Em 22 de abril de 2024, o quarto submarino no programa de construção do Type 218SG foi nomeado no estaleiro da Thyssenkrupp Marine Systems em Kiel.

Os 250 convidados incluíram Boris Pistorius, Ministro Federal da Defesa, e Teo Chee Hean, Ministro Sênior e Ministro Coordenador da Segurança Nacional da República de Singapura, além de outros representantes de alto escalão de Singapura e Alemanha. A madrinha do submarino foi a Sra. Teo Swee Lian, irmã de Teo Chee Hean.

“Os submarinos construídos neste projeto são os submarinos convencionais mais modernos que o mundo já viu. Eles pertencem a uma nova geração, no estado da arte, e também são os maiores submarinos construídos na Alemanha até hoje. É o resultado do trabalho árduo, compromisso e colaboração de muitas pessoas talentosas que nos levaram a este sucesso.” – Oliver Burkhard, CEO da Thyssenkrupp Marine Systems

O design dos submarinos Type 218SG é baseado em baixa assinatura. O sistema de propulsão independente da atmosfera proporciona longa autonomia subaquática aos submarinos. Com um comprimento de cerca de 70 metros e um deslocamento de cerca de 2.000 toneladas, eles são atualmente os maiores submarinos já construídos na Marine Systems. Após o Invincible em 2019 e o lançamento duplo do Impeccable e Illustrious em dezembro de 2022, o quarto submarino foi agora lançado. O Inimitable será entregue a partir de 2025 após testes intensivos.

Depois da cerimônia de nomeação, ThyssenKrupp Marine Systems e ST Engineering assinaram um Memorando de Entendimento para melhorar conjuntamente as capacidades dos submarinos Tipo 218SG de Singapura durante seus períodos de operação. Ele expande o Acordo de Parceria anterior assinado em dezembro de 2022 para abranger a colaboração em tecnologias e aplicações selecionadas nas áreas de fabricação aditiva (impressão 3D), treinamento de manutenção, análise de dados e gestão de obsolescência.

FONTE: Thyssenkrupp Marine Systems

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Moriah

Sem dúvidas, é a cidade-estado mais poderosa do mundo.

Rodolfo

Tem que ser, eles controlam o estreito de Malacca por onde passa 40% do comercio mundial. E depois da invasão japonesa na 2a guerra, a melhor maneira de manter a soberania é por força e aliança com a maior potência militar do planeta.

Moriah

Exatamente, são como uma nova Constantinopla.

Augusto José de Souza

Singapura conquistou sua independência da Malásia?

Rodolfo

Singapura era um estado da Malasia e foi expulsa da federação por divergências politicas e econômicas em 1965.

FRANCISCO MARCELIO DE ALMEIDA FARIAS

Não me parece, pelo menos por fora e pelo que se falou na reportagem, que seja estes mais tecnológico que os das linhas francesas, espanholas e suecas.

FRANCISCO MARCELIO DE ALMEIDA FARIAS

Pesquisando bem, vi que ele tem três avanços em relação aos que falei, seriam o enxuto sistema de Propulsão Independente do Ar da Siemens, o sistema inédito de automação da Atlas Elektronik e a  Thyssenkrupp Marine Systems, que reduzem a tripulação a somente 28 marinheiros e o sistema de proteção da hélice, exclusivo para uso em áreas costeiras.  Uma pena que por motivos doutrinários e econômicos a Marinha Brasileira renunciou a isso.  

Rinaldo Nery

Será que o projeto é posterior aos Scorpenne? Aqui demora tanto, que quando é autorizado pelo governo já apareceram várias propostas mais modernas no mercado.

Esteves
Fernando "Nunão" De Martini

O Type 218 é um desenvolvimento do Type 214, contemporâneo do Scorpene.

Assim como o S-BR (classe Riachuelo) é um desenvolvimento do Scorpene (no caso, comprimento maior para ampliar a autonomia no modo diesel).

Uma eventual compra de Type 214 pela MB, caso ela tivesse mantido a escolha feita em 2007 por esse modelo (antes de dae um cavalo de pau no ano seguinte, que resultou no Prosub), também envolveria um desenvolvimento de versão específica para o Brasil, no caso substituindo o AIP por maior autonomia no modo diesel.

GNSousa

Nunão, por qual motivo o Brasil não quis o AIP? É caro de usar e manter?

Fábio CDC

A MB não optou pelo AIP exatamente pelos motivos que o Senhor colocou: Caríssimo para comprar e manter. Esse sistema traz vantagens excepcionais, tornando um SSK moderno mais do que perigoso, um verdadeiro assassino invisível. Mas não era e não é para o nosso bico, infelizmente. . Por outro lado, Submarinos Nucleares são brutalmente mais caros de desenvolver, construir e manter do que SSK´s com AIP e o Cisne o persegue implacavelmente… Vai entender. . Para mim, poderíamos ter 1 ou 2 SSK´s com AIP e o restante, sei lá, uns 4 a 5 SSK´s sem AIP mas nenhum SSN… Read more »

Wilson Look

Não foi apenas por esses motivos. O ponto central, é outro bem diferente. No caso o AIP ocupa bastante espaço e precisa de tanques de combustível para as células de combustível para operar, a MB tem preferencia por um tempo de patrulha maior então no caso do Scorpene a seção do casco que teria o AIP e os tanques para as células de combustível são utilizados para aumentar a quantidade de água, comida e óleo diesel transportados o que permite que o submarino possa ficar mais dias em alto mar e essa também é uma das grandes razões da MB… Read more »

Heli

Porém, vale salientar que o AIP por células de combustivel, como no caso dos U212/214/218 que usam o sitema da Siemens ou do Scorpene com seu sistema Mesma AIP, são bem mais caros que o AIP mais “simples” como nos suecos da classe Gotland.

DanielJr

Na época, eu li em uma revista, que precisam de uma instalação em terra para fornecer hidrogênio “puro” ao sub, e que a MB teria orçamento para manter somente uma unidade dessa, provavelmente no RJ. Então, se o sub ficasse em porto do nordeste, por exemplo, não teria acesso à recarga de hidrogênio.

O oficialato da MB também relatou que, em caso de conflito, essa unidade de hidrogênio (a única) seria um alvo prioritário logo no início do conflito, não deixando chances dos subs da MB operarem com AIP por um médio período.

Camargoer.

Olá. Havia um estudo da MB comparando o custo da milha navegada por um submarino convencional (US$ 6) com o valor de um AIP (US$ 46). Para usar um AIP são precisos uma usina de produção de gás hidrogênio líquido e uma outra de oxigênio líquido. Ambos demanda bastante energia para manter o sistema resfriado. Geralmente se usa nitrônio líquido, que vai evaporando e deixando tanto o oxigênio quanto o hidrogẽnio resfriado. Além disso, o AIP emprega grandes sistemas de célula combustível. cuja manutenção é bastante cara e complexa. Tanto a propulsão nuclear quanto o AIP são superiores à propulsão… Read more »

Fernando "Nunão" De Martini

Oxigênio para abastecer os tanques de AIP do submarino nem era o maior dos problemas, há usinas e fornecedores em mais de um local, dado o uso hospitalar. O problema maior era a produção e o fornecimento do hidrogênio líquido. Isso deve mudar bastante com a disseminação do hidrogênio como combustível verde, mas ainda assim creio que a tecnologia de baterias de lítio oferece, agora, uma alternativa mais interessante e consistente para submarinos convencionais de emprego oceânico, em comparação aos sistemas AIP de células de combustível. Mas eu continuo achando que haverá futuro em desenvolver soluções como a que sugeri… Read more »

Fernando "Nunão" De Martini

GNSouza, É a soma do que os demais colegas já responderam. Lembrando que o AIP, ainda que aumente bastante a autonomia e tempo de patrulha totalmente submerso, permite isso apenas em baixas velocidades, o que se adequa mais a áreas de patrulha menores. No caso da MB, ela privilegia capacidades como maior alcance e deslocamentos mais rápidos (ainda que utilizando o snorkel) a áreas de patrulha mais distantes da base, então optou-se por usar o espaço dedicado ao AIP para maior quantidade de suprimentos, melhor habitabilidade e maior capacidade de combustível para emprego oceânico. Uma eventual introdução de baterias de… Read more »

Esteves

O que são motivos doutrinários e econômicos?

FRANCISCO MARCELIO DE ALMEIDA FARIAS

Doutrinário e logístico seria instalar a capacidade de abastecer em portos de Belém a Porto Alegre, com os seus custos de infraestrutura inerentes.
O custo de adquirir e capacitar a automação, com valores superiores ao humana e um outro motivo, a marinha já está assustadíssima com os valores de manutenção dos periscópios optrônicos e outros componentes modernos, imagine esse.
Outra doutrina seria que o submarino útil a marinha não seria só costeiro, como esse

Esteves

A MB irá assustar-se e surpreender-se ainda mais com os Scorpenes principalmente porque enfrentará operação e manutenção desconhecidas ainda que ensaiadas.

Todo vendedor promete. E acena.

Submarinos costeiros…4. Para nosso tamanho de litoral…4?

Underground

Com base no Scorpone operado pelo Chile, a MB já sabia dos custos operacionais. Se não sabia, deveria saber.

Esteves

Saber pode ter sabido de conversinha. Conhecer e fazer será daqui pra frente.

Fábio CDC

Melhor manter a duras penas esses 4 do que nenhum.

Esteves

Nesse custo do Prosub?

Fábio CDC

Caro com eles, infinitamente pior sem eles. Pode demorar, mas dos 209 sairão todos de operação e ficaríamos sem nada. Portanto…

Augusto José de Souza

Belo submarino,a TKMS tem várias opções de meios navais que a MB pode aproveitar através do estaleiro em Itajaí além das fragatas Tamandaré.

Horacio Dottori

Deveriam cuidar mais a redação dos artigos e procurar não se repetirem!
“Eles pertencem a uma nova geração de última geração”

Fernando "Nunão" De Martini

Grato pelo aviso. Já foi corrigido.

Rinaldo Nery

Pensei que os mais fudêncios fossem os Scorpenne…

Wellington R. Soares

Cada um puxa a sardinha pro seu lado rsrr…
No final creio que ambos são excelentes e vão cumprir muito bem o seu papel.
Um pena o desvaneio da nossa MB em gastar bilhões e bilhões em um submarino nuclear, que dificilmente conseguiremos manter operacional e arcar com os custos.
Dava para adquirir no minimo mais uns 4 scorpenes, além de outras 4 fragatas.

Underground

Esse devaneio, e foi um devaneio, foi meramente a desculpa para adquirir os Scorpene em detrimento do TKS.

Wilson Look

Em 2006 matérias indicavam a escolha da MB por construir 1 submarino tipo IKL-214 ou outro Tikuna, e em 2007 o presidente da época em visita as instalações do programa nuclear da marinha prometeu 1 bilhão de reais para deslanchar o programa e em 2008 fez um programa governo-governo com a França, que é o PROSUB.

Não foi a MB que começou isso, e vale dizer que a MB não teria recebido todo o dinheiro empregado até agora no PROSUB se o programa não existisse.

Augusto José de Souza

Houveram conversas com os dois presidentes da França e Alemanha quando estiveram aqui,alguma coisa acho que sai,provavelmente em breve devemos ter notícias de mais lotes de ambos os projetos.

DanielJr

Isso é igual a carro. Todo ano vem um modelo recauchutado com um rádio mais novo, ou pneu para chuva. Sempre tem novidades.

Eu fico meio assustado com o tempo que a MB demorou para aprontar tudo até que os subs fossem ao mar. Estamos recebendo máquinas excelentes, mas não mais no estado da arte quando comparamos com outros países que também estão recebendo.

Fernando "Nunão" De Martini

Em todo projeto / programa, procura-se buscar um equilíbrio entre o uso de tecnologias maduras, tecnologias no estado da arte comprovado (já introduzidas) no estado da arte (em introdução) e inovações (a introduzir), em ordem crescente de risco e modernidade. Algumas tecnologias como baterias de lítio ainda estavam na categoria de inovações (para emprego em aubmarinos) na época da assinatura do contrato do Prosub e desenvolvimento da versão específica para o Brasil, por exemplo. Hoje essas baterias para submarinos já são estado da arte. Quando um programa atrasa, como o Prosub, obviamente outras tecnologias que seriam estado da arte, com… Read more »

Camargoer.

Olá RInaldo. Perceba que o projeto do 218 é posterior ao 214, que havia sido escolhido pela MB antes do Scorpene. O 214 era menor que o Scorpene.

O 218 é um sistema AIP e, acredito, é inferior ao Scorpene com AIP. O próprio desenho hidrodinâmico dos dois mostra que o 218 ainda tem o “gene” do cachalote, enquanto o Scorpene já tem um desenho superior.

Então…

Jagder

Pergunta: SG é pro China ou está neutra?

Gabriel BR

Pró- USA

jarbas

Tão pró EUA que tem F35

Jagderband#44

Obrigado

Carlos Campos

e tem parte do exercito na Australia

Jagderband#44

Obrigado

Underground

US$ 450 mi cada!

Alex Barreto Cypriano

O mais legal é que Singapura vai pagar ToT sem precisar comprar estaleiro local, incrementar sua BID e descolar um punhado de empregos, como um certo ornitorrinco tupiniquim inventou fazer. O tal ornitorrinco foi convencido pelo Zé carioca de que pagar ToT dá puxão de desenvolvimento no atraso crônico. Mas Zé não contou que ToT existe por causa do Gap tecnológico (sempre crescente) protegido nas patentes protegidas pelo sistema internacional de proteção de propriedade intelectual, sistema existente desde a segunda RI no XIX. Na verdade já haviam patentes na antiguidade – o famoso Marcus Vitrúvio Pólio (arquiteto, escritor, inventor, gente… Read more »

Esteves

Resumindo.

Assinamos com os franceses uma JV para 4 submarinos convencionais que estarão operativos na década de 2030 e obsoletos na década de 2050, 42 anos após a assinatura.

Além dos 4, a Velha à Fiar conta uma historinha de um outro submarino com propulsão nuclear do qual temos um protótipo em terra não operacional que poderia surgir na década de 2030 como aprendizado, JAC quea turma não aprova o uso da palavra protótipo.

E o chato é o Esteves. Logo o Esteves que vêm se mantendo atualizado e modernizado.

Last edited 1 mês atrás by Esteves
Esteves

Isso torna o esforço da MB muito mais desafiador.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/c51nv2l0prvo

FRANCISCO MARCELIO DE ALMEIDA FARIAS

Isso é as duas face de uma única moeda. Aceitar desencadeia desenvolvimento da indústria de manufaturados, com preços competitivos para uso interno e/ ou para exportação (Japão já fez isso por muito tempo, sempre comprando o aço barato industrializar e vender modificado com ganhos). Proibir vai ajudar a indústria siderúrgica básica, mas sacrificar a manufaturada.

Esteves

Essa história da nacionalidade…precisa existir uma cadeia/BID para enfrentar preço interno maior e qualidade interna menor. Não há dinheiro para acompanhar os subsídios internacionais…Índia, China, Europa e também não existe tecnologia que vêm com a eliminação da obsolescência pela demanda. Se superamos as barreiras de preço e qualidade comprando internamente pagamos mais. Se aproveitamos a oferta de aço fora do país pagamos com nossas reservas que existem justamente para isso…celebrarmos contratos e comércios, mas…mas, nossa manufatura sempre será humilde e não competitiva. A indústria nativa do aço e suas manufaturas deveria comemorar contratos de construção naval. O Japão…foi e sempre… Read more »

Jagder

Colega, você deve estudar mais propriedade intelectual. Existem cerca de 150 milhões de patentes no mundo (contadas mais ou menos desde 1830). Três aspectos: 1. Não existe patente mundial, ou seja, se uma tecnologia é patenteada nos EUA, Japão ou Europa, mas não aqui, então essa patente pode ser explorada aqui sem pagamento de roialties. Imagine as milhares de tecnologias que poderíamos usar, gratuitamente, na nossa indústria? 2. O direito associado a uma patente dura 20 anos. Ou seja, outras milhares de tecnologias que foram patenteadas no brasil estão disponíveis para utilização. Quer um exemplo? Aço HSLA80 UTILIZADO em cascos… Read more »

Last edited 1 mês atrás by Jagder
Alex Barreto Cypriano

Eu disse sistema mundial porque se pede o registro da patente em várias nações que aceitam, signatários de acordos, o sistema de proteção, e não que exista um registro único de validade mundial. Já existia escritório de registro de patente no Rio de Janeiro (e em várias outras nações fora do ambiente euro americano, mormente no espaço colonial) desde o início do XX, muito antes do esforço de industrialização. Aliás, os advogados e engenheiros destes escritórios periféricos ganhavam muito mais que seus pares no centro do sistema (imagine um mal pago Albert Einstein…). De outro lado, a exclusividade de exploração… Read more »

Alex Barreto Cypriano

Tem uns espertalhões que patenteiam até o que não existe, pro caso de algum dia vir a existir e ganharem seus devidos royalties (até sistema de propulsão antigravidade, aqui:
https://www.twz.com/31798/the-secretive-inventor-of-the-navys-bizarre-ufo-patents-finally-talks
). Se pode patentear tudo, materiais, processos, dispositivos, partes, e até conceitos, idéias. E nem falei de marcas… Scorpene é marca, assim como MeKo A-100. Acho que já deu pra entender porque os programas saem caríssimo. Não é só o custo de material e trabalho… Os militares sempre souberam disso e sempre escamotearam essa verdade quando lhes era útil. O MANSup vai render royalties, não vai?

Jagderband#44

Olhei este inventor e ele tem 2 patentes concedidas: “Electromagnetic field generator and method to generate an electromagnetic field” – US10135366B2 e “High frequency gravitational wave generator” – US10322827B2.

Jagderband#44

Alguma aplicação industrial deve ter, senão não seriam concedidas.
Um dos requisitos patentários é a aplicação industrial.

Alex Barreto Cypriano

Qual será a aplicação industrial? Construir naves espaciais pela LM ou Boeing? 🤔

Camargoer.

Pode ser uma ferramenta, pode ser um processo de soldagem ou de colagem, pode ser um dispositivo sensor, pode ser um mecanismo de acionamento de freio, pode ser o uso de laser para alguma nova aplicação.

Por exemplo, pode ser um composto químico que tem capacidade de fotocatalise… Ou um material odontológico. Eu tenho duas patentes assim

Camargoer.

Será que funcionam?

Camargoer.

Olá Alex. Não no Brasil. Aqui a lei é mais exigente. Existem trẽs tipo de registros 1) patentes (que precisam ser uma inovação efetiva) 2) modelo de utilidade (que é o aprimoramento de um dispositivo já existente) e 3) marca.

Não são patenteáveis 1) algoritmos e software, 2) gene ou organismos vivos modificadas geneticamente e 3) moléculas.

Para conseguir uma patente, é preciso mostrar o protótipo ou apresentar dados mensuráveis e reprodutivos da invenção. Não se patenteia ideias.

Alex Barreto Cypriano

Eu até chego a imaginar, mestre Camargoer, o por quê das leis aqui na periferia serem mais exigentes… De fato, não dá pra patentear idéias, abstratas que são, mas quis dizer idéia como conceito de um material, processo ou equipamento em potencial.

Jagderband#44

A Lei daqui é espelhada na Lei francesa.

Alex Barreto Cypriano

Tô dizendo que intelectualmente o Brasil é colônia francesa…

Camargoer.

A Lei brasileira exige que exista um efetivo caráter aplicado. Pode patentear uma ideia desde que seja uma invenção, como um processo de fabricação ou coisa assim. Só precisa ter uma demostração da ideia. O problema da patente, que além de cara, precisa ser publicada. Se for um processo é muito difícil fiscalizar que ninguém copiou. Por isso a parente geralmente é sobre algo fácil de fiscalizar. Quem fiscaliza se está sendo copiado é o detentor da patente

Jagderband#44

Na verdade a Lei da Propriedade Industrial daqui é “filha”, por assim dizer, da Lei da Propriedade Industrial francesa. Não considero que uma lei, de um determinado país, seja mais “exigente” que a outra.
É apenas uma questão de sensibilidade do legislador.

Por exemplo, a Lei norte-americana, prevê o patenteamento de vegetais e métodos comerciais, o que é vedado aqui. No entanto, podemos obter o registro de cultivares e direitos de autor (no caso do método comercial).

Os militares sempre souberam disso e sempre escamotearam essa verdade quando lhes era útil.

Há dois lados nessa moeda, não é muito justo destacar apenas um lado.

Não faltam casos em que o inverso aconteceu, e o pagamento de royalties na compra de material estrangeiro foi informado e usado como justificativa para promover desenvolvimentos nacionais, caso do mencionado Mansup mas também de navios-patrulha, só pra ficar em alguns exemplos da MB.

Alex Barreto Cypriano

E, Nunão, nem tem solução a coisa. Entrego aa indulgência divina. Pra mim é muito curioso que o Chico de Oliveira tenha colocado as patentes das mais modernas tecnologias (era pós -industrial) como uma das causas de reforço do atraso crônico e da falha do desenvolvimento (a incapacidade de fechar o Gap industrial do período anterior) sem advertir que proteção de patentes instrumentalizada por corporação é anterior ao desenvolvimentismo. Na Alemanha do fim do XIX e início do XX haviam incentivos aa inovação patenteada feita por gente simples, trabalhadora, ou profissionais pra incrementar o desenvolvimento. Haviam patentes de métodos construtivos… Read more »

Jagderband#44

Alex, o grande lance é que o sistema patentário existe para todos. Fomos o quarto país do mundo a ter uma Lei de patentes (1830). Em algum momento da história perdemos o bonde da industrialização, mas, o sistema existe e temos o Instituto Nacional de Propriedade Industrial, órgão que executa a Propriedade Industrial no país, agora, pergunte se os gênios das universidades federais querem patentear a tecnologia que desenvolvem? Nos países desenvolvidos nada sai de um laboratório sem passar pelo crivo da propriedade industrial. E isso é mais que justo, uma vez que a patente garante ao desenvolvedor da tecnologia… Read more »

Esteves

Não existem mais gênios no Brasil. Eu gostava da Jeane. Peitões.

Camargoer.

Você tem ração.. a patente é um documento jurídico que protege a comercialização de uma invenção. Ela restringe mercados.

Leandro Costa

Curioso ser o Inimitable sendo que já tiveram três iguais antes!!

Esteves

Fato é que daqui pra frente tudo será diferente e baterias de chumbo + navios com mais gente que automação já estão no passado.

Quem decide por uma tecnologia precisa fazer rápido. O futuro não perdoa. Assinou contrato tem que copiar o Esteves.

Alex Barreto Cypriano

Isso: os avançados estão cada vez mais longe dos atrasados. Expansão de Hubble da tecnologia garante que o retardatário continue vendo apenas o passado. De onde nunca sairá.

Last edited 1 mês atrás by Alex Barreto Cypriano
Esteves

Essa sonda que a NASA consertou…Pioneira I, atravessou os limites do Sistema Solar. Mandou uma imagem de quem olha de lá prá cá como se um viajante Estivesse observando nosso Sistema.

Sabe o que viu? Uma nuvem. Uma sujeira de poeira. Um tiquinho de grãos. E nós aqui.

Alex Barreto Cypriano

Essas escalas do macro e do micro são estonteantes e dão o que pensar sobre esse frágil caniço pensante -o Homem- suspenso entre os dois abismos…

Esteves

Tu é um viajante. Tua nave mostra um naco de poeira. Tem alguma gravidade…muito baixa para ser explorada. Nosso Sol é puro ego…quer o Sistema Solar só pra ele.

Os sistemas da tua nave desprezam a nuvenzinha…tem maravilhas à explorar e…o que pode haver em um ponto?

Dentro do ponto um planeta água. Na água…gente tomando Sol. Não sem motivos o Sol foi o primeiro Deus.

FERNANDO

Parece uma baleia.

Camargoer.

Eu ainda não entendi porque os alemães insistem neste desenho de cachalote.

Esteves

Quando Esteves menino era desenhava ilha, sol, casa, janelas grandes. Depois Esteves cresceu e passou a desenhar foguetes e aviões estranhos. Fazia isso ouvindo ondas curtas em rádio valvulado. Gabinete de madeira.

Lembro do cheiro das válvulas quentes.

Gabriel BR

O País que eu mais admiro nesse mundo: Cingapura!
Mais poderosa militarmente que o mediocre Brasil

Zé carioca

O que a MB ganhou com a transferência de tecnologia da classe tupi ?

Camargoer.

A manutenção dos navios foram feitas aqui, sem a necessidade de enviá-los para a Alemanha…. para começar.

Fernando "Nunão" De Martini

Capacitação para projetos próprios.

Infelizmente não foi utilizada a pleno pois os projetos desenvolvidos foram interrompidos, na fase de detalhamento, por cortes / não alocação de verbas por mais de um governo.

Ainda assim, essa capacitação permitiu o projeto das melhorias na classe Tikuna e, anos depois, que houvesse pessoal com conhecimento e capacitação para absorver a tecnologia do Scorpene e tocar o Prosub.

Também houve capacitação para manter os submarinos aqui no Brasil, em instalações da MB, como lembrou o Camargo.

Esteves

Tivéssemos ganhado algo teríamos dado continuidade aos IKL. Tivéssemos aprendido qualquer ação teríamos aproveitado nos Scorpenes…aço importado, eletroeletrônica, propulsão, sistemas, armas, tinta, mão de obra treinada na França. Tudo alienígena. Nacional somente a história.

Para começar.

Nilo

Pois é Esteves, a mudança foi porque os alemães entre outras não daria apoio na construção do SubNuc. Sendo assim, o projeto com os franceses não adianta a MB cantar louvores ao projeto com o término da construção dos convencionais, está querendo enganar quem? O projeto com os franceses são os convencionais caminho para o Nuclear, só deve cantar vitória quando do término deste, se não o projeto é um fracasso, ou vai a MB fazer como avestruz e fazer de conta que está tudo bem, os atrasos e incerteza são colossais, é a falta de previsão orçamentária e falta… Read more »

Esteves

É falta de profissionalidade. Gente incompetente. Amadores de gabinete. Escrevem livros e louvores. Não entregam resultado algum. Contam historinhas de inflação de 50% ao ano para justificarem o que o Esteves disse que fariam 4 anos lá atrás…conversinhas.

No LinkedIn deve ter gente boa. Deviam arrendar a MB pra FAB.

Lata d’água na cabeça…lá vai a Marinhaaaa.

Carvalho2008

Vou simplificar para os amigos que não entendem a complexidade do AIP no Brasil. AIP é caro, na infra que précisa ser montada para reabastecimento….poderia até ser feito aqui, mas a dimensão do Brasil exponencia os custos Veja, se o Brasil fosse apenas do tamanho do Estado de SP ou RJ, vc poderia ter uma ou duas estações ali no país e seu SSK teria aquela área de atuação…. Mas como o Brasil é imenso, para ele ser factível operacionalmente, vc precisaria ter estações no norte, nordeste, sul e sudeste, multiplicando o custo de algo que já não é barato…..não… Read more »

Esteves

Em 2006/2008 era o que havia. O problema é levar 20 anos para entregar 4 submarinos.

Underground

Não compraram com AIP porque era caro.
Não compraram F18 porque era caro.
Não compraram F35 porque era caro.
Não compram um monte de coisas porque são caras.
Só fingimos.

Camargoer.

A MB optou por submarinos nucleares, por isso não precisa de AIP.

A FAB optou pelo F39 porque era o único da lista que oferecia uma oportunidade desenvolvimento conjunto.

O LM ofereceu o F16 no programa Fx2. O F35 foi oferecido por fora sem participação da indústria aeroespacial brasileira,

Carlos Campos

Estreito de Malaca mais inacessível para China

Nilo

Singapura é rica, paraíso fiscal de bilionários do mundo, incluso os bilionários chineses é para lá que eles vão abrir contas empresas e tentar fugir do PCC, porque Singapura iria em algum momento fechar o mar para os chineses? Difícil. Podem se dar ao luxo de comprar sub alemão com itens tecnológicos recém lançados, comprinha de prateleira como com TOT apenas para aparecer bem na foto.
A MB fez a escolha certa, agora faz uma boa gestão a nível FAB com os Gripens, por favor.

Last edited 1 mês atrás by Nilo
Esteves

O futuro dirá.

guilardo

O nosso futuro é o presente. Nem a tinta que assinamos os contratos é nacional. A transferência de tecnologia é um tiro n’água, não serve para nada. Não aprendemos nada. Só encarecemos os produtos adquiridos. Não mantemos uma esquadra de respeito porque esperamos 40 anos por um subnuc, do qual a única certeza que temos é a própria incerteza. Quatro corvetas serão entronizadas como milagres da nossa indústria. Ledo engano. São, na realidade, monumentos à nossa pequenez, à nossa incompetência e empáfia. Contentem-se colegas com os quatro subs conv , quatro corvetas e algumas patrulhas. E ainda há quem defenda,… Read more »

Carlos Campos

para agradar os Americanos e os Europeus, eles tem mais ligação com estes do que com a China, apesar de Singapura ser um país “chinês”, a potência imperialista na Ásia é a China, e a China em uma guerra com os EUA precisaria controlar Malaca

Nilo

Singapura se identifica com os países do sudeste asiático, apesar de ser 70% de sua população ter DNA chinês, os interesses de Singapura e seu sistema político, é legítimo a opção de compra por um submarino em estado da arte, em termos de sub convencional a China não tem nada a oferecer além de ser um tubarão no meio de sardinhas quando se fala do mar da China.