OPV 80 – Lürssen Defence

O governo de Turnbull anunciou em 24 de novembro a encomenda de 12 (em vez de 20 no anúncio de 2014) navios de patrulha offshore projetados e construídos sob contrato principal com a Lürssen.

O projeto Offshore Patrol Vessel (OPV), que vale até US$ 4 bilhões, será entregue por trabalhadores australianos, em estaleiros australianos usando aço australiano.

Os OPVs terão um papel importante na proteção das fronteiras e proporcionará maior alcance e autonomia do que a frota de patrulha existente.

O investimento em novas capacidades navais, como os OPVs, é uma parte fundamental do compromisso do governo Turnbull em relação à defesa e à segurança da Austrália.

Conforme detalhado no Livro Branco de Defesa de 2016, o Governo está passando por sua maior regeneração de capacidade naval desde a Segunda Guerra Mundial.

Os OPVs permitirão à Marinha empreender operações mais extensas e proteger os recursos em maiores distâncias e em ambientes marítimos mais complexos.

O anúncio é a próxima etapa do Plano Nacional de Construção Naval da Austrália e empregará diretamente até 1.000 trabalhadores australianos – 400 diretos e mais 600 na cadeia de suprimentos.

Os OPV da Marinha serão do projeto Lürssen, utilizando a ASC Shipbuilding em Adelaide para a construção dos dois primeiros navios.

O projeto então se transferirá para a Prefeitura Marítima de Henderson, em WA, onde a Lürssen usará as capacidades da Austal e Civmec para construir dez OPVs, sujeito à conclusão de negociações comerciais.

O primeira dos 12 OPVs iniciará a produção no quarto trimestre de 2018.

O anúncio representa um passo significativo na implementação da visão do governo Turnbull para uma indústria de construção naval australiana contínua, inovadora e soberana, conforme descrito no Plano de Construção Naval.

O investimento do governo da Turnbull em construção contínua de navios garantirá que as capacidades marítimas da Austrália serão mais flexíveis e versáteis do que nunca.

106 COMMENTS

  1. 1 x 57mm, 2 x 20mm, 2 x .50, 4 Exocet MM40, helis até 11toneladas… mas isso é quase uma corveta ! Mas com o dragão se expandindo, não chega a surpreender.
    .
    Perto disso a classe Amazonas é desdentada.
    .
    “Trabalhadores australianos, em estaleiros australianos usando aço australiano”. Mitou !

  2. Oi Delfin, mas um grande detalhe, são TO´s e TG completamente diferentes, apensar de serem o mesmo tipo de embarcações realizam funções muito diferentes

  3. Delfim Sobreira, a única coisa que se aproveitam são esses quatro mísseis.
    O resto é tudo metralhadora para afugentar cardume de peixes ou pesqueiros ilegais.
    Para guerra que é bom essas armas de pequeno calibre não servem para nada…

  4. “Delfim Sobreira em 24 de novembro de 2017 at 21:57
    1 x 57mm, 2 x 20mm, 2 x .50, 4 Exocet MM40, helis até 11toneladas… mas isso é quase uma corveta ! Mas com o dragão se expandindo, não chega a surpreender.”

    Sem saber mais detalhes do resto do recheio, é um OPV metido a corveta, conceito que considero um erro. Falta muita coisa (e não estou falando só de armamento) pra deixar de ser OPV e ser considerado realmente uma corveta.

  5. Nonato, meu amigo, não seiria em hipotese alguma, OPV não é navio de combate … não menosprese o armamento, não fação isso não, até pq não é bem assim

  6. Para a função de patrulha, parece-me demais. Vejo a classe Amazonas mais adequada como patrulha; o único porém, talvez seria o canhão de 57mm, mas…
    Agora, para um combatente, parece-me um terrível engano estes patrulhas anabolizados.
    Acredito que seria muito melhor uma corveta ou uma fragata.

  7. Pra combate propriamente dito, os caras vão ter 3 Navios focados em AAW e 9 em ASW… Esses OPVs complementam os patrulhas da classe “Cape”, que a Austal já vinha produzindo.
    .
    E falando nisso, o segundo Destroyer dos caras começou as provas de mar.

  8. Já dizia o sábio Falcão, que parafraseei mais de uma vez:

    Homem é homem, menino é menino, corveta é corveta e navio-patrulha oceânico é navio-patrulha oceânico.

  9. Essa foi a decisão mais estranha de todas as concorrência da Royal Navy até aqui, todo mundo esperava 20 OPV(s), foram anunciados 12, todo mundo esperava que a Fassmer ou a Damen ganhassem, ganhou a Lurssen e pior a Lurssen estranhamente vai construir a maioria dos OPV(s) 10, no estaleiro que era parceiro do rival (Fassmer) na concorrência, ou seja, ela vai construir 2 no estaleiro parceiro da concorrência e 10 no estaleiro parceiro da rival. A conclusão que tiro dessa lambança toda é que político é vag*bundo em tudo que é lugar, eles só mudam de língua e endereço, os militares tem um trabalhão para fazer uma concorrência correta e justa para no final aparecer o político com uma decisão que avacalha com tudo

  10. MO
    Sim, o TO é diferente, o dragão é a China.
    .
    Nunão.
    Um OPV não é uma corveta, não tem velocidade, armamento antiaéreo ou antisubmarino. Mas o site da Lürssen coloca “AsuW” como uma das possibilidades dos OPV-80. Os Exocet não são para pesqueiros. Um convoo para helis de 11 tons ? Um Seahawk pronto pesa 8 tons.
    A própria matéria coloca “ambientes marítimos mais complexos” e “capacidades marítimas da Austrália serão mais flexíveis e versáteis”.
    A Austrália com a China ali do lado apostou em OPVs anabolizados.

  11. Em outro post eu já havia comentado que esse é o OPV mais parrudo do mercado. A versão Lürssen 90 (que ainda não tem encomendas) porta ainda um RIM-116 ou VLS mk56 de defesa aérea, com um Compact 76mm na artilharia da proa.

    Recentemente, estiveram concorrendo por fabricação de corvetas com alguns projetos interessantes, e, o OPV 90 é mais bem armado do que grande parte das corvetas do mercado. Uma ótima capacidade ASuW nesse barco.

    Porém, eu gostaria mesmo de ver o projeto de corveta pura desse estaleiro (com capacidades ASW).

    http://www.luerssen-defence.com/luerssen-opv-90/

  12. O preço do navio vai sair salgado (em torno de 333 milhões por vaso), porém, haverá o custo de 100% de nacionalização da produção, até do aço. Tomando por base isso, esse valor tá até barato.

  13. Delfim Sobreira,
    Exocet até a classe Floreal levava (ou ainda leva, nem sei mais).

    Pra mim, pra ser chamado de corveta um navio tem que ter compartimentação adequada, geração de energia e capacidade de refrigeração de equipamentos e compartimentos para tripulação, armas e sensores para várias funções (ASW, ASuW, AAW), entre outras características. Pra começar.
    Repito: homem é homem, menino é menino, político é político…

  14. Delfim, sim sem duvida, mas me referi mais especificamente ao tipo de TO baseado na Geografia, muitas ilhas otimizando a ação deste tipo de navio um pouco mais rmado

  15. Sim. Por isso digitei que “é quase uma corveta”. Quase mas não é.
    Mas os avanços em tecnologia, a demanda por meios multimissão, que façam mais por menos, e o aumento de atribuições, obrigam à racionalização dos meios.
    Hoje em dia um policial parece um infante, e o infante faz GLO. O F-39 vai substituir aviões de caça e de ataque, e melhor. Veículos de infantaria IFV tem armamento anticarro, e assim vai.
    OPVs se aproximam de corvetas, mas as corvetas se aproximam de fragatas, e fragatas se aproximam de destroyers.
    Hoje em dia a MB tem que cuidar de 200 milhas de mar territorial, mais as plataformas de pré-sal e uma área SAR enorme.

  16. A Austrália e o Brasil que deu certo, se cada brasileiro pudesse conhece a Austrália pessoalmente, saberia pq sou a favor do Estado mínimo…Lá quase não existe empresa estatal, os municípios pequeno não possui câmera de vereadores, Leis na Austrália não existe a centenas de brechas que existe na nossa, o ensino fundamental e médio e gratuito e o universitário e privado (mais fiscalizado pelo estado, e existe vários tipo de bolsa para as pessoas realmente que não pode paga.) e o principal lá não tem a disparidade salarial que existe no Brasil. Exemplo um juiz ganha em media lá 30 mil reais, só que o faxineiro ganha em media 7 mil.

  17. Um vaso belíssimo, sem dúvidas… Mas peca pela ausência do hangar… Para os australianos, operando de frente para mares vastos, entendo que isto seria essencial em um patrulheiro oceânico…

  18. _RR_…
    .
    se todo “oceânico” contasse com helicóptero orgânico haja helicóptero disponível, já que
    sempre haverá àqueles em manutenção ou em treinamento então seria necessário investir mais em helicópteros , tripulações, etc.
    .
    Não estou negando a importância de um helicóptero orgânico e sim que não é possível se ter de tudo e há muitas ocasiões em que um helicóptero pode operar durante alguns dias apenas
    utilizando a convés de voo…é prática comum até nos primeiros 28 destroyers da classe
    Arleigh Burke que não possuem hangares.
    .
    Ter um helicóptero orgânico também não significa que ele estará disponível o tempo todo e
    necessitará de um navio maior ou o espaço que poderia ser utilizado para outras coisas terá que ser reservado para a tripulação da aeronave e uma equipe de manutenção a bordo, são
    mais leitos, mais víveres, sem mencionar espaço para o combustível para à aeronave.
    .
    Austrália de fato é um país sensacional…como mencionado pelo Francisco e conheço pessoas que se mudaram para lá e nem em sonho pensam em voltar para o Brasil…mas…está se falando de um país de menos de 25 milhões de habitantes e isso ajuda também.

  19. Como o assunto sempre pende pro nosso lado e essa discussão de Corveta vs OPV é interessante, eis o projeto do CPN:
    https://www.marinha.mil.br/cpn/sites/www.marinha.mil.br.cpn/files/imagens/imagens_site/NapOc.jpg
    .
    Se você confrontar as dimensões desse projeto com as da classe “Inhaúma”, bate com muita “coincidência”. Até as linhas do casco tem semelhança. Sendo “coincidência” ou não, é o que as “Inhaúma” deveriam ter sido ou continuado sendo, já que o projeto deriva de um patrulha.
    .
    Aí eu pegunto: Se colocar 4 MAN SUP e um Simbad RC sobre o Hangar daquilo ali, já não dá de chamar de Corveta?
    Aí entra outro questionamento: Precisamos disso? E outra… Pq insistem tanto com essa “Tamandaré”, se podemos ter uma Corveta Inhaúma Batch “infinito e além”?
    .
    “Fragata” vs “Corveta Tamandaré”… Pq vamos continuar insistindo em mais uma Corveta? Pq não colocar dinheiro em algo maior, como um Fragata, com melhores qualidades marinheiras, agregando mais utilidades e capacidades em um ambiente de Guerra Naval?
    .
    Enfim. Essa “Inhaúma” é pior que encosto! Grudou e nunca mais vai sair.

  20. Acredito Bardini que a marinha brasileira assim como muitas outras queira um principal e um secundário combatente de superfície…um secundário mais barato e mais acessível de planejar e construir em um primeiro momento, poderá permitir à aquisição de um número maior de unidades complementando um número menor de principais que virão ou deverão vir subsequentemente às corvetas classe Tamandaré, uma evolução necessária da corveta Barroso.

  21. Mas aí você pega o exemplo dos australianos… Lá o planejamento é não ter esse tal secundário. Será que eles estão errados e nós é que estamos certos?
    .
    Veja que a Marinha deles atua em um ambiente muito semelhante ao nosso. Não é uma Marinha que tem que navegar pouco para cobrir suas responsabilidades. Pelo contrário, a Austrália fica longe de tudo e de todos e possui uma imensa costa.
    .
    Será que ter só os “Principais” e colocar o dinheiro desses “Secundários” em vários OPVs não é mais efetivo?

  22. Caro Nunão

    Realmente um OPV jamais pode competir com uma corveta, não tem compartimentos estanques, casco projetado em padrão civil, vulnerável. Não tem recursos de guerra eletrônica e é cego ou melhor surdo para submarinos, nem tem SAM como o Sea Ceptor. Mas a diferença é que enquanto se gasta quase 500 milhões de dólares por uma corveta se pode construir 4 unidades de OPV.
    E um OPV pode fazer tudo que uma corveta faz em tempos de paz. E pode ser um navio de apoio em caso de guerra.
    Aí faço a pergunta o que você pensa em ter 16 OPV’s destes para a costa brasileira em um programa de construção nacional. E deixar as escoltas para o futuro. Ou o programa CV 3 onde cada uma vai nascer a cada 5 anos sendo otimista.

  23. Eles terão 3 navios especializados em guerra aérea e provavelmente 9 especializados em
    guerra anti submarina, dependendo do ponto de vista, estes podem ser os “secundários”.
    .
    Não diria que australianos atuam em um ambiente semelhante ao nosso…há uma
    grande concentração de submarinos e aeronaves de outras nações na área, necessidade de navegar milhares de kms até áreas que necessitam ser patrulhadas e eventualmente formar com marinhas de outros países como poucos anos atrás uma fragata australiana passou um tempo no Japão fazendo parte do grupo do então USS George Washington.
    .
    A Austrália tem um pacto de defesa com os EUA, significando direitos e deveres…podem se dar ao luxo de serem cobertos pelos EUA em algumas áreas poupando esforços em outras e isso
    exige por exemplo acomodar cerca de 2000 fuzileiros navais dos EUA em seu território.
    .
    Também há situações em que um OPV não é tão efetivo…como…uma missão no Líbano…a
    “Barroso” já foi enviada para lá uma vez e hipoteticamente uma “Tamandaré” em missão
    similar pouparia uma fragata de cerca de 6000 toneladas de deslocamento carregada de tal
    missão.
    .
    O Brasil na minha opinião precisa de uma força naval equilibrada e não se terá os números necessários apenas com combatentes principais e OPVs, lembrando que uma fragata de cerca
    de 6000 toneladas nem mesmo é considerada um “grande combatente”…na US Navy se tem os grandes, “Ticonderogas” e “Burkes” e os “pequenos” que são os “LCSs”.
    .
    Vale a pena também uma comparação com franceses e britânicos ambos construindo e projetando navios principais e secundários.

  24. A Austrália não tem nenhum problema com a China e tem a Indonésia fazendo um paredão entre os dois.
    Tenho certeza que a China não é a preocupação deles, a maior preocupação deles é com imigrantes ilegais vindos da Asia em barcos precários causando várias tragédias.
    As OPV serão úteis para coibir estas atividades, houveram atritos diplomáticos entre Autrália e Indonésia, mas ficou esclarecido pela nacionalidade dos navios que a maioria deles vem da direção da Indonésia, mas são de outros países, houve um acordo onde a Indonésia atuaria com mais ênfase na repreensão aos que reabastecem estes barcos clandestinos na passagem entre os estreitos da Indonésia, caminho entre o continente asiático e a Austrália.
    A Austrália queria mandar os invasores de volta para a Indonésia, mas a quase totalidade não eram de indonésios, a Indonésia só aceitou os de seu país.
    É a mesma coisa que o Brasil querer deportar um haitiano para o Peru, porque entrou por lá. Claro que o Peru vai recusar, o Brasil que se entenda com o Haiti.
    . https://encrypted-tbn2.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcRYGyCgJ-TYjspEcRA9nKAI8qCqfdJrzgayciYL-YYP-lF95V50JS0I7YEd

  25. Faço algumas considerações:

    1-) Considerando o estado atual econômico em que se encontra o país;
    2-) Considerando o tamanho imenso do mar territorial e a necessidade de contar com vários navios oceânicos pelo menos dez unidades. para patrulha, salvamento e marcar a presença nacional;
    3-) Considerando que não temos nenhum inimigo potencial regional no momento, considerando que a dissuasão basicamente será feita pela arma submarina que é a que teve maior investimentos;
    4-) Considerando que o maior gerador de empregos básicos é as obras em aço dos cascos, sendo que o maior custo encontra-se nos sistemas de armas, portanto os OPV são muito mais fáceis e baratos de construir do que corvetas ou fragatas;
    5-) Considerando que um maior número de navios também absorverá os nossos marinheiros que ficarão sem navios se tudo andar do jeito que vai;
    6-) Considerando que novas escoltas podem esperar para o futuro, por melhores condições econômicas;
    7-) Considerando que por melhor que seja a CV 3 ainda não será do jeito que esta projetada o navio ideal para ser a espinha dorsal das escoltas de uma marinha de águas azuis, de frente para o Atlântico.

  26. Walfrido…
    .
    a Austrália é um aliado natural dos EUA…não é porque não há nenhum problema com a
    China agora que não poderá haver amanhã . Os australianos constantemente enviam seus navios e submarinos para longuíssimas missões…tanto que os submarinos japoneses classe
    “Soryu” não atenderam estas especificações já que possuem alcance inferior até mesmo quando comparados aos atuais submarinos australianos, daí a escolha pelo projeto francês.
    .
    Ao menos por enquanto não há ambiguidade por parte dos australianos e os 2000 fuzileiros navais dos EUA que se revezam na Austrália é um bom indicador dessa aliança.
    .
    Se à Austrália irá mudar de lado ou forçada à medidas mais drásticas por conta de uma aliança
    militar com os EUA é algo que só o tempo dirá.

  27. Para esse OPV ficar “perfeito” faltou só um hangar e um radar 3D rsrs, mas eu certamente ficaria com um Avante 2400+ da Navantia.

  28. O problema desses OPV é que são muito frágeis. Um OPV venezuelano fazendo manobras no Brasil, encalhou, perfurou o casco e alagou a praça de máquinas. O navio teve quase perda total.

    OPVs são uma solução de comprimisso, não são navios de guerra, apenas quebram o galho.

  29. Dalton ( 25 de novembro de 2017 at 9:36 );

    Caro Dalton,

    Eu entendo que, no caso de um OPV, não precisa manter um helicóptero embarcado o tempo todo, bastando operar com a aeronave embarcada somente quando houver real necessidade ( a aeronave pode ser embarcada por ocasião do acionamento SAR ou outra ocorrência ). De fato, o hangar pode ser considerado realmente dispensável nesse caso…

    É evidente também que essas instalações tem seus custos ( certamente acrescenta alguns milhões a conta ), e um OPV sem o hangar vai custar mais barato, além de poder ser menor e mais fácil de construir…

    Mas há situações em que um hangar pode fazer toda a diferença, como efetuar alguma manutenção de menor monta ( o hangar, sem sombra de dúvidas, permite trabalhar com mais comodidade; além de liberar o convoo para outra aeronave, se for necessário ) ou operar com o heli embarcado em mal tempo ( certamente que poupa a aeronave das adversidades do clima, além de garantir maior segurança a anv quando esta não estiver em uso ).

    Operações por longos períodos no mar e/ou longe de casa também “recomendam” um hangar.

    Logo, no meu entender, basta ter as facilidades em si, visando utiliza-las quando for necessário. Apenas se agrega.

    No que tange aos primeiros ‘Burkes’, pelo que sei, a prioridade era tê-los voltados para AAW. Seja como for, operando na defesa da Força Tarefa, sempre teriam o apoio do NAe. Ou estariam operando próximo a costa americana, onde teriam apoio aéreo de terra. Contudo, nas séries posteriores viu-se a necessidade do hangar; penso eu para dar-lhes melhor disposição para cruzeiros independentes longe de casa.

  30. Bardini, Dalton,

    No meu entender, este seria “o OPV”…

    https://www.aviacionargentina.net/foros/filedata/fetch?id=619731&d=1489605077
    http://www.edrmagazine.eu/wp-content/uploads/2017/10/17-Colombia_Navy-1024×640.jpg

    Tem todas as inovações que julgo pertinentes, tais como o passadiço em 360° e o arranjo para recolhimento e acomodação de bote semi-rígido a popa.

    A família de OPVs ‘Gowind’, cujos vasos igualmente dispõem dessas inovações acima, também muito me agrada.

  31. _RR_
    .
    o problema do “basta ter as facilidades” implica em se ter um navio maior ou espaços reservados para uma tripulação maior …destacamento aéreo…combustível para à aeronave…maior necessidade de víveres a bordo por conta de uma tripulação maior e assim por diante.
    .
    Infelizmente não se pode ter tudo e os chamados “compromissos” precisam ser feitos é e
    sempre foi assim.
    .
    Quanto aos “primeiros Burkes” nunca se pensou em utiliza-los perto da costa americana,
    e continuam sendo voltados principalmente para a função anti mísseis balísticos, porém com
    a retirada de tantos navios com helicópteros orgânicos como a classe “Spruance” e a
    necessidade de se ter navios assim equipados para escoltar NAes…decidiu-se dar à partir do vigésimo nono “Burke” dois hangares para operar dois MH-60R.
    .
    Como não há Burkes com hangares em número suficiente eventualmente um dos 28
    primeiros é acrescentado ao grupo de um NAe e costuma operar com um MH-60R…como
    recentemente aconteceu com o grupo do USS George Bush em sua missão iniciada em janeiro e terminada em agosto.
    .
    A preferência para escoltar NAes é dos “Burkes” com hangares…justamente são os navios
    que operam independentes é que são os Burkes sem hangares…cinco dias atrás, partiu de
    San Diego o USS Higgins, justamente para uma missão independente.

  32. Alex Nogueira 25 de novembro de 2017 at 13:26

    Não só tem isso. Pode ter defesa aérea de ponto (Mk56 VLS), datalink, uma variedade de mísseis antinavio a gosto do freguês.

    Pelo requerimento, inclusive, o modelo que deve ter ganho é o 90, não o 80.

    Sensors
    Combat Management System

    1 x 3D Search Radar

    1 x Fire Control Radar

    2 x Nav Radar

    EO/IR Sensors

    1x Helicopter Guidance Radar

    ESM / ESM

    IFF

    Link 11/16

    Weapons
    1 x 76/62 Compact or 1 x Bofors 57 Mk3

    4 x MM40 EXOCET or 4 x RBS 15 Mk3 or 4 x NSM

    1 VLS Mk56 or RIM-116 RAM

    2 x Decoy (e.g. MASS or SWKS)

    2 x 20mm Remote Controlled

    2 x .50 M2HB Machine Guns

    http://www.luerssen-defence.com/luerssen-opv-90/

    Galante

    O modelo de patrulheiro da Venezuela é navantia avante 1400, bem menor que o alemão.

    Saudações a todos.

  33. Me perguntaram, vou tecer então algumas considerações.

    Comentei mais acima que OPV é OPV e corveta é corveta. Apesar de muitas vezes terem porte semelhante, conceitualmente e nos detalhes são diferentes. Se a sua verdadeira necessidade é de um tipo de navio, não faz sentido o outro, e vice-versa. Evidentemente hoje muitos tipos se confundem, muitas missões se sobrepõem, mas isso também não é coisa só de hoje.

    Não entrei na questão do que é melhor ou pior pra MB agora, mas minha opinião a respeito é a seguinte: não havia nenhum OPV em serviço na MB, mas havia uma demanda, e parte dela foi suprida por uma compra de oportunidade de três navios, permitindo ganhar tempo nessa área e atender a outras prioridades enquanto isso. Em compensação, o número de fragatas e corvetas tem diminuído a ponto de, se nada for adquirido, sobrará pouco mais de meia dúzia dos chamados “combatentes de superfície”. E OPV não cobre essa lacuna.

    A justificativa de que não há conflito no horizonte, pra mim, não justifica esperar que o número de combatentes de superfície caia ainda mais enquanto se priorizaria a construção de OPVs. Estar com o número de navios de guerra tão abaixo do mínimo necessário para dissuasão – e estou falando do cenário reguonal – é se arriscar a ver uma situação de conflito surgir justamente para aproveitar essa fraqueza. Governos vizinhos podem mudar, interesses novos e antagônicos podem surgir, e até mesmo potências maiores podem se aproveitar dessas mudanças para forçar interesses a partir de um vizinho que esteja, na ocasião, em condições de peitar regionalmente nossas forças.

    Quanto a imaginar 16 OPVs na MB, penso que metade desse número já seria mais do que adequado, pois há demandas de patrulha e salvamento que podem ser cumpridas por outros tipos de navios, tanto menores para patrulha mais próxima, quanto maiores para salvamento, reboque etc mais distante da costa.

  34. Para uma Marinha que tem de ser Guarda Costeira e exercer função policial em uma imensa ZEE, não dá pra enxergar solução muito melhor do que a entregue por um OPV.
    .
    Aí o que aparece como opção mais palatável, para o desleixo com a função de Patrulha Marítima no Brasil?
    “NPa 500t BR”, com cara de militar. Sério. Precisamos mesmo colocar alguns milhões a mais no projeto para ter alça optrônica, radar diretor de tiro, Bofors Mk4, sistema de combate e demais equipamento $$$, tudo isso para exercer função de polícia nos distritos?
    Não deveriam largar mão dessa “visão militar” no projeto destes navios e fazer algo realmente “policial”?
    .
    Exemplo: Os Espanhóis compram esse navio, para a Guardia Civil: http://www.gondan.com/wp-content/uploads/2016/12/RIO-SEGURA_ES.pdf
    Quanto custou? Pouca coisa a mais que um NPa Macaé, na época, sendo um navio simples.
    Quem será que é mais interessante para função de Guarda Costeira, abordar barco de pesca e etc?
    .
    Aliás, se o NPa Macaé custou X, Esse tal NPa 500t BR vai custar 2X e olhe lá, se colocarem tudo o que tem de “opcional” naquela imagem do projeto. Até reparo para Mistral tem.
    .
    E é interessante notar que em alguns países, chamariam esse NPa 500t BR de Corveta. Só falta um MSS, que o navio também capacidade de receber.
    .
    E esse projeto do NPa vai passar na frente do projeto do RbAM, que se tinha no CPN e que poderia ser muitíssimo útil aos distritos.
    .
    Ok… Melhor ter um navio do que navio nenhum.
    Eu sei que não sou nenhum “expert” e etc, longe disso… Mas acho que estamos dando bola fora no tocante ao reequipamento. É NPa com cara de Corveta. É Projeto de OPV que parece baseado em projeto de Corveta, que foi baseada em projeto de OPV. É Corveta tentando ser a Fragata que nunca será. É projeto de Fragata que nunca vai sair… Um festival de horrores.

  35. Complementando, acho que tanto navios-patrulha menores quanto oceânicos devem sim ser capazes de receber armas mais potentes num espaço de tempo relativamente curto em caso de necessidade – mesmo porque atmar OPVs é uma possibilidade aberta também para nossos vizinhos. Mas isso seria para aumentar a dificuldade a ser ponderada por uma eventual ameaça, de modo a aumentar a nossa capacidade de dissuasão e flexibilidade no emprego das forças. Mas, ainda assim, a linha de frente do combate com navios de superfície tem que ser com navios de guerra de verdade, corvetas e fragatas projetadas como devem ser, com redundância de sistemas, compartimentação, robustez e tudo o mais. E é esse tipo de navio que está escasseando praticamente ano a ano na MB, enquanto OPVs, apesar se insuficientes, ao menos temos três, e novos – e tempos atrás não havia nenhum do tipo.

  36. “Alexandre Galante 25 de novembro de 2017 at 13:32
    O problema desses OPV é que são muito frágeis.”
    Galante, este é um dos motivos que defendo a construção de patrulhas oceânicos (OPVs) baseados no casco da Tamandaré. Além de criar escala para a construção das corvetas vc teria um OPV não frágil. Casco e estrutura de resistência superior, isto juntamente com a simplicidade de sensores e armamentos seria um patrulha para quarenta anos.

  37. Nunca disse que um OPV substitui uma corveta mas não precisa ser um alvo desdentado.
    Entendo a situação da MB que já teve NAe,’s couraçados, cruzadores e destroyers, e agora se segura para não ficar sem fragatas. É vergonhoso.
    Mas a culpa é em parte do GF, outra parte do Almirantado que ainda não desembarcou e pôs os pés no chão.
    E tem a parte da CF-1988 que nos proíbe de tomar ofensiva em conflitos, nos colocando em situação defensiva.
    E tome compromissos internacionais.
    A FAB colocou que vetores de combate só os A-29 e os F-39. Não há hiato entre eles ? Sim. Mas dada a $ituação, vai ser isso mesmo.

  38. Pelo menos os Australianos colocaram “dentes” no barco.
    Impensável que um barco de guerra, seja lá qual for, encontre uma situação e tenha que chamar outro meio.
    Esse barco tem o que se considera Mínimo nos dias de hoje: helicóptero, canhão decente, missil anti navio e anti aereo.
    As Amazon da Marinha Real tem muito mais “dentes” que as que nos venderam. Ainda não entendi o porque não colocamos mais armamento a bordo. Será que precisamos de autorização?

  39. Luiz Floriano Alves 25 de novembro de 2017 at 16:54
    .
    Esse OPV australiano não é “barco de guerra”. É um Patrulha.
    .
    “As Amazon da Marinha Real tem muito mais “dentes” que as que nos venderam. ”
    .
    A RN não tem nenhum “Amazon” e sim “River”, e os nossos que são classe “Amazonas”.
    Os River Batch 2 dos caras tem menos poder de fogo que os nossos Batch 1. Trocaram os 2 canhões 25mm por metralhadoras 7,62. Pq? Pq não precisa de mais do que isso.
    .
    “Ainda não entendi o porque não colocamos mais armamento a bordo. Será que precisamos de autorização?”
    Mais armamento pra que? Os pescadores andam tão invocados assim que canhão 30 mm não dá conta?

  40. Concordo com o Delfim Sobreira, a FAB e o EB são mais racionais e realistas na escolha dos meios que necessitam, pelo orçamento de que dispõem. A quantidade de A-29s e F-39s nunca será suficiente em caso de guerra, mas dão capacidade de dissuasão no cenário em curto e médio prazos, assim como o EB também está fazendo, melhorando aos poucos sua capacidade AAe, de artilharia e de transporte blindado. Já a MB parece não se não se contentar com nada que não contemple NAe, SSN, aviação de asa fixa embarcada, “pronta pra guerra”, enquanto mal tem para o arroz e feijão. Mais importante do que a esquadra é dispor de meios adequados para, por exemplo, cumprir as metas internacionais acordadas no âmbito da Convenção da Biodiversidade. Sem elas, não apenas deixamos de arrecadar milhões em atividades de turismo ecológico organizado, mas ainda deixamos de garantir refúgios onde estoques pesqueiros possam recuperar-se da verdadeira razia a que estão sendo submetidos pela pesca indiscriminada e proteger parques nacionais marinhos e reservas há muito deixadas a mofar como a porção leste do banco dos Abrolhos, o mar jurisdicional ao redor das Ilhas de Trindade e Martim Vaz, o Albardão na costa gaúcha e o Arquipélago de São Pedro e São Paulo, que são refúgios derradeiros de espécies oceânicas que estamos à beira de deixar extinguir. Fora a repressão a outros ilícitos que ocorrem nas nossas águas. Para isso há muito defendo aqui que a MB deve priorizar a construção de OPVs (mais 7 da classe Amazonas, perfazendo um total de 10, dois para cada DN) mais ou menos com uma configuração de armas e sensores similares à das Lurssen mencionadas no artigo, mais 8 NaPa 500 t, finalizar os 4 SSKs da classe Riachuelo e adquirir por oportunidade os navios de contramedidas de minagem já disponibilizados pela marinha sueca. Depois sim, corvetas, fragatas, destroyers, NAes, SSNs, naves intergalácticas, etc. Porque, se e quando a chapa esquentar, os EUA sempre estarão dispostos a ajudar a nos defender. Se for contra eles, nem em 500 anos teremos chances. Abraço e bom fim de semana a todos.

  41. Concordo com a posição do Bardini, afinal por não termos uma GC a nossa MB tem que fazer o papel de Polícia Marítima e navios como os da classe Amazonas com seu canhão de 30mm dá conta das missões oceânicas e os classe Macaé dão conta das missões costeiras.
    Guerra Naval é outra atividade, esta sim precisa de navios bem armados.

  42. Dalton ( 25 de novembro de 2017 at 14:30 );

    Me soa estranho os ‘Burkes’ sem hangares terem prioridade para operarem em cruzeiros independentes…

    Só consigo imaginar operações nessas condições ( sem contar com hangar ) que contemplem ficar pelas regiões por onde possivelmente passariam mísseis balísticos, isto é, guardando as rotas prováveis até objetivos de valor… Nesse caso, considerando serem voltados para a defesa anti-balística, faria todo o sentido… E a necessidade de um helicóptero fixo não seria a maior.

    Seja como for, não penso que seria recomendável operar longe de casa em cruzeiros independentes e sem um helicóptero cumprindo missões de não guerra ( pirataria, por exemplo ) ou relacionadas a conflitos assimétricos… Se bem que pra cobrir parte desse nicho, existem as duas classes de LCS.

  43. Ao PN: podiam publicar uma matéria explicando as várias funções da Marinha e as especializações de cada navio para parar com esta confusão que sempre fazem a respeito de “navios de guerra” e patrulhas, avisos, Npaflu, etc.

  44. Aproveitando o assunto de OPV, Corveta e fragata, uma casse de navio que gosto bastante e acho bem equilibrada para o T.O de nossa região é a Classe Almirante Padilla da Colômbia, apesar de antigas tem uma autonomia muito boa (ao menos em comparação com meios mais modernos) e seus sensores e armamentos após a modernização estão no estado da arte.
    São navios bastante leves, mas acho que são muito equilibrados e acredito que sejam baratos de manter.

  45. Amigo Ádson, eu creio que a maioria aqui conhece as diferenças e especialidades de cada meio que compõe uma esquadra ou uma GC, o que se debate aqui é o que seria prioritário face ao orçamento atual da MB e sua reais necessidades diante das ameaças em médio e longo prazos para exercer um mínimo de fiscalização, poder de dissuasão e negação do uso do nosso mar. Abraço!

  46. “Adriano Luchiari 25 de novembro de 2017 at 18:38”
    Adriano este é justamente o caso. Estão misturando navios patrulha, que são GC, e não tem a finalidade de negar o mar e nem dissuasão, eles são para fiscalização, combater ilícitos, e eventualmente SALVAMAR. Nos postes alguns acham que NPa e NPaOc tem que ser bem artilhados e entupidos de sensores e mísseis. Eles tem uma função muito diversa e que não passa por esta.

  47. Concordo com você em tudo Ádson, porém diante da realidade atual seriam uma alternativa mais barata aos vasos dedicados, poderiam ser comprados em maior quantidade e exerceriam tanto a patrulha oceânica como teriam algum poder de dissuasão. Para mostrar à comunidade internacional que estamos presentes e atuantes em nosso mar. É longe do ideal, mas quem não pode ter cão tem que caçar como gato, ainda mais em cenários de baixa intensidade.

  48. Complementando o post anterior, deixemos a negação do uso do mar por conta dos nossos SSK, torcendo para que estejam sempre em condições ideais para segurança de suas tripulações, para que não sejam mais um ARA San Juan. Quanto ao SSN, depois disso, dispensa comentários.

  49. “Adriano Luchiari 25 de novembro de 2017 at 18:57”
    Adriano, a função de GC tem que primar por ser “barata”, tanto os meios como a operação. Esta “solução” acabaria por encarecer o trabalho patrulha, e pelo contrário, acabaria tendo menos meios carregando nossa Bandeira. Parafraseando Nunão que já tinha parafaseado Falcão, rsrs, OPV é OPV e corveta é corveta.

  50. Mais uma vez concordo Ádson, jamais descartei quaisquer meios para a MB desde que ela possa manter e operar adequadamente sem prejuízo de qualquer doutrina, me desculpe mas eu insisto, é questão de momento e prioridade, vasos temos a CV Barroso que logo deverá passar por PMG, as CVs Jaceguai e Júlio de Noronha que estão saindo de PMG, as FCN, como já foi anunciado, três deverão passar por uma modernização, até lá a prioridade seria mostrar bandeira em nossas águas com patrulhas, de preferência um pouco anabolizadas. Abração!

  51. Adson já foi feito muitas vezes em comentários quilométricos, não sei se algum de nós tera “saco” para fazer isto em forma de post, muito trabalho literalmente para nada … Vc perde tempo e alguns dias depois aparece mais gente que não conheçe, da palpite, mas tbm tá pouco preucupado com isso e aquilo e some d mesma maneira como apareceu ….

  52. Concordo com você também MO, enquanto isso a MB está praticamente à deriva por culpa exclusiva de vocês, seus membros geniais que a levaram à essa situação. Nós, leigos e patriotas, podemos ao menos devanear e lançar algum contraponto ao debate sem compromisso com a doutrina, e só perdemos enquanto cidadãos, pagar a conta de projetos mirabolantes e intermináveis, quando não simplesmente cancelados, sentindo a insegurança pública na pele e observando o descaso com a segurança nacional.

  53. “Adriano Luchiari em 25/11/2017 às 20:02
    Concordo com você também MO, enquanto isso a MB está praticamente à deriva por culpa exclusiva de vocês, seus membros geniais que a levaram à essa situação.”

    Essa eu não entendi.

  54. E mais, não culpem as crises financeiras ou a classe política pela situação das FFAA pois a responsabilidade de gestão é inalienável e exclusiva de vocês enquanto profissionais de defesa. Patinaram na maionese e se vestem de vestais diante aos leigos.

  55. Não entendi seu comentário respondendo ao MO e colocando a “culpa” em “vocês”.
    Quem você está incluindo em “vocês”?

    Sobre o “sonso”, me respeite porque nunca lhe faltei com respeito.

  56. Gostaria que tivéssemos estas 12 OPVs ( anabolizadas ou não, depende do interesse da MB). Só para ajudar nossa indústria naval aqui e gerar empregos. Corvetas depois, fragatas idem e assim vai navegando. Prosub espero que não pare Lembrando que não existe uma política de Estado para melhorar as Forças e Indústria de Defesa e sim de governos. Abraços a todos. As ideias do almirante Guilhem ainda estão presentes na minha memória. Postagem excelente

  57. No meu “super trunfo”, acho que a coisa toda poderia ser dividida da seguinte forma:
    Distritos:
    NPa 200t, ex: O projeto do CPN.
    NPa 750t, ex: Projeto moderno, estilo “Patrouilleur Léger Guyanais”. Esse do CPN, sem condições.
    NPa 1800t, ex: Pode ser o projeto do CPN mesmo, mas sinto que dava pra fazer coisa melhor.
    RbAM, ex: O projeto do CPN.
    .
    Esquadra:
    Fragata, e só, com no mínimo 4.500t, ex: Uma família nova de navios, para padronizar o que precisamos em um único casco. Que se faça uma versão EG barata, coisa para puxar fila de construção e fazer volume, depois encomenda-se as versões caras, mais especializadas a ASW e AAW.
    Se suprirem algum dia a necessidade de 18 navios, tudo fica minimamente padronizado, a logística agradece. Temos melhores qualidade marinheiras. Facilita manutenção de pessoal especializado ao longo das décadas, dá maior escala aos sistemas BR embarcados assim vai… Benefícios muito mais amplos que uma tal de “Tamandaré” pode proporcionar, tendo de existir dentro de um “mix”.
    .
    Na minha cabeça, é o melhor custo x benefício que poderia ser obtido. Mas…

  58. Conforme postado pelo prezado Bardini, as 15:10, a Emgepron orçou o seu projeto executivo referente às NAp 500 BR, em MU$ 40. Ou seja, quase quatro vezes mais do que foi pago pelo NA-12. Claro que é uma comparaçao meio exdruxula porque, para começar deveriamos atualizar tudo para valor presente e so entao comparar este alho com aquele bugalho. Mas isso da uma ideia de como meros MU$ 12 mal permitem começar um projeto de barco de GC! Esse montante é praticamente apenas o necessario para mal trocar as baterias de um submarino (tem que remover as antigas e instalar novas, o que nao é simplesmente ir na Amazon e encomendar um lote numa Saturnia ou Varta! ).

  59. Colegas,
    Gerar empregos.
    Construir casco padrão para ações policiais. GC.
    Construir Marinha de guerra com cascos padrão.
    Mas nos precisamos de começar. Das menores e ir subindo as escadas, pois se a grana ta curta não adianta ficar pondo anabolizantes e comprando 2 ou 4.
    Faz aquilo que da ex o dinheiro da para 4 Tamandaré, mas é pouco.
    Por que não pega este dinheiro e supre as necessidades de GC. E constrói 10 ou 12 embarcações menores 200t com armamentos condizentes com a função sem anabolizantes.
    Mas construa dividindo em ao menos 5 estaleiros gerando renda, trabalho e sendo entregues 10 ou 12 juntas.
    Depois 10 ou 12 de 1000 t.
    Quando sobrar faz marinha de guerra, e comece pelas patrulhas oceânicas 10 ou 12. Pois são muito uteis.
    Depois corvetas 10 ou 12.
    Depois fragatas médias 6000t 10 ou 12
    Depois fragatas pesadas 8
    Assim teriamos sempre 5 estaleiros produzindo por decadas gerando empregos e nossos mares protegidos.

  60. Amigo, só faltou falar se hipotéticamente acontecesse quais estaleiros se interessariam e se, repito se interessarem, quais, com qual mão de onra ?

  61. Caros amigos como já escrevi um OPV não é Bem como nunca terá todas as características bélicas de um navio de combate. Mas é um meio muito útil, que inclusive tem a vantagem de parecer para o público leigo com um navio de combate. Quando armado com SSM tem um ferrão, claro que limitado por sensores, alcance de radar etc. Mas não deve ser desprezado. Além do mais observo que é tendência mundial a incorporação de cada vez mais unidades de OPV e muitos deles com armas mais pesadas e capacidade para operar helicópteros E UAV. Desta forma vejo um alinhamento Com esta concepcao e não vejo sentido em se construir navios deste porte sem se dotar estes com pelo menos uma peça de artilharia decente na proa.

  62. Eu, por exemplo, não descobri as mazelas da Marinha, do Exército ou da Força Aérea nestes dias, confesso.
    As primeiras mazelas que reconheci, com muita tristeza, fora as minhas! E tenho lutado muito para resolvê-las.
    Quando soubermos reconhecer e resolver nossas próprias mazelas, talvez apenas talvez, consigamos ajudar os outros a resolver as deles.
    Seria, no mínimo, inacreditável que um país como o Brasil atual tivesse FFAA “modelares”, assim por dizer no “État de l’art”! Quando QUASE tudo o mais não funciona.
    A meu ver o único e maior culpado é a vítima maior: o povo!
    Um povo que confunde pacifismo com passividade; que confunde rapidez de raciocínio com esperteza; que confunde “jeito brasileiro” com “levar vantagem em tudo”; que confunde liberdade com descumprimento de leis e que infelizmente ainda acredita no tal do “bom senso” (totalmente relativo) em vez de buscar o senso comum, este sim de real abrangência. Penso que está fadado a não encontrar um futuro repetindo, sucessivamente, seus erros passados.
    Aí, desta forma, não consigo “apontar o dedo” para mais ninguém antes de examinar minha própria consciência e minhas ações para modificar aquilo que acredito que esteja errado.
    Portanto, parece-me que o OPV, que a Austrália escolheu para sua marinha, deva ser mesmo adequado à sua marinha! Já eu, acredito que a classe Amazonas é a mais adequada para a nossa marinha do que o OPV australiano (ao menos nas circunstâncias atuais).

  63. Rommelqe 26 de novembro de 2017 at 1:26

    Não só valor atualizado, mas também desproporcional para um porta-aviões!
    Lembrando que o NA-12, ex-Foch, foi uma compra de oportunidade, com um valor diferenciado para um porta-aviões e numa época passada, com outra realidade e outras intenções!

    Saudações

  64. EParro 26 de novembro de 2017 at 10:34
    Caro EParro, assino embaixo. Isso aqui está virando um muro das lamentações, onde só se busca colocar a culpa em alguém (sempre nos outros). Temos de deixar de coitadismo e assumirmos nossas próprias responsabilidades

  65. Bem, como a discussão veio para o âmbito da ex-marinha do brasil (que agora é uma mera capitania de portos), sim, nossa costa é mais ou menos a metade da australiana, então, precisaríamos de 8 OPV de verdade. Poderiam ser mais amazonas, ou poderiam ser esse Lürssen 90 que é o mais parrudo dos OPV no mundo hoje.

    Sim, precisa-se de escoltas. O litoral continental não permitiria rápida reação caso um conflito estourasse ao norte da ex-marinha carioca. E não são poucas escoltas. São muitas. Em torno de 2 cruisers, 4 destroyers, 8 fragatas pesadas (estilo FREMM ou F-124), 16 fragatas leves (estilo Incheon), e, pasmem, no mínimo 24 corvetas. Em treinamento constante. Operantes.

    Mas não tem grana, a ex-marinha acabou. E vocês já sabem o culpado: aquele que não pode submergir. Aquele que é o mais caro sub convencional de todos os tempos. Aquele que não presta. Aquele que veio de propina e de roubo.

    R.I.P. para a tripulação do ARA San Juan.
    ____________________________
    ____________________________

    Saudações a todos.

    COMENTÁRIO EDITADO. ESTE É UM ESPAÇO PARA DEBATES DE DEFESA, NÃO É UM ESPAÇO PARA ROGAR PRAGAS. SE QUER ROGAR PRAGAS, PROCURE ALGUM SITE ESPECIALIZADO NISSO POR AÍ.

  66. “Renan 26 de novembro de 2017 at 3:44”
    Renan, vão ser construídas 4 Tamandarés e talvez mais 4 sem prejuízo a construção quase certe de mais 27 Npa 500BR. As Tamandaré com dotação orçamentaria para isto e os 500BR com FMM.

  67. Alguem disse que para patrulha, basta armas para enfrentar os pescadores. Mas, então bastaria uma traineira de madeira igual as de pesca e se bota uma ponto 50, farol de milha e deu.
    No episódio das Lagostas os franceses mandaram navios bem armados e nós alinhamos os destroiers da classe Para.

  68. Adson

    A Tamandaré é uma corveta, Incheon é fragata. A Incheon é mais capaz que a Tamandaré e é mais barata. A Incheon é um navio de verdade, enquanto a tamanduá será um desenvolvimento nacional, que invariavelmente atrasará, e que no fim, ninguem fora o brasil quererá comprar, diferentemente dos meios coreanos.

    Saudações.

  69. Bardini, tem uma matéria excelente sobre a guerra da lagosta aqui no PN (A Guerra da Lagosta e suas lições, 28 de janeiro de 2016), vale a pena a leitura.

  70. “Bavaria Lion 26 de novembro de 2017 at 15:36”
    Bavaria, a Tamandaré torna-se muito mais barata que a Incheon pelo simples fato de ser construída aqui retornando boa parte do valor justamente para quem paga,em forma de impostos diretos e indiretos por movimentar a economia. A Incheon é uma fragata leve, coisa que a Tamandaré também é, o deslocamento das dua é muito próximo, o amamento das duas também muito similar. A Tamandaré perde principalmente em autonomia e velocidade max., mas em compensação ganha tremendamente em custo de consumo e manutenção pois utiliza uma propulsão CODAD. Mas te confesso e já escrevi isto aqui, se fosse para comprar “fora”, minha preferida também seria a Incheon, mas fico cada vez mais adepto da Tamandaré a cada dia, pela independência que ela trará, pelo renascimento de uma industria naval militar, pelo que ela representará para o país, pela continuação de um projeto que começou e anos 70 e vem evoluindo com seus erros apesar dos governos e suas contingências, apesar de decisões equivocadas de comando, mas já saíram cinco corvetas, agora vem mais quatro e com muitos erros corrigidos, é uma evolução. Não adianta falar que o Brasil não faz ou não sabe fazer, quando se tem a disposição de fazer todos reclamam que as dos outros é melhor. Espero inclusive que após estas quatro construam mais quatro, após estas e com pessoal treinado, maquinário, etc, se construa também fragatas de 4 a 5 ton. Espero também que se construam pelo menos mais dez NPaOc. Espero também, e tudo indica que sai, que construam as 27 NPa 500BR com verba do FMM. As quatro Tamandaré, os quatro Scorpene e as 27 500BR já conto como “inhambú na capanga”, rsrs, isto é uma enorme luz no fim do túnel. Tinha muita desconfiança do nº 1, achava que ia ser mais do mesmo, mas tenho visto minhas esperanças renovarem, apesar da coisa ainda não estar boa.

  71. Adson

    A história ensina que a indústria nacional normalmente não produz meios navais de defesa atraentes para outras nações que não o próprio brasil. Depois, sempre ensina que os projetos atrasam e saem bem mais caros que os planejados.

    Se será desenvolvido apenas para consumo interno, é sacrifício de um cadáver já em decomposição comprometer toda e qualquer possível receita futura em um programa que já começa com custos exdrúxulos, e um meio menos capaz que os similares do mercado.

    A realidade grita na porta. Pra remover um casco inacabado de NPA 500, tem-se que fazer licitação.

    Saudações.

  72. Bavaria, se mantivermos este pensamento não precisamos nem ter Marinha, nem país, etc. Temos é que lutar para que as coisas mudem e não conformar com o que está errado, e simplesmente comprar fora é desistir, é assinar um atestado de incompetência. Difícil é, mas passar a limpo passa por acreditarmos, fazermos dar certo, é critica de maneira construtiva, é fiscalizar. Não querendo falar de política mas com tudo que está acontecendo, essa é a hora do restart geral, e a construção, restruturação, capacitação, e mais um monte destes …ção é um destes restart.

  73. Adson

    Supondo que tudo desse certo com as tamanduás e os subs, ainda assim, depois do contrato, voce teria uma capacidade industrial instalada (e que não seria das melhores do mundo) parada. Os empregos simplesmente param quando não há escala, justamente porque a economia atual não suporta produto sem escala (veja os F-35 x F-22, por exemplo: a orquinha é exportada para quase todos os aliados que a desejam, enquanto o F-22 jamais foi permitido a exportação, justamente por ser de outra era econômica).

    Afora que ter uma indústria naval de defesa é coisa pra gente grande mesmo. São os vetores mais caros, por regra. Operam com muita gente. Não é demérito, por exemplo, o que a Hyundai propôs em 2008: fazer 4 KDX-II aqui e ainda doar 10 corvetas Pohang (aliás, hoje se estaria colhendo os louros da parceria). Até a Royal Navy e a marinha russa estão comprando vetores externos e de prateleira, então, não, não é demérito.

    Agora um país de verdade e uma marinha de verdade, realmente, estão no campo do ufanismo. Porém, racionalidade está aí, com exemplos de sucesso que devem ser seguidos tanto no campo da política como da economia.

    Saudações.

  74. “Supondo que tudo desse certo com as tamanduás e os subs”, “Afora que ter uma indústria naval de defesa é coisa pra gente grande mesmo. “,”Agora um país de verdade e uma marinha de verdade, realmente, estão no campo do ufanismo.”, desisto.

  75. Adson o Npa, Maracanã ficara pronto em quantos meses? dos cascos que estavam
    no Eisa apenas o Maracanã sera concluído??

  76. Fábio, o NPa Mangaratiba e o NPa Miramar também serão removidos para o arsenal, mas ainda não tenho informação sobre a sua conclusão ou não. Acredito que deva estar sobre análise.

  77. Ádson obrigado pela resposta e te faço mais uma pergunta: teremos compra de navios
    escoltas usados? a MB esta analisando alguns navios?? obrigado.

  78. No meu ver, compras de quantidade não devem ser alocadas em um unico estaleiro. Devem ser repartidas, acelerando o processo de entrega, gerando emprego e abrindo caminho para meios maiores.
    É um erro fechar contratos longos e de varias unidades com uma unica empresa.
    Dividir encomendas será a saida para acabar com este histórico de demora na execução e de não cumprir contratos.
    Sugiro a MB, e ao EB programar as compras de menor porte dentro do mesmo governo.
    Assim o projeto não é congelado.
    Pois o presidente quer participar da entrega de olho nos votos.
    Já o seu substituto não liga pois foi outro que comprou inicialmente.
    Programe as compras para periodos de 3 anos.
    Teria mais sucesso.
    Opinião.

  79. Renan, no seu modelo, perde-se economia de escala e o custo final será muito mais alto. Fora a parte que depois de poucos anos, os estaleiros ficam parados.
    Do ponto de vista técnico e econômico, principalmente por causa do treinamento e especialização da mão de obra, é mais interessante concentrar a fabricação de uma classe de navios em um único estaleiro, ainda que demore mais para ser entregue (até porque a MB não tem orçamento para comprar muitos navios de uma vez).
    Só que não pode firmar esse tipo de contrato com um EISA da vida. Tem que procurar um estaleiro com as finanças em ordem e/ou contratar um seguro bancário e etc, para não ficar na mão.

  80. Pois é. A realidade bate a porta.

    Querem uma indústria nacional dos vetores de guerra mais caros que existem (escoltas).

    Na realidade, tem que fazer licitação pra retirar cascos inacabados de um estaleiro “nacional” fechado por corrupção.

    Como diria Lobão: o manifesto do nada na terra do nunca.

  81. Rafael
    Permitame a lembrar lo que inumeros projetos são iniciados recursos alocados e anos mais tarde ocorre um desenterece para concluilo conforme o planejado.
    Teoricamente você está certo, mas na realidade corrupta do Brasil, o meu modelo faria o projeto ser concluido.
    Perdem o interece, pois apoz um tempo não é possivel receber mais proprina, pois é necessario concluir o projeto. Então simplesmente não fazem mais dotação financeira para aquele projeto.
    Assim o extermina. E nasce um novo projeto com muitos recurços a serem desviados, a fonte seca e começa o ciclo.
    Usar de meios como citado, fara com que os projetos sejam acabados. Já seria um lucro.
    Quanto a proprina a PF que investigue.
    Abraços

  82. O Brasil comprou barcos classe River/Amazon e ainda recebeu a tecnologia (plantas) para produção local. Porque não utilizam esse exelente projeto, configurando da mesma forma que a Ruver que o UK tem nas Malvinas? Não, tereemos que inventar e acabar criando outra classe Inhauma, que esta sendo sucateada.

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here