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Operações aéreas a bordo do Admiral Kuznetsov

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O ministro russo da Defesa Sergei Shoigu informou que, na semana passada, o grupo de ataque do porta-aviões Admiral Kuznetsov fez a transição do Atlântico para o Mar Mediterrâneo.

O navio-aeródromo é acompanhado pelo cruzador de mísseis guiados “Pedro, o Grande” e por escoltas da classe “Udaloy”.

O vídeo mostra as aeronaves do Kuznetsov em treinamento de pouso e decolagem, a fim de estarem prontas para as missões no conflito da Síria.

COLABOROU: Rustam Bogaudinov

100 COMMENTS

  1. Maluco, lindas imagens!!! Para quem está acostumado a ver somente nos PA`s americanos.

    Impressionante o poder de parada daquele cabo, o piloto deve sofrer uma baita desaceleração!!!

    Este tipo de decolagem, via rampa, deve demandar uma velocidade e um vento relativo constante não? Imagina com o caça carregado? Em compensação seria menos manutenção em relação ao sistema Catobar.

    É, o tempo de que só a US Navy era a rainha dos mares já era!! Isso sem falar da China, que está por ai tb! Quis dizer de demostração de bandeira, não de projeção de força pois, convenhamos, 10 PA nucleares ainda são 1.000.000 de Toneladas de Diplomacia!!!

  2. Em todas as fotos e vídeos, esse porta-aviões está fumando mais que “preto velho”.
    Parece que ele faz a manobra da “ramonagem” 24 horas por dia (ironic mode off).

  3. Marcelo Andrade 1 de novembro de 2016 at 15:18
    É, o tempo de que só a US Navy era a rainha dos mares já era!!
    ————
    Não entendo. O Kuznetsov foi lançado em 1985 e é um herança da URSS.
    De lá para cá, a Marinha Russa sofreu (e sofre até hoje) cortes de gastos e tem problemas muito mais difíceis de serem contornados (em relação à U.S Navy), para manter sua frota operacional.
    .
    A Marinha soviética era mais desafiadora que a atual marinha russa.

  4. Bom caso o fato da US Navy não ser mais a rainha dos mares se deva a essa força tarefa russa ou a esquadra chinesa, então as US Navy esta muito mal, por mais bonitas que sejam essas imagens não há nada nelas que a US Navy não faça com maestria e com números muito mais consistentes.

  5. “É, o tempo de que só a US Navy era a rainha dos mares já era!”
    Verdade:
    CVN-68 Nimitz 1975 Super-porta-aviões Classe Nimitz, líder de classe Em operação
    CVN-69 Dwight D. Eisenhower 1977 Classe de super-porta-aviões Nimitz Em operação
    CVN-70 Carl Vinson 1981 Classe de super-porta-aviões Nimitz Em operação
    CVN-71 Theodore Roosevelt 1986 Classe de super-porta-aviões Nimitz Em operação
    CVN-72 Abraham Lincoln 1989 Classe de super-porta-aviões Nimitz Em operação
    CVN-73 George Washington 1992 Classe de super-porta-aviões Nimitz Em operação
    CVN-74 John C. Stennis 1995 Classe de super-porta-aviões Nimitz Em operação
    CVN-75 Harry S. Truman 1998 Classe de super-porta-aviões Nimitz Em operação
    CVN-76 Ronald Reagan 2003 Classe de super-porta-aviões Nimitz Em operação
    CVN-77 George H. W. Bush 2010 Classe de super-porta-aviões Nimitz Em operação
    CVN-78 Gerald R. Ford 2016 Super-porta-aviões Classe Gerald R. Ford, líder de classe Construção completada, esperando comissionamento
    CVN-79 John F. Kennedy 2020 Classe de super-porta-aviões Ford Em construção
    CVN-80 USS Enterprise 2023 Classe de super-porta-aviões Ford
    ________________________

    Tadinho dos Âmis,
    ficam com essa merreca de PA’s, todos com escoltas completas armadas até os dentes …… tadinhos …..
    Que o Opalão deles fuma mais que o nosso, sim ele fuma muito mais ….. (rs)
    Não precisa nem de satélite, basta seguir a fumaça e as cinzas.
    Quem tem um não tem nenhum …..
    Ficarão um bom tempo sem nenhum, esse ai vai para PMG-II.
    O Oficial de máquinas do nosso Opalão foi contratado para diminuir a fumaça (rs).
    Tá ai ó,
    eu daria o A 12 pro URSO em troca de uma Baa do Buk (Ok), na chave é lógico.

  6. Pergunta aos entendidos: li na CNN que o Admiral Kuznetsov deixa esse rastro marcante de fumaça por causa de sua configuração (interação de maquinário com diesel), especialmente pensada para águas geladas. Procede?

  7. “eu daria o A 12 pro URSO em troca de uma Baa do Buk (Ok), na chave é lógico.”
    E depois trocaria com meus primos por duas Baa Spyder, na chave é lógico.

  8. Acesso a Trilogia todo santo dia, há anos e me surpreendo com cada comentário infantil… Falar mal dos Russos é fácil. Como diria meu pai, antes de falar dos sapatos dos outros, olhe primeiro para o seu pé. Vai fazer o que os cara fazem pra ver se é fácil, se tiver peito pra isso né!
    Saudações…

  9. Formulas que aparentemente funcionam: Nimitz/Ford + F35(EUA), Elizabeth + F35(UK), Wasp + F35 (EUA), de Gulle + Rafale (França) e Kusnetsov + Su35 (Russia, India e China). Espero que algum dia antes da total obsolescência possamos adicionar o São Paulo + Grippen.

  10. Esse é o Mig-29 K, repararam que assim como o “M” ele tambem teve o incremento de uma estaçào em cada asa ? São 8 pontos subalares. esses ultimos 29 são bem superiores a primeira versão, na “M”, dos anos 90, eles ja tinham eliminado as entradas de ar auxiliares em cima do LERX e a porta anti-FOD na principal, o que acrescentou espaço para mais um tanque de combustível. Nesta versão K eles mudaram a base dos estabilizadores verticais, eliminando a parte prolongada em que ficavam os dispensadores, o que o deixou mais feio na minha opinião. Esta versão possui capacidade “budy-budy” p reabastecimento.

  11. Alex 1 de novembro de 2016 at 20:11
    o brasil poderia comprar uns quatro desses
    ——————————————–
    1- Porta-aviões são, essencialmente, armas ofensivas. A orientação do comando sempre (SEMPRE, desde os tempos do Império) foi de se defender e nunca atacar primeiro. Não precismos de um porta-aviões.
    2- O Brasil não consegue manter, sequer, um porta-aviões. O que temos (depois de incorporado a frota brasileira), nunca ficou plenamente operativo e nós nunca tivemos real capacidade de projetar nosso poder militar com ele, em rincões distante desse nosso planetinha bonito e poluído.
    3- 80% dos nossos investimentos em defesa, vão para despesas referentes à pagamento das aposentadorias de filhas solteironas de oficiais.
    .
    Quer mesmo que eu continue ?

  12. Alto padrão ao Naval e ao Rustam pela reportagem e video, independente do que falam eles estão operando e a caminho de uma missão real, geralmente quem tem inveja de alguem que tem algo que se quer ter e não pode a primeira tendencia é falar mal e arranjar defeito, sejamos realistas, não tem como comparar aos 10 supercarriers da US Navy, mas ao menos está operando satisfatóriamente que é a razão de ser do navio, diferentemente do São Paulo que está há mais de 10 anos sem operar como deveria, mas é assim mesmo, o famoso espirito de porco sempre aflora mesmo nas melhores familias, independente do que seja sempre irão arranjar um motivo para reclamar.

  13. “…. de Gulle ………. Wasp ………… Grippen ….. ” ????
    ++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++
    Jorge F.
    Tem certeza ?

  14. Airacobra
    Relaxa Colega.
    Dó mesmo é ver o A 12 “jogado” na doca agoniando, ressalto o empenho dos Marinheiros em mante-lo, mas uma missão impossível.
    Na2SO4 + 2H2O + MgSO4 + H2 + CaCO3 + O + H2O + um monte de coisas = Já era (Fe₂O₃).
    Sou ruim em química, mas o aço não perdoa, mesmo os mais nobres tem seu tempo e cobram seu preço.

  15. Airacobra 1 de novembro de 2016 at 23:57
    não tem como comparar aos 10 supercarriers da US Navy, mas ao menos está operando satisfatóriamente que é a razão de ser do navio, diferentemente do São Paulo que está há mais de 10 anos sem operar como deveria…
    ———————
    Ninguém aqui está comparando a Marinha Russa à Marinha do Brasil.
    Estamos, apenas, desmentindo o absurdo de compara-la a U.S Navy. A Marinha russa não é páreo nem para o Royal Navy quanto mais pra do Tio Sam…

  16. Caio Romão, do mesmo jeito que não estão comparando a Marinha russa à Marinha do Brasil, o tóplico não compara em nenhum momento a capacidade da Marinha Russa com a US Navy, aborda as operações do Kuznetzov e seus SU-33, Mig-29K e KA-27.

  17. E é nisso que acho que deveriamos nos focar e não em brigas de torcidas a la fla-flu quando nenhum dos torcedores é carioca, tal qual nenhum daqui é Estadunidense e muito menos Russo, é a velha historia de querer g… com o P… de outro.

  18. Srs
    O Kuznetsov tem algumas limitações, em parte por ser híbrido (os soviéticos tinham um apego ao conceito do cruzador lança mísseis), problema, aparentemente minorado nos dois derivados, o Liaoning e Vikramaditya.
    Certamente não se equivale a um Nimitz(nem mesmo ao Kityhawk), mas pode atender bem na defesa de frota e é uma ótima plataforma para mostrar a bandeira.
    A crítica e a comparação com os supercarrier não cabe pois o Kuznetsov nasceu de requisitos bem diferentes dos porta aviões de ataque americanos.
    E, muito menos, cabe a crítica resultante de nossa frustração com o SP, pois o estado deste é resultante da má gestão da MB e suas escolhas equivocadas, seja na visão “marqueteira” (Brasil Potência), seja nas prioridades (queima de US$ 10 bilhões por casco de subnuc francês), seja até nas soluções técnicas (reforma francesa caríssima com troca da propulsão a vapor por diesel).
    Sds

  19. Airacobra & Control,
    Colegas,
    notem a frase entre aspas que coloquei de um outro forista, não comparei alhos com bugalhos e sim o cidadão, por isso listei os Carrier’s USA, para que ele se cientifique que o comentário era impróprio, quiça descabido.
    Paz

  20. Algumas observações:

    – O vídeo é sensacional. Fazia tempo que não aparecia nada sobre aviação naval russa por aqui.
    – Na minha opinião o MIG 29 é o caça mais bonito já fabricado.
    – Acho desnecessário comparar a Marinha Russa com a US Navy. Todos aqui, inclusive os fãs russos, sabem que não existe comparação. O que não é demérito para os russos. Não existe nação no mundo com o poderio econômico norte americano para construir, manter operacional e frequentemente atualizada uma força naval tão grande. Nem a China vai conseguir isso, mas talvez a longo prazo consiga pelo menos incomodar…
    – Não me lembro quando foi a última vez que um país enviou sozinho um Grupo de Ataque Naval atravessar meio mundo para uma missão de guerra. Com exceção dos Estados Unidos, que agora mesmo estão no Iraque a na Síria, creio que a última nação a fazer isso foi a Grã Bretanha na guerra das Malvinas. Ou estou enganado?

  21. Requenta, a França tbm faz, volta e meio o De Gaulle sai por esse mundo em missão. E creio q em breve veremos os chineses passear com a FT deles.

    Oq estranha é a fumaça anormal desse navio, deve ter algum problema para ser resolvido nele.

    Logicamente não tem comparação a marinha russa com a americana, são marinhas q seguem táticas e investimentos distintos.

  22. Por que os russos não possuem “bilhões” de porta-aviões. Simples! Com as novas tecnologias de detecção, acompanhamento e MISSEIS (kalibr) por exemplo, os tornam um gigantesco e bilionário…..alvo. Outra coisa; desde os tempos da URSS a doutrina de luta naval dos russos contra os estadunidenses definia e orientava a aplicação de recursos numa grande força submarina para atacarem e destruírem gigantescos porta-aviões dos eua (submarinos assassinos de porta-aviões). E nos dias de hoje a tecnologia já permite lançamento de mísseis de longo alcance de uma pequena unidade naval ( corveta por exemplo…400 milhões de dólares contra 12 a 15 BILHOES de dólares…..100 a 120 tripulantes contra 4 a 5 mil tripulantes ), bem mais em conta….. R$$$$$….recentemente os russos lançaram sobre os terroristas na Síria ( e destruíram bases e etc desses caras) mísseis kalibr de corvetas operando no mar Cáspio…. Bem mais de mil km de distancia. E “muita gente”, além dos terroristas (que nem viram o que os mandou para o “paraíso” junto a ala e todo aquele bla-bla-bla) foi pega de surpresa. “Coincidentemente ” os EUA rapidamente retiraram seu NAE que estava na area (mediterrâneo e ao alcance de uma chuva desses mísseis e outros) para “reparos”. Sem paixões…análise seria, baseada em fatos lógicos e dados concretos. “grandes porta-aviões só intimidam países que não podem se defender, não dispõe de nenhuma capacidade de defesa, principalmente no mar (nosso caso por exemplo) e que aliás jamais “brigaremos ” com essa turma pois nos somos parte (coloniazinha) dessa galera. Quanto aos russos está bem claro que “o buraco é mais em baixo….Bem mais em baixo…..melhor não mexer e nem arrumar sarna pra se coçar”.

  23. Requena e Fernando…
    .
    o “Charles de Gaulle” é baseado em Toulon no Mediterrãneo, portanto a Síria está bastante próxima e o Iraque para onde ele também é
    enviado não exige muito. O “Kuznetsov” é baseado próximo a Murmansk, uma viagem longa até a Síria, mas, não “meio mundo” de distância.
    .
    Já os NAes da US Navy estes não tem jeito mesmo, um NAe partindo de Norfolk na costa leste tem que atravessar o Atlântico Norte todo o
    Mediterrâneo, descer pelo Mar Vermelho, entrar no Mar Arábico e finalmente entrar no Golfo Pérsico…e um NAe que deixe a costa oeste,
    terá que atravessar todo o Pacífico e o Índico para chegar ao mesmo lugar…isso sim é “meio mundo” de distância.
    .
    O que os britânicos fizeram em 1982 foi algo muito mais substancioso…não foi apenas um “grupo de ataque centrado em NAe” mas praticamente
    toda a Royal Navy, que desceu o Atlântico, guardadas as devidas proporções foi a mesma coisa com a US Navy em 2003 na invasão do Iraque.

  24. “…. de Gulle ………. Wasp ………… Grippen ….. ” ????
    ++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++++
    Jorge F.
    Tem certeza ?

    Errata: Charles de Gaulle, Classe América e a versão do Grippen embarcado que não saiu do papel.

  25. É bonito sem dúvida ver uma marinha demonstrar suas capacidades assim. Contra países menores, em guerras assimétricas, a marinha russa pode ter um grande impacto. O Kuznetsov parece estar plenamente operacional. E sua ala aérea em plena forma. Depois que ele for modernizado, será ainda mais efetivo. Mas num mundo onde navega a classe Ford, ele tem que saber seu lugar, que conhecer seu nicho. A Rússia vai assim deixando suas FFAA na medida do possível no estado da arte, enxuta, operacional, crível, e dentro do orçamento. Esse é o caminho. Os bulava cuidam da dissuasão definitiva.
    Vamos ver como o Kuznetsov vai se sair, se vai fazer significativa diferença ou é mais para praticar e flexionar os bíceps.

  26. “Coincidentemente ” os EUA rapidamente retiraram seu NAE que estava na area (mediterrâneo e ao alcance de uma chuva desses mísseis e outros) para “reparos”. Sem paixões…análise seria, baseada em fatos lógicos e dados concretos. “
    .
    Isso não é verdade Marcelo

  27. Jorge F.
    .
    você não estava errado quando escreveu “Wasp”… o USS Wasp já recebeu melhorias para operar com o F-35B, aparentemente ele será o
    primeiro navio de assalto anfíbio a opera-los em uma missão. O segundo da classe o USS Essex está passando agora pelas mesmas modificações
    e todos os demais da classe gradualmente irão passar também.
    .
    O USS América e o futuro irmão dele o “Tripoli” continuarão sendo muito mais eficientes na operação de F-35s e MV-22s, pois trocaram a
    doca interna por mais espaço para combustível, peças e melhores condições de realizar manutenções em aeronaves, mas, a partir do terceiro
    da classe uma doca interna será adicionada, menor que no “Wasp” mas ainda assim terá um certo impacto na capacidade de operar e manter mais
    eficientemente as aeronaves.

  28. Os porta-aviões ainda tem o seu valor, mas como disse um colega aí, são grandes alvos, o problema é: quem tem o cacife para neutralizar um PA?
    Russos e chineses proclamam que tem os meios de fazê-lo, no dia em que for necessário neutralizar um Nimitz será com certeza o início do Apocalipse.

  29. Uma vez li que uma das funções de um NAe é ser afundado…parece estranho, mas, é verdade. Os tripulantes exercitam-se à exaustão nos
    procedimentos de controle de danos, incêndios, inundações, etc. Os EUA já perderam NAes em combate além dos que foram avariados e as
    tripulações de hoje sabem que isso poderá voltar à acontecer, então, o que alguns com tantos mísseis estão esperando ????

  30. Gerson Carvalho 2 de novembro de 2016 at 13:38
    “Coloca uma rampa no Opala e compra uma duzia de SU 30 e tamos conversados!”

    .Eu acho bacana a MB ter um PA. Mas imaginemos que ele estivesse totalmente operacional, com ala aérea completa e poderosa. Onde mesmo iríamos projetar poder ofensivamente?

  31. juliano…
    .
    um NAe não tem como função apenas “projetar poder”…ele pode por exemplo tornar os demais navios mais eficientes, seja ampliando a “visão”
    deles ou complementando o poder de fogo…uma força-tarefa nucleada em um NAe será sempre mais eficiente.

  32. Fernando: Bem lembrado! Inclusive o De Gaulle estava(esta?) lá na Síria também. Falha gigantesca minha.
    .
    Dalton: Ao dizer “meio mundo” foi mais força de expressão mesmo. Não tive intenção de comparar o percurso que a US Navy faz para se deslocar, com o que as outras Marinhas precisam fazer. E concordo com você, não existe comparação.
    Assim como não quis comparar o que a Royal Navy fez nas Malvinas com o que os russos estão fazendo agora.
    Foi apenas para mostrar o quanto é raro esse tipo de ação militar. Coisa que desde as Malvinas apenas Ingleses, Americanos, Franceses e agora os Russos fizeram. Obrigado pelas observações.

  33. A Marinha que não tem porta-aviões já está derrotada antes de entrar em combate, se for enfrentar outra que tenha um. Porta-aviões não serve só para projetar poder sobre terra, serve para controlar área maritima, atacar navios e submarinos, realizar minagem com aviões etc

  34. Requena…
    .
    aproveitando seu comentário acima…pessoalmente ainda acho que há muita gente fazendo barulho desnecessário sobre o “Kuznetsov” estar no Mediterrâneo novamente…principalmente daqueles que torcem pelos russos e não há nada de errado em torcer pelos russos, apenas que o punhado de aeronaves que ele transporta não irá mudar muita coisa, por outro lado será valiosa a experiência ganha nessa missão e também como propaganda para a Rússia.
    .

    E falando em propaganda, até mesmo quando a Espanha se recusou a deixar os navios se reabastecerem em um porto seu, acabou colocando os russos como “vítimas” para muita gente…Putin claramente sabe “jogar”.
    .
    abraços

  35. Na próxima vez em que Soldados Brasileiros ficerem presos no fogo cruzado como em Suez? Em outra guerra da lagosta? Quem sabe quando ocorrer mais uma tsunami no Indico ou terremoto no Haiti? Tá bom, só para brincarmos, ou melhor, simularmos um resgate em Honduras…

  36. Alexandre,
    Nem mais…! isso é o que se chama fazer a síntese de todos os post. Quem pode tem. O Brasil pode e não tem. Se os porta-aviões estivessem obsoletos enquanto arma de ataque os chineses não se esforçariam tanto em recuperar um velho e construir mais novos. Ainda por cima quando fazem alarde de armas anti-porta-aviões!
    O que se passa no Médio Oriente é politico, mais uma vez o Ocidente de forma errada andou a apoiar “Primaveras árabes” como se estes quisessem ser governados em democracia. Também não podemos ser ingénuos que esta vontade de intervir tem interesses económicos. A Rússia de há alguns anos para cá mudou de atitude, primeiro era parceiro da NATO e da UE, estava em franca recuperação económica mas Putin teimou em eternizar-se no poder, e rasgar os acordos que tinha com os seus vizinhos e antigas repúblicas da União Soviética, iniciou uma recuperação de territórios que é perigosa para a paz mundial, que vai levar a uma nova guerra fria, a uma corrida aos armamentos, ao aproximar das unidades de combate da NATO das fronteiras russas e ao medo generalizado nos países nórdicos e de leste. Vejam o que acontece com a violação do espaço aéreo da Suécia. A Segunda Guerra Mundial começou por razões semelhantes. A nível interno Putin pode sempre eliminar os seus opositores, e usar toda uma retórica nacionalista num país de fraca tradição democrática.
    A nível regional há também um grave problema religioso entre sunitas e shiitas misturado com a vontade politica da Arábia Saudita e do Irão para dominar a região. Deveriam ser desencorajados e não armados.
    Putin sonha ainda com o velho império soviético e as suas bases de apoio Na Síria, na Venezuela…! É pena, a cooperação entre a Rússia e o chamado Ocidente, a que eles também pertencem do ponto de vista de civilização, poderia trazer um século XXI de paz e prosperidade na Europa e no mundo melhor do que o do período do pós guerra. Com a intervenção na Ucrânia, na Síra e Putin no poder como um Czar o futuro é sombrio.
    Resta alguma cooperação espacial na Estação Internacional e pouco mais. Se não fosse tudo isto o que é que impede o homem de ir a Marte? de fazer a ligação entre a Ásia e a América através do Alasca?

    https://www.noticiasaominuto.com.br/tech/300178/eua-e-russia-discutem-possivelmissao-conjunta-a-venus

  37. Galante mas oq se dizer da marinha alemã na segunda guerra? Ela teve uma estratégia semelhante aos russos; investir mais em submarinos q em meios de superfície, tanto que não lançaram nenhum PA ao mar durante o conflito. Acredito que se for a força atacante a necessidade de um porta aviões é inevitável agora para quem está se defendendo, ou tem uma política defensiva, acredito que investir em outros meios é a melhor coisa.

  38. Fernando, a Alemanha ganhou ou perdeu agindo dessa forma? Lembra do Bismarck? ele seria atacado por aviões se tivesse um porta-aviões para protegê-lo?

  39. Fernando,
    Por isso é que a Alemanha perdeu a guerra ao apostar numa estratégia submarina de ataque para isolar a Inglaterra. Teve muito sucesso no inicio mas quando, ao longo da guerra, os aliados começaram a melhorar o sonar e as tácticas anti-submarinas quem ficou isolada foi a Alemanha. O que seria se desde o início, mesmo antes da guerra, tivessem apostado em porta-aviões, escoltas e navios anfíbios, o que seria da Inglaterra enquanto lutou sozinha? Teria sido possível à Alemanha invadir a Inglaterra através da França? A construção de grandes couraçados revelou-se inútil, o que teria acontecido se tivessem construído porta-aviões com a mesma tonelagem?

  40. Fernando…
    .
    enquanto o Galante não aparece…o que aconteceu com a marinha alemã na II Guerra é o seguinte: a Alemanha perdeu a I Guerra e assim viu
    seus grandes navios confiscados e eventualmente afundados enquanto as potências vencedoras modernizaram seus navios muitos dos quais
    viriam a participar da II Guerra.
    .
    A Alemanha também foi proibida de construir navios por um certo tempo e quando recebeu permissão , seus navios foram limitados a certo deslocamento e certo armamento…como aconteceu com os encouraçados Scharnhorst e Gneisenau, relativamente bem blindados, velozes,mas,
    armados com canhões de 11 polegadas apenas.
    .
    A Alemanha foi proibida também de construir NAes por um bom tempo, mas, talvez muitos desconheçam, foi lançado sim o “Graf Zeppelin” em fins de 1938, mas, com o início da guerra atrasos começaram a acontecer e o navio não chegou a ser completado e o “famoso” plano Z incluía ao menos
    5 NAes até +/- 1945.
    .
    Submarinos eram baratos na época, muitos podiam ser construídos ao mesmo tempo e em pouco tempo e exigiam pequenas tripulações, enquanto NAes por exemplo exigiam grandes tripulações e levavam vários anos para ficarem prontos e a Alemanha não teve o tempo necessário para
    construir NAes, nem pode aproveitar navios para serem convertidos, como fizeram americanos, britânicos e japoneses.
    .
    Os alemães não tiveram alternativa na Segunda Guerra e seus submarinos tinham como alvo principal os navios mercantes para estrangular o
    esforço de guerra britânico, ou seja, navios mercantes que voltavam carregados de bens principalmente dos EUA, mas, com a entrada na guerra dos EUA e a adoção de comboios bem protegidos, já em 1943 a batalha do Atlântico estava perdida.
    .
    Investir em submarinos é bom, mas, eles não podem fazer tudo e são a minoria em todas as marinhas do mundo e tanto russos como americanos
    irão experimentar uma diminuição nos números na próxima década…o ideal ainda é ter uma marinha bem equilibrada.
    .
    abs

  41. Bastariam à Alemanha dois porta-aviões e uma força anfíbia de fuzileiros e a Inglaterra teria ficado condenada em 1940. Com toda a força aérea alemã nos aeródromos franceses a apoiar o desembarque, os porta-aviões teriam metido a poderosa marinha inglesa na defensiva. Hitler que gostava tanto de armas modernas não apostou nos porta-aviões, em 1940 bastariam metade dos submarinos que fariam o ataque direto à esquadra inglesa. Hitler pensou que estrangulando economicamente a Inglaterra esta se renderia, o seu foco depois seria o “espaço vital” no leste da Europa. Não coordenou nada com os aliados japoneses, esses sim, com os seus porta-aviões conquistaram quase todo o Pacífico. Claro que provocaram a entrada dos Estados Unidos na guerra e tudo se precipitou também para a Alemanha. Cometeu outro erro enorme do ponto de vista estratégico, apesar de ter mobilizado e treinado a força para isso. Não tomou Gibraltar e fechou o Mediterrâneo, não chegou a acordo com Franco. Todas as forças Britânicas e colónias no norte de África teriam caído como um baralho de cartas. Ainda bem que foi assim…!

  42. Fidalgo…
    .
    acho que não…os hipotéticos NAes alemães no Canal estariam vulneráveis à ataques inclusive dos submarinos britânicos e a marinha alemã
    após a campanha na Noruega em 1940 estava em péssimo estado…um novíssimo cruzador pesado, 2 cruzadores leves e 10 contratorpedeiros
    foram perdidos e havia um grande número de navios danificados, simplesmente a marinha alemã não possuia navios suficientes para dar cobertura
    a um NAe quem dera dois !

  43. Dalton,
    Os porta-aviões alemães não teriam de ter entrado no canal, teriam apenas de impedir a marinha britânica de atacar as forças de desembarque. Assim, a batalha aérea que se desenrolou depois seria muito mais curta e com objetivos muito concretos, de estabelecer uma cabeça de desembarque. Claro que estamos no mundo dos se… e, como disse a marinha alemã de superfície estava em mau estado porque apostaram tudo em submarinos. eles tinham capacidade técnica para isso. Nunca criaram o conceito de força tarefa. se o tivessem feito teriam uma janela de oportunidade logo até na retirada inglesa de Dunquerque, foi tudo entregue à força aérea. Claro que possivelmente Hitler não contou com a derrocada da França em tão pouco tempo.

  44. Fidalgo…
    .
    com tantas aeronaves baseadas na França, as 80 aeronaves dos 2 NAes, 40 em cada um, conforme os planos para o “Graf Zeppelin, não teriam
    nenhum impacto ainda mais que metade seriam caças e a outra metade bombardeiros de mergulho baseados no “Stuka”…os NAes britânicos nem
    mesmo permaneceram por perto.
    .
    E a frota de superfície alemã não estava em mau estado porque apostaram tudo em submarinos e sim como expliquei acima, não houve
    tempo para construir uma depois de 1918 e em 1940 a marinha alemã tinha poucos submarinos…e muitos estavam em manutenção ou transito,
    apenas em meados de 1942 o número alcançou 100 submarinos disponíveis, mesmo que parte estivesse em transito, indo ou retornando o
    que significava ainda menos em suas áreas de caça.

  45. Dalton,
    Agora imagine uma ou duas forças tarefa baseadas em porta-aviões que, durante um desembarque em Inglaterra, ameaçassem as bases da marinha inglesa no norte da ilha… todas os navios ingleses teriam de ser mobilizados para as enfrentar. Claro que as opções foram outras, não havia forças de desembarque nem task force baseadas em porta-aviões. Hitler também estava certo que poderia atacar a Polónia, como tinha feito com a Checoslováquia, sem uma declaração de guerra franco-britânica… nem sequer tinha forças blindadas para combater em duas frentes, caso os franceses saíssem da linha Maginot… ou seja mais olhos que barriga!

  46. Dalton, estes avioes que estavam baseados na França, proximos a Calais acho, ao atravessar o canal tinham pouca autonomia sobre a Inglaterra, qdo armados de uma Bomba. Mas sei la, se tivesse um PA se ele poderia ficar muito proximo da Inglaterra…poderia ser perigoso.

  47. Space…
    .
    um NAe alemão próximo da “Inglaterra” seria vítima da RAF, especialmente durante a batalha da Inglaterra, seria um alvo fácil e Hitler jamais
    teria permitido isso, vide o conservadorismo que exigia de seus almirantes quando os grandes navios saíam em missão.
    .
    Fidalgo…
    .
    o mesmo acima vale também para sua hipótese…talvez você esteja pensando também no caso do “Bismarck”, realmente grande parte da Royal Navy
    foi reunida para cerca-lo, mas, a preocupação era que ele escapasse para os confins do Atlântico e ameaçasse os navios mercantes, ele não
    foi uma ameaça direta à base de Scapa Flown ao norte e um NAe ou 2 também não seriam até porque eles provavelmente teriam sido utilizados
    na Noruega, praticamente toda a marinha alemã foi e o resultado é que além de severas perdas em navios afundados ou danificados, os navios
    intactos necessitavam um pouco de “descanso” também.
    .
    Os NAes se é que pudessem estar disponíveis após a campanha da Noruega teriam pouca escolta e teriam que se valer de navios de reabastecimento localizados em pontos pré estipulados relativamente próximos de um objetivo como Scapa Flown e os submarinos britânicos
    também não estavam para brincadeira…o então ainda chamado “Deutschland” quase foi perdido e o “Gneisenau” bastante danificado, ambos
    por torpedos de submarinos britânicos.
    .
    São apenas hipóteses claro, o “Graf Zeppelin” só estaria pronto para iniciar os testes de mar no início de 1941, mas, antes disso o navio teve
    seu acabamento interrompido, até mesmo os canhões reservados a ele ou já instalados haviam sido disponibilizados para defesa costeira.
    .
    Mas, ele não foi completamente esquecido, o ataque a Taranto e depois a Pearl Harbor mostrou aos alemães que eles estavam em desvantagem
    por não terem um NAe e em 1942, tarde demais, ordens foram emitidas para que as obras fossem retomadas, mas, em 1943, depois do fiasco
    dos cruzadores “Hipper” e “Lutzow” Hitler não quis saber mais de navios de superfície, Raeder resignou e foi substituído no comando da
    marinha por Donitz.

  48. Gente, pensem no reverso. Quantos porta-aviões os aliados utilizaram para apoiar Overlord, a invasão da França? Não era necessário. E olha que em 1944 quase não havia oposição aérea sobre a área de invasão, o que a Luftwaffe nunca conseguiu garantir sobre a Inglaterra, o que exporia os NAes alemães à um risco tremendo.
    .
    No caso da Inglaterra, o que os alemães precisavam eram de aeronaves de caça eficazes e de longo alcance.
    .
    Outra coisa interessante é que, se me lembro bem, houve um certo desentendimento entre Luftwaffe e Kriegsmarine sobre quem operaria os aviões no Graf Zeppelin, sendo que ambos queriam reter controle sobre as operações aéreas. O que me lembrou imediatamente de um certo país sul-americano hehehehe

  49. Dalton.

    Otima analise o almirante Donitiz calculou que a marinha Alemã só estaria pronta pra entra em guerra contra os Âmis em 1945 mas Hitler não escutou!!!

    Mas isso é outra historia..rssrs….

  50. Dalton, Alexandre Galante,
    Lendo e aprendendo. De fato, considerando o Terceiro Reich, se além os U Boats, tivessem NAes como os States, como disse o Fidalgo, o que teria sido da Inglaterra?
    O Kuznetsov me parece uma tentativa sem convicção do Urso de entrar nessa seara. Se construirem um NAe puro sangue, como seria melhor mobilia-lo? Caberia uma versão navalizada do Su 50?

  51. Lendo todos os comments, parece que os PA alemães não teriam feito mesmo efeito contra os anglo-vikings-saxões.

  52. Juliano…
    .
    como mencionei acima…os alemães simplesmente não tiveram tempo para criar uma grande armada depois de 1918. Aeronaves podem ser construídas às centenas em um espaço físico relativamente pequeno…a grosso modo se você dá 15000 fuzis para 15000 homens você tem uma divisão…navios de guerra são mais complexos para se construir e levam muito tempo até estarem de fato prontos para combate, ainda mais quando à
    Alemanha esteve proibida de construir navios por muitos anos e limitada a tipos e quantidades.
    .
    SE…por algum motivo os britânicos tivessem relaxado antes as imposições contra a construção de certos tipos de navios e também às
    quantidades deles e os alemães tivessem iniciado mais cedo à construção de NAes, isso no mínimo estimularia novas construções por parte dos
    britânicos e ao despender mais recursos para construção de NAes menos submarinos seriam construídos e esse foi um dos motivos, priorizar
    a construção de submarinos , que paralisou a finalização do “Graf Zeppelin”.
    .
    Não havia muito que à Alemanha pudesse fazer, era a típica situação se ficar o bicho come se fugir o bicho pega.
    .
    Quanto ao futuro NAe russo, ele ainda está muitos anos no futuro, não há nada de concreto ainda, mas, o SU-50 “navalizado” tem sido
    tentativamente incluído como um provável componente da ala aérea.
    .
    abraços

  53. Boas,

    Só uns acrescentos:

    1 – Tanto a Alemanha na 2ª Guerra como a URSS e a Rússia hoje em dia são/eram potências terrestres/continentais. As marinhas nestes casos são sempre as parentes pobres e a sua função é primordialmente de protecção/interdicção/disuasão. A doutrina naval russa sempre foi de proteger a aproximação à pátria e impedir os CSG americanos de actuar impunemente. Porta-aviões aqui têm sempre um papel limitado, são caros e dificeis de manter. O submarino é a arma ideal, assim como uma porrada de corvetas/destróiers/cruzadores + baratos com misseís anti-navio como os P-700.

    2 – A Inglaterra e os EUA (estes a partir do séc XX) sempre foram potências marítimas/coloniais (quem tem 800 bases pelo mundo sim é uma potência colonial). O porta-aviões nestes casos é uma forma de projecção de poder/intimidação/ferramenta de política externa. Colocar 80 aeronaves numa base auto-sustentada em qualquer ponto do globo sem precisar de autorização de ninguém é obra e impõe medo e respeito. Sem os porta-aviões, como é que os EUA, na práctica quase uma ilha, projectam poder eficientemente?

    Neste momento os EUA estão envolvidos em 7 (SETE) conflitos armados, da Somália ao Yemen, Iraque, Afeganistão, Síria, Libia, Norte do Paquistão.

    Dito isto, há quem argumente hoje que os porta-aviões são adequados para enfrentar países de 3º mundo, sem estruturas de A2D eficientes. Como ferramentas de first strike numa luta peer to peer, são demasiado visíveis e têm de se colocar demasiado perto da costa. Estão vulneráveis a misseís e submarinos e além do custo proibitivo. necessitam de um grande CGS à volta, o que também come recursos.

    A viagem do Admiral Kuznetsov é uma oprtunida de fazer propaganda politica, bater no peito, mas também de criar doutrina e treinar procedimentos. Acho que a Rússia continua a manter a mesma doutrina, daí termos tantas corvetas/fragatas novas armadas até aos dentes, e vai manter os porta-aviões como simbolo de status apenas e para intervenções pontuais.

    Já a China é um caso bem mais curioso: temos uma potência continental tradicional como a Rússia,a criar uma força expedicionária/maritima para assumir um papel global/colonizador (vide os investimentos em África, Filipinas, etc).

    Cumprimentos de Portugal

  54. O debate esta de alto nível , um leigo entrando para embaçar. Achei curta a pista no pouso para este caças , em 1,41 do vídeo. Se o cabo falhar tem potencia para arremetida neste pedacinho de pista?
    Grato!

  55. Dalton
    Obrigado pela resposta, realmente os chucrutes não tinham muita saida.
    Um PA com uns 30 Su50 seria de arrepiar.

  56. Dalton,
    Ontem fui dormir… é uma questão de fuso horário.
    estou de acordo com o que disse, a Alemanha era uma potência continental na segunda guerra, por isso, a marinha era limitada e tiveram que fazer escolhas. Uma coisa é certa, foram os alemães que atacaram primeiro os seus vizinhos ocidentais e obtiveram vitórias rápidas, se tivessem uma marinha mais equilibrada e capaz de projetar força, teriam tido a hipótese, durante o ano de 1940 de conquistar toda a Europa Ocidental. Conhece de certeza aquele discurso de Churchill, de mobilização de toda a Grã-Bretanha, os hunos estavam à porta e eles praticamente não tinham exército. Neste caso os porta-aviões e forças de desmbarque teriam dado muito jeito, por isso referi uma possível invasão da Inglaterra e a conquista de Gibraltar. Se isso tivesse acontecido a guerra teria sido muito diferente. Também, como referi anteriormente, Hitler precipitou tudo, esticou demais a corda e não estava preparado para a guerra. As vitórias que obteve no ocidente não foram totalmente exploradas e ainda lhe deram a ilusão que podia combater em duas frentes. Por isso acabou isolado no bunker em Berlim… com um tiro na cabeça!
    um abraço

  57. Acho que não leram meu comentário todo. lá no início do blog!!!

    ” É, o tempo de que só a US Navy era a rainha dos mares já era!! Isso sem falar da China, que está por ai tb! Quis dizer de demostração de bandeira, não de projeção de força pois, convenhamos, 10 PA nucleares ainda são 1.000.000 de Toneladas de Diplomacia!!!..”

    Não disse que as Marinha Russa e Chinesa são maiores que a NAVY!!!! 10 PA`s AINDA são 1.000.000 de Toneladas de Diplomacia!!!

    O que quis dizer que feriu as meninas foi que, não só a NAVY agora fica por ai mostrando a bandeiras, a Russia e a China querem entrar no jogo!!

    O resto fica batendo palmas!!!

  58. Você não ta se esquecendo da Índia marcelo ? Se nao me engano a China hoje tem somente um PA operacional, assim como os indianos. E o seguinte: tenho a impressão que o Vikramaditya e seu grupo embarcado são superiores ao Kusnetsov.

  59. Caros
    .
    Existem várias funções que podem ser exercidas por um NAe e até um “NAe anfíbio” como um Carvour ou Juan Carlos I. Perfis de invasão, ataque ao continente, interdição marítima e até superioridade aérea (os anfíbios americanos como o Wasp, com o F-35B estarão aptos a fazer superioridade aérea também).
    NAes CATOBAR são mais capazes por serem maiores, conseguirem lançar aeronaves mais carregadas de armamentos e em menor espaço de tempo, porém, são absolutamente mais caros.
    .
    Sou da tese que o A-12 deve ser abandonado, revendido ou vendido para desmantelamento. O custo de 1 bilhão de euros para restauro é absolutamente incerto, além de que, ninguém sabe se ele um dia voltará a operar com todo o esplendor de quando era novo em folha (trocar geradores elétricos, conjunto propulsor, sensores e armamentos não vai ser rápido, barato e simples, além de que, vários novos problemas podem ir aparecendo).
    .
    A soma é tão exdrúxula que, para fins de comparação, daria pra comprar um Juan Carlos I zero km, com um esquadrão de 7 F-35B (segundo o ministério da defesa espanhol, o NAe anfíbio custou 462 milhões de euros https://web.archive.org/web/20120117175026/http://www.revistatenea.es/revistaatenea/revista/PDF/documentos/Documento_1026.pdf e segundo o site oficial do F-35, cada modelo “B” sai a 104 milhões de dólares https://www.f35.com/about/fast-facts/cost). A variante B, a despeito de ser a mais complicada em tese, é a primeira a entrar em ação (vai nos próximos dias). Dois bilhões de euros já constituiriam uma força aeronaval/anfíbia considerável, ao passo que o A-12 tem tudo para ultrapassar essa soma e não operar com o mesmo desempenho.
    .
    Porém, vamos seguir vendo. Maionese bad-trip splashs again.
    .
    Saudações a todos.

  60. Ivany Junior 3 de novembro de 2016 at 17:53
    .
    “O custo de 1 bilhão de euros para restauro é absolutamente incerto…”
    .
    Quem divulgou o custo de 1 bilhão de Euros, a MB? a DCNS?
    .
    “A soma é tão exdrúxula que, para fins de comparação, daria pra comprar um Juan Carlos I zero km, com um esquadrão de 7 F-35B (segundo o ministério da defesa espanhol, o NAe anfíbio custou 462 milhões de euros ”
    .
    O contrato do BPE é de 2003 e não envolve nenhum tipo de ToT ou compensação econômica sendo que é um navio feito na Espanha para os Espanhóis. Dá uma olhada quanto os Australianos estão desembolsando pelo Camberra e pelo Adelaide alguns anos depois. Um BPE, para o Brasil, não sai por menos de U$ 1,5 bilhões nos dias de hoje. E isso chutando baixo.
    .
    “e segundo o site oficial do F-35, cada modelo “B” sai a 104 milhões de dólares ”
    .
    Pra quem já tem tudo encaminhado para operar o bicho. Coloca assistência, treinamentos, “N” equipamentos para logística, armamentos e tudo o mais para que você possa vir a operar o caça para ver se essa conta fecha em 104 milhões por F-35B.

  61. Srs

    Quanto a reforma?modernização do A12:

    O valor que foi divulgado como estimativa inicial da MB foi de 1 bilhão de reais, preço da época (quase dois anos atrás) e não 1 bilhão de euros.
    Em princípio, a proposta era a troca do sistema de propulsão atual de turbinas a vapor por motores elétricos e geradores diesel. O mesmo se aplicando ao sistema de geração de energia elétrica. Seria mantido apenas um conjunto de caldeiras para gerar vapor para as catapultas.
    Esta, parece, foi a sugestão da DCNS.
    Porém, esta não é a única solução possível. Em principio, não há razão técnica contra a adoção de uma solução diferente, mais conservadora, que seria, simplesmente recuperar o sistema atual de caldeiras e turbinas a vapor, o que a princípio representaria um custo menor e seria possível de ser feito no Brasil, ou, na pior hipótese, em outros países, por exemplo no Tio Sam ou até na Rússia ou China.
    Há, claro, comentaristas aqui no PN que entendem que tal reforma, conforme divulgada, sairia por 1 bilhão de dólares e não 1 bilhão de reais, mas isto é um chute, pois apenas com uma avaliação dos equipamentos é que seria possível obter-se uma estimativa mais fundamentada.
    O fato é que, se a estrutura geral do navio estiver em bom estado, uma reforma/modernização de seu sistema de propulsão e geração de energia elétrica sairá mais em conta do que a compra de um navio novo de porte/capacidade similar.
    Olhando os números, a reforma em si da A12 não é um investimento elevado, porém é importante observar que ela só teria sentido se estiver casada com outras medidas como a modernização dos A4, a obtenção de uma solução AEW e a recuperação/obtenção de mais escoltas, além do aproveitamento do contrato dos Gripens para obtenção de uma versão naval (um projeto mais estratégico que a do Gripen biplace).
    Do ponto de vista do Brasil querer ter algum grau de influência no Atlântico Sul, o A12 com aviões (que sejam os 20 A4 modernizados, 12 Gripens Navais, 4 AEWs e 4 Helis), 2 escoltas com capacidade AA de área e 4 escoltas ASW, seria um ótimo argumento. É claro que para dispor de tal capacidade, a MB precisaria ter mais escoltas que as citadas bem como navios de apoio.
    Certamente parece um sonho mas seria bem factível se parte do dinheiro hoje qeuimado no PROSUB (10 bilhões de dólares) fosse, em parte aplicado em tal projeto.
    Antes que o mantra do Juarez (ter não é operar) seja citado, cabe observar que a MB teria que gastar menos com pessoal e mais com o custeio para manter a esquadra em condições operacionais.

    Sds

  62. Bardini
    .
    Leia o pdf. Trata-se de gastos em 2011. Dá uma olhada na página 33, tem uma tabela bem explicadinha. E pelo contrato, ao que entendi, era pra ter saído a 371 milhões de euros, porém, isso está dentro do orçamento. O que mais chama atenção ali pra mim é o custo do Typhoon para os espanhóis até aquela data (11 bilhões de euros!). Provavelmente algo nos moldes do Izumo da IHI pode ser construído mais barato, mas eu não achei nada oficial sobre os custos deles.
    .
    Em custos sobre o Camberra, vi neste link (http://www.news.com.au/national/australian-strategic-policy-institute-raises-doubts-over-abbott-government-plan-to-rebuild-newest-warships/news-story/0bf575b73d24f34a1511d2a90d7250af) que os custos sobre a modificação para que ele opere com F-35B seria de 500 milhões de dólares por navio, além do custo por aeronave quase que igual ao que expus acima.
    .
    Sobre os custos de reparo do A-12, vi algo sobre isso aqui mesmo no aéreo, se não reportagem oficial, mas comentários de quem entende do assunto. Se uma simples vistoria custou quase 400 mil euros, imagine remotorização, troca de sensores, troca de geração de energia e de armamento? E os problemas que surgirão quando for mexer na estrutura? Porque a caldeira de geração de eletricidade interna está avariada, e já matou gente, a propósito.
    .
    Então, fica a reflexão. Eu, por análise de alguns projetos revitalizadores de belonaves dessa idade, já estou cansado de saber que não compensará, não é viável, e mesmo que a Maionese bad-trip teime em fazer, jamais irá ficar como novo, além de que, teria limitações seríssimas estruturais (mesmo que como novo) para operar com vetores mais modernos (como o próprio Rafale M, F/A-18E e F-35C).
    .
    Só compensa “ToT” se o impacto econômico tivesse um saldo positivo para a população local. Melhor comprar de prateleira (estou sugerindo tudo de prateleira). Só compensa se fabricar nacionalmente algo se houver uma metodologia que implique em produtos de mesma qualidade ou superior a custos e prazos inferiores aos outros players do mercado. O Super Tucano, Tucano, Xingu e Brasília tiveram seus dias de glória, e até o E-99 foi vendido a algumas nações amigas. Mas nunca dará pra competir com EUA, Alemanha, Inglaterra, Espanha, Coréia do Sul e Japão na qualidade e eficiência de belonaves náuticas desse porte. Outra Maionese bad-trip.
    .
    Então, Maionese bad-trip forever and someone like’s that.
    .
    Se isso continua, em 2030 estaremos comentando que o A-12 pode voltar a ser operacional em 2040, portando os temíveis A-4K modernizados, correndo o risco de dizimar toda e qualquer força oponente por apoplexia.

  63. control 3 de novembro de 2016 at 22:35
    .
    Você foi direto ao ponto, no meu entender.
    .
    Penso que a questão do NAe deve ser encarada e analisada dentro de todo um planejamento de longo prazo e não a curto prazo. A desativação do NAe implica em remodelar todos os estudos do PRM. É certo que isto torna toda a discussão um tanto quanto “utópica”, pois isto resume bem o que é planejar a longo prazo no país. Mas é inevitavel não discutir e planejar-se para o futuro, mesmo se garantia e previsibilidade alguma.
    .
    Isto posto, é preciso entender que não é simples desfazer-se do NAe, ou até mesmo implementar outro meio que não seja o CATOBAR, como um NPM. Em tese, este navio é a peça chave e central que modela todas as necessidades e meios da Esquadra.
    .
    – A quantidade e capacidade dos escoltas está diretamente ligada a presença ou não do NAe na esquadra.
    – As características de um Navio de Apoio Logístico estão diretamente ligadas ao NAe e seu grupo.
    – As características e quantidade de meios de Contra Minagem, estão diretamente ligadas a necessidade de fornecer proteção aos navios da esquadra, navios estes que são definidos pela existência ou não do NAe na Esquadra.
    – A quantidade e as características das aeronaves da Marinha, são definidas em grande parte pelo NAe e seu grupo.
    – Os meios de Assalto Anfíbio estão intrinsecamente ligados ao NAe e seu grupo.
    – A doutrina da força está diretamente ligada a existência do NAe na Esquadra.
    .
    Discutir a desativação ou não de um NAe na esquadra não é tarefa simples.
    .
    Mas no final das contas, acredito que o grande motivo de se discutir o NAe esteja ligado a um problema que no meu entender, não é especificamente gerado pelos meios da esquadra e nem pelo NAe, ou seja, a falta de dinheiro cronica que impede manter e operar não é causada por estes fatores.
    .
    O problema e o que deve-se discutir é o quadro de “ativos que GERAM inativos”. Atenção: ativos QUE GERAM inativos. A quantidade de ativos (ou seja, o tamanho do contingente), no meu entender não é o grande problema. O problema esta na quantidade de ativos QUE PASSAM para o quadro de inativos (e eu quero deixar bem claro que não tenho nada contra estes que dedicaram sua vida a força, não é este meu ponto). É preciso rever estes gastos urgentemente e voltar a ter uma marinha composta por marinheiros.
    .
    Pg 27, o PDF que eu adoro citar: http://www.defesa.gov.br/arquivos/lai/despesas/serie_estatistica_2014.pdf
    .
    Gastos da Marinha em 2014 (em milhões):
    Ativos: 5.352.377
    Inativos: 9.203.760
    Subtotal: 14.556.137
    Em paralelo a isso, vejam a discrepância:
    Custeio: 2.429.436
    Investimentos: 2.950.367
    Subtotal: 5.379.803
    .
    Volto a dizer o meu ponto: O problema da MB (assim como das outras forças) não está no NAe São Paulo. O problema parece estar em outro lugar.

  64. Ivany Junior 3 de novembro de 2016 at 22:46
    .
    “era pra ter saído a 371 milhões de euros”
    .
    Não entendi de onde saiu este número, mas acredito que você não é ingenuo o suficiente para acreditar que cada LHD tenha custado esta cifra aos australianos, sendo que de qualquer forma, isto não cobriria nem as modificações que seriam necessárias para se operar os F-35B, no valor de ~U$500 milhões, como citado no corpo do texto.
    .
    “além do custo por aeronave quase que igual ao que expus acima.”
    .
    Sim, o custo das aeronaves é próximo ao que você comentou anteriormente. Mas para os Australianos, que estão inseridos no programa do JSF. Não é o valor para uma mera compra de prateleira, como seria em um hipotético caso do Brasil.
    .
    “Se uma simples vistoria custou quase 400 mil euros”
    .
    “simples” vistoria?

  65. Bardini
    .
    Estou falando do custo para a Espanha. Austrália não opera Typhoon. Na página 33 do primeiro pdf que enviei tem uma tabela de custos dos principais programas de defesa deles.
    .
    Não foi vistoria, foi assessoria e bem mais caro mesmo:
    “DIRETORIA-GERAL DO MATERIAL – EXTRATO DE INEXIGIBILIDADE DE LICITAÇÃO
    Termo de Inexigibilidade de Licitação n° 002/2014.
    Objeto: Contratação de serviços de assistência técnica para assessorar a realização da modernização e manutenção do sistema de propulsão do Navio Aeródromo São Paulo, por dois (2) anos.
    Contratada: DCNS.
    Valor: 1.710.580,00 Euros (hum milhão setecentos e dez mil e quinhentos e oitenta euros).
    Fundamento Legal: Art. 25°, Inciso II da Lei nº 8.666/1993. Autoridade Ratificadora: Diretor-Geral.”
    http://www.naval.com.br/blog/2014/11/26/dcns-vai-assessorar-a-marinha-do-brasil-na-modernizacao-do-porta-avioes-sao-paulo/
    .
    Imagina aí remotoroziação, troca de sensores, troca das caldeiras por geradores de eletricidade, catapultas, etc…
    .
    Carlos
    .
    Belíssimo vídeo. Porém o início parece ser a série encomendada pela Turquia e depois se mostra um modelo yankee (parece-me o Wasp).
    Saudações.

  66. Belo vídeo realmente e o Ivany está certo…no fim é o USS Wasp mesmo, já que como existem apenas imagens de navios de assalto anfíbio dos EUA
    operando com F-35Bs e MV-22s serve de ilustração para futuro emprego em navios derivados do “Juan Carlos I”.
    .
    “…que sejam os 20 A4 modernizados, 12 Gripens Navais, 4 AEWs e 4 Helis), …”
    Control…
    .
    só para clarificar uma dúvida de outros leitores…nunca houve expectativa que todos os A-4s seriam modernizados…apenas 18 dos 23 vieram em
    condições de voo, os 3 biplaces e 15 monoplaces, estes é que seriam modernizados, mas, infelizmente apenas 12 foram selecionados, e por
    tudo que já li, os biplaces não são adequados para operar embarcados e destinam-se ao treinamento baseados em terra e com a infeliz
    perda de um dos A-4s modernizados e seu piloto, se não houver uma reposição na linha de modernização, serão apenas 8 monoplaces os
    candidatos a serem embarcados quando e se o NAeSP retornar ao serviço.
    abs

  67. 1.710.580,00 Euros (hum milhão setecentos e dez mil e quinhentos e oitenta euros). Cotação do Euro na data 26/11/16 R$3,19.
    Está grana para acessória se somara ao custo de modernização? Daria para pagar manutenção e modernização de navios em serviço?

  68. Bueno
    .
    Só para assessoria e se vence esse ano (contrato de 2 anos). Como não devem ter feito nada no navio (ou quase nada) a dcns achou bem gostoso esse contrato.
    Pra variar.
    Até porque um negócio desse não se moderniza em 2 anos nem com um grande player fazendo, avalie aqui…

  69. Jovem Dalton

    Realmente erramos quanto ao número 20, pois pelas notícias, um dos 20 caiu.
    Porém quanto ao resto, não consideramos, na possibilidade aventada, o contrato de modernização de apenas os 12 previstos. A idéia proposta considera a modernização de todos os A4 monoplaces disponíveis (mesmo os considerado para spare parts), no caso atual seria de 19.
    Aliás, investir em modernização de 3 aeronaves (as biplaces) apenas para elas servirem para treinamento considerando a escassez absoluta que o país e a MB tem de aviões de caça/ataque, reflete bem a estranha lógica que norteia a MB.
    Se formos, ainda, basear-se na lógica da MB, estaríamos considerando que não haveria aviões AEW, pois a MB partiu para o estranho processo de modernizar primeiro os COD (provavelmente para o transporte dos almirantes) quando o lógico e mais prioritário seria obter AEW`s, se o objetivo era defesa de frota.
    Quanto aos custos de qualquer negócio com os franceses neste período Pré-Lava Jato, esqueçam, não são referências válidas de custos. Sempre serão muito acima do normal e sempre haverá consultorias e TOT`s que levarão os custos às alturas.
    Portanto é bom terem os dois pés atrás quando se tratar de negócios com os franceses no período Brasil Potência.
    Até por isto que citamos que seria sensato não ficar com a proposta da DCNS, de solução cara e de difícil execução, quando há alternativas menos custosas e de realização mais simples.
    A lembrar, o objetivo seria dar ao Brasil alguma capacidade crível de defesa marítima com uma esquadra capaz de operar e combater no Atlântico Sul longe da costa brasileira. Para isto o A12, as escoltas, os AEW e pelo menos dois esquadrões de caça e ataque (A4s e Gripen).
    E se a MB fizesse como os americanos, que primeiro trataram do reator e depois trabalharam no casco, poderia renegociar o danado do PROSUB jogando para frente o cronograma de desembolso (em prejudicar o projeto e a data final de lançamento da baleia branca). e sobraria din din para tocar a recuperação da força de superfície, escoltas e o A12 e até para os A4.

    Sds

  70. Control…
    .
    treinar e manter a proficiência dos pilotos é absolutamente fundamental…lembre-se que um NAe seja ele de qualquer nação que for passa a maior
    parte do tempo atracado/indisponível. Os EUA dão imensa importância a isso, não abrindo mão de manter inúmeras aeronaves reservadas para
    treinamento que são apenas deslocadas para linha de frente quando ocorrem acidentes inutilizando aeronaves, tanto que os esquadrões de
    treinamento servem também como repositores, como por exemplo os VFAs 106 e 122 com Super Hornets.
    .
    Conforme noticiado no fim dos anos 90, apenas 18 A-4s vieram em condições de voo e isso é absolutamente normal. Dos 20 monoplaces, um
    está devidamente “espetado” na BAENSPA como monumento e outro é usado como “mock up” a bordo do NAeSP para auxiliar no treinamento do manuseio de aeronaves, a US Navy faz a mesma coisa com aeronaves que não voam a bordo de seus NAes, portanto não há como considerar
    a modernização de “19” , 20 (-) 1 perdido em acidente como você sugeriu.
    .
    A importância do treinamento também pode ser notada na FAB que deverá priorizar a modernização dos F-5 biplaces adquiridos da Jordânia
    de um lote de 11 aeronaves, 3 são biplaces (F).
    abraços

  71. Pessoal, desde já agradeço o alto nível do debate. Estou aprendendo muito.
    .
    Eu não sabia que os AF-1A (TA-4KU) não eram ‘carrier capable.’ De fato, acreditava que assim como os TA-4J, eles eram perfeitamente capazes de serem utilizados à bordo. Imaginei então que talvez fossem mais pesados do que os monoplaces e talvez o A-12 não fosse capaz de operá-los, mas caso fosse outro navio, maior e com uma catapulta mais forte, isso não aconteceria. Então fui pesquisar um pouco.
    .
    Os A-4KU foram feitos tendo como base o modelo A-4M com algumas modificações e comecei à procurar à partir daí. O A-4M foi, inclusive, oferecido aos franceses em 1972 e testado à bordo do então Foch. O TA-4Ku foram versões biplaces também baseados no A-4M, o que os tornam algo parecido com o OA-4M, que foram conversões de TA-4F’s com a eletrônica embarcada dos A-4M. E o OA-4M também não é aprovado para operações embarcadas. Por que? Ainda não sei, mas é o que diz na página 29 do manual dele:
    .
    http://aviationarchives.blogspot.com.br/2016/10/douglas-oa-4m-skyhawk-flight-manual.html
    .
    Vou procurar ainda dentro do manual para ver se existe alguma explicação para essa limitação, mas acredito que seja o mesmo motivo para os TA-4KU operados pela MB.
    .
    Ainda sobre isso, Control, nesse caso eu concordo com o Dalton. Acho que se é para oferecer treinamento efetivo, tanto biplaces quanto monoplaces tem que estar no mesmo padrão.
    .
    Sobre a priorização sobre a modernização dos COD sobre os AEW, acredito que seja assim por dois motivos. Primeiro, o de garantir a logística, e o segundo é que tecnicamente acredito que a modernização de um COD é muito menos complexa e mais barata do que o desenvolvimento de uma versão AEW para um Trader/Tracker, então acho que era mais fácil dar um pontapé inicial com os COD. Claro que, atualmente nem faço idéia de qual estágio essa tal modernização se encontra, se é que ela está indo adiante com a famigerada falta de verbas.

  72. Alexandre
    Excelente!
    Controle de área marítima!
    Um Porta-Aviões com sua escolta, de 4 ou 5 fragatas tem uma capacidade de cumprir esta Tarefa muito maior do que talvez 10 fragatas e corvetas… modo de dizer.
    Não é um meio desprezível, não.
    Acham realmente que as marinhas americana, inglesa, francesa etc, os tem de capricho?
    Basta ver a marinha chinesa. Conforme seus interesses e investimentos crescem além mar, estão adotando este meio.
    A Índia não tem histórico ofensivo além mar e possui os seus, e não creio que seja só pelo Paquistão.
    A MB tem razão em querer ter o seu.
    Mas ele é capenga!! É!
    Mas quem tentar controlar nosso mar, precisa ter um também! Só isso define muita coisa! Lógico! Não podemos deixar como está! Essa crise detonou o Brasil e, de quebra, nossas FFAA, mas N Ae é importante pra burro!
    Mais ou menos é o caso dos blindados! O leopard 1 é ultrapassado! É! Mas por sua existência, meios bem superiores em quantidades significativas é q podem trazer ameaça. E aí? Quanto custa? Será q dá?
    Percebam a dimensão dos combates aeronavais no Pacífico na IIGM. Diferenciem do Atlântico. Olha como foi a campanha das Malvinas. A Inglaterra não teria reavido as ilhas nunca! Sua falha foi não ter embarcado Anv AEW, o q foi logo resolvido. Imaginem uma frota sem Cobertura aérea!!! A-4 com bomba burra deu trabalho!!!
    Novamente, NAe não deve ser só sonho, não. Como a crise está cruel, pelo menos negar o mar deve ser feito, com submarinos, mas a ideia é valida do NAe.
    O q acho demais são duas esquadras. Ai, sim, tá puxado.
    É o q penso… sem muitas paixões.

  73. Srs
    Jovem Dalton
    Oops. Falha nossa. Esquecemos o pobre A4 usado para decoração.
    De qualquer forma, a questão primária é que o A12 precisaria estar operacional e para tanto ele precisa ter aviões em uma quantidade minimamente adequada. Ora, aviões precisam de manutenção, tanto que para alinhar 12 é preciso dispor de 15 a 18 (dependendo da agilidade da manutenção). E como o Brasil só dispõe dos A4 navais, o lógico é deixar em plena condição de uso todos os aparelhos possíveis. E isto com um investimento baixo.
    Dentro desta visão de priorizar a plena operacionalidade da esquadra é que as decisões do almirantado são questionáveis, seja pelo descaso com as escoltas, seja com a interminável manutenção do A12, seja com a extremamente demorada recuperação/modernização dos Trader (isto sem se levar em conta que numa escala de prioridade, entre AEWs e CODs, os primeiros seriam mais urgentes para dar a esquadra maior capacidade) e da novela interminável da modernização dos A4.
    Isto sem considerar que a opção pela modernização de apenas 9 monoplaces já sinalizava e sinaliza um pensamento pouco focado na capacitação do A12 para operar adequadamente.
    E a desculpa de que não há din din, não cabe, pois ao mesmo tempo que a MB empurrava com a barriga os projetos e as manutenções (conduzindo para a sucata parte da força de escoltas), aumentava o quadro baseada numa futura segunda esquadra levando o dispêndio com pessoal a mais de 90% do orçamento (uma estranha inversão da ordem das coisas, outros buscariam obter os navios para depois aumentar o quadro) e se empenhava no melhor negócio do MD, o PROSUB, onde comprometeu-se cerca de 10 bilhões de dólares na obtenção de um casco de subnuc, também se invertendo a ordem das coisas, pois a MB ainda não dispõe do reator e o tal contrato com os franceses é apenas para o casco (E mais, o reator ainda precisa ser desenvolvido e representa despesas a parte).
    É certo que no pacote há ainda 4 subs diesel elétricos (novamente de prioridade duvidosa) e, maravilha, um estaleiro para o qual, por indicação sabe-se lá de quem, a Oldebrech foi convidada a participar.
    Pergunta-se, qual a verdadeira lógica que norteia a MB. O empenho em ter a maior capacidade de combate para o caso de precisar agir (o que é de se esperar de qualquer marinha de guerra minimamente responsável), ou garantir empregos e favorecer negócios (suspeita que colocou a MB na Lava Jato).
    Os fatos estão aí e não mentem e seria de bom alvitre o comando da MB fazer uma reavaliação das ações da administração anterior e corrigir as falhas antes que a MB acabe comprometida completamente em sua imagem; pois, no momento, ela é a força que mais comprometeu seu orçamento com pessoal, é a mais relutante em mudar, é a que está com mais recursos inoperantes. Em suma é força que, se o Brasil desse um azar e entrasse em guerra, menos poderia contribuir para um bom resultado no embate. E combater, se necessário, é a razão de ser de uma marinha de guerra.
    E, um esforço verdadeiro, para por o A12 em condições operacionais (sem acordos com os franceses, pelo amor de Deus), com um mínimo de escoltas e aviões, certamente seria muito bem recebida e poderia desfazer a imagem que a administração anterior colou na MB.
    Sds

  74. Control…
    .
    o NAeSP e os 18 A-4s que a princípio seriam modernizados o que permitiria que 12 deles (monoplaces) fossem embarcados, não foram pensados
    para um conflito ou ambiente de alta letalidade e sim para o nosso tranquilo Atlântico Sul…sei que você discorda do meu “tranquilo”…o tempo dirá,
    e sim para aperfeiçoar a doutrina conquistada com o NAeL Minas Gerais e por fim servir de ponte para um novo NAe e novas aeronaves, em suma
    o Brasil tem a luxuria de ter tempo para melhor atualizar e dimensionar suas forças armadas.
    .
    O lado ruim de ter tantas revistas antigas é que ocupam espaço, por outro lado, rapidamente constatamos o que se pensava na época, a grosso
    modo o ano 2000…o Brasil seria muito diferente em 2015 do que acabou se tornando…o NAeSP e os A-4s durariam até 2025, quando então um novo NAe estaria quase pronto…já faz alguns anos que sabemos que isso não será possível, mas, em 2000 não se sabia.
    .
    Quanto à “Segunda Esquadra” a marinha já engavetou essa ideia, aliás, como tantas outras ideias já foram engavetadas no passado, tais
    ideias estão todas lá nas revistas antigas dos anos 80 e 90…”alguém” perguntou à marinha NOVAMENTE o que ela necessitava e a marinha com um certo exagero respondeu…até sabendo que é sábio “pedir “à mais porque sempre se receberá muito menos…tática adotada em muitos outros países
    como quando lemos que a Rússia está operando seus submarinos no mesmo nível da guerra fria ou o Almirante que tem um modelo de um ”
    Yasen” em seu escritório…e ele tem mesmo…tudo para ajudar a conseguir uns trocados à mais !
    .
    Cortar gastos e pessoal são coisas admiráveis, mas, apenas isso não resolverá o problema…submarinos de propulsão nuclear são necessários
    e também é necessária uma nova base para eles, e tudo isso custa muito e não havendo dinheiro suficiente para tudo é preciso priorizar e a
    marinha está tentando fazer isso com os submarinos…os nossos estão um tanto desatualizados o que deverá ser corrigido com os novos em
    construção ou encomendados…por ora os atuais “escoltas” terão que se aguentar, não há dinheiro para tudo.
    .
    Culpar à marinha pela falta de verbas, achar que cortando pessoal, novos navios surgirão ou acreditar que à marinha continua perseguindo a
    meta de uma segunda Esquadra não são razoáveis…eventualmente até poderá existir uma segunda Esquadra, mas, não a médio prazo e a
    marinha sabe disso.
    .
    Por fim, não consigo ver a FAB em uma situação melhor…a espinha dorsal da mesma é formada por F-5s modernizados e não são muitos quando
    descontados os que estão sempre em manutenção e a FAB nem mesmo conta hoje com os tradicionais interceptadores (Mirages)…os F-5M
    também precisam cobrir essa missão e quando finalmente começarem a chegar os “Gripen” dos quais 8 dos 36 “iniciais” serão utilizados para treinamento a marinha estará recebendo seu primeiro submarino com uma novidade, a capacidade de lançar mísseis anti navios.
    .
    abraços
    .

  75. Srs

    Jovem Dalton

    Talvez você tenha definido bem o espirito que prevaleceu na MB com …” …tem a luxuria de ter tempo …”.
    Certamente é uma visão interessante sobre o pensamento norteador de uma FA e, sobre sua função e planejamento para bem cumprir seu papel institucional..
    Seria interessante saber se o EB e a FAB concordam com esta visão e se há algum outro país que comunga desta visão quanto a suas forças armadas.
    Quanto a responsabilidade, não da instituição, mas de seus líderes, não há como fugir, pois não foram os civis que pugnaram por aumentar o quadro de pessoal e a entrar no grande negócio do PROSUB a ponto de levar a instituição a cair na Lava Jato e a ficar quase inoperante.

    Sds

  76. Control…
    .
    escrevi que o Brasil, não apenas a Marinha tem a luxuria do tempo, porque as coisas estão acontecendo em outros lugares, Mediterrâneo,
    Golfo Pérsico, Mar da China, Mar Báltico, Mar Negro, para ficar apenas no meio liquido que é o meu preferido…e as coisas não irão mudar tão cedo
    e se mudarem ou o grau de ameaça percebida aumentar, que o Brasil faça como tantos outros países que são sempre muito elogiados por aqui,
    como Espanha, Austrália, Itália, etc, que façamos uma aliança militar com os EUA porque os países tão “elogiados”, não tem condições de se virar
    sozinhos…os europeus por exemplo ,não foram capazes nem de lidar com a Líbia que fica no “quintal” deles…precisaram que o USS Florida lançasse mais de 100 tomahawks e a USAF fornecesse reabastecimento aéreo…aí fica fácil !
    .
    Não sei o que o EB e a FAB pensam sobre a Marinha, mas, não tenho nenhum motivo para acreditar que eles sejam mais sérios ou que possam defender melhor o Brasil contra um muito hipotético agressor externo ou uma eventual ameaça interna e os fuzileiros navais são provavelmente
    o que o Brasil tem de melhor…no mais, o que a FAB tem feito de diferente ? Enviaram seus F-5Ms para treinar com os Super hornets do USS
    George Washington ano passado? A marinha também treina e tem enviado seus navios para o Líbano e também para o Haiti.
    .
    Quanto ao PROSUB, a ideia da marinha brasileira vir a ter submarinos de ataque de propulsão nuclear é muito antiga…não é da administração
    passada e é algo que envolve muito mais do que fabricar aeronaves aqui com a tal transferência de tecnologia e exige sim uma nova base para
    submarinos e envolve sim um número muito maior de pessoas e consequentemente a chance de corrupção é também maior.
    .
    Se a Marinha está de fato inoperante por conta da “Lava Jato”…o que dizer da FAB então ? São 43 F-5E e 3 F-5F modernizados e metade dessas aeronaves são provenientes de um lote adquirido da USAF que foram usadas intensamente e deverão estar entre as primeiras a serem retiradas
    presumivelmente a partir do ano que vem e sabe-se lá se todos os 11 “jordanianos” serão modernizados e se todos os 43 A-1s também serão.
    .
    abraços

  77. Srs

    Jovem Dalton

    Por partes:
    Não sou eu, um pobre mortal que diz que a MB (e FAB e EB) deva estar preparada para entrar em um conflito em defesa do Brasil, é uma tal de Constituição, que algumas criaturas (provavelmente de pouco discernimento) afiançam que é a base legal que justifica a existência da instituição MB.
    Estou, talvez e provavelmente, cometendo o erro de julgar que o tal livro é válido e deve ser levado a sério, inclusive pelos almirantes e também pelo pessoal aqui da trilogia.
    Quanto a outros países dependerem do Tio Sam ou não, creio não ter tocado em tal assunto e tal desvio não cabe, pois não estávamos discutindo a conveniência do Brasil pedir a proteção do Tio Sam, mas sim estávamos considerando a necessidade da MB estar minimamente preparada para cumprir seu papel constitucional.
    O que, pela sua explanação não tem nada a ver, pois a MB deseja o A12 para desenvolver a doutrina de operação de NAes (os anos de uso do A11 parecem não ter sido suficientes) para aplica-la, talvez quando e se comprar NAes novos.
    Segundo este raciocínio o A12 e tudo que for necessário para mantê-lo em operação será, por mais de uma década, apenas para desenvolver doutrina. E, enquanto isto, provavelmente, a MB trabalhará no marketing para convencer os pobres cidadãos brasileiros e infelizes contribuintes que ela está cumprindo adequadamente sua função (a esqueci, o tal livro não vale).
    Quanto ao PROSUB, não se questiona a ambição da MB em ter subnucs, mas sim a metodologia aplicada para obtê-lo, e, particularmente, o PROSUB, onde a MB comprometeu 10 bilhões de dólares para obter um casco tendo ainda que desenvolver e construir o reator e o sistema de propulsão. Isto num cenário em que ela já não conseguia manter o resto da esquadra.
    Pelo que se depreende do post, o jovem também acha isto normal e de acordo com os cânones da boa administração pública.
    Cabe esclarecer também que não declaramos em momento algum que a MB está inoperante por conta da Lava Jato.
    Citamos, sim, que a expansão do gasto com pessoal (mais de 90%, no momento) e o PROSUB (desembolsos da ordem de bilhão de dólares/ano) levaram a incapacidade da MB em manter sua frota.
    A citação quanto a Lava Jato foi referente ao prejuízo da imagem da MB causado pela inclusão do PROSUB nas investigações e processos associados. Para aclarar a memória dos distraídos: PROSUB=Odebrecht=Palocci=Pixulecos.
    Também não entramos no mérito se o EB e a FAB estão cumprindo adequadamente seu papel, questionamos apenas se estas instituições concordariam com a ideia que poderiam contar com a “luxúria do tempo”. Também não entramos no mérito da idade e estado dos F5M e dos A1, assunto interessante, mas do PA.
    Em princípio, o assunto era o A12 e a conveniência e a prioridade de sua modernização e a dos A4. E subsidiariamente, a MB, a lógica que a norteia e sua administração recentemente substituída.
    Sds

  78. Control…
    .
    se pensarmos bem em 1942 a marinha também não estava capacitada para combater os submarinos do eixo e na guerra fria os submarinos soviéticos,
    ela não estava respeitando à Constituição nessas épocas ? Talvez discordemos quanto ao que se define como uma marinha minimamente preparada,
    os tipos de ameaças reais e percebidas e as responsabilidades compartilhadas com os outros 2 ramos das Forças Armadas.
    .
    Não entendo exatamente o que você quer da marinha brasileira principalmente porque a marinha depende do governo e o Presidente da República é o comandante em chefe das Forças Armadas…se você acha que a marinha brasileira não está cumprindo a Constituição no que ela está falhando?… Não há navios suficientes, navios de boa qualidade, me parece que poucas marinhas estão cumprindo suas respectivas Constituições e minha alusão ao “Tio Sam” apesar de ter desagradado à você é sim bastante pertinente e um lembrete que tantas marinhas aqui elogiadas dependem de alianças
    militares com direitos e deveres.
    .
    Quanto ao assunto ” A 12″ você ignorava que apenas 18 A-4s vieram em condições de voo, vamos supor que todos os 18 fossem modernizados, eles
    não fariam muita diferença não é mesmo ? Parece-me óbvio que um NAe limitado e com tão poucas aeronaves adquiridas, foi o que se pode fazer na época, serviriam de ponte para algo melhor, pois o que foi dito na época é que navio e aeronaves durariam até 2025…as coisas mudaram e agora querem fazer o navio durar até 2035 pelo menos ,porque outra vez está se vivendo à aposta no futuro…isso foi feito antes, nos anos 80, nos anos 90, então não há nada de muito novo.
    .
    A situação do país pede cuidados e as forças armadas novamente terão que esperar por dias melhores.
    .
    abraços

  79. Acho que não há uma alma aqui que não se sinta frustrado dessa mesma forma, em não podermos ver a Marinha, ou qualquer uma das Forças, preparada para suas atividades-fim. Passamos nossas vidas inteiras gostando do assunto, e sempre vendo tudo sendo preparado para o futuro, mantendo certos núcleos de conhecimento sobre X ou Y, treinando muito pouco, e por aí vai.
    .
    Sabemos, claro que isso é muito devido aos nossos maravilhosos governantes, que não conseguem enxergar um palmo além de seus bolsos. Se o alto comando tem uma certa culpa no cartório, sim, acredito que tem, justamente por estarem no comando. Mas não consigo colocar toda a culpa nele pelo simples fato de que, sendo realista, aqui no Brasil não se consegue fazer qualquer tipo de projeção de longo prazo. Nem de médio prazo, eu diria. Diabos, acho que nem dentro dos quatro anos de um governo se consegue fazer muita idéia do que o futuro reservará. Nem ao menos existe um direcionamento de longo prazo para o Estado, que dirá para as FFAA, que deveriam poder planejar a Defesa desse mesmo Estado fazendo uma projeção de futuras possíveis ameaças como base nesse plano de Estado. Resta tentar planejar contra tudo e tapar o sol com uma peneira velha e sem orçamento para substituto à vista.
    .
    Então acho que estaremos sempre fadados à repetir a História. Sempre seremos pegos despreparados para qualquer conflito em que sejamos arrastados, e quando isso acontecer a sociedade como um todo vai exigir resultados que não serão possíveis de serem alcançados de imediato. E acredito bastante no ditado que diz que ‘um povo tem o governo que merece.’
    .
    Eu não vejo, portanto, que algum dia jamais teremos FFAA ativas, bem financiadas, bem equipadas e treinadas em suas atividades-fim. Por causa disso, entusiastas, estudantes da área, etc., estão fadados à viverem frustrados.

  80. Srs
    Jovem Dalton
    Realmente a marinha não estava preparada em 42, porém tal fato nem faz parte do assunto que tratei e nem mesmo tem a ver com o ponto principal que estou, teimosamente, tentando deixar claro, aparentemente sem resultados (provavelmente por incompetência minha).

    O que coloquei foi uma série de fatos que demonstram que a administração da marinha agiu de maneira, no mínimo, estranha, ao aumentar os gastos com pessoal com o aumento do efetivo, o que levou ao comprometimento de mais de 90% com item pessoal, abraçando ainda o PROSUB (10 bilhões de dólares), enquanto navios da esquadra, particularmente escoltas ficavam encostados aguardando manutenção que não acontecia, alegadamente por falta de din din bem como os projetos associados a aviação naval eram continuamente postergados pela mesma razão. Lembrei ainda o fato, que o contrato com os franceses não é suficiente para nos brindar com o subnuc, pois não contempla o reator e os sistemas de propulsão que deverão ser desenvolvidos aqui no Brasil com custos adicionais. Citei, ainda que o PROSUB levou a MB para dentro das investigações da Lava Jato. Creio que tais fatos estão claros e não são questionáveis.
    Se esta extensão de fatos não sinaliza uma orientação equivocada da administração anterior da MB, então tudo que é ensinado sobre administração e entendido como bom senso precisa ser revisto.
    O que você tem feito é fugir deste assunto e questionar outras coisas que não se referem ao caso do período em discussão.
    Não entrei no mérito e nem é o caso quanto a outras marinhas estarem cumprindo suas obrigações ou sobre a MB estar preparada em 42 ou na guerra fria. Aliás, tal argumentação parece-se com aquelas que buscam justificar um erro por outros erros cometidos em outros tempos ou por outros atores.
    Quanto ao que eu quero dos administradores da MB e de todos aqueles que exercem cargos públicos neste país (do Presidente aos Porteiros) é o mesmo que a maioria dos brasileiros quer: que honrem a função que assumiram e atuem com eficiência e responsabilidade. Que considerem seus atos com cuidado e que tratem com respeito o dinheiro público.
    O que critiquei foi a inversão de lógica nos aumentos de despesas e nas escolhas das prioridades (aumento do quadro e PROSUB) e apenas sugeri que talvez fosse hora de repensar o caso do A12 e dos projetos a ele associados (A4M, Trader, Gripen Naval, etc.), pois uma esquadra com NAe teria muito mais capacidade, frisando da conveniência de mais A4Ms e de Gripens para o A12 (citei também tal possibilidade em posts no PA). Nesta previsão do aumento de A4M, realmente errei ao esquecer o A4 usado de jiga e o que caiu e ignorei o dito cujo que foi transformado em enfeite. E, jovem Dalton, 18 A4 modernizados, 12 Gripens, 4 AEWs fariam a diferença, sim.
    Discordamos da história que a MB ficou na situação presente por falta de dinheiro, pois ela teve aumentos constantes no orçamento e continuou deixando o A12 e outros navios de lado enquanto gastava o dinheiro com outras coisas.
    Discordamos também da história de que a MB sempre foi assim. Podemos até concordar que ela nem sempre adotou as melhores escolhas, mas é até uma falta de respeito igualar administrações anteriores com a última administração.
    Finalmente, discordamos ainda da escassez de recursos e do argumento de que precisamos nos contentar com a situação atual e aguardar melhores dias, visto que o país está em crise financeira, pois os dados sobre o orçamento claramente mostram que as forças armadas precisam, antes de querer mais dinheiro, repensar onde gastam o dinheiro que já recebem.
    Aliás, quanto a necessidade de dinheiro para os projetos relativos a reativação dos navios que aguardam recursos para sua manutenção/modernização, que tal renegociar o PROSUB postergando prazos e pagamentos. Afinal, é provável que todo o projeto acabe travado pela justiça.
    Sds

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