A China enviou na quarta-feira passada (30.06) sua sexta flotilha de escolta para o Golfo de Áden e águas somalis.

A flotilha leva mais de 1.000 homens, incluindo forças especiais da Marinha, que irão substituir a quinta flotilha, que esteve naquelas águas por mais de 3 meses.

A navio de assalto anfíbio Kunlunshan (998), o destróier Lanzhou e o navio de suprimentos Weishanhu são os navios enviados.

Este é o primeiro deslocamento de um LPD chinês da classe “Yuzhao” (071), de 18.500 toneladas, para uma missão dessa natureza. Clique no gráfico abaixo para ver detalhes do navio.

Os navios de guerra chineses já escoltaram 2.248 navios mercantes chineses e estrangeiros na região, infestada por ataques piratas, desde dezembro de 2008.

SAIBA MAIS:

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Jornalista especializado em temas militares, editor-chefe da revista Forças de Defesa e da trilogia de sites Poder Naval, Poder Aéreo e Forças Terrestres. É também fotógrafo, designer gráfico e piloto virtual nas horas vagas. Perfil no Facebook: https://www.facebook.com/alexandregalante

14 Responses to “China envia sexta flotilha para o Golfo de Áden” Subscribe

  1. Bronco 5 de julho de 2010 at 11:59 #

    É a China mostrando bandeira e prestando importantes serviços para a manutenção da segurança nas rotas marítimas mundiais.

    Enquanto isso no Brasil…

  2. Ivan 5 de julho de 2010 at 13:18 #

    Amigos,

    Observem os helicópteros.
    O menor é cópia do Panther…
    O maior é cópia do Super Frelon.

    Mas já são chineses, fabricados por chineses, em empresas de capital chinês.

    Impressionante.

    Ivan.

  3. Biel 5 de julho de 2010 at 13:40 #

    Realmente é a marinha de uma grande potência mundial

  4. Walter Freitas 5 de julho de 2010 at 13:47 #

    Segue interessante matéria jornalística, do jornal Valor, extraída do portal Luiz Nassif Online:

    A arrogância da potência chinesa

    Por Brahma Chellaney
    05/07/2010

    Para a China, o maior perdedor na crise financeira internacional é o Tio Sam

    O sucesso gera confiança e o sucesso rápido gera arrogância. Em poucas palavras, esse é o problema que tanto Ásia como Ocidente enfrentam com a China, algo que voltou a ser demonstrado no encontro de cúpula do G-20 no Canadá. A ascensão de seu poder político e militar vem encorajando o governo da China a buscar uma política externa mais forte. Tendo pregado anteriormente o lema da “ascensão pacífica”, a China agora começa a tirar as luvas, convencida de que ganhou os músculos necessários.

    A abordagem tornou-se mais pronunciada com a crise financeira mundial iniciada no outono setentrional de 2008. A China interpretou a crise como símbolo do declínio da “marca” anglo-americana de capitalismo e do enfraquecimento da força econômica dos Estados Unidos. Isso, por sua vez, fortaleceu sua crença dual – de que seu tipo de capitalismo, guiado pelo Estado, oferece uma alternativa crível e que sua ascendência mundial é inevitável.

    nalistas chineses assinalam com regozijo que EUA e Grã-Bretanha – após terem entoado por tanto tempo a canção “liberalize, privatize e deixe os mercados decidirem” – ao primeiro sinal de perigo acabaram encabeçando o movimento de resgate governamental de seus grandes grupos financeiros. Em contraste, o capitalismo guiado pelo Estado proporcionou estabilidade econômica e forte crescimento à China, permitindo-lhe superar a crise mundial.

    De fato, apesar das preocupações de sempre sobre o sobreaquecimento da economia, as exportações e vendas no varejo da China estão em expansão e suas reservas internacionais aproximam-se agora de US$ 2,5 trilhões, mesmo com o nível alarmante dos déficits comercial e fiscal dos EUA. Isso ajudou a reforçar a fé da elite chinesa na fusão do capitalismo estatal e da política de autocracia da China.

    O maior perdedor na crise financeira internacional, na visão da China, é o Tio Sam. O fato de os EUA continuarem na dependência de a China comprar bilhões de dólares em bônus do Tesouro todas as semanas para financiar o déficit escancarado no orçamento é um sinal da mudança no poder financeiro mundial – que a China se certifica de usar para ter ganhos políticos nos próximos anos.

    Os holofotes atualmente podem estar voltados para as mazelas financeiras da Europa, mas na leitura chinesa o quadro mais amplo é o de que o endividamento e déficits crônicos dos EUA simbolizam seu relativo declínio. Agreguem a esse quadro as duas guerras que os EUA travam no exterior – uma das quais vem ficando candente e parece ser cada vez mais impossível de vencer – e o que vem à mente entre os líderes da China é a advertência do historiador Paul Kennedy sobre a “superextensão imperial”.

    Com esse pano de fundo, a crescente assertividade da China não é surpresa para muitos. O conselho de Deng Xiaoping – “Esconda suas capacidades e aguarde seu momento” – não parece ser mais relevante. Hoje, a China não se sente tímida em mostrar sua capacidade militar e declarar-se em múltiplos fronts.

    Como resultado, novas tensões surgem na relação entre China e Ocidente, o que ficou em clara evidência no encontro de cúpula de Copenhague sobre as mudanças climáticas, onde a China – maior poluidor do mundo, com a maior taxa de crescimento de emissões de gás carbônico – astutamente desviou-se das pressões ao esconder-se atrás dos países em desenvolvimento. Desde então, a China intensificou as tensões ao continuar manipulando o yuan chinês, mantendo um superávit comercial excepcionalmente alto e restringindo a entrada de bens industrializados de empresas estrangeiras em seu mercado doméstico.

    Em questões de política e segurança, a China não despertou menos receios. Por exemplo, a expansão do papel naval da China e suas reivindicações marítimas ameaçam colidir com os interesses dos EUA, incluindo a ênfase tradicional dos americanos na liberdade dos mares.

    A simples verdade é que as mazelas econômicas e militares dos EUA estão limitando suas opções de política externa perante a China. Os EUA parecem mais relutantes do que nunca em exercitar a alavancagem que ainda possuem para pressionar a China a corrigir políticas que ameaçam distorcer o comércio exterior e alimentar imensos desequilíbrios comerciais, além de desencadear maior concorrência por matérias-primas escassas.

    Ao manter sua moeda subvalorizada e inundar os mercados mundiais com bens artificialmente baratos, a China segue uma política predatória de comércio externo. Isso mina mais a industrialização do mundo em desenvolvimento que a do Ocidente.

    Ainda assim, os EUA evitam qualquer tipo de pressão sobre a China. A política atual dos EUA contrasta com a do país nos anos 70 e 80, quando o Japão emergiu como potência econômica mundial. O governo do Japão manteve o iene subvalorizado e ergueu barreiras encobertas aos bens externos, o que desencadeou fortes pressões – e coerções periódicas – pelos EUA em busca de concessões japonesas. Hoje, os EUA não têm como adotar a mesma abordagem com a China, em grande parte porque a China também é uma potência militar e política e porque os EUA dependem do apoio chinês em uma série de questões internacionais – da Coreia do Norte e Mianmar ao Irã e Paquistão. Em contraste, o Japão continuou uma potência econômica totalmente pacifista.

    É de importância fundamental o fato de a China ter se tornado uma potência militar mundial antes de ser uma potência econômica. O poderio militar foi conquistado por Mao Tsé-tung, o que permitiu a Deng concentrar o esforços em expandir com rapidez a força econômica do país.

    Sem a segurança militar criada por Mao, poderia não ter sido possível que a China desenvolvesse força econômica na escala que desenvolveu. Na verdade, o crescimento de 13 vezes da economia nos últimos 30 anos produziu recursos ainda maiores para a China afiar suas garras militares.

    A ascensão da China, portanto, é tanto obra de Mao como de Deng. Porque se não fosse o poder militar chinês, os EUA tratariam a China como outro Japão.

  5. Dalton 5 de julho de 2010 at 14:29 #

    E pensar que em 1969 a URSS pretendeu bombardear a China com armas nucleares e foram justamente os EUA que não concordaram
    em ficar neutros assim dando adeus aos planos sovieticos.

    Na época os EUA viam a URSS como uma ameaça muito maior do que a
    China…e queriam a China para contrabalançar a URSS.

    A China ainda dará muita dor de cabeça tanto a EUA como a Russia.

  6. gerson carvalho 5 de julho de 2010 at 15:33 #

    Caros, de repente este LPD poderia servi bem a MB, acho que deveriam ver com os chineses apossibilidade de venda sendo construido aqui.

  7. Francoorp 5 de julho de 2010 at 19:25 #

    Dalton disse:
    5 de julho de 2010 às 14:29

    A informação que eu tenho é que durante a Guerra da Coréia o Gen. McArthur queria bombardear nuclearmente a China, pois esta entrou no conflito e fez com que as forças Yankee recuassem em 1951 até o Paralelo 38°, Truman teve que retirar-lo do comando, pois as pressões soviéticas se fizeram sentir.

    Para não ficarem palavras ao vento, link:

    http://www.clubedosgenerais.org/portal/modules.php?name=Conteudo&pid=93

  8. Francoorp 5 de julho de 2010 at 19:46 #

    Opa, errei o Link, é este, e esta do quadro que resguarda a China na reportagem, onde o MacArthur faz sugerimento de armas nucleares contra a China, durante a Guerra da Coréia… desculpem!

    Link:

    http://www.alerta.inf.br/geral/opiniao/1634.html

  9. Luiz Ricardo 5 de julho de 2010 at 20:51 #

    Belo navio :D

  10. Dalton 5 de julho de 2010 at 22:45 #

    É a pura verdade francoorp…McArthur cometeu alguns erros e para salvar a honra queria simplesmente o meio mais fácil, nuke os chineses mas os EUA tinham o Veterano Coronel Chester Puller dos fuzileiros
    – visitei o tumulo dele em Arlington – e em uma famosa transmissão de rádio ele disse:

    “Tenho chineses na frente, na retaguarda, a esquerda e a direita, tenho eles exatamente onde quero. Posso ataca-los de qualquer direção que eu queira!”

    Os chineses sofreram uma grande derrota pelos fuzileiros e o exercito e McArthur tiveram que engolir. Foi o fim da linha para McArthur que aliás também visitei o museu e tumulo dele em Norfolk. Ele mais acertou que errou, mas não era infalivel.

    Mas as coisas mudaram e a URSS passou a desentender-se com a China e a visita de Nixon a mesma em 1972 foi uma das respostas a
    URSS de que os EUA não tolerariam que os sovieticos usassem armas nucleares na China.

    Só falta os EUA terem que ouvir da Russia no futuro: Eu avisei !!

    abraços

  11. Francoorp 6 de julho de 2010 at 12:56 #

    “Os chineses sofreram uma grande derrota pelos fuzileiros e o exercito e McArthur tiveram que engolir.”

    Pelo que demonstram os fatos foram os Yankees a sofrerem uma grande derrota, pois estavam já com toda a península da Coréia praticamente conquistada e no fim ficaram abaixo do 38° paralelo, quase de onde partiram em 1950, depois do ataque a surpresa dos norte coreanos… os chineses erraram em assinar o tratado de paz pois estavam com a faca e o queijo na mão, deveriam ter continuado com ímpeto total até o fim, empurrando os Yankees para o mar… hoje teríamos uma unica Coréia, se melhor ou pior não importa, amenos teríamos uma certa estabilização na região em comparação a hoje, além de que seria um reduto Chinês, e isso também geraria maior estabilização na área.

    http://www.clubedosgenerais.org/portal/modules.php?name=Conteudo&pid=93

    Valeu, e vamos tentar parar com a história por aqui, que depois a moderação grila, mas uma contra replica tua é bem vinda…

  12. Francoorp 6 de julho de 2010 at 13:04 #

    Mas não vejo onde e porque que a URSS deveria usar armas nucleares contra a China, não estavam em guerra… não é que viu isso em algum documentário por la, onde dizem que foi a não aceitação Yankee que salvou a China das garras nucleares da URSS… os Heróis. Isso cheira muito “propaganda”… pois uma guerra ou ataque nuclear não é realizado assim, a caso ou a ânimos quentes, e a URSS não era estúpida, sò porque os dois se desentenderam não quer dizer que os malvados Soviéticos estão prontos para destruir a China… esse tipo dialética me lembra muito os Doc’s pilotados que vemos por ai.

    Uma pergunta, por ai ainda dizem que os mísseis de Cuba foram retirados a pacto da não invasão Yankee de Ilha ou foi em troca do retiro e desativação dos mísseis USA na Turquia?

    Valeu!

  13. Dalton 6 de julho de 2010 at 13:39 #

    Rapidinho então para complementar meu raciocinio…

    Puller e seus fuzileiros infligiram uma derrota aos chineses no sentido de que sozinhos enfrentaram varias vezes o proprio numero, causaram um numero muito maior de baixas e permitiram com suas ações que o restante das forças evacuasse.

    Sim, houve uma retirada, mas depois disso, houve uma guerra prolongada de 2 anos em que nenhum dos lados afez avanços significativos, não teria sido fácil para a China após as enormes perdas que sofreu.

    Como escrevi antes, não fosse a entrada da China, e apoio sovietico os norte coreanos teriam perdido a guerra em menos de um ano, e poderia ter havido uma reunificação das Coreias, na minha opinião, melhor,
    afinal contrabalançaria o peso da China , já que várias nações, incluindo o Vietnã temem os chineses.

    Não vejo os sovieticos como malvados…(rs), eles eram pragmaticos e apenas torcia para o outro lado na guerra fria, mas se você procurar irá encontrar muita coisa relativamente recente de arquivos sovieticos quanto a idéia da URSS dar um” chega para lá ” na China que em meados dos anos 60 já tinha armas nucleares.

    E quanto a crise dos misseis de Cuba, sim, realmente os EUA retiraram seus misseis da Turquia, só que não foi tornado publico, conforme Kennedy e Kruschev secretamente concordaram, assim, aos olhos do mundo, foi uma derrota sovietica.

    Kennedy e Kruschev juntos foram vitais para impedir uma terceira guerra e que segundo alguns, beneficiaria a China, que tinha pretensões quanto a invadir territorio indiano.

    abraços

  14. Francoorp 7 de julho de 2010 at 11:16 #

    Viu, muito claro e bem definido, sem contestações de minha parte… e isso é raro heim! hehehe

    Valeu!!

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