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NDM Bahia, ex-Siroco, deverá ser incorporado à Marinha do Brasil no final do ano

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Siroco - foto Marine Nationale

Incorporação Navio Doca Multipropósito (NDM) Bahia está prevista para 31 de dezembro de 2015, e portarias do Comando da Marinha do Brasil já autorizaram o envio dos Grupos de Fiscalização, Apoio e Recebimento do navio, adquirido à França

Até o final do ano, a Marinha do Brasil (MB) deverá incorporar o NDM Bahia, navio de desembarque anfíbio dotado de doca alagável à popa, além de amplo convoo e hangar para a operação de helicópteros médios e outras facilidades que o classificam como multipropósito. As providências para envio de pessoal à França para a fiscalização, apoio e recebimento do navio constam de portarias do Comando da Marinha com data de terça-feira, 8 de setembro, e publicados nesta quarta (9 de setembro de 2015). O texto das portarias está mais abaixo.

O navio servia desde 1998 na Marinha Francesa (Marine Nationale) com o nome Siroco, sendo desincorporado em julho deste ano e oferecido ao Brasil (veja matérias anteriores ao final). A designação NDM significa “Navio Doca Multipropósito”, diferenciando-se de navios similares, porém mais antigos e limitados, classificados na MB como “Navio de Desembarque Doca” (NDD), como é o caso do NDD Ceará.

Siroco - foto 2 Marine Nationale

O NDM Bahia, ex-Siroco, é um navio com deslocamento de 12.000 toneladas (a plena carga), com 168 metros de comprimento, 23,5 metros de boca, calado de 5,2m, capacidade de atingir até 21 nós de velocidade máxima e com alcance de 11.000 milhas náuticas a 15 nós.

A classe “Foudre” (de dois navios, cujo líder também foi desativado da Marinha Francesa e comprado pelo Chile) tem acomodações para uma tripulação de aproximadamente 200 pessoas e mais de 450 fuzileiros navais para missões em operações de desembarque anfíbio (em situações emergenciais, pode acomodar mais de 1.500 pessoas). O hangar e convoo podem acomodar até sete helicópteros médios do porte do Super Puma, com pontos para pouso e decolagem de duas aeronaves no convoo e uma na cobertura junto à popa. A operação normal (com capacidade para apoiar e reabastecer simultaneamente, em operações contínuas) é de até 4 aeronaves.

A doca alagável, com cerca de 13.000 metros quadrados, permite operar diversas combinações de embarcações de desembarque de grande e médio porte. Essas características, somadas a instalações hospitalares com duas salas de cirurgia e 47 leitos, conferem ao navio uma capacidade multipropósito (para variadas operações militares e humanitárias).

Siroco - hospital

Siroco - ilustração classe Foudre

A autorização para envio dos Grupos de Fiscalização, Apoio e Recebimento

O Comandante da Marinha, AE Eduardo Bacellar Leal Ferreira determinou ontem, dia 08 de setembro de 2015, por meio das Portarias nº 388, nº 390, nº 391 que autoriza os militares que irão participar dos Grupos de Fiscalização, Apoio e Recebimento do Navio Doca Multipropósito (NDM) “Bahia” – A nova designação é NDM – a partirem para Toulon.

No dia 04 de setembro, o Capitão-de-Mar-e-Guerra LUIS FELIPE MONTEIRO SERRÃO, encarregado do Grupo de Fiscalização e Apoio (GFA) do Navio Doca Multipropósito “Bahia”, partiu para Paris e posteriormente irá para Toulon.

No próximo dia 14 de setembro, partirão os oficiais que farão parte do Subgrupo ALFA do GFA do Navio Doca Multipropósito “Bahia”. A missão do GFA será: executar tarefas, que transcendam às atividades intranavio, durante o processo de obtenção do NDM “Bahia”, incluindo o gerenciamento dos recursos financeiros no exterior, a programação e realização dos cursos e treinamentos, a fiscalização técnica do Contrato, a obtenção de equipamentos, serviços e sobressalentes, além do apoio administrativo ao pessoal envolvido no recebimento do navio.

Siroco - interior

Este Grupo de Fiscalização e Apoio (GFA) do Navio Doca Multipropósito (NDM) “Bahia” será formado por 1 CMG – LUIS FELIPE MONTEIRO SERRÃO; 1 CF – LUIS EDUARDO SOARES FRAGOZO ; 1 CC (IM) – LUIZ GUSTAVO PRINCIPE CANEDO; 4 CC/CT (EN); 1 CT; e 2 SO.

O Grupo de Recebimento (GR) do Navio Doca Multipropósito (NDM) “Bahia”, inicialmente funcionando no Brasil e, oportunamente, transferido para a França, ficará subordinado à Diretoria-Geral do Material da Marinha, enquanto instalado no Rio de Janeiro, e ao Grupo de Fiscalização e Apoio (GFA), quando em Toulon, será composto por Oficiais e Praças da futura Tripulação do NDM “Bahia”.

O GR do NDM “Bahia” deverá ficar em Toulon até a incorporação do navio à MB, prevista para ocorrer em 31 de dezembro de 2015.

Siroco - foto 3 Marine Nationale

Veja, abaixo, as portarias publicadas no Diário Oficial da União nesta quarta-feira (clique aqui para acessar a página de publicação no DOU)

COMANDO DA MARINHA
GABINETE DO COMANDANTE
PORTARIA No 388/MB, DE 8 DE SETEMBRO DE 2015

O COMANDANTE DA MARINHA, no uso das atribuições que lhe confere o inciso VII do art. 1º do Decreto nº 2.790, de 29 de setembro de 1998, combinado com os art. 4º e 19 da Lei Complementar nº 97, de 9 de junho de 1999, alterada pela Lei Complementar nº 136, de 25 de agosto de 2010, resolve:

Art. 1º Designar os militares abaixo relacionados para as seguintes missões no exterior:
I – Pessoal:
Capitão-de-Mar-e-Guerra LUIS FELIPE MONTEIRO SERRÃO (Encarregado).
Missão – Integrar o Grupo de Fiscalização e Apoio (GFA) do Navio Doca Multipropósito “Bahia”.
Local – Paris e Toulon (França).

Período – de 10 a 18 de setembro de 2015, em Paris, e de 19 de setembro a 22 de dezembro de 2015, em Toulon, podendo se ausentar do País a partir do dia 4 de setembro de 2015 e retornar ao País até o dia 31 de dezembro de 2015.

II – Pessoal:
Capitão-de-Fragata LUIS EDUARDO SOARES FRAGOZO (Oficial de Logística);
Capitão-de-Corveta (IM) LUIZ GUSTAVO PRINCIPE CANEDO (Oficial de Abastecimento); e
Capitão-Tenente VINÍCIUS BARCELOS RANGEL (Ajudante do Oficial de Logística).
Missão – Integrar o Subgrupo ALFA do GFA do Navio Doca Multipropósito “Bahia”.
Local – Toulon (França).
Período – de 14 de setembro a 22 de dezembro de 2015, podendo se ausentar do País a partir do dia 8 de setembro de 2015 e retornar ao País até o dia 31 de dezembro de 2015.

Art. 2º As referidas missões são enquadradas como transitórias, militares, com mudança de sede, sem dependentes e inferiores a seis meses, de acordo com a alínea b do inciso I e alínea b do inciso II do art. 3º, e inciso VI do art. 5º da Lei nº 5.809, de 10 de outubro de 1972, regulamentada pelo Decreto nº 71.733, de 18 de janeiro de 1973.

Art. 3º Esta Portaria entra em vigor na presente data.

EDUARDO BACELLAR LEAL FERREIRA

Siroco - foto 5 Marine Nationale

PORTARIA No 390/MB, DE 8 DE SETEMBRO DE 2015

O COMANDANTE DA MARINHA, no uso das atribuições que lhe conferem os art. 4º e 19 da Lei Complementar nº 97, de 9 de junho de 1999, alterada pela Lei Complementar nº 136, de 25 de agosto de 2010, e o art. 26, inciso V, do Anexo I ao Decreto nº 5.417, de 13 de abril de 2005, resolve:

Art. 1º Instituir, em caráter temporário, o Grupo de Recebimento (GR) do Navio Doca Multipropósito (NDM) “Bahia”, inicialmente funcionando no Brasil e, oportunamente, transferido para a França.

I – Missão: Executar as tarefas referentes ao recebimento do navio, a fim de incorporá-lo à Marinha do Brasil (MB);
II- Local: Rio de Janeiro-RJ e Toulon, França;
III – Período: da presente data até o dia de incorporação do navio à MB;
IV- Subordinação: Será subordinado à Diretoria-Geral do Material da Marinha, enquanto instalado no Rio de Janeiro, e ao Grupo de Fiscalização e Apoio (GFA), quando transferido para Toulon, França; e
V- Composição: Será composto por Oficiais e Praças da futura Tripulação do NDM “Bahia”.

Art. 2º O GR, quando na França, será apoiado pelo GFA.

Art. 3º Nomear o Capitão-de-Fragata ALEXANDRE ITIRO VILLELA ASSANO para exercer o cargo de Encarregado do GR do NDM “Bahia”.

Art. 4º Esta Portaria entra em vigor na presente data.

EDUARDO BACELLAR LEAL FERREIRA

Siroco

PORTARIA No 391/MB, DE 8 DE SETEMBRO DE 2015

O COMANDANTE DA MARINHA, no uso das atribuições que lhe conferem os art. 4º e 19 da Lei Complementar nº 97, de 9 de junho de 1999, alterada pela Lei Complementar nº 136, de 25 de agosto de 2010, e o art. 26, inciso V, do Anexo I ao Decreto nº 5.417, de 13 de abril de 2005, resolve:
Art. 1º Instituir, em caráter temporário, o Grupo de Fiscalização e Apoio (GFA) do Navio Doca Multipropósito (NDM) “Bahia”.

I- Missão: executar tarefas, que transcendam às atividades intranavio, durante o processo de obtenção do NDM “Bahia”, incluindo o gerenciamento dos recursos financeiros no exterior, a programação e realização dos cursos e treinamentos, a fiscalização técnica do Contrato, a obtenção de equipamentos, serviços e sobressalentes, além do apoio administrativo ao pessoal envolvido no recebimento do navio;
II- Local: Paris e Toulon, França;
III- Período: da presente data até o término das tarefas para o recebimento do navio; e
IV- Subordinação: O GFA ficará subordinado à Diretoria- Geral do Material da Marinha, que mantém a supervisão funcional do processo de obtenção do NDM “Bahia”.

Art. 2º O GFA será apoiado administrativamente pela Comissão Naval Brasileira na Europa e pelo Adido Naval na França e na
Bélgica.

Art. 3º O GFA terá a seguinte composição:
– 1 CMG;
– 1 CF;
– 1 CC (IM);
– 4 CC/CT (EN);
– 1 CT; e
– 2 SO.

Art. 4º Nomear o Capitão-de-Mar-e-Guerra LUIS FELIPE MONTEIRO SERRÃO para exercer o cargo de Encarregado do GFA do NDM “Bahia”.

Art. 5º O GFA será extinto mediante proposta da Diretoria-Geral do Material da Marinha.

Art. 6º O Diretor-Geral do Material da Marinha e o Diretor-Geral do Pessoal da Marinha estão autorizados a baixar os atos complementares que se fizerem necessários à execução desta Portaria.

Art. 7º Esta Portaria entra em vigor na presente data.

EDUARDO BACELLAR LEAL FERREIRA

Siroco 2

corymbe-le-bpc-tonnerre-releve-le-tcd-siroco-2

Siroco - foto via Mer et Marine

COLABOROU: Luiz Monteiro

FOTOS: Marinha Francesa

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66 COMMENTS

  1. Qual foi o preço?

    Certa vez ouvi dizer que, politicamente, é mais fácil justificar comprar um navio usado pelo preço de zero quilômetro (como compra de oportunidade) do que justificar optar por comprar um navio zero quilômetro lá fora ao invés de construir aqui.

    Só queria saber se é esse o caso.

  2. É um ótimo navio, certamente cumprirá a missão por uns vinte anos na MB. Claro que tem coisa melhor, no entanto, essa foi uma boa oportunidade que surgiu neste momento de necessidades. Portanto, meus parabéns pela aquisição, que ao meu ver foi acertada.

    Saudações!

  3. Parece que os atuais NDCC Almirante Saboia (G-25) e NDCC Mattoso Maia (G-28) e NDD Ceará (G-30) ganharam algum alivio na sua carga de trabalho.

    Quanto aos valores da aquisição também fiquei curioso, além claro de saber o estado de conservação e os equipamento que viram nele.
    Imagino que dentre as muitas necessidades eminentes da MB a maior seria a das escoltas, mais já melhor do que nada.

    Obs: Fiquem a vontade para fazer qualquer correção caso algum informação esteja equivocada, a final sou mero entusiasta de assuntos relacionados a aérea da defesa, e não um Expert kkkk.

  4. Quanto ao preço, as notícias indicavam um preço na casa dos 120 milhões de Euros pela embarcação mais outro valor referente à que ele estaria necessitando……..

  5. Falou-se em 80 milhões de euros a serem pagos ao Governo da França pelo navio, mais 40 milhões de euros para a DCNS fazer uma boa revisão/reforma no navio.

    Após, comentou-se que o Brasil conseguiu algum desconto e o parcelamento dos valores.

    Mas eu não vi ainda informação oficial a respeito.

  6. Prezado Rafael,

    Tendo em vista que os contratos ainda não foram assinados, apesar das cláusulas já estarem acordadas entre as partes, esta informação permanece classificada.

    Todavia, te adianto que os valores foram negociados em dólares. Não lembro se na redação ficou escrito em dólar, ou se foi convertido para Euros, mas a base da negociação é o Dólar.

    Abraços.

  7. Obrigado, Luiz Monteiro, tanto pela informação sobre a negociação ser em dólar, quanto por deixar claro que ainda não houve divulgação oficial dos valores.

    Vamos aguardar a publicação no DOU.

    Abraço!

  8. Eu tenho uma duvida sobre o nome do navio na MB, ele vai ser chamado de Bahia porque ??.

    – Porque o atual MD é baiano ??; ou

    – Porque a França vendeu o navio em tão suaves prestações com a “Casas Bahia” ??? ha ha ha.

    Essa é a piadinha entre populares de beira de cais que dizem ter ouvido que o downpayment e prestações não vão passar de 05% anuais ….

    Realmente os “Corsários franceses” desde Duguay Trouin gostaram de negociar na Terra Brasili(a)s ….

  9. Ha ha ha ha Rafael !!! ótimo !!!, esqueci que ele é carioca e estudou no CMRJ, apenas se locupletou em terras baianas como dizia o odorico paraguassu !!! ha ha ha.

    Então vc está correto, a opção certa é a B), por causa do crediario das Casas Bahia !!! ha ha ha.

    Quanto ao indicativo eu não sei, mas talvez como dizem que baiano depois do meio dia inverte a polaridade vai ser G 24 !!! ha ha ha, brincadeirinha ……

    • “wwolf22 em 10/09/2015 as 8:29
      As lanchas de desembarque/hovercraft vem junto com o Bahia ???
      Ou vem somente e puramente o casco ???”

      Não creio que venham embarcações de desembarque, pois se enquadrariam em duas das situações abaixo:
      1 – ou seriam absolutamente redundantes em características e tecnologia com o que a MB já tem em quantidade suficiente (EDVM, EDCG, inclusive com algumas dessas embarcações construídas recentemente no AMRJ – http://www.naval.com.br/blog/2013/12/09/mais-uma-edvm-para-a-marinha/)

      2 – ou, no caso de itens mais modernos, certamente seriam cobrados bem caro (no caso dos novos e grandes catamarãs usados pela Marinha Francesa nessa classe e nos Mistral – http://www.naval.com.br/blog/2012/11/23/ecos-da-euronaval-2012-a-familia-l-catmcp/. Vale lembrar que os franceses não usam hovercrafts).

      Esses itens normalmente não fazem “parte” do navio, não ficam “dentro” dele todo o tempo. São operados por unidades semelhantes a esquadrões, sendo destacados para operar tanto num quanto noutro navio quando requisitados, da mesma forma que ocorre com os helicópteros da Marinha, que operam em esquadrões específicos, e que são alocados para este ou aquele navio conforme a missão.

      Aproveitando, só um reparo na sua expressão “somente e puramente o casco”. Tecnicamente, esta seria uma forma de falar só da parte estrutural, o casco (suas cavernas, anteparas, pilares, vaus, chapas de revestimento etc). Um navio possui inúmeros outros itens, como sistema de propulsão, de governo, de controle, elétrico, de esgoto, de comunicações, equipamentos das partes habitáveis etc.

  10. Um pouco off topic mas nem tanto, alguém que faz parte do meio naval ou entende do assunto poderia me imformar por favor a atual situação de nossos NDCCs Mattoso Maia, Almirante Sabóia e Garcia D’Ávila ? Se estão todos operacionais ? obrigado de antemão.

  11. O Mattoso encontra-se em manutenção já os outros dois
    estão “operacionais” inclusive o Almirante Sabóia substituiu
    recentemente o NDD Ceará na missão para o Haiti em
    virtude de problemas ocorridos no NDD Ceará.

    abs

  12. A propósito: aproveitando que a matéria traz uma ilustração que mostra a doca do navio, vale dizer que essa doca tem mais ou menos o dobro do tamanho da doca da classe Mistral (que é um navio bem maior, mas cujo foco do projeto é ter mais espaço para hangar, garagens de veículos, carga, pessoal e, principalmente, convoo), podendo “despejar” na praia de uma só vez cerca do dobro de EDVM, EDCG etc – no caso da classe Mistral, é necessário que as embarcações façam mais idas e voltas para entregar toda a força à praia. Em compensação, a classe Mistral leva mais veículos internamente, tem acomodações mais amplas e opera muito mais helicópteros simultaneamente para dar mais peso à parte “aérea” do assalto anfíbio.

  13. E os franceses cravam mais uma!!!
    Incrível!!!
    Nem a sugestão do próprio ministro de que se afretasse um navio civil p/ a missão de ressuprimento no Haiti, sobreviveu a subta necessidade da MB resgatar esse trambolho das cruéis “garras” do maçarico de corte!!!
    Não é um navio usado, é um “refugiado político” buscando “asilo” ante a “crueldade” da MN em passa-lo p/ a reserva; sem ao menos uma leve lanternagem.
    Pobrezinho, ignorado pelo Chile e por Portugal, veio abicar cá em Brasil.
    Qnto aos meios de desembarque, os franceses desenvolveram uma embarcação designada CDIC, mais parece uma LCM, p/ uso na classe “Foudre”.
    Foram construídos 2 cascos, que ainda se encontram em serviço ativo: L9061 “Rapière” e L9062 “Hallebarde”.

    PS: Os L-CAT na MN são designados EDAR.

    PS²: Quem tem um, não tem nenhum.

  14. Maurício,

    No caso da L9061 “Rapière”, ela fez parte do pacote de venda do Foudre (irmão mais velho do Siroco) ao Chile, assim como duas pequenas LCU.

    A “Rapière” e a sua irmã “Hallebarde” são um pouco maiores que as EDCG da Marinha do Brasil.

    Pode até ser que os franceses queiram empurrar a “Hallebarde” ao Brasil, mas eu sinceramente não vejo muito sentido (ao menos de nossa parte, não dos franceses) numa aquisição do tipo por hoje termos (devido à baixa do NDD Rio de Janeiro e aos problemas com o NDD Ceará) embarcações de desembarque mais do que suficientes para a doca do futuro NDM Bahia, e por isso opinei ao wwolf22 que não apostaria que embarcações de desembarque fariam parte da compra para a MB.

    Mas vai saber…

  15. A quem perguntou sobre as lanchas, pelo que eu saiba e que chegou até a ser noticiado por aqui nos blogs militares, as EDVM (se não me engano 2) viriam com o navio sim… até pq os franceses tem as modernissímas EDA agora, e creio q em sua nova doutrina, agora q só operam navios anfibios classe mistral, não há lugar para as “antiquadas” EDVM. (Q são da doutrina de dbq anf da 2ªGM!!!!)

    • Independentemente do pacote do Siroco / Bahia incluir alguma EDCG francesa usada, vale lembrar do link que volta e meia o amigo Luiz Monteiro destaca para os leitores, do Centro de Projetos de Navios da MB.

      Lá, entre os estudos de exequibilidade, há tanto novas EDVM, de porte relativamente pequeno, das quais cinco já foram construídas no AMRJ nos últimos anos, quanto novas EDCG, de maior porte, com características gerais muito parecidas com as das três classe “Guarapari” em uso na MB desde o final da década de 1970. Quando da construção das novas EDVM, a MB divulgava que o próximo passo na retomada gradual de atividades no Arsenal seria a construção de novas EDCG.

      Links para as desenhos das embarcações na página de estudos de exequibilidade do Centro de Projetos de Navios:

      EDVM: https://www1.mar.mil.br/cpn/edvm

      EDCG: https://www1.mar.mil.br/cpn/edcg

  16. Vale lembrar também que a exemplo da US Navy que utiliza hovercrafts os LCACs, também continua utilizando os LCUs
    bem mais lentos, mas capazes de transportar mais carga e
    já está em estudo um substituto, ou seja, ainda há lugar
    para a doutrina da II Guerra Mundial como escreveu o
    aericzz acima ambas embarcações complementam-se.

  17. Sobre as EDCG’s e EDVM’s, acredito que virão no pacote, mesmo que seja de “brinde”.

    Minha preocupação nesse navio são os motores pielstick descontinuados, sem contar essa parte de sensores/armamentos/integração que é passível de “bloqueios” devido à tecnologia. O navio virá sem ToT, ou seja, vendemos e vocês se viram, anota aí, esse navio ainda dará muita dor de cabeça. Uma coisa é navegar, outra é ser operacional.

  18. Se não me falha a memória, li em algum lugar que a modernização full proposta pela DCNS envolvia a troca de motores.

    Se é verdade ou não e se a MB irá topar ou não, são outros quinhentos.

  19. A Pielstick foi comprada pela MAN., que e senhor r motor, mas que carece de uma rede de pós venda Gina da marca no Brasil.
    A MB deveria trocar estas encrencas fumegantes para não ficar no pincel depois.

    G abraco

  20. Prezado Luiz Monteiro,

    Quais armas de auto-defesa viram junto com a embarcação?

    À todos,
    Espero que com a compra desse importante meio para a MB, se intensifique a busca por escoltas, caso contrário, em conflito, ele será um belo alvo de 12000 t

    Abs

  21. Prezados amigos,

    Acabei de receber a PORTARIA nº 51, de 8 de setembro de 2015, do Comando do Exército, ela dispõe sobre normatização administrativa de atividades de colecionamento, tiro desportivo e caça, que envolvam a utilização de Produtos Controlados pelo Exército (PCE).

    Ela é bem grande, mas todos que possuem algum tipo de arma deviriam ler.

    Quanto às perguntas feitas acima, esclareço que a MB não está negociando lanchas de desembarque com o Ministério da Defesa Francês. A MB vem construindo estes meios no AMRJ, conforme diversas reportagens apresentadas aqui no Poder Naval.

    Quanto ao NDM “Bahia”, alguns sistemas serão mantidos e outros serão retirados antes do navio ser transferido para a MB.

    No que tange aos motores, a MB pretende que os mesmos sejam substituídos. Contudo, ainda depende de alguns detalhes.

    Abraços

  22. Prezado Guizmo,

    No momento a MB possui dois programas distintos para obtenção de escoltas:

    O Programa de Obtenção de Meios de Superfície (PROSUPER), o qual prevê a obtenção, por construção, de 5 navios escoltas de cerca de 6.000 toneladas; e

    O Programa de Construção de Corvetas Classe “Tamandaré”, anteriormente designado como Programa de Construção de Corvetas Classe “Barroso”, ou simplesmente CV03, o qual prevê a obtenção, por construção, de 4 corvetas.

    Ambos os programas dependem de grandes somas de recursos, dependendo, assim, de investimentos do Governo Federal e/ou financiamento de instituições financeiras nacionais ou internacionais.

    Sabedora da crise econômica pela qual passa o país, e que vem dificultando o andamento dos programas supracitados, a MB tem se mantido atenta à obtenção de meios, pelas chamadas “compras de oportunidade”.

    Entretanto, estes meios precisam atender os requisitos da MB, estarem em boas condições e possuírem, no máximo, 20 anos de serviço.

    Quanto aos navios escolta hoje em operação, a MB abriu licitação na semana passada para contratar empresa especializada para realizar Serviço técnico de engenharia de instalação e manutenção do módulo SCMPA de controle de potência (EPC) das turbinas da Fragata “Constituição” que irá para operação UNIFIL.

    Abraços

  23. Caro Luiz,

    Estava ciente dos programas e agradeço suas explicações. Rogo que a solução seja rápida.

    Quanto às armas, o Bahia terá alguma?

  24. Prezado Gizmo,

    Até que o contrato esteja devidamente assinado, não tenho como trazer detalhes sobre o NDM “Bahia”. Assim que possível, as trarei.

    Quanto aos escoltas, tenho certeza de que conhece os dois programas que citei. O que quis passar, e acabou não ficando claro, é que no momento as prioridades da MB são o PROSUB, o Programa Nuclear e recuperar a capacidade operativa dos meios navais pertencentes a seu inventário. Neles estão incluídos os atuais escoltas e submarinos da Classe “Tupi” e o “Tikuna”.

    O Programa de Construção de Corvetas da Classe “Tamandaré” e o PROSUPER caminham, mas a passos ainda lentos. Justamente por isso, a MB tem se mantida atenta às compras de oportunidade. Entretanto, dentro das condições que citei em meu outro comentário.

    Aparecendo alguma classe de navios escolta cuja obtenção seja viável, a MB poderia realizá-la.

    Recentemente, quando da viagem do CM aos EUA, falou-se em OHP. Não houve qualquer conversa do CM sobre estes navios.

    Agora, o AE Leal Ferreira retornará à Washington (EUA), onde ficará nos dias 17 e 18 de setembro de 2015, para a posse do Chefe de Operações Navais da Marinha daquele país.

    Não estão previstos encontros com intuito de obtenção de meios, mas o XO, juntamente com todos lá em Washington, tem mantido a MB informada sobre eventuais possibilidades. Porém, no momento, no que tange aos meios da USN, não há nada de concreto.

    Abraços

  25. Prezado Marcelo,

    No momento, a “Força Anfíbia” da MB é composta pelo Navio de Desembarque-Doca (NDD) “Ceará” (Único com doca alagável), e pelos Navios de Desembarque de Carros de Combate (NDCC) “Almirante Sabóia”, “Garcia D’Ávila” e “Mattoso Maia”.

    O NDD “Ceará” único navio da MB que possui doca alagável, encontra-se no Rio de Janeiro sob avaliação da DEN a fim de se determinar as condições gerais do navio e definir seu futuro na Esquadra.

    O NDM “Bahia” possui doca alagável, assim como no NDD “Ceará”. Se ambos forem mantidos no inventário, serão complementares. A vantagem do NDM “Bahia” (Além da idade) é que ele amplia significativamente a capacidade anfíbia da MB, por possuir, além da doca, capacidade de operar organicamente quaisquer helicópteros operados pela MB, permitindo o desembarque flexível por meio de EDCG, EDVM, CLAnf ou helicópteros de médio porte, a partir de um único navio .

    Todavia, suas vantagens não param por aí. O NDM “Bahia” possibilitará à MB, a realização de Operações de Evacuação de Não Combatentes, Operações de Paz, respostas a desastres naturais, ambientais e Operações Humanitárias, com capacidade muito superior aos dos demais navios que mencionei anteriormente.

    Por isso, em minha opinião, mais do que ser adequado à Esquadra, o NDM “Bahia” trará uma capacidade inédita para a MB.

    Abraços

  26. Caro Luiz Monteiro,

    é essa?

    http://rearme.com.br/wp-content/uploads/2015/09/Portaria-nr_51_COLOG_08Set15-1-1.pdf

    Não consegui acha-la disponível no Diário Oficial… ela ainda não aparece no campo de busca.

    Mas parece que já está disponível no âmbito das Organizações Civís que monitoram o assunto como é o caso acima.

    Dei uma lida rápida e pra mim ainda tem um monte de falhas mas isso é um papo para o Forte.

    Senhores EDITORES: Esse tema poderia dar um excelente Post.

    Grande Abraço.

  27. Meu primeiro e maior amigo no Poder Naval,

    Meu caro MO,

    Por enquanto não há previsão de recebermos LSD da USN. Somente na hipótese da MB receber os navios por preços módicos. Isso permitiria retirar definitivamente o NDD ” Ceará “.

    Mas, até o momento não. Ocorre que, as vezes somos surpreendidos. Quem sabe…

  28. Prezado amigo Juarez,

    A MB acaba de ampliar sua parceira com a MTU. Diversos meios navais da MB utilizam seus motores.

    As condições de pagamento certamente seriam facilitadas na hipótese da MB decidir pela troca.

    Inclusive, pretende-se a instalação de motores mais potentes que os atuais.

    Abraços

  29. Contudo, é sempre bom lembrar que os motores Pielstick, construidos sob licença pela Ishikawajima, são utilizados pela MB no NE Brasil.

  30. LM …

    muito provavelmente já é de seu conhecimento, mas, o USMC declarou que precisa que a US Navy tenha em seu inventário no mínimo 33 navios anfíbios e atualmente há apenas 30 incluindo 12 LSDs.

    Para atender às exigências dos “marines” em 2019 o número mínimo será atingido, estão em construção 2 LPDs e um LHA e mais um LPD já foi autorizado para ser entregue em 2022, ou seja, a meta foi aumentada para
    34 navios.

    Claro que nada está escrito em pedra, mas, a probabilidade é bem grande da meta ser alcançada
    e mesmo na proposta anterior de retirar de serviço 2 dos LSDs a ideia é que passassem para a reserva para em caso de necessidade serem reativados e não serem
    disponibilizados para venda.

    Com a proposta de que os anfíbios deverão servir por pelo menos 40 anos, o primeiro LSD deverá ser retirado entre 2025 e 2027 .

    abraços

  31. Prezados,

    Por falar em navios de desembarque, o Navio Plataforma de Desembarque Móvel “LEWIS B. PULLER”, pertencente à Marinha dos Estados Unidos da América, visitará a cidade do Rio de Janeiro, no período de 18 a 21SET2015.

    Abraços

    • HUmmmmmmm se alguem fizer a gentileza de conseguir um buneu, tamos ai, lembrando que tenho do antecessor ao nome o USS Lewis B. Puller – FFG 23 … tks seja la quem for !!!!

  32. Prezado Dalton,

    Obrigado pelo complemento.

    Justamente por isso falei ao MO que não há previsão de obtenção destes meios.

    Grande abraço

  33. Caros amigos

    Estive fora durante muito tempo por motivos de saúde. No cômputo geral fico triste por esta aquisição da marinha. Não pelo navio, que nesse caso é um dos melhores dessa categoria da geração anterior, mas pelo desperdício de dinheiro.

    Mais valeriam duas Makassar zeradas (e ainda sobraria 40 milhões de euros) do que uma Siroca recauchutada.

    Ademais, saudações a todos.

  34. Prezados,

    Depois do Subgrupo “Alfa”, do Grupo de Fiscalização e Apoio (GFA) do Navio Doca Multipropósito “Bahia” ter partido para Toulon na segunda-feira, dia 14/09, agora é a vez do Subgrupo “BRAVO” embarcar para a cidade francesa. Isso deve ocorrer até a próxima segunda-feira, dia 21/09.

    Segue abaixo a Portaria nº 406/MB, assinada pelo Comandante da Marinha, em Exercício, o AE Wilson Barbosa Guerra:

    COMANDO DA MARINHA
    PORTARIA Nº 406/MB, DE 15 DE SETEMBRO DE 2015

    O COMANDANTE DA MARINHA, no uso das atribuições que lhe confere o inciso VII do art. 1º do Decreto nº 2.790, de 29 de setembro de 1998, combinado com os art. 4º e 19 da Lei Complementar nº 97, de 9 de junho de 1999, alterada pela Lei Complementar nº 136, de 25 de agosto de 2010, resolve:

    Art. 1º Designar os militares abaixo relacionados para a seguinte missão no exterior:
    Capitão-de-Corveta (EN) FÁBIO ALEXANDRE LEAL DA SILVA ;
    Capitão-de-Corveta (EN) EDUARDO ALEXANDRE DOS REIS SILVA;
    Capitão-Tenente (EN) RENATO BODANESE;
    Primeiro-Tenente (EN) LETICIA RAMOS LEMOS COLLAVIZ ZA ;
    SO-ES 06.4734.15 JORGE LUIZ DA GRAÇA; e
    SO-PL 85.7606.41 DIRCEU DIAS SARAIVA.

    Missão – Integrar o Subgrupo “BRAVO” do Grupo de Fiscalização e Apoio (GFA) do Navio Doca Multipropósito “Bahia”.
    Local – Toulon (França).
    Período – de 21 de setembro a 22 de dezembro de 2015, podendo se ausentar do País a partir do dia 15 de setembro de 2015 e retornar ao País até o dia 31 de dezembro de 2015.

    Art. 2º A referida missão é enquadrada como transitória, militar, com mudança de sede, sem dependentes e inferior a seis meses, de acordo com a alínea b do inciso I e alínea b do inciso II do art. 3º, e inciso VI do art. 5º da Lei nº 5.809, de 10 de outubro de 1972, regulamentada pelo Decreto nº 71.733, de 18 de janeiro de 1973.

    Art. 3º Esta Portaria entra em vigor na presente data.

    WILSON BARBOSA GUERRA

  35. Luiz Monteiro 11 de setembro de 2015 at 23:35 #

    Contudo, é sempre bom lembrar que os motores Pielstick, construidos sob licença pela Ishikawajima, são utilizados pela MB no NE Brasil.

    Caro alm LM.os motores são bastante diferentes mesmo sendo do mesmo fabricante.

    Navio escola Brasil:

    Propulsão: Diesel; 2 motores diesel de 6 cilindros Ishikawajima Brasil Pielstick 6PC L400, gerando 7.800 hp, acoplados a 2 eixos.

    NDM Bahia:

    2 × SEMT Pielstick 16 PC 2-5 V400 diesels

    Conforme podemos interpretar a nomenclatura usada pela Pieltick, os MCPs do NE Brasil são motores de seis cilindros em linha e os do Bahia são de 16 cilindros em V, ou sjea muito diferentes.
    Almirante, isto não vai terminar bem, apertem os cintos um pouco mais e troquem estes motores.

    Grande abraço

  36. Prezado amigo Juarez,

    Eu sei disso. Comentei apenas sobre a fabricante e não sobre o tipo do motor, pois o debate era sobre a marca.

    A MB tenciona substituir os motores. Ela possui uma parceria com a MTU. As negociações estão em andamento. Espero que se chegue ao acordo.

    Abraços

  37. Amigo Juarez,

    Veja que acima informei sobre o embarque do Subgrupo BRAVO do GFA do NDM “Bahia”.

    Os oficiais são todos engenheiros navais, pertencentes aos quadros da DEN.

    Abraços

  38. Prezado Juarez,

    Conforme disse acima, a MB tem largo histórico de parcerias com a MTU. Esta empresa acaba de ser declarada vencedora da concorrência feita pelo CENTRO TECNOLÓGICO DA MARINHA EM SÃO PAULO (CTMSP) para fornecimento 4 (quatro) Grupos Diesel Geradores de Energia Elétrica (GDG) de baixa tensão 460V, classe sísmica, e sistemas auxiliares.

    Disponibilizo abaixo o Resultado do Julgamento:

    RESULTADOS DE JULGAMENTOS
    CONCORRENCIA Nº 16/2015.

    Processo: 63230.003192/2014-26. Objeto: Fabricação, e fornecimento de 4 (quatro) Grupos Diesel Geradores de Energia Elétrica (GDG) de baixa tensão 460V, classe sísmica, e sistemas auxiliares. Empresa Vencedora: MTU DO BRASIL LTDA. CNPJ: 48.600.191/0001-59. Valor da proposta: R$ 9.687.958,00.

    CF (EN) EDUARDO DA SILVA LEITÃO
    Presidente da Comissão de Licitação

  39. A data deste post está furado. Hoje 16 de fevereiro de 2016, não tem nada de NDM Bahia pronto ou ancorado no Rio. Ele ainda esta em reformas no estaleiro francês. Ou é pra março ou abril/16.

  40. Marcos, boa tarde.
    .
    Não tem nada de “furado” nesta matéria publicada em setembro do ano passado, informando um prazo previsto para incorporação, conforme nossas fontes nos passaram. Mesmo que o prazo não tivesse sido cumprido, esse era o prazo informado à época. Previsão é uma coisa, realização é outra.
    .
    Só que, nesse caso, a incorporação de fato ocorreu, e dentro do prazo informado na matéria, que era até o final do ano passado – veja nota oficial que coloquei mais abaixo.
    .
    Lembrando que é usual que um navio comprado no exterior seja incorporado fora do Brasil, vindo para o país somente após diversas providências contratadas junto ao vendedor (como reparos, treinamento etc, sejam esses realizados no prazo previsto ou não).
    .
    PS – quando o navio vier ao Rio, ele deverá ser “atracado” a um cais quando não estiver navegando, e não “ancorado”.
    .
    http://pesquisa.in.gov.br/imprensa/jsp/visualiza/index.jsp?jornal=1&pagina=31&data=17/12/2015
    .
    COMANDO DA MARINHA
    GABINETE DO COMANDANTE
    PORTARIA No
    – 554/MB, DE 15 DE DEZEMBRO DE 2015
    Incorporação à Marinha do Brasil, classificação,
    subordinação e nomeação do Comandante
    do Navio Doca Multipropósito
    “BAHIA”.
    O COMANDANTE DA MARINHA, no uso das atribuições
    que lhe conferem os art. 4º e 19 da Lei Complementar nº 97, de 9 de
    junho de 1999, alterada pela Lei Complementar nº 136, de 25 de
    agosto de 2010, e o art. 26, inciso V, do Anexo I do Decreto nº 5.417,
    de 13 de abril de 2005, e considerando o disposto nos art 1-2-1, 1-2-
    3 e 1-2-4 da Ordenança Geral para o Serviço da Armada (OGSA),
    aprovada pelo Decreto nº 95.480, de 13 de dezembro de 1987, resolve:
    Art. 1º Incorporar à Marinha do Brasil o Navio Doca Multipropósito
    (NDM) “BAHIA”, na condição de Navio Isolado, até a
    sua Incorporação à Armada, ocasião na qual passará à condição de
    Navio Solto, até a sua transferência final para o Setor Operativo.
    Art. 2º Classificar o NDM “BAHIA” como navio de 1ª classe.
    Art. 3º Até a sua transferência para o Setor Operativo, o
    NDM “BAHIA” ficará subordinado ao Diretor-Geral do Material da
    Marinha.
    Art. 4º Nomear o Capitão-de-Mar-e-Guerra LUIS FELIPE MONTEIRO SERRÃO para exercer o cargo de Comandante do
    NDM “BAHIA”.
    Art. 5º Esta Portaria entrará em vigor no dia 17 de dezembro
    de 2015.
    EDUARDO BACELLAR LEAL FERREIRA

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