USS Laboon (DDG 58)

Em 23 de dezembro, dois mísseis balísticos antinavio Houthi foram disparados contra rotas marítimas internacionais no sul do Mar Vermelho a partir de áreas controladas pelos Houthi no Iêmen. Nenhum navio relatou ter sido impactado pelos mísseis balísticos.

Entre 15h e 20h. (horário de Sanaa), o USS LABOON (DDG 58) estava patrulhando o sul do Mar Vermelho como parte da Operação PROSPERITY GUARDIAN (OPG) e abateu quatro drones aéreos não tripulados originários de áreas controladas pelos Houthi no Iêmen que se dirigiam ao USS LABOON . Não houve feridos ou danos neste incidente.

Aproximadamente às 20h. (horário de Sanaa), o Comando Central das Forças Navais dos EUA recebeu relatos de dois navios no sul do Mar Vermelho de que estavam sob ataque. O M/V BLAAMANEN, um navio petroleiro/produtor químico/petroleiro de bandeira norueguesa, de propriedade e operação, relatou um quase acidente de um drone de ataque unilateral Houthi, sem relatos de feridos ou danos. Um segundo navio, o M/V SAIBABA, um petroleiro de propriedade do Gabão e de bandeira indiana, informou que foi atingido por um drone de ataque unidirecional sem relatos de feridos. O USS LABOON (DDG 58) respondeu aos pedidos de socorro desses ataques. Esses ataques representam os 14º e 15º ataques a navios comerciais por militantes Houthi desde 17 de outubro.

FONTE: USCENTCOM

SAIBA MAIS:

Conheça o Movimento Houthi do Iêmen

 

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Flamenguista

Logo, nenhuma loyd vai querer se arriscar no mar vermelho. Além de custos maiores com seguro. A usnavy não é onipresente.

Nativo

E a alternativa é terem de contornar a Africa inteira, como consequência o preço do petróleo entra em disparada.

Last edited 3 meses atrás by Nativo
Rogério Loureiro Dhierio

De qualquer forma haverá um alto custo e alguém terá de pagar essa conta.

Ou os EUA e aliados pagam um custo que podem ser de médio a longo prazo, militar de vigilância e segurança considerando riscos de atritos diretos com perdas factivies ou, o mundo arca com os altos preços do petróleo e outros inúmeros insumos devido a obrigatoriedade de embarcações contornarem a África.

Resumo.

Esse custo já é existente para próximos meses.

O mundo que vai decidir quem paga a conta.

João

Daqui a pouco, vai começar a sair mais barato do que o aumento do petróleo, pacotes de ataque aéreo contra os Houtis.
É bem nítido de que é o que querem, pra incendiar mais e mais o OM.

Burgos

Pelo visto o ano não vai terminar bem naquela região.
Engraçado que todos os aliados não atacam os pontos estratégicos no Iêmen, tendo ao lado deles a tecnologia de satélites espiões 🤔
Deveriam ter começado a ter subido essa escalada já faz tempo 🤷‍♂️

Carlos Crispim

Também não entendo isso, quem está bancando o Iêmen? Por que os aliados não atacam as bases em terra e acabam logo com essa brincadeira?

Bruno Vinícius

Apesar de um ataque direto aos Huthis ter o potencial de ser bem-sucedido, também tem o potencial de incendiar o OM e nenhum país quer arriscar entrar em um novo atoleiro. Pode até ser que em algum momento decidam prosseguir com uma intervenção militar apesar dos riscos, mas não é uma decisão fácil.

GRAXAIN

O Irã não cansa de repetir a tática de atacar os petroleiros em passagem. Só vai gerar mais bloqueio económico e algumas tragédias para os tripulantes, empresas desses navios, seguradoras e o meio ambiente. Mesma fórmula, mesmos resultados… Nem o preço do barril está subindo substancialmente dessa vez.

Alex Barreto Cypriano

Não sei, mas acho que li algures que uma grande companhia (Maersk? MSC?…) resolveu voltar a encarar o Mar Vermelho com ou sem drone e míssil Houthi. O Aaron (Sub Brief, YT) avaliou que há uma diferença de visão sobre o que se poderia fazer (se se deveria imediatamente escoltar ad hoc navio a navio, usando os Burkes, como CNO Franchetti imagina; ou coordenar esforços multinacionais sob o comando dos EUA, como SoD Austin propôs, algo que está demorando ou já fazendo água) e uma falta de decisão do PotUS. Sei lá. Mas é preciso parar de ficar comparando o… Read more »

Dalton

Alex se parar para pensar os “Zumwalt”, “LCSs”, encomendas de apenas 1 SSN por ano durante vários anos e praticamente limitar às Alas Aéreas de NAes para ataques a alvos em terra foi consequência de um período onde a US Navy não tinha um inimigo à altura e estava preparando-se justamente para uma maior ênfase na guerra assimétrica. . Não se trata de “arrogância” e sim que as coisas mudam e simplesmente não há dinheiro para se investir em todos os espectros da guerra e por causa da China e em menor grau da Rússia os “Zumwalts” irão receber novos… Read more »

Alex Barreto Cypriano

Sim, mestre Dalton, o cenário mudou. Mas não de ontem, tem pelo menos uma década e meia de avisos. A US Navy se tornou, pela sua própria essência de vanguarda, na pata de gato com a qual o complexo industrial- militar explora o orçamento federal, embora já tenha tido até maior participação nos gastos. A Navy tem recebido Burkes, em que se pesem as atualizações nos batches, faz três décadas, e Nimitz por um tempo ainda maior. A permanência da plataforma, apesar das profundas mudanças no cenário de ameaça, representa um incentivo ao comodismo e estreiteza de visão que o… Read more »

Last edited 3 meses atrás by Alex Barreto Cypriano