Parlasul faz declaração de apoio à soberania argentina sobre as Malvinas

Parlasul faz declaração de apoio à soberania argentina sobre as Malvinas

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logo parlasul via Agência Brasil

ClippingNEWS-PAO Parlamento do Mercosul (Parlasul) manifestou hoje (10), em sessão extraordinária  ocorrida em Montevidéu, capital do Uruguai, seu rechaço ao controle britânico sobre as Ilhas Malvinas, reivindicadas pela Argentina. Por meio da Declaração de Montevidéu, aprovada por unanimidade, o Parlasul expressou seu “mais firme respaldo aos legítimos direitos da República Argentina na disputa de soberania sobre as Ilhas Malvinas, Georgias do Sul e Sandwich do Sul e os espaços marítimos circundantes”.

De acordo com os legisladores do Parlasul, a disputa é um conflito “colonial” de alcance “global”, agravada pela militarização das ilhas e a “exploração ilegítima” de seus recursos pesqueiros e de petróleo, o que ameaça a paz na região. O ministro das Relações Exteriores da Argentina, Héctor Timerman, disse que, quando a coroa britânica ocupou as ilhas, o fez para controlar a única passagem natural entre o Pacífico e o Atlântico, e reforçou tratar-se de uma “questão regional”.

O presidente da delegação argentina, senador José Mayans, agradeceu, em nome de seu país, a solidariedade dos países que integram o Parlasul. “Esta solidariedade nos dá unidade, e a unidade nos dá força para alcançar essa meta de justiça social que queremos todos para nossos povos”, disse.

O presidente do Parlasul, o deputado uruguaio Rubén Martínez Huelmo, disse que o parlamento fará esforços para conseguir alcançar o início do diálogo entre os governos argentino e britânico, assim como já foi pedido pelas Nações Unidas e a comunidade internacional e vem sendo desconsiderado pelo Reino Unido. Em junho, foi criada uma comissão específica no Parlasul para se dedicar ao tema das Malvinas.

As Ilhas Malvinas são um território autônomo administrado pelo Reino Unido, mas geograficamente estão no Extremo Sul do Continente Sul-Americano. Em 1982, os argentinos ocuparam pela força o território, dando expressão militar às suas reivindicações. Porém, entre maio e junho do mesmo ano, os britânicos retomaram o controle e a soberania durante a Guerra das Malvinas.

Politicamente, no ano seguinte, a vitória britânica na guerra ajudou o governo conservador liberal de Margaret Thatcher a ser reeleito. Na Argentina, precipitou a queda da junta militar que governava o país, levando às eleições e ao retorno à democracia.

FONTE / IMAGEM: Agência Brasil (reportagem de Danilo Macedo, com informações da Telan)

COLABOROU: Luiz Monteiro

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74 COMMENTS

  1. Acho que alguém deveria avisar a esse tal ‘parlasul’ (na boa, que coisa _____________…) que foi realizado um plebiscito nas Falklands, e que mais de 98% dos habitantes das ilhas preferem continuar súditos de Sua Majestade.
    Mas caso a poderosíssima Argentina discorde, pode atacar e tentar invadi-las novamente, é claro…
    ‘parlasul’…Pff! ____________ esse tal ‘parlasul’…

    COMENTÁRIO EDITADO. NÃO USE PALAVRAS DE BAIXO CALÃO NOS COMENTÁRIOS. ISSO NÃO É NECESSÁRIO PARA PASSAR SUA MENSAGEM, NEM O USO DE MAIÚSCULAS.

  2. Ok, peço desculpas.
    Mas não agüento mais esse ufanismo triste, essas manifestaçoes patéticas e lamentáveis de solidariedade entre governos corruptos, autoritários e antidemocráticos, que em nada contribuem para a convivência pacífica entre as nações.

  3. a.cancado,

    deixa o cão ladrar. Enquanto tem água ele ladra… a tigela seca, relaxa. Já viu cachorro com a garganta seca, sem fluido nenhum que não consegue nem babar?

    :)

  4. Parto???

    Muita calma nessa hora.

    Pra haver um parto, seja ele bem ou mal sucedido, é preciso antes haver uma inseminação (natural ou artificial…) e uma longa gestação.

    Na minha opinião, por enquanto essa tentativa argentina não passou do látex da camisinha.

  5. É por essas e outras bobices típicas de governos de quinto mundo, construídos e mantidos apenas pelo populismo mais rastaquera e chulé, que a América Latrina patina rumo à irrelevância mundial. Cortinas de fumaça feitas para dirigir pra outras paragens que não a desgraceira interna o olhar do populacho ignaro.

    O mundo felizmente está em bem outra.

    Quanto às Falklands (não existe isso de “Malvinas”), elas são e continuarão sendo britânicas, enquanto durar o Reino Unido. Uma única flotilha britânica tem mais poder de fogo que todas as forças navais latrinoamericanas juntas.

    Essa coisa ridícula chamada Parlasul é só um palco pra _____________ e maconheiros do “presunto ao sul do equador”…

    Sds.

    COMENTÁRIO EDITADO.

  6. Estava. Foi liberado agora, com corte…

    O antispam foi adestrado para bloquear automaticamente comentários com certas palavras. Evite-as.

  7. Prezado Nunao,

    Conforme você colocou lá no Poder Aéreo, o que os parlamentares entedem por “mais firme respaldo”?

    Acredito que essa deve ter sido a “resposta” a declaração da OTAN feita alguns anos atrás reconhecendo as Falklands como sendo território do Reino Unido.

    A importância da declaração da OTAN, pela qual os britânicos tanto lutaram, é que, sendo território de um membro, no caso de invasão por uma nação externa ao pacto, todos os demais membros lutariam para defender.

    Vamos ver se nos próximos dias essa matéria repercute lá na Europa, ou se vão simplesmente ignorar.

    O Ministério da Defesa do RU deveria aproveitar para pressionar o Parlamento a fim de evitar os cortes previstos por conta da revisão de 2015.

    Por falar nisso, estão com medo que cancelemo segundo navio da classe “Queen Elizabeth”

  8. Isso mesmo 100% apoiado….

    As Malvinas pertencem a Argentina…não tem essa que 101% da população resolveu ficar com a mocreia(perdão com a Rainha) afinal esses pioés são na verdades ingleses e tem que sair de la.

    As Malvinas pertencem a Argentina e vai voltar a ser se Wotam quiser.

    Os países da America Latrina deveriam se unir contra essa colonia Inglesa que não oficialmente tem?, mas podem ter certeza que tem submarino nuclear e com misses nucleares a bordo.

    E um perigo para todas as capitais da America Latrina.

    Abaixo o Comunismo e o Capitalismo Anglo -Saxão que somente traz morte e miseria:

    Ex: O Isis

    Somente o Nacionalismo é o caminho.

  9. Comandante boa noite.
    Poderia explicar melhor sua última frase “Por falar nisso, estão com medo que cancelemos a última unidade do Queen Elizabeth” ?? Deu a entender que os britânicos estão com medo que nós, Brasil, cancelemos a compra de uma unidade do QE…. ou é algo que “escapou”, uma noticia que não poderia ser noticiada ainda ??

  10. Roberto Bozzo, menos, menos…

    Como já escrevi lá em cima, muita calma nessa hora.

    Se ler novamente, com atenção, verá que ele não escreveu “cancelemos”, e sim “cancelemo”.

    Mas antes de pensar que o Luiz Monteiro se rendeu à escrita do saudoso Adoniran Barbosa (“fingimo que fumo e vortemo”), a lógica diz que ocorreu apenas um erro de digitação trivial, que qualquer um pode cometer.

    Uma reles falta de espaço que teria feito a letra “o” se juntar à palavra “cancelem”, fazendo um trecho que originariamente seria “cancelem o segundo” se tornar um “cancelemo segundo”, confundindo a sua leitura.

    Acredito que a frase pretendida seria, simplesmente:

    Por falar nisso, estão com medo que cancelem o segundo navio da classe “Queen Elizabeth”

  11. As Ilhas Faklands pertencem a Inglaterra até que os membros do Palácio de Westminster decidam em contrário, o resto é populismo de republiquetas de bananas, como o são estes membros do ParlaSul (versão política-institucional do Foro de São Paulo).

    Quem tiver achado o contrário pode chamar a Royal Navy, a RAF e o British Army para resolver no braço.

    Quero ver se tem macho debaixo da linha do equador para isto.

    Abs,

    Ricardo.

  12. Prezado Roberto,

    O Nunão acertou, foi erro de digitação. É “cancelem o”.

    A RN pode ter seu orçamento cortado com a revisão programada para 2015.

    Nós não temos poder para isso (risos).

    O que podemos é fazer uma oferta pelo navio. (sonho)

    E aí, nós é que precisaremos de uma revisão para 2015. Mas ao contrário dos britânicos, precisaríamos revisar para cima os orçamentos futuros. Bem para cima!!!!

    Abraços

  13. Prezado Ricardo Recife,

    Não seria apenas encarar os ingleses.

    Certamente, na hipótese de outras nações da América do Sul apoiarem uma invasão às Falklands, o ingleses invocariam a resolução da OTAN solicitando a participação de seus membros no conflito.

    Acho praticamente impossível um conflito armado. Na minha opinião nem a Argentina, nem o RU querem isso.

    Fiquemos calmos.

    Abraços

  14. É a velha história da grande festa suburbana* com o volume no talo onde os convidados** só conseguem se “comunicar” no grito, o bufet é uma praça de guerra, banheiros são UTIs e os sofás são alas de recuperação, tudo regado a muita cerveja quente e whisky de passarinho, com direito a bêbados de cueca e muita mulher fake, desbocada e feia (ops descrevi a capacete de laquê).

    * – subúrbio, periferia, área de risco social do mundo… é isso que nós somos, não nos damos respeito, mas exigimos respeito…. kkkkk Ridículo.

    ** – “neo”-socialistas, bolivarianos, comunas, populistas, nacionalistas, etc… etc… todos VIP na cadeia evolucionário do pensamento humano, condutores da prosperidade mundial… todos mexeriqueiros, déspotas, nacionalistas, todos assassinos do único bem que o Ser pode dizer que é seu: O pensamento livre.

    Sds.

  15. Bom dia a todos!

    Sou um leitor quotidiano da Trilogia da mais de dois anos. Recentemente me apresentei no Aéreo e comecei a postar alguns comentários e, mesmo acreditando che os leitores sejam os mesmos, aproveito para novamente enviar meus agradecimentos aos debatedores que tanto contribuem para a formação do meu conhecimento a respeito dos meios de defesa, principalmente aos editores que com dedicação e paciência alimentam o debate. Obrigado!

  16. Nem acho impossivel che num belo dia a Rainha devolva o territorio das Malvinas à Argentina, mesmo a revelia da vontade dos ilhéus, aos 95% fiéis a Coroa.

    Já aconteceu algo parecido com a devolução de HongKong.

    Ingleses são muito pragmáticos e não costumam pensar nas outras populações quando agem no interesse do Reino.

    Eu lhes convido, caros colegas, a esperar, sentados, o dia em que o peso específico da Argentina no concerto das nações obrigará Sua Magestade a essa dura decisão.

    A menos que a atual Ordem Mundual seja virada do avesso.

  17. pelas regras da ONU cabe aos habitantes das Falklands decidir o seu futuro, isto é uma dos fundamentos legais pelo quais se norteiam as acoes da ONU.

    Como todos os territórios das Americas foram colonizados, esta regra balizou a independência de todas as nações da regiao que pertenceram a GB.

    A primazia da autodeterminação é absoluta dos habitantes locais.

  18. Honestamente, isso, na prástica, quer dizer o quê?

    SE a Argentina rwesolver pelear de novo, vamos todos p’rá lá brigar, também? Contra a soberania da população?

    Salvo a bazófia, a arrogância, mera palhaçada!

    PARLASUL?

  19. Olha, Soldat, parabéns! Poucas vezes na vida vi tanta asneira junta, amontoada num espaçp tão pequeno!!

    Quanto à ‘perola’ “Somente o Nacionalismo é o caminho.”, nós vimos o tal’caminho’, na primeira metade do Século XX, aonde levou…

  20. Hi….magou vou chorar Kaakaakaaa

    Com certeza

    Os povos Colonizados pelos Ingleses e destruídos pelos Deuses Anglo -Saxões que o digam…

    Vide os países da Africa Inglesa e o que acontecer com o Oriente Médio por culpa da colonização Inglesa!!!

    E os países destruídos pelos ingleses e Americanos por culpa da sua democracia que só visa dinheiro e petróleo.

    Liba.
    Iraque.
    Afeganistão
    Síria.

    Mlhoes de mortos e países destruídos por causa da democracia Anglo -Saxão.

    a.cancado

    Entre a sua ideologia besta Ameracanazoide e Anglozoide e minha asneira fico minha asneira kkkkkkkkaaaka……

    Walk death……

  21. Soldat…

    você cita à “África Inglesa” mas parece esquecer que houve também uma “África Alemã” e atrocidades também foram cometidas por lá.

    Mas, também foram feitas coisas boas tanto por alemães como franceses, britânicos, em suas respectivas colônias.

    Enquanto muitos países tentam empurrar para debaixo do tapete coisas ruins de seus respectivos passados, como a tentativa da Presidente da Argentina de alterar o passado para ficar mais politicamente correto, outros
    países lidam mais abertamente com tais questões inclusive alemães e anglo-americanos.

    Quem tem telhado de vidro não deve jogar pedra no telhado do vizinho.

  22. A opinião, essa sim, é a verdadeira liberdade…

    A minha é:

    Acho essa declaração importante por vários motivos. E não acredito que demonstrar solidariedade a uma disputa de um vizinho seja uma demonstração de “terceiro-mundismo”.

    A invasão inglesa do século XIX não deve ser esquecida na análise do processo histórico das consolidação das Malvinas/Falklands. A disputa não começou com a Argentina lançando a operação Rosário, e sim com a Inglaterra invadindo um território legítimo do povo argentino.

    Não creio que “uso capião” seja uma prática no direito internacional, portanto o fato da Inglaterra estabelecer uma população próspera, pacífica e com interesse de continuar sobre a influência política européia não deve se sobrepor ao fato que este território foi tomado.

    Caso um país da América Latina reconheça a soberania britânica sobre as Malvinas/Falklands, abrirá precedente histórico para justificar uma invasão territorial prol o desenvolvimento da região ou o atendimento ao desejo da população local, mesmo que seja implantada.

    O sinal que o Parlasul deu é que deve ser defendida a integridade territorial de todos os seus membros, e que disputas históricas devem ser resolvidas com o intermédio da ONU.

    Portanto, isto evidencia que não existe qualquer aceno ou suporte velado a uma ação militar da Argentina. Pelo contrário. Um conflito na AL não é desejo de nenhum país, mas não deve-se esquecer o fato que as Malvinas/Falklands foram tomadas a força. E por ela mantida.

  23. “A disputa não começou com a Argentina lançando a operação Rosário, e sim com a Inglaterra invadindo um território legítimo do povo argentino.”

    Leonardo, na real a Argentina praticamente não existia como país consolidado à época em que a Grã-Bretanha pegou para si as ilhas. Foi mais ou menos durante as lutas de independência em relação à Espanha, e no período posterior em que o que se podia chamar de “Argentina” eram alguns territórios no norte e leste do atual país, com Buenos Aires buscando se sobressair e liderar, com altos e baixos ao longo das décadas seguintes.

    A própria Patagônia era território em poder de povos indígenas, sem qualquer controle por parte da incipiente Argentina, quanto mais as ilhas, bem ao sul, e a Terra do Fogo. O próprio Chile reinvidicou a Patagônia décadas depois, quando os argentinos resolveram conquistar de vez a região aos índios (já depois da Guerra do Paraguai, quando efetivamente a Argentina se consolidou), e os dois países quase entraram em guerra.

    “Não creio que “uso capião” seja uma prática no direito internacional”

    É sim, trata-se do princípio do “uti possidetis”. Graças à sua hábil aplicação (além de demonstrar que poderia usar a força para manter sua posição) o próprio Brasil assegurou a posse de um monte de territórios ao Norte e ao Oeste, sendo um dos casos mais conhecidos o Acre, sobre o qual volta e meia a retórica política boliviana afirma querer de volta.

  24. kkkk Nunão, entendi… vai que aparece alguma noticia boa ….. :)

    quanto ao “cancelemos” o erro foi meu, estava digitando no celular e o dedo insistiu em esbarra em outra letra.

    Comandante, precisamos sonhar, ainda é de graça e precisamos aproveitar, vai que o governo resolve taxar ?

    Agradeço a atenção dos dois.

  25. Meus caros,
    Na prática, essa declaração mostra que o Brasil continuará apoiando, como faz há 30 anos, a posse das ilhas pela Argentina. Em pior cenário, num eventual conflito armado, nosso país tomaria as dores portenhas (não pegando em armas, mas provavelmente articulando em favor dos hermanos em foruns internacionais).

    Não haverá guerra, não haverá pânico em Londres, nem tampouco queda nas bolsas pelo mundo.

    Vai ajudar tão somente as forças armadas da Rainha, que lutam contra cortes orçamentários na Defesa.

    Abs

  26. Concordo com o Guizmo: a Argentina apenas fez o que se espera dela: manteve a reivindicação sobre as ilhas.

    E os países sulamericanos também não surpreenderam ninguém, ao declarar apoio à Argentina.

    Do mesmo modo, o UK também resistiu à pretensão argentina.

    Não vai haver guerra. A lição de 1982, pelo jeito, foi aprendida. E, mesmo que não tivesse sido, o sucateamento das FFAA argentinas impediria qualquer aventura nesse sentido.

  27. Peço à moderação a gentileza de inverter, se possivel, a ordem dos meus posts, colocando primeiro a apresentação.

    NOTA DOS EDITORES: INVERSÃO FEITA. OS COMENTÁRIOS ESTAVAM AGUARDANDO LIBERAÇÃO (O QUE PODE OCORRER NOS PRIMEIROS COMENTÁRIOS DE NOVOS COMENTARISTAS) MAS JÁ FORAM LIBERADOS.

  28. “Rodolfo Zampol em 12/11/2014 as 3:45
    Nem acho impossivel che num belo dia a Rainha devolva o territorio das Malvinas à Argentina, mesmo a revelia da vontade dos ilhéus, aos 95% fiéis a Coroa.
    Já aconteceu algo parecido com a devolução de HongKong.”

    Rodolfo Zampol,

    Não creio que Hong Kong seja um caso parecido. O que havia lá era um tratado do século XIX que previa a devolução de Hong Kong depois de 99 anos. E foi o que ocorreu. Para as Falklands, não há nada do gênero.

  29. Nunão; não me exprimi em um modo preciso: minha intenção era de evidenciar um específico nexo entre abandonar populações fiés numa hipotética devolução das Malvinas.
    Porque em Hong Kong creio que aconteceu exatamente isso.
    Foi um dos poucos erros da Thatcher (parece que ela mesma não era satisfeita com o ocorrido entre 1982 e 1984) mas a explicação última do cedimento britânico seria a falta de água da ilha de Hong Kong e a vulnerabilidade (militar) de Kowloon, ambos territórios cedidos ao Reino Unido em caráter perpétuo (1842 e 1860) diante da eminente devolução dos chamados Novos Territórios, esses sim, arrendados por 99 anos e com vencimento em 1997.

  30. Resumindo, acredito que as Malvinas serão devolvidas somente quando a Argentina for tão potente ao ponto de impor ao Reino Unido um cheque-mate igual ao Chinês.

    Ou então (só se mudar a Ordem Mundial) combinando esforços com outros países com as mesmas pretenções: Espanha, por exemplo, com relação a Gibraltar?

  31. A quem critica os ingleses e sua colonização, lembro que eu mesmo tenho duras críticas em relação a isso, mas seria BURRICE negar o MUITO de bom esse povo fez pela Humanidade e pelo planeta. lembro que na África, os países em situação menos pior são justamente os de colonização britânica, como África do Sul e Quênia. E também que, além das ‘Áfricas’ inglesa e alemã, há também a belga, a italiana, a francesa…Sem falar na Indochina, também cruel e tragicamente colonizada. Ou no subcontinete indiano…
    Mas a quem tanto critica a colonização britânica, não posso deixar de lembrar da situação de países como os EUA, o Canadá, a Austrália a Nova Zelândia…
    Assim, na boa, MANTENHO a classificação de ASNEIRAS, ao que você pensa e diz, tá, Soldat?

  32. Oganza 11 de novembro de 2014 at 23:02 #

    Rodolfo Zampol 12 de novembro de 2014 at 3:45 #

    Acompanho os comentários do Oganza e do Zampol.

    E penso que mais uma vez parece que “Los Hermanos” (em verdade não o povo argentino mas sim seus governantes), querem substituir a incompetência por bravata.
    Se a situação fica incontrolável, vamos propagandear quer as ilhas chamam-se Malvinas; ora bolas que coisinha “démodè”.
    Várias vezes já enveredaram por esse caminho e só quebraram a cara. E pior agora, pois a iniciativa partiu de fora; com esse tal PARLASUL que em vez buscar melhorias econômicas para essa combalida América Latina ficam com provocaçõeszinha ridículas.

    Já, sobre a colonização inglesa, não penso que tenha sido tão eficaz não, mas isto fica para quando houver um tópico deste assunto.

  33. Também a colonização portuguesa aqui não parece ter sido muito eficaz, mas, também fica para quando houver um tópico sobre o assunto.

    Quanto a comparação que o Zampol fez entre Falklands e Hong Kong acho que há também certos aspectos como étnicos, religiosos, língua nativa, etc que aproximam mais os ‘kelpers” de Londres.

    Outra coisa é que as Falklands não fazem fronteira com a Argentina existindo então uma eficiente proteção natural, o oceano.

    Enquanto os britânicos estiverem entrincheirados lá com um razoável contingente de tropas, coisa inexistente quando da invasão, não há opção militar
    para os argentinos.

  34. Certa fez fiz uma “previsão” no Tópico Pré sal x Gás de xisto. O Engodô!

    Parece que não se comunicam estes 2 tópicos, mas se comunicam e vão causar muita dor de cabeça para NÓS, que não gostamos de comunistas oligárquicos e já temos de aturar esta monarquia oligárquica (política, empresária e sindical) TRAVESTIDA DE REPÚBLICA “Federativa” rsrsrsr Brasileira.

    tempos quentes virão:

    Contra o falacioso e cansado argumento de “sindrome da conspiração” contra ataco…”SE DÁ PRA IMAGINAR, DÁ PRA FAZER!”

    http://internacional.estadao.com.br/noticias/geral,gorbachev-mundo-esta-proximo-de-nova-guerra-fria,1590110

    http://internacional.estadao.com.br/noticias/geral,acao-russa-recria-cenario-de-tensao-da-guerra-fria-imp-,1592030

  35. a.cancado

    Ele diz que na Austrália e Nova Zelândia a colonização foram bem feitas e introduzidas,sim realmente não nego.

    Mais coitados dos Aborígines que foram massacrados e hoje são cidadãos de 2 categoria!!!

    http://cnncba.blogspot.com.br/2009/03/genocidio-dos-aborigenes-australianos.html

    Sem contar a morte de milhões de Índios nos EUA e Canada fora a escravidão Africana que começou com os Ingleses.

    Enfim não retiro o que eu disse sobre sua mentalidade the walking deat.

    Pelo fim do Império Anglo-Saxão….

  36. Soldat…

    todos os demais Impérios cometeram atrocidades com
    nativos, até mesmo russos na Sibéria , Alasca, etc.

    Mesmo os argentinos exterminaram seus nativos e a
    “Presidenta” deles tenta “apagar” isso…enquanto que os EUA e demais países tratam desse assunto de forma mais transparente, buscando uma reconciliação com o passado.

    Se os britânicos não tivessem feito então outros ocupariam o lugar deles e no mínimo teria sido a mesma coisa embora pessoalmente ache que no fim das contas o Império Britânico tenha sido menos pior.

    Não gostar do “Império Anglo-Saxão” é um direito seu,
    pena que você esteja cego para o que os demais
    fizeram ou potencialmente poderiam ter feito.

  37. daltonl

    Concordo contigo não questiono os massacres perpetrado por nenhum império nem o Português!

    O que eu questiono são membros do fórum amarem mais os EUA, Inglaterra Israel,França, outros etc, e adora ideologias Satânicas como o comunismo isso tudo acima do Brasil.

    É o direito deles Sim, mais e o meu combater como nacionalistas esse países alienígenas e perolas como essa:

    “As malvinas pertencem a Inglaterra” ou esse fiquei chocado:

    “Seria bom se o Brasil fosse colonia de Israel” pó fala serio cade a Brasilidade?..essa eu nem opinei é ser Walker demaiiiiiiisssss

    Tudo no respeito, afinal eu não xinguei ninguém eu é que fui varias vezes, bom se me xingarem xingarei de volta.

    Todos (acredito) tem o direito de opinar contra a Geopolítica das nações vencedoras da 2 guerra!!!

    Alias cade a paz prometida pelos Aliados rsrs….

    Brasil acima de tudo e de todos…..

  38. Não creio que a opinião dos moradores das Ilhas Malvinas/Falklands seja relevante nesse caso. Primeiro, porque a escolha sempre recairia em favor da nação mais poderosa (sem considerar outros aspectos como legitimidade, etc) e em segundo, porque, se assim fosse, deveria ser considerada também a opinião dos revoltosos da Ucrânia. E isso é uma coisa que me chama atenção aqui na trilogia: os mesmos que são favoráveis ao domínio britânico das Malvinas/Falklands utilizando a autodeterminação dos moradores também são favoráveis à manutenção das províncias ucranianas rebeladas contrariando a mesma autodeterminação. Um tanto quanto contraditório, eu diria.

  39. Acho engraçado (mas não muito) essa postura recorrente de dividir os comentaristas entre os favoráveis às Falklands serem britânicas ou as Malvinas serem argentinas, entre “amigos” ou “inimigos” da linha de pensamento de entreguistas ou nacionalistas, nós e eles, essa baboseira toda.

    Sinceramente, isso não agrega nada ao debate e vira briga de torcida, guerra de sofismas. Superficialismo, disputa de egos, coisa chata pra burro.

    Eu procurei trazer aqui alguns dados históricos para ajudar no debate. O Dalton, também com muita paciência e sem em nenhum momento ofender alguém, também trouxe vários. Vi que outros fizeram o mesmo, independentemente de supostas “preferências” por esse ou aquele “lado”. Mas alguns teimam em ficar nessa briguinha rasa, deturpando fatos.

    Acho que já se tem conteúdo mais do que suficiente, nos comentários, para se analisar essa questão sem os chavões e as briguinhas ideológicas de sempre, certo?

  40. Os Brits não vão entregar as Falklands de forma alguma. Nem pela via diplomática nem pela via militar.

    Quem controla as Falklands controla o Atlântico Sul.

    Spee que o diga…

  41. Os mapas, sempre os mapas.

    http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/8/8e/British_Overseas.png/1280px-British_Overseas.png

    Observem a quantidade de ilhas com a Union Jack no Atlântico. Os brits ainda mandam nessas águas.

    Os Vulcan que atacaram o aeroporto de Port Stanley nas operações “Black Buck” – uma obra-prima da logística aeronáutica e do planejamento – partiram de Ascension Island. Para ficar em um exemplo.

    Foi um triunfo psicológico e estratégico, mais do que tático, pois as pistas poderiam ser reparadas em poucas horas.

    A missão foi fundamental para os Mirage IIIEA argentinos não permanecerem nas ilhas, pois deixou claro que, se os Vulcan chegaram nas ilhas, poderiam também atacar as bases argentinas em terra. E com isso, os interceptadores foram mantidos no continente, em Río Gallegos e Comodoro Rivadavia. a 806 km e 860 km, respectivamente.

    Resultado: os Dagger e os A-4 foram para as missões sem escolta…

  42. Quem controla as Falklands controla o Atlântico Sul.

    Spee que o diga…

    Rafa…isso foi em 1914 !!! Hoje os britânicos não podem se dar ao luxo de manter um único SSN por aqui e enviam uma mísera fragata em missões de 6/7 meses para patrulhar todo o Atlântico Sul entre outras coisas caçar piratas no Golfo da Guiné.

    Não que pessoalmente ache importante “controlar” o
    Atlântico Sul…aqui nada acontece, quando comparado
    com tantas outras regiões do globo.

  43. O problema é que o que acontece em outras regiões do globo pode respingar aqui.

    Algumas marinhas estão reduzindo seu efetivo, outras estão aumentando.

    E aumentando sua presença na África.

  44. Bom…mas estávamos falando sobre as Falklands e as
    mesmas não estão em posição vantajosa para “controlar” o Atlântico Sul…a ilha de Ascenção é geograficamente mais interessante por exemplo.

    Quanto a “respingar aqui”, não vejo relação entre o que anda acontecendo no Mediterrâneo, Golfo Pérsico,
    e Mar da China por exemplo, conosco…Atl Sul.

    Acho que outras Marinhas tem coisas mais importantes para fazer…não estou vendo nada significativo aqui no Atlântico Sul/África Ocidental, rara a presença da US Navy por aqui também.

    abs

  45. Fazendo um exercício de imaginação sobre as Falklands:

    Vamos supor que um dia passem a ser Islas Malvinas.

    Desenharei um cenário improvável, mas creio não impossível:

    A Argentina estaria em uma mxxxa franciscana, mas de posse das Falklands. Um determinado país da Ásia, com ambições de superpotência, se aproxima dos hermanos e oferece um substancial crédito, além de um pacote irrecusável de reequipamento de suas FA’s.

    Em troca, esta aspirante a superpotência teria o direito de montar uma infra-estrutura logística nas Malvinas para abastecer seus navios.

    Negócio da China, né?

  46. Haja imaginação Rafa :)

    Navios chineses utilizando as Falklands que estão mais próximas do Polo Sul e do lado errado do Atlântico já que você havia citado à África.

    Mas, quem sabe, depois da China liquidar todas as pendências com Taiwan, Filipinas, Japão, Vietnã, Índia e
    os EUA serem meros espectadores então sem nada
    melhor para fazer, os chineses virão para cá.

    Tomara você esteja errado !

  47. Como eu disse, é um exercício de imaginação. Um cenário altamente improvável, quase uma zuera.

    Mas, falando sério, eu não subestimo aquele pedacinho de rocha perdido no Atlântico Sul. Se os súditos de Her Majesty ainda as mantém, e não abrem mão, alguma razão há.

  48. Estou chegando um pouco atrasado à conversa sobre autodeterminação dos povos, mas diria que, se hoje fosse feito um plebiscito na Argentina, eles mesmos prefeririam ser governados pelo UK a ficar sob o alvedrio da Cretina K – e olha que o UK vive tempos de ocaso…

    Sobre as razões que fazem os britânicos manter interesse nas ilhas, creio que passam pela Antártida. Pelo sim, pelo não, eles ficam nas Falklands/Malvinas. Vai que surge alguma partilha da Antártida com base na confrontação territorial?

  49. Nunão, não concordo com a insinuação de que estou , com meus comentários, dividindo os frequentadores entre amigos ou inimigos. Até porque, em nenhum momento me posicionei favorável a um ou a outro. Eu apenas apontei uma contradição que é recorrente aqui no blog. Uma defesa cega a tudo que se relaciona a um dos dois lados ideológicos. E falo no plural, porque ocorre com ambos os lados.

    Mas já que fui incentivado a dar minha opinião, passo a dizer que:
    A convenção da ONU sobre o Direito do Mar de 30/4/1982 definiu o estado costeiro, ao qual se estende sua soberania, em 12 milhas da costa.
    Entretanto, a mesma convenção também fala sobre a proteção do território, incluindo sua exploração (ZEE de 200 milhas).
    Apesar de não ser uma soberania absoluta sobre essa faixa, já que é garantido o direito de passagem inocente (passagem reconhecida em favor de navios oriundos de outros Estados, de maneira rápida e contínua, com a finalidade, única e exclusiva, de passar pelo entorno das águas territoriais protegidas), esse direito não impede que o estado costeiro adote medidas que visem a segurança e defesa de seu território. Ou seja, o estado costeiro apenas não pode cobrar pela simples passagem.
    Significa um claro desrespeito as normas do direito internacional.
    A alegação de que a Argentina ainda não era uma nação reconhecida, quando o Reino Unido tomou a força em 1833 as ilhas, não é válido pelo simples fato de que o conflito iniciou muito antes, quando a Argentina estava sobre domínio Espanhol. Após a independência, a nação herdou os direitos espanhóis. A legitimidade deste fato é embasado pela resolução 2065 de 1965 da ONU em que esta reconhece como conflito colonial e, portanto, convoca Reino Unido e Argentina a negociarem uma solução.

    Portanto, acho que ambas as nações tem direitos nesse conflito e que a negociação de um meio termo é a única solução diplomática que vislumbro.
    Não existe usucapião em direito internacional. Além disso, não se considera a autodeterminação, visto que uma das nações implantou um povo lá, não sendo nada mais do que o esperado que eles queiram permanecer sendo britânicos.
    Mas é claro, o Reino Unido pode simplesmente rasgar o direito internacional, atropelar as resoluções da ONU e tudo mais. Esta não tem muito o que fazer. E isso é uma rotina de países com grande poder militar: usar o direito internacional quando lhes convém e ignorá-lo quando não for conveniente aos seus interesses.

  50. Blackhawk:

    Eu não “fulanizei” ninguém no meu comentário, e não sou chegado em fazer insinuações. Se tenho algo a dizer explicitamente a alguém, digo. A observação foi geral, pois essa postura é recorrente com vários comentaristas (tenham eles comentado ou não nesta matéria especificamente), e não é porque meu comentário está abaixo do seu que a resposta era dirigida só a você.

    Se fosse dirigido só a você, eu colocaria seu nome seguido de dois pontos, como fiz agora.

    Quanto a “usucapião” (grosso modo) em direito internacional, sim, ele existe, como citei. O princípio “uti possidetis” norteou boa parte da política externa do Brasil quando de disputas de territórios com nossos vizinhos, na virada do século XIX para o XX (e baseando-se na aplicação similar do princípio desde o século XVIII, quando a disputa ainda era entre as metrópoles Lisboa e Madrid pelas fronteiras de suas colônias). E foi baseado no “uti possidetis” que o Brasil legitimou a incorporação de grandes parcelas de território, além da demonstração de que poderia usar a força, se necessário, em alguns casos (nem sempre essa parte é destacada, na história).

    Direito internacional, como você mesmo colocou, é negociação, e esta leva em conta argumentos, mediação, baseando-se em resoluções, tratados, e “jurisprudência”. Mas direito internacional é só uma parte da política externa, e esta também leva em conta a força, não só dos argumentos, mas a força em si, o poder militar e o poder nacional como um todo. Ou seja, o “peso” de cada país numa disputa. Cada nação usa os argumentos e a força na medida em que achar necessário, conforme o caso.

  51. “Mas é claro, o Reino Unido pode simplesmente rasgar o direito internacional, atropelar as resoluções da ONU e tudo mais.”

    Mas, BH, não foi exatamente isso que o governo argentino fez quando decidiu pela invasão das Falklands muito mais motivado pela instabilidade interna para garantir-se no poder ?

  52. Exatamente, daltonl. Por isso que falei que, ao meu ver, não haverá resolução sem diálogo entre as duas nações.
    Mas sim, a instabilidade política interna foi o fator, ainda que não o único, preponderante para o início da guerra.
    O posicionamento estratégico das ilhas, uma futura posse em territórios adjacentes à Antártica, a descoberta de petróleo posteriormente e porque não o orgulho nacional foram também influências, mas não tão importantes quanto os graves problemas sociais, econômicos e políticos da Argentina na época, tanto que passado pouco mais de um ano da guerra, a ditadura militar acabou.
    Não defendendo a Argentina, pois pra mim não há inocentes nesse conflito, o uso da força foi justamente o que iniciou e manteve o domínio britânico das ilhas.

  53. Independente de qualquer coisa, a primeira observação do arquipélago foi feita pelos Holandeses no final do Século XVI, mas foram os ingleses que desembarcaram lá pela primeira vez no final do Século XVII (1690).

    Dai para frente foi uma “Guerra” de quem ocupa e mantém as ilhas. Na segunda metade do Século XVIII (1764) os franceses montaram uma base naval naval nas ilhas orientais do arquipélago e um ano depois, 1765, os ingleses fizeram o mesmo mas nas ilhas ocidentais. Então a França vende a sua base para a Espanha que por sua vez declara guerra a presença britânica, mas tudo fica resolvido no ano seguinte, onde a parte oriental seria controlada pela Espanha e a ocidental pela Inglaterra.

    Já no século XIX, durante as lutas de independência na América do Sul, os espanhóis partem e deixam “sua parte” das ilhas “abandonadas”. Dez anos depois a Argentina contrata um mercenário Americano pra reocupar as ilhas, mas a ocupação só ocorre de fato 7 anos depois com a argentina enviando colonos. E é ai que começa a bagunça que dura até hj:

    Em 1829 é nomeado um Governador para o arquipélago, Luís Maria Vernet, que com toda sua sapiência, apreende 3 navios baleeiros americanos, o que gerou uma operação comandada por Silas Ducan da USN, que por sua vez bombardeia Puerto Soledad (futura Stanley). Esse fato levou a Confederação Argentina a aumentar as guarnição, mas as péssimas condições de infra estrutura e a falta de apoio logístico conjurou um grande motim em 1832.

    Com a “preocupação” das ingerências dos hermanos e o possível efeito disso nas rotas marítimas, a RN manda em 1833 o HMS Clio para retomar as ilhas. Os representantes argentinos nas ilhas decidiram que não podiam fazer nada para impedir tal fato e embarcaram o que puderam em seus barcos e retornaram para a Argentina. Os britânicos foram embora e deixaram o local como a terra ninguém e sem lei que literalmente causou um conflito de “colonos” argentinos.

    Os ingleses retornam 6 anos depois de forma definitiva e em 1840 as Falklands torna-se uma Colônia da Coroa.

    Depois desse resumo bem esdrúxulo, se percebe uma única coisa recorrente na história do arquipélago: só fica com ele quem pode, e não quem quer.

    Grande Abraço.

  54. Curiosidade:

    Mas os Ingleses malvados tentaram: :)

    Os britânicos de fato concideraram em duas ocasiões transferirem as Falklands para a Argentina.

    A primeira ocorreu logo após a resolução sobre Descolonização da ONU, que fez com que as partes negociassem entre 1966 e 1968 de forma “confidencial”, pois os ilhéus não sabiam (que sacanagem), e o Governo Britânico apostava em sua aceitação se um acordo fosse fechado. As coisa iam bem, com a argentina estabelecendo até uma linha aérea para as ilhas. Mas tudo degringolou quando os ilhéus, através de sua representação no Parlamento passou a exigir garantias de suas propriedades e seus negócios estabelecidos no arquipélago. As negociações acabaram em 1977.

    A Segunda foi logo no início do Governo Thatcher (ééé a Malvada), que pressionado por uma crise econômica, greves e diversos cortes orçamentários, estavam considerando seriamente o fato de passar/repassar as despesas das ilhas para a Argentina, mas ai em 82 aconteceu a lambança, e uma questão colonial e que já estava se tornando um problema do ponto de vista orçamentário, se tornou um um problema de orgulho nacional, ao menos foi assim que a questão das Falklands foi tratada e foi assim que ela foi percebida e digerida pelos ingleses dos anos 80.

    O conflito reacendeu o british pride unindo o Reino, que naquele momento estava completamente caótico por trás de seus “muros”.

    Grande Abraço.

  55. Aproveitando o fecho do comentário do Oganza de 14:26, eu acrescento que a Margareth Thatcher deve ter agradecido ao Galtieri, até o fim de seus dias , a oportunidade dada para que seu mandato pudesse se estender até o final da Guerra Fria.

    Gostando ou não do governo da “Dama de Ferro”, é certo que, se não fosse a guerra absurdamente provocada pela Argentina, dificilmente o governo conservador inglês conseguiria se sustentar por muito tempo.

  56. Se os britânicos não tivessem colonizado a Índia hoje haveria meia dúzia de marajás e 1,3 bilhões de miseráveis. Hoje tem o 10º PIB do mundo e há 600 milhões de habitantes na classe média.

  57. Desde que o mundo (real) é mundo que civilizações mais avançadas tecnológica e militarmente, e com maiores recursos humanos, domina outros povos de outras regiões.
    Esse fenômeno não é exclusivo dos últimos 500 anos e é muito mais antigo que o Império Romano ou Chinês ou Egípcio ou Inca ou Asteca ou seja lá qual for.
    Querer julgar o imperialismo americano ou o colonialismo britânico sem ver o contexto histórico, e dentro desse, o contexto sociológico, é ser ingênuo, parcial e preconceituoso. Principalmente tendo em vista que a expansão territorial e a busca por recursos naturais e espaço vital é inevitável no processo evolutivo humano.
    Sem falar que nenhum dos povos e regiões colonizadas por civilizações superiores eram um paraíso na Terra. Invariavelmente eram civilizações primitivas e não raro, muito mais sangrentas que os dominadores e opressores.
    Uma análise detalhada de cada uma desses povos dominados faz cair por terra qualquer argumento de caráter humanitário. Com toda a violência que caracteriza a dominação estrangeira ela era mais branda que a violência que já predominava na região ocupada.

  58. Achar que o mundo poderia ser hoje, em pleno Século XXI, um paraíso formado pela Europa e Ásia, altamente evoluído tecnologicamente e que a América e África fossem deixadas intocáveis, como continentes habitadas por nativos semi-nus primitivos é totalmente fora de propósito e sem nenhuma base antropológica minimamente racional.
    Quanto à ser “Brasil acima de tudo e de todos”, o meu senso de justiça não me permite compactuar com essa afirmação, mesmo porque há visões diferentes do que é ser um bom brasileiro ou do que é melhor para o Brasil.
    Com certeza os militares quando do Golpe de 64 queriam o melhor para o Brasil, enquanto a hoje presidente do país (só pra citar um exemplo), pegou em armas para combater a ditadura (das “elites”, com a anuência americana), e se exitosa, instituir uma outra ditadura, essa, em tese, do “proletariado”, fazendo o Brasil orbitar a URSS.
    Com certeza os dois lados tinham os mais nobres ideais patrióticos, embora completamente antagônicos.
    Antes de por acaso ter nascido nessa região do mundo artificialmente denominada Brasil e de aceitar os direitos e deveres inerentes ao status de cidadão brasileiro, sou parte da espécie humana e um cidadão do planeta Terra.

  59. Há relatos que em 4 dias de festas na inauguração do reinado do imperador asteca Ahizotl por volta de 1480 teriam sido sacrificados cerca de 100.000 homens, mulheres e crianças.
    A média era de 30.000 por ano.
    As guerras eram diárias e nelas morriam milhares por ano e milhares eram capturados para serem sacrificados.
    E os europeus eram sanguinários?
    Na Índia era comum o sacrifício humano, que foi considerado crime pela Império Britânico.
    Em 1947 o sistema de castas em voga na Índia foi proibido e isso se deu pela influência britânica que moldou a nova constituição. Essa prática não era tolerada pelos britânicos.
    Hoje a Índia se orgulha de ser a maior democracia do mundo.
    Alguém em sã consciência pode falar em desumanidade do colonizador frente às barbaridades que ocorriam nesses países primitivos?
    Alguém pode afirmar que o que ocorre hoje na África é devido à sequela da colonização africana pelas potências europeias?
    Será que os africanos simplesmente não retornaram às práticas que já existiam antes de serem submetidos à colonização forçada?

  60. Bosco,

    Acho que os comentários já estão fugindo demais do tópico.

    Hora de voltar ao assunto em questão (o apoio do Parlasul à pretensão argentina), ou discutir outras notícias do site.

  61. O apoio da América do Sul à Argentina no caso das Falklands tem absolutamente nada a ver com posições ideológicas de governos de ocasião. É uma politica de Estado da região. Qdo os mesmos países hoje republiquetas esquerdistas eram também republiquetas governadas por ditaduras militares direitistas, à exceção do Chile de Pinochet – e apenas por causa da treta do Canal de Beagle, hj já voltou à posição histórica – todos os outros países sul-americanos também tinham a mesma posição diplomática. Que vem de muito antes disso, desde o século XIX.

    Por sinal, caso algum dos senhores comentaristas fosse amanhã presidente do Brasil, a chance de fazerem uma declaração pública e oficial se colocando ao lado dos ingleses na questão das Falklands seria……….zero.

    Mas na Internet se fala qualquer coisa. Portanto, me desculpem, mas querer ridicularizar a declaração do Parlamento do Mercosul e colocar isso na conta de “republiquetas esquerdistas” é apenas ignorância histórica e política. (e se eu fosse habitante das Falklands tbém queria ser ligado ao Reino Unido e não à Argentina, até por laços culturais mais fortes que eles tem com os europeus que com os latino-americanos, mas isso é outra história)

    Abraços.

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