Home Ciência e Tecnologia Nacionalização no Prosub – o desafio das baterias

Nacionalização no Prosub – o desafio das baterias

9405
116

por Guilherme Poggio e Fernando “Nunão” De Martini

As baterias de um submarino convencional são elementos fundamentais para o seu funcionamento. Sem elas um submarino convencional perde a capacidade de navegar abaixo da cota periscópica e, por consequência, sua grande vantagem tática. As baterias também são componentes que, rotineiramente, devem ser substituídos, pois o tempo e o uso degradam sua capacidade (qualquer pessoa que tenha um telefone celular sabe muito bem disso). Em geral, isso se dá a cada sete ou oito anos de operação de um submarino.

Os submarinos do tipo Scorpene (modelo base do programa S-BR) possuem dois compartimentos de baterias que se localizam na proa e na popa, no convés inferior (ver detalhes em verde imagem abaixo) e pouco diferem do arranjo dos IKL.

A Marinha colocou a nacionalização das novas baterias utilizadas no Scorpene como uma de suas prioridades. E não é de hoje que a Marinha se preocupa com a independência no suprimento de baterias. Nos últimos trinta anos ela procurou manter pelo menos um fornecedor nacional deste importante insumo, desde que passou a construir seus submarinos. E mesmo antes disso precisou recorrer ao parque industrial brasileiro, mesmo quando este ainda era pouco desenvolvido, para substituir baterias devido à impossibilidade de importá-las, como foi o caso durante a Segunda Guerra Mundial.

Até a década passada a empresa paulista Saturnia atuava como única fornecedora nacional de baterias para submarinos da Marinha do Brasil, como consequência do programa de construção no Brasil de submarinos IKL 209. Em média, a demanda anual da empresa era de um conjunto de baterias de submarino por ano, levando em conta tanto as necessidades dos que eram construídos quanto dos que chegavam à época de substituir seus conjuntos. Ela havia sido selecionada como empresa parceira do Programa Prosub para receber transferência de tecnologia na área de baterias dos novos submarinos.

Mas a empresa possui uma história tumultuada e no começo deste século ela estava sob o controle da multinacional norte-americana Eaton. No final do ano de 2006 ela foi vendida para o grupo carioca ALTM (embora permanecesse com a sua unidade fabril na cidade paulista de Sorocaba). Porém, a empresa acabou fechando as portas em 2011.

Sem a sua tradicional fornecedora de baterias os gerentes do Prosub passaram a buscar nova alternativa nacional. Inicialmente foi selecionada a Exide do Brasil, que se associou à companhia paranaense Rondopar (da cidade de Londrina), fabricante de baterias automotivas.

A Exide é uma empresa com longa tradição na fabricação de baterias para submarinos, possuindo quase um século de experiência nessa área. Além de produzir baterias para submarinos classe Scorpene ela também produz ou produziu baterias para muitos outros tipos de submarinos convencionais e nucleares. Entre eles estão submarinos de origem russa/soviética (como as classes Foxtrot (Project 641), Romeo (Project 633), Kilo (Project 877), Improved Kilo (Projetc 636) e Amur), de origem alemã (Tipo 205, 206, 209, 212, TR 1700 e Dolphin) de origem francesa (Agosta, Daphne, Redoutable, Rubis e Triomphant), de origem holandesa (Walrus), de origem sueca (Näcken, Västergötland, Gotland) e de origem norueguesa (classe Ula). A filial indiana da Exide, por exemlo, supre a Marinha Indiana com todas as baterias para os seus submarinos (incluindo os Scorpene) e ainda exporta para outros países.

A ideia era transferir conhecimento e tecnologia da Exide da Alemanha para a brasileira Rondopar. Esta transferência se daria em etapas e a nacionalização aumentaria conforme os submarinos fossem sendo construídos. Inicialmente o S-BR 1 receberia um conjunto de baterias totalmente importado da Exide alemã. Para o S-BR 2 a nacionalização dos componentes seria de 30% e no S-BR 3 de 60%. No último navio (S-BR 4) a nacionalização da bateria seria de 100%.

No entanto, a grave crise econômica que afetou o país a partir do ano de 2015 fez com que a matriz da Exide nos Estados Unidos decidisse por cancelar sua participação no Prosub. E assim, por decisão unilateral da companhia, a Marinha perdeu um fornecedor nacional qualificado.

Felizmente o parque industrial brasileiro, embora tenha sofrido muito neste século, é bastante diversificado e apresenta múltiplas opções em alguns segmentos. Sendo assim a Marinha acabou escolhendo a empresa paulista Newpower para desenvolver e fornecer baterias para o programa Prosub.

A Newpower é uma empresa totalmente nacional que se estabeleceu na cidade de Guarulhos há mais de 50 anos. Inicialmente a empresa focou no mercado de baterias automotivas, mas posteriormente migrou para o mercado de baterias industriais. Atualmente ela projeta e fabrica baterias estacionárias e tracionárias. Estas últimas são as empregadas em submarinos.

A Newpower acabou por comprar alguns equipamentos da massa falida da Saturnia, além de incorporar em seu quadro de pessoal determinados técnicos que lá trabalhavam. Hoje ela fornece baterias para os submarinos tipo IKL (classe Tupi) e já possui contrato com outra marinha da América do Sul para fornecer baterias semelhantes.

Em função do seu know-how na área ela entrou em acordo com a Marinha do Brasil para desenvolver baterias totalmente novas para os submarinos tipo S-BR. Atualmente ela já produziu um lote com cerca de uma dúzia de elementos de bateria que estão sendo submetidos a rigorosos testes (alguns deles já concluídos com sucesso). Diante dos primeiros resultados a Marinha está muito confiante no produto final.

No entanto, para que o cronograma de construção dos submarinos não sofresse mais atrasos a Marinha decidiu equipar além do primeiro S-BR 1, também o segundo S-BR 2 com baterias importadas diretamente da unidade da Exide da Alemanha (a proposta inicial era equipar apenas o S-BR 1 com baterias importadas). A conclusão dos testes e a certificação da bateria nacional deverão  ocorrer a tempo de instalar as mesmas nas unidades S-BR 3 e S-BR 4.

Deve-se lembrar de que o esforço para projetar e construir uma bateria nacional não se resumirá a esta encomenda apenas. Espera-se que a Newpower continue a ser fornecedora de baterias para os submarinos tipo IKL e, no médio prazo, fornecedora de baterias para os S-BR quando chegar a hora de substituir as que serão instaladas nos submarinos em construção. Assim como fez no caso da bateria para os IKL a empresa espera buscar mercados externos para esse seu novo produto.

É interessante observar que a Exide, ao decidir não participar do projeto de nacionalização, acabou por germinar um concorrente de peso para ela no restrito mercado mundial de baterias de submarinos.

116 COMMENTS

  1. Lembro de ter lido há muitos anos sobre a nacionalização das baterias pela Saturnia ( salvo engano na Tecnologia & Defesa ), não sabia do seu fim.
    Creio que num submarino nuclear também devem haver baterias, mas qual seria aproximadamente ( em termos percentuais, apenas p/ se ter uma idéia de comparação ) a quantidade em relação aos convencionais? Elas poderiam ser utilizadas p/ alimentar os motores de propulsão, ou só atuam como um backup p/ alimentação dos sistemas em caso de algum problema na geração via reator?

    • LucianoSR71, depois de mencionar essa reportagem da T&D você denunciou a sua idade! :-).

      Sobre o projeto do submarino nuclear, ele possui baterias sim. Mas elas só servirão para emergências.

      • Dá p/ ter uma ‘boa ideia’ de minha idade ( 51 ), rs. Eu era um moleque que economizava merenda e dinheiro do ônibus ( ia e voltava da escola a pé ) p/ comprar revistas e livros ( principalmente em sebos ). Não sei exatamente como ( talvez por comprar algumas revistas e livros pelo correio ) fui agraciado c/ a T & D nº1 em casa, cheguei a fazer assinatura, mas como a situação financeira da família ficou muito ruim, tive a cara de pau ( o que a pouca idade não faz… ) de enviar um artigo que fiz sobre o DH98 Mosquito p/ tentar receber alguns exemplares de graça. O saudoso Roberto Pereira de Andrade, me respondeu, ganhando mais uns 3 meses de assinatura, e ainda me enviou um exemplar do seu livro História da Construção Aeronáutica no Brasil, autografado!

        • Luciano,
          .
          Contemporâneo (55), também economizava para comprar o que encontrasse sobre aviação e militaria, inclusive no ‘sebo’.
          .
          Aqui no Recife era difícil, apenas em algumas bancas na Av. Guararapes ou no Aeroporto dos Guararapes (esse é o nome original e verdadeiro). Havia também uma livraria na Rua Sete de Setembro – Livro Sete – que recebia alguma coisa interessante, notadamente sobre a Segunda Grande Guerra.
          .
          Meu pai incentivava, mas não facilitava.
          .
          Pois é…
          … talvez por causa das revistas eu nunca fumei, coisa rara na minha época. É que a grana só dava para um vício… e foi o das livrarias e bancas de revistas.
          Tive sorte!
          .
          Forte abraço,
          Ivan, do Recife.

          • Amigo, sou de Salvador e aqui também não era fácil encontrar esse material e a gente nem sonhava que um dia existiria a internet …
            Um grande abraço.

    • Luciano,
      Geralmente são backups para o caso de problemas na geração de energia com o submarino imerso, assim como se instala um gerador diesel (e um pequeno tanque de combustível) para emergencialmente ter energia com o submarino emerso.

      • Vale lembrar que o arranjo de propulsão do SNBR será turbo-elétrico, como o de uma usina nuclear, em que um motor elétrico é alimentado pela energia de turbogeradores, por sua vez alimentados por vapor gerado em trocadores de calor em que o reator fornece o calor.

        • Valeu. Os elementos delas são semelhantes aos do convencionais, só divergindo na sua quantidade?
          Já trabalhei em indústria c/ turbinas movimentadas por vapor. Me lembro do que acontece quando há um vazamento ( mesmo que pequeno ) de vapor super-seco ( me parece que hoje é chamado superaquecido ) em que a temperatura e a pressão são muito altas, pelas junções da carcaça: é feito um ‘caminho’ parecendo que foi utilizado um maçarico de altíssima potência, come o metal grosso de maneira impressionante.

          • “Os elementos delas são semelhantes aos do convencionais, só divergindo na sua quantidade?”

            Aí vc já está perguntando demais rsrsrs. Mas a lógica da industrialização e manutenção, além da estratégia de buscar independência máxima possível nobaubmarino nuclear indicam quem sim, serão do mesmo tipo.

    • Bem lembrado, Luciano. Também recordo desta matéria, acho que tinha por finalidade a manutenção dos elementos dos Guppy, se não me engano.
      Talvez tenha sido mais uma oportunidade desperdiçada dentre tantas. Aliás, somos especialistas nisso. Só temo que a oportunidade criada com o Prosub não enverede pelo mesmo caminho.

      • Lc,
        Desde a época da Segunda Guerra Mundial, pelo menos, a Marinha procura se valer do parque industrial brasileiro para substituir baterias de seus submarinos, e foi bem-sucedida na maior parte das vezes. Porém, empresas não são eternas e as tecnologias evoluem, então não dá pra falar de oportunidades perdidas pois há vários casos de sucesso nessa história das baterias. Foram oportunidades (geradas a partir de crises de fornecimento ou de novas tecnologias surgindo) aproveitadas na maior parte das vezes. Mudanças de fornecedores devido à abertura, encerramento ou perda de interesse de empresas privadas é algo que existe no mundo inteiro.

  2. que venha a nacionalização e um novo boom para a industria brasileira, sendo ela bélica ou não (ao menos indiretamente) com os programas F-X e Prosub. quem sabe um dia talvez o prosuper….

  3. Olá Colegas. Conversei com um colega de meu departamento, talvez o maior especialista brasileiro sobre baterias chumbo-ácido, que é o tipo de bateria usada nos submarinos. A tecnologia é bem conhecida mas o problema passa pela certificação. Comentei com ele sobre as discussões aqui no blog naval e por coincidência, ele teria participaria de um encontro onde estariam alguns representantes da MB.

  4. Se alguma vez as baterias descarregarem, não haverá problema. Para-se o Scorpene ao lado de um submarino americano e faz-se a tradicional “chupeta”.

  5. “a grave crise econômica que afetou o país a partir do ano de 2015 fez com que a matriz da Exide nos Estados Unidos decidisse por cancelar sua participação no Prosub.”

    É isto que a mentalidade neocolonial de alguns liberais tupiniquins não entendem. Um país que abre mão de ter empresas estratégicas realmente nacionais ficará sempre dependente da autorização de sua matriz no exterior para fazer qualquer coisa. E, seja por motivos econômicos, sejam por motivos geopolíticos, esta autorização nem sempre vem.

    • Eu entendo que se tivermos uma economia estável e saudável, e que promova e incentive os negócios, estas empresas privadas florescerão e crescerão. Outras soluções foram tentadas no passado e os resultados não foram bons.

  6. A única maneira de se garantir que uma empresa não vá fechar ou ser vendida ( afinal os proprietários tem o direito de fazer o que quiserem c/ seus bens ) é torná-la estatal, e aí estamos cansados de ver o que acontece: vira cabide de empregos disputados por grupos políticos, reinando a corrupção e a ineficiência. Vc pode até ter algum período melhor, mas não há nenhuma garantia que c/ a alternância de poder isso não venha a acontecer. A verdade é que não há solução ideal, a menos pior é ter empresas privadas sendo estimuladas por uma boa Política de Estado ( não de governos ) a se desenvolverem de forma lucrativa e c/ garantia de estabilidade p/ que seus investimentos não corram o risco de irem por água abaixo na 1ª crise que surgir.

    • De fato não há nenhuma garantia que uma empresa não quebre ou venha a ser vendida para outra de capital estrangeiro. Tampouco estou propondo estatização. Apenas apontei o risco de se depender em insumos estratégicos de empresas subordinadas a uma matriz estrangeira quando o assunto é defesa.

      • Não disse que vc defendeu a estatização ( só coloquei como uma das sempre aventadas soluções p/ esse problema ), mas sua resposta mostra que parece não entender um ponto básico: não seria o controle da empresa por brasileiros que mudaria a situação, os proprietários ( nacionais ou estrangeiros ) deixarão de investir ou até a fecharão se não estiverem tendo o retorno financeiro que gostariam. Essa é a realidade dos fatos, o financeiro está acima de qualquer outra questão, até porque se uma multinacional estiver dando bons lucros no Brasil, qual o motivo p/ a matriz acabar c/ essa operação?
        Abs.

        • Daí a necessidade de reformulação da política de aquisição de meios por parte do governo, através do próprio MD, criando mecanismos para viabilizar a substituição de meios mais antigos por mais novos, como o Reino Unido, França, EUA, etc…., fazem com os seus. É preciso, então, mudar a cultura (de usar até o osso) e a organização nas forças e no MD (criação de uma agência de desenvolvimento e aquisição), para que isto tenha resultados duradouros. Senão, continuaremos a viver de ciclos muito longos e com poucos resultados práticos.

        • Pois é Luciano, de boas intenções o inferno está cheio e não existe almoço grátis, só para usar dois chavões que se aplicam a essa questão. No fim das contas a discussão estatal ou privada serve apenas para aflorar divergências ideológicas. O fato é que, para garantir que uma empresa de defesa prospere, é necessário investimento do governo, direto, no caso de uma estatal, ou indireto, através de encomendas constantes, no caso de empresas privadas. O primeiro modelo é o usado pela China, enquanto que o segundo modelo é usado pelos EUA, onde a indústria de defesa é privada, mas se mantém lucrativa graças às encomendas generosas do governo. Enfim, o que importa é o fluxo de dinheiro. De nada adianta incentivar a criação de empresas de defesa e depois matá-las de inanição por falta de encomendas. O fato é que a saúde econômica do país é fundamental para viabilizar uma indústria de defesa forte. Resumindo, enquanto tivermos governos incompetentes, a independência tecnológica continuará sendo uma miragem

          • Caros Wellington e JT8D, na minha visão o mais importante é que tenhamos um governo competente no plano econômico, pois de nada adianta ter vontade política de se investir no fortalecimento da indústria de defesa nacional se não houver crescimento econômico, c/ o retorno p/ a sociedade na diminuição das grandes carências da população, pois não há governo democrático ( ditaduras podem tudo, basta ver a Venezuela ) que tenha como justificar grandes investimentos em defesa enquanto a sociedade clama por melhoria na sua condição de vida, a menos que haja uma clara ameaça externa, o que não é o nosso caso.

  7. O Exercito Brasileiro possui ou possuia uma fábrica de baterias automotivas na cidade de Santa Maria/RS. Inclusive tipos pesados para caminhões e tanques. Se ainda se dispusesse das ferramentas e dispositivos da Saturnia creio que eles poderiam montar uma linha de baterias de submarinos.

    • Em teoria sim, eles poderiam, mas os requisitos para baterias de submarinos são obviamente muito mais rígidos.

      Se o produto (bateria para submarinos) obtiver a certificação da MB, tranquilo, mas este mercado é muito especializado e possui poucos fabricantes certificados mundialmente.

      Não acredito que teríamos escala para manter duas empresas neste nicho aqui no Brasil, considerando que a MB já possui uma.

  8. Quais os principais componentes que MB deveria nacionalizar no Prosub e ainda não consegui em razão da falta de empresas nacionais habilitadas ?

  9. Não poderiam simplesmente continuar importando as baterias, evitando gastar no projeto de fabricação e certificação de uma bateria nacional?
    Afinal só é usado no máximo um conjunto por ano com a durabilidade de cerca de sete anos destas baterias.

    • E também ficar na mão de fornecedores estrangeiros em mais um componente vital ?

      E se os fabricantes estrangeiros parassem de fornecer as baterias ? Ficaríamos com os submarinos parados ?

      É isso ?

      Independência custa caro, prezado.

    • Caro Walfrido.
      Concordo com o Mk48. De acordo com o texto, a MB necessita de um conjunto de bateria por ano. Segundo um artigo “Oficiais da Marinha visitam Satúrnia para inspecionar contrato” de 2011, um conjunto de baterias custava R$ 12 milhões. (ou US 7,5 milhões na época, na cotação atual do dolar seria R$ 28 milhõs). Não é pouco dinheiro, o que pode significar uma economia a médio prazo por não depender da cotação do dolar. A tecnologia de uma bateria chumbo-ácido é bem conhecida e todos os insumos para a sua fabricação estão disponíveis no mercado brasileiro. O problema é a certificação. Estas baterias devem ter o desempenho e confiabilidade necessária para operar por até 8 anos sem perder o desempenho ou apresentar falhas. Talvez a empresa consiga até exportar alguns conjuntos para outras marinhas ou encontrar outros nichos para os seus produtos. Isso é um ganho adicional. Supondo que o custo de certificação seja 10% do valor (acho exagerado), ele seria rapidamente amortizado pelas sucessivas compras da marinha (lembrando que os submarinos vão operar por 30 ou 40 anos). Além do valor estratégico, também é um bom negócio.

      • Certificação faz parte do processo de produção. Não faz o menor sentido fabricar algo e não vender por ausência de certificação. Principalmente no Brasil, o país dos ISOs.

        Não falta agência no Brasil para certificar. E não falta competência já que o produto foi industrializado. Sobra burocracia.

        Baterias tracionarias são “consumidas” por cadeias produtivas que usam energia em portos, aeroportos, cadeias logísticas de todo tipo como ferrovias e movimentação de cargas. E navios. E submarinos. Duram de 6 a 8 anos. Acima da idade ideal para recolher o sub para manutenção que pelo que li aqui é em torno de 5 a 6 anos.

        Se não há carga, não há movimento de cargas. Tudo o setor que usa insumos como baterias estacionárias ou tracionarias e até as automotivas, diminui. E quem faz conta fecha ou vai embora. Nenhuma indústria vai esperar a MB produzir subs para vender bateria. Nem 4.

        • Esteves,

          Não entendi o que você disse com “Principalmente no Brasil, o país dos ISOs.”

          As normas ISO, como você deve saber, são normas internacionais, e se o Brasil e as empresas brasileiras as aplicam nos seus processos para fins de certificação, ótimo !

          • Porque emitimos um grande número de certificações ISO. Não somente na área metal eletrônica aonde a certificação começou, mas em várias outras que já são excessivamente reguladas como alimentos. Acho que devemos estar entre os 5 ou 6 países que mais certificados ISO emitem. Bem mais que os EUA.

            O que não temos é certificação sobre governança que nos EUA é tratada como Lei SOX, mas não é disso que se trata aqui.

        • Olá Esteves. A certificação neste caso está relacionada á garantia do desempenho da bateria, tanto na capacidade de armazenar energia e gerar as correntes especificadas para o submarino durante os períodos projetados. Uma bateria pode estocar mais energia que outra mas ser incapaz de gerar altas correntes. A vantagens da bateria chumbo-ácido é que as reações nela são muito mais rápidas do que em outras baterias. Algumas baterias também aquecem muito durante o processo de carga e descarga, muito mais do que as baterias chumbo-ácido. No caso de equipamentos militares, geralmente são usadas as normas “MIL” (milliary standard).

  10. Essas baterias nao sao exclusivas de submarinos. Tem aplicação em movimentação de cargas como locomotivas, empilhadeiras, indústrias que fornecem ERBs e switchs para telecom, usinas elétricas. A Exide é a maior do mundo.

    A matéria afirma que a Eaton decidiu não fornecer ao Prosub via Exide Brasil por motivos da desaceleração econômica desde 2015. Crise, afirma.

    Mas parece que os americanos decidiram encerrar os negócios da Exide no Brasil e não somente com o Prosub.

    Para quem procura conspiração, diria eu que os americanos fizeram isso para não transferir tecnologia. Ou atrasar o programa. Alguém lá (EUA) apertou a Eaton e sugeriu encerrar os negócios no Brasil. A matéria afirma Prosub. Especificamente.
    Para os normais, diria eu que a coisa tá tão feia no Brasil que a Exide operando em 80 países só não deu certo aqui.

    Rei morto, rei posto. Tomara que a MB acerte com a Newpower.

  11. “a grave crise econômica que afetou o país a partir do ano de 2015 fez com que a matriz da Exide nos Estados Unidos decidisse por cancelar sua participação no Prosub”

    que desculpa mais esquisita…todos sabemos via wikileaks que os EUA nao querem que o Brasil tenha um subnuc. Parabens A MB que esta sabendo gerenciar de maneira irretocavel este grande projeto !

    • A MB é veiaca driblou, aliás as 3 forças depois de saber da interferência americana no país já devem ter adotado medidas contra espionagem e embargos tecnológicos.

    • Nem EEUU, nem os países vizinhos, nem a Rússia, nem a China…
      Em matéria de tecnologias sensíveis nenhum país quer concorrência ou mesmo rivalidade.

  12. O rompimento unilateral por parte da Exide USA foi por pressão do governo americano para tentar minar o projeto do Prosub, fizeram de tudo para atrapalhar o programa espacial e assim continuara sendo com qualquer projeto estratégico brasileiro.

    • Mas não atrapalharam em nada e continuam a fornecer as baterias, só não quiseram ser parceiros do Brasil na fabricação local.

      • Uma coisa é produzir localmente abrindo todo o processo de industrialização. Ainda que exista proteção da propriedade (e há) não há como impedir possíveis cópias.

        Outra coisa é comprar o produto acabado, selado, embalado, embarcado, da Alemanha e só ligar aqui.

        A Eaton levou a Exide embora. Embora do Brasil. Pode ser pela crise, para de ser pela negativa de facilitar o Prosub, pode ser para dificultar nossa vida, pode ser porque estando em 80 países, o Brasil e suas brasilices não faz falta.

        A Eaton está enfiada em todos os mercados de energia no mundo. É um gigante.

  13. Teoria da conspiração:
    1. Pelo texto destaca-se que os americanos estiveram envolvidos de alguma forma para que a obtenção das baterias fosse dificultada ou até mesmo cancelada, ítem essencial para este tipo de submarino, vide caso San Juan;
    2. Pilotos americanos voando com transponder desligado em território brasileiro foram os causadores da derrubada do avião da Gol;
    3. A explosão da base de lançamentos matando quase todos os pesquisadores envolvidos tem relatos de atividades de aviões americanos próximos;
    4. Aquele episódio em que um submarino brasileiro “afundou” um porta aviões teve anos mais tarde um fim trágico para aquele comandante.

    Espero que este programa prospere, e que isto seja apenas frutos da minha imaginação.

  14. Gostei, muito, do final:
    “É interessante observar que a Exide, ao decidir não participar do projeto de nacionalização, acabou por germinar um concorrente de peso para ela no restrito mercado mundial de baterias de submarinos”.

    • A Fulguris (NewPower) existe desde os anos 1960. Não li nada sobre a empresa fornecer em escala mundial. Vende a grandes cadeias logísticas, usinas, telecom. No Brasil.

    • Com a determinação da Marinha do Brasil tem se um novo fornecedor de baterias no mercado , a evidencia que vale investimento em material e tecnologia de defesa

  15. O site da Fulguris (NewPower) esta disponível. Existem vários e vários clientes além da MB.

    O Brasil não é o oco que dizem. E apesar dos políticos vai longe. Tomara que a MB vá na frente.

    • GNSousa, é AIP, não é API.

      A Marinha não se interessou por AIP após avaliar o custo-benefício para o nosso cenário e o fato de seu interesse maior ser o submarino nuclear (o AIP por excelência). AIP para submarinos convencionais foi considerado interessante, foi avaliado e considerado útil (no caso, na época da avaliação que eu conheço, era o AIP alemão por células de hidrogênio), mas teria um custo operacional muito elevado no cenário brasileiro e do Atlântico Sul, além de vantagens táticas menores do que em outros cenários onde é empregado no mundo.

      A preferência da Marinha foi por submarinos, no caso dos convencionais, com maior capacidade de combustível e víveres para patrulhas de maior duração.

      Sobre AIP para Scorpene, o Naval Group (ex-DCNS) oferece o sistema MESMA. A Marinha Indiana desenvolve um AIP próprio para sua versão do Scorpene, mas está bastante atrasada nesse desenvolvimento.

  16. A baterias é que afundaram o San Juan , todo o cuidado é pouco com esse item, acima de tudo devem ser baterias seguras, sem faiscas e curto-circuito, será que nacionalizar um item tão importante como esse foi uma boa solução?

  17. Olhem como a má administração de nossas FAA,s é!
    Para suprimirem o problema de dependência nacional desse importante elemento, resolveram depender de empresas estrangeira em solo nacional (caso da empresa alemã).
    Ora bolas amiguinhos, será que nossos amados militares ouviram falar da Moura Baterias ?
    Pois é meus caros amiguinhos, essa empresa nacional possui anos de experiência na fabricação de baterias, além de sólida saúde financeira, o que viabiliza a participação da mesma no projeto.
    Bastaria uma simples pesquisa no Google, que os mesmo teriam N,s nomes de empresas nacionais que fabricam baterias.
    Vai entender certas escolhas desses oficias !

    • Foxtrot

      Submarinos não usam baterias automotivas. Como o texto deixa claro, submarinos necessitam de baterias tracionárias. Nem mesmo a Rondopar (primeira escolha da MB – ver texto) tinha essa capacidade. No fundo a Marinha escolheu uma empresa muito melhor para supri-la.

    • Foxtrot,

      Talvez você tenha razão.

      Nós que não somos do ramo sabemos mais do que os técnicos da Marinha envolvidos no Prosub, que se qualificaram sobre o assunto na França e que estão sob supervisão técnica da DCNS, ainda mais se tratando das baterias dos submarinos, algo de menor importância dentro de um submarino.

      Concordo com você também como a MB é mal administrada, fazendo tão pouco com tantos recursos disponíveis.

      Realmente são um bando de incompetentes.

      Espertos somos nós, que na frente de um teclado, temos soluções para tudo.

    • Realmente são as melhores baterias de chumboácido para fins automotivos no BR, não é pouco.
      Talvez pudesse fazer baterias para a MB, mas como não foi citada, das três uma : ou não foi procurada, ou não se interessou, ou cobrou caro.

      • Não se trata de a Moura ter experiência com baterias de submarinos.
        Trata-se de ser uma empresa nacional do ramo de baterias que poderia receber transferência de tecnologia…

  18. Já existe algum submarino com bateria de íons de lítio?
    Só encontrei reportagens antigas falando que França, Coréia do Sul e Russia estavam desenvolvendo essa tecnologia.

    Se tivéssemos investimento em ciência e pesquisa, seria uma boa alternativa.

    • Onde você viu isso ?

      Te pergunto porque não acho que faça sentido se gastar dinheiro com essa pesquisa, tendo em conta que a tecnologia AIP já está disponível para os Subs diesel-eletricos.

      No mais, no caso da MB todos os recursos estão sendo investidos no sub nuclear.

      • França (5 de dezembro de 2008)
        “O grupo francês DCNS está pesquisando uma nova geração de baterias de íons de Lítio (Li-ion) para seus submarinos “Scorpène”.
        O novo tipo de bateria também está em estudos em outros países, e promete dobrar a autonomia submersa dos submarinos diesel-elétricos atuais.
        A DCNS apresentou a novidade na exposição UDT (Undersea Defense Technology), em Sydney, Austrália, em 4 de novembro.
        A DCNS está trabalhando em estreita colaboração com a Saft, líder mundial na concepção, desenvolvimento e produção de baterias de alta tecnologia. A Saft já monta sistemas de baterias Li-ion para aeronaves e satélites.”

        Rússia (08 de Outubro de 2012)
        “Em 2011, o comando da Força Naval anunciou a suspensão das obras nos marcos do projeto 677. Passado um ano, foi tomada a decisão de reiniciar a construção e de preencher todas as lacunas técnicas no seu funcionamento.
        De acordo com especialistas, trata-se, ainda por cima, da modernização substancial de submarinos desta classe.
        Um deles, o submersível Kronstadt, será dotado de baterias de íons de lítio o que aumentará a permanência em estado imerso. Planeia-se levar a bom termo todas as obras do projeto até 2015.”

        Coréia do Sul (25 de Março de 2017)
        Os militares planejam construir três submarinos movidos a bateria de lítio-íon (Li-ion) até 2027, de acordo com a Administração do Programa de Aquisição de Defesa (DAPA) funcionários sexta-feira.
        Samsung SDI fará as baterias. A Hanwha Techwin desenvolverá um sistema para integrá-los nos submarinos que a Daewoo Shipbuilding e a Marine Engineering irão fabricar.

        • Como te disse antes, não faz sentido esse tipo de bateria em submarinos, especialmente porque elas tem o péssimo hábito de explodir.

        • O Comando do Pacífico dos EUA disse que os futuros barcos do Japão estão indo todos os Li-Ion. Segundo PACOM, a abordagem japonesa é preencher o espaço disponível e remover o sistema AIP com mais baterias de íons de lítio: O embaixador japonês na Austrália, Sumio Kusaka, parece confirmar isso em seu discurso público em Abril de 2016:
          “O Japão tem experiência em operar sete submarinos instalados com sistemas AIP. Mas depois de considerar a evolução da tecnologia de baterias de lítio – maior densidade de energia, maior segurança, tempos de recarga mais rápidos – o Japão decidiu não instalar sistemas AIP em submarinos que serão construído a partir de 2015. ”
          O Japão decidiu renergizar seu novo lote de submarinos da classe Soryu com baterias de íons de lítio em vez da tecnologia de propulsão independente do ar (AIP) – um movimento que poderia levantar as sobrancelhas depois que tipos similares de baterias foram atingidos por incêndios no Boeing 787 Dreamliner. No entanto, os especialistas ignoraram essas preocupações e, em vez disso, dizem que esse tipo de salto tecnológico aumenta a potência e o desempenho, ao mesmo tempo em que reduz a manutenção. Yasushi Kojima, porta-voz da Força de Autodefesa Marítima (MSDF), disse em outubro de 2014 que a mudança afetaria os próximos quatro submarinos remanescentes da classe Soryu na classe de 10 barcos do Japão. Ao mudar para as baterias de íons de lítio, o novo Soryus manteria seus propulsores a diesel, mas seria equipado com baterias de manutenção mais potentes e muito mais baixas do que os tipos de chumbo-ácido amplamente utilizados.
          https://www.globalsecurity.org/military/world/japan/29ss.htm

  19. Srs
    Baterias chumbo ácidas estacionárias não são o ó do borogodó. É uma tecnologia bem conhecida há décadas, assim como as estacionárias e automotivas.
    O problema é a demanda. Mesmo que os materiais básicos sejam similares, a estrutura dos elementos para as baterias dos submarinos (vasos, placas, etc.) são específicas.
    Quanto a baterias de íons de lítio, seriam uma boa solução para aumentar o desempenho dos submarinos pois tem uma capacidade bem maior de armazenar energia que as chumbo ácidas.
    É certo que elas podem explodir quando submetidas a temperaturas muito elevadas, representando um risco maior que as chumbo ácidas. Cabe lembar aos desavisados que baterias chumbo ácidas não explodem, o que pode gerar uma explosão é a reação do hidrogênio que elas podem liberar com o oxigênio em ambientes fechados como os dos submarinos.
    Sds

    • Olá Control. As baterias chumbo-ácido exibem melhor desempenho que outros tipos devido a sua alta densidade de transferência de carga, que é a quantidade de elétrons transferias pela superfície de reação dentro da bateria. Isso significa que as baterias chumbo-ácido permitem operações com alta amperagem, o que é fundamental para o funcionamento de um submarino (ou outros equipamentos que demandam grande potência)

  20. Quando surgiram as notícias sobre o Prosub veio a oferta da DCNS de baterias de lítio. O lítio é mais leve que o chumbo e obtém mais energia X chumbo.

    Mas são centenas de baterias para cada sub. E o lítio é mais caro. Talvez, sendo produzidas com lítio a quantidade por sub seria menor o que compensaria pagar mais caro. Não sei.

    Concordo com quem disse que na MB só tem tantan e que somos nós os espertos.

    • Caro Esteves. O chumbo é mais denso que o lítio, mas as duas baterias são muito diferentes. A quantidade de energia acumulada e transferida pelas baterias não tem relação com a densidade do material. A quantidade de lítio usada para montar as células para um submarino como o Scorpene é bastante mas não é o limitante. A vantagem das baterias chunbo-ácido é a velocidade com que a reação acontece e que é uma tecnologia conhecida.

  21. Pra mim, Prosub é o nome de algum sindicato ou fundo de pensão de suboficiais e subtenentes.

    AVISO DOS EDITORES: VOCÊ TEM QUATRO COMENTÁRIOS PUBLICADOS, APENAS UM DELES RELACIONADO AOS ASSUNTOS EM DEBATE E OS DEMAIS TRÊS APENAS COM PIADAS SEM GRAÇA. ESTE É SEU PRIMEIRO AVISO PARA SE ATENTAR AOS TEMAS DAS MATÉRIAS, OU TERÁ SEUS COMENTÁRIOS BLOQUEADOS. LEIA AS REGRAS DO BLOG:

    http://www.naval.com.br/blog/home/regras-de-conduta-para-comentarios/

  22. Excelente matéria, meu cumprimentos ao Poggio e ao Nunão. ( Sim sei que cheguei “atrasado” )

    Fiquei surpreso com todo o processo para a seleção das baterias que vão ser utilizadas nos Scorpène Br, muito bom ver o interesse da MB na independência nessa área bastante sensível para utilização da força de submarinos. Interessante a desistência da Exide acabou gerando um concorrente de peso em seu próprio mercado. Acreditei que houvesse algum produtor nacional de baterias automotivas que produzissem as baterias tracionárias, creio que seja possível o desenvolvimento destas baterias, entretanto me pergunto se houve desinteresse de umas das empresas ou da MB.
    Espero que a MB não pare apenas nestes quatro submarinos o PROSUB merece (deve ) ir adiante (em minha humilde opinião).

    Perdoem-me editores caso eu saia do tópico de discussão, mas não deixei de notar os comentários dos senhores Luciano e Ivan. Assim como eles, iniciei o interesse pelo mundo de aviação e militaria desde cedo, ( ainda não sou nenhum adulto ), tenho 17 anos. Gosto bastante da leitura militar em especial a naval, mas infelizmente ainda anão tive contato com nenhuma revista ou exemplar de épocas anteriores, mas tenho uma ampla leitura fornecida pelo poder naval e por toda a trilogia de defesa. Ainda fico um pouco ‘intimidado’ ( devido o fato de ser leigo ) e surpreso pelo nível de conhecimento de alguns colegas foristas, espero adquirir com o tempo o conhecimento suficiente para discutir com clareza aqui no blog. Abs

    • Matheus Fonseca, bem vindo ao clube ( dos aficionados ), c/ sua idade eu sonhava em ser piloto, cheguei a estudar sozinho c/ cópias das apostilas do curso de Piloto Privado, mas a situação financeira da família me fez estudar em Escola Técnica p/ o mais rápido possível ter condições de ajudar c/ $. Se gostar da parte histórica, vc pode encontrar muitos documentários no Youtube e se compreender espanhol encontrará 10x mais que em português, tem um site especialmente bom: documaniatv.com
      Claro que se for bom em inglês aí tem muito mais.
      Um grande e incentivador abraço.
      PS: e senhor é o seu pai, moleque, rs. Não precisa desse respeito todo p/ comigo.

      • Obrigado por estas boas vindas! Uma pena não ter seguido o caminho como piloto privado, o Emirates airlines perdeu um futuro piloto rsrsrs.

        Obrigado pela sugestão do site, vai ampliar bastante meus conhecimentos ! Não domino a língua espanhola tão bem assim, mas vou arriscar mesmo assim, já nos documentários em inglês tenho uma consciência situacional melhor. Hahahaha perdoe-me devido a formalidade do senhor, são forças do hábito. Abs

        • Vc disse que gosta muito da área naval, então lhe recomendo o que na minha humilde opinião ( mas também muito elogiado por alguns da Marinha que conversei ) é o melhor filme de tema naval: ‘Das Boot’ ( no Brasil foi lançado como O Barco ). É muito bem feito e realista, tenho o DVD da versão do diretor e nela tem alguns documentários contando detalhes incríveis de quão detalhistas eles foram, como por exemplo construir 3 maquetes ( uma c/ 6m, outra c/ 11m motor de barco e rádio controlado p/ utilização em alto mar e uma em escala real – 67m que não era capaz de submergir, mas suportava várias pessoas no deck enquanto flutuava rebocado ). P/ criar as violentas ondas de tempestade soltavam de uma altura de vários metros 1000 litros de água de vez, além disso havia um poderoso ventilador p/ completar o clima. Veja o trailer:

          • Estou impressionado pelo nível de tensão que o filme trás, obrigado pela recomendação Luciano, ela será sem dúvidas muito bem aproveitada. Eu desconhecia essa versão do diretor sem dúvidas deve ser um item que qualquer entusiasta naval deve ter. Também desconhecia essas informações técnicas que você me passou, simplesmente estou surpreso pelo clímax do filme ( ainda não pude ver o filme por extenso ) mas já dá para notar isso pelo trailer. Eu já havia recebido algumas sugestões do comandante Robinson Farinazzo no canal Arte da guerra, agora com mais essa sugestão sua devo assistir em breve, grato. Abs

          • Olá Luciano. Também sou fâ do “das boot”. As vezes, assisto dublado, as vezes legendado (queria uma cópia dele dublado em ingles para ver como fica). Com certeza é um dos melhores filmes de submarino, um dos melhores filmes sobre a II Guerra, e um dos melhores filmes de temática militar. (coloco até acima do “Uma ponte longe demais” – A bridge too far)

  23. Gente vendo a resposta de muitos a meu postoconfirmei que brasileiro não sabe ler e interpretar texto mesmo.
    Lógico que submarinos não utilizam baterias automotivas, como o próprio texto diz.
    Disse que a MB deveria ter sondado a Moura Baterias para absorver a tecnologia de fabricação das baterias de submarinos.
    Pois por ser uma empresa com saúde financeira sólida, teria como manter essa empreitada.
    Tendo em vista que baterias de submarinos não são adquiridas com muita frequência e não vão produzir tantos submarinos para manter uma empresa especializada nesse tipo de equipamento.
    Sugiro que prestem atenção no que leiam e interpretem melhor o texto.
    Leiam com a mente, não somente com os olhos !

    • Foxtrot

      Na minha opinião a MB fez uma escolha melhor com a Newpower. Ela já produz e comercializa baterias tracionárias, que é o tipo de bateria que um submarino usa. A Moura não possui esse know-how. Possivelmente levaria muito mais tempo para desenvolver um protótipo por conta própria.

  24. MK-48 no fundo você está certo, errado somos nós que enxergam (ao menos alguns) uma marinha pobre mas com aspirações megalomaníacas, que consome seu orçamento com 80% em folhas de pagamentos, pensões aposentadorias etc, mesmo tendo grande parte de seu efetivo formado por jovens alis
    Que não tem navios modernos, miras ópticas para fuzil de seus fuzileiros etc, mas sonha em porta aviões, submarinos nuclear, LHD,s etc.
    Que não consegue patrulhar nossas ZEE,s, Amazônia, mas impede a criação de uma guarda costeira.
    Que não tem navios descentes para 2 frota e patrulha da Amazônia, nem sistemas de armas para defesa de seus navios por não ter verbas, mas mesmo assim sonha com navio de 6000t.
    Nós ignorantes no assunto que estamos errados em propor soluções óbvias até para crianças do ensino básico a super especialistas em adm.
    Esse super especialistas recentemente cojitaram a volta de regalias como auxílio moradia, viagens aéreas grátis etc, ou seja resquícios de um tempo onde os mesmos tinham, isso com seu super orçamento e com esse governo extremamente honesto e super preocupado com a defesa do país e as necessidades dos militares.
    Melhor eu me recolher em minha ignorância, afinal de contas como diz o ditado “a ignorância é um dom”!

  25. Parabéns à matéria do Poder Naval, passou a limpo a questão das baterias, que estava meio confusa. Há algum tempo debateu-se bastante a questão da Saturnia, num post em que o Bob Lopes falava “an passant” num desinteresse das empresas em fornecer as baterias (não consegui localizar o post…).
    .
    O episódio Saturnia trouxe uma importante lição, cujos ensinamentos com certeza são seguidos pela Marinha: apesar de “delegada” à iniciativa privada a fabricação dos meios estratégicas, necessária uma “vigilância” contínua sobre a situação e interesse das empresas, adotando-se medidas corretivas ou preventivas assim que detectada uma dificuldade, “incentivando” outras empresas a assumirem o papel da que se desinteressou ou está em vias de quebrar.
    Um exemplo interessante de medida corretiva foi a aquisição, pela NewPower, de equipamentos da massa falida da Saturnia, bem assim contratação de seu pessoal especializado. Fico pensando até em medidas mais drásticas, em casos essenciais, tais como a assunção provisória da atividade pelo Poder Público, até que alguma outra empresa a assumisse, em nova licitação (uma espécie de desapropriação – não poderia ter sido a solução no caso EISA??). Em contratos de concessão de serviços públicos existe esse tipo de cláusula, teria que haver estudos para ver sua possibilidade em casos envolvendo fabricação de meios para a defesa nacional.
    .
    Não sou muito adepto das teorias da conspiração, mas essa coincidência de a Eaton/Saturnia “desinteressar” pelas baterias dos subs, e depois a Exide “desestimular” a RondonPar, gera preocupações. Acho que, no mínimo, a Exide quis manter o mercado de sua filial indiana, evitando criar uma auto-concorrente aqui no Brasil. Talvez pensando que a escala não seria suficiente para mais uma filial. Ou seja, havendo multinacional envolvida, a “vigilância” da MB precisa ser muito maior, pois as decisões da empresa ficam bem mais distantes e menos previsíveis.

  26. Caros Matheus Fonseca e Camargoer, não sei se vcs vão consegui obter o DVD que falei, é possível baixar o principal documentário procurando no Google por “Das.Boot.Documentary.4of6.Behind.the.Scenes” não quero colocar os links p/ não ficar preso o comentário, mas existem 2 opções principais uma pelo Docuwiki e vcs poderão baixar pelo emule todos os 6 documentários c/ os ed2k Links no final da página ou também por torrent. Detalhe : tem embutidas legendas em português e + 6 outros idiomas. Garanto que p/ quem assistiu vale a pena ver todo o esforço p/ tornar essa obra prima realidade.
    Abs.

    • Olá Luciano. Obrigado pela sugestão. Além do “das boot”, ainda recomendo “a queda” (sobre os últimos dias de Hitler em seu bunker) e “a onda” (sobre um experimento social em uma escola de ensino médio sobre a manipulação fascista). São 3 filmes alemães que se tornaram clássicos.

      • Olá Camargoer, não querendo se invadir seu comentário, mas destes três filmes que você mencionou tive a experiência de assistir “A queda”, simplesmente um filme sensacional, todo o clima que é passado a todos com a queda da Alemanha e de seu Führer, os acontecimentos dentro do bunker e como isso afetou não só os oficiais de alto escalão mas como todos ali presentes, realmente um excelente filme. Já “a onda” parece ser bem interessante também, pesquisei um pouco sobre o filme e pretendo utilizá-lo em um seminário de história, irá se adequar perfeitamente a temática, grato. Abs

        • Olá Matheus. Existe uma refilmagem do filme “A onda” em inglês (se você não conseguir o original alemão). Eu prefiro o alemão. Bom cinema para todos!

    • Muitíssimo obrigado Luciano, realmente sondei até mesmo as locadores de dvd e não consegui muita coisa. Pretendo assistir o filme ainda nesta semana, estou bastante entusiasmado com o filme e principalmente por se tratar do melhor filme do tema da militaria em geral. Abs

      • Realmente é muito difícil encontrar esse tipo de filmes/documentários, por isso recomendo visitar o site listafilmessegundaguerra ( como já disse não estou colocando os links completos p/ o comentário não ficar preso, mas pelo Google vc encontra ) nele vc vai encontrar inclusive o Dass Boot e também documentários.
        Sobre guerra naval, assisti há pouco tempo um sobre a decisão de Churchill de atacar a frota francesa na Argélia, p/ impedir que caísse nas mãos dos alemães. Procure no youtube por ‘A Terrível Decisão de Churchill’ do canal Almanaque Militar.
        Abs.

        • Olá Colegas. Tem um site chamado “documentary vine”. Também é muito bom com centenas de documentários recentes sobre vários temas. Recomendo um sobre Auschwitz em seis episódios.

          • Valeu. Normalmente assisto c/ o meu pai que também gosta muito do tema, só que se eu não sou fluente em inglês pelo menos quebro o galho e consigo entender, mas p/ ele só se for em português ou espanhol.
            Abs.

        • Obrigado novamente Luciano! Perdoe-me o seu comentário acabou passando despercebido! Já dei uma olhada no site que você recomendou e possui bastante conteúdo, vai ser de grande proveito. Sobre a decisão de Churchill, já estudei sobre o acontecimento, mas desconhecia o documentário no YouTube sobre tal fato. Grato

        • Obrigado novamente Luciano! Perdoe-me seu comentário acabou passando despercebido! Dei uma olhada na sua sugestão, e encontrei bastante conteúdo. Já estudei sobre este acontecimento que levou a decisão de Churchill, porém desconhecia este documentário sugerido. Grato. Abs

          • Não tem nada o que perdoar, eu só queria que vc tivesse acesso a boas fontes. Quanto ao caso do documentário, sempre digo que não se pode emitir opinião sobre um fato histórico sem mergulhar no que constituía a realidade dos que tomaram certas decisões como seu nível de conhecimento dos fatos ( hoje temos acesso a informações que eles não tinham como saber ), carga emocional, histórico de fatos que os levaram a temer ou acreditar que aquela era a direção correta, e por aí vai. Nenhum verdadeiro líder só tomou decisões certas ou agradáveis. Na minha humilde opinião, eu estivesse no lugar do Churchill faria a mesma coisa, infelizmente não dava p/ confiar o destino de uma nação na palavra do Almirante Darlan, até porque os alemães poderiam se antecipar e tomar os navios antes de qualquer ação francesa.
            Abs.

  27. Em 1977, eu vi o submarino “Goiás-S15” em um dique, no AMRJ, recebendo baterias e cheguei a ouvir que eram baterias novas fabricadas no Brasil e que eram melhores do que as americanas que vieram com o navio (costumamos chamar os submarinos de navios).

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here