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Casco do futuro NPa Maracanã é transportado ao AMRJ

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Na última quinta-feira, 30 de novembro, a Marinha do Brasil divulgou nota sobre o recebimento, pelo Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro (AMRJ) do casco parcialmente construído do futuro navio-patrulha (NPa) Maracanã, transportado a partir do Estaleiro Ilha S.A. (EISA), onde era construído como casco EI-515 (a MB o denomina casco 137).

Segundo a MB, o recebimento ocorreu na segunda-feira, 27 de novembro, após uma operação de traslado por via marítima que foi iniciada com o trabalho de “Load out” do casco que se encontrava em galpão de construção do EISA. O traslado teve a duração de cinco dias.

O futuro NPa Maracanã é um navio da classe “Macaé”, com deslocamento de 500 toneladas e 54,2 metros de comprimento, com duas unidades até o momento em operação na MB: o Macaé (P70), líder da classe, e o Macau (P71), ambos construídos pelo estaleiro Inace.  O Macaé atualmente está subordinado ao 1º Distrito Naval (Rio de Janeiro) e o Macau ao 3º Distrito Naval (Natal).

Navio-patrulha Macaé, subordinado ao 1º Distrito Naval, fotografado pelo Poder Naval durante visita ao Porto de Santos

Retomada em 2018 – Na nota, a MB também informou que a retomada da construção do navio está prevista para 2018. A necessidade de transportá-lo ao AMRJ para sua conclusão deve-se ao fato de que, no final de 2015 o estaleiro EISA encerrou operações e demitiu cerca de três mil funcionários, na Ilha do Governador.

Os portões foram lacrados e a presidência do estaleiro – controlado pela holding Synergy Shipyards -, justificou o corte de pessoal pelos impactos da recessão econômica e da operação Lava-Jato. O Estaleiro Ilha S.A (Eisa) confirmou na mesma época em nota que tinha entrado com pedido de recuperação judicial. Na época, cinco navios da classe “Macaé” estavam encomendados ao estaleiro, sendo o futuro Maracanã o casco com trabalhos mais adiantados.

Nesta imagem e na anterior, casco do futuro NPa Maracanã quando sua construção ainda ocorria no EISA

Tranship – Para o serviço de remoção e transporte foi realizada uma licitação para contratação de empresa especializada, cuja vencedora foi a Tranship Transportes Marítimos Ltda, com o preço global de R$ 2.447.500,00 pelo serviço. A outra proposta era da Locar Guindastes e Transportes Intermodais S.A., que apresentou o preço de R$ 2.735.457,00. Todo o processo de processo de contratação do serviço foi divulgado e suas diversas etapas podem ser consultadas clicando aqui.

Na foto divulgada pela MB, vê-se o casco sobre uma balsa, além de outros itens. Para sua conclusão, o navio deverá primeiro ser separado da balsa, numa operação de lançamento do casco no interior do dique Almirante Régis do AMRJ, segundo divulgado no edital da licitação. Selecionamos e transcrevemos abaixo alguns trechos do Anexo I do edital (disponível no link indicado no parágrafo acima), para que os leitores possam entender melhor os passos e a complexidade do trabalho. Eventuais erros de digitação são nossos.

Trechos do Anexo I do edital de licitação

“1 Propósito
Em face da rescisão do contrato de construção de Navios-Patrulha de 500 toneladas (NPa-500), firmado entre o Estaleiro Ilha S. A. (EISA) e esta Diretoria de Engenharia Naval (DEN), e do trânsito em julgado do Processo Administrativo de Rescisão Contratual (PAdRes) e do Processo Administrativo de Execução da Rescisão Contratual (PAdExRes), este último instaurado visando à necessária Apuração de Haveres e Deveres, se faz necessária a tomada de posse do objeto pela Marinha do Brasil (MB).

Desta forma, o presento Projeto Básico (PB) tem como propósito estabelecer os parâmetros necessários à remoção do casco EI-515 (futuro Navio Patrulha “Maracanã”), parcialmente construído no EISA, cuja entrega será no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro (AMRJ).

Conforme detalhado no anexo A, insta salientar que a remoção em questão se trata de um serviço complexo e específico, não tendo natureza comum, por necessitar de infraestrutura, apoio logístico e capacitação técnica, não disponíveis na Força para tal, tendo em vista retirar o casco do EISA, transportá-lo, por via marítima, até o AMRJ, entregando-o, com segurança, a essa Organização Militar, o que justifica a abertura de processo licitatório para a contratação desse serviço.”

“4.2 Serviços a serem prestados pela futura CONTRATADA
Para a realização dos serviços de remoção do casco EI-515, do EISA para o AMRJ, a futura CONTRATADA realizará os seguintes serviços:
a) Preparação do casco para o “load out”, no Galpão 4A do estaleiro EISA;
b) Remoção do casco do EISA, com destino ao AMRJ, por meio de operação de “Load Out”;
c) Transporte do casco em balsa, por via marítima, até o AMRJ;
d) Atracação da balsa no AMRJ, pelo tempo necessário para a realização dos serviços, pelo AMRJ, necessários à condição adequada de flutuação do casco; e
e) Lançamento do casco no interior do dique seco do AMRJ.
A descrição detalhada dos serviços está na Especificação de Serviço de Engenharia (ESE) constante do anexo A e dos documentos nele referenciados.”

“4.4 Regime de Execução
4.4.1 O regime de execução será o de empreitada por preço unitário, sendo que a adjudicação se dará para o menor preço global;”

“4.5 Localização e Rotina de Trabalho
4.5.1 O serviço será executado no EISA (Galpão 4ª e adjacências) e no AMRJ (cais do Edifício nº17 e adjacências, dique seco Almirante Régis);”

“7 PRAZO DE EXECUÇÃO E CRONOGRAMA DE DESEMBOLSO
7.1 O prazo para realização da manobra obedecerá o disposto no CFF apresentado pela futura CONTRATADA, que deverá ser elaborado em concordância com os prazos e percentuais apresentados no anexo C deste PB, sendo que a data de início da manobra (Dia D+30) será confirmada pela DEN à CONTRATADA por meio de assinatura da Autorização para Execução de Serviço (AES), constante do anexo D, a ser efetuada no dia (D+5);
7.2 O prazo estimado total para realização dos serviços, a contar da data de assinatura da AES será de 90 (noventa) dias corridos, incluído o prazo estimado de 30 dias para a execução dos serviços de preparação para o lançamento, realizados pela MB, os quais poderão variar conforme os dias efetivamente utilizados pela MB para os serviços de preparação do navio para o seu lançamento.

7.3 Em face da complexidade dos serviços, os quais dependem, inclusive, de boas condições meteorológicas, considera-e adequado que o contrato tenha sua vigência estendida em 30 (trinta) dias corridos além dos 90 (noventa) dias estimados para a execução dos serviços. Logo, o contrato terá vigência de até 120 (cento e vinte) dias, a contar da data da publicação do extrato do Contrato no DOU, a teor do art. 61, parágrafo único, da Lei n.º 8666/93;”

“8 CUSTO ESTIMADO
8.1 O custo para os serviços foi estimado com base na média de orçamentos obtidos junto a empresas especializadas em operações de “load-in / load-out” e transporte de navios em condições similares ao previsto neste Projeto Básico.
8.2 O custo estabelecido é composto de:
8.2.1 Custo básico – R$ 1.855.000,00 (um milhão, oitocentos e oitenta e cinco mil reais), referentes aos serviços de “load-out”, transporte marítimo e lançamento, considerando, ainda, a franquia de 10 (dez) dias corridos de disponibilidade de balsa, carreta e/ou rebocadores; e
8.2.2 Custo variável – R$ 1.800.000,00 (um milhão e oitocentos mil reais), referentes ao valor estimado da diária de balsa, rebocadores e/ou demais equipamentos, de R$ 60.000,00 (sessenta mil reais), multiplicado pelo período estimado de 30 (trinta) dias de utilização. Tais diárias serão contabilizadas, por dia de utilização, no que exceder a franquia de 10 (dez) dias inserida no custo básico. Os 30 (trinta) dias adicionais foram estimados considerando a necessidade de realização, pela MB, de serviços visando ao lançamento do navio.
8.3 Logo, para fins de adjudicação, o custo total estimado para os serviços é de R$ 3.685.000,00 (três milhões, seiscentos e oitenta e cinco mil reais), estando inclusos todos os encargos, taxas e impostos incidentes sobre o mesmo, seguro marítimo RCA-C, além de todos os serviços especificados Especificação de Serviços de Engenharia constante do anexo A deste PB, tais como supervisão, manutenção, direção, administração, mão-de-obra, equipamentos, adicionais de salários, ferramentas, transporte de pessoal, alimentação, as despesas com leis sociais e trabalhistas, impostos, licenças, emolumentos fiscais e outras despesas, inclusive lucro, necessários à perfeita execução dos serviços ora contratados, bem como quaisquer outros custos decorrentes do objeto contratado.”

“Balsa – Resistência estrutural do convés completamente adequada à manobra imposta pelo Navio, em um mínimo de 500 (quinhentas) toneladas, controle de lastro destinado à compensação de calado, banda e trim devido aos efeitos de ondas, ventos, maré, deslocamento de carga no convés e outros fatores intervenientes que influenciem o equilíbrio e segurança do conjunto balsa e Navio.
Deverá possuir capacidade de ser totalmente alagada e mantida no fundo do dique de modo a possibilitar a docagem e desdocagem do Navio e ter suas dimensões principais compatíveis com as restrições do dique “Alte. Régis”; do canal de acesso ao cais sul interno e da bacia de manobra em frente ao Edifício 17 do AMRJ; da altura do cais e das condições de maré reinantes, além de restrições e condicionantes decorrentes das circunstâncias do local.”

“Após a atracação da balsa nocais do AMRJ serão finalizados os preparativos para a flutuação do Navio, a cargo da MB. A previsão para o período de atracação da balsa ao cais antes da movimentação para o interior do dique seco é de até 40 (quarenta) dias.”

“Após o posicionamento da balsa, com o Navio, no interior do dique, a CONTRATADA deverá preparar a mesma para que a possa permanecer no fundo do dique por ocasião do seu alagamento, e certificar-se que esteja em condições de desdocar o Navio.”

“O AMRJ providenciará a recolocação da porta batel e início do esgotamento do dique; A balsa será docada no AMRJ e atenderá o plano de docagem fornecido pela CONTRATADA.”

“Uma vez verificada a prontificação da balsa, o GERENTE DA CONTRATADA deverá notificar por escrito ao Fiscal do Contrato para que o alagamento do dique possa ser iniciado, quando, então, o AMRJ procederá a desdocagem do Navio.”
“Logo depois de completado o alagamento do dique, a CONTRATADA deverá cumprir todos os procedimentos de verificação preconizados no PIT, após o que o GERENTE DA CONTRATADA informará ao Fiscal do Contrato, apresentando todas as listas de verificação pertinentes devidamente preenchidas, de forma que a porta do Dique possa ser retirada.”

“O AMRJ procederá a retirada da porta batel, e consequente retirada do Navio, após o que, será reposicionada a porta batel para proceder novo esgotamento do dique.”

“Após o esgotamento do dique, a CONTRATADA realizará nova preparação da balsa para que a mesma volte a flutuar durante o alagamento do dique.”

“A CONTRATADA será integralmente responsável por restituir ao EISA os berços utilizados nas condições em que se encontravam antes do início das operações.”

COLABOROU (indicação da notícia): Adson

SAIBA MAIS:

96 COMMENTS

  1. O Brasil poderia comprar 4 cascos prontos das type 055 e finalizar o recheio no AMRJ, creio que seria mais rapido para comissionar…

  2. Pelo que li na descrição do contrato, vai ser necessário um prazo (estendido) de até 120 dias para concluir a entrega do NPa completo é isso ? Mas pelo que vi nas fotos só o casco está pronto, dá fazer pintura interna /externa, montagem de todos equipamentos, juntos com casa de máquinas e todo armamento nesse prazo ?

  3. INACE é um ótimo estaleiro.
    Só lembrando que uma fragata é diferente de um NPa. Alias o que é mais caro em um navio de guerra é o “recheio”, coisa que NPa não tem.

  4. “Antonio 2 de dezembro de 2017 at 14:08”
    Antonio, pelas características ela seria menos do que precisamos para uma corveta, mas se retirar os sonares, os torpedos os mísseis, o 76 mm e os dois de 30, colocarmos como arma principal um Bofors L70 e duas metralhadoras de 20, uma em cada bordo, baratearia ainda mais e o tornaria em um NPaOc muito interessante. Nos serviria plenamente.

  5. Enquanto os Políticos e os Estaleiros não mudarem não da para fazer nem NaPa “fora da casa” ou seja fora do AMRJ, então se quiser frota mesmo, só compra de oportunidade ou compra Internacional, senão será sempre assim; NaPa a custo de Corveta e Corveta a custo de Fragata… Naquele prazo…”culpa da Lava a Jato” ta bom, voces acreditam? Já tiraram o “sumo” do contrato! Compras de oportunidade já! Se possível compra do Chines algo novo, B&B e sem turbina por favor! A “hora de vôo” da RR ta muito cara! Chega de Décadas fabricando a pinga gotas… O tempo muda o poder e o compromisso internacional é mais fácil de se manter, na compra de oportunidade pelo menos a mercadoria vem na hora!

  6. Enquanto isso as Corvetas MEKO 140 da Argentina estão “muito bem obrigado”, varias delas estão agora no mar, o hangar é “Pantográfico”, se for barato e para operar com os Esquilo, “wy not?”

  7. Thom 2 de dezembro de 2017 at 14:27
    INACE é um ótimo estaleiro.

    Não é aquele estaleiro cujos donos foram presos junto com um Almirante em 2009?

  8. ” Roger em 2 de dezembro de 2017 at 14:18
    Pelo que li na descrição do contrato, vai ser necessário um prazo (estendido) de até 120 dias para concluir a entrega do NPa completo é isso ? Mas pelo que vi nas fotos só o casco está pronto, dá fazer pintura interna /externa, montagem de todos equipamentos, juntos com casa de máquinas e todo armamento nesse prazo ?”

    Roger, você entendeu errado.

    Os trechos selecionados do Anexo I do Edital se referem ao contrato para todas as etapas de remoção, transporte e lançamento do navio, dentre as quais a maioria a cargo da empresa que venceu a licitação (Tranship) e algumas a cargo do AMRJ.

    A conclusão do navio após esse lançamento no dique do AMRJ é outra coisa. Se você ler o começo da matéria, está bem específico: os trabalhos para concluir a construção do navio (o que inclui instalação de todos os equipamentos ainda não instalados) começam em 2018.

    O que você leu sobre 120 dias é um prazo máximo Pará conclusão do trabalho de remoção, transporte e lançamento, para cobrir qualquer eventualidade, não tem nada a ver com as obras de conclusão do navio.

  9. Salvo engano Nunão, eu li algo a respeito dos futuros Macaé terem mísseis, torpedos, defesa antiaérea. Semelhante a uma classe de navios russos que foi lançada recentemente.

  10. possivelmente alguma conjectura dos classe Amazonas, mas possivelmente por parte de ideias de foristas, não ha ideias destes armamentos nos Amazonas por parte da Marinha

  11. Ferreira Junior, os futuros NPa 500 projetados pelo Centro de Projetos de Navios, conforme material promocional da Emgepron podem, como opcionais, receber sistemas adicionais de direção de tiro e lançadores de mísseis mar-ar da categoria do Mistral. Mas são apenas opcionais que, acredito, a MB não terá interesse em instalar dado o histórico de equipamentos dessa categoria de navios – mas serão provavelmente preparados para recebê-los se decidir por isso (assim como a classe Grajaú foi preparada para receber diretor de tiro mas não recebeu, tendo controle apenas local do canhão de 40mm – já a classe Macaé recebeu alça eletro-óptica para direção de tiro remotamente do canhão).

  12. Não creio, a construção dos dois Gururus por eles tbm n~são foi nada demais, não acho que foi um erro nao ter construido la, foi um tremendo azar por causa da falência do EISA, mas acho que se houvesse interesse e carteira disponibilizada os estaleiros de Itajaí poderiam eventualmente fazer tão bem quanto

  13. Bardini, nesse caso foi licitação e o EISA ofereceu o melhor preço. Tudo ia bem e até, por conta disso, assinaram um aditivo para mais um navio. Mas depois disso a coisa desandou no EISA, mesmo com vários outros navios em carteira. Azar pra cacete, pra dizer o mínimo

  14. Como fica o custo/ prejuizo por não cumprimento do contrato por parte da EISA, só este translado de 2.500 milhões de reais daria para finalizar toda a eletrônica desse Maracanã. Será que eu vou pagar conta tambem!

  15. Top Gun Sea, aí é uma questão judicial. Seria o caso de descobrir qual o processo e acompanhar, e ver se nos haveres e deveres esse custo adicional para a MB é passível de ressarcimento. Houve trânsito em julgado, segundo trecho do anexo do edital que transcrevemos:

    “Em face da rescisão do contrato de construção de Navios-Patrulha de 500 toneladas (NPa-500), firmado entre o Estaleiro Ilha S. A. (EISA) e esta Diretoria de Engenharia Naval (DEN), e do trânsito em julgado do Processo Administrativo de Rescisão Contratual (PAdRes) e do Processo Administrativo de Execução da Rescisão Contratual (PAdExRes), este último instaurado visando à necessária Apuração de Haveres e Deveres, se faz necessária a tomada de posse do objeto pela Marinha do Brasil (MB).”

  16. Top Gun Sea 2 de dezembro de 2017 at 21:06
    Será que eu vou pagar conta tambem!

    EISA fechou por causa de um calote que recebeu da Venezuela graças a estreita relação do governo passado com aquele país. Claro que iremos pagar a conta. Tem alguma dúvida?

  17. Prezado Top Gun Sea,

    O NPa Maracanã deve ser incorporado ao 4° DN em 2020.

    O NPa Mangaratiba e NPa Miramar também serão removidos para o AMRJ. Entretanto, em função dos seus estágios diversos de construção, as operações de remoção são diferentes em sua natureza técnica, ensejando processos licitatórios diferentes.

    Abraços

  18. Obrigado por responder. Espero que a MB instale os opcionais, e até mesmo torpedos, eis que na Segunda Guerra Mundial, no Pacífico usaram (EUA) lanchas torpedeiras praticamente feitas de madeira.

  19. Ferreira Junior, faz tempo que torpedo pesado deixou de ser uma arma de ataque de superfície de real valor militar. É a arma principal dos submarinos, meios furtivos por natureza, mas não dos combatentes de superfície. Os que são levados hoje em navios são torpedos leves para guerra antissubmarino, com raras exceções.

    Na luta de superfície das últimas décadas, os torpedos pesados, que precisavam ser lançados a distâncias relativamente curtas para serem efetivos nessa arena (tornando suas plataformas de lançamento muito vulneráveis), deram lugar aos mísseis mar-mar, que se deslocam com muito maior velocidade, desde os instalados em grandes navios aos que equipam lanchas de ataque.

  20. Luiz Monteiro 2 de dezembro de 2017 at 23:13
    Prezado Top Gun Sea,

    O NPa Mangaratiba e NPa Miramar também serão removidos para o AMRJ. Entretanto, em função dos seus estágios diversos de construção, as operações de remoção são diferentes em sua natureza técnica, ensejando processos licitatórios diferentes.

    Luiz Monteiro 2 de dezembro de 2017 at 23:13
    Obrigado pela informação!
    É brincadeira não é!
    As coisas boas para a MB já é tão difícil de acontecer, quando tem condições de mandar fabricar um vaso o que tem sido raro nos tempos de hoje, acontece essa zica toda – vai entender!

  21. O estaleiro EISA pertence ao mesmo grupo da empresa Avianca de aviação. Aquela que tem preços de passagens exorbitantes, motivo pelo qual é muito utilizada pelos políticos para poderem voar sossegados sem serem importunados pelos demais passageiros.

  22. “Ferreira Junior 3 de dezembro de 2017 at 0:34
    Que assim seja, para guerra antisubmarino.”

    Ferreira Junior, aí já precisa instalar um bom sonar no navio, um COC (veja matéria recente sobre COC). Praticamente só marinhas que têm em seus cenários de operação mares mais restritos utilizam navios de 500t pra guerra antissubmarino – caso por exemplo da Marinha Sueca. Tem várias matérias recentes que falam de navios da marinha sueca dessa faixa de deslocamento.

    A utilização principal desse navio classe Macaé, e seu possível sucessor NPa 500 BR é patrulha marítima. É interessante que tenha provisão para receber, em caso de necessidade, receber armamentos como mísseis mar-ar na plataforma junto à chaminé, ou até mesmo mísseis mar-mar no lugar dos botes do convés. Mas só em caso de necessidade, pois isso tudo encareceria desnecessariamente o navio cujo uso na paz é para patrulha marítima.

  23. Top Gun Sea, o jurídico da MB deve estar acompanhando, mas na justiça a MB é representada pela AGU que costuma ter advogados bem inferiores aos feras contratados pelas empresas como as do grupo a que pertence a EISA.
    Só o fato da MB ter conseguido retirar o navio do estaleiro ja foi uma vitória, pois se não tivesse conseguido ele apodreceria lá até ser leiloado como sucata para pagar as dívidas trabalhistas e impostos do estaleiro.
    Claro que a conta vai ser paga por nós, simples mortais.

  24. Imagino um navio destes patrulhando em tempo de paz, e desarmado. Ontem como hoje, como dizem – existem os submarinos e os outros… Algo assim. Nosso litoral é bastante diversificado, não sou expert, longe disso, mas acredito piamente que por menor que você seja (navio patrulha), deve estar preparado. Senão, vamos ter uma marinha de guarda costeira. O tempo dos grandes navios está acabando, tudo hoje em dia é miniaturizado. Por exemplo 3 navios patrulha russos equivalem a um cruzador da marinha dos EUA. O PREÇO DE UM CRUZADOR DA MARINHA DOS EUA, DÁ PARA CONSTRUIR 30 NAVIOS PATRULHA RUSSOS.
    Desse modo a Rússia terá o equivalente a 10 cruzadores pelo preço de 1.
    E este um 1 sendo alvejado, acabou!
    É essa a minha lógica.
    Não devemos cometer o erro da marinha nazista, grandes navios e destruídos.
    Basta lembrar a batalha naval do Rio da Prata, 3 britânicos contra um nazi.

  25. Ferreira Junior 3 de dezembro de 2017 at 12:26
    .
    “Senão, vamos ter uma marinha de guarda costeira.”
    A MB é Marinha de Guerra, Guarda Costeira, CFN e por aí vai, tudo ao mesmo tempo. Não faz só a Guerra. Aplicar a lei na ZEE é uma de suas funções. Pra isso, NPa não precisa ser armado com ICBM…
    .
    “O tempo dos grandes navios está acabando, tudo hoje em dia é miniaturizado.”
    Acho que você precisa dar uma olhada nos novos projetos que estão lançando.
    .
    “Por exemplo 3 navios patrulha russos equivalem a um cruzador da marinha dos EUA.”
    De onde saiu essa comparação?
    Bota esses “Patrulhas” para escoltar um CVN, fazer as funções de controle da Defesa Aérea dos caras e etc… Será que faz?
    .
    “É essa a minha lógica.”
    Não tem nada de lógico nisso aí…
    .
    Os Russos, desde muito tempo tiveram sua defesa costeira feita por navios de baixa tonelagem atuando em conjunto. É a doutrina dos caras. É o que eles precisam. Aqui, são outros 500…

  26. Eu reclamava muito do pouco armamento dos navios de patrulha brasileiros, mas a uns anos um Oficial da Armada explicou com paciência e detalhes que o emprego de navios pequenos e muito bem armados pode ser válido em arquipélagos cono a Indonésia ou costa recortada como a dos países ao norte da Europa.
    Neste marzão aberto como o nosso um navio pequeno pode ser usado como patrulha costeira, com um canhão de 30 ou 40mm, canhões menores ou metralhadoras .50 na lateral e sem mísseis, fazendo serviço de Guarda Costeira que não temos.
    Para mar aberto temos que ter bons OPVs para patrulha oceânica, onde um canhão de 30 ou 40 mm e o resto do armamento de um patrulha costeiro está bom, mas não são navios de combate naval, são patrulheiros.
    Ele deixou claro que não tem serventia no nosso litoral aberto pequenos patrulhas com mísseis, como os KCR-40 que mostrei da Indonésia, onde fazer um navio com 40 metros de comprimento e 270 tons e colocam um canhão AK-630 CIWS de seis canos chines, duas 20mm Dennel sul africanas nas laterais e 2 a 4 mísseis mar/mar C-705 chineses.
    . https://indonesiaproud.files.wordpress.com/2011/02/kcr-40-clurit-di-indonesiaproud.jpg?w=600&h=319
    .
    Vejam o canhão funcionando.
    . https://m.youtube.com/watch?v=2Zqxr1WleuU

  27. Ferreira Junior 3 de dezembro de 2017 at 12:26
    “Por exemplo 3 navios patrulha russos equivalem a um cruzador da marinha dos EUA.”
    .
    Deve ser exatamente por isso que eles (russos) estão reformando seus cruzadores nucleares…
    Ops… tem algo de errado ai

  28. Quem foi que falou em armas nucleares (ICBM – Bardini) em um navio patrulha?! Nossos recursos tem de ser aproveitados. O Brasil não pode e não deve mais se resumir a insignificante condição de mero espectador, temos de ter uma marinha de GUERRA.
    ALGUÉM esquece o ditado romano. Se queres a paz, prepara-te para a GUERRA.

  29. Realmente tem algo errado aí, só estão reformando, e não CONSTRUINDO NOVOS. Vem cá por que alguns de vocês defendem tanto que nossos navios patrulha sejam armados apenas com canhões? Tem algo errado aí? Não acham?
    Aliás não é só a Marinha russa que segue a doutrina de armar e bem armados até os navios patrulha.

  30. Opera em alto mar como navio patrulha, e sua tonelagem foi definida como adequada para patrulha na região do pré-sal, mas idealmente seu emprego é mais costeiro que oceânico.

    Não substitui corvetas, não dá pra colocar num navio de 500t as armas e sensores que equipam um navio de 2700t.

    É um navio-patrulha, de uma categoria planejada para inicialmente aumentar a frota que equipa os grupamentos de patrulha dos distritos navais e, mais pra frente, substituir navios-patrulha atuais que atinjam seus limites de vida útil, conforme se construam mais.

    Tem link sugerido em comentário mais acima para quem quiser saber mais sobre esse tipo de navio, em detalhe, repito aqui:

    http://www.naval.com.br/blog/2015/08/18/conheca-o-npa-macae-junto-com-o-poder-naval-e-o-santos-shipphotos/

    Já pra quem quer saber como são as corvetas, também em detalhe, e tirar suas próprias conclusões na comparação com navios-patrulha, essa matéria é bem completa:

    http://www.naval.com.br/blog/2015/12/27/as-corvetas-classe-inhauma-e-barroso/

  31. Eu não conheço as vantagens e desvantagens do uso de navios de alumínio, a única coisa que li contra foi sobre um navio americano atingido por um Exocet em que o incendio passou de um piso ao outro pelo alumínio que se deformou e abriu, coisa que o aço não faz.
    Mas vejam como é bonito na construção, parece mais limpo e caprichado, aqui neste vídeo mostra outro patrulheiro da Indonésia construido por outro estaleiro, é bem diferente, o modelo PC-40 não usa misseis e tem um canhão OTO Melara Marlin-WS (Modular Advanced Remotely controlled Lightweight Naval Weapon Station) 30mm, eles ja construiram 19 patrulhas de 40 metros entre os dois estaleiros(PC-40 e KCR-40) no periodo em que estamos nesta novela dos Macaé que só produziu 2 navios.
    . PC-40 Alumínio https://m.youtube.com/watch?v=dZYIroqWcLY
    Agora estão construindo os Sampari class(KCR-60), de 60 metros do peso de um Macaé com 4 mísseis C-705, 1 canhão 57 mm Bofors e 2 canhoes latetais 20 mm Denel Vektor G12, ja tem 3 prontos do primeiro lote com canhão 30mm, agora vem os de 57mm.

  32. Nunão

    “Não substitui corvetas, não dá pra colocar num navio de 500t as armas e sensores que equipam um navio de 2700t.”

    mas quanto pesa os misseis, torpedos, sonar e radares de uma corveta?

    500t é a capacidade de carga ou todo o deslocamento?

    se for todo o deslocamento, qnto sobra p a carga?

  33. 500t deslocamento carregado.
    Não é só armamentos que contam, tem que colocar sensores, sistemas de direção de tiro, munição, sistemas de combate, pessoal pra operar tudo isso, geradores pra eletricidade que isso consome, sistemas de arrefecimento pros equipamentos funcionarem direito. Tem um porquê, aliás, varios, pra que navios tenham armamentos, deslocamentos e alcances compatíveis.

    Não dá pra explicar tudo num comentário, mas o campo busca do blog dá acesso a milhares de matérias onde dá pra aprender bastante. Boa pesquisa e boa leitura!

  34. Oi Walfrido, ha um caso mais famoso ainda no caso do alumínio, o Sheffield, onde ha farto material sobre o tema (entre outros navios, claro)

  35. Kkkkkkk. Tem a turma que diz: “corveta é inútil! Só pesa 2700 Ton, é inútil no mar grosso, não adianta os mísseis, não tem como lançar”. Tem a outra turma do:”um desperdício não colocar mísseis nestes nos 500 ton”. Kkkk

  36. Ateuzinho, meu amigo,
    Só de míssil são 70 t e mais uns 200 milhões de dólares. Seriam precisos 100 células de lançamento vertical . Cada módulo com 8 células do lançador vertical Mk-41 (versão “tática”) pesa vazio 14 toneladas. Seriam precisos pelo menos 13 módulos (104 mísseis) que vazios pesariam 182 t. Soma com as 70 t dos mísseis e temos já 252 t. Cada míssil lançado verticalmente é instalado dentro de um contêiner descartável que pesa tanto quanto o míssil. Soma mais 70 t e já temos 320 t. https://fas.org/man/dod-101/sys/ship/weaps/mk41-tactical.pdf
    Aí tem que ter radares 3D de longo alcance, radares iluminadores, consoles, motores maiores pra abastecer isso tudo de energia, etc.
    Ou seja: esquece!

    Bardine,
    Se tivesse só um módulo já tava de bom tamanho. Um módulo com 8 células e cada uma com 4 ESSM e já seriam 32 mísseis de defesa de área curta.

  37. Nesse navio apenas a superestrutura é de alumínio, soldada com uma barra bimetálica ao casco, que é de aço.

    O EISA faliu por diversos motivos, mas os principais foram o calote da PDVSA e a transferência de recursos para o EISA Petro-Um e a Avianca.

    Eu trabalhei nessa obra, e lembro que a todo momento o navio era deixado de lado, com o argumento que “tinha sido pago a vista”. Além disso, era um navio que destoava completamente dos construídos no estaleiro, o aço era muito fino, dificultando o corte (a máquina não operava com chapa de 4.75mm), a solda era complexa, com espaçamento pequeno, demorava para fazer um bloco, não tinha lugar para montar…

    Mas o navio do INACE também saiu com diversos “problemas”, a documentação entregue ao EISA (com carimbo INACE) era completamente discrepante (vários documentos se contradiziam), muito confuso de trabalhar.

    E a Marinha só tinha um fiscal (que era um engenheiro naval realmente muito bom), mas não ficava full time no estaleiro, como os outros armadores, e nem tinha classificadora. Ou seja, não conseguia “botar pressão”.

  38. Os russos estão “reformando” apenas um de seus grandes cruzadores que encontram-se na reserva e tão logo finalmente retorne ao serviço, já que continuam dúvidas sobre quando os
    trabalhos serão terminados , será a vez do único em serviço hoje da classe o “Pedro o Grande”
    passar por uma grande modernização.
    .
    Os russos não estão construindo grandes navios novos simplesmente porque não há dinheiro para tudo…o único NAe, o “Kuznetsov” só receberá metade do que foi planejado para sua
    modernização e mesmo o projeto do grande combatente de superfície “Lider” corre risco de
    não sair do papel ou acabar muito diferente do que se planeja.
    .
    Hoje o maior combatente de superfície russo em construção é a classe “Gorshkov” de fragatas
    e não são navios tão”pequenos” já que deslocam mais de 5000 toneladas totalmente carregadas e juntamente com novas corvetas de 2000 toneladas deverão formar a espinha dorsal da marinha russa na próxima década substituindo navios até maiores que encontram-se no fim de suas vidas úteis.
    .
    Convém lembrar que a marinha russa também opera embarcações de patrulha desprovidas de mísseis assim como a guarda costeira russa e não se deve confundir as pequenas embarcações velozes equipadas com mísseis que são utilizadas para combate dentro da doutrina e da geografia russa e não simplesmente para patrulha.

  39. “não se deve confundir as pequenas embarcações velozes equipadas com mísseis que são utilizadas para combate dentro da doutrina e da geografia russa e não simplesmente para patrulha.”

    Exato, Dalton, e o tempo todo vejo gente fazendo essa confusão. Há muitos exemplos de navios da classe de 500t de deslocamento e bem armados para combate de superfície, com uns 4 mísseis mar-mar, mísseis mar-ar de curto alcance, canhão assistido por radar de direção de tiro, mastros relativamente altos para detecção mais distante dos alvos etc, além de motores mais potentes para alta velocidade. Mas tudo isso tem seu preço, quando comparado a um navio-patrulha armado só com canhão e metralhadoras e sensores mais simples e equipado com motores menos potentes: geralmente a estabilidade do navio de 500t armado até os dentes e com seu mastro mais pesado é pior do que a do navio patrulha, e todo o peso e espaço ocupados por equipamentos extras, motores maiores, armas etc resulta numa quantidade muito menor de combustível e víveres. Somado ao fato dos motores consimirem mais, o alcance é pequeno, e praticamente só servem para ações muito mais próximas da costa, ou para ataques de surpresa em áreas de litoral mais recortado, e não em mar aberto.

    Acredito que não seria um problema difícil finalizar os navios-patrulha como esse, da classe Macaé e o futuro NPa 500 BR, de forma a poderem receber, em caso de necessidade e sem grandes alterações ou adições, um par de mísseis mar-mar e lançadores simples de mísseis mar-ar de curto alcance, tipo Manpads (o clássico “fitted fpr but not with”). Mas continuariam sendo navios de desempenho adequado a patrulha, não ao ataque. Poderiam complementar navios maiores na retaguarda, formar uma linha de defesa mais próxima contra ameaças menores num conflito, complicando mais o cenário para um eventual atacante, mas só isso. O mesmo princípio “fitted for but not with” serve para futuros navios-patrulha oceânicos, para os quais essa provisão de adições em caso de necessidade teriam melhor custo-benefício.

  40. Voltando o assunto ao tema da matéria, eu destacaria aos que gostam de entender o trabalho relacionado a tirar esse navio da balsa (da forma que está na foto de abertura), os seguintes trechos do anexo I do edital, que transcrevemos na matéria, indicando os passos seguintes:

    “Após a atracação da balsa no cais do AMRJ serão finalizados os preparativos para a flutuação do Navio, a cargo da MB. A previsão para o período de atracação da balsa ao cais antes da movimentação para o interior do dique seco é de até 40 (quarenta) dias.”

    “Após o posicionamento da balsa, com o Navio, no interior do dique, a CONTRATADA deverá preparar a mesma para que a possa permanecer no fundo do dique por ocasião do seu alagamento, e certificar-se que esteja em condições de desdocar o Navio.”

    “O AMRJ providenciará a recolocação da porta batel e início do esgotamento do dique; A balsa será docada no AMRJ e atenderá o plano de docagem fornecido pela CONTRATADA.”

    “Uma vez verificada a prontificação da balsa, o GERENTE DA CONTRATADA deverá notificar por escrito ao Fiscal do Contrato para que o alagamento do dique possa ser iniciado, quando, então, o AMRJ procederá a desdocagem do Navio.”

    “Logo depois de completado o alagamento do dique, a CONTRATADA deverá cumprir todos os procedimentos de verificação preconizados no PIT, após o que o GERENTE DA CONTRATADA informará ao Fiscal do Contrato, apresentando todas as listas de verificação pertinentes devidamente preenchidas, de forma que a porta do Dique possa ser retirada.”

    “O AMRJ procederá a retirada da porta batel, e consequente retirada do Navio, após o que, será reposicionada a porta batel para proceder novo esgotamento do dique.”

    “Após o esgotamento do dique, a CONTRATADA realizará nova preparação da balsa para que a mesma volte a flutuar durante o alagamento do dique.”

  41. Não se trata de falta de dinheiro dos russos para construírem novos cruzadores, e sim uma nova doutrina de combate baseada em navios Stealth a qual também foi adotada pela Marinha do EUA, a era dos grandes cruzadores está chegando ao fim, como chegou a dos gigantescos encouraçados. Detalhe os russos operam navios patrulha sem mísseis, MAS A NOVA CLASSE de navios patrulha vem armada de mísseis e defesa antiaérea, inclusive baseada no sistema Pantisir. O único país gigantesco que é desarmado é o Brasil, pois mesmo com apoio governamental em outras épocas, teve medo nossa elite subserviente a escolher novos rumos, e preferiu a volta ao passado de sermos um “protetorado”. Sendo assim ou armamos nossas Forças Armadas, ou não demorará voltaremos a condição de colônia.

  42. é possivel usar este navio macae como um missile boat com misseis antiareos e antinavio?

    estes navios sao um alvo menor que uma corveta e podem ser produzidos em maior numero devido ao menor custo

    o que é melhor um navio maior com mais misseis ou um numero maior de navios menores, porem com maior quantidade?

    ps

    se o navio maior for neutralizado, acabou a força

    se um dos navios menores for neutralizado, restam outros

  43. Ateu Libertador, você pode ler meu comentário das 10:13 e tirar suas próprias conclusões.

    Aproveitando, Ferreira Junior: os russos têm flotilhas no Mar Negro e no Báltico, mares restritos e cheios de outros países próximos. Agora compare com as costas do Brasil. São o mesmo cenário de emprego?

  44. “Somado ao fato dos motores consimirem mais, o alcance é pequeno, e praticamente só servem para ações muito mais próximas da costa, ou para ataques de surpresa em áreas de litoral mais recortado, e não em mar aberto.”

    este problema nao e resolvido por navios-tanque em uma força-tarefa?

  45. ” A previsão para o período de atracação da balsa ao cais antes da movimentação para o interior do dique seco é de até 40 (quarenta) dias.”

  46. O mínimo possível, Fabio. O dique Almirante Regis, pelo seu tamanho, preferencialmente doca navios de maior porte ou muitas vezes é ocupado por mais de um navio ao mesmo tempo para otimizar seu uso ao longo do ano (por exemplo, meses atrás estavam lá ao mesmo tempo o Ary Rongel, o Alte Maximiano e um classe Grajaú, depois docou um grande navio a serviço da Petrobras). Ficar com apenas um navio patrulha por muito tempo é improdutivo, trata-se basicamente dos serviços indispensáveis com ele no fundo sobre a balsa, antes de alagar de novo para que só o navio flutue.

  47. Ateu libertador, alguns destes navios pequenos costeiros, como os de 270 toneladas com misseis C705 chineses da Indonésia só tem 7 dias de permanencia no mar, afinal são costeiros e devem operar próximos a base ou entre suas Bases e Destacamentos Navais que são próximos.
    De que adiantaria fazer uma missão oceânica que tem longa duração se tivesse que ser acompanhado por um navio o suprindo com agua, alimento e combustível, sem contar que um navio deste porte tem um comportamento sofrível em alto mar.
    Para isso tem as OPV como as Amazonas, para patrulhar o oceano com segurança e por periodos maiores.
    Veja nesta foto de um patrulha de 40 metros KCR-40 com mísseis C705, da categoria de um Exocet ao lado de uma corveta Sigma, fica claro que apesar do armamento a KCR40 não é para patrulha oceânica, é costeira para patrulhar o arquipelago.
    A imprensa brincou com esta foto chamando de pai e filho.
    . https://encrypted-tbn3.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcSIa4Px4UyzOA9SBRsBPeOqkvv7w_dO-V59vVzm3NUNbrNwogS_ZhgUwT6_

  48. Ferreira Junior 4 de dezembro de 2017 at 10:26
    .
    “…uma nova doutrina de combate baseada em navios Stealth a qual também foi adotada pela Marinha do EUA, a era dos grandes cruzadores está chegando ao fim”
    .
    Chineses, Norte Americanos, Russos, Japoneses e Koreanos discordam de você.
    .
    “… pois mesmo com apoio governamental em outras épocas, teve medo nossa elite subserviente a escolher novos rumos, e preferiu a volta ao passado de sermos um “protetorado”.”
    .
    Só o planejamento da MB demandava mais de U$ 80 bi, até ~2040. Governo dar apoio via tapinha nas costas, sem liberar dinheiro é fácil.

  49. Ferreira…
    .
    os próprios russos admitem que falta dinheiro e demais condições no momento para construir grandes navios…basta acompanhar sites russos com a devida tradução…não apenas “cruzadores” e sim navios de tamanho semelhante aos “Udaloys”, alguns dos quais estão sendo modernizados para durarem mais e “Sovremennys”, estes últimos pouco saem para o mar, então as fragatas, que não são tão pequenas, forçosamente terão que ocupar o lugar de navios maiores e não há demérito nenhum nisso…querer nem sempre é poder e existem
    outras prioridades como submarinos “SSBN” no momento, por exemplo.
    .
    Pode ter certeza que os russos querem sim navios maiores, como por exemplo, os pretendidos “anfíbios” classe “Mistral” dos quais dois acabaram na marinha egípcia e outros dois foram cancelados…porém há projeto de navios similares apenas aguardando melhores
    condições para serem construídos entre outros projetos.
    .
    Os atuais cruzadores da US Navy, classe “Ticonderoga”, deslocam quando muito 10.000
    toneladas totalmente carregados, ou seja, não são muito maiores que os “destroyers” “Arleigh Burke IIA” que continuam sendo construídos e em breve haverá um ligeiramente maior “Burke III” e os 3 “destroyers” classe “Zumwalt” que deverão servir inclusive como navios experimentais para futuros projetos são ainda maiores que os atuais cruzadores…apenas não
    exercerão às funções clássicas de um cruzador.
    .
    Então os EUA não abandonaram os grandes combatentes de superfície…no caso deles navios
    deslocando cerca de 9500 toneladas e sim continuam mesclando grandes e “pequenos”
    representados hoje pelo “LCS” com deslocamento carregado na faixa de 3000 toneladas.

  50. Ateuzinho,
    Lanchas rápidas de ataque armadas com mísseis antinavios não costumam fazer patrulha, elas cumprem missões específicas. São lançadas como helicópteros armados com mísseis antinavios contra alvos pré-localizados. Vão lá, fazem o serviço e voltam.
    Em mares restritos elas até podem ficar fazendo patrulha mas num país como o Brasil elas podem muito bem ser substituídas por helicópteros de ataque naval ou caças armados com mísseis antinavios. Com a vantagem dos meios aéreos que podem detectar e lançar seus mísseis OTH por conta própria.
    Uma “lancha” de ataque armada com mísseis OTH (além do horizonte) precisaria estar conectada a algum sensor externo (avião patrulha, etc.) capaz de detectar os alvos (navios inimigos) já que o horizonte radar dessas “lanchas” não passa de 20 km.
    Um navio maior (por exemplo, uma corveta) que possua um helicóptero orgânico (dele mesmo) com capacidade de esclarecimento naval (dotado de radar, FLIR, etc.) pode achar os navios inimigos por conta própria e designar seus mísseis.
    Não há lugar para uma lancha de ataque rápido na Marinha do Brasil.

  51. Ferreira…
    .
    você também confunde falta de condições financeiras da marinha brasileira com subserviência…a marinha não encontra-se em condições ruins porque quer e sim porque a realidade do Brasil é a de milhões de desempregados e falta de infra estrutura entre outras coisas….não dá para justificar grandes gastos com os militares no momento…mas, no caso
    de se armar cada navio patrulha com mísseis isso garantiria uma dissuasão contra quem ?
    .
    Quanto ao Brasil ser o único país “gigantesco desarmado”…por acaso Canadá e Austrália são
    “super armados” ?

  52. Quando esse barco será operacional?

    E os outros 4 que estavam em construção? Serão concluídos?

    Alguém sabe responder?

  53. “Ateu Libertador 5 de dezembro de 2017 at 14:31
    é possivel colocar 100 missieis antiaereos e antinavio em lancador vertical na classe niteroi?”

    Não.
    E tenho a impressão de que você não aprendeu nada (sobre espaço ocupado, peso dos armamentos, posicionamento de pesos elevados em navios, estabilidade, questões de altura, peso e quantidade de sensores etc) com os vários comentários de resposta que recebeu às suas perguntas, nesta e em outras matérias, ou não faria essa pergunta.

    Uma pena. Mas acho que muitos outros que leram, aprenderam.

  54. Dalton, gostei de sua análise dos russos, enfim alguém que fez uma analise sem atacar o que analisa.

    Eu sempre me questionei o quanto uma Gorshkov pode substituir um Sovremenny, acho que eu até te perguntei isso muitos anos atrás. Eu creio que sim, ela pode, as novas tecnologias fazem muita coisa. Acho que a 22350 só perde para os 956 em termos de alcance.

    Aliás, tem uma foto de um desfile russo no báltico, com um 956 na frente da Gorshkov, achei bem interessante, sabe que a ponte da fragata parece maior que a do destroier ??

    De fato a Gorshkov é um navio pesado mesmo. Se melhorarem um pouco a velocidade de construção delas, que está horrivel, creio que cumprirao muito bem seu papel de defesa das aguas russas.

  55. Fernando “Nunão” De Martini 5 de dezembro de 2017 at 15:01
    “Ateu Libertador 5 de dezembro de 2017 at 14:31

    Caro Nunão, parabéns pela paciência de professor que tem. Eu nem me daria ao trabalho de responder..

  56. Helano, o Inace não foi “descartado”, ao menos no sentido de ser relegado. Houve uma licitação para os navios seguintes da classe Macaé e o Inace não ganhou.

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