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Quais rivais a nova fragata leve Type 31e da Grã-Bretanha vai enfrentar?

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Venator-110 da BMT Defence, concorrente para o programa da fragata leve Type 31e

O lançamento da estratégia nacional de construção naval da Grã-Bretanha, com uma encomenda de cinco navios a serem projetados e construídos em estaleiros ingleses, vê a aspiração do Reino Unido em competir no mercado de exportação global de navios de guerra

Por Peter Roberts

O governo britânico lançou no dia 6 de setembro uma estratégia nacional de construção naval com uma encomenda de cinco novos navios para a Royal Navy a serem projetados e construídos em estaleiros ingleses.

O design central desses novos navios é chamado de fragata de exportação Type 31 (T31e), embora já existam dúvidas sobre se o tipo é uma fragata ou uma corveta. De qualquer forma, o preço proposto (£ 250 milhões ou US$ 325 milhões por navio) é atraente para o Tesouro, mas as questões permanecem no mercado internacional.

A concorrência no mercado é apertada e o design britânico vai lutar contra um grupo estabelecido de exportadores que provaram projetos com um preço criticamente atraente. Todos os clientes têm requisitos nacionais específicos, todos equilibrando as capacidades prometidas em relação às etiquetas de preços.

O mercado global mudou os requisitos para uma demanda de capacidades de combate, em oposição aos navios projetados para missões de polícia (anti-pirataria, contra narcóticos e missões de migração), como provavelmente foi o requisito dominante no mercado global entre o início deste século e 2015.

Os Estados agora estão exigindo navios que podem se defender mesmo nessas missões, pois a acessibilidade de armas sofisticadas coloca em risco ativos nacionais escassos: sejam guerrilheiros Houthis com mísseis de cruzeiro que foram lançados do Iêmen, barcos suicidas no Mediterrâneo ou minas e submarinos na Ásia.

Então, quais são os concorrentes internacionais da T31e proposta pela Grã-Bretanha?

Fragata FREMM francesa – Foto: Alexandre Galante

Na França, a DCNS — agora chamado Naval Group — fornece uma fragata básica (a classe FREMM) por cerca de € 450 milhões, como ocorreu com o Marrocos. Este navio de guerra de alta especificação inclui mísseis de ataque terrestre, bem como mísseis antinavio, além de capacidade de defesa aérea de médio alcance, ligada ao seu moderno radar em fase, conjunto de eletrônicos passivos, ataque eletrônico, sonares montados no casco e armas de ataque antissubmarino.

A FREMM tem espaço para um ou dois helicópteros no hangar. Com 6 mil toneladas, não é um navio pequeno e o preço reflete isso, mas também está disponível em um acordo de arrendamento (para a Grécia). Existe uma grande capacidade para um preço relativamente pequeno, o que a torna atrativa para o mercado de exportação: Austrália e Canadá mostraram interesse por seus próprios requisitos.

F125 alemã

Os alemães podem oferecer uma embarcação similarmente capaz por cerca de US$ 650 milhões (fragata F125 Baden-Württemberg), mas, dada a ausência de sistemas de sonar, a deles não tem sido uma proposta atrativa para o mercado de exportação.

Para aqueles com um paladar mais barato, os estaleiros alemães Thyssen-Krupp Marine Systems constroem a corveta Sa’ar 6 (K130) para a Marinha Israelense. As Sa’ar foram comprovadas em combate, possuem sensores bantante abrangentes e armamento compacto (incluindo seu próprio helicóptero), deslocando 2.000 toneladas. Estão disponíveis por cerca de US$ 250 milhões.

As Sa’ar 6 vão ser baseadas na K130 alemã

O mercado “high-end” de exportação europeu, de custo mais elevado, vem da Espanha com a fragata da classe F100 “Álvaro de Bazán”, altamente capaz, de grande alcance, do construtor naval Navantia de renome mundial. Fornecendo capacidades de defesa aérea, anti-superfície, antissubmarino e ataque terrestre, um conjunto de sensores sofisticados e sistema de combate compatível com os EUA (e OTAN), a F100 é um grande navio.

Navantia F100

Com 6.000 toneladas, possui alcance e espaço para atender aos requisitos desafiadores do programa de fragatas SEA5000 da Royal Australian Navy. Mas o preço de US$ 834 milhões por unidade não é barato, e a nova T31e da Grã-Bretanha certamente é muito mais barata.

Mais comparável com a T31e é a classe FFX/F2000/Incheon da Coreia do Sul. Por cerca de US$ 230 milhões, o comprador terá um navio de 3.000 toneladas e 30 nós de velocidade projetado para o combate moderno contra adversários próximos. A Incheon possui um conjunto moderno de radar e sonar (matriz ativa e sonar de casco/rebocado), armas para ataque terrestre, ataque de superfície, defesa aérea e antissubmarino, bem como contramedidas para ameaças cima e abaixo da superfície.

A “Incheon” tem 114 metros de comprimento e 3.250 toneladas de deslocamento

Um canhão de 5 polegadas e um helicóptero complementam a capacidade. Este é um navio poderoso projetado para a guerra e não para o papel de polícia, com o carimbo de construção naval coreano sobre ele (o que significa que são entregues dentro do orçamento e no prazo).

Há, claro, dois outros exportadores alternativos com projetos estabelecidos: Rússia e China.

O navio principal da nova fragata Project 22350 (Almirante Gorshkov) da Marinha Russa foi lançado este ano.

Fragata Project 22350

Com um preço de US$ 250 milhões por unidade, essas fragatas pesadas (4.500 toneladas padrão) estão entre os navios de superfície de guerra mais potentes no mar. Têm radar phased-array, sonar de casco e rebocado, uma sofisticada suíte de guerra eletrônica e são compatíveis com armas de ataque comprovadas e de grande alcance.

A versão naval do míssil de defesa aérea S350, ao lado de um canhão principal de 130 mm, torpedos e foguetes antisubmarino, são complementados com a capacidade de ataque terrestre/naval supersônica fornecida pelos mísseis de cruzeiro BraMos (P-800) ou Kalibr.

Tal como acontece com todos os navios de superfície russos, a plataforma líder apresentou alguns problemas de engenharia (e não pode atender os requisitos estritos de acomodação da tripulação de algumas marinhas ocidentais), mas o destróier T45 da Grã-Bretanha também apresentou defeitos.

A China também possui uma oferta moderna para o mercado internacional em torno do mesmo preço que a Gorshkov e a T31e proposta. A primeira fragata Type 054A da Marinha do Exército de Libertação Popular da China entrou em serviço em 2008, e tem já 25 navios operacionais.

Fragata Type 054A visitando o Brasil em 2013

Com armas e sensores semelhantes à Gorshkov, também foi projetada para ser furtiva em termos de retornos de radar que são refletidos a partir do casco e a assinatura acústica que ela emite.

Com um valor estimado de US$ 300 milhões por unidade, a Type 054A falhou em ganhar uma encomenda em 2013 na Tailândia, mas três foram vendidas, entregues e estão em comissão com a Royal Malaysian Navy. (Nota do Tradutor: na verdade a Malásia comprou 4 corvetas chinesas C28A por US$235 milhões e não a Type 054A).

Corveta C28A adquirida pela Argélia

Assim, a T31e entra num mercado de exportação de navios bem estabelecido que o Reino Unido não conseguiu penetrar nos últimos 40 anos. Com o mesmo dinheiro, um Estado pode comprar projetos comprovados, construí-los localmente ou no exterior, equipados para o combate ou tarefas de polícia e que são interoperáveis ​​com os EUA, Rússia ou China.

As empresas britânicas devem ter o cuidado de não oferecer uma plataforma que esteja sub-armada, sub-equipada ou muito leve. A Marinha dos EUA encontrou problemas similares com o seu próprio Littoral Combat Ship (LCS) e está se movendo em direção a uma fragata de pleno direito mais capaz (e dispendiosa), em vez dos projetos baratos e animados que se imaginavam como econômicos. O LCS simplesmente não pode defender um porta-aviões ou realizar muitas das missões esperadas.

É certo que os navios que a T31e vai encontrar como potenciais adversários podem não ter o pedigree de Cammell Laird ou Harland and Wolff (construtores navais britânicos), mas eles poderão lutar dentro do alcance e com um poderoso golpe. Compradores internacionais, bem como – espera-se – a Royal Navy, não querem estar em desvantagem nas próximas décadas.

FONTE: www.rusi.org

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Blind Mans Bluff
Blind Mans Bluff
2 anos atrás

A grande oportunidade do momento é o processo de aquisicao americano de fragatas leves, que abriu o leque de opçoes para praticamente qualquer plataforma off-the-shelf. Provavelmente em questao de equipamentos e armamentos o leque vai ser bem restrito as tradicionais Raytheon vs Lockheed. Nao é por nada que os britanicos se agilizaram tao rapidamente para apresentar um novo projeto, a T31e para complementar a opcao das T26.

Bavaria Lion
2 anos atrás

Bem, o autor fez uma misturada de corvetas, fragatas leves e fragatas pesadas… O modelo mais adequado da TKMS, por exemplo, é a F-124 Sachsen com suas 5800 ton. A F-125 tem 7200 ton e não é tão rápida (26 nós), e, atualmente, só tem a versão de combate a litorais em operação. Para fragatas leves, o que eu entendo são as Incheon (que ele falou, ok), a bell@rra (que promete ficar dentro das 4k ton), La Fayette (3200 ton) e o benchmark MEKO A200/200 com 3400 ton e, principalmente, 32 nós de velocidade, não por acaso, tendo 33 vasos… Read more »

Thom
Thom
2 anos atrás

Esse navio russo e sul coreano são impressionantes e bem armados.
Seria interessante se a MB desse uma olhada neles, com mais vigor.
Essa fragata russa impõe respeito.
Obrigado pela postagem!

Guizmo
Guizmo
2 anos atrás

De todas as opções, num cenário hipotético de aquisição pela MB, eu iria com 6 Type054 chinesas

Ádson
Ádson
2 anos atrás

A única que encaixa na “proposta” da MB é a Incheon. Preço ($230 mi), autonomia, tonelagem, etc. Características Gerais Tipo Fragata de defesa costeira Deslocamento 3 251 t (7 170 000 lb ) Comprimento 114 m (374 pés ) Boca 14 m (45,9 ft ) Calado 4 m (13,1 pés ) Propulsão Motores combinados diesel e gás 2 x MTU 12V 1163 TB83 a diesel 2 x turbinas à gás GE LM2500 2 x hélices Velocidade 30 kn (55,6 km / h ) (máxima) 18 kn (33,4 km / h ) (cruzeiro) Autonomia 8 000 mn (14 800 km )… Read more »

Ádson
Ádson
2 anos atrás

Pra nós é Incheon ou Tamandaré.

Bardini
Bardini
2 anos atrás

Na boa… Eu não gosto da proposta de Corveta para a MB, mas a Tamandaré que projetaram e que aparece nas imagens pela internet, me parece superior e mais balançeada que essa Incheon aí.
.
CODAD e arranjo interno paras as caracteristicas e necessidades da MB… Em 30 anos, só isso aí talvez seja capaz bater a diferença de valor pago, se é que existirá grande diferença de valor.

Joao Moita Jr
Joao Moita Jr
2 anos atrás

Cuidado, Grã-Bretanha, porque a Tamandare ja ta chegando…rsrsrs

Ádson
Ádson
2 anos atrás

Bardini 17 de setembro de 2017 at 0:14
Bardini, pela proposta de se desenvolver certa autonomia, possibilidade de adquirir expertise, pela possibilidade de desenvolver outros navios a partir da Tamandaré, pela proposta de uso, que é meio esquadra e meio guarda-costeira e para complementar as Niterois que serão “reformadas”, eu continuo apoiando a Tamandaré, não que ela seja ideal, longe disso, mas é a maneira de recomeçar uma Marinha.

Carlos Alberto Soares
Carlos Alberto Soares
2 anos atrás

Fragata LEVE para mim tem nome e sobrenome e chama-se CORVETA, ponto.

Carlos Alberto Soares
Carlos Alberto Soares
2 anos atrás

Ou seria uma CORVETA ANABOLIZADA ? rs

Carlos Eduardo Oliveira
Carlos Eduardo Oliveira
2 anos atrás

Ao João Moita Jr.: Tamandaré está chegando…..em 2035!!

Bavaria Lion
2 anos atrás

O problema da tamanduá é o fator brasil. Não se sabe como ela virá, se um dia virá e quantas virão, bem como, não haverá cliente externo pra diluir custos. Pode dar uma trolha gigante e só vir uma desdentada ou pararem no meio caminho do desenvolvimento (tem sido a regra). Uma Incheon batch 3 com financiamento externo, a gente sabe quanto realmente vai custar e que vai ser entregue no prazo, além de ser, na minha opinião, muito mais navio que a tamandaré pode ser. Se a geração de emprego não tem garantia de manutenção, nem tera demanda internacional,… Read more »

Bavaria Lion
2 anos atrás

Carlos Alberto

Meu amigo, corvetas têm uma mobilidade restrita em relação as fragatas, além do tamanho. A tamanduá será uma corveta também por ter capacidades limitadas e fazer em torno de no máximo 25 nós (eu acho que nem chega nisso). As fragatas mencionadas todas podem passar dos 28 nós (50 km/h).

Um abraço.

Nunão
Nunão
2 anos atrás

Senhores, corveta, fragata, destróier (ou contratorpedeiro), chamar disso ou aquilo varia de época para época, de país para país, e até questões de política interna influem nisso, seja quando se quer dar uma denominação mais modesta para um navio de porte superior ao equivalente à denominação para não passar imagem de megalomania à classe política ou opinião pública, seja o contrário, para impressionar mais com algo menor do que o real. Isso já foi discutido aqui no Poder Naval por anos e anos a fio.

Nunão
Nunão
2 anos atrás

“A tamanduá será uma corveta também por ter capacidades limitadas e fazer em torno de no máximo 25 nós (eu acho que nem chega nisso).” . Sem que se saiba mais detalhes sobre a potência dos motores diesel previstos para a configuração CODAD escolhida, de fato isso não passa de achismo mesmo. . As especificações básicas divulgadas são de 25 nós: https://www.marinha.mil.br/cpn/node/65 . “benchmark MEKO A200/200 com 3400 ton e, principalmente, 32 nós de velocidade, não por acaso, tendo 33 vasos operando ao redor do mundo” . Depende da configuração de propulsão escolhida por cada operador. Tem Meko200 capaz de… Read more »

Ivan BC
Ivan BC
2 anos atrás

Faltou aquele que eu acho mais bonito, armado e com custo/benefício melhor: classe Formidable, da DCNS feito para Singapura (ou Cingapura).
Um navio com cara de corveta, mas armado como uma fragata! Tem tripulação pequena, já é operado por uma país e não é caro.
Se um dia eu for Presidente (kkkkk) eu comprarei a Formidable no outro dia…
Abraço!

Roberto Bozzo
Roberto Bozzo
2 anos atrás

A meu ver, a classe Tamandaré parece ser projetada para operar apenas dentro da nossa plataforma continental, não para ir ao meio do Atlântico “caçar subs”. Ela seria o topo operacional numa gama de navios para guarda costeira, NaPa 500, NaPaOc 1800 e as Tamandarés. Operaria em conjunto com os P3, bandeirantes, VANTs, talvez caças baseados em terra e os futuros SBr, dentro de nossa plataforma. Eventualmente ela atravessaria o Atlântico para participar de operações conjuntas com marinhas amigas, mostrar bandeira, participar de missões anti-pirataria na costa africana, etc. Nada além disso. Se ela conseguir ser vendida a outras nações,… Read more »

Nunão
Nunão
2 anos atrás

Ivan, vale acrescentar (apenas aproveitando para complementar) que a classe Formidable nada mais é que uma La Fayette com propulsão mais potente e mais equilibrada em sensores e armamentos para emprego geral como escolta de fato.

Roberto Bozzo
Roberto Bozzo
2 anos atrás

Acredito que a Grã-Bretanha tem bom potencial de ganhar mercado, ela tem “griffe”, coisas que sul coreanos, chineses e russo não tem. Eles precisam vender mais barato mesmo.

Os maiores rivais seriam os franceses e alemães, que já projetam vários navios dentro deste conceito e, pela reportagem, não parece ser tão caros seus projetos básicos.

Felipe Morais
Felipe Morais
2 anos atrás

MB deveria pedir a Coréia do Sul em casamento e adotar dois filhinhos: A Hanjin e a Hyundai.

Vamos de Incheon e KDX II. Esses brinquedos juntos ao Seahawk botam moral.

August
August
2 anos atrás

Tirando os EUA que só operam navios de mais de 6000 Ton todas as outras marinhas tem uma classe de navios maior entre 6-8 mil toneladas e outra de 3-4 mil toneladas, então não acho que o RU está errado em ter uma type 26 é uma type 31, até pq como já disse antes o RU operar integrado junto com a Us navy no Oriente médio e no Atlântico norte e Mediterrâneo junto com os battlegroups da Otan que são 2 um no Mediterrâneo e outro no Atlântico norte com 5 a 6 navios cada. Acho que o RU… Read more »

Drferr
Drferr
2 anos atrás

O estaleiro atlântico sul aqui em Pernambuco ficará sem encomendas a partir de 2019. Seria possível um acordo de produção de alguma dessas aqui no BR?

Bavaria Lion
2 anos atrás

Nunão Se o projeto prevê 25 nós, não é achismo. É leitura do projeto, simples. Qualquer pessoa alfabetizada pode ter acesso a informação, tanto nesse link que você compartilhou quanto das especulações feitas por especialistas acerca do projeto. A La Fayette francesa é um projeto que deu errado pra eles, caso fosse “certo” eles não precisariam da “bell@rra”, que é um vaso quase do mesmo tamanho. Não me surpreende que caso a “bell@rra” entre em produção, eles ponham os próprios vasos para vender (uma vez que a modernização está suspensa esperando a resolução desse impasse). A maioria das MEKO 200… Read more »

Ivan BC
Ivan BC
2 anos atrás

Nunão 17 de setembro de 2017 at 12:31
É verdade! Depois que eu postei o comentário que li o seu comentário! A Formidable nada mais é que uma La Fayette com anabolizantes kkkk
Abraço!

Dalton
Dalton
2 anos atrás

“Tirando os EUA que só operam navios de mais de 6000 Ton todas as outras marinhas tem uma classe de navios maior entre 6-8 mil toneladas e outra de 3-4 mil toneladas, então …” . August… . Os “EUA” operam o “LCS”… cujo deslocamento quando totalmente carregado ultrapassa as 3000 toneladas…verdade que ocorreram e continuam ocorrendo atrasos na entrega de navios novos, mas, dentro de alguns poucos anos o LCS constituirá uma significativa parcela dos combatentes de superfície da US Navy e uma nova classe de fragatas, está em estudo. . Falando em fragatas, até 2015, a US Navy operava… Read more »

Gabriel Oliveira
Gabriel Oliveira
2 anos atrás

O ano passado pensarem PA eu considerava um sonho,hoje sonhar com fragatas é um sonho,PA então é manicômio.

Gabriel Oliveira
Gabriel Oliveira
2 anos atrás

A contento visto a nossa capacidade limitada de construção naval não seria hora de cogitamos comprar no exterior e deixar um pouco o orgulho de lado e procurar nos adequamos a realidade que é hoje não temos condições de produzir um navio nacional em um preço competitivo de mercado e termos uma capacidade de e entrega dos mesmos custando os olhos da cara,bom é do uma observação.

Augusto
Augusto
2 anos atrás

A reportagem esqueceu da Fridtjof Nansen da Noruega baseada na f-100 espanhola e que custou 500 milhões de doletas por unidade e também da kdx-iia a versão stealth da kdx-ii que irá custar entre 500-700 milhões de dólares

Nunão
Nunão
2 anos atrás

“Bavaria Lion 17 de setembro de 2017 at 14:16
Nunão
Se o projeto prevê 25 nós, não é achismo. É leitura do projeto, simples.”
.
Leia de novo o que você mesmo escreveu, entre parêntesis, no comentário em questão. O achismo é vc achar, sem qualquer conhecimento da potência precista para os motores, que o navio não vai chegar a 25 nós, e não que a especificação é de 25 nós.

Nunão
Nunão
2 anos atrás

Obs: precista=prevista

Bavaria Lion
2 anos atrás

Nunão A corveta vai ficar muito pesada, porque querem fazer dela a principal escolta da “frota” brasileira. Haja vista que todos os projetos autócnes ou semi-autócnes nacionais têm ficado aquém do planejado (as Inhaúma são projeto da Marine Technik, porém totalmente executado pelo AMRJ). Não precisa ser vidente ou ter bola de cristal também, pra perceber que as especificações iniciais previam 28 nós (http://www.naval.com.br/blog/2014/10/29/euronaval-2014-caracteristicas-das-corvetas-tamandare-e-do-npaoc-br/), porém com a belonave ficará muito pesada para a propulsão base (que deve ser a mesma da barrosa e das inhaúma) não vai conseguir essa performance. Boa sorte aos engenheiros pra encaixar mais uma turbina nesse… Read more »

Bavaria Lion
2 anos atrás

Essa “maravilha” da tecnologia nacional pela bagatela do preço de duas Incheon. Que tem vaso navegando já…

Bardini
Bardini
2 anos atrás

Quanta baboseira…

Nunão
Nunão
2 anos atrás

Bavaria Lion, vc gastou linhas e mais linhas escrevendo besteira a partir de premissas erradas. Por exemplo: . “Boa sorte aos engenheiros pra encaixar mais uma turbina nesse casco” . Não terá turbina nenhuma, muito menos “mais uma”. A propulsão especificada para a Tamandaré é CODAD, e não CODOG, como suas predecessoras. . Além disso, ter maior deslocamento (ou ser mais pesada, como vc escreve) não tem relação direta com maior ou menor velocidade máxima. A Barroso, por exemplo, tem deslocamento superior à Inhaúma, e a potência máxima para velocidade de pico, em ambas, é semelhante. Porém, a Barroso tem… Read more »

Nunão
Nunão
2 anos atrás

Ah, ia esquecendo: os dados que vc colocou do projeto da Tamandaré estão errados. Ou seja, mais uma premissa errada para argumentações furadas.
.
Como já escrevi, pesquise mais e melhor, estude mais, não tenha medo de ter dúvidas, de perguntar, de aprender. Melhor uma dúvida exposta, um aprendizado bem sedimentado, do que discorrer uma série de certezas erradas.

sergio ribamar ferreira
2 anos atrás

Segundo a postagem( boa por sinal) a MB pode ter três alternativas (caso haja real interesse): a francesa Freem; a F2000 Icheon, Sul Coreana; a russa Project 22350.Probabilidade ,segundo custo-benefício e aquisição imediata, Icheon. Em caso de parcerias como ocorre com o Prosub, a Fremm. Não desfazendo da russa. A MB poderia solicitar avaliações para aquisição dos meios. Agora, possibilidades existem para obtenção. Infelizmente esperamos que haja vontade, desejo e interesse. Conversa de não ter dinheiro na minha opinião virou “engana trouxa”.

Paulo
Paulo
2 anos atrás

Achei estimativas que a Marinha da Itália pagou em torno de 600 mi de Euros por cada uma de suas 5 Freem ou seja, é um navio totalmente fora da nossa realidade, embora seja uma fragata pesada excelente. Aa Type 54 com sistema de radar ocidental, o Sistema AA que parece ser bom e os 3 CIWS, e instalar por aqui os Exocet e torpedos nos sairia por 300 milhões de dólares, só fechar um pacote. Teríamos uma fragata com sistema de ponta ao invés de um “Corvetão” que ninguém sabe quanto vai custar e quando vão entregar.

Bavaria Lion
2 anos atrás

Nunão Veja o link que postei. Só com os MTU também não ajuda a chegar em 25 nós. Sobre o projeto, vi o que tem aqui na net. Sua sapiência pode mandar mais informações do projeto. Baboseira, pra mim, é refutar sem dados ou sem especular a partir dos dados que tem (meu caso). Os dados que eu tomei por base foram daqui mesmo. Mas eu não estou preocupado com credibilidade, além de que, alguém dizendo que alguma coisa é baboseira sem argumentar com fatos, só é mais baboseira ainda. Além do desempenho especulado a partir da propulsão, sua sapiência… Read more »

Ádson
Ádson
2 anos atrás

sergio ribamar ferreira 18 de setembro de 2017 at 0:20
Sergio, sou grande defensor do representaria para a Marinha a construção da Tamandaré aqui no Brasil, mas se por um acordo a Icheon viesse a ser construída aqui talvez por alguma parceria e se mudassem sua propulsão de CODOG para CODAD, Acho que também seria uma boa.

Ádson
Ádson
2 anos atrás

Há, os misseis anti-navio também poderiam ser o MAN-SUP.

Ádson
Ádson
2 anos atrás

A Icheon-BR ficaria assim: Comprimento 114 m (374 pés ) Boca 14 m (45,9 ft ) Calado 4 m (13,1 pés ) Propulsão CODAD 2 x motore a diesel SHP ??? 2 x hélices Velocidade 25 a 28 kn (máxima) A definir -18 kn (33,4 km / h ) (cruzeiro) A definir Autonomia 8 000 mn (14 800 km ) Armament 1 x canhão de 76 mm 1 x Bofors 40 Mk4 BAE Systems 40mm ou Pantsir M ou AK 630 CIWS ??? (custo) VLS Sea Ceptor 4 lançadores de mísseis anti-navio MAN-SUP 2 x 3 lançadores de torpedos Aeronaves… Read more »

Rafael Oliveira
Rafael Oliveira
2 anos atrás

Bavaria,
Partindo do projeto da Barroso. Retirando a turbina GE LM2500, sobra espaço para colocar mais um MTU Friedrichshafen (20V 1163 TB83), somando-se aos dois MTU da Barroso.
Assim como podem colocar outros motores, em outros arranjos (2 mais potentes ou 3 equivalentes).
Claro que tudo pode dar errado, mas não dá para dizer, de antemão, que a MB não consegue colocar um grupo propulsor CODAD para que a Tamandaré atinja 25 nós. Espaço tem.

Alex Nogueira
Alex Nogueira
2 anos atrás

Espero que seja escolhido algum projeto que tenha bom custo x beneficio, que seja feita apenas as adequações necessárias, que seja tudo construido em algum estaleiro fora do Brasil, que não tenha nenhum dinheiro desviado e que tudo fique pronto no prazo. Acho que não é pedir demais…

Bardini
Bardini
2 anos atrás

Bavaria Lion, O projeto da Corveta Tamandaré segue padrão internacional. É normatizado pela RINA Services. http://www.rina.org/en/our-services/classification/naval-ship-services Sobre a propulsão… Essa parte do projeto foi a VARD (Fincantieri) que fez. Se os caras não sabem montar um arranjo propulsor, então você quem sabe. . Ensaios de comportamento do casco foram feitos (Resistência, linha de fluxo e auto-propulsão, Cavitação, Comportamento no Mar e Manobrabilidade) e os resultados foram satisfatórios e o projeto concluído. A não ser que você possa questionar os estudos feitos pela Marinha, VARD e FORCE Technology com algo concreto, os seus argumentos são pura forçação de barra (como sempre)… Read more »

Augusto
Augusto
2 anos atrás

Deveríamos pensar se o Brasil precisa mesmo de um navio para funcoes de escolta . Porque não só um naval que possa integrar um battlegroup extrangeiro num exercício sem fazer feio ? Pq não um navio que seja feito apenas para missões da ONU como a F-125 alemã ? Pra que escoltas ? Não temos inimigos, não vamos entrar numa guerra que precisaremos escoltar nada. Acho que umas 8 corvetas tipo Tamandaré para o Brasil + uns 2-3 navios maiores para missões de paz ou missões de baixa intensidade com características assimétricas uma boa, assim sendo não vejo projeto melhor… Read more »

Bavaria Lion
2 anos atrás

Bardini O projeto da Inhaúma também era certificado e feito por um escritório internacional. Acredito que seja norma, uma vez que ao que tudo indica, não existe pessoal qualificado para fazer um projeto do zero por aqui. Porém o projeto ficou do jeito que ficou. Mais caro e pior que os seus pares da época (MEKO 140, por exemplo). O “fator brasil” sempre desencadeia perda de qualidade, uma vez que o projeto Marine Technik (das inhaúmas) foi um dos designs “perdedores” do programa português (segundo li após procurar saber do projeto), porém, tinha reconhecida qualidade e certificações ao redor do… Read more »

Nunão
Nunão
2 anos atrás

“Bavaria Lion 18 de setembro de 2017 at 1:21 Nunão Veja o link que postei. Só com os MTU também não ajuda a chegar em 25 nós. Sobre o projeto, vi o que tem aqui na net.” . Bavaria Lion, O link que vc postou é de três anos atrás, com o projeto ainda em andamento. Houve modificações, tanto no porte, com aumento do deslocamento e da boca, assim como da propulsão pretendida. Veja as especificações mais recentes no link que eu coloquei, do Centro de Projetos de Navios. . “Além do desempenho especulado a partir da propulsão, sua sapiência… Read more »

Nunão
Nunão
2 anos atrás

Ainda sobre a afirmação de que só com motores diesel não ajuda a chegar a 25 nós, aguardo até agora a informação que você deve ter (ou deveria, pelo menos) da potência dos motores diesel especificados para o projeto. Tem na net?

Nunão
Nunão
2 anos atrás

Uma correção por erro de digitação:
.
…como acha que a Barroso, com deslocamento maior, tem velocidade máxima de projeto maior que da Inhaúma, de porte menor, mesmo a potência máxima para velocidade de pico (uso unicamente de turbina) sei praticamente a mesma.