terça-feira, agosto 3, 2021

Saab Naval

BAE entra na disputa para nova fragata dos EUA com sua Type 26

Destaques

Alexandre Galante
Ex-tripulante da fragata Niterói (F40), jornalista, designer, fotógrafo e piloto virtual - alexgalante@fordefesa.com.br

Imagem em 3D da nova Type 26

Por David B. Larter 

LONDON — A BAE Systems está oficialmente atacando o novo programa de fragatas da Marinha dos Estados Unidos com sua nova Type 26 agora em produção no Reino Unido.

Funcionários da empresa confirmaram na quinta-feira que responderam ao pedido de informações da Marinha dos EUA e estavam em negociações com empresas não especificadas nos estados sobre como construir o navio para o programa FFG(X), de acordo com um funcionário da BAE que falou sobre os antecedentes para discutir desenvolvimentos iniciais.

“Em termos dos requisitos técnicos, é uma boa opção. Respondemos ao RFI e estamos confiantes de que é uma boa opção”, disse o funcionário.

A Type 26, projetada principalmente como um navio antissubmarino, está competindo tanto para os programas de fragata canadense como o australiano. A guerra antissubmarino é um requisito fundamental para a FFG(X), que a BAE pensa que dá à sua fragata uma vantagem. O design também incorpora uma grande baia de missão que pode ser usada como espaço flexível para módulos de missão.

“A Type 26 está no início da vida, é um novo design e atende aos novos padrões, e incorpora a adaptabilidade”, disse o funcionário.

O mastro do navio pode ser reconfigurado para suportar o Enterprise Air Surveillance Radar da Raytheon e terá energia, espaço e resfriamento suficientes para suportar outros requisitos que a Marinha dos EUA está buscando incorporar.

Embora a Type 26 incorpore ou possa se adaptar a praticamente todas as capacidades descritas no RFI de julho, incluindo 36 células do sistema de lançamento vertical e lançadores Mark 41 VLS, o navio pode ser muito caro para a Marinha, de acordo com Bryan Clark, um analista com o Centro de Avaliações Estratégicas e Orçamentárias e um antigo auxiliar do ex-Chefe de Operações Navais almirante Jon Greenert.

“Eu acho que eles estão inclinados a algo com um pouco menos de capacidade, que será um pouco mais econômico”, disse Clark.

A Marinha Real britânica recentemente assinou um acordo para as três primeiras fragatas Type 26 no valor de £3,7 bilhões (US$ 4,9 bilhões). O custo médio de uma unidade ficou um pouco menos do que um destróier da classe “Arleigh Burke”, embora essa não seja uma métrica perfeita porque os custos seriam diferentes para uma versão dos EUA.

Ainda assim, a Marinha não está buscando comprar um navio que venha a competir por missões com o destróier, disse o almirante Ron Boxall, em uma entrevista exclusiva com o Defense News em julho.

“Nós não queremos que o navio seja tão grande que venha a competir com o destróier. Queremos que ele faça parte do high-low mix”, disse Boxall. “Portanto, garantir que obtenhamos esses recursos no melhor valor é importante”.

Mas o navio enfrenta outros ventos contrários também, disse Clark, porque alguns dos projetos concorrentes já possuem navios que podem mostrar à Marinha, enquanto a BAE Systems acaba de cortar o aço para a primeira Typo 26 neste verão.

“O problema que enfrentam é que o resto de [seus concorrentes] tem navios que realmente existem”, disse Clark. “Você olha para FREMM da Fincantieri, já existem cascos na água que você pode mostrar. A [Huntington Ingalls] pode mostrar o National Security Cutter e dizer: “Nós poderíamos oferecer uma versão modificada dele para a fragata”.

“A Marinha fez um bom negócio ao enviar o RFI que estava buscando “projetos comprovados”, o que provavelmente significa que ela está procurando por navios que já existem”.

Imagem em 3D da Type 26 vista pela alheta de bombordo

Indústrias que participam da produção de componentes para a Type 26

FONTE: Defense News

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Matheus Ugraita

Bela e imponente, Mas é cara demais. Se não fosse, gostaria de ver a MB com pelo menos 16 vasos destes. Saudações!

Bosco

A USN deve estar querendo 32 células do Mk-41 e não 36 como cita o artigo..

A combinação de armas e sensores da nova fragata deve ser bem interessante:
-canhão Mk-110 de 57 mm (com munição guiada)
-4 SSMM para 60 mísseis Longbow
-32 células Mk-41 para mísseis ESSM Block 2, SM-2 Block IIIB e VL-ASROC
-lançador RAM ou SeaRAM
-2 canhões Mk-46 de 30 mm
-2 lançadores triplos de torpedos Mk-32
-8 LRASM/Harpoon II Plus/NSM (????)
-8 lançadores Nulka
-32 lançadores Mk-36 SRBOC
-2 helicópteros MH-60R e/ou MQ-8B
-2 UAVs Scan Eagle
-radar EASR
-etc.

Fábio CDC

16 é um bom número, mas considero muito pouco.
.
Se houvessem instalações e pessoal adequado, eu compraria umas 25. Afinal, sonhar ainda é de graça, Rssss

August

Pra mim a US navy ia comprar lcs com mísseis Anti navio para servirem como fragatas

Bavaria Lion

Tudo caminha para a FREMM italiana, uma das melhores, senão a melhor, dentre as fragatas do mundo. Acredito que vai rolar a fragata americana, vejamos se a TKMS manda resposta com as F-124 e 125…
A frança pode mandar horizons, porém esses são destroyers, também em parceria com a Fincantieri, que, por sinal, rendeu ótimos navios. Diferentemente da gowind e da bell@rra…

Bardini

Quem vai acabar levando:comment image

Airacobra

BPra que tanto harpoon assim hein Bardini? Só os 8 da proa estavam de bom tamanho, ou os 8 de cima do hangar, mas 16 é muito missil, acho que deve ser pra sacanear a Royal Navy, só pode, kkk

Carlos Eduardo

Nosso amigo Bardini Tem rasão os americanos são muito protecionismo favorecem as atividades econômicas internas em detrimento da concorrência estrangeira. Tal teoria é utilizada por praticamente em todos os setores.
Uma nave dessa cruzando nossas águas e no mastro a pavilhão verde amarelo seria lindo

Bardini

Airacobra, eu também achei o número um pouco exagerado, coisa de Russo, rsrsrs…
Mas não é raridade essa configuração de 16 mísseis. Alguns navios tem essa capacidade, mas poucos operam com tudo isso $$$…
A Argélia comprou Meko A200AN, com espaço para 16 RBS-15 Mk3 e parece que emprega todos.
comment image
.
Mas o comum mesmo, são os 8…
Talvez (não sei) aqueles mísseis montados no LCS também poderiam ser usados para atacar alvos em terra. Seria um motivo para tantos.
.
Ou… Só estão demonstrado onde podem ser montados. Pq quem define o recheio é a US Navy.

Bardini

Carlos Eduardo, pois então. Se eu fosse dono de um projeto, ofereceria… Mas e o “Make America Great Again”?

Bosco

Há dois motivos para se ter grande quantidade de mísseis Harpoons, uma delas é poderem ser utilizados contra alvos em terra, como mini-Tomahawks; a outra é o ataque de saturação contra um navio bem defendido.

Tem comentário meu retido.

Alex Barreto Cypriano

Brits doidinhos pra arranjar um cliente bem pagante.
A USN não quer uma fragata dessas. Por um pouco mais constroem um Arleigh Burke.
Um design nativo será adotado, mesmo com defeitos e insuficiências.
O UK que se vire como puder com outros, já que a América não é bobinha desde o século XVIII.

Alex Barreto Cypriano

Hehehe, aquele heli pousando no convôo da Type 26, parece grande demais.
Por segurança, o clear da órbita das pás em relação ao volume elevado do hangar deveria ser de 15 pés, no mínimo uns 10. Confere?

_RR_

Bardini,

Concordo… O LCS como deveria ser…

O que os americanos buscam é um legítimo substituto para a classe ‘Perry’, uma lacuna que não foi devidamente preenchida pelas classes ‘Freedom’ e ‘Independence’…

Me pergunto se não faria mais sentido entrar com um vaso mais leve que a ‘Type 26’… E certamente não poderia ser a proposta para a ‘Type 31e’…

Dalton

Provavelmente _RR_ porque a T-26 já é um projeto sólido e sua construção já foi iniciada…o ideal ainda seria oferecer um navio que já estivesse
em serviço, mas, é o que os britânicos podem ofertar por hora, pois a T-31 é ainda muito incipiente.

Bavaria Lion

Taí uma verdade: a Lockheed tem um lobby fortíssimo e sempre ganha as concorrências mesmo sem ter o melhor vetor em questão muitas vezes (seria melhor terem feito o YF-23 ou a orquinha, por exemplo?). Esse LCS derivado da classe “freedom” certamente não será melhor que uma FREMM, F-124/125 ou mesmo uma F110 Navantia, porém, se responder ao RFI deverá ganhar. Em relação a capacidade técnica, porém, a FREMM italiana vem sido elogiada constantemente pelos oficiais ianques. Tal como o caso do Rafale x super lobby (que nesse caso, beneficiou a boeing): os relatórios técnicos pediam a produção do vetor… Read more »

Roberto Bozzo

Pelo que andei lendo, o maior problema nos LCS modificados trata-se de que os originais não foram pensados para carregar tantas armas e sistemas, foram construídos para serem rápidos e leves… o da Austal é feito em aluminio inclusive…. daí a susbstituir as chapas por aço específico (para trazê-los para as especificações de segurança da USNavy), mais o VLS, mais sistemas mais complexos e que necessitam de mais energia (portanto novos geradores), etc. trariam este peso extra, que não esta contemplado no projeto LCS original, então teriam de refazer praticamente todo o projeto o que poderia encarecer muito. E os… Read more »

Carlos Alberto Soares

Bavaria Lion
O Fator Donald é que vai decidir, vai dar Âmis.
Em que pese eu concordar com vc,
a pizza, os chucrutes e a paella são melhores.

Carlos Alberto Soares

Esqueci, a T 26 impõe respeito também.

_RR_

Caro Dalton.

Concordo.

Mas ocorre que, pelo que já foi divulgado até aqui, esse vaso está além do necessário… O FFG (X) está cotando um navio que vá das 4000 as 6000 toneladas.

ttps://navyrecognition.com/index.php/news/naval-exhibitions/2017/dsei-2017-show-daily-news/5562-dsei-2017-lockheed-martin-unveils-lcs-125m-concept-design-for-us-navy-ffg-x.html

Bosco

Correção: 36 células do Mk 36 SRBOC e não 32. Cada lançador é composto de 6 células.

Matheus Ugraita

Fábio CDC até que é um número bom rs 16 fragatas mais 16 submarinos convencionais acredito que teríamos uma bela Navy 🙂

EParro

Bardini 15 de setembro de 2017 at 7:30
Carlos Alberto Soares 15 de setembro de 2017 at 11:39

Duvido que, com The Donald, os navios para a marinha americana não sejam construídos na América e por estaleiros americanos.

Saudações

Ivan BC

Carlos Eduardo 15 de setembro de 2017 at 0:59 kkkkkk Estados Unidos muito protecionista??? O país mais aberto do mundo! Se USA é protecionista, imagina o que as pessoas dos outros países pensam do Brasil (até 1993 tinhamos COTA para comprar computadores kkkkk). Apenas para comparação, o comércio exterior da Nova Zelândia é 4 vezes maior que o nosso e mais diversificado. Uma coisa é ser protecionista ou coisa é ter inúmeras empresas de defesa em solo nacional com produtos tão bons ou melhores do que os vendidos no exterior. Não faz o menor sentido comprar de um fabricante externo… Read more »

Renato Clementi

Duvido ganhar !! No final a lockheed martin ganha

Helano Moura

o número certo para qualquer coisa na marinha e seis , pois se passar disso começa a interferir na folha salarial
do almirantado que não e pouco !!!!!

Bavaria Lion

Quem tiver a parceria mais estreita com a Lockheed pode sair vencedor, caso o vaso do LCS 125 mais pesado não seja o escolhido. A Fincantieri também sai na frente nesse quesito (possui estaleiro nos EUA, e de todo modo, parte das divisas ficaria la mesmo). A BAe tem uma estreita parceria nos f-35, embora também, como falou o consultor da matéria, não tenha vasos em operação. O projeto Lockheed é o que tem mais potencial de exceder o tamanho previsto (6k ton), porém se eles entrarem com toda a equipe ganham a proposta. Pode não ser tão ágil no… Read more »

Dalton

-RR-
.
lendo agora novamente seu comentário – “certamente não poderia ser a proposta para a ‘Type 31e’…” compreendi que você não estava defendendo a T-31 como proposta, de qualquer forma não custa nada para os britânicos fazerem uma propaganda extra de suas T-26s.
abs

_RR_

Dalton,

Perfeito. Certamente que todo o esforço é válido; até para tentar diminuir os custos da própria empreitada da RN, que evidentemente não será algo tão “affordable” nem pra eles…

Saudações.

Aurélio

Os EUA protecionistas ??? Eles possuem a melhor tecnologia em quase todos os ramos do conhecimento humano. Então não faz sentido, eles comprarem algo de outros, que eles podem fazer . Alguém já comentou que os ingleses apresentaram o que tem. Se é melhor, ou não, é outra história. Agora, vocês podem ter certeza , que os americanos escolherão o que é melhor para eles. Nós deveríamos aprender com eles.

Jonas Rafael

Acredito que os americanos priorizarão primeiro a robustez do design e em seguida o custo de produção

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