Submarino Riachuelo, o primeiro submarino de propulsão diesel-elétrica do Prosub

Ao todo, foram já gastos R$ 40 bilhões com embarcações convencionais e com a base naval da nova frota, em Itaguaí; força quer contruir navios-patrulha, embarcações não tripuladas e canhão de laser

Por Marcelo Godoy

A Marinha está negociando os valores de um novo contrato para a terceira fase do Programa de Desenvolvimento de Submarinos, o Prosub, que deve definir quanto será pago até 2033 para o término do projeto da construção do primeiro submarino de propulsão nuclear do País. E quer vender submarinos convencionais do programa para seus vizinhos da América do Sul.

As duas primeiras fase do Prosub já consumiram R$ 40 bilhões – valores atualizados –, dos quais R$ 4 bilhões devem ser pagos pelo governo até a entrega, em 2025, do último dos quatro submarinos convencionais da classe Scorpène, produzidos em parceria com a França, em Itaguaí, no Rio. É ali que está sendo construída a base naval que vai abrigar as novas embarcações.

“A terceira fase do programa deve consumir outros bilhões”, afirmou o almirante de esquadra Petrônio Augusto Siqueira de Aguiar, da Diretoria-Geral de Desenvolvimento Nuclear e Tecnológico da Marinha (DGDNTM), cuja sede acaba de ser transferida do Rio para São Paulo, onde foi instalada na Cidade Universitária, no câmpus da Universidade de São Paulo (USP).

A vinda da diretoria para São Paulo faz parte de um plano da Marinha de ampliar as pesquisas em parceria com universidades com sede no Estado – além da USP, a Unicamp e a Federal de São Carlos –, além de aproveitar a proximidade da Base Industrial da Defesa (BID), principalmente na região do centro tecnológico do Vale do Paraíba.

O submarino será equipado com o primeiro reator atômico projetado e construído no Brasil. O equipamento está sendo montado, do Centro Industrial Nuclear de Aramar (CINA), em Iperó, no interior paulista. Um prédio para abrigar o equipamento – o chamado Bloco 40 – está pronto, e o reator deve começar a funcionar em 2027.

LABGENE e seus equipamentos
LABGENE e seus equipamentos (clique na imagem para ampliar)
Visão em corte simplificada do SCPN (SN-BR), futuro submarino brasileiro com propulsão nuclear

Já o casco da embarcação será construído em Itaguaí, após a entrega do submarino convencional Angustura, em 2025, o último dos quatro de propulsão diesel-elétrica previstos no Prosub. “Neste 15.º ano do Prosub, temos o estaleiro para os submarinos convencionais 100% pronto e a base naval para o futuro submarino convencionalmente armado de propulsão nuclear em construção”, disse o almirante.

De acordo com ele, de 75% a 80% das obras em Itaguaí foram concluídas. “Até o final do ano, o prédio do comando da força submarina e o prédio do comando da base de submarino estarão prontos. São dois prédios fundamentais. E, agora, como estamos chegando ao fim da fase do submarino convencional – o Humaitá está previsto para 2023, o Tonelero em 2024 e o Angustura em 2025 –, em dois anos passa a ser fundamental a negociação e o modelo de contrato para o submarino nuclear”, contou o almirante.

As negociações devem envolver as empresas do Prosub: a Naval Group (França), a Novonor e a Indústria de Construções Navais, que estiveram presentes na construção dos submarinos convencionais e da base naval. “Não é só a construção do submarino nuclear. Há o desenvolvimento tecnológico autóctone nesse projeto, como no caso da planta de produção nuclear. Essa é uma tecnologia que ninguém ensina. Trata-se do primeiro reator brasileiro, com o complexo de manutenção construído em Itaguaí, com diques apropriados e prédio para a troca de combustível propulsor, tudo licenciado pela CNEN (Comissão Nacional de Energia Nuclear)”, disse Petrônio.

Itaguaí – Estaleiro e Base Naval
Complexo Naval de Itaguaí -RJ – Estaleiro e Base Naval

Vendas

Para o almirante, após o submarino nuclear, o próximo desafio do Prosub será manter a estrutura construída em Itaguaí e sua mão de obra – operários e engenheiros. O Ministério da Defesa e a Marinha tentam convencer o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que já visitou Itaguaí, e procura apoio no Congresso – uma comitiva de parlamentares estará em Itaguaí no próximo dia 10.

“Estamos dispostos e vamos fazer um bom negócio para o submarino nuclear. E existe a iniciativa para fazer submarinos para países de nosso entorno. A Marinha e o Naval Group têm interesse. E a prospecção está sendo feita. Recebemos uma delegação da Argentina, que incluía o ministro da Defesa, e outra da Colômbia”, afirmou o almirante. Além de vender para o exterior, a Marinha deseja aumentar sua frota de submarinos convencionais.

Submarino Humaitá (S41), segundo submarino convencional do Prosub

Outro caminho estudado pela Força Naval é o desenvolvimento do projeto do novos navios-patrulha, com cerca de 500 toneladas. Ele deve incluir a fabricação de um radar nacional, feito em parceria com a USP. “Temos uma fábrica de submarinos e de navios em Itaguaí. O navio-patrulha é uma possibilidade, que está sendo vista pela Diretoria Geral de Material da Marinha e pela Engeprom. Esse navio seria brasileiro, com grande conteúdo local.”

Atualmente, o orçamento da DGDNTM é de R$ 1,5 bilhão. É com os recursos que a Marinha está desenvolvendo ainda, em parceria com a USP, um canhão laser para suas embarcações e ainda um veículo de superfície autônomo, espécie de uma embarcação remotamente pilotada, a exemplo das utilizadas pela marinha da Ucrânia contra a frota russa do Mar Negro. “Começamos do nível mais baixo (veículo autônomo). Buscamos o fomento e tivemos apoio da UFF (Universidade Federal Fluminense). Agora estamos atrás do último pé do tripé: a empresa que comece o projeto com a gente.”

Para o almirante, essa é a maior desafio da Marinha: fechar parcerias com indústrias desde o começo do desenvolvimento tecnológico. “No caso do Radar, a Embraer se interessou em nossa capacidade. Temos 65 projetos em desenvolvimento no Marinha.” O veículo autônomo – tanto o de superfície quanto o submarino – é uma das cinco prioridades atuais da DGDNTM. A embarcação desenvolvida pela diretoria já navegou 10 milhas náuticas. O desafio agora é encontrar recursos – dentro e fora do orçamento – para garantir que as pesquisas como essa se tornem realidade.

FONTE: O Estado de São Paulo

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Bernardo S.Santos

Mais de 40 Bilhões para 5 submarinos e uma base naval é um valor altíssimo. Agora 4 submarinos convencionais é muito pouco para a dimensão da nossa área da “amazônia azul” e o almirante vem falar em exportar pra países vizinhos quando a marinha necessita de um 2 lote é uma vergonha. Infelizmente o prosub vai se transformando em um programa fracassado devido a demora em seu desenvolvimento e principalmente a Mal gestão do pouco dinheiro que a marinha tem.

deadeye

Possivelmente o lote de exportação, é para garantir a manutenção da capacidade produtiva enquanto a marinha procura fundos para outro lote.

Carlos Crispim

kkkkkkkkkk

Will Bill

não exportando pra Argentina e Cuba de graça… faria sentido…. só que não

Pedro fullback

Não é um valor elevado. Se você quer equipamentos de ponta, você precisa de estrutura de ponta. O que adianta uma Ferrari se você mora em uma fazenda? O principal objetivo dos submarinos convencionais, é que era necessário a experiência e mão de obra pra construção de submarinos, e isso diminuiria tempo para a construção do submarino nuclear. E também, onde iríamos manter os nossos submarinos e a sua estrutura de apoio? Logo, precisariamos gastar dinheiro com uma base naval. Na minha opinião, o correto seria 8 submarinos convencionais com mais nacionalização de componentes, pois pedir a nacionalização com apenas… Read more »

MMerlin

“…Ferrari se você mora em uma fazenda…”

Legal, mas fala isso para a MB que sonha em ter um NAe, investe fortunas no SNBr (que um dia pode ser necessário, não hoje) mas não tem embarcações nem de perto suficientes para policiar nossa ZEE…

Flick

O problema é ter uma base e não ter a defesa anti-aerea para defendê-la.

Camargoer.

Caro. Considerando que os quatro Scotpenes tenham custado US$ 2 bilhões, isso seria cerca de R$ 10 bilhões. Agora teria que domar o valor da UFEM, que foi toda nova, do Estaleiro e da base de submarinos. Agora inclua o valor do Langene, que do falta instalar o reator que está em construção

Carlos Crispim

40 bilhões fora os 50 ou 60 bilhoes gastos em enriquecimento de urãnio que nunca conseguimos fazer em grande escala, em reatores que nunca foram construídos e etc… O que o Brasil gastou até hoje, se fosse um país de primeiro mundo, já teria ido á Lua uma 3 vezes e já teríamos dezenas de bombas atômicas no arsenal, pra onde foi todo esse dinheiro?????

francisco

O sub. nuc. é agalinha dos ovos de ouro. Chegar ao final do projeto significa matar a galinha..

Renan

Fonte
Nós mostra as fontes desse seu relatório

Camargoer.

Olá Crispim. Pelo que lembro, os valores do programa nuclear da MB são bem menores que isso. Lembro de ter encontrado estes valores em vários documentos, inclusive um relatório do Congresso (acho que de uma comissão especial para tratar deste assunto) além de algumas publicações sobre o assunto. Creio que existe uma tese ou uma dissertação de mestrado. Segundo o Relatório da MB, desde 2008, o programa nuclear da MB custou cerca de R$ 3,5 bilhões, o que inclui a construção do Labgene. Até hoje, foram investidos cerca de R$ 800 milhões na construção da fábrica de combustível de Resende… Read more »

André Sávio Craveiro Bueno

Alguma ideia de como as universidades citadas vão colaborar, especialmente a UFSCar?

Grifon

EDITADO:
COMENTÁRIO BLOQUEADO DEVIDO AO USO DE MÚLTIPLOS NOMES DE USUÁRIO.

Grifon

Rsrs, não desferi nenhum xingamento e nenhuma ofensa, e vcs bloquearam meu comentário? Realmente é pra inglês rir rsrs

EDITADO:
VOCÊ FOI AVISADO POR USAR NOMES DE USUÁRIO DIFERENTES!
DECIDA-SE POR UM DELES PARA NÃO TER SEUS COMENTÁRIOS AUTOMATICAMENTE BLOQUEADOS PELO SISTEMA.

Bosco

A possibilidade de eu mudar de nome para Nabuco está cada vez mais remota.

Last edited 11 meses atrás by joseboscojr
Grifon

Já percebeu que a trilogia já n aceita mais críticas construtivas? Isso aqui já desandou faz tempo rsrs

EDITADO:
NÃO CONFUNDA “CRÍTICAS CONSTRUTIVAS” COM TROLAGEM.

Felipe Morais

E pra que essa frescura de ficar trocando de nome? Tem nome não é?
Você devia era criar vergonha na cara e parar com essa fuleragem.

Nativo

Poderiam mudar o nome desses programas de submarino nuclear e arma lazer para Titanic. É o que cai melhor para a MB.

Diego

Buraco negro… Some o dinheiro e fica as maquete

André Sávio Craveiro Bueno

Nabuco Donosor ou Joaquim Nabuco? 😀

Pedro fullback

Bom, o nosso submarino será nos moldes do submarino nuclear Australiano… O nosso projeto, espero que o reator nuclear seja feito em parceria com os franceses e não 100% francês. China com rios de dinheiro, com phd, com vontade de dominar os mares, estão com enormes dificuldades com os seus reatores nucleares, imagina o Brasil? Pelo menos, com um submarino nuclear podemos ter alguma chance de dissuasão. Por um outro lado, enquanto o submarino estiver sendo construído, vamos deixar a nossa autonomia geopolítica de lado e vamos abaixar a cabeça para os franceses, qualquer movimento contra a direção francesas, vão… Read more »

Nativo

Então passaremos mais 322 anos como colônia! da França no caso! Porque esse subnuclear sair do papel tá osso.

Nativo

O gosto por ser dominado é comum no Brasil. depois de 2018 , não me resta dúvida.

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5 – Não use o espaço de comentários como palanque para proselitismo político

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Marcelo Baptista

Acho que vc não leu toda a matéria e não acompanhou o desenvolvimento do prosub.
O Reator não tem, nem terá participação francesa.
Ele, por mais que pareça difícil, é de projeto nacional.

Camargoer.

Exato. O reator e a parte assessória dele (sistemas de refrigeração, condensadores e geradores de vapor) são brasileiros. Havia um problema real em torno da turbina, que seria francesa da Alscon. Contudo, a GE havia comprado a divisão de turbinas “Arabelle” e a empresa dos EUA estava colocando obstáculos para a venda da turbina para ser usada no SN10. Há pouco tempo, a Alscon comprou a divisão de turbinas de volta, o que parece ter destravado o contrato. Imagino quantos os bancos que intermediaram a venda e a recompra ganharam…..

Marcelo Baptista

Ola Camargoer

Só um detalhe, para quem quiser pesquisar, o nome correto da empresa é Alstom.

Camargoer.

Isso. Obrigado.

Esteves

Essa Alston é metida em maracutaia no mundo todo.

Camargoer.

Caro. Alstom, GE, Lockheed, Boeing, General Dynamic, Dassault… todas elas. E tem ainda os bancos City, Santander, HSBC, Chase, Morgan, UBS, Credit Suisse… e tem as agências de ratings.. Moodys, Standar & Poors, Ficht… e tem as do setor químico.. Basf, DuPont, Union Carbide… e tem as farmacêuticas.. de alimentos.. de carros… tem as petroleiras…

Marcelo Baptista

Esteves, me de o nome de uma multinacional, de qualquer Pais, que não tenha alguma sujeira.
Após os anos 90 os EUA e Europa passaram a exigir algum verniz de correção. ESG é o resultado destas leis e de uma mudança de postura dos investidores.

Serigy

40 bilhões uma super fortuna! Esperamos foco da MB para concluir o Álvaro Alberto. E navios patrulhas não precisa inventar a roda tem que ser funcionais e econômicos, o Brasil necessita.

Emmanuel

“Atualmente, o orçamento da DGDNTM é de R$ 1,5 bilhão. É com os recursos que a Marinha está desenvolvendo ainda, em parceria com a USP, um canhão laser para suas embarcações (…).”

Que embarcações, cara MB?
Que embarcações?

A Marinha não tem navio patrulha, para que diabos está desenvolvendo canhão laser?

Pega esse 1,5 bilhão e torra com patrulha.
Vai ser mais útil.

Camargoer.

Este éo orçamento deste ano.

Moisés

Para o desenvolvimento do Submarino ocorreu P&D. Fora a geração de empregos diretos e indiretos.

Gabriel BR

40 bilhões de reais dá uns 8 bilhões de dólares ?!
Dada a complexidade do projeto isso não está saindo caro não.

Underground

Daria para comprar dezesseis navios classe Tamandaré. Ou 11 U212 com AIP.

Luís Henrique

O valor do PROSUB foi de e$ 6,79 bi (em Euros). Sendo 3,66 bi para os submarinos. 2 bilhões de Euros pelo Submarino Nuclear e 415 mi de Euros para cada um dos Submarinos Convencionais S-BR. 1,86 bi de euros para a Base e o Estaleiro. 900 mi de euros pela transferência de tecnologias do projeto de submarinos convencionais e do nuclear 100 mi de euros para torpedos e 240 mi de euros para apoio logístico integrado que inclui peças sobressalentes. Então, o que pagamos a mais para TOT foram 900 mi de Euros. O pacote logístico e os torpedos… Read more »

Camargoer.

Olá Luiz. Obrigado pelos números. Parece necessário repetir isso a cada notícia do ProSub. Eu (por dislexia ou peça da memória) lembrada de 9 bilhões.. mas na verdade eram 6 bilhões, como você lembrou. Contudo, parece-me que existem aspectos que não foram abordados de modo apropriado. Por exemplo, nenhum país com capacidade industrial abre mão da possibilidade de fabricar seus próprios submarinos, mesmo que seja a partir de um projeto estrangeiros. Sejam 2 ou 4, ou principalmente 16, sempre se busca a fabricação local. Principalmente se fossem 16. Inicialmente, a MB iria construir 4 submarinos U214 (sem AIP) no AMRJ,… Read more »

Fernando Botelho

Lembrar que esse valor vem sido pago desde que o dolar era barato.

Camargoer.

Caro. O Prisub está orçado em $ 9 bilhões de euros, mais ouenos.

Camargoer.

Errei. O financiamento do Prosub foi outro valor. A memoria me pregou uma peça.

naval762

Das três forças, a Marinha é a que mais luta por verba, é caro manter uma força a altura da tarefa exigida e o governo não está nem aí, por outro lado, a questão das pensões pesa muito nesse problema.

Rodrigo

Não é pensão…são os 400 dentistas, as dezenas de banda de.muscia, os 80 mil de marinheiro em terra essa estrutura pesada, focada em custo operacional com mais de 80% do orçamento em gente.

Willber Rodrigues

Se a preocupação da MB for mesmo manter a mão de obra especializada e a sinstalações, poderiam começar por encomendar mais 2 Riachuelos ( meu sonho seria mais 4, mas vamos por partes ).
Mantem a mão de obra trabalhando, a MB ganha mais 2 subs modernos, e subs convencionais são bem mais baratos que o subnuc.

Godo

“Submarino convencionalmente armado de propulsão nuclear”…. meu Deus do céu, a que ponto chegou os almirantes, qual o problema desse povo??!!

Last edited 11 meses atrás by Godo
Fernando Vieira

Isso aí eu não culpo os almirantes. Se você fala para a sociedade civil, políticos inclusos, que quer construir um submarino nuclear todo mundo pensa que vai sair um submarino armado com ICBMs com ogivas pronto para destruir o mundo.

Aí foram tentando botar o nome o mais claro possível para que ninguém pense que é isso que será construído e aí sai esse nome Frankestein.

Agressor's

Isso ocorre porque a maior parte das massas tem comportamento de manada. São facilmente manipuláveis e influenciáveis! Nos eua, por exemplo, propagam pra população de lá que a nossa Amazônia é o pulmão do mundo e que ela é a principal responsável pelo fornecimento de oxigênio que sustenta o planeta. E a maior parte dessas pessoas acreditam nisso mesmo…

Agressor's

Tem pessoas por lá que acreditam mesmo que se a Amazônia for muito desmatada, a humanidade vai morrer por falta de ar… rs

Fernando Vieira

A humanidade não morre por falta de ar sem Amazônia, mas muita gente vai morrer de fome e os Brasileiros no interior, Centro Oeste, Sudeste e Sul além do próprio norte morrerão de fome e sede.

Zorann

Quantos sonhos numa reportagem só!

Vamos ver se o reator sai mesmo! vamos ver se vão produzir mais do que 1 submarino!

Agora, vender para países vizinhos? Aí viajou mesmo! Esse eu duvido!

Zorann

Larga do meu pé!

Marcelo R

Administração ao contrario…. 40 bilhoes…. dava para “construir uma esquadra nova inteira”… Sera que os “magnificos ” …. não perceberam que não existe mais esquadra??? Falam bonito a muitos anos …. em proteger a soberania do brasil…. Segurança da amazonia azul… Proteger as riquezas do solo submarino….. As grandes reservas do pre sal … As grandes reservas de pescados do brasil, Os maiores cardumes de baleias nas costas do brasil…….. O mundo tem sede de petroleo…. reservas de recursos minerais e animais no mar… Parem de sonhar com esse submarino atomico….enquanto as fragatas que ainda boiam não tem condições de… Read more »

Marcelo R

Essa estorinha de submarino atomico….
Parece aquela piada do mendigo e do bebado….que disse pro outro que ele ia comprar uma geladeira com gelo automatico na porta…. pro uisque dele….mas o barraco nao tinha energia eletrica…..
nao temos mais marinha…. so sucatas …. mas os dirigentes…. querem submarino atomico……kkkkkkkkkk

EduardoSP

Essa matéria mostra a total falta de norte da MB. O almirante fala de submarino nuclear mas para ocupar o estaleiro ocioso sugere construir patrulhinhas de 500t que iriam ter um radar nacional. Aí fala de desenvolver canhão a laser (?!) ou um veículo de superfície autônomo, e coroa a sequência de absurdos falando que a MB tem 65 (!!) projetos em desenvolvimento
A reportagem evidencia que o grau de alienação e desorientação da MB está tão alto que a gente fica se perguntando o que estão colocando na água da Ilha de Villegagnon.

tango-echo

Os testes embarcados começam somente depois de haver sucesso nos testes em bancada, que começam em 2027?

Rodrigo

Eita canhão laser…na real o TCU tem que entrar com uma voadora com os dois pés na cara da MB… é muita viagem, falta de gestão…olha o buraco negro que criamos.
Esse submarino nuclear não sai antes de 2050.

F-39 Gripen

Li que a MB vai vender submarinos nucleares, está certo isso?

Franz A. Neeracher

Não.
Você teria o link dessa matéria?

F-39 Gripen

“A marinha também avalia a possibilidade de venda de embarcações nucleares a países do entorno do Brasil”

Espero que seja um erro da revista, pois seria burrice disponibilizar uma arma tão letal e estratégica à possiveis adversários como a Argentina.

Link: https://revistaoeste.com/brasil/submarino-nuclear-marinha-brasil/

Fernando "Nunão" De Martini

F-39,

Claramente a matéria da Revista Oeste errou.

Creditou as informações da matéria à do Estadão (que foi a reproduzida aqui) e misturou as bolas, pois a do Estadão só fala de prospectar vendas de submarinos convencionais.

F-39 Gripen

Obrigado pelo esclarecimento.

Camargoer.

Ola F39. Creio que a intenção (sempre foi) de vender Scorpenes convencionais. Somente eles.

Marcos

O que mais me interessou foi esse canhão laser…

Alguém sabe algo acerca disso? Em que estágio está?

Carvalho2008

Sobre a história dos estudos da tecnologia laser para um hipotetico canhão nacional, acho valido…..as areas de pesquisa e fomento tecnologico sempre precisam ter um embrião de ponto de partida e isto é absolutamente normal…. Aos amigos do blog é que não deveriam se surpreender, pois canhão laser está lnge de ser milagroso ou minimamente aplicavel, mesmo que uma grande potencia anuncie um…pois não se esqueçam…. laser não faz curva, nem tiro de artilharia, o que significa que independente de sua potencia , seu alcance de superfícia está fadado a 38km de horizonte radar…No combate anti aereo, tal como ja… Read more »

Marcelo Baptista

Legal Carvalho.

Acho que este é o ponto, cegar e ensurdecer o adversario.

Marcelo Baptista

Me lembrei do famoso HAARP, fui pesquisar e vi que era realmente um projeto do DoD, que depois foi repassado para uma universidade, acho que do Alaska.

Os papers que li dizem que é para “estudos das propriedades da ionosfera”, hehehe.
Com certeza era para tentar danificar as comunicações, mas como não deu em nada repassaram para a universidade.

Last edited 11 meses atrás by Marcelo Baptista
Rodrigo

Fazendo a maquete com uma lanterna led por enquanto

maurizio

Acho que com mais 2 ou 4 unidades dos subs Riachuelo, creio que teríamos capacidade de desenvolver um projeto nacional, aproveitando a expertise de construção tanto dos projetos franceses, quanto dos alemães… Seria como o GRUMEC: desenvolver doutrina nacional com influências francesas e americanas… resultou num dos melhores grupos de mergulhadores de combate do mundo… Com um maior índice de nacionalização, principalmente nos componentes e tecnologias críticas, aí sim teríamos capacidade de venda no mercado.

Cristiano GR

“E também, onde iríamos manter os nossos submarinos e a sua estrutura de apoio? Logo, precisariamos gastar dinheiro com uma base naval.” Isso foi a desculpa que o governo da época, o mesmo de agora, usou para camuflar as negociatas. Na época também rolou a conversa de que a escolha da empreiteira Odebrecht para construir a base naval foi uma exigência da França. A MB já possuí a BAeNSPA e era para ser lá todo a construção do submarinos do Pro Sub. Mas acontece que com a construção da Base de Itaguaí, com os altos valores envolvidos, houve muito mais… Read more »

Fernando "Nunão" De Martini

“ A MB já possuí a BAeNSPA e era para ser lá todo a construção do submarinos do Pro Sub.” Acho que você está se confundindo com as siglas. Não se constrói navios ou submarinos numa base aeronaval (São Pedro d’Aldeia) Os submarinos de construção nacional, antes do Prosub, foram construídos no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro (AMRJ) e sua operação é na Base de Submarinos Almirante Castro e Silva (BACS) em Niterói. Porém, como o objetivo final estabelecido no Prosub foi a construção e futura operação de um submarino nuclear (justamente o tema desta matéria), o que… Read more »

Franz A. Neeracher

“A MB já possuí a BAeNSPA e era para ser lá todo a construção do submarinos”

São Pedro da Aldéia é uma base para aviões e helicópteros……não é o local adequado para construir submarinos ou navios.

Renan

Gastem o que for necessário O dólar andou por muito tempo acima de 5 reais 40/5= 8 8 bilhões de dólares não está caro Que fosse 10 bilhões de dólares não está caro. 4 subimarino 1 usina ufem 1 Estaleiro Docas Aramar Túnel Máquinas que não existia no nosso país ninguém nos dará isso de graça, e quem vende faz por preço caro A instalação de locais apropriado para manutenção Não foi pago avista O financiamento encarece a compra Não foi honrado o contrato básico teve que ser renegociado Encarece novamente. Se gastar mais 40 bilhões de reais por um… Read more »