Home Construção Naval Uso militar de embarcações de apoio ‘off shore’

Uso militar de embarcações de apoio ‘off shore’

6917
129

12891602_522269567980135_4705999009866053225_o

Imagens do NPqHo ‘Vital de Oliveira’ (H 39)/ PWVO, suspendendo do Rio de Janeiro no dia 30/03/2016

A embarcação, originalmente um DSV (Dive Support Vessel), foi convertido em Navio de Pesquisa Hidro-Oceanográfica em uma compra de oportunidade e incorporado a Marinha do Brasil. As linhas de casco são facilmente percebidas, junto com os módulos adaptados para nova função.

Como estaleiros nacionais dominam a construção de projetos estrangeiros sob licença e por terem custos não tão elevados, somando-se ao fato do tipo de embarcação eventualmente escolhida (motorização inclusa), uma grande gama de tarefas e fainas poderia ser realizada com otimização de meios e custos.

12909517_522269607980131_4659810609952168915_o

Trata-se apenas de uma ideia, mas ao menos existem alguns navios da MB que poderiam ser substituídos ou complementados por unidades mais modernas e mais capazes, tais como RbAM, NHi,  NSS, NaApLog entre outros.

Foto: Edson Lima lucas – 30/03/2016

129 COMMENTS

  1. MO,
    o lada seria o PSV nacional “Bram Buck”…
    o Porsche seria as MEKO 80….
    mais ou menos por ai…
    uma comparação bem “brusca”…

  2. Sempre me pareceu óbvio que uma marinha sem recursos pudesse adaptar meios operacionais para algumas de suas atividades, inclusive de patrulha costeira.

  3. Prefiro os comentários do Marcelo, tem muito boas idéias a respeito e é da área.
    No aguardo MO, com a palavra quem entende.

  4. Com o corte de 2,8 bilhões na pasta da defesa, os marujos vão ter que ser bem criativos para adaptar TUDO, isso se quiserem navegar!

    Já que as 3 forças são chegadas em gastar quase toda sua verba em folha de pagamento, há forças armadas estrangeiras que investem em armamento (tolice), ja nós investimos em cabide de emprego, pensões à filhos de militares e essas coisinhas mais que realmente fazem um país bem protegido!

  5. Wolf,

    Eu vejo assim

    Depende, o lada pode ser uma meko 80 …

    Que pais seria “suitable” uma MEKO 80 ? analizar tudo, quem, onde, o que ela é e faz, qual sua importância.

    Muito se engana que um navio de pequeno porte armado com SSM fará estrago em mar aberto 9observe as carcterísticas do nosso litoral) contra uma navio de combate de linha, salvo tremendo golpe de sorte, e no mais quais funç~es mais poderi8a desempennhar com eficácia ?

    Nosso litoral é imenso e as funções da MB não é apenas combater ou patrulhar, mas tambem salvaguardar a vida no mar e manter pesquisas em nossas águas

    Precisamos de navios para isto e a medio prazo não adianta em sonhar com Tamanduás (Tamandaré,mas DETESTO este nome) ou Barros isso ou aquilo, já foi uma surpresa o NDM Baea, mas todos sabemos que ter um navio não é so isso, alguém tem que “colocar gasolina e trocar o óleo” então como equalizar, pois os navios de combate que tambem precisamos também demandam $$$$ que não teremos em futuro próximo …

    Analizaem as últimas catastrofes que aconteceram, AF 441, naufrágios e tals, quem foi prestar socorro uma FCN ou uma FCG, qual foi o custo disto, qual foi a funcionabilidade x beneficio

    Temos um movimento enorme gigantesco e demandamos meios para isso, temos boas opções de custos razoaveis e resultados teoricamente otimizados

    Vai de quem tem capacidade decisiva pensar e decidir definitivamente o que é melhor para manter operativa a MB

    Sabe (es isto é uma referencia Genérica) que as pessoas tenham uma visão razoável de o que é uma marinha e quais são as funções dos navios … sabe chega de NPaOc com “ICBM” vls, submarinos novos que ficaram de enfeite e afins, prejudicando uma geração inteira de membros da Marinha. que por mais esforços que tenham tentado, tiveram uma carreira sem desenvolver o potêncial que poderiam ter dedicado a doutrina e desenvolvimento de nossa Marinha …

    carai o “celebro” gastou …. saido fumaça, pensar é mó trampo …

  6. Desculpa, mas com o uso de VANT’s de grande autonomia e sensoreamento, há esta necessidade de improvisar naves em quantidade ?

  7. Pois é, venho me perguntando isso faz um tempo quando vi um questionamento parecido com esse aqui no Naval. Toda hora vemos os estaleiros nacionais (que até agora tiveram sérias dificuldades pra parir um punhado de NaPa 500) lançando vários dessas embarcações de apoio offshore. Els parecem bem parrudas, naturalmente são feitas para mar grande, tem capacidade de busca e salvamento, combate a incêndios, ameaças ambientais, transportam quantidades generosas de carga. São multifuncionais por natureza. Falta um armamento leve e um radar melhorzinho (talvez nem isso) e pronto, já cumprem tudo que um NaPaOc faria. Ou não? Onde está a pegadinha? Com a palavra, os entendidos do assunto. M.O., que eu considero autoridade, já deu sua opinião favorável.

  8. Realmente, para mim, deveriam haver mais navios “off shore pintados de cinza”, pois servem perfeitamente para patrulhas oceanicas de longa duração, tem otimas qualidades marinheiras para alto mar, tem capacidade de reboque de outras embarcações com “bollard pull” maior que qualquer RBAM da MB, com um 40tinha L70 (no feijão mesmo) e duas 20mm ou .50 ta mais que perfeito pra um NaPaOc, some-se a isso um convôo (sem hangar mesmo), um scan eagle e um par de RHIB e está mais que perfeito para a MB.

  9. Veja o caso da armada Argentina,compraram 4 rebocadores de alto mar a Russia
    e já li que ele vão receber um canhão de 40mm na proa e serviram como patrulha oceânicos.
    é bom lembrar que a MB usa seus rebocadores de alto mar,tambem para patrulha.

  10. Sinceramente, temos 3 Patrulhas oceânicas classe Amazonas “desdentadas”, que poderiam ser bem armadas e compensar as baixas da MB por uma fração do custo de se construir oque quer que seja novo, até a chegada das novas escoltas, pra que complicar, já está pronto, é só adaptar …

    Abraço.

  11. Bem, todos aqui sabem minha opinião sobre isto. A atualidade permite uma série de equipamentos modulares com resultados muitos superiores do que outrora. Da mesma forma, o compartilhamento de cascos de dupla função eh o que viabilizaria um alicerce continuo e sinérgico entre a indústria naval mercante e a militar, criando assim um lastro para vôo maior com navios de 1a linha.

    Vejam este interesse na material do thinkdefefense

    http://www.thinkdefence.co.uk/a-ship-that-still-isnt-a-frigate/mss-small-psv/

    E não custa lembrar novamente, os conceitos 12 e defendo

    https://projetosalternativosnavais.wordpress.com

  12. A função de socorro submarino também seria bem vinda. Temos hoje 5 subs e vem mais 5 por ai e só um socorro sub que fica no Rio, em caso de necessidade viraria tragédia. Se cada um dos cinco distritos navais contasse com um desses mais um Amazonas, teríamos o melhor dos dois mundos, patrulha e socorro suba.

  13. Bom dia, Airacobra e pessoal!

    Airacobra 31 de março de 2016 at 22:36
    Realmente, para mim, deveriam haver mais navios “off shore pintados de cinza”, pois servem perfeitamente para patrulhas oceanicas de longa duração, tem otimas qualidades marinheiras para alto mar, tem capacidade de reboque de outras embarcações com “bollard pull” maior que qualquer RBAM da MB, com um 40tinha L70 (no feijão mesmo) e duas 20mm ou .50 ta mais que perfeito pra um NaPaOc, some-se a isso um convôo (sem hangar mesmo), um scan eagle e um par de RHIB e está mais que perfeito para a MB.

    A minha dúvida é sobre a baixa velocidade deste meio. Isto não seria um impeditivo para a função de patrulheiro? Li em um post por aqui que navios assim (no caso era um rebocador), não conseguem perseguir os pesqueiros ilegais.
    Mas, afora isto, esta solução seria um grande acréscimo no pobre patrulhamento marítimo.

    Abraços.

  14. Mo,
    Acredito que o que o amigo Mauricio quis dizer logo acima, seria aproveita-se os cascos dos Napas, são 3 novos que temos, que compartilham o mesmo casco com uma versão corveta que existe lá fora, dai equipa elas para a função de corveta, isso mesmo de se colocar icbm nas amazonas e vls como vc diz(rs), e se abandona essa ideia de novas tamanduás que e desperdício de tempo e dinheiro, e pra patrulha comprem off-shore. Realmente não vejo a necessidade de Tamandaré tendo se comprado o projeto para construção aqui das amazonas e sabendo que eles poderiam ter uma versão corveta, talvez esses 3 cascos não seriam as melhores corvetas do mundo,mas pra nos que não temos nada já seria alguma coisa, e futuras construídas no pais poderiam ter melhorias, e para patrulha oceânica a mesma coisa comprem off-shore que estão disponíveis no mercado e nada de projeto de estudo de construir do zero com características de off-shore que sabemos que só vai servir pra massagear ego de engenheiros navais da corporação.

    • Olá Israel

      Sim, entendi, na falta damateria prima $$$$, e necessidade de navios com “alguma capacidade de combate”, utilização de amazonas CV´s, mas surge uma pegunta, seria viavel a relação custo x beneficio x possibilidade x operacionalidade ?

  15. Luis Campos,
    já que esta é uma operação de cunho policial não seria má idéia disseminar alguns pesqueiros disfarçados para agir quando necessário.
    Mas gostaria de ressaltar que o uso de embarcações “off shore” seria ótimo para também marcar presença pois usariam a sua grande autonomia para isso. Só que, sem abrir mão dos patrulheiros oceânicos. O uso destes dois tipos de meios ficaria algo interessante e acredito que melhoraria em muito a eficiência do patrulhamento.
    Abraços.

  16. Gelson, fiz um comentário em tom de brincadeira, mas sem desmerecer seu raciocínio, com o qual concordo plenamente. Algo tem que ser feito dentro da penúria orçamentária para termos uma marinha que ao menos navegue.

    Carvalho2008, o material apresentado demonstra que isso é possível.

  17. Eu particularmente acho mais importante que a velocidade é o porte.

    Um casco maior pode levar uma RIB ou lancha mais parruda para interceptar. Da mesma forma, possuindo um conves um pouco mais abundante e desimpedido permite operar vants ou helis de baixo custo.

    É por isto que nao gosto do Macae, conves apertado e com uma tonelagem dificil de adaptar meios modernos como um vant.

    Custa entre US$ 80 a US$ 100 pratas 500 ton, caro para zonas internas que podem ser ocupadas por barcos menores, rapidos e mais baratos, e leve demais para colocar penduricalhos da atualidade que seriam muito uteis na ZEE onde cascos maiores são bem vindos.

  18. “caro para zonas internas que podem ser ocupadas por barcos menores, rapidos e mais baratos”
    .
    Carvalho2008, boa tarde.
    .
    Creio que você não está levando em conta um componente importante em relação a porte, velocidade, capacidade: as condições de mar.
    .
    Não existe muito essa história de “zonas internas” no litoral brasileiro. Ele é bem aberto, e sujeito a condições de mar pouco favoráveis com razoável frequência. Navios de menor porte que 500t, como é o caso da classe Grajaú de 200t (que são menores e, ao menos no papel, uns dois nós mais rápidos que a classe Macaé) sofrem com mar agitado.
    .
    Dependendo da situação, um barco de pequeno porte (ainda que sua velocidade nominal seja alta) pode nem ser capaz de atender a um chamado (já houve casos de navios da classe Grajaú saírem da Baía de Guanabara e terem que voltar devido a condições muito adversas – na maior parte das vezes, isso não ocorre, a missão é cumprida, mas já me relataram que não algo incomum as condições ruins afetarem o cumprimento da missão). Ou, mesmo conseguindo encarar as condições adversas, saindo em plena ressaca para cumprir a missão, a velocidade cai muito mais que um navio de 500t e a tripulação também sofre muito mais. Independentemente da missão ser a 15 milhas da costa ou a 150, se as condições de mar estiverem muito ruins, o navio de 200t não vai cumprir a missão ou vai fazê-lo com muito sacrifício, mas o de 500t conseguirá fazer isso com muito mais frequência.
    .
    Essa era a justificativa da classe Macaé, de 500t, ser a base da patrulha marítima (a distâncias moderadas da costa) inicialmente para complementar a classe Grajaú e depois para substituí-la, fornecendo o componente de quantidade indispensável. Um navio com velocidade e armamentos semelhantes aos da classe Grajaú (e maior velocidade mantida, no caso de mar adverso) num casco maior, com melhores qualidades marinheiras, mais conforto aos tripulantes (o que melhora suas capacidades de cumprirem as missões) e mais barato do se pagaria por igual quantidade de navios-patrulha oceânicos, para se atingir quantidades que se pretendia serem mínimas – e sabemos que mesmo assim as quantidades desejadas serão difíceis de se atingir…
    .
    Ou seja, navios mais capazes de patrulhar o que você chama de “zonas internas”, ou mais próximas à costa, seja com tempo bom, seja com tempo ruim, do que os 12 classe Grajaú atuais.
    .
    O que não invalida a busca de alternativas de maior porte que sejam relativamente mais baratas por serem derivadas de embarcações civis – mas deve-se lembrar sempre que, dependendo do caso, cerca de 50% do custo de um navio de guerra é gasto em sensores, sistemas eletrônicos e armamentos, e estes também teriam que equipar um casco mais barato (caso de um navio de apoio a plataformas – PSV, AHTS etc). E mesmo no caso de um navio-patrulha, onde os armamentos e sensores são mais simples e esse percentual em relação ao custo total seja menor, pode haver necessidade de propulsores mais potentes e mais caros que os de navios adaptados, para alguns nós a mais que fazem a diferença para se alcançar mais rápido a área onde estaria um alvo de interesse antes de lançar as lanchas rápidas, conforme o caso e a situação do mar, ou para uma velocidade mantida aceitável em condições adversas. Vale também dizer que potência sozinha não faz tudo, o desenho do casco (originariamente previsto para outras funções e parâmetros de desempenho compatíveis, com velocidade menor) também pode trazer limitações, demandando ainda mais potência (e consumo) para se atingir parâmetros mínimos de velocidade (e nem estou falando de 25 nós ou coisa do gênero, estou pensando em até em pouco menos que 20 nós).
    .
    No fim das contas, conforme as adaptações necessárias e os custos de cada uma, acho que os valores não ficariam muito diferentes entre um projeto civil adaptado de porte maior (na faixa de 2.000t de um navio-patrulha oceânico) e um navio-patrulha menor de 500t, ambos similarmente equipados para a missão, ao menos na minha opinião – as capacidades sim, especialmente para salvamento e permanência no mar, é que fariam a diferença no custo-benefício para um derivado de PSV, AHTS etc. Mas o custo operacional certamente também seria mais elevado, ao menos o consumo de combustível, fora as necessidades de manutenção de cascos maiores.
    .
    Agora, quanto a barcos menores, rápidos e mais baratos, já temos a classe Grajaú de 200t e conhecemos suas qualidades e, principalmente, suas limitações. Insistir nesse porte eu acho que seria um erro.

  19. Quando as patrulhas de 500t. Estivessem prontas eu seria a favor de converter as Amazonas em corvetas! Porque nao. Da uma tunada nelas hora pois!

  20. Valeu Nunão, muito bem explanado!

    Mas veja, mesmo que o custo de operação por dia de mar seja igual ou similar, provavelmente o numero de cascos industrializados faria com que as revisões e manutenção fossem mais baratas pela propria escala industrial. Isto tenderia a puxar o real custo de operação para baixo, ao menos hipoteticamente.

    Gostei da abordagem sobre a fração de custo total do barco (50%) com relação a eletronica e equipamentos de combate sobre o total. Talvez eu esteja sendo injusto com os Macaé e isto me deixou curioso. Esta fração aplicaria-se mesmo a navios patrulha distritais e oceanicos? Qual seria a fração aproximada do Macaé? Eu não consigo enxergar US$ 40MM de equipamentos de combate lá embarcados e que consigam dar este retorno, acho ele tão pouco flexivel….posso realmente cometer esta injustiça quanto a ele…alguem sabe? Para guarda costeira não enxergo a justificativa disto em equipamentos e em guerra por sua vez, não vejo como reaproveita-lo numa hipotese de combate.
    As vezes realmente acho que mais vale um casco cru, com sistemas basicos, entregando por sua vez, quer seja capacidade de combate ou patrulha a sistemas aero-embarcados, seja um heli, uav, rebocados, etc…pode gastar mais diesel….mas a manutenção…

    • Mas ai que tá Carvalho, ( e isso é dificil faze o pessoal entender) Navios patrulha não são feitos para combates oceanicos, não há como e se for empregado é pq não ha alternaqtiva (considerando em combates com navios de linha oceânicos) o pessoal que fica fulano é desdentado, é mal armado e tals …

    • “Carvalho2008 em 01/04/2016 às 18:33”

      Carvalho, eu escrevi no comentário que provavelmente essa fração de 50% gastos em armas, sensores, sistemas de combate etc é menor no caso de um navio-patrulha, que é menos complexo nesses tipos de equipamentos que um navio de guerra. Não sei quanto menos seria exatamente a porcentagem desses custos num navio de patrulha (e mesmo o valor de 50% para os de guerra é uma generalização, aceita na média, mas que varia conforme o caso, pois há navios melhor armados que outros). Mas creio que essa porcentagem menor que 50% acabaria sendo compensada negativamente, no caso de uma adaptação de outro tipo de casco civil de maior porte para a função de um navio-patrulha, proporcionalmente falando, principalmente pelo maior gasto com itens como propulsão, que teria que ser bem mais potente que a original de um lento PSV, por exemplo (e mais potente em proporção ao deslocamento que um Macaé que tem casco já prevendo velocidades acima de 20 nós).
      .
      Quanto a gastos de manutenção, não estou falando só de peças de reposição etc, mas um navio maior tem casco maior para ser reparado (chapas, estrutura, mão de obra e materiais para tanto). Além disso, por exemplo, se esse navio maior também é equipado com convoo e instalações para combustível de aviação (é claro, isso é uma capacidade importante e justificada), sistemas anti-incêndio específicos, acomodações para grupo aéreo embarcado, além de diversos equipamentos correlatos, também tem esses itens para manter e reparar etc. Sua motorização também terá que ser mais potente, e provavelmente com peças maiores e mais caras (ou mesmo um motor da mesma família, porém com mais cilindros e consequentemente mais peças a manutenir). Não é de se esperar que o custo ao longo do ciclo de vida de um patrulha derivado de PSV ou AHTS ficasse inferior ao de um Macaé, mas isso é só uma questão de lógica da minha parte – há muitos outros itens a considerar na conta.
      .
      É uma questão de custo-benefício, e deixo claro que eu gosto da ideia de derivados de PSV, AHTS ou correlatos para patrulha oceânica. Apenas acho que a comparação com navios de porte menor e dedicados à função de patrulha (ainda que menos distante da costa), como a classe Macaé de 500t, precisaria levar muitos outros fatores (como os que elenquei) em consideração para ver o que compensa mais, e em qual quantidade, custo ao longo do ciclo de vida, cumprimento da missão, número de navios disponíveis num dado período, levando em conta o tamanho de nossa costa etc.

  21. MO;

    Taí o primeiro!
    Não é um “AHTS artilhado”, mas aquela ideía antiga parece que começou.
    Quem sabe os “intelligentsia”, melhor os “sapienza”, da Gloriosa MB acordaram.

  22. Aliás, nunca entendi o porque das Amazonas levarem um discreto canhão de 30mm e as Grajaú aquele cabeção com cano de 40mm. Numa patrulha contra pesca ilegal ou tráfico, uma .50 não bastava? E aquela versão Naval do REMAX não seria interessante nesses patrulhas menoreszinhos?

    • RJ, o alcance de uma .50, pensando em armamento principal, não é adequado à função, só serve como armamento secundário mesmo. Imagine também a pouca efetividade de um tiro de advertência de .50 contra um navio. Dependendo da distância, o alvo nem vai perceber.
      .
      Quanto ao canhão de 30mm da classe Amazonas, este era um requisito do comprador original, Trinidad e Tobago, e também é o padrão na Marinha Real para navios do tipo (vale sempre lembrar que foi uma compra de oportunidade). Se fossem navios originariamente encomendados pela MB, a lógica seria também terem canhão de 40mm.

  23. Vamos lá:
    1) Tudo que o MO postou: Onde assino ?
    2) Tudo que o De Martini comentou: Endosso 95%, nestes assino embaixo !

    O que o MO defende em Patrulha tem inúmeras vantagens, mais os desdobramentos e custos.
    Ademas não é função das Patrulhas exercer o papel de Naus de Guerra.

    Para ação de guerra ou ostensiva há inúmeros outros meios
    navais e aéreos. Patrulha é para patrulhar e executar as ações preventivas, de fiscalização das águas territoriais etc ….
    Os recur$o$ que se otimizam com o desenho que o MO defende e compartilho, sobra muito dinheiro para outras prioridades.

    • Ja começou errado

      “O seu projeto é fruto da visão empreendedora do então Ministro da Marinha Almirante-de-Esquadra Henrique Sabóia, que em sua gestão buscou a continuidade do Programa de Reaparelhamento da Marinha por meio da construção de embarcações de guerra no país, com o propósito de incentivar a construção naval. Nasceram, desse modo, na ESTANAVE, os três RbAM da Classe Triunfo, visando substituir as embarcações da Classe Tritão, em operação desde a década de 1940.”

      Viu como o wikiasneira tem besteira

      seria melhor “Compra de oportunidade devido a RECUSA da encomenda da Petrobras … BP baixo …. são bons, (em temos) mas no mercaado há muitos melhores, mais potentes e mais eficientes …

  24. Caros Editores:
    Que tal montar um quadro igual do link abaixo, somente com as Naus em operação ou recebendo PMM, PMG etc etc etc.
    _______________

    Não entraria Naus descomissionadas ou sem nenhuma possibilidade de retorno ao mar.
    _______________
    No campo observações, colocaríamos o real estado da Nau.
    Exemplo, nosso Almirante LM comentou que temos 11 embarcações em final de vida útil,
    que se faça tal observação, porém pertinente a cada unidade,
    Certamente cada Nau tem e terá seu histórico a qualquer tempo.
    Está ai, creio dar bela matéria/atualizada e certamente “bombará”.

  25. MO 2 de abril de 2016 at 15:10

    MO, ao citar “BP baixo” você se referiu a Bollard Pull? Se sim, realmente é baixo, sendo o Fellinto Perry (se não me falhe a memória) o navio com maior Bollard Pull da MB, seguido pelos dois da classe Alte Guilhem, mas quando comparados a outros navios o “BP” deles é baixissímo.

  26. MO @2 de abril de 2016 at 15:26
    “Pq falam “AS AMAZONAS” .. as navias ???”

    São “As Naus”… mas não pode falar rápido, nem no singular!

  27. MO, a ultima vez que andei comparando Bollard pull dos RBAM da MB foi em 2010 durante o modulo de socorro e salvamento do meu aperfeiçoamento, lembro que a classe triunfo tem um BP de 25t, a classe guilhem ta na casa de 85t, lembro que uma coisa que me intrigou muito foi o caso do Felinto Perry que mesmo sem ser RBAM tinha uma BP maior que a dos demais rebocadores de alto mar da MB, bem como o da classe Imperial Marinheiro que era da casa de 18t, não recordo exatamente qual era o Bollard Pull do Felinto, mas se não me falhe a memoria era acima dos 100t se eu estiver enganado alguem me corrija por favor, pois são numeros de lembro de cabeça e pra piorar a situação, informações que tive contato pela ultima vez em 2010.

  28. jagderband#44 1 de abril de 2016 at 16:43

    Off topic total: alguém sabe onde está o Bahia (ex Scirocco) neste momento?
    _________________
    Salvador – Bahia – Brasil.

  29. AO grande benefício desta adoção seria a redução de custos de operação e de manutenção que viria na carona da escala de produção proporcionada pela aplicação civil destes navios.
    MO é isso aí, agora vamos ver o que as sapiências navalis vão fazer.

    G abraço

  30. MO
    33 fotos, Parrudão heim, motorixação full, PH, guincho/grua(esse é o nome?) de patrão,
    aliás a embarcação toda de patrão.
    ___________________

    Juarez 3 de abril de 2016 at 19:02
    ___________________

    Concordo. Vão fazer em Itaguaí ? (rs). Lunáticos por lunáticos.

  31. Em resumo. se for possivel usar meios civis se foram mais baratos se forem viáveis…
    Mas se os preços nem a velocidade forem bons tudo bem. Não compra nem usa…
    Mas acho um exagero gastar um bilhão colocar 200 marinheiros só para ficar vagando para lá e para cá.
    Poderia haver esses meios. Para guerra.
    Para o dia a dia qualquer embarcação que navegue

  32. Carlos não sendo na Baia “doxxxx méu irrrrrmão, tudo sai, os Catarina estão aí cuspindo um navio atrás do outro, aquele estaleiro no norte SP idem.

    G abraço

  33. MO
    Quatro (4) lindas fotos, Amigo que máquina, sonho de consumo.
    A iluminação também é de patrão assim como os a popa e nos hangares dos ROV’s,
    enfim tudo.
    _______________________

    Esse é Fudencio, os 15/20 Fudencio’s zero açúcar já ajudava muito.
    _______________________

    Made in Catarinas B verdes ! (rs).

  34. Airacobra não tenho fonte,é apenas a vontade de ver o navio voltar
    peço desculpa aos amigos do forum pela noticia inveridica.

  35. Amigo Airacobra,a Julio de Noronha,vai navegar ate agosto com o sistema de propulsão
    manual,e em agosto esse sistema estara ja no modo automatico?

  36. Voltando ao tópico.
    Sugestão de navio mult-missão (Rebocador de alto mar / apoio offshor / carga / operações de mergulho / resgate / resgate submarino / apoio humanitário / patrulhamento oceânico )

    Navio CBO Manuela serveria como base de uma classe desde que com modificações seguintes;
    -Artilhado ( Bofors L 70 40mm na proa e duas metralhadoras 20mm remotamente controladas, uma em cada bordo )
    -Convoo ( atras do casario mas acima do dek )
    -Um helicóptero leve armado ( remoção, apoio e interceptação )
    -Acomodação para 100 pessoas
    – Dois eixos, quatro motores, dobrando a potencia do Manuela, mas operando a 70% com dois em cruzeiro e com 4 a full power ( velocidade )
    -Enfermaria com vinte leitos
    -Duas lanchas rápidas, semi rígidas, para 10 tripulantes sendo um piloto, um artilheiro e 8 marujos armada com uma MAG 7,62 ou uma .50
    -Um rov
    -Um submersível para resgate sub.
    -duas câmaras hiperbáricas
    -Autonomia mínima 45 dias, preferível mais.

  37. Ádson, bela embarcação, mas acredito que colocar o convoo sobre o passadiço/superestrutura, similar ao Felinto, não é uma boa… os AVn pelo menos não são fãs… abraço…

  38. Adson: “Quero uma armada mais poderosa que a estadunidence”. Em breve chagaremos lá amigo, já superamos a marinha da Bolívia e do Paraguai.

  39. Faça um projeto como o Rei dos Mares (UT 722 L) acrescente mais vinte metros no cumprimento do navio e vc verá que da pra tudo isso. teríamos como equipar com menos custo de equipamento, material e pessoal.

  40. Mo, em caso de construção por encomenda de um AHTS, um navio do porte do Vital de Oliveira, construído já com todas estas características ditas acima, e com todas essas funções e uma velocidade máxima na casa de 18 a 20 nós e um cruzeiro por volta de 14 seria excelente. Observem, convoo em lugar perfeito, castelo de proa ótimo para um 40 ou um 76mm, convés de ré bom, poderia, em se tratando de construção, aumenta-lo mais uns 10 metros para acomodar todas as funções.

  41. Não é preferível construir mais alguma corvetas e tentar, “se possível encontrar,” quem sabe aonde”, umas poucas fragatas com condições adequadas. e vou mais além: se isso é possível, construir uma ou duas fragatas do projeto das “Niterói”? E por último, por que a iniciativa privada não participa das construções? E para finalizar: concordo com o Sr. Fernando Nunão.Por favor expliquem-me. Desde já agradeço.

    • Construir FCN ? Pergunto pq deveriamos utilizar um projeto de 40 anos ? Não seria mais fácil pq onde contruiriamos estas Cv’s ? E outra pq Cv’s e F’s ao invés (conjecturando) CT’s ?

  42. MO 6 de abril de 2016 at 1:44

    Acredito que, com a “draga” em que está A PETROLÃOBR, logo, logo deve começar a “sobrar” um ou outro destes aí, para incorporação em pouco tempo.

  43. Nunão, o BP dele é 180 ton, a velocidade 17 nós. Um Projeto baseado nele deslocando o equipamento de reboque mais para ré colocando ai um convoo igual o Vital de Oliveira com espaço abaixo sendo utilizado para mais acomodações no navio. Cinco navios deste, sendo um para cada Distrito do primeiro ao quinto, sendo que em três navios destinados para o primeiro, terceiro e quinto Distrito a inclusão de um submersível para resgate sub. O mesmo ficaria estocado a baixo do convés não interferindo na faina normal. Hoje só temos um navio de socorro submarino, NSS “Felinto Perry”, e que já é bem antigo e lento. Temos 5 subs na ativa e estão vindo mais 5, inclusive o subnuc. Em caso de necessidade de resgate, vamos dizer que haja um acidente em uma comissão próximo a Fernando de Noronha, Quanto tempo levaria o Felinto até lá?

    • Ádson Caetano, boa tarde.
      .
      Acho a proposta de pelo menos um navio dessas características que você descreve, em cada DN do litoral, bastante apropriada.
      .
      Porém, creio que não há necessidade de ter sistemas de salvamento de submarinos instalados, seja em todos ou em alguns – mesmo porque são caríssimos e consideravelmente volumosos quando completos. Há soluções desse tipo que são aerotransportáveis, e pode-se ter apenas um “kit” do tipo armazenado num local, que inclue um ROV, minissubmarino tripulado etc, podendo ser a carga dividida em mais de um avião.
      .
      Em caso de necessidade, o kit pode ser transportado por cargueiros militares para o DN mais próximo da emergência. Se não me engano, um par de KC-390 daria conta de toda a parafernália, que no caso australiano, por exemplo, eu acredito que seja levada de uma vez num C-17 (creio que o peso e dimensões de um minissubmarino como o usado pela Austrália seriam compatíveis com o compartimento de carga do KC-390, mas precisaria checar em detalhe – talvez seja necessário um minissubmarino menor). O deslocamento pelo ar seria feito num tempo que provavelmente não excederia o necessário para o navio realizar outras preparações para suspender. Chegando lá, os equipamentos são colocados sobre o amplo convés de carga.
      .
      Há comentaristas bem mais informados que eu nesse tipo de solução, e que podem ajudar no debate.
      .
      Esse é o exemplo australiano:
      http://jfdefence.com/casestudies/jfsrs/index.php
      .
      https://www.youtube.com/watch?time_continue=5&v=vRw7t4XKK1E

  44. MO, para encerrar minhã participação neste tópico, me responda uma dúvida: hoje são necessários quantos rebocadores de alto mar na MB? Qual o número ideal destes navios hoje?

    • Eu acho que se fosse separar por DN’s, no minimo 2 por DN’s (considerando que ha também armadores com Rb’s para isso e tbm sub considerações tbm (tipo tamanho do NE) e afins, nao ocorrencia de duas fainas em areas proximas ao mesmo tempo … etc .ja tive necessidade de RbAM off Fortaleza e o Guillem precisava de no minimo 36 h para suspender dr Xtmas, maiso transit time para o local …

      penso eu ..

  45. MO, obrigado. Também no quesito “penso eu”, para darmos restarte na MB começaríamos sim com patrulha ( guarda costeira ) sem envergonharmos disto. A Armada tem que ser recomeçada. Então seriam dez RbAM multipropósito e artilhados, mais dois Amazonas ( cinco no total ) uns 20 ou 25 Macaé. Ai vem o problema, o que se tem pra escolta seria os Arleigh Burke,são caros para operar mas tapam o vazio de hoje. Então oito Arleigh e um plano de construção das Tamandaré de pelo menos oito, primeiras duas para daqui quatro anos e a partir daí mais duas por ano até completar as oito. totalizando oito anos. Findo esses oito anos, começaria a projeto/construção das escoltas 6000 ton, Sendo também quatro para as duas primeiras e a partir dai duas por ano. Com já teríamos os Scorpenes incorporados. Ao meu ver, e não sou nem de perto um “Mestre” como você, mas é a única forma, o único cronograma possível e administrável para voltarmos a ter uma marinha de guerra e não uma “marinha de Brancaleone” E tenho dito. “C’est fin”.

  46. Adson, boa tarde, até onde sei não tenho conhecimento de que há Arleigh Burkes disponiveis, e mesmo que sejam disponibilizados, como você mesmo falou são muito caros de operar, a solução seria mesmo tentar esticar mais a vida util das Niterói, através de uma moderninação do sistema de propulsão e aumento da disponibilidade das mesmas, até a aquisição de novos escoltas, bem como da produção das Tamandaré.
    Grande abraço.

  47. Airacobra e MO
    , vi uma reportagem onde a USNAVY iria descomissionar 50 AB e talvez passaria boa parte deles ou até todos para o México, a grande vantagem deles é o AEGIS. Mas se nossas Niterói aguentarem mais quinze anos é o ideal, mas será que mesmo modernizadas teriam boa disponibilidade ou do contrário teríamos que comprar mais umas seis MK10 e modernizar as doze juntas. Isso também seria uma boa opção, mas teria que se achar bons cascos.

    • Adson, burkes para o México ??? tem certeza ???? acho pouco provavel, ainda mais viraram mexiquenses, a ultima oferta p eles foram as Knox … S A L V O … weu ter perdido algo, pois acho que nem Perry foi ofertado, acho …

  48. Perdão, se tiverem disponibilidade futura serão as classe Duke Tipo 23. Das dezesseis desta classe, trés já deram baixa na Royal Navy e foram transferidas para o Chile.

  49. Ádson…

    apenas 3 “Zumwalts” serão incorporados até 2019 e conforme já anunciado pela US Navy, os primeiros 28 Arleigh Burkes. servirão por 35 anos enquanto que os posteriores deverão servir por 40 anos, então como o pioneiro foi comissionado em 1991 está prevista sua baixa em 2026 para que possa ser mantido o número de combatentes de superfície que a US Navy considera necessário.
    .
    Se o seu comentário tinha em mente uma possível saída para a marinha brasileira ter navios de
    segunda mão, antes do primeiro “Arleigh Burke” ser retirado, meia dúzia de cruzadores terão sido retirados antes, todos com idade acima do que a marinha brasileira considera ideal, mas,
    independente disso, não apenas não serão disponibilizados para venda como foram as fragatas
    classe “Oliver Perry” como ambas as classes são consideradas demais para os parcos recursos da marinha brasileira.
    .
    abs

  50. Para se ver a situação que ficamos não teremos como repor as nossas Niterói, talvez as MK13, e isto por uma década ou duas. Temos que ter um plano de aquisição de meios que seja dinâmico, sempre esteja chegando algo novo para que nunca se chegue na situação atual onde só temos uma corveta em real bom estado.

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here