Home Noticiário Nacional UNITAS XLIX – presença de um Arleigh Burke Fight IIA

UNITAS XLIX – presença de um Arleigh Burke Fight IIA

240
15

farragut

Começou ontem, dia 24/4, a fase operativa da UNTAS XLIX. Os navios estão realizando exercícios navais próximo à costa da cidade fluminense de Cabo Frio.

Na foto acima aparece o USS Farragut e esta é a sua primeira vinda ao Brasil. Ele é o quinto navio na USN a receber este nome, homenagem ao Almirante David Farragut (1801–1870), uma das principais figuras da Guerra Civil norte-americana. O Farragut é um dos mais recentes contratorpedeiros da classe Arleigh Burke, sendo a 49a unidade. Entrou para o setor operacional da USN em 2006 e ainda não completou dois anos em serviço.

A classe Arleigh Burke, atualmente, a única classe de contratorpedeiros da USN, uma vez que os últimos Spruance foram descomissionados em 2005. O projeto herdou muito dos sistemas desenvolvidos para os cruzadores Ticonderoga como o sistema de combate AEGIS e seu radar SPY-1D “phased array”. O primeiro deles entrou em operação em 1991.

Em função dos vários melhoramentos adotados durante a evolução da classe, os contratorpedeiros Arleigh Burke são divididos em três sub-classes: Fight I, Fight II e Fight IIA (ou classe Oscar Austin). Esta última versão entrou em produção a partir de 1997 e os exemplares mais novos dela possuem a versão Baseline 7.1 do sistema AEGIS. A Fight IIA também incorpora um hangar para helicópteros, capacidade melhorada para combates em ambientes costeiros (“littoral warfare”), contra-minagem e, em breve, capacidade BMD (“Ballistic Missile Defense”).

15
Deixe um comentário

avatar
15 Comment threads
0 Thread replies
0 Followers
 
Most reacted comment
Hottest comment thread
9 Comment authors
FlávioNimitzBascheraJosé BoscoRaimundo Recent comment authors
  Subscribe  
newest oldest most voted
Notify of
Jonas Rafael
Visitante
Jonas Rafael

Eu nunca entendi muito bem a necessidade dos Ticonderoga e Arleigh Burke coexistirem na USN, já que são navios com capacidades extremamente similares.

Alte. Doenitz
Visitante
Alte. Doenitz

Meu caro Jonas Rafael, acho que nem a USN entendeu muito bem a difereça entre eles.

Nunão
Visitante
Nunão

Um foi desenvolvido antes, para substituir cruzadores convencionais que estavam para dar baixa e nucleares que ficaram caros demais em comparação com o petróleo barato.

O outro foi desenvolvido depois para substituir DDGs mais antigos e para oferecer ao menos 2/3 da capacidade do primeiro a um custo (a princípio) menor.

Enfim, parece estranho visto hoje, mas na perspectiva e necessidades das épocas dos projetos, levando-se em consideração a diferença temporal, não tem nada de estranho.

Nunão
Visitante
Nunão

Mudando de assunto, bela curva.

BVR
Visitante
BVR

Além do que é um navio de linhas bem bonitas.

Raimundo
Visitante
Raimundo

Gostaria de acrescentar apenas que os navios dessa classe de contratorpedeiros norte-americanos, ao contrário de outras belonaves mais antigas da US Navy, são totalmente construídos em aço, inclusive a superestrutura, o que elevou muito o peso padrão dos navios, mas, em compensação, garante maior resistência em combate. Tal medida foi adotada em virtude de acidentes ocorridos no passado (segunda metade do Século XX), como o choque do cruzador Belknap (US Navy) com um porta-aviões norte-americano em pleno oceano, o que ocasionou um incêndio de grandes proporções no cruzador, que tinha parte da superestrutura construída em alumínio para reduzir o peso… Read more »

José Bosco
Visitante
José Bosco

Alguém pode me dizer por que esta nova versão da classe Burke não possui lançadores de mísseis Harpoon?
Será que o fato desta classe não ter mísseis anti-navios é por ser prevista a sua utilização como parte de uma força tarefa onde existam vários outros navios com estes mísseis?

José Bosco
Visitante
José Bosco

Em relação às suas linhas, é o navio de guerra mais bonito que existe. Verdadeira obra de arte.

Baschera
Visitante
Baschera

Concordo, é Gisele dos mares !!!
Sds.

Nimitz
Visitante
Nimitz

Os Harpoon são disparados dos VLS, assim como os Tomahawk, que também têm versão antinavio.

José Bosco
Visitante
José Bosco

Pelo que sei os Harpoon não podem ser disparados verticalmente pelos VLS Mk 41. Nas versões antigas do Burke eles eram disparados de dois lançadores quádruplos MK 141 que foram removidos nesta nova versão Fight II.
E se não estou enganado, não existe mais a versão antinavio do Tomahawk. Parece que foram desativados depois da Guerra Fria.

Nimitz
Visitante
Nimitz

João Bosco, veja a notícia abaixo de janeiro de 2008 (e não esqueça que os mísseis Standard tem também capacidade superfície-superfície): Boeing Awarded Contract for Next-Generation Harpoon Block III Missile ST. LOUIS, Jan. 31, 2008 — The Boeing Company [NYSE: BA] has been awarded a $73.7 million U.S. Navy contract to design and develop the Harpoon Block III missile, a next-generation weapon system that will enhance naval surface warfare capabilities. The system design and development (SDD) contract will result in a kit upgrade program for existing Navy weapons that will return 800 enhanced surface- and air-launch Harpoon missiles and 50… Read more »

Flávio
Visitante
Flávio

José Bosco, Veja o informativo obtido no site http://www.fas.org/man/dod-101/sys/ship/ddg-51.htm. “…The first 28 Arleigh Burke-class destroyers have a helicopter deck but no hanger or embarked helicopters. Ships in production Flight IIA, starting with USS OSCAR AUSTIN (DDG-79), also have landing and hangar facilities for operation of two multi-purpose Light Airborne Multipurpose System LAMPS MK III helicopters. This capability will be added for the remaining 29 ships of the class. The modifications require removal of Harpoon missile capability. The addition of a helicopter hangar and the upgraded baseline 6.1 AEGIS Combat System are two of the most significant upgrades. Also beginning with… Read more »

Flávio
Visitante
Flávio

Uma outra coisa que eu pude repararfoi a ausência do CIWS Phalanx instalado atrás do VLS Mk.41 de proa. Segundoo site citado acima, o mesmo foi removido para a futura introdução do ESSM.

Jose Bosco
Visitante
Jose Bosco

Obrigado Nimitz e Flávio. Provavelmente o ESSM deva ser tão bom que não se faz necessário o CIWS. Mas com certeza a falta de um se reflete na capacidade de auto proteção de curto alcance, contra por exemplo, lanchas, já que as versões mais recentes do CIWS tinha capacidade contra alvos na superfície também. Sem eles a defesa próxima fica por conta apenas das metralhadoras M2 de .50 polegadas. Viajando na maionese….. Dois Mk 38 de 25 mm de controle remoto viriam a calhar. Agora viajando mesmo na maionese. O Burke ficaria muito bom com um par de SeaRam ou… Read more »