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64 anos da tragédia do cruzador ‘Bahia’

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vinheta-destaqueEm 30 de junho de 1945, o cruzador Bahia suspendeu de Recife com destino à estação de controle n.º 13, onde substituiu o CTE Bauru – Be 3, no controle e apoio ao transporte aéreo das tropas americanas, de regresso da Europa para os Estados Unidos. Na manhã do dia 3 de julho, depois de navegar cerca de 500 milhas em 50 horas, atingiu a sua posição na estação 13.

Na manhã de 4 de julho, durante os preparativos para um exercício com as metralhadoras antiaéreas Oerlikon de 20 mm, o cruzador Bahia parou momentaneamente para lançar ao mar um alvo flutuante para exercício de tiror, mas às 09:10h, foi atingido por uma violenta explosão provocada por um disparo acidental, que acertou as cargas de profundidade na popa.

A violenta explosão ocorreu quando o navio estava próximo aos Rochedos de São Pedro e São Paulo. Na catástrofe, perderam a vida o seu comandante, Capitão-de-Fragata Garcia D’Ávila Pires de Albuquerque e mais 339 dos 372 homens que estavam a bordo, inclusive 4 marinheiros americanos. Em 8 de julho, foram salvos apenas 36 tripulantes pelo mercante inglês S/S “Balfe“. Sua baixa foi oficializada pelo Aviso n.º 1055 de 19 e julho de 1945.

FONTE / FOTO: NGB

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Paulo Afonso PaivaSaba, PauloDavid de OliveiraCLAUDIOana clara Recent comment authors
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Raul Coelho Barreto Neto
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Raul Coelho Barreto Neto

Agradeço ao Poder Naval, em nome de todos os náufragos da MB na Segunda Guerra, pela lembrança. Infelizmente, a grande maioria dos brasileiros desconhece não só o episódio do Bahia, como também os da Camaquã e do Vital de Oliveira. Ao lançarmos em 2004 o Projeto Flores ao Mar, nosso objetivo foi não só prestar uma singela homenagem a estes homens, mas fazer com que suas histórias se tornassem públicas.

Alexandre Galante
Visitante

Prezado Raul, seu livro está à venda em todos as livrarias ou só com você? Vamos divulgá-lo novamente aqui no Blog.

Raul Coelho Barreto Neto
Visitante
Raul Coelho Barreto Neto

Prezado Alexandre: prazer em comunicar-me contigo. Em novembro do ano passado, creio eu, enviei dois exemplares do Flores ao Mar ao PN(um para o Guilherme Poggio e outro para vc. Vc o recebeu?). O Guilherme postou uma ótima nota sobre o mesmo, o que muito me alegrou. Sim, o livro está a venda em livrarias, porém poucas. Aqui em Salvador, pode-se encontrá-lo na loja do Museu Náutico da Bahia (Farol da Barra). Já no Rio, ele está a venda no Museu Naval (Rua D. Manuel), no Espaço Cultural da Marinha e no antigo Serviço de Documentação da Marinha, na ilha… Read more »

ômega
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ômega

Como uma tripulação que estava em guerra há anos poderia ter cometido erro tão primário?Não houve o caso do sub nacional-socialista que se internou na argentina logo após o “desastre”, inclusive com carga de torpedos a menos? Até o governo Brasileiro tentou acionar o comandante em nuremberg. O local é “próximo” do desastre o A 330.Não poderia utilizar os mesmos equipamentos para uma investigação, como no TITANIC? Seria honrar aqueles Brasileiros mortos no episódio.

AJS
Visitante
AJS

Há aproximadamente 20 anos, em conversas a respeito da MB, no cais do Porto de Santos, com um conferente de carga e descarga, sobrevivente do naufrágio do Bahia, ele relatou como ocorreu o acidente, um dos operadores da arma, teve um mal súbito durante o exercício e o tubo da arma desceu bruscamente disparando, momento em que atingiu cargas de profundidade, como descrito na nota do blog.

Vitaum
Visitante
Vitaum

Desconhecia tal episódio. Tenho duas perguntas: o Bahia afundou ou não com a explosão? De onde veio esse disparo acidental?

Cinquini
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Raul Coelho Barreto Neto,

Comprei seu livro junto ao Serviço de Documentação da Marinha, ele foi fonte para o meu TCC!!
Parabéns pelo belo trabalho!!!

Raul Coelho Barreto Neto
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Raul Coelho Barreto Neto

Caro Cinquini, fico feliz pelo teu sucesso. Obrigado pelas palavras.

Marcelo Ostra
Visitante
Marcelo Ostra

Naufragou em poucos minutos devido a explosão de carga de rofundidade, localizada a popa, atingida por diparo de canhão de 20 mm durante um exercicio de tiro, a arm rebaixou mais que o nivel segurança permitia, atingindo as cargas de profundidade

pi excelentes referencia “A História Naval Brasileira, 5o volume tomo II (SDGM) e A Marinha do Brasil na Segunda Guerra undial (1982), do Almte Arthur Oscar Saldanha da Gama

Abs
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Antonio
Visitante
Antonio

Continuo achando estranho o fato que explosões localizadas ACIMA da linha d’água tenham sido as responsáveis pelo afundamento de um CRUZADOR. Não sou adepto de “teorias de conspiração”, mas acho que esse caso deveria ser esclarecido, afinal, existem questionamentos coerentes se o incidente foi causado por um sub alemão ou não. Não há a menor dificuldade em se utilizar sonares do tipo side-scan para se localizar um cruzador do porte do Bahia em profundidades elevadas. Lembrem-se que o Titanic foi em contrado em 1985 com um sonar desse tipo e nesses 24 anos essa tecnologia evoluiu muito. Só para constar,… Read more »

ômega
Visitante
ômega

Estranho, não existiam “limitadores de movimentos ” no reparo daquela metralhadora? Marinheiros, como são estes exercícios hoje? como eram à época? O livro deve esclarecer estas dúvidas!

Dalton
Visitante
Dalton

Caro Antonio, em primeiro lugar o cruzador Bahia era um navio velho, com 35 anos desde seu comissionamento e nem merecia o titulo de cruzador leve, era conhecido como scout cruiser deslocando pouco mais de tres mil toneladas, menos ou equivalente a muitos contra-torpedeiros. Justamente a idade dele pode ter sido a causa do rapido naufragio, e por tudo que já li, a popa dele deve ter sido destroçada facilitando a entrada de grande quantidade de agua. Há muitos exemplos de navios que naufragaram sem terem sido atingidos por torpedos ou bombas pesadas, o cruzador leve alemao Koenigsberg foi atingido… Read more »

U977
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U977

Houve alguma reconstituição provando que projetil de 20 mm seria suficiente para detonar cargas de profundidade? Mal súbito? quantos tiros este homem acertou nas cargas? Havia outros homens na metralhadora? As cargas eram as mesmas utilizadas em navios aliados? Como estes procediam sob strifes de aviões do eixo, por exemplo?

Marcelo Ostra
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Marcelo Ostra

Sim, houve e para surpresa de todos a carga detonou, foi no RJ os testes …

Abs
Mod MO

Marcelo Ostra
Visitante
Marcelo Ostra

Existiam Xará, mas este por incrivel que pareça. deu defeito!

Abs

Mod MO

trackback

[…] continuarem navegando até o final do conflito. Além da Corveta Camaquã, a Marinha perdeu o Cruzador Bahia e o Navio-Auxiliar Vital de Oliveira, o que representou o sacrifício de 486 […]

Denise Brandão Mathias Coreixas
Visitante
Denise Brandão Mathias Coreixas

Olá,
Meu pai é um dos sobreviventes do Cruzador Bahia, seu nome é Arthur da Silva Mathias, hoje com 88 anos, mora em Curitiba. Foi muito interessante ler neste site a triste história que meu pai sempre nos contava. Vou comprar o livro para compreender melhor esta passagem da história da Marinha do Brasil e guardar com muito carinho, pois também conta uma parte importante da nossa história familiar.
Muito obrigada,
Denise Brandão Mathias Coreixas

Mauricio Dottori
Visitante
Mauricio Dottori

Meu avô foi um dos sobreviventes, então suboficial Vivaldo [Sayão Lobato] Vaz. Era especialista em reparos a bordo, e comandou uma das duas balsas com sobreviventes. Cresci ouvindo suas histórias. Sobre os anteparos, para impedir o movimento excessivo do canhão-metralhadora, de fato o navio tivera; mas haviam sido retirados para que pudesse descer o bastante em caso de ataque por avião torpedeiro. Acreditava-se — informação vinda dos americanos — que as cargas de profundidade não detonariam se atingidas por projétil. As cargas explodiram consecutivamente.

Alessandro de Gasparo Pinto
Visitante
Alessandro de Gasparo Pinto

Boa noite…
Minha avó, ja falecida, sempre me contou a historia de seu irmão que veio a falecer num naufragio do cruzador Bahia.
Tenho fotos do cruzador (inclusive num treino de tiro do canhão), o lenço, meias e uma faixa que era usada em sua boina.
Gostaria de saber se existe uma relação dos nomes dos combatentes falecidos, para conferir o seu nome.
Grato.

MO
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Alessandro, se não me engano em uma rela, mas dos oficiais falecidos apenas, nao tenho certeza, mas creio se for esta que estou pensando está no “A Historia Naval Brasileira – 5o Volume – Tomo II, mas o meu esta na casa do Zé …

Zé, quebra esta e verifica ai pro Alesandro

Estas fotos seriam extremamentes benvindas para o NGB – navios de guerra Brasileiros no http://www.naval.com.br/ngb

mais especificamente no http://www.naval.com.br/ngb/B/B006/B006.htm

agradecendo antecipadamente

Abs
MO

vanessa
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vanessa

tenho nove anos e estou fazendo uma pesquisa . e foi muito importante para o meu trabalho.

ana clara
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ana clara

meu tio avô onofre jose de freitas morreu no navio cruzador bahia .meu avo cotava essa historia para min

CLAUDIO
Visitante
CLAUDIO

BOA REPORTAGEM!

GOSTARIA DE SABER A RELAÇÃO DE SOBREVIVENTES NA ÉPOCA DO NAUFRÁGIO, COMO CONSIGO TAL INFORMAÇÃO

MO
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CLAUDIO – 30/09/2010 às 17:05 em ” 64 anos da tragédia do cruzador ‘Bahia’”

BOA REPORTAGEM!

GOSTARIA DE SABER A RELAÇÃO DE SOBREVIVENTES NA ÉPOCA DO NAUFRÁGIO, COMO CONSIGO TAL INFORMAÇÃO
#

Sugiro os livros A Histria Naval Brasileira 5o volume tomo II – SDGM e a A Historia da Marinha do Brasil na II Guerra Mundial – Ed Capemi – 1982

O primeiro eh “CONSEGUIVEL” EM POSTOS DE VENDAS das OM da Marinha (Capitania dos portos, por exemplo) o 2o ja é mais dificil …

Raul Coelho Barreto Neto
Visitante
Raul Coelho Barreto Neto

Prezados: a lista integral de sobreviventes e mortos do cruzador “Bahia” pode ser encontrada no Volume VI do Subsídios para a História Marítima do Brasil e também noa anexos do meu livro, Flores ao Mar: os naufrágios navais brasileiros na IIGM.

David de Oliveira
Visitante

Prezados, meu pai foi um dos marinheiros vítimas desse naufrágio. Sou autor de DESTINO, O SEGREDO DE JADE. Esse ano vou publicar o segundo livro e para 2017 publicarei a verdadeira história sobre o naufrágio do Cruzador Bahia. Por traz desse terrível “acidente”, tem uma informação muito importante, na qual acabou mudando a história do envolvimento do Brasil na segunda guerra mundial.

Saba, Paulo
Visitante
Saba, Paulo

Senhores, há muito mais por trás dessa história…
Meu avô pereceu ali e nunca duvidei da culpa dos nazistas pela tragédia.
Vejam aqui:
http://www.naval.com.br/blog/2013/08/26/a-volta-de-um-fantasma/

Paulo Afonso Paiva
Visitante
Paulo Afonso Paiva

Prezados amigos

Sou autor do livro “O Porto Distante”, em que afirmo que o “Bahia” foi torpedeado pelo submarino alemão U-530 e provo porque os americanos, a quem a Força Naval do Nordeste, estava subordinada, encobriram esse crime. Não é teoria conspiratória, é fato! Se houvesse de fato “incidente de tiro”, a explosão arrancaria uma parte da popa, mas não faria o paiol de munição e a Praça de Máquinas, explodirem. Meu livro está a disposição através do e-mail [email protected]