No Credit Check Payday Loans

Juan Carlos I - foto Armada Espanhola

Cozinha do navio-aeródromo ‘Juan Carlos I’ da Armada Espanhola serviu de cenário para programa de culinária

-

Em abril, o navio-aeródromo Juan Carlos I da Armada Espanhola recebeu uma visita inusitada: 15 participantes do programa “Masterchef” da TVE1, que enfrentaram o desafio televisivo de preparar a refeição de 200 membros da dotação do navio.

Obviamente, a oportunidade foi aproveitada pela Armada Espanhola para divulgar diversas características do navio, a começar da cozinha, onde normalmente trabalham 18 pessoas, fornecendo mais de 1.400 refeições diárias para atender aos diversos turnos de trabalho do pessoal embarcado, que normalmente é de 295 tripulantes mas que pode chegar a 1.435 pessoas, conforme o tipo de operação. O Juan Carlos I também dispõe de uma padaria que produz até 600 pães diariamente.

O uso do navio para projeção de força foi mostrado já na chegada dos participantes a bordo, em lanchas de desembarque anfíbio (LCM) que adentraram a doca da popa, mas também aproveitou-se para falar de sua capacidade de emprego em missões de ajuda humanitária, evacuação em zonas de crise e como hospital em zonas afetadas por catástrofes.

programa Masterchef a bordo do Juan Carlos I - foto Armada Espanhola

O Juan Carlos I tem 231 metros de comprimento e 58 de boca, com 5.445 metros quadrados de superfície dedicada a carga em três conveses: garagem de carga pesada para até 29 carros de combate e veículos diversos, além de contêineres de até 16 toneladas, que se conecta à doca para 4 embarcações LCM; garagem de carga ligeira para veículos como Hummer, Piranha, convés que também tem o hangar para até 9 jatos Harrier ou 8 helicópteros pesados; e, finalmente, o convés de voo, que dia e noite pode operar os helicópteros AB-212 da terceira esquadrilha, SH-3D da quinta esquadrilha, e jatos AV-8B Harrier II Plus da nona esquadrilha, podendo receber helicópteros de outras forças aliadas. O convoo possui no seu extremo de proa uma rampa com inclinação de 12 graus do tipo “Ski-Jump”.

Para acessar o vídeo do programa no site da TVE1 (no qual se pode ver várias partes do navio por dentro, com destaque evidentemente para a cozinha e o rancho), clique na imagem abaixo:

cena programa Masterchef a bordo do Juan Carlos I - TVE1

FONTE / FOTOS: Armada Espanhola (tradução e edição do Poder Naval a partir de original em espanhol)

VEJA TAMBÉM:

 

Tags: , , , ,

About Fernando "Nunão" De Martini

View all posts by Fernando "Nunão" De Martini

13 Responses to “Como conquistar a audiência para conhecer um navio-aeródromo? Pelo estômago!” Subscribe

  1. joseboscojr 3 de maio de 2014 at 20:09 #

    Magnífico o programa.
    Parabéns para o programa e para a Armada Espanhola.

  2. Fernando "Nunão" De Martini 4 de maio de 2014 at 11:21 #

    Também achei, Bosco. Beneficiaram-se ambos os lados: o programa com uma grande mudança no ambiente normal da competição, o que atrai o público, e a Armada Espanhola com uma divulgação que certamente teve mais audiência do que teria um programa que fosse exclusivamente focado no navio.

    E quem gosta de navios tem uma oportunidade, no vídeo, de conhecer várias áreas internas do Juan Carlos I, da doca à cozinha, do convoo aos hangares.

  3. daltonl 4 de maio de 2014 at 11:38 #

    Lá na US Navy fazem coisas parecidas também, como apresentação de cantore(a)s e mesmo jogos de basquetebol no convoo.

    O que não gosto e terei que conviver com isso :) é a vulgarização do termo Navio Aerodromo ou portaaeronaves como no texto original.

    O Juan Carlos I é um LHD na terminologia da US Navy
    ou Navio de Projeção Estratégica, BPE, como os próprios espanhois o denominam e para tanto utiliza a letra “L”
    como indicativo de casco e não o “R” reservado a NAes.

  4. Fernando "Nunão" De Martini 4 de maio de 2014 at 11:43 #

    Dalton, acho que essa vulgarização é necessária para a comunicação em geral.

    A própria Armada Espanhola vem chamando nas suas comunicações ao público externo o Juan Carlos I de “portaaeronaves”, como se pode ver no link original da notícia – embora o classifique como BPE e LHD na parte de apresentação dos navios em seu site.

  5. daltonl 4 de maio de 2014 at 12:21 #

    Concordo Nunão…por isso mesmo terei que “conviver” com
    isso já que ao mesmo tempo que facilita a comunicação
    desinforma, pois não basta um navio ter um convoo continuo para ser colocado na mesma liga de um NAe ou
    NAeL.

    É mais ou menos como os NAes de escolta da US Navy durante a II Guerra Mundial que tiveram desde o inicio uma
    numeração própria, não seguindo a numeração dos NAes
    de frota ou leves.

  6. Marcos 4 de maio de 2014 at 12:39 #

    O Brasil ficaria bem operando três LHD embarcados com F-35B. No todo ficaria muito mais barato adquiri-los e operá-los do que se meter a construir e manter um NAe com propulsão nuclear.

  7. daltonl 4 de maio de 2014 at 13:06 #

    O NAe substituto do NAeSP se de fato vier a ser adquirido
    será convencional não nuclear.

  8. MO 5 de maio de 2014 at 13:49 #

    Não vejo desta maneira, vejo como exportação de sapiencias para lá fernandinho …

  9. MO 5 de maio de 2014 at 13:52 #

    o Dalto tem razão agora qqr jaca eh Nae ….

  10. Fernando "Nunão" De Martini 5 de maio de 2014 at 14:30 #

    Mas MO, o tempo passa, as coisas mudam, os navios-aeródromo ou seja qual for o nome que lhes sejam dados, mudam também conforme as necessidades.

    Como você bem sabe, o primeiro NAe operacional, e que em breve vai fazer 100 anos, era uma “jaca” modificada de cruzador de batalha com superestrutura bem no meio do convoo…

    http://airminded.org/wp-content/img/scenery/hm-vessels-34.jpg

    Depois alguém teve a brilhante ideia de colocar a ilha dele a boreste:

    http://acepilots.com/ships/hms-furious-carrier-0015.jpg

    Daí começaram a experimentar um pouco mais, foram evoluindo (com ilha, sem ilha, com convoo em todo o comprimento ou não, com chaminé fixa ou rebatível) até se chegar ao belo padrão do pós-Segunda Guerra do convoo angulado com catapulta(s) e aparelho de parada etc.

    Pra logo depois começarem a experimentar de novo…

    Esse LHD, BPE, “portaaeronaves” é uma dessas variações, e acho uma variação muito interessante quando pensamos no que, não muito longe no futuro, o F-35B promete ser o caça naval em maior número em serviço no mundo, e em mais países, ficando atrás do Super Hornet.

    É algo para se pensar, eu acho.

  11. daltonl 5 de maio de 2014 at 21:22 #

    Nunão…

    mas todas as modificações e ou evoluções tinham como objetivo melhorar a capacidade de transportar, armar, abastecer, reparar, lançar e recuperar aeronaves e os
    navios anfibios são limitadissimos nesses quesitos.

    O conceito de navio anfibio operar com “aviaozinhum” não é novo, já no inicio dos anos 70 o USS Guam, um LPH, operou com harriers a bordo por exemplo.

    Os navios anfibios sempre serão anfibios em primeiro lugar e NAes limitadissimos em segundo lugar.

    Também para se pensar é sobre o F-35B…de fato deverá haver uma grande quantidade dele, mas a maior parte irá operar a partir de bases terrestres…como já fazem hoje os AV-8s dos “Marines”.

    Se o NAe seja com catapultas ou rampas estivesse desaparecendo, aí sim, vamos prestar uma homenagem
    ou por prestigio chamar navio anfibio de convoo corrido de NAe, mas não é o que está ocorrendo então deveria
    haver sempre uma diferenciação por parte da mídia…
    mas é como vc escreveu antes, facilita a comunicação,
    etc…mas eu não gosto :)

  12. joseboscojr 6 de maio de 2014 at 0:03 #

    Dalton,
    Sem querer aproveitar da sapiência do amigo, mas já aproveitando rsrsrs, mas quantas toneladas de armamentos leva um Nimitz?
    E quantos lançamentos de F-18 podem ser feitos por dia?
    Obrigado!

  13. daltonl 6 de maio de 2014 at 9:52 #

    Bosco…

    Até umas 3000 toneladas de armamento e 120 sortidas
    diárias de combate, não no caso do Afeganistão hoje em dia claro,…mas…já foi comprovado que até o dobro pode ser conseguido em caso de necessidade, depletando mais rapidamente combustivel e armas a bordo.

    abraços

Leave a Reply

You must be logged in to post a comment.

Marinha do Brasil revela projeto próprio de NPaOc (OPV) na Euronaval 2014

Victor Barreira, Lisboa, Portugal A empresa estatal brasileira EMGEPRON (Empresa Gerencial de Projetos Navais) vai revelar o projeto do primeiro […]

Inscrições abertas: Museu Naval sedia eventos acadêmicos sobre História Militar

Brasília, 15/09/2014 – O Museu Naval da Marinha, no centro do Rio de Janeiro, vai sediar dois importantes eventos acadêmicos […]

Visita da Saab e da Embraer ao NAe ‘São Paulo’

No dia 04 de setembro de 2014, um grupo de técnico das empresas SAAB e EMBRAER visitou o Navio-Aeródromo São […]

Terceiro dia de incêndio nas proximidades de Aramar mobiliza helicópteros da Marinha

Focos de incêndio mobilizaram três helicópteros da Marinha neste domingo (14), em área de vegetação pertencente ao Centro Experimental de […]

Programa de submarinos (Prosub) avança com seção de qualificação

ICN recebe a primeira Seção totalmente produzida no Brasil Mais um passo importante no Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub) […]

Amazul e FDTE assinam acordo para participar do programa do submarino nuclear brasileiro

A Amazul – Amazônia Azul Tecnologias de Defesa S.A. e a FDTE – Fundação para o Desenvolvimento Tecnológico da Engenharia […]