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Submarino nuclear brasileiro: Quo Vadis?

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“ … a Marinha encontra-se diante de decisões difíceis. Com o orçamento atual, o programa do submarino nuclear levará talvez ainda trinta anos para a sua concretização, o que não parece aceitável. Com o desenvolvimentos dos modernos sistemas de propulsão independentes do ar para submarinos, já não se pode afirmar que no prazo de trinta ou pouco mais anos a opção pelo submarino nuclear seja a mais acertada porque, ao longo de todos esses anos, ele consumirá um percentual expressivo do orçamento da Marinha, o que prejudicará inúmeros outros projetos e, ao final do prazo para o seu desenvolvimento, talvez não signifique o mesmo que hoje.”
Almirante Armando A. F. Vidigal – A evolução do pensamento estratégico naval brasileiro (2002)

o-capitular.jpgPrograma Nuclear da Marinha fará 30 anos em 2009 e até agora, consumiu cerca de US$ 1 bilhão em recursos. Nos últimos anos, o Programa sobreviveu em estado vegetativo, devido ao corte de verbas.
O início do Programa Nuclear da Marinha deu-se no final de 1978, quando uma decisão ministerial engajou a Força no desenvolvimento da propulsão nuclear para submarinos. A decisão baseou-se na premissa de que, num eventual conflito, a Marinha do Brasil estaria em grande inferioridade contra um adversário que possuísse submarinos nucleares. Para a Marinha, a premissa foi confirmada na Guerra das Malvinas, em 1982, quando o afundamento do cruzador argentino ARA General Belgrano pelo submarino nuclear britânico HMS Conqueror, fez a Marinha Argentina retirar seus navios do Teatro de Operações.
Além do emprego militar, a propulsão nuclear aplicada a submarinos teria aplicação dual, possibilitando o uso do reator em usinas nucleares em terra, para a produção de energia elétrica. Sendo uma tecnologia de “arrasto”, traria também benefícios para o desenvolvimento de uma enorme gama de outras tecnologias.
O Programa autônomo de desenvolvimento de tecnologia nuclear recebeu o codinome de Programa Chalana, constituído por um conjunto de atividades com o propósito de desenvolver no País uma planta nuclear de propulsão de submarinos e o combustível necessário.
Sempre foi considerado um programa de longo prazo de maturação, que visava equipar a Força Naval de submarinos com propulsão nuclear, com alto grau de componentes nacionalizados. Inicialmente abrangia quatro projetos: Zarcão, Ciclone, Remo e Costado. O Projeto Zarcão, concluído em 1982, permitiu o domínio da tecnologia de obtenção de zircônio e háfnio nuclearmente puros.
O Projeto Ciclone, concluído em 1986, permitiu o desenvolvimento de ultracentrífugas para obtenção de urânio enriquecido e o seu emprego conjunto em cascata, numa usina de enriquecimento.
Os projetos que estão ainda em desenvolvimento são o Remo e o Costado. O primeiro visa à obtenção de uma planta de propulsão nuclear, do tipo PWR de pequenas dimensões, para ser instalada em submarino. O Projeto Costado, por sua vez, visa capacitar a Marinha a construir um submarino que possa receber o reator nuclear.
Para conseguir terminar finalmente o reator nuclear, a Marinha precisa de mais um bilhão de dólares, investidos num período de 10 anos.
O presidente Lula, em julho de 2007, em visita ao Centro de ARAMAR, garantiu a liberação de recursos anuais de R$ 130 milhões, para a conclusão do reator e do programa de enriquecimento de urânio da Marinha.

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O Projeto Costado

Enquanto construía os submarinos da classe “Tupi” (IKL-209/1400), com transferência de tecnologia alemã, a Marinha se preparava para projetar o primeiro submarino convencional de projeto brasileiro, o SNAC-I. Ele seria uma “bancada de testes” para o futuro SNAC-II, o Submarino Nuclear de Ataque (SNA).
O então Ministério da Marinha contratou a HDW / IKL para fornecer um programa de treinamento para a elaboração de um projeto próprio de submarino no Brasil. Para esta finalidade, cerca de 30 engenheiros foram destacados para participar do treinamento durante os anos 1985 e 1986, seguido de uma fase de concepção de projeto entre os anos 1986 e 1990.
Houve treinamento de projeto de submarino no Rio de Janeiro, na forma de palestras, de 1º de abril a 7 de maio de 1985. Foram abordados os assuntos hidrodinâmica, resistência de materiais, termodinâmica, arquitetura naval de submarinos, física e química relacionada a submarinos.
Também foi feito o treinamento de projeto de submarinos na IKL em Lübeck, Alemanha, na forma de palestras, de 20 de maio a 19 de julho de 1985. Foram abordados os assuntos de projeto de casco de submarinos, propulsão, “lay-out” e eletricidade de submarinos.
Entre 5 de agosto a 6 de dezembro de 1985, foram abordados temas sobre mecânica, elétrica, automação e eletrônica, comunicações e sensores/sistemas de combate de submarinos.
Entre janeiro de 1986 e junho de 1990 (54 meses), o treinamento consistiu da Fase de Projeto de Concepção de um projeto próprio, baseado nos requisitos da Marinha do Brasil para um submarino convencional de grande porte, compreendendo as seguintes partes:
1.Estudo de Viabilidade (janeiro de 1986 a março de 1986)
2.Projeto de Concepção (abril de 1986 a dezembro de 1986)
3.Fase Preliminar do Projeto (janeiro de 1987 a maio de 1987)
4.Fase de Projeto de Contrato (julho de 1988 a junho de 1990).
Em 1º de outubro de 1990, todas as atividades foram interrompidas por parte da Marinha do Brasil.
Anos mais tarde, o projeto ressurgiu como SMB-10 (Submarino Médio Brasileiro), um modelo convencional com deslocamento carregado de 2.500 toneladas, 8m de boca e 67 metros de comprimento.
Mas a Diretoria de Engenharia Naval (DEN) ainda precisava contar com auxílio técnico estrangeiro para projetar o SMB-10, já que o Brasil não domina todas as facetas de um projeto dessa complexidade.
O projeto do SMB-10 também acabou cancelado, fazendo a Marinha partir para um projeto totalmente estrangeiro, de um submarino convencional que pudesse receber um reator nuclear posteriormente.

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Aproveitando o legado

Em 6 de setembro de 2005, o jornal Valor, em sua edição online, noticiou que a Comissão de Financiamentos Externos (Cofiex) tinha aprovado a contratação de empréstimo internacional para construção de um submarino convencional alemão U-214 e a modernização dos cinco U-209 já existentes na Marinha. O financiamento, de 882,4 milhões de euros daquele ano, contratado no ABN AMRO, se somaria à contrapartida do Governo, de 135,9 milhões de euros (87% de financiamento e 13% de contrapartida), totalizando 1,08 bilhão de euros.
A construção do novo submarino ficaria a cargo da siderúrgica alemã ThyssenKrupp, por meio de sua subsidiária ThyssenKrupp Marine Systems, sob acordo de transferência de tecnologia para o governo brasileiro. A obra teria assessoria de outra subsidiária, a HDW (Howaldtswerke Deutsche Werft AG), o estaleiro que construiu o primeiro submarino do mundo (1850) e o primeiro motor a vapor para fins navais (1849).
Esperava-se começar a construção do submarino já em 2007, aproveitando a conveniência logística de se adotar um modelo alemão, possibilitando o uso de boa parte das instalações e ferramental do AMRJ, usados na construção dos submarinos da classe “Tupi” (U-209). O contrato com a ThyssenKrupp, porém, acabou não sendo assinado.

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Mudança de rumo

Em setembro de 2007, o Presidente Lula assinou um decreto criando um grupo de trabalho para a elaboração do Plano Estratégico de Defesa Nacional.
Em fevereiro de 2008, Lula e o Presidente da França Sarkozy, encontraram-se na Guiana Francesa, onde conversaram sobre cooperação militar e tecnológica entre os dois países, incluindo a transferência de tecnologia de submarinos “Scorpène”.
Segundo o Chefe de Estado francês, a transferência de tecnologia permitirá ao Brasil construir futuramente seu submarino nuclear.

Quanto custa um submarino nuclear?

EUA, Reino Unido, França, além da Rússia e China, constroem e operam submarinos nucleares há décadas e, ao longo destes anos, fizeram investimentos bilionários em recursos humanos e em infra-estrutura necessários para a obtenção desses meios de combate.
Os altos custos de projeto, construção e operação e os riscos de operação de submarinos nucleares sem dúvida, preocupam suas Marinhas e, principalmente suas lideranças políticas.
As novas classes de submarinos nucleares de ataque, em construção nos Estados Unidos (Classe “Virginia”), Inglaterra (Classe “Astute”) e França (Classe “Barracuda”), dão uma idéia dos custos do desenvolvimento e construção desses complexos navios.
Os custos estimados de construção dos primeiros submarinos de cada série, baseados num estudo do United States General Accounting Office – GAO, publicado em 1996, são os seguintes:
Virginia (com custo estimado em 1996, atualizado para 2008): US$ 4,9 bilhões
Astute (com custo estimado em 2007 ): ₤ 1,5 bilhões
Barracuda (com custo estimado em 2006): € 1,9 bilhões
Vale lembrar que a cada submarino adicional da classe, o valor unitário vai caindo, por causa da economia de escala.

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Quanto custará o submarino nuclear brasileiro?

Os cinco países construtores destas três classes de submarinos, têm décadas de experiência neste setor e dispõem de toda a complexa e caríssima infraestrutura industrial e de recursos humanos, e mesmo assim, não escaparam de riscos de aumento de custos e atrasos que, aliás, foram alertados antecipadamente por auditorias especializadas.
O submarino nuclear concebido pela Marinha do Brasil, conforme informações publicadas em vários artigos da imprensa e da Marinha, vai deslocar em torno de 6.000 toneladas, situando-se portanto entre o “Astute” britânico e o “Barracuda”, francês.
Sem dúvida, será um submarino mais simples tecnologicamente, mas sua estrutura, propulsão, sistemas auxiliares, sistemas de navegação e governo, acomodações etc., terão semelhança com os submarinos nucleares em construção nos EUA, Inglaterra e França.
Além disto, com certeza absoluta, os padrões de precisão, qualidade e confiabilidade, terão que ser equivalentes.
Com base nisso, pode-se assumir que, uma vez construída a infraestrutura física e adquiridos e treinados os recursos humanos necessários, o primeiro submarino nuclear brasileiro terá um custo e um prazo de projeto de construção no mínimo comparável ao de seus similares, porém o fator de risco de aumentos de custos e prazos será maior, provavelmente na faixa de 30% a 50%.
Utilizando os valores e prazos dos primeiros submarinos da classe “Virginia”, “Astute” e “Barracuda”, pode-se estimar o custo de construção do primeiro submarino nuclear brasileiro na faixa de € 1,8 a € 2,7 bilhões, ou US$ 2,8 a US$ 4,2 bilhões, ou R$ 4,3 a R$ 6,5 bilhões.
Projeções indicam que o programa do primeiro submarino nuclear brasileiro demandará, num prazo de 20 anos, recursos da ordem de R$ 13 a R$ 19 bilhões, incluindo a formação de pessoal, projeto, custo da primeira unidade, custo do estaleiro e nova base naval e ainda, o custo operacional nos primeiros cinco anos.
O prazo entre a decisão de alocar recursos para o projeto do submarino nuclear brasileiro e o término de um projeto de contrato, avançado o suficiente para permitir o início do contrato de construção, pode ser estimado entre 5 e 8 anos, contados a partir da existência de um núcleo de engenheiros com experiência e qualificação adequadas para fazer o projeto de submarinos.
O prazo de construção do primeiro submarino nuclear nacional até a entrega, contado a partir do término do projeto de contrato, pode ser estimado na faixa de 10 a 15 anos.
Temos assim o prazo total estimado para o empreendimento, entre 15 e 23 anos, mais o período necessário para formar o núcleo de engenheiros.

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A real situação da Marinha

“O poder naval brasileiro poderá desaparecer até 2025, se até lá não houver novos investimentos em equipamentos.” O alerta foi dado pelo comandante da Marinha, almirante-de-esquadra Julio Soares de Moura Neto, em audiência pública promovida pela Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE), no dia 16 de agosto de 2007.
O Programa de Reaparelhamento da Marinha requer um investimento de R$ 5,8 bilhões ao longo do período de 2008 a 2014 e ainda não foi aprovado.
As prioridades iniciais do programa, segundo o comandante, são a construção de submarinos e navios-patrulha e a aquisição de helicópteros. O valor do PRM é praticamente o mesmo do primeiro submarino nuclear brasileiro!
Isso sem contar os custos da infra-estrutura necessária à construção, operação e manutenção.
Os investimentos no Programa Nuclear da Marinha até agora ocorreram às custas de cortes em importantes setores e atividades da Força, como a operação dos meios da Esquadra, a aquisição de sobressalentes, a manutenção dos navios e o adestramento.
Um reflexo disso é o estado de paralisia da aviação embarcada de asa-fixa e do NAe São Paulo, por falta de recursos que foram drenados pelo Programa Nuclear.
Mesmo com o aporte financeiro prometido pelo atual Governo para a conclusão do projeto do reator nuclear, percebe-se claramente que, mantida a conjuntura atual, não haverá verba suficiente para a construção do(s) submarino(s) nuclear(es) brasileiro(s), a não ser que haja um sensível aumento no orçamento do Comando da Marinha.
E mesmo que o aumento no orçamento ocorra, será preciso avaliar se vale a pena construir submarinos nucleares daqui a 20 anos, quando o gap entre o desempenho destes e dos submarinos convencionais será bem menor, graças ao desenvolvimento tecnológico. Com o valor gasto na construção de apenas um submarino nuclear, seria possível construir 3 ou 4 submarinos convencionais com AIP.
Com o anúncio do Plano Estratégico de Defesa e as referências quase que constantes ao submarino nuclear como a arma ideal para proteger a “Amazônia Azul”, é possível que o submarino nuclear brasileiro seja construído algum dia, mas é fundamental que, até lá, a Marinha do Brasil não negligencie os avanços dos submarinos convencionais, investindo também em outras tecnologias de propulsão independentes da atmosfera.
Até que o submarino nuclear chegue, os submarinos brasileiros não poderão depender somente do snorkel para sobreviver num conflito. (Última atualização: 3/11/2008)

88 COMMENTS

  1. O pessoal do blog tá gastando o latim…pois é, pra onde vai esse projeto do sub nuclear brasileiro? Boa pergunta!

    Eu espero que vá até o fim, ou seja, que se construa um submarino nuclear no Brasil. É caro? Ô se é? É trabalhoso de se manter? Ô se é? Mas vale a pena ter um? Na minha opinião, vale (antes de começar aquela maluquice de que um só não vai servir pra nada e tal, fica aqui a matemática: só se chega ao segundo depois que se passar pelo primeiro, o terceiro só vem depois do segundo, e assim por diante).

    Na minha opinião vale a pena por vários motivos, mas destaco dois:

    – é uma arma de dissuasão fantástica;

    – projeta o Brasil em termos mundiais (ganha peso político), pois o Brasil passaria a fazer parte o “clube” dos países que detêm esta tecnologia.

    Esses dois pontos, na minha opinião, modifica o panorama internacional em favor do Brasil. Assim, se não fosse por outras coisas, só por isso já valeria a pena.

    Se fosse pra “comprar” um Sub Nuclear eu seria contra, pois não projetaria o Brasil no cenário internacional devidamente. Mas, pra construir um aqui no Brasil, com tecnologia nacional, sou totalmente a favor pelos motivos que falei acima.

    A questão do orçamento precisa ser colocada em outros termos, na minha opinião. O custo total do Sub Nuclear, aproximadamente 5 bilhões (de acordo com a matéria), precisa ser entendido ao longo de todo o projeto e não como uma comparação com o valor do investimento que a MB precisa fazer para “ontem”. Não se trata de uma escolha entre um ou outro, entre o Sub Nuclear ou o restante dos meios que a MB precisa para se reaparelhar. Não vejo assim. O Sub Nuc é um dos projetos do PRM, e cada projeto tem seus prazos para se concluirem. Com organização e planejamento podemos ter tanto o Sub Nuc como as escoltas, helis, caças e tudo mais que a MB precisa. E como o assunto do dia foi a notícia da Isto É, sobre o PND, penso que com calma e com planejamento teremos as FAs equipadas na medida exata do tamanho e da importância do Brasil no cenário internacional. Mas não se sai do patamar em que nos encontramos para um patamar superior de uma hora para outra…vai demorar um pouco, vai exigir investimentos e tudo o mais, mas ao menos agora está existindo (creio eu) de fato um planejamento (coisa que antes nunca existiu) de Defesa. Eu sou um “metodólogo” de carteirinha. Ou seja, tendo método, tendo planejamento, quase tudo é possível de ser realizado. Só não se encontra jeito para a morte e para a zaga do meu time de futebol…de resto, dá-se um jeito…

    abraços a todos

  2. Excelente post galante!!
    E sempre empolgante ouvir noticias do nosso sub nuclear e sua construção, mas se formos colocar no papel o real valor e tempo necessários ao desenvolvimento do mesmo e confrontarmos com as verbas(?????) e as necessidades da nossa força, seria o caso de pensarmos bem se essa é a melhor opção. Não to aqui querendo dizer se será bom ou ruim sua construção, mas a pergunta que cabe aqui é se vai valer a pena…Teremos estrutura para manté-lo? para investir isso tudo seria bom não ficarmos em somente 1 unidade, mas será que virão mais, devido aos custos do projeto? e os sub AIP, seriam uma alternativa realmente boa em vez dos nucleares?
    Pessoalmente eu ficaria com a construção de uns 15-20 AIP, uma tecnologia moderna , mais barata e com a qual poderiamos mais tranquilamente produzir( finalmente) nossos Subs.

  3. Senhores,
    A Marinha do Brasil precisa garantir os limites do nosso mar territorial, assim como nossa fronteiras fluviais. Um programa nuclear como o da Marinha deveria ter sido compartilhado com programas similares das outras forças e até mesmo de entidades civis. A Marinha gerenciou até hoje este processo sozinha, e gostem ou não de forma ineficiente, senão teríamos esta nave navegando hoje. Devemos fazer a seguinte pergunta: Para que necessitamos de um submarino nuclear? Queremos transferir nossa força para além das nossas fronteiras? Precisamos disso? Eu acredito que a tecnologia ganha pode ser útil, porém o resultado é duvidoso. Submarinos AIP estão espalhados pelo mundo, Índia, Israel, Chile, França, Alemanha, Austrália, Japão, e acreditem, são tão ou mais sofisticados que os submarinos nucleares. Pequenos, silenciosos e precisos. As forças de subamrinos americanos dizem que já dispõe de contra-medidas para os AIPs, mas a verdade é que em simulações, naves suecas conseguiram impor perdas a marinha americana, submarinos AIP suecos. A Índia já detém a anos o ciclo nuclear e mesmo assim optou por subamrinos convencionais para suas forças. Enquanto a Marinha do Brasil torra dinheiro público, hoje se viu no JN da Globo, o que acontece no rio Paraná a noite, uma vergonha. Por ali passam todas as noites, drogas, armas e munições para abastecer os morros cariocas e as favelas das grandes cidades brasileiras. Estas drogas vão chegar perto da casa dos Almirantes da Marinha do Brasil, e estas armas vão matar os filhos destes Almirantes em um cruzamento da cidade do Rio. Pensem nisso, precisamos de vergona na cara e não submarino nuclear. Se conseguissemos Lanchas para patrulhar estas fronteiras, já seria um grande avanço. Vergonha!

  4. Hornet.
    Na parte de método e planejamento concordo totalmente com vc!!
    Acho que tendo isso bem definido, ja temos meio caminho andado.
    Realmente se for para ter mais de um eu acho otima a ideia do sub nuclear, se for so um eu ja não sei…mas o importante e termos bem claro o que queremos para nossas FA e o que esperamos delas.
    P.S: Qual o seu time, meu caro hornet….

  5. Rodrigo Rauta,

    Time? Que time? Vc quer dizer aquele ajuntamento de jogadores… é melhor eu nem falar, pra evitar piadinhas desnecessárias aqui no blog…rs.rs.rs. É um time que já foi várias vezes campeão brasileiro, campeão da libertadores, da copa do Brasil, e campeão de mais um monte de coisa, mas hoje sofre pra empatar “em casa”…uma tristeza total!!! Até que está bem na tabela do brasileirão deste ano, mas podia estar melhor se não fosse a zaga que não se entende…mas enfim…

    Pois é, é o que eu sempre falo: não chegaremos ao segundo Sub Nuc sem passar pelo primeiro; no custo total do Sub Nuc está incluido o desenvolvimento da tecnologia; no prazo (demorado e atrasado) do Sub Nuc está incluido os vários anos de descaso com as FAs dos governos dos dois “Fernandos” (o FHC e o Collor) e por aí vai…e planejamento de verdade, só estamos tendo agora, com a dupla Jobim/Mangabeira…antes disso, nunca existiu um planejamento de verdade nas FAs do Brasil…antes, cada um atirava para o lado que estava virado, o que contribuiu e muito para o sucateamento das nossas forças…

    Antes era aquela encrenca: se o comandante da MB fosse um submarinista, só se investia em submarino; se fosse alguém que achava que porta-aviões era a solução, então comprava-se um Opalão qualquer e “enchia” o convés do NAe de “pé-de-bois voadores” e assim por diante. Nada era planejado, não se sabia que Marinha queríamos ter ou ser.

    Ao menos agora estou vendo um planejamento das ações… Se nossa MB puder ter 5, 15 ou 20 subs nucleares ela vai ter. Mas isso não pode ser feito às custas do sucateamento do resto da Marinha. O mesmo pensamento vale pro resto: se a MB puder ter 2, 5 ou 10 NAe ela vai ter, mas sem que com isso se destrua todo o resto da Marinha…entende? Por isso que acho que com planejamento teremos a MB do tamanho da importância do Brasil. Quanto melhor for a nossa MB mais peso teremos no cenário internacional, e quanto mais peso tivermos no cenário internacional, mais necessidade de termos uma Marinha condizente com nossas novas responsabilidades mundiais…uma coisa alavanca a outra…

    um forte abraço

  6. Num país que tem 50 bilhões de dólares para salvar a pele de investidores estrangeiros que especulam na nossa bolsa-cassino de
    valores e para valorizar o nosso Real facilitando a remessa de lucros,em dólares, dizer que não há dinheiro para as FAAs é querer
    nos fazer de bobos.

  7. Rodrigo Rauta,

    em tempo:

    eu penso que a MB (FAs em geral) precisa ser equilibrada. Precisamos tanto de submarinos como de navios patrulha, precisamos de fragatas, mas também de LHDs etc. Ou seja, eu trabalho com o conceito de “gulf bag” adotado pela Royal Navy, e que aprendi lendo uma entrevista do então capitão do HMS Invencible. Uma grande Marinha é uma Marinha equilibrada e racionalmente planejada. No jogo de golfe, cada taco tem sua função, o taco de metal é para jogadas longas, já o taco de madeira é para as jogadas curtas e de precisão. E, claro, não adianta nada termos os tacos certos, se o jogador não saber usá-los corretamente…

    um forte abraço

    ps. Eu me espelho muito na Royal Navy, acho que se o Brasil um dia tiver a estrutura e a organização (nem digo os meios, poque isso já seria sonhar demais) da Royal Navy, creio que já estaríamos bem servidos.

  8. Se o Poder Naval Brasileiro poderá deixar de existir até 2025 se nada for feito, ou seja daqui 15/17 anos, a Marinha precisa no período de 2008~2014, ou seja prá agora, R$ 5,8 bi,montante este que nem foi aprovado ainda pela Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional, será que os Deputados vão liberar mais dinheiro ainda para o SNB? Na minha opinião, eu acho que o dinheiro que a marinha vai gastar prá construir o submarino nuclear(R$6 bilhões)com um submarino,esse dinheiro dava prá construir até 5 submarinos convencionais como o IKL ou Scorpene.Eles operam de forma autônoma no mar ou em águas costeiras,desempenhando as mais diversas funções de combate,desde inteligência a coordenação de apoio e ataque.É a arma do mais fraco contra o mais forte,por exelência,e é sem sombra de dúvida,um poderoso elemente de negação do uso do mar, principalmente para Marinhas com orçamentos modestos.Não adianta enfiar todo o dinheiro no programa nuclear e chegar em 2020, a Marinha desaparecer.Pode sim, continuar com o programa,depois que nós tivermos uns 10 submarinos convencionais,o dobro de fragatas que dispomos hoje,em torno de 9, helicópteros Sea Hawk em quantidade suficiente, voltar o nosso Navio-Aeródromo para o mar, modernizar nossos AF1 Sky-Hawk ou adquirir aeronaves navais mais modernas, mais navios patrulhas para impedir o contrabando de drogas,armas e tudo mais que entram pelas nossas fronteiras, adquirir mais equipamentos para os fuzileiros navais,ou seja não adianta querer fazer um monte de coisas e não fazer nada.Vamos fazer uma coisa de cada vez, sem atropelos, ver o que realmente é mais prioritário agora, 10 anos passa em cima da cabeça,se não abrir os olhos agora, chegará em 2020/2025,vai estar do mesmo jeito ou pior.O Cruzador Argentino “General Belgrano”,só foi afundado também,porque a Inglaterra receber apoio 100% dos americanos.No dia 1º de Maio de 82, baseados em estudo da US NAVY, que alertava para a fragilidade da cadeia logística da frota britânica, os Estados Unidos resolveram apoiar os esforços de guerra inglês.Em 24 horas,equipamentos dos mais diversos começavam a ser transferidos dos estoques americanos para as forças britânicas.A ilha de Ascensão foi suprida com mais unidades de purificação de água,camas de campanha em acomodações de campanha,e cerca de 12,5 milhões de galões de combustível de aviação, sem o qual a ponte aérea logística entre o Reino Unido e as ilhas não teria sido possível.Além dos AIM-9L Sidewinder de última geração, foram entregues mísseis anti-radiação Shrike(já com as frequências dos radares argentinos na cabeça de guiamento do míssil),mísseis de ombro Stinger para uso das unidades de forças especiais.Não fosse só isso,um Satélite foi desviado para o Atlântico Sul a fim de não somente prover ligação de comunicações,mas também para que os navios de inteligência, como o HMS Endurance, pudessem interceptar as mensagens cifradas das comunicações argentinas.O material que os americanos transferiram dos seus estoques para as forças britânicas foi: 200 mísseis ar-ar AIM9,350 válvulas de escape para torpedos,placas para adaptação dos AIM9 nos caças Harrier,antenas parabólicas de comunicação por satélite,8 sistemas de mísseis anti-aéreos Stinger,equipamento para detecção de submarinos,1 canhão anti-aéreo Vulcan,cartuchos de flares para sistema M130, MÍSSEIS anti-navio HARPOON, mísseis anti-radiação Shrike,18 conteineres de lançamento CTU-2A,4700 ton de placas de aço para pista de pouso,óculos de visão noturna,1 motor de helicóptero Chinook(CH-47), e outras munições diversas.Ou seja, a marinha de guerra britânica só conseguiu afundar o Cruzador,graças à ajuda americana, duvido que um mar infestado de submarinos convencionais,não consiga deter uma frota naval. A MB não tem o que temer!

  9. Temos que ter algo que possa perseguir e destruir os ameacadores SSBNs Bolivianos nas regioes mais profundas do Atlantico. Por este motivo sou a favor do nuclear. E para patrular aqueles rios de divisa, e o Amazonas, soh um nuclear para fazer isto. Eu acredito que um nuclear vai impor tanto respeito que ladroes nao vao roubar, assasinos nao vao matar, foragidos vao se entregar, e politicos vao deixar de ser corruptos. O Paraguay vai dar a sua parte de Itaipu ao Brasil, e o Uruguay vai virar estado da uniao. A Russia vai dar PAK-FA pra nois de graca. E com isto tudo eh claro que o Brasil nao soh vai ocupar um assento permanente no conselho de seguranca, vai ocupar todos.

    Mais isso tudo eh bonus, por que o que o Brasil precisa mesmo eh patrulhar suas aguas com submarinos nucleares, por que nunca se sabe quando aqueles malditos piratas somalianos vao aparecer.

    Pena que depois de tudo isto o Brasil so tera verba para dois veiculos militares, o submarino nuclear, e este ai:

    http://granitegrok.com/pix/New_Coast_Guard_via_Democratic_leadership.jpg

  10. Me enfurece a politicagem envolvida na questão do submarino nuclear.O governo tem interesse nos offsets, mas esquece-se de que mudar os planos de última hora é jogar dinheiro fora. Digamos que esse projeto seja lamentavelmente engavetado, o que seria um erro.O que foi investido ao longo de 20 anos tem que reverter pelo menos para uso civil, em geração de energia.

  11. rodrigo rauta e Luiz Marcelo parabéns a vcs que tiveram a visao da coisa, isto que esta se falando de SUBs Nucleares é BALELA!

    Gente, sabe o que pareçemos, um bando de besta acreditado os nossos politicos, sinceramente, passem desta, politicos sao todos canalhas, vcs já pensaram só em 1 hipotese, se o Lula nao conseguir se reeleger (sei lá, podem tentar fazer que nem Hugo Chaves), e/ou nao eleger seu candidato (nenhum tem pesso), e perde a eleiçao, já foi o projeto de Lula, os politicos brincam com o povo, e nos acreditamos, 6 bilhoes para um sub, nossa quanto deste dinheiro nao vae ser desviado e vao pedir um adcional de 5 bilhoes para completar, e quando estiver pronto para lá de 30 anos, nao servirá para nada, conceito atrasado e desatualizado.

    SOU TOTALMENTE CONTRA ESTE PROJETOS GIGANTES (FARAONICOS), a qualquer nivel no BRASIL, infelizmente nao temos preparo e muito menos seriedade, sinceramente, quer um SUB NUCLEAR, COMPRE NAS PRATILHEIRAS FRANCESAS ou RUSSAS. Veja se um país que é focado na defesa quer um SUB NUCLEAR para que? se nao vae ser de ataque? se nao vao levar misseis BALISTICOS e outros? é perda de tempo e dinheiro, enrolaçao para os bobos.

    Cada SUB nuclear, pode se construir 4 com AIP´s tecnologia do futuro, prefiro hoje investir em força de SUPERFICIE, pois determinamos que somos DEFESA, e precisamos mostrar bandeiras aos futuros piratas, terroristas e forças invasoras.

    Prefiro eu contar com uma seguinte MB:
    3 Cruzadores (1 para cada base);
    6 Destroyers (2 para cada base);
    15 Fragatas (9 já temos, comprava mais 6 FReem´s multi proposito, e dividia pela 3 bases);
    15 Corvetas (as que já temos e comprava as outras);
    30 Navios de Patrulhas Oceanicos;
    15 Subs (complementava o que temos com AIPs).

    Pronto já teriamos uma MB de REPEITO, E CONCERTEZA UMA CADEIRA NA ONU.

    Agora quem gosta de sonhar e ser enganado, pensa logo em ter 3 ou 5 subs nucleares, sendo o 3º par ser entregue daqui a 100 anos, se nao for cancelado, adiado, paralisado, embargado ou simplesmente abandonado, faltando 20% para estar pronto.

  12. com o dinheiro do sub nuclear… .. da pra deixar a marinha operacional e ainda adquirir muitas novidades pra forca……….com certeza a atual situacao da marinha seria melhor gastar o dinheiro com combustivel ja que ta faltando tambem….rssrsrsrsr

  13. Deveríamos avaliar se deveríamos ter um Nae ao invés de termos o sub nuclear… o Brasil precisa de dissuasão, mais que projeção de força…dessa forma, acho desnecessário um Nae para o país.

  14. Prezado Luiz Marcelo

    Eu não vi o JN de ontem. Mas anos atrás o mesmo JN mostrou uma lancha que os EUA doaram à PF em Foz do Iguaçu. Estava parada por falta de combustível. Na mesma época mostrou os laboratórios da mesma PF sucateados por falta de equipamentos e afins.

    Prezado Hornet

    Se você tivesse listado também Campeão Mundial, pensaria que estivesse falando do meu Internacional. Mas peço que o pessoal atente para o que você escreveu. Além de alavancar o País a um patamar superior (a Rússia só faz parte do G8 porque possui ogivas nucleares),o Sub Nuc, mesmo que fique só no primeiro, nos dará independência em geração de energia nuclear. Se queremos construir dezenas de usinas nucleares, não podemos continuar comprando projetos no exterior, assim como importando urânio enriquecido.
    Também ganharemos conhecimento em áreas as mais diversas, como metalurgia, softwares, sensores, comunicações, arquitetura naval e por aí vai. Hoje, quase tudo que temos em nossas casas de mais moderno veio da corrida espacial.

    Prezado Alexandre F.

    Se olharmos para o passado, você está coberto de razão. Mas surgiram fatos novos, como o pré-sal, a corrida armamentista na América do Sul, os novos presidentes de esquerda que hostilizam o Brasil, a cobiça cada vez mais descarada sobre a Amazônia e o “fenômeno” Hugo Chávez. Até mesmo a 4a. Frota vai ser usada como motivo (embora sem razão). Agora fica difícil ignorar o problema Defesa e acredito que o PND será um plano de Estado e não apenas de um governo.
    Quanto ao Lula não fazer o sucessor, não vejo problema, pois quem sempre quis fazer parte do CS da ONU foram os Tucanos. E eles sabem que o Sub Nuc, além das ações no Haiti, Timor, etc, nos credenciam a isso. Moral para isso nós temos. O Brasil sempre mostrou que é um País responsável e equilibrado nas suas relações internacionais. Só falta termos músculos.

  15. Excelente texto, esclarecedor, e muito bom de se ler pois também é conciso.
    Após lê-lo, percebe-se que a MB está numa situação delicada. O sub nuclear é importante e, particularmente, sou a favor desse projeto. Contudo, se não houver dinheiro para o sub nuclear e para o resto da MB, como ficaria a situação do Poder Naval brasileiro? Teria que optar entre um e outro? Se for assim, esqueça-se o sub nuclear, infelizmente, e se aumente o número de subs convencionais, com ou sem AIP.

  16. para quem paga 130 bilhoes por ano de juro para a divida intena e tem mais de 200 bilhoes de dolares em caixa nao vejo problema nenhum. O brasil jo adquiriu experiença na construçao de sub,manutençao de porta aviao,esta avançado em tecnologia nuclear nao podemos parar, temos de seguir em frente.UM ABRAÇO.

  17. Esqueçam os 200 bi de “reservas internacionais”. Esse é um dinheiro que, digamos resumidamente, “não pode ser gasto”. É papel pura e simplesmente, e numa maneira também simplista de se colocar as coisas, serve para “queimar” como se faz agora, nas crises, para minimizar problemas de cotação de dólar etc. Colocar essas reservas na economia ou em qualquer projeto é pôr dinheiro sem lastro pra girar, o que acarreta inflação.

    Agora, quanto aos bilhões de juros de dívida e o excesso de superávit primário eu concordo plenamente que ao menos uma parte disso teria condições virar investimento, mas…

  18. Caro Nunão e colegas do Blog

    Penso que o objetivo do governo com o novo plano é usar investimento em defesa para dinamizar a economia, não simplesmente como gasto público, algo mais fácil de passar no Congresso, que é quem dá a última palavra em orçamento público.

    Outro dia, o Eduardo Gianetti falou em uma entrevista sobre a crise de 1929 nos EUA. Ele disse que o New Deal do Franklin Roosevelt de 1933 (ele se elegeu em 1932) não resolveu em quase nada a grande crise, embora muitos pensem erradamente que foi ele quem tirou os EUA da depressão.

    Só com a 2ª guerra e o enorme crescimento da indústria de defesa é que os EUA se tornaram a grande potência ecoômica do século XX.

    Sds
    iuri

  19. Hornet, pelo visto padecemos do mesmo mal em relação ao nosso time…mas acho que a organização da RN realmente seria um espelho pra MB , uma marinha que não é enorme, possui a qntd de meios suficiente e um excelente adestramento. Só não pode começar a entrar na onde deles de cortes ali e aqui…alias…eu acho que nesse qusesito eles que nos imitaram…

  20. Também acho bom o Brasil levar adiante a idéia do submarino nuclear, mas isso deve ficar para o futuro mesmo. Há certas ameaças no horizonte , nas fronteiras, e deveríamos investir agora, urgentemente, em submarinos que possam ser entregues rapidamente, justamente por causa dos perigos que se avizinham. E investir já em modernizações e novos meios para a Marinha, Exército e Aeronáutica. Se a situação fosse outra, poderíamos reservar mais recursos para o sub nuclear, que deve demorar, mas, com o rápido e assustador reaparelhamento das forças armadas “bolivarianas”, entre outras coisas, precisamos de submarinos e outras armas urgentemente! A não ser que os gastos com o sub nuclear possam ser pagos mais tarde, ou seja, se tudo for feito através de um financiamento de longo prazo, sem prejudicar os gastos com outros meios que possam (e que devem) ser entregues mais rapidamente…

  21. Caro João-Curitiba,

    Não é o Inter, embora tanto o meu time como o seu, neste brasileirão, estão devendo…mas deixemos a bola de lado, isso dá mais dor de cabeça que o Sub Nuc…rs.rs.rs.

    A questão do domínio tecnológico, no meu modo de ver, é A questão que está envolvida neste projeto.

    Parece que a coisa está assim, aqui no blog, e eu respeito a opinião de todos, só estou querendo contribuir para a clareza da situação:

    – Existem os descrentes totais, para os quais a MB (devido aos “políticos corruptos”) vai definhar a até morrer (assim como as demais FAs, pois devo estender o mesmo raciocínio para o Exército e para a FAB também. Não quero crer que seja apenas um caso de “perseguição” dos “políticos corruptos” com a Marinha). Para esses, a MB não terá nada nos próximos 100 anos, nem Sub Nuclear e nem sequer uma prancha de surf, pois é tudo balela, é tudo enganação dos “políticos”;

    – Existem os que pensam a MB exclusivamente como uma arma de Defesa, acreditam que teremos os investimentos necessários, mas acham melhor deixarmos de lado o projeto do Sub Nuclear e todo o investimento (tanto humano como de dinheiro) feito até agora, e sugerem que as verbas sejam gastas em COMPRAS diretas em outros países de escoltas, de subs AIP, de helis novos etc., pois tais equipamentos nos darão um poder de dissuasão razoável e não precisamos mais esquentar a cabeça com nada, ao menos até todos esses equipamentos começarem a ficar sucateados e termos que comprar tudo de novo;

    – E existem os que pensam a MB como uma arma de Defesa e também como uma instituição brasileira altamente capacitada e que tem também outros compromissos com o Brasil além dos óbvios compromissos com a Defesa. Dentre esses outros compromissos, a cooperação com o desenvolvimento econômico, social, científico e tecnológico do Brasil, além da projeção do país no cenário político das relações internacionais. Portanto, vêem com bons olhos o projeto do Sub Nuclear, pois além da Defesa, o SUb Nuc propicia as demais coisas e aponta para uma maior independência brasileira na área de Defesa. Poderemos, a partir do Sub Nuclear (o mesmo vale para o FX-2), dar alguns passos mais na direção de deixarmos de ser meros compradores de equipamentos e tecnologias militares. Parece que o que está em jogo aqui, para os que vêem a coisa assim, não é só a capacidade militar do Sub Nuc (que pode até nem ser tão grande, especialmente no primeiro protótipo), mas o poder da Nação construí-lo.

    Acho que a situação do debate está mais ou menos por aí…o que acha?

    um forte abraço

  22. Iuri, acho que o Gianetti simplificou muito e exagerou ao dizer que o New Deal não resolveu quase nada – ele marcou uma bruta mudança nas políticas de governo dos EUA e encaminhou muita coisa que depois, com a guerra, levou ao gigantesco desenvolvimento da economia norte-americana. Por um lado é certo que, sem a guerra para desenvolver a economia como foi o caso, o New Deal não teria resolvido tudo mesmo – aliás, teria resolvido bem pouco em comparação. Mas, por outro lado, não se deve esquecer, como já disse, que foi sobre a base do New Deal que a coisa pôde se desenvolver – o próprio “Buy American Act” está entre os pacotões de leis que, genericamente, formam o conjunto do New Deal.

    De resto, concordo contigo. A idéia é mesmo passar o PND como investimento, geração de empregos etc. Mas o questionamento por hora ainda “tímido” deverá ser gigantesco, não duvide…

  23. Quando perguntarem sobre o sucateamento da Esquadra, podem olhar para o submarino nuclear. Ele sugou e vai continuar a drenar todos os recursos disponíveis da Marinha, assim como o NAe e a aviação embarcada. Na verdade o submarino nuclear é um cálice envenenado, muito bonito de se ver, sedutor, mas ele significará a morte gradual da MB do presente.
    Por enquanto só temos promessas, mas até agora ninguém falou sobre CUSTOS do submarino nuclear, nem do NAe São Paulo. São valores que estão fora da realidade da MB.
    Precisamos cair na real. Não há recursos nem para se manter a Marinha de hoje, nem a de amanhã.

  24. amigo Rodrigo Rauta,

    é verdade, a RN andou nos imitando um pouquinho…rs.rs.rs.

    Mas mesmo assim, ainda se mantém muito poderosa…mesmo com os cortes…a “Marinha da Rainha” não costuma dar ponto sem nó…

    Já quanto ao nosso time, se o seu for o mesmo que o meu, acho que teremos “fortes emoções” neste fim de campeonato…rs.

    um forte abraço

  25. Texto primoroso! Um artigo que deveria entrar para os Anais do Poder Marítimo e divulgado aos quatro ventos. Enquanto a mentadidade naval deste país não mudar, nunca teremos submarino nuclear.

  26. Senhores,
    Primeiramente meus parabéns ao Galante e demais editores do blog pela qualidade da matéria.
    Em segundo lugar, a discussão é antiga. Ter ou não ter, eis a questão….. não, não estou me referindo a subnuc, destroieres, NAe, subaip, fragatas, AEW, etc, me refiro à verbas, orçamento.
    Com o atual orçamento de aproximadamente R$ 1,4 bi não dá nem para fazer a faxina direito.
    Então basta elevar o valor do orçamento e tudo estará resolvido, certo ?? Errado. Enquanto não se resolver a questão das aposentadorias e pensões dos ex-militares, não teremos sucesso.
    As FFAAs já tem a maior fatia do orçamento da união, cerca de R$ 36 bi, mas R$ 29 bi são gastos com salários e pensões, então pouco sobra para o custeio, imagina para investimento.
    Acredito que a discussão pura e simples do que comprar, do que construir e do que ter, não vai nos levar a lugar algum. Se fosse o caso, então já teriamos FFAAs com equipamentos de estado da arte, pois vontade de ter e operar não nos falta.

    Tenho lido e acredito que o pensamento do Mangabeira é extremamente correto neste sentido. Não teremos força militar se não tivermos desenvolvido uma postura pró ativa e de desenvolvimento de uma industria militar, cujo maior exemplo é o complexo industrial-militar dos USA. Assim como existe, mas em menor escala, na Rússia, Inglaterra,França,Alemanha e mais recentemente na China. Nos outros países o que existe são casos pontuais, não organizados num verdadeiro complexo industrial e tecnológico. Nosso caso.
    Este complexo industrial-militar envolve pesquisa, ensino, tecnologia, informática, nano tecnologia, materiais compostos, manufatura, metalurgia, hidráulica, construção naval, fricção de materiais, ótica e optrônica, têxtil de carbono, entre outras tantas, mas não menos importantes. Agora a mais importânte : Ensino e Ciência. Universidades e centros de tecnologia e pesquisa avançada.
    Sem todo este complexo, caro, demorado de formar, extremamente competitivo e regado e irrigado politicamente por verbas estratosféricas não chegaremos a lugar algum, a não ser empressinhas que apertam parafusos e montam máquinas militares de outros. O complexo americano é formado de mais de 150 empresas de primeira linha e mais de 1.700 de segunda linha de produtos e tecnologias de duplo emprego militar-civíl. São 150 empresas do porte e etcnologia de uma Embraer, para dar um só exemplo. As outras fornecem sub sistemas, peças, materiais e diversas tecnologias, desde um monitor LDC até avançados aviônicos capazes de suportar 10G de força gravitacional. Todas estas tecnologias desenvolvidas e que custaram milhões em horas de projeto e verbas de desenvolvimento, num segundo momento serão empregadas também na vida civíl, espraiando desenvolvimento, empregos, renda e impostos para o bem de toda a sociedade e do país.
    Sinceramente estamos muito, mas muito longe disto.

    Enquanto não temos isto, continuamos com a visão antiquada de resolver as coisas. Vamos lá…..
    A MB,por exemplo, deveria ter orçamento de no mínimo R$ 5 bi anuais, perenes, comprometido com 100% de certeza a fim de que pudesse tocar seus investimentos e manter seu adestramento concomitante com suas atribuições constitucionais. Isto não é nada impossível economicamente, basta ter vontade política e continuar contando com o crescimento da arrecadação federal.

    Já me alonguei demais para um domingo…. abraço à todos.
    Sds

  27. Se vai levar mais trinta anos para se construir um sub nuclear, proponho que se iniciem os estudos para um sub com propulsão magnetica, como esta em estudo pelas potencias (propulsão magnetica para embarcações), pois quando tivermos o sub nuclear daqui a trinta anos, esta vai ser tecnologia obsoleta.
    De qualquer jeito o sub nuclear não deve ir a frente.

  28. Prezado Hornet

    Ao que tudo indica, o governo já decidiu pelo Sub Nuc, começando pelos convencionais para nos dar um início de capacitação. Então, a nós só resta apoiar ou não. O PND como um todo sinaliza para um salto tecnológico.
    Quanto aos que são contra por descrença na classe política, não podemos culpá-los. Afinal, o exemplo está aí desde 1500. Neste caso, a única solução que vejo é uma guerra civil. O lado que vencer dará as cartas. Aliás, já li alguém comentando na imprensa que ao Brasil faltou uma guerra civil nos moldes da dos EUA.
    Exageros à parte, o pessoal do contra deveria dar um crédito de confiança, pois nunca governo nenhum tratou do tema como agora. Não é um plano de defesa em moldes puramente bélicos, mas estrategicamente pensado no Brasil como Potência em todos os sentidos, potência militar, potência tecnológica, potência econômica e principalmente potência social.

    Agora ao caro Baschera:

    Você poderia explicar melhor a questão das pensões dos militares? Ouvi dizer, mas não tenho nada de concreto, que até as filhas mulheres têm pensão vitalícia. Isso é certo?
    Quanto a salários, 29 bilhões (qual seria a fatia de aposentadorias e pensões?) faria das FAs os melhores proventos da República, e a gente sabe que não é isso. Um ascensorista da Câmara ganha como um oficial superior. Se a questão pudesse ser detalhada em números, ficaria mais fácil para a gente analisar e buscar soluções.

  29. Excelente matéria. O ponto de vista defendido pelo Galante diz tudo: Se um Astute custa quase 2 bi de Euros, nada mais racional maginar que o futuro Sub Nuclear brasileiro custe o mesmo valor, se não mais. Isso sem falar no prazo, que é muito longo.

  30. João Curitiba: a questão das pensões dos militares está bem esclarecida nesse link:
    https://www.mar.mil.br/menu_v/ingresse_na_marinha/pensao.htm

    Pelo menos teoricamente o Governo atual decidiu-se pelo submarino nuclear, mas quando o Ministro da Defesa diz que o submarino será apenas de “defesa” e para defender a Amazônia Azul, eu tenho minhas dúvidas. Existem melhores alternativas, mais rápidas e mais baratas que um submarino nuclear para fazer esse tipo de defesa.
    Um submarino nuclear é uma arma de alcance global, para dissuasão nesse nível e não para emprego regional.

    Aliás, se nosso submarino nuclear sair mesmo do estágio de maquete, ele deverá ser mais ruidoso que seus equivalentes estrangeiros. Navegando na plataforma continental, ele será vulnerável à detecção.
    Só será mais discreto em grandes profundidades.

  31. Marcelo R,
    Já existem estudos para uma catapulta de NAe com lançamento à propulsão magnética, usando-se como base tecnologica os princípios de funcionamento das ultra-centrífugas de Iperó.
    Sds.

  32. A conduta da MB na obtenção de seus meios, sob o princípio das compras-de-oportunidade, parece contradizente ou ambíguia em relação à sua análise estratégica do cenário.

    Repisando, houve um inequívoco erro na obtenção do “sistema aeródromo” para MB, drenando recursos escassos para outros meios mais efetivos. De outra sorte, parece haver uma controvérsia velada dentro da MB acerca da tecnologia nuclear x AIP para propulsar seus submarinos dos próximos anos…

    Neste cenário, de recursos escassos, o que, aliás, sempre serão em relação às demandas, e isso para qualquer país do mundo, a MB quer ter navio-aeródromo, quer ter aeronaves de asas fixas, quer ter submarino nuclear, e não os tem nenhum…, apenas, em todos os casos, uma vaga possibilidade de efetivá-los em 20 ou 30 anos, quando o cenário de então poderá desqualificá-los todos…

    Prospecção de cenários estratégicos, eleição de prioridades, manutenção dos objetivos, concentração de recursos, isso somado a um projeto integrado de defesa, impassional, sem melindres entre as FFAA (aponto implicitamente a questão da aviação naval…), talvez ajudasse a MB a sair dessa encruzilhada em alto-mar…

  33. Acho, sinceramente, que o Sub Nuclear não vai sair do papel antes de 2025, a não ser que surjam verbas imediatamente ( 130 Milhões por ano é muito pouco). Desistiram do IKL-214 com AIP pq alegaram que a milha náutica percorrida por ele seria bem mais caro que o mesmo percurso feito por um sub. convencional ( diesel somente). Se formos por esse pensamento, quanto custa a milha percorrida por um sub. nuclear????????????????? acho que é superior, inclusive ao sistema AIP ou MESMA.

  34. Galante,

    apesar da boa-vontade do Jobim, já deu pra perceber que ele não é muito do ramo, em termos técnicos-militar…se bobear, ele até pode pensar no Sub Nuclear pra navegar no Rio Negro e “defender” a Amazônia. Ou navegar no Tietê e “defender” SP. Então, eu nem levo muito tais questões técnicas que o Jobim diz em consideração…procuro entender o discurso dele no âmbito da estratégia de defesa que ele pode e/ou pretende construir politicamente…afinal, ele é um político e não um estrategista militar…

    Agora, se o Sub Nuc brasileiro será mais ruidoso ou não que os demais, penso que não temos ainda como saber isso…estamos ainda na fase de desenvolvimento das partes nucleares do sub, mas ainda em “terra”, e que pelo o que sei o sistema desenvolvido até agora é bem sofisticado, não deixando nada a desejar para outros países que já detêm o controle tecnológico sobre o mesmo processo…

    O problema do desenvolvimento do nosso Sub Nuc sempre foi de falta de verba e falta de continuidade e não falta de capacidade de engenharia ou falta de cientistas e projetistas brasileiros de alto nível…ao menos penso assim, e por conhecer um pouco a C&T desenvolvida no Brasil, nas Universidades brasileiras, não vejo o nosso problema como da ordem de “deficiência” ou falta de capacidade em projetar máquinas sofisticadas…ao contrário, nós estamos acostumados a fazer verdadeiros “milagres” com o pouco que temos…em se tendo condições e parceiros (como será o caso da França ao que tudo indica), creio que possamos construir um Sub Nuc de primeira linha, ainda que menos sofisticado que os Subs Nucleares mais sofisticados e ainda que apresente os problemas que todos os primeiros protótipos sempre apresentam (no mundo todo, o primeiro protótipo sempre apresenta problemas…isso é normal e faz parte do processo de aprendizado tecnológico)…mas nada que não possa vir a ser aperfeiçoado ou consertado logo depois…

    enfim…não sei se entendi bem sua colocação…

    um forte abraço

  35. Hornet, se a gente acompanhar a corrida tecnológica submarina, veremos que ela sempre foi atrás de mais discrição. Os submarinos nucleares americanos sempre foram mais silenciosos que os russos. Não é uma questão só de maquinaria, mas de revestimento acústico e design de casco.
    É pouco provável que um submarino nuclear de primeira geração brasileiro seja tão silencioso quanto seus similares estrangeiros; ele deverá ser mais como os submarinos nucleares chineses, que começaram mais ruidosos que os demais.
    E nesse ponto, será mais vulnerável e mais fácil de ser caçado por submarinos inimigos que queiram neutralizar nossa arma mais poderosa.

  36. Vassily Zaitsev,
    Você escreveu justo o que eu estava pensando. Achei a não assinatura do contrato para a construção do IKL-214 uma bela de uma falta de análise da parte de quem decide os rumos da marinha. Sou mais pessimista que você no assunto sub nuclear, acho que ele nunca sairá do papel. Acho que muitos dos senhores que escrevem suas opiniões nesse blog tomariam decisões mais acertadas que as pessoas que estão no ministério da defesa.
    É o problema de colocarem políticos em cargos que deveriam ser ocupados por quem realmente entende do assunto.
    Sds.

  37. Galante,

    Sim, sem dúvida e entendo isso…certamente o nosso primeiro Sub Nuc não estará no mesmo patamar dos Subs dos EUA, Inglaterra, Russia e nem mesmo da França…Tais países já vêm aperfeiçoando seus Subs há muito tempo…Mas eu vejo a coisa como um processo, e se o Brasil conseguir construir um primeiro Sub Nuclear, poderemos ter algo para fazer aperfeiçoamentos futuros…se não fizermos o Sub Nuclear, não teremos nada para aperfeiçoar no que diz respeito a Subs Nucleares…

    O Nautilus, se comparado com os Virgínia também devia ser uma “batedeira de bolo” submersa…mas os EUA chegaram ao Vírginia porque passaram pelo Nautilus…

    só que não precisamos reiventar a roda, e creio que uma possível ajuda dos franceses pode nos ajudar a queimar algumas etapas e não incorrer em certos erros que outros países já detectaram e eliminaram…ainda que outros problemas certamente ocorrerão…

    De qualquer modo, antes de tudo precisamos ver até que ponto o Brasil está disposto a ter um Sub Nuclear…pois é um bicho caro e complexo..se realmente o Brasil bancar esse preço (não é só dinheiro), acho que o nosso futuro Sub Nuc será um passo e tanto no desenvolvimento tecnológico do país…enfim, vamos ver como termina essa novela…

    um forte abraço

  38. É Flavio,

    culpa do apadrinhamento político????????????? concordo plenamente.

    Quanto ao sub. nuclear, acho que sairá do papel, lá por 2025, só para ser igual ao Opalão: vai levar a vida na boa, encostado e sem funcionar, por causa dos “padrinhos” que não vão liberarem verbas suficientes.

  39. Prezado Galante

    Obrigado pelo link sobre as pensões. Fiquei com algumas dúvidas:
    A pensão para os herdeiros dos ex-combatentes. Até que grau? Como está no decreto, não define quando cessa e se for assim, os beneficiários têm um crescimento geométrico.
    Como é esta questão em outros países?
    O pessoal do Itamaraty e da Receita Federal (não sei se também a PF) ocupam carreira de estado. O regime jurídico deles é igual ao dos militares?

    Quanto ao Sub Nuc, você está certíssimo tecnicamente falando. Mas será que o governo está pensando tecnicamente? Não estaria pensando estrategicamente? Será que não há o desejo, embora não admitido, de projeção de força? Assim como não entendo que um barco da classe Mistral seja para defesa. Os tais NAe não convencionais.

    Obrigado pela atenção e desculpe, mas são dúvidas de um leigo.

  40. Caro João-Curitiba,

    ao ler seu último post fiquei intrigado e fui procurar algumas coisas na internet…e não é que vc pode ter razão!!!

    Antes de mais nada, eu também acho que o Galante está certo quando diz que um Sub Nuc não é o meio mais eficaz (e nem o mais barato) de se defender a Amazônia Azul…mas uma questão que vc coloca achei interessante:

    “Quanto ao Sub Nuc, você está certíssimo tecnicamente falando. Mas será que o governo está pensando tecnicamente? Não estaria pensando estrategicamente? Será que não há o desejo, embora não admitido, de projeção de força? Assim como não entendo que um barco da classe Mistral seja para defesa.”

    Procurando entrevistas e matérias do Jobim/Mangabeira na Internet, sobre o assunto, achei este comentário do Ministro da Defesa de Portugal:

    “O ministro da Defesa de Portugal, Nuno Severiano Teixeira, também presente ao evento, defendeu o aparelhamento das Forças Armadas brasileiras para que o País possa ser um dos protagonistas na garantia da segurança e paz internacional.

    “Naturalmente que suas Forças Armadas precisam do equipamento (Sub Nuc) para o exercício da soberania, mas precisam também para produzir segurança internacional no quadro das parcerias que podem vir a desenvolver com outros atores, com a União Européia e com outros em prol da estabilidade e da paz internacional”, afirmou Teixeira, também presidente do conselho de ministros de Defesa da União Européia.”

    Ilustra um pouco o que vc disse, não? Ao menos para mim, ficou um pouco mais claro que o Sub Nuc pode não ser para “defender a Amazonia Azul”, mas sim para projetar o Brasil como protagonista de fato no cenário internacional…de certo modo já desconfiava disso (até postei algo nesse sentido alguns muitos comentários acima), mas agora parece que fica mais clara a intenção, embora não muito declarada (ou explicitada), de o Brasil ter o Sub Nuclear…enfim, não sei se estou delirando…

    um forte abraço

    ps. o link com a matéria do ministro de Portugal é esse:
    http://www.sabendo.com/article-Brasil-Politica-1966-

  41. Cautela com o que postamos por aqui, quando indagado “se os campesinos paraguaios ocuparem Itaipu, o EB ocupará a usina? o Cmd Mil Sul, respondeu que competiria à Itaipu Binacional tomar as providências se isso ocorresse, em seguida foi indagado se ocorresse ordem do Presidente Lula para ocupação da usina, o que ocorreria, o Cmd respondeu que as ordens seriam cumpridas, como todas o são, resposta óbvia”.
    Em seguida, a imprensa do Paraguai caiu matando em cima disso, deturpou a matéria do Defesanet, e a população de lá ficou em polvorosa.
    Agora, o Presidente Lula pediu desculpas ao Lugo.

  42. Pelo amor de Deus, o Brasil precisa 1º se definir, poís pelo que vae ser apresentado no PDN, o MINISTERIO DA DEFESA precisa cambiar seu nome, e retornar ao antigo EMFA, poís ter SubNuc, NAES e NAELs, para protegerem amazonia azul solamente, é meio esquisito e muitos vao questionar, sabe o que estou presentindo, que assim divulgarem o PDN, as maiores criticas viram de fora, inclusive de EUA, Argentina, Venezuela, Bolivia e Paraguai, nao esqueçendo a UE.

    O que se esta planejando se fazer é uma reestruturaçao total de conceito e meios, capacitando mais FORÇA e POTENCIAL as FA do Brasil, o mundo vae cair de pau, dizendo que criamos uma corrida armamentista na America Latina, e este é meu medo, de Lula dar para tras.

    Por isso me pergunto e pergunto a vcs, por que nao voltamos ao antigo EMFA? por que MD a uma altura desta, é uma grande ironia, vamos assumir que queremos ser potencia militar tambem, fora economica, só que viemos para ajudar e colaborar com uma politica mundial organizada e bem definida, seria mas coerente, e nao assustaria tanto, esperem quando este plano for divulgado, a reaçao da imprensa internacional será rapida, assim como o anuncio do SubNuc divulgado pelo Brasil, a imprensa da UE, se perguntou para que o um país pacifista quer um SUB deste, lembrando de uma outra coisa, NAO ASSINAREMOS A CLAUSULA DO TRATADO NUCLEAR, ae sim vae dar.

  43. Quase que a metade da fronteira do Brasil é o Mar. Portanto, um submarino de propulsão nuclear é uma solução inteligente.
    O que não é inteligente é a demora que o projeto teve, têm em se definir e terá daqui para frente caso continue como está. Isso é contra tudo que o homem considera como aceitável. O investimento no submarino nuclear deve ser para hoje. É necessário se definir um prazo de 02 a 03 anos para a construção e, após o lançamento, se iniciar o segundo sempre aumentando a independência nacional no projeto.
    O submarino nuclear fecha a fronteira marítima do Brasil. Ninguém vai querer pagar pra ver, ou melhor, pagar pra passar pelo nosso litoral sem nossa autorização.
    E quem disse que não se pode fabricar subs convencionais ou então comprar ao mesmo tempo que se fabrica o nuclear ? Se pode e se deve, afinal o litoral é muito grande e, em caso de conflito, o adversário nunca saberá se o que está perseguindo lá em baixo é o peixe grande ou o pequeno.

    A Marinha tem que se decidir não se vai ter um sub, dois, nuclear, convencional ou movido a café.
    Tem que começar a fazer a pressão certa nos lugares certos e, sinceramente pensar se vai querer ser um meio de dissuassão ou então mais um órgão do governo que arrecada recursos, não investe o suficiente por não ter o suficiente e sempre deixa a desejar quando é preciso a imposição de força.

  44. Prezado Hornet

    Parece que é por aí mesmo. Pelo menos temos o apoio de Portugal. E o Alexandre F. levantou mais ainda a lebre, ao se referir à tal cláusula. Só lembrando o texto sobre o PND:

    A minuta de decreto diz que o País não aderirá ao protocolo adicional do Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP). A decisão põe fim à polêmica desencadeada anos atrás, quando a Associação Internacional de Energia Atômica (Aiea) fez pressões veladas para que o governo brasileiro assinasse o protocolo, destinado a ampliar as restrições e a organizar um regime de inspeções “invasivas” ao País. O projeto também prevê a aceleração da prospecção e o aproveitamento das jazidas de urânio, a construção de novas usinas nucleares, o uso da energia nuclear em “amplo espectro de atividades” e a nacionalização completa do ciclo do combustível. “Isso ocorrerá em pouco tempo”, garante o ministro Mangabeira Unger. Está prevista, também, a construção de submarinos nucleares e de reatores nucleares “para uso exclusivo do Brasil”.

    Isso aí é que dará mais pano pra manga, e não Subs ou NAes. Mas como disse uma vez o falecido ACM, quando um repórter perguntou se ele preferia ser respeitado ou temido. “Prefiro ser temido”. E nas relações internacionais, onde o que importa é o comércio e o lucro, você precisa antes ser temido para depois ser respeitado.

    A propósito, o Canal LIvre de ontem entrevistou um ex-embaixador do Brasil nos EUA. Duas coisas que podem ser ressaltadas: “A América Latina não ocupa espaço na agenda do governo norte-americano porque não representa ameaça a eles”.
    Acho que nós nos preocupamos mais com o Chávez do que eles. Comentário meu.
    Outra citação do ex-embaixador: “A sobretaxa do etanol só cairá quando eles precisarem importar nosso etanol”.
    Como podemos ver, se nós não fizermos por nós, quem fará? Acho bom mesmo que a gente comece a mostrar os dentes. Se uma Líbia faz isso, ninguém dá muita bola. Mas se um gigante como nós faz, a comunidade internacinal vai pensar melhor e querer nos “acalmar” através de conceções. Até a Coréia do Norte arrancou conceções dos EUA……

  45. Prezado autor do artigo

    Muito interessante seu artigo. Discordo em uma série de pontos. Existem pequenas falhas e omissões que, no todo, não comprometem o conteúdo. Porém discordo de sua conclusão. Não vou discutir pontos de vista, mas sua opinião é sustentada pela avaliação do custo de um submarino nuclear e, ao que me parece, está equivocada.
    No custo do SSN Virginia, foi dito que o custo é de US$ 4.9 bilhões por navio.
    Não foi especificada a sua fonte de informação, mas posso indicar outras que dão outros valores. No site http://www.defenseindustrydaily.com/gdeb-receives-127b-for-virginia-class-ssn-production-02904/ pode ser lido, em dezembro de 2006, “for the construction of 6 Virginia-class submarines at a rate of one per year from FY 2003 through FY 2008; the total value of the contract is $8.4 billion.”o que difere substancialmente do valor usado em seu artigo, custando, cada submarino,US$1.4 bilhões.
    No custo do SSN Astute, foi estimado o custo de 1.5 bilhões de Libras.
    Em análise recente da RAND intitulada “The UK Submarine Industrial Base: An Economics Perspective” pode ser lido : “The Astute contract is for three boats and support for a total of eight submarine years at an estimated total cost of £1961 million (1998/99 prices: HCP 613, 2000, pp68-71). There are options on a further two boats at a unit production cost of £508 million over the planned 5 boats (HCP 613, 2000).

    Porém o mais gritante é a discrepância na estimativa do preço do Barracuda, estimado no artigo como sendo de 1.9 bilhões de Euros, quando em artigo de 23 de Dezembro de 2006, nesse mesmo Blog, intitulado “Sinal verde para o Programa Barracuda” estava escrito “O Brasil gastará 1 bilhão de euros para construir um SSK sem AIP e modernizar outros quatro. A França gastará 8 bilhões para projetar e construir seis SSN de última geração. Será que estamos fazendo um bom negócio?”. Não fica claro qual foi a fonte, mas fica claro que o autor tem outras fontes com valores diferentes dos usados neste artigo, que são bastante discrepantes da realidade.
    Dados como esses, aliados à estimativa errada de prazos vendem uma idéia de incapacidade ou ampliam as dificuldades normais.

  46. Primeiramente, excelente matéria Galante, está de parabéns.
    Lendo o post’s dos colegas, estou sentindo uma certa divisão entre os que querem e os que não querem. Eu sinceramente sou a favor da construção, mas não da forma que está sendo conduzida, vamos por parte:

    – O Sub Nuclear é a arma de dissuação nata, por natureza apesar do grande valor para operá-lo e obtê-lo;

    – O Sub c/AIP é realmente uma alternativa viável, mas ainda muito cara e difícil de se manter em terra, pois deve-se “abastecer” as células em bases que disponham da infra-estrutura necessária, tornando isso muito caro e estratégicamente “fácil” de se destruir;

    – Não possuímos doutrina nem com AIP e muito menos com o Nuclear;

    – Quais armamentos iremos ter? Por que não adianta um caçador sem munição!!! Vai matar quem?

    – Temos realmente tecnologia suficiente para todos os sistemas do Sub Nuclear? Com certeza não, por mais que se transfira tecnologia, terá itens que não teremos o acesso, então não será 100% nacional;

    Por essas e mais algumas razões (não vou postar, para não esticar o assunto), e que eu bato na tecla que o Brasil precisava era “alugar” ou “comprar” de segunda mão um (a dois ideal) Sub Nuclear (Francês ou Russo, pois são os únicos que se “dispõe” a negociar com a gente, EUA, Inglaterra, China, nem em pesadelos passam isso em suas mentes) e um (a dois, tb ideal) Sub c/ AIP, para que tenhamos uma força ideal em um espaço de tempo mais reduzido. Para verificar quais dos dois projetos se encaixaria melhor em nossa realidade, apesar de ter em mente a diferença de padrão tecnológico de ambos (antigo para o atual).

    Podendo assim, economizar nosso mais do que escasso dinheirinho, para saber exatamente do que precisamos e temos condições de operar. Pois toda criança sonha em ter uma FERRARI, mas do que adianta tê-la se não podemos andar com ela pelo Brasil, pois as estradas não deixam…

    Aí sim, partiremos para a construção do Sub IDEAL para o Brasil. Sds.

  47. NÃO HÁ DINHEIRO PARA O RANCHO DA TROPA, TEM GENTE QUE AINDA ACREDITA EM SUB NUCLEAR?!?!
    PAPAI NOEL NAO EXISTE!

    QUEM ACREDITA É OTÁRIO!

  48. Castor, os valores dos submarinos se referem aos cabeças de série segundo um estudo do United States General Accounting Office – GAO – publicado em 1996. A cada submarino produzido, o valor unitário vai caindo, por causa da economia de escala. Por isso, a grande diferença de preço estimada entre a primeira e a sexta unidade produzida, por exemplo, no caso do “Barracuda” (€ 1,900 e € 1,043 bilhão).
    Os valores também foram atualizados para 2008, com a inflação e o aumento de custos, cada vez maiores nos navios de guerra complexos.

  49. Poxa,Israel,nao seja pessimista nao!!! O sub nuclear brasileiro vai chegar com o coelho da Pascua,e nao com Papai Noel. O FX-2 e os helicopteros novos,fragatas e tanques made in Brazil chegarao com o Planeta X,quando este chegue por aqui em 2012.

  50. Seria interessante que aqueles que questionam a validade do Sub nuclear, também questionassem a validade do São Paulo.

    Até prova em contrário, qualquer PA – mesmo os americanos – podem ser facilmente afundados ou retirados de combate por qualquer submarino convencional. Qualquer país pobre do terceiro mundo consegue ter um sub.

    Assim sendo, qual a real utilidade bélica do nosso PA? Por enquanto só serve como alvo ou para desfiles em paradas navais. Não temos e jamais iremos ter aviões de primeira linha que possam dar cobertura aérea a nossa frota. Isto parece bastante claro. Então por que insistir com ele?

    O sub nuclear poderá drenar verbas, mas tem tudo para ser efetivo. Já outro meios carecem de viabilidade efetiva.

    Leo

  51. Realmente,Leo. Seria muito melhor ter adquirido pelo menos 5 submarinos NOVOS,de preferencia com AIP,sem restricoes de operacao,para patrulhar o litoral brasileiro,rapidamente transformando assim a capacidade operacional e dissuatoria da Marinha Brasileira. Mas infelizmente,a incompetencia reina nos mais altos escaloes das FAAS. Adquirimos a casca do Foch,sem armamentos,e o velho e cansado guerreiro duramente se rastejou ate o Brasil,aonde finalmente deu seu ultimo suspiro. Tambem algums A-4 que por milagre continuam voando,e agora somos motivo de piada na AL.

  52. Uma pergunta sem resposta, precisamos de um submarino nuclear? A Índia que domina totalmente o ciclo nuclear optou por subamrinos AIP, nós estamos certo nisso, ou este projeto da MB é mais um daqueles projetos que sabemos pra onde vai o dinheiro do contribuinte? Ele sofre auditoria do Ministério Público? do Tribunal de Contas da União? Eu acho que não, então é o melhor negócio do mundo, sem auditoria, sem prestar contas, e sem resultados práticos, quer algo melhor, só bancos, igrejas e universidades…

  53. Caro Wolfpack,

    Você está MUITO, mas MUITÍSSIMO enganado com relação a auditorias no CTMSP. Infelizmente eu não guardei o link do relatório dos juízes do TCU que visitaram ARAMAR, checaram suas contas, checaram o projeto, e fizeram uma recomendação claríssima, que era um absurdo a falta de continuidade do projeto. Exatemente o oposto que você está afirmando.

    Leo

  54. Galante
    Um estudo americano de 1996 tinha o preço do Barracuda?
    E o preço do Astute? 3 vezes maior, o do Virginia idem. Eu sei que o primeiro é mais caro, mas bota caro nisso. Para colocar os preços de submarinos construidos recentemente você vai usar um estudo de 1996?
    Tem tudo para errar, aí o trabalho fica tendencioso.

  55. Galante,

    Quem já viu os desenhos da planta do reator nuclear brasileiro, e compara com plantas russas por exemplo, dá para perceber claramente que o sistema nacional é mais vulnerável. Reflete um acerto atraso no desenvolvimento do projeto, mas também reflete a necessidade de se fazer uma planta propulsora muito pequena.

    Vou te dar um exemplo claro. A maioria dos acidentes nas plantas propulsoras de submarinos nucleares esta relacionada com a perda de refrigerante do circuito primário do reator. Em geral isto ocorre por soldas mal feitas, ou pela própria ação dos neutrons que causam a fadiga das tubulações e soldas. Este tipo de problema praticamente paralisou a frota nuclear inglesa nos últimos anos.

    Na planta brasileira, o comprimento das tubulações que levam a água do reator aos geradores de vapor é muito longo e possuem muitas curvas. Portanto, muito vulnerável a este tipo de falha. Para minimizar este tipo de problema (e outros) a planta brasileira tem 3 sistemas redundantes. Tem 3 tubulações e 3 bombas para cada gerador de vapor.

    Nos reatores russos, os geradores de vapor ficam ao lado do reator, praticamente colados, diminuindo sobremaneira estes riscos. Nos reatores franceses ele optaram por fazer uma sistema integrando onde o gerador de vapor e o reator formam uma estrutura única. É mais complexo e ao meu ver não muito confiável ainda.

    Se o Brasil trabalhasse com um diâmetro de casco bem maior, talvez pudesse colocar os geradores de vapor mais próximos ao reator.

    Leo

  56. Castor, o Barracuda não existia em 1996, mas os fatores de risco e custos de projeto são semelhantes.
    Se você acha que tem as estimativas mais corretas de custo do primeiro SNA brasileiro, pode mandar, a gente publica.

  57. Bom, como um amigo falou, percebi a divisao aqui no blog, sobre o SubNuc, sim ou nao termos? No meu conceito NAO deviamos ter os mesmos, construidos no Brasil, explico rapidamente:

    1º temos outras carencias para sanar já, de imediato a nivel de esquadra, vide quem recorda o “afastamento FORÇADO” de uma Fragata como a F-47 Dodsworth, que foi incorporada em 1981 (RN), e logo em seguida sendo incorporada em 1996 (MB), ataundo só por 8 anos, e dando baixa FORÇADA, mostra o ponto que esta a atual MB.

    2ª NAO aceito os PRAZOS de construçao no Brasil, sao demorados demais, um SubNuc nao estara incorporado antes de 30 anos, nem sei se estarei vivo, mas terei uns 63 anos, fora que conheçemos as interrupçoes de praxe, greves, irregulares, paralizaçoes, CPI´s, falta de recursos, falta de recursos humanos qualificados, suspensoes, cambios de governos, cambios de ideias em relaçao a politica naval, e por outras 1000 desculpas + , sou contra estes projetos FARAONICOS no Brasil de hoje, em que SERIEDADE E COMPROMISSO sao palavras que estao no dicionario da lingua portuguesa para enfeitar.

    3º Qundo o SubNuc estiver incorporado, estara OBSOLETO, e antes de estar obsoleto, o mesmo estara mais tempo encostado que navegando, alguem quer apostar? Os AIPs sao a tecnologia do FUTURO em termos de Subs, mas silenciosos e em breve economicos, como os convencionais.

    4º Finalmente por ultimo, estamos só falando de um SubNuc, e a sua BASE, quanto nao vamos gastar para protege-la, adequa-la, capacita-la e prepara a mesma para situaçoes de riscos, evacuaçoes de residentes, e lembrando será a unica que poderá receber os mesmos.

    Bom, expliquei um pouco, o por que do meu descredito nos SubNuc, bom posso errar, como um ser humano, e ninguem melhor que os Almirantes para jogarem de Batalha Naval, posso ser um pouco pessimista, mas concerteza sou REALISTA com minha MB atual, vide minha saudosa F-47(na reserva, depenada e enferrujando) e meu M-15 (encostado para reparo, uma cara já, e enferrujando) :~(

    Eu sinceramente… passei desta, NAO ACREDITO NOS POLITICOS, e nesta de PDN.

  58. O custo dos submarinos nucleares da Classe VIRGINIA, valores em Dólares de 1996, como divulgados pelo GAO são:
    Projeto e desenvolvimento US$ 3.800 milhões
    custo estimado da construção 1º submarino US$ 3.272 milhões
    custo estimado da construção 2º submarino US$ 2.543 milhões
    custo estimado da construção 3º submarino US$ 2.093 milhões
    custo estimado da construção 4º submarino US$ 2.112 milhões
    custo estimado da construção 5º submarino US$ 1.800 milhões
    O custo do 5º submarino é considerado pelo Departament of Defence como o custo médio de referencia dos demais submarinos da serie de 30 unidades.

    Para se obter uma estimativa dos valores acima, atualizados para dólares equivalentes a 2008 é necessário aplicar um reajuste de, no mínimo, 50%:

    Custo da classe VIRGINIA, valores aproximados em Dólares de 2008
    Projeto e desenvolvimento US$ 5.700 milhões
    custo estimado da construção 1º submarino US$ 4.908 milhões
    custo estimado da construção 2º submarino US$ 3.815 milhões
    custo estimado da construção 3º submarino US$ 3.140 milhões
    custo estimado da construção 4º submarino US$ 3.168 milhões
    custo estimado da construção 5º submarino US$ 2.700 milhões

    Acabei de ver que o custo atualizado do Virginia para o FY2009 será de US$ 3,5 bilhões:
    http://www.ndia.org/Content/NavigationMenu/Advocacy/Action_Items/FY2009_Major_Weapons_Systems.pdf

  59. Bravo,Alexandre F. Assino embaixo. O problema do Brasil e que na realidade nao querem fazer nada,so enrolar eternamente mesmo. Por isso ficam projetando 30 anos para o sub nuclear. Como voce disse,realmente,estaremos todos na faixa dos 60 anos de idade entao,caducos e esquecidos e algum canto. Se realmente o brasil fosse um pais serio,ja estaria em andamento ha anos um programa de construcao de subs AIP,que como dissestes e a tecnologia do futuro. sariamos entao incorporando um submarino modernissimo por ano,e ao mesmo tempo construindo fragatas e corvetas em diversos estaleiros no Sudeste,Nordeste e Sul do pais. Tendo a capacidade industrial e tecnica que temos,estariamos reverse-engineering o F-5,Leopard,Aspide,torpedos,fazendo modificacoes e melhoracoes nos desenhos originais,e partindo para a producao,uso e exportacao dos nossos proprios materiais belicos. A India por exemplo,ja faz tudo isso ha tempo. Faz pouco tempo,a unica coisa que eles produziam para suas FAAS eram sandalias e uniformes. O Iran,apesar de seus problemas e polemicas,tambem tomou o mesmo rumo com o F-5 Freedom Fighter. Mas infelizmente os “projetos” brasileiros sao sempre faraonicos;30 anos para um sub nuclear,14 anos para uma corveta convencional,e 10 anos para uma duzia de Urutu 3,um vehiculo blindado leve. Agora para instalar uma linha de producao francesa de 50 helicopteros,vai ser outra novela,outro projeto faraonico. Ate mesmo no campo de armas leves,as FAAS estao na decada de 60 do seculo passado,ainda usando o FAL. Que eu me lembre,no Brasil existe a IMBEL,que poderia dar cabo do recado de pelo menos prover rifles modernos as FAAS. A dura verdade e que nao existe vontade de fazer nada. Como voce,ja perdi as esperancas de ver um Brasil com FAAS modernas e bem equipadas. Enquanto algums ficam iludidos,a dura realidade e que soldados estao recebendo suas baixas antecipadas pela falta de verbas para alimentacao das corporacoes. E o cumulo.So continuo seguindo o blog sem ilusoes ou esperancas,mais para passar o tempo do que por qualquer outro motivo.

  60. Alguém notou que a Marinha não conseguiu tocar adiante seu projeto submarino convencional nacional SNAC-1? Depois também não conseguiu com o SMB-10?
    Se pelo menos tivéssemos hoje construindo submarinos convencionais brasileiros, haveria alguma chance de pensarmos no submarino nuclear. Mas nem isso conseguimos. Há um problema sério de gestão aí.

  61. Leo, esse é o meu medo. Por ser um protótipo e ter essas características que você mencionou, o sistema de propulsão do nosso submarino nuclear terá problemas. É uma coisa normal num navio desse tipo, muitos ajustes terão de ser feitos. Propulsão a vapor dá muito problema, mesmo que seja à caldeira. Quem viu na MB os antigos CTs, Cruzadores, NAeL e o SP sabe do que estou falando.
    Quanto tempo o submarino ficará parado para reparos? Qual será a confiabilidade do mesmo em operação? Quantos serão construídos, para diminuir o custo unitário?
    São muitas questões que apontam para uma saída mais simples para a MB.

  62. Galante
    A questão aqui, não é o preço do sub nuc brasileiro, que eu não sei, mas que você baseou sua tese em premissas falsas, os preços que você usou como estimativas, mesmo considerando primeiro de classe e correções da inflação, são muito altos.
    Eu postei um site que mostra outros valores, no mínimo fica a dúvida e a necessidade de uma pesquisa mais profunda.
    Esse valor que você postou por último, é o valor referente ao que o governo pagará ao estaleiro no ano fiscal de 2009 pela construção dos 6, envolve fases diferentes da construção de vários cascos e não pode ser interpretado como o custo de um submarino.
    De qualquer maneira, embora eu discorde da conclusão e postei os motivos, ficou faltando, em meus comentários, as congratulações pelo trabalho e por trazer o assunto para a pauta.
    Mas pesquise melhor e verá que os custos e prazos são bem inferiores aos que estão postados. Parece que você se alinhou com os pessimistas de plantão, tente olhar os motivos dos otimistas.

  63. Leo, muito interessante seus comentários.
    Quanto ao poste de 03 Nov, 2008 às 20:14 tenho os seguintes comentários:
    A maioria dos acidentes não está relacionado com LOCA, é que esse ó o mais temidodos acidentes.
    A frota nuclear inglesa não ficou paralisada nos últimos anos. Em 1992, após refit em um subnuc, em Devonport, foi descoberta uma trinca na solda do tubo com o evaporador, o que atrasou o refit e fez com que o submarino de serviço que seria rendido tivesse que estender a comissão.
    Mas o comentário diz respeito ao último parágrafo “Se o Brasil trabalhasse com um diâmetro de casco bem maior, talvez pudesse colocar os geradores de vapor mais próximos ao reator”.
    Não é o diâmetro que interfere no posicionamento longitudinal do reator. Repare na foto do modelo que está no artigo que se o evaporador fosse colocado mais para baixo o diâmetro poderia até ser reduzido, mas as tubulações seriam maiores e o reator perderia algumas características operacionais.

  64. Castor, mesmo que os valores estivessem errados em 50%, o que não é o caso, mesmo assim seriam altos demais para a realidade da MB.
    Hoje o preço de um submarino convencional já é demasiado caro para a nossa realidade orçamentária.
    E ainda existem os valores para a construção de toda a infra-estrutura para a operação do SNA, que será uma verdadeira fortuna.
    Isso sem contar o recheio eletrônico do submarino, que não dominamos e teremos de gastar em pesquisa e desenvolvimento. Nem vou falar do armamento, que também não fabricamos…
    Não se trata de se alinhar aos pessimistas, é ver a realidade que está aí. Temos uma Marinha sucateada por causa de um sonho que talvez não se realize, pois demandará recursos preciosos que não teremos. É o verdadeiro cálice envenenado, como disse outro leitor.

  65. Galante
    Os valores não estão errados em 50%, mas em 300%, como foi demonstrado e com indicação de sites. Se você se recusa a aceitar ou verificar isso, não há mais o que discutir.
    Quanto à necessidade de um submarino nuclear, qualquer simulação em jogos de guerra demonstrará como o fiel da balança se move quando um subnuc entra no jogo.
    Quanto ao custo, é menos que o dobro do de um submarino convencional.
    Se você quer falar da realidade da MB então vamos sentar e chorar, mas se for para pressionar o governo por verbas que correspondam às nossas necessidades, então temos que reclamar o que é necessário. Afinal, Marinha e mulher bonita só tem quem pode. Quem não pode fica vendo nas revistas. Eu acho que o Brasil pode e precisa

  66. Não, Castor, não estão errados. Você quer comparar preços de cabeça de série com unidades com o preço diluído pela economia de escala. Não teremos economia de escala para submarino nuclear no Brasil.
    O SNA vai custar menos que o dobro de um submarino convencional? heheh
    Eu também acho que o Brasil pode e precisa de um SNA, mas perdemos a janela de oportunidade para fazer o submarino nuclear nacional, que já devia estar navegando no ano 2000, como prometido nos anos 1980. Não conseguimos nem tocar os projetos do SNAC-I nem do SMB-10, o que revela um problema sério de gestão.
    No tempo em que o projeto do SNA ficou em estado vegetativo, perdemos a massa crítica para tocar o projeto do SNA, inclusive seu mentor, o alte Othon, foi para a reserva.
    Vamos continuar tomando o cálice envenenado e matando o resto da Esquadra, por causa de um submarino nuclear que poderá ser interrompido por uma mudança política dentro ou fora da Marinha, a qualquer momento.

  67. Desculpe Galante
    Pensei que estivesse falando com um profissional preocupado em garantir a veracidade dos dados para fazer uma boa análise, mas já vi que me enganei. A continuação do projeto do submarino nuclear não depende de nenhum de nós e se não houver interesse político ele não sairá. Se houver interesse político, você poderá acompanhar sua construção como acompanha o passar das caravanas, disseminando análises baseadas em dados falsos, mas ele continuará assim mesmo.

  68. Castor, a continuação do projeto do submarino nuclear depende de todos nós, pois é o dinheiro do contribuinte que está sendo gasto nele. A quem interessa uma marinha sucateada em troca de um projeto faraônico que já tem 30 anos e vai levar pelo menos mais 20?
    Tenho total interesse pela veracidade dos fatos, tanto é que coloquei o assunto em discussão aberta. Quem quiser que refute.
    Seus ataques não alteram o fato de que o primeiro submarino nuclear brasileiro vai custar mais caro que o PRM atual.

  69. Com todo o respeito às opiniões aqui postadas, qdo leio sobre projetos faraônicos me recordo de uma época não muito distante em que a oposição ao governo da época se referia às tais obras faraônicas como a Rodovia dos Imigrantes, ponte Rio Niterói, usina hidrelétrica de Itaipú e outras, como seríamos sem elas hoje?
    Quem não se lembra da guerra das Malvinas onde dois Sub Nucleares ingleses imobilizaram toda a frota argentina?
    Quem não sabe que os satélites espiões davam todas as coordenadas dos navios argentinos aos ingleses?
    Quais as chances de uma marinha de superfície mesmo moderna num TO desses? Somos um país pacífico, mas quem está inciciando uma corrida armamentista na AL? E se não reagirmos a tempo como ficaremos? E se esse país convícto de sua superioridade resolver “mostrar as unhas”, e se receber informações de satélites russos sobre as posições de nossas forças? O panorâma mundial está mudando e não podemos ser surpreendidos. Lembram da guerra da lagosta? Quem imaginava que o nosso oponente seria a França? Estavamos preparados? Mais um pouco, e as alianças, tais bolivarianas, serão hermanos nessa hora?Torço para que nunca tenhamos que nos envolver em um conflito dessa natureza ou qq outra por isso temos que ter poder dissuasório para evitá-lo ou ao menos dar melhores condições e maiores chances àqueles que estarão nas frentes de batalha.Não descarto o Nae São Paulo, pois acredito que o mesmo está sendo modernizado e não é tão difícil dotá-lo de aeronaves capazes, basta querer, e não digam que não existem verbas, e que não seria útil, pois uma frota de superfície necessita de proteção aérea. Voltando à guerra da lagosta, o Nael Minas Gerais fez falta para vigiar a movimentação da frota francesa no atlântico, pois o mesmo encontrava-se em manutenção, por que vcs mesmos dizem, quem tem 2 tem 1 e quem tem 1 não tem nenhum.

  70. Muito bem colocado Marcos.
    Existem três tipos de pessoas diante de um projeto grandioso. Os que tentam e apóiam, mesmo que eventualmente falhem, os que preferem não tentar e inventam justificativas e aqueles que, movido por interesses outros, serão contrários e se valerão dos pessimistas para reforçar suas idéias. Já vi que você se enquadra no primeiro caso. Parabéns.

  71. Existem três pessoas que apoiam um projeto com oeste. Os loucos, os doidos varridos e aqueles que vão ganhar muito dinheiro. O submarino nuclear será o nosso Dreadnought no século XXI. Drenará todos os recursos da marinha e ficará poucos dias no mar. Pelo menos os Dreadnoughts eram dois, já o submarino nuclear deve ficar só no protótipo mesmo. Quem saba o segundo fique pronto quando os países mais adiantados estarão falando em naves espaciais e forças intergaláticas. Realmente, reinventaremos a roda quando dela a humanidade não precisará mais.

  72. O Brasil não deve abrir mão de desenvolver a tecnologia de submarinos nucleares, pois as grandes potências dispoem de tal arma e investiram muito para chegarem ao patamar em que estam agora. É evidente que o Brasil terá dificuldades de toda a ordem, mas as grandes potências também tiveram dificuldades ao longo do desenvolvimento de seus submarinos. É fundamental para uma grande nação dispor de um submarino nuclear, e essa história de que os submarinos convencionais no futuro vão evoluir e então o Brasil poderá não precisar mais desse tipo de embarcação é converça. Os submarinos nucleares também irão se evoluir da mesma maneira que os convencionais, mas só de um inimigo em potencial saber que um país dispoem de tal arma, já impoem respeito e estatus.

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