HMS Diamond

Um navio de guerra britânico abateu um drone de ataque no Mar Vermelho, disse o secretário de Defesa.

O HMS Diamond, um destróier Type 45, destruiu com sucesso o alvo no sábado, disse Grant Shapps.

O Ministério da Defesa disse que foi a primeira vez em décadas que a Marinha Real acertou um alvo aéreo inimigo.

O MoD não disse quem estava por trás do incidente, mas os rebeldes Houthi do Iêmen assumiram a responsabilidade pelos recentes ataques no Mar Vermelho.

Os Houthis têm como alvo navios estrangeiros na área desde o início da guerra Israel-Hamas. Declararam apoio ao Hamas e disseram que tinham como alvo navios que viajavam para Israel.

Acredita-se que a navegação mercante seja o alvo pretendido do drone no incidente de sábado, disse o secretário de defesa.

O Mar Vermelho fica entre o norte da África e a Península Arábica e liga o Mediterrâneo ao Oceano Índico através do Canal de Suez.

O HMS Diamond foi enviado para a região há apenas duas semanas “para reforçar os esforços internacionais para manter a segurança marítima”, disse Shapps num comunicado.

O secretário da Defesa disse que os ataques representavam “uma ameaça direta ao comércio internacional e à segurança marítima” no Mar Vermelho.

“O Reino Unido continua empenhado em repelir estes ataques para proteger o livre fluxo do comércio global”, acrescentou.

No início deste mês, os militares dos EUA disseram que o Unity Explorer, que navega sob a bandeira das Bahamas e é propriedade de uma empresa britânica, estava entre os três navios comerciais alvo de um ataque dos rebeldes Houthi apoiados pelo Irã.

Na sexta-feira, a companhia de navegação Maersk disse a todos os seus navios que planejam passar pelo Estreito de Bab el-Mandeb, no Mar Vermelho, para “pausar a viagem até novo aviso” após um ataque com mísseis a um navio de carga com bandeira da Libéria.

Cerca de 50 grandes navios mercantes passam pelo estreito todos os dias, enquanto o dobro desse número passa pelo Estreito de Ormuz.

De acordo com o Ministério da Defesa, a última vez que a Marinha Real abateu um alvo aéreo inimigo foi na Primeira Guerra do Golfo, em 1991, quando o destróier Type 42 HMS Gloucester destruiu um míssil Silkworm iraquiano com destino a um navio de guerra dos EUA.

O Primeiro Lorde do Mar, Almirante Sir Ben Key, disse: “Um sexto da navegação comercial do mundo passa pelo Estreito de Bab-al-Mandeb e pelo Mar Vermelho.

“O HMS Diamond foi enviado em curto prazo para a região de Portsmouth há apenas duas semanas e já está surtindo efeito junto com nossos aliados e parceiros americanos, franceses e outros.

“A Marinha Real está empenhada em defender o direito à livre utilização dos oceanos e não toleramos ameaças ou ataques indiscriminados contra aqueles que realizam os seus negócios legítimos em alto mar”.

FONTE: BBC

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Orivaldo

Ultimamente só tem Covarde no Governo desses países Ocidentais. 20 anos atrás os Houthis já teriam virado pó. Minha nossa até o Clinton daria jeito na situação

Orivaldo

Isso impede de serem retaliados ?

RSmith

Então o ocidente já sabe quais alvos deve atacar… só fica uma duvida… da onde esta vindo os insumos para essa produção? creio que vem pelo mar?! …. está na hora de fazer uma coalizão e bloquear para e inspecionar todo navio que entra e sai de lá. só deixando entrar alimentos e insumos básicos…

Nativo

Você queria valentões tipo o Bush, caçando as suas armas de destruição e.massa no Iraque, que ajudou e muito a a aumentar a baderna do oriente médio.

cipinha

O Bush não foi valentão, foi sem inteligência. Perdeu tempo no Iraque, possibilitou o fortalecimento do Iran e ainda dividiu o foco que deveria ser o Afeganistão, décadas depois os mesmo estão no poder

Bosco

A baderna que existe no mundo islâmico não melhorou nem piorou com o Bush nem com ninguém. Ela existe há 1400 anos e vai continuar assim até o final dos tempos.
O Bush pai tinha que ter eliminado o Saddam em 91 mas quis dar um tempo para o ditador , mostrando clemência e querendo passar uma ideia de que era um líder nobre e arrazoado. Deu no que deu.

Orivaldo

Não, só alguém que não seja Covarde. Esses terroristas estão atacando navios comercias e já atacou navios Americanos. O Pretexto já foi dado.

Bosco

O Irã está brincando com a sorte. O nefasto complexo industrial militar americano está dormindo mas na hora que ele acordar com sua sede insaciável de petróleo aí a coisa complica para os iranianos.
Se a distância é um empecilho para os israelenses atacarem o Irã, não o é para os americanos, que podem devastar o Irã em alguns dias de bombardeio (e nem estou falando em devastação nuclear).

José Luiz

Sendo bem realista. Muito mais eficiente para os EUA é implodir o Irã, derrubando o governo teocrático ou formentando uma insurreição. Se não houve um abalo interno o Irã se constituirá no maior país que os EUA enfrentaram desde a guerra da Coreia, tanto qto população, território, armas e indústria. Pior com Boa localização geográfica e terreno montanhoso. A China vai gostar bastante disso.

Jadson S. Cabral

Se você acha que seria tão simples assim… tá achando que o Irã é o Iraque, né?
Não que eles sejam páreos para os EUA (longe disso), mas eles têm tanto potencial de causar baixas que até hoje os EUA nunca ousaram mexer com eles. Eles têm o poder de fazer aquela região inteira virar um caos completo, arrastando Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos para a guerra, além de fechar o Canal de Suez

Bosco

A capacidade dos EUA de implementar um devastador ataque ao irã não muda com as consequências possíveis que você citou caso isso venha a ocorrer.
Uma coisa não tem nada a ver com a “outra coisa”.
Como se diz: um milagre de cada vez.

GRAXAIN

Tem que tirar o chapéu para os navios da RN, armados até os dentes! O Irã, como sempre, fomentando esses ataques com seus drones. Logo veremos as fábricas desses equipamentos indo pelos ares no país persa.

Vinicius Momesso

E você acha que o Irã não tem mísseis o suficiente para saturar as defesas desses navios e afunda-los?

Willber Rodrigues
Alex Baurreto Cypriano

Seria tão legal se dessem uma pista sobre a localização do navio e do drone quando da ação… É que do Mediterrâneo, passando por Suez, Mar Vermelho, Bab El-Mandeb (entre Djibouti e Iêmen), Golfo de Aden até o Indico não é trecho curto, tem uns 3.200 km. Meu palpite é que a ação se deu próximo (talvez a várias dezenas ou poucas centenas de quilômetros) do estreito Bab El-Mandeb. Não revelaram o tipo de drone nem a arma empregada no abate. Tá difícil, viu? Um militar americano afirmou que atacar os locais de origem desses drones e mísseis não seria… Read more »

Alex Barreto Cypriano

Apareceu o ‘u’ de novo. Mas agora vi que veio carregado no login preenchido automaticamente… Vai entender…

Fernando "Nunão" De Martini

Talvez (apenas uma hipótese) um dia você tenha preenchido com erro de digitação e isso ficou no sistema como opção.

Alex Barreto Cypriano

Pode ser, Nunão. Também desconfio de algum bug quando em multitarefa, pesquisando várias telas. Vou tomar cuidado…

Last edited 7 meses atrás by Alex Barreto Cypriano
cipinha

Se eles começarem a usar aqueles drones navais que a Ucrânia usa, podem causar um estrago

Alex Barreto Cypriano

Nenhum estrago apreciável contra um navio que pode deslocar duas vezes o deslocamento de um Nimitz. Olha, enquanto se preocupam com tráfego marítimo, que é coberto pelo seguro, uma ninharia comercial, tem gente sendo trucida em Gaza na ordem de trezentos por dia. Tá, é um problema a manutenção do tráfego marítimo comercial, é ou era uma das missões das marinhas globais, mas isso está distraindo do verdadeiro desastre e que é a fonte das agressões espraiadas em oportunidade. Um cessar fogo ajudaria e há quem diga que uma missão de paz em terra seria necessária.

Last edited 7 meses atrás by Alex Barreto Cypriano
Jadson S. Cabral

A partir do momento em que navios que trazem carga para o Brasil e que levam cargas daqui passam por lá, acho que a MB deveria mandar uma fragata para compor a força-tarefa.
Por outro lado, se esse canal fosse fechado o Brasil se beneficiaria disso, com boa parte do fluxo internacional tendo que descer o atlântico e contornar o cabo da boa esperança, inevitavelmente fazendo paradas no Brasil, como era antes da construção desse canal e do canal do Panamá, que isolaram o Brasil de vez