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Vídeo: visita às obras do SBR 1

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Em complementação ao texto “11 de junho: dia de entrar no futuro Riachuelo com o Poder Naval” apresentamos a seguir um curto vídeo (pouco mais de dois minutos) sobre as obras no interior do SBR 1, futuro submarino Riachuelo da Marinha do Brasil.

31 COMMENTS

  1. Show ein…Imagina daqui uns 12 anos, qdo o navio estiver em PMG e vc pensar….estive na sala de comando do submarino qdo estava sendo construido. Isto aí é coisa pra contar pros netos

  2. Atenção aos céticos, não acreditam capacidade tecnológica do brasileiros, não fazemos mais porque não temos apoio das nossas “”autoridades””.

    • Depois que soube que quatro convencionais e mais um nuclear Brazuca vão custar o mesmo que seis nucleares franceses, minha fé foi para o brejo.

      • Não é assim Marcos10. Se o Brasil quisesse, compraria submarinos de prateleira (por exemplo, alemães), e eles custariam bem menos que o PROSUB. A questão é que o valor extra pago se deveu à aquisição de conhecimento, à fabricação no território brasileiro, com profissionais brasileiros aprendendo diversas etapas da fabricação de componentes do submarino. Não faz sentido você perder sua fé só porque o custo do programa foi elevado, pois deve-se observar as consequências a longo prazo.

        No futuro, quando os submarinos precisarem passar por suas manutenções, o valor extra pago mostrará sua utilidade, pois haverá brasileiros capacitados a solucionar os problemas dos submarinos. Pode-se argumentar que o valor extra foi excessivamente elevado, e isso é um ponto, mas não se pode agir como se o PROSUB fosse somente um programa de aquisição de submarinos: ele também almejou adquirir conhecimento, e isso tem um preço.

        • Concordo e acrescentaria que no caso dos subs franceses o custo é somente dos próprios submarinos, já que a infra-estrutura para projeto e fabricação eles desenvolveram há muitas décadas. Nós estamos comprando um estaleiro, uma base naval, tecnologia, projeto, simuladores, capacitação de profissionais e mais o custo dos submarinos. Então não seria o mesmo que comparar laranjas com melancias

      • Tem além dos 5 subs, todo o investimento em Iperó (centro de excelência da Marinha e enriquecimento de urânio) e Itaguaí (base de subs), onde teremos condições de efetuar nestas instalações desenvolvimentos futuros, testes, implantações, novas construções, manutenções de meios e sistemas, assim como operação dos próprios.
        Sem contar no desenvolvimento nacional de parceiros que darão autonomia para a marinha, como no caso das baterias e motores, a se confirmar este último.
        Diria que é único o que está sendo feito…
        Lembrando que as estimativas estão em operar 16 SBR e 5 nucs…se não me falha a memória.
        Não é pouca coisa não…

  3. Realmente MUITO bom ver o PROSUB em andamento. Momentos como esse nos orgulhamos do Brasil.

    E rezando pra que não contingenciem verbas ou cortem o programa!

  4. Fiquei curioso em relação a sala de torpedos??? Quais são as medidas de segurança pra evitar que o explosivo ( do torpedo) não detone ao se realizar seu manuseio??? Grato.

  5. Tiger, nós da superfície basicamente monitoramos a temperatura e umidade do paiol… talvez os submarinistas tenham algum procedimento a mais… acrescento também que temos muito cuidado com o combustível do torpedo, o qual é altamente tóxico em caso de vazamento… abraço…

  6. Acrescentando, ainda no caso da superfífice, os torpedos chegam e saem de bordo em canisters, de onde são tirados (ou colocados) para armazenamento em racks no paiol… isso é feito por meio de um “carrinho” de transporte e aparelhos de força para içamento…
    Toda faina de munição é cumprida por procedimento específico e briefing… o navio vai para a bóia ou é movimentado para um setor isolado do cais, respeitada a distância de segurança calculada de acordo com o tipo e quantidade de munição que está sendo movimentada… existem outros procedimentos internos, claro, mas é um pouco extenso para descrever aqui… espero ter passado uma idéia da faina…braço…

  7. Em complementação ao que falei ontem, vejamos: 1) foi no governo militar que rompemos com USA, fixos acordo Alemanha transferência tecnologia construir Angras 2,3 e 4, foi também com os militares fizemos acordo construir as fragatas no Brasil, foi no governo Lula/Dilma, fizemos acordo construção caças, submarino nuclear, sub convencional, vejam porém, nunca nosso irmão rico do norte fez acordo transferindo tecnologia. Americano, dá, empresta mas não transfere tecnologia, só conseguimos isso na Europa. Sim mais caro, porém, para quem não sabe, podemos a partir daqui também vender outras nações. Esqueci os nossos AMX vieram de tecnologia, para Embraer criar a nossa grande esperança o 390. Boa a todos

    • Eles transferem tecnologia sim, o KC-390 tem tecnologia e conhecimento de empresas norte americanas, tem que pagar, mas transferem.
      Outra que eu já soube ouvindo um comentário na rádio CBN, foi que a Sikorsky Aircraft Corporation transferiu conhecimento de projeto de construção de fuselagens para a Embraer, tem um software que a Embraer usa para isso, não sei se veio deles também, com essas técnicas, o tempo de projeto de um avião caiu de cinco para dois anos na Embraer.
      O Brasília demorou cinco anos para concluir o projeto, atualmente isso leva dois anos.
      Outra coisa, três fontes diferentes, Barack Obama, Hillary Clinton e uma assessora especial do governo americano, sua função é vetar tudo o que atente contra os interesses do país, pois bem, essas três fontes garantiram a Lula que a Boeing seria autorizada a transferir toda a tecnologia que o Brasil pedisse, caso o FA-18 fosse o escolhido no FX-2. Obama mandou uma carta pessoal a Lula garantindo isso. Hillary Clinton garantiu isso pessoalmente a Lula quando veio ao Brasil.
      E essa assessora especial que trabalha junto ao Congresso também confirmou a autorização de transferência de tecnologia, se um presidente autoriza, é porque o Congresso também o fará.
      Enfim, eles transferem sim, depende de interesses e de pagamentos.
      Acho que quando foi divulgado que a Dilma iria escolher o Super Hornet, tinha essas informações e fundamentos para decidir, o problema foi o vazamento daquele cara que estava preso na embaixada do Equador, isso melou tudo, hoje estaríamos com os 36 FA18 na FAB.

      • “… tem que pagar, mas transferem.”

        Transferência de tecnologia, quando faz parte de um contrato, está sempre embutida de alguma forma no preço. Em parte, isso também se confunde com políticas de offset, quando há cláusulas que obrigam o país vendedor a fazer investimentos no comprador. Mas tudo impacta no preço, tudo tem que pagar para receber.

    • Muita gente fala em transferencia de tecnologia mas até hoje não vi uma explicação detalhada do que isto realmente significa. NENHUMA empresa vende o seu conhecimento pois no dia seguinte você pode ter um novo concorrente. Particularmente acredito que a transferencia é uma forma de justificar ou tornar mais palatável um investimento de grande monta junto a sociedade, isto imaginando que a compra tenha sido, digamos republicana.
      Você não vende o peixe, vende a vara, linha, molinete, anzol e a isca, ensina como montar a tralha, senta junto com o sujeito para pescar e diz.. joga a isca la e fala, puxa que o peixe mordeu a isca, mas não conta as manhas de como pescar.
      Trabalho com TI a quase 30 anos, tenho ideia do que estou escrevendo.

  8. Silvano, não se engane com o tio Sam, eles não transferem tecnologia, eles cedem para ser usado em determinados equipamentos, aviões, navios, sub, qualquer coisa, entretanto você fica preso a eles, vide venda dos tucanos para os africanos, eles brecaram a venda durante mais de 2 anos, por pouco Embraer não perdeu contrato. Eles alegam que tinha tecnologia sensível. Isto é transferência de tecnologia?? Aproveitando eles realmente transferem Israel, França, Inglaterra, Canadá. Veja se eles transferiram para algum “”emergente””.

    • Meu caro, como comentei, ninguém transfere tecnologia. O mesmo tem que ser conquistado ou seja, tem que investir em educação, capacitação e depois em projetos que aproveitem estes investimentos. Para isto, tem que existir uma politica de Estado ou uma grande dose de empreendedorismo, o primeiro não temos e o segundo é rarissimo.
      Se Israel, Reino Unido, Alemanha, Japão, Coreia (entre outros) conseguem pescar a coisa é porque estão qualificados para absorver e dai desenvolver coisas novas.
      Muita gente zomba dos chineses que são mestres nas cópias, mas mesmo para copiar, temos que ter massa cinzenta. Zombamos os chineses mas quem está se desenvolvendo?
      Abraços

    • Concordo, não tenho visto transferência de tecnologia pelos americanos, talvez algum colega consiga dar alguma exemplo real. O que tenho visto é que eles fornecem (vendem) partes, peças, softwares, equipamentos, para fazerem parte de algum avião, navio, tanque, etc, que seja construído fora dos States. Mas ensinar a fazer essas partes, peças, softwares, equipamentos, não tenho visto (a não ser para os parceiros preferenciais que vc citou).

      • Um exemplo?? como é que você acha que o KC-390 abre e fecha a porta em pleno voo?? a Embraer comprou, pagou por isso, veio de uma empresa deles, bem conhecida aliás… o mesmo o faz com Israel e outros países, o Brasil encurta caminho, mas tem que pagar, isso é normal, a China quando não copia, compra dos russos por exemplo. É claro, um dia iriam conseguir abrir e fechar a porta em pelo voo do KC-390, mas se puder pagar para alguém que já sabe, melhor, encurta caminho… quer outra?? você acha mesmo que as centrífugas de enriquecimento de urânio de Iperó foram 100% criadas por nascidos no Brasil??.. veio de longe, amigo.
        Já falei, palavras daquele especialista em defesa da UFJF, não lembro o nome dele agora mas é fácil achar, com a tecnologia de fuselagem repassada pela Sikorsky, a Embraer passou de cinco para dois anos o tempo de finalização de um projeto de avião. O problema de quem duvida ou não aceita isso, talvez seja puramente ideológico.
        Os norte americanos não proíbem a venda do Super Tucano para absolutamente ninguém, tão pouco tem tecnologia sensível que seja deles no avião, não tem tecnologia algumas deles no projeto do avião, o que eles fazem é o seguinte, é algo simples, eles dizem: Você quer vender o Super Tucano para tal país?? sim queremos. Eles respondem: Não tem problema, mas não podem vender com nossos componentes no avião.
        Eles não proíbem na prática, apenas não deixam você vender com o que tem a bordo que seja deles, só isso, mas caso você mesmo fabrique 100% do avião, ou esteja disposto a comprar de outro fornecedor, montar e vender, não tem problema algum.
        Eles não lhe proíbem de vender o Super Tucano, só não fornecem os componentes de indústrias locais deles… se você fabricar tudo, pode vender.

  9. Com certeza esse projeto vai colocar o Brasil em outro patamar em termos de tecnologia de submarinos… e mesmo entre as Marinhas com força de submarinos

    Um projeto digno até mesmo de países desenvolvidos e com uma estrutura industrial sólida!

    Estão todos de parabens

    Parabens ao poder naval tambem!

    Ps: quando as obras do estaleiro estarão finalmente concluidas?

  10. Cara, não sei se o Marcos10 ____________
    ____________

    Caraca, tem que desenhar??? Desculpem mas vocês têm muita paciência!!!

    COMENTÁRIO EDITADO. MANTENHA O RESPEITO.

  11. “Silvano Conti 13 de junho de 2018 at 20:35
    Um exemplo?? como é que você acha que o KC-390 abre e fecha a porta em pleno voo?? a Embraer comprou, pagou por isso, veio de uma empresa deles, bem conhecida aliás…”
    .
    Obrigado pelo exemplo, Silvano. Apenas para ficar mais claro esse assunto de ToT, sem qualquer viés ideológico: a Embraer ou alguma fornecedora nacional está fabricando este mecanismo que abre e fecha a porta do KC 390 em vôo (configurando caso em que teria havido transferência de tecnologia)? Ou ela adquire o mecanismo de uma empresa estrangeira e monta no KC 390 (caso em que não teria havido transferência de tecnologia)?.

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