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Como foi visto na primeira parte, a Alemanha tem um lugar de destaque na história do submarino. Após a derrota na Guerra, não houve qualquer atividade submarina alemã até 1954, quando a Alemanha Ocidental foi admitida na OTAN. Concordou-se então que pequenas unidades que não excedessem 350 toneladas poderiam ser construídas para serem usadas no Báltico.
O projeto do primeiro submarino alemão do pós-guerra foi designado como Tipo 201, mas a primeira unidade (U-1), só ficou pronta em 1961.
Enquanto isso, a nova Marinha Alemã precisava com urgência treinar suas tripulações para submarinos, mas não conseguiu nenhum submarino emprestado de seus aliados da OTAN. A solução encontrada foi resgatar três submarinos afundados pelos próprios alemães em 1945, para evitar que eles caíssem nas mãos dos aliados.
Estes submarinos eram dois Type XXIII, o Hai (S-170, ex-U-2365) e o Hetch (S-171, ex-U-2367), e um Type XXI, o Wilhelm Bauer (Y-880, ex-U-2540).
Durante a construção do Tipo 201, o limite de tonelagem foi elevado para 450 toneladas e o submarino foi redesignado Tipo 205.
Os primeiros dois submarinos foram construídos em aço amagnético, mas que teve sérios problemas de corrosão. Duas outras unidades foram construídas com aço convencional e o restante com aço amagnético aperfeiçoado, num total de 16 submarinos. A Dinamarca também comprou duas unidades.
A Marinha Norueguesa adquiriu 15 submarinos, designados Tipo 207 (fotos acima e abaixo) ou classe Kobben, financiados pelos EUA. Todos os submarinos desta classe já foram desativados pela Noruega e repassados para outras marinhas. Quatro ainda estão em atividade na Marinha da Polônia. (Clicar na imagem do arranjo do submarino abaixo, para ver mais detalhes do projeto).

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Ficha técnica do Tipo 205/207:
Deslocamento: 435t na superfície, 485t submerso
Comprimento: 47,2m, Boca: 4,7 m Calado: 3,8m
Propulsão: Diesel-elétrica, dois motores MTU 1.100 hp (820 kW) e um motor elétrico de 1.700 hp (1.300 kW)
Velocidade: 10 nós (19 km/h), 17 nós (31 km/h)
Autonomia: 3.800 milhas (4.800 km), na superfície; 270 milhas a 3 nós, submerso (500km a 6 km/h).
Profundidade de operação: 180m (590 pés)
Tripulação: 24 homens
Armamento: 8 tubos lança-torpedos de 533 mm (21 pol.) para torpedos T1, Mk-37 Mod 1/2, Tp 61, Tp 612, Tp 613

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O Tipo 206 (IKL540)

Depois de completados os submarinos Tipo 205, a Alemanha começou a projetar seus próximos submarinos de 450t, desta vez com baterias de maior potência, para suprir a demanda crescente de energia dos equipamentos eletrônicos.
Os sonares ativos e passivos também foram aperfeiçoados, bem como o sistema de direção de tiro.
Pela primeira vez foram instalados torpedos guiados a fio num submarino alemão. A construção da primeira unidade começou em 1969 e o último dos 18 submarinos produzidos entrou em serviço em 1974.
Em 1972, um acordo de cooperação feito entre os estaleiros britânicos Vickers e a IKL (Ingenieurkontor Lübeck), permitiu que o 206 fosse produzido sob licença pelos britânicos.
Três submarinos foram vendidos à Israel e lá foram batizados como classe “Gal”. Esses submarinos israelenses foram armados com um lançador de mísseis antiaéreos Blowpipe na “vela”.
Em agosto de 2008, sete submarinos ainda estavam em operação na Marinha Alemã e das unidades desativadas, quatro foram vendidas para a Marinha da Indonésia.
O Tipo 206 desloca 498t mergulhado e tem alcance de 4.500 milhas a 5 nós de velocidade. Leva 22 tripulantes e tem 8 tubos lança-torpedos de 21 polegadas.

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Jornalista especializado em temas militares, editor-chefe da revista Forças de Defesa e da trilogia de sites Poder Naval, Poder Aéreo e Forças Terrestres. É também fotógrafo, designer gráfico e piloto virtual nas horas vagas. Perfil no Facebook: https://www.facebook.com/alexandregalante

13 Responses to “100 anos de submarinos alemães – parte 2” Subscribe

  1. Vassily Zaitsev 14 de dezembro de 2008 at 18:51 #

    Vixe nossa, como a classe 206 é feia…………

    O bixo cabeçudo. Olha o tamanho da testa.

  2. Dunga em 14 de dezembro de 2008 at 19:04 #

    Se a Alemanha vender umas seis unidades destes subs usados com ja comprovadas as suas capacidades de patrulhar o mar territorial para uso costeiro ja estava bom. porque o sub atomico é apenas bla bla bla, como sempre…

  3. Vassily Zaitsev 14 de dezembro de 2008 at 19:22 #

    Galante,

    Vc tem tido notícias do Marcelo Ostra?????? Por acaso ele teve melhoras?????? torço para que sim.

    abraços.

  4. Wolfpack 14 de dezembro de 2008 at 22:10 #

    Acredito que este gap pós WWII foi um duro golpe, talvez merecido, aos alemães e comprometeu seu desenvolvimento por anos. Percebe-se isso quando se compara o desenho de um SUB Marlim Scorpene a um Type 209/212/214. As raízes hidrodinâmicas do Scorpene/Marlim são dos sub nukes Franceses, já os alemães lembram velhas naves diesel-elétricas da WWII.

  5. camarada 14 de dezembro de 2008 at 22:27 #

    Parece que as marinhas modernas ainda vão utilizar os submarinos convencionais por muito tempo ainda.No dia 28 de novembro o estaleiro Hyundai Heavy Industries Co., Ltd. entregou às autoridades coreanas o segundo dos três submarinos “Type 214” para a marinha da Coréia do Sul. O “Yung Yi” foi incorporado dois dias depois. O navio desloca aproximadamente 1.700t (na superfície), e é equipado com o sistema de propulsão independente da atmosfera de células de combustível.Enquanto as outras marinhas de guerra vão se armando,a nossa é só blá,blá,blá…

  6. Corsario-DF 15 de dezembro de 2008 at 8:36 #

    Impressionante como os alemães consegiram fazer excelentes armas submarinas limitadas a tão pouca tonelagem. Se os estudos alemães de submarinos fosse mantido desde os primórdios com certeza teríamos submarinos “convencionais” e nucleares” muito mais eficientes dos que os atuais, pena que foi tudo perdido junto com a guerra. Quem agradece são os americanos e russos que ficaram com a maior parcela desses estudos. Obs.: O 206 é muito estranho mesmo, parece uma Cachalote!!!

    Sds.

  7. Tikuna 15 de dezembro de 2008 at 8:56 #

    Dunga,

    Comprar 206?? Nem sub… nem o carro!!! Pelo amor de Deus! Já que os alemães nos sacanearam no U-214, que seja frances. Quanto ao subnuc, sua construção é fundamental e traria uma arma que realmente iria fazer qualquer marinha pensar duas vezes antes de se meter conosco.

    Sds,

  8. Nimitz 15 de dezembro de 2008 at 8:57 #

    Corsário, na verdade nenhum conhecimento se perdeu, só houve uma breve interrupção e depois os alemães voltaram com tudo.

  9. André de POA 15 de dezembro de 2008 at 9:07 #

    Caros foristas, desculpe fugir um pouco do tema, mas como fã da arte da fotografia não posso deixar de elogiar a foto com o casal de cisnes e seus filhotes entre os subs, realmente uma foto belíssima.
    abraço a todos.

  10. Alexandre Galante 15 de dezembro de 2008 at 9:48 #

    Pessoal, o formato da proa do 206 é devido ao sonar array que fica ali.

  11. ARCANJO 15 de dezembro de 2008 at 10:29 #

    As relações entre fornecedores e compradores são sempre tensas, mas são administráveis se houver competência de parte a parte.
    Não existem santos no mundo dos negócios e armamento é um negócio como outro qualquer … talvez mais agressivo.
    Mas, se alguém quiser saber de problema de crise de relacionamento grave, de descumprimento de compromissos, é bom se informar um pouco sobre os problemas entre a India e o Paquistão com a DCNS. Vão ver o que é bom para a tosse!!!
    A Índia já denunciou oficialmente descumprimento de compromisso de transferência de tecnologia e corrupção – processo na Justiça local.
    VIXE!!!
    Se alguém na MB ficou zangado com alguma dificuldade com os alemães, pode se preparar para pirar com os franceses …
    Santa ingenuidade.

  12. Vassily Zaitsev 15 de dezembro de 2008 at 19:11 #

    Tikuna,

    Não me lembro de ouvir falar que os alemães nos sacanearam no projeto da possível compra dos IKL-214. O que aconteceu foi que a MB não quer usar o sistema AIP, por causa do fator CUSTO, e no -214, esse sistema não é opcional, vem de fábrica meu amigo. Acho que esse foi o principal ponto de discordia entre s partes, pois a questão “tranferência de tecnologia”, que visa dotar a MB de um SSN, nem discuto, pois acho uma furada, grana jogada fora.

    Galante,

    Mesmo conhecendo quase nada de “design naval”, percebi que aquela “corcunda” era o local de instalação do sonar. A classe Oberon (vide Tonelero), tb tinha uma deformação como essa na proa.

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