o valor para manter aquilo?

João Carlos

É só pedir um aumento de verba, afinal temos uma classe política empenhada em ações culturais…

Carlos Crispim

É só dar baixa em alguma fragueta que aparece dinheiro…

Heinz Guderian

Caro fewoz, com as visitas e passeios creio que até daria lucro.
Obviamente envolve toda uma questão e marketing e etc.

Henrique

pessoal aqui

23:59 > povo esquece a própria historia e passa cultua a dos outros

00:00 > pq vão gasta dinheiro com museu, que lixo

kkkkkkkkkk

Carlos Crispim

Não precisa ser com dinheiro público, né, mané, lá fora é tudo privado.

Thiago A.

“Lá fora é tudo privado”

Pode ter certeza que quem afirma isso é mais um mané que não tem conhecimento sobre como funcionam as coisas ” lá fora” e generaliza .

Thiago A.

Censura opressora! Lá fora é diferente… kkk

Last edited 3 meses atrás by Thiago A.
Flanker

Se não for usar do dinheiro da MB para construir e manter esse museu, eu apoio. Caso contrário, seria o cúmulo da falta de visão e prioridades no uso do orçamento da MB. Aguardemos.

Neto

Grande Verdade.
.
Importante dizer que a lei Rouanet é para isso também.

Flanker

Exato.

Jefferson

Meu comentário acima foi nesse sentido. No atual estado, a marinha já é um museu vivo.

ALOIS

Projeto muito bonito, a MB pode fazer uso dos milhares de terrenos que possue, e acertar a construção em troca de algumas destas áreas.
Off topic: existia uma proposta de usar um percentual do fundo da marinha mercante para construção de meios para a Marinha, principalmente de patrulha e navios auxiliares, isso daria uma renda perene.

fewoz

Dois pontos:
1. Qual poder naval?
2. Está preparado contra incêndios?

Allan Lemos

Qual poder naval?

Né? kkkk

109F-4

Excelente iniciativa; agora “MuMa” não ficou bom…

Alex Barreto Cypriano

Se vocês forem no site do IAB tem todos os anteprojetos (sim, não são estudos ou projetos preliminares) premiados: são todos muito parecidos, autocontidos e anônimos (inclusive bastante convencionais em suas sacadas técnico/artísticas), exceto uma menção que tentou algo de mais ‘caráter’. O quê eu faria? Não sei, mas começaria não construindo sobre o pier um edifício elevado de um pavimento de 300 metros com 10-15 de largura e vãos estruturais de, digamos, 30 metros (duvido que as cargas não demandem fundações profundas). Iluminação zenital, tão comum em museus mundo afora (especialmente no hemisfério norte, em altas latitudes) deve, no… Read more »

Last edited 3 meses atrás by Alex Barreto Cypriano
Esteves

É importante. Contarem a história. Revolta da Armada, Surtos Construtivos, AMRJ, Período do Acordo Militar com os norte-americanos e da guerra fria que gerou porta-aviões e suas alas aéreas, as fragatas Classe Niterói. Guerra do Paraguai, as encomendas de navios com os ingleses, os submarinos IKL, os meios fluviais, os navios anfíbios, a Força de Fuzileiros, o esforço atual com o submarino nuclear, com o PROSUB, com as Tamandarés. Redondamente…existem 4 mil museus no Brasil. Nos EUA existem 40 mil. No Brasil 85% dos museus dependem de recursos públicos. Nos EUA, 85% dos museus são mantidos com recursos privados. Será… Read more »

Fernando "Nunão" De Martini

“ Contarem a história. Revolta da Armada, Surtos Construtivos, AMRJ, Período do Acordo Militar com os norte-americanos e da guerra fria que gerou porta-aviões e suas alas aéreas, as fragatas Classe Niterói. Guerra do Paraguai, as encomendas de navios com os ingleses, os submarinos IKL, os meios fluviais, os navios anfíbios, a Força de Fuzileiros, o esforço atual com o submarino nuclear, com o PROSUB, com as Tamandarés.” Oi, Esteves, boa parte disso está exposto e essas histórias são contadas no acervo do Museu Naval, mais perto do paço, que conta a história da Marinha desde o Brasil colônia: https://www.marinha.mil.br/dphdm/museu-naval… Read more »

Last edited 3 meses atrás by Fernando "Nunão" De Martini
Rafaelsrs

E pensar que antes das olímpiadas, todo esse acervo podia ser visto de graça…

Airton

Nunca vi inaugurarem tanto Centro de Comando de não sei o que, Sede de não sei o que, e agora museu. Como se isso fosse prioridade não?

Museus sempre são bem vindos, mas antes construam uma marinha de verdade

Vitor

é uma pena abandonarem a arquitetura atual. Vão colocar essa monstruosidade moderna, tampar a vista da baia de guanabara e desconectar com a arquitetura de todos os edificios ao redor. Estão destruindo o Rio Antigo!
uma aberração!!!!

Inimigo do Estado

Museu para quê, se há temos vários navegando pela MB? Vários não, alguns….

Leonardo M.

Nossa esquadra já é um museu, pra que criar mais um?

Foxtrot

Não precisa disso não, basta a MB abrir seus navios para visitação rsrs.
Falando sério agora, museus navais são para países que possuem grande tradição na construção naval, no desenvolvimento de tecnologias navais e que tenham contribuído muito na história naval mundial.
Pergunto, o Brasil enquadra em alguma destas classes ?
Comprando e construindo localmente equipamentos internacionais, em minha modesta opinião não viu !

Diego Tarses Cardoso

Acho legal a ideia de museu, mas a Marinha precisa de mísseis antinavio, mais fragatas e submarinos. Esse negócio de ficar vivendo de saudosismo e institucionalidade não leva ninguém além do passado, que deve sim ser lembrado.

Claudio Moreno

Nossa “esquadra” de superfície já é um museu. Veja a data das escoltas, dos navios auxiliares, salvado-se apenas a força de submarinos e menos de 10 embarcações de superfície, o resto é museu.

Sgt Moreno

Oráculo

Deixa eu ver se entendi.

A Marinha tem uma carência gigantesca de meios navais.
Falta de tudo, desde navio patrulha até escoltas.

E vão gastar dinheiro fazendo Museu?!?!?!
Isso é brincadeira né?

A MB é disparado a pior das nossas 3 Forças Armadas.
Como jogam dinheiro fora…

É urgente fazer um EXPURGO no Almirantado.
Os caras estão brincando de ser marinheiros.
Cana.lhas!

Last edited 3 meses atrás by Oráculo
Pedro

O Exercito economiza, a Aeronáutica gasta e a Marinha desperdiça….

Marcelo Baptista

“…para captar recursos que viabilizem sua execução por intermédio do programa de mecenato ‘Patronos da Cultura Naval’. Seja por meio de leis de incentivo fiscal ou de patrocínios diretos, buscamos reunir parceiros que, como nós, entendem o papel de protagonismo da cultura.” Pelo que entendi, o projeto será executado com apoio de parceiros e leis de incentivo fiscal, nao falaram nada de tirar dinheiro da força para bancar o museu. Outro ponto, é que o MuMa nao é um museu sobre a força naval, mas um museu sobre a cultura marítima, nossa historia relacionada ao mar. A Marinha deve ter… Read more »

Last edited 3 meses atrás by Marcelo Baptista
Cansado

Uma bela maneira de unir o necessário ao útil. O necessário: nosso povo precisa de cultura. Fazer um museu é uma das formas de atender a essa necessidade. O útil: um lugar para botar a maior parte da esquadra. Dada a nossa preferência por sucatas, uma coisa alimentará a outra infinitamente. É um museu para mil anos. Bônus track: um museu novo em folha vai criar uma demanda para inúmeros coquetéis recheados de autoridades que vão se refestelar em canapés de camarão, lagosta e caviar, mais vinho do bom. Vai desovar o vasto estoque da nossa Marinha e abrir espaço… Read more »

Henrique

Tantos projetos que prioritários que poderiam ser melhor aproveitados com esses recursos que um museus. O desarme das forças armadas vem de dentro, e não de fora.

Grifon Eagle

Excelente!!! A parte triste é o atual momento da nossa Marinha…

Adriano Luchiari

Já temos um excelente Museu Marítimo, e em nível nacional. A maior parte do acervo está dividida entre a Ilha das Cobras e Ilha de Mocanguê, e o resto está espalhado em outros bases navais do país.

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