Corveta Barroso, projetada e construída no Brasil

Em 15 de setembro, durante a cerimônia de transferência, ou handover, a Corveta “Barroso” tornou-se, pela segunda vez, o navio capitânia da Força-Tarefa Marítima da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (FTM-UNIFIL), em substituição à Fragata “União”, que concluiu com êxito um período de seis meses na missão.

A FTM-UNIFIL foi criada em 15 de outubro de 2006, em atendimento à Resolução 1701 do Conselho de Segurança das Nações Unidas, por solicitação do governo libanês, tendo a peculiaridade de ser a única Força Naval componente de missão de paz da ONU.

A FTM-UNIFIL possui um Estado-Maior multinacional e sete navios de seis países: Alemanha, Bangladesh, Brasil, Grécia, Indonésia e Turquia.

A cerimônia foi presidida pelo Comandante da FTM-UNIFIL, Contra-Almirante Sergio Fernando de Amaral Chaves Junior. O evento contou com a presença do Embaixador do Brasil no Líbano, Jorge Kadri, além de diversas personalidades civis e militares locais e de países integrantes da missão.

FONTE: Marinha do Brasil

44 COMMENTS

  1. A Barroso foi com o armamento completo, porque ali é uma área perigosa. Até o helicóptero embarcado vai armado.

  2. Walfrido Strobel 19 de setembro de 2017 at 11:17

    A dureza parece que serão os caminhos! Quando estiveram em Santos – SP, no começo do ano conversei com dois marinheiros e disseram-me que o balanço é mesmo terrível.

    Ir e voltar, muitos vão aprender a nadar na marra.

    Ô, marinheiro marinheiro – marinheiro só
    Ô, quem te ensinou a nadar – marinheiro só
    Ou foi o tombo do navio – marinheiro só
    Ou foi o balanço do mar – marinheiro só

    Forte abraço

  3. Realmente, Galante. Vale recordar o USS Liberty, que só não afundou por milagre. Andar desarmado por aquelas bandas não pode mesmo.

  4. Alguém sabe me dizer quantos dias a tripulação da Barroso tem de autonomia sem precisar parar em algum porto para reabastecer a água de consumo e os alimentos, e se nas fragatas e corvetas da MB existe algum equipamento para dessalinizar a água do mar para poder beber?

  5. Seria interessante se a MB divulgasse os causos que normalmente ocorrem nestas missões, as medidas adotadas e a avaliação da missao

  6. Alguém saberia dizer se a ONU paga os gastos em manutenção e soldo referente aos militares e equipamentos sob sua égide?

  7. JA nao tem meios pra patrulhar as costa brasileira e ainda perde tempo em mandar os poucos q estao operacionais, gostaria de saber o que o Pais ganha com isso?? ou melhor a populacao brasileira.
    Temos nas aguas brasileira a constante presenca de embarcacoes estrangeiras pescando e nada e feito. Gostaria de ver nossos recursos sendo usado em prol da nossa populacao e nao de um pais distante que a nos nada serve!

  8. Ao menos ali estamos entre os grandes e se tira daí algum prestígio e em águas perigosas, ensinamentos. Agora, se meter naqueles buracos esquecidos do Mali, Sudão, zaire e RCA?! Como se os Estados Africanos não pudessem resolver os problemas deles. A corveta é o navio perfeito para a missão embora a defesa AAe seja acanhada na Barroso com 1 Trinity . Melhor que nas Inhaumas que são nulas.

  9. É para missões como essa que acredito que se fazem necessários navios “NPaOc bombadões” como as fragatas da classe ‘La Fayette’, feitos para irem longe e ainda assim com o mínimo para se defenderem na arena AAW e ASW e capazes de luta ASuW.

  10. A Força Marítima da UNIFIL foi instituída em 2006…em média é constituída por apenas 6 navios alguns até menores que a própria “Barroso” e tem inspecionado ou encaminhado para inspeção pela marinha libanesa de dezenas de milhares de navios “desarmados” ao longo desses anos todos e nunca ocorreu nenhum incidente.
    .
    O incidente com o USS Liberty mencionado acima ocorreu durante a Guerra dos Seis Dias em
    plena Guerra Fria e devido a um erro por parte de Israel que certamente não iria querer confusão com os EUA , além do mais, naquela época 2 NAes da US Navy eram a norma com a VI Frota no Mediterrâneo…o USS Liberty não estava exatamente sozinho.

  11. Eu recordo que li em uma das edições da Revista Força Aérea que salvo engano uma das fragatas da classe Niterói (não lembro exatamente qual) já chegou a ser iluminada por caças F-16 e que a tripulação estava preparada para situação (apesar de que deve dar um gelo), mas certamente não ia ser atacada, possivelmente o piloto só quis verificar a prontidão da tripulação rsrs. Se eu encontrar a matéria sobre esse episódio volto para contar com detalhes.

  12. Eu vi a União ancorada em Beirut.
    Perto da mesquita azul.

    Não consegui tirar fotos de dentro do microônibus e muito menos das ruas, e mesmo que fosse possível, fui orientado pelo guia não fazer isso.

    Militares libaneses ficam perto da área dos portos e poderiam interpretar de forma “hostil” as pessoas tirando fotos da embarcação.

    Eu achei isso um exagero sem pé nem cabeça. Más acredite. O Líbano é lindo. Chorei literalmente por conhecer aquele país, seu povo, sua culinária, a cultura, o dia a dia da população mas confesso que em muitos momentos tínhamos uma sensação de insegurança.
    Existem barricadas e postos militares espalhados por todo canto nas dívisas entre as cidades. Alguns prédios ainda revelam as marcas de tiros dos conflitos na guerra. Indo para Baalbek fomos escoltados por um veículo de seguranças armados por ser uma área perto da fronteira com a Síria e indo para Ghazze visitamos uma Bakery chamada Sunrise. Cheio de brasileiros lá.

    Já estou arquitetando o retorno pra lá. Lindo demais.

  13. RL,
    Legal seu relato. Eu como filho de libaneses, tenho muita vontade de conhecer, quem sabe um dia….

    Eu imagino a emoção de estar no Oriente Médio e ver um Navio de Guerra da MB! sensação de estar mais perto de casa

    Abs

  14. Sergio Ribamar Ferreira, o casco da Barroso é baseado no casco das corvetas classe Inhaúma, com inserção de duas seções de pouco mais de dois metros cada, à vante e à ré da seção mestra, e com a modificação das linhas da proa, que ficou com maior comprimento e altura acima da linha d’água, no estilo clipper, e com saliências nas bochechas semelhantes às desenhadas para a classe Niterói. Ou seja, é um desenvolvimento do casco das corvetas classe Inhaúma, visando manter as boas características destes e melhorar as características ruins.

  15. Agora, se sua dúvida está mais para questões técnicas especificas como número de cavernas, anteparas, perfil hidrodinâmico, aí já é outro departamento.

  16. Guizmo é muito bom mesmo poder estar lá e saber que nossos rapazes estão contribuindo para a paz na região.

    Quando puder, vá conhecer a terra de seus antepassados, garanto que não vai se arrepender.

    ABS.

  17. sergio ribamar ferreira

    Dentre a nossa futil excelente cultura maritima/naval há dois EXCELENTES livros que acho que elmina parte de suas duvidas, como a arte imita a vida, obviamente ambos passaram desapercebidos, mesmo aqui =

    http://www.naval.com.br/blog/2011/05/25/um-livro-e-um-evento-para-guardar-sempre-na-memoria/
    http://www.naval.com.br/blog/2011/05/16/24-de-maio-lançamento-de-livro-sobre-a-construcao-naval-militar-brasileira/

    e o livro do Almirante Coelho de Souza “Uma História das Fragatas”

    A

  18. RL e Guizmo,

    O Líbano foi matéria do Globo Reporte este ano. Realmente, um país belíssimo apesar da sua história triste recente!

  19. Helano,
    A revista Forças de Defesa, se a minha memória não me trai, tem uma matéria na qual consta que, na fase de projeto, o IPT/USP disse que o casco da Inhaúma era problemático. Aí a MB contratou uma empresa/instituto da Suécia que assegurou que o casco era adequado. A MB foi na dos suecos.
    No fim das contas, o casco era/é problemático.

  20. Meu vizinho de condomínio serviu aí nesse navio (de 2008 a 2013).
    Disse que até 2011, era um excelente navio para se servir. De 2012 em diante, virou um inferno.

  21. Continua faltando casco. Que diferença do desenho da Type 22! Ela é linda. Parece dizer: ” Vem pra cima, Netuno, te desafia à toda velocidade!! Porque TODO, eu disse TODO armamento brasileiro, de Fuzil a Navios tem que ser acanhado? Parecendo pedir desculpas ou preocupado em não causar temor?

  22. Mahan, o “Projeto Corveta” teve início em 1977, quando o ministro da Marinha, almirante Geraldo Azevedo Henning determinou o desenvolvimento de um projeto de navios-patrulha oceânicos (NPaOc). O objetivo era substituir tanto as 10 corvetas da classe “Imperial Marinheiro” na função de patrulha marítima quanto 12 antigos contratorpedeiros das classe “Gearing”, “Allen M. Sumner” e “Fletcher” (de 14 recebidos pela Marinha desde o final da década de 1950), fornecidos pelos Estados Unidos pelo MAP (Programa de Assistência Militar).

    A Marinha estava recebendo na época as seis modernas fragatas classe “Niterói” e a ideia era aproveitar a experiência e o conhecimento obtidos com as fragatas e construir no País navios de menor porte e mais baratos, em maior número.

    O planejamento da MB feito no final dos anos 60, e que levou à classe “Niterói”, preconizava uma frota de 30 navios de escolta, cujo primeiro lote deveria ter sido de 10 fragatas, mas que ficou restrito a 6 devido ao alto custo dos navios.

  23. Obrigado Galante! Não me recordava dessa matéria aqui do Poder Naval, muito interessante essas informações acerca das missões reais da MB.

  24. 1-Robert, essas missões são importantíssimas! Diárias em dollar…
    2-O embaixador Jorge Kadri é oficial de marinha, pela EFOMM. Fez CIAGA. Entende do assunto mais que 99,99% dos diplomatas brasileiros, ultimamente um tanto avermelhados, digamos assim.
    TFA

  25. Obrigado Sr. Nunão pela explicação e ao Sr. MO pelos livros. Anotei os nomes e espero comprar. A ideia de saber é muito bom visto gostar de ler. Todo conhecimento é válido. Procuro ler e aprender com quem sabe. Espero apenas que tenham paciência visto não ter o mesmo vigor e entusiasmo de quando jovem. Minha vida se basta em ler, escrever, aprender e ter vocês como colegas. Gostaria muito de conhecer vocês e todos ou a maioria dos comentaristas do site e redatores pessoalmente. quem sabe criar um a associação ou clube(estou dando a ideia) Uma vez bimestralmente. Seria muito bom, penso eu. GRande abraço e obrigado mais uma vez.

  26. Tks Sérgio

    Vc vai gostar, pode ter certeza

    quanto a ideia, lamento irmão isto ja foi tentado e não virou e baseado em exemplos passados, isto (CREIO) ja não faz mais parte de alguma planificação, se acontecer (CREIO novamente) apenas eventuais encontros incidentais

    Abs

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here