quarta-feira, abril 14, 2021

Saab Naval

BPE Juan Carlos I (L61)

Destaques

Alexandre Galante
Ex-tripulante da fragata Niterói (F40), jornalista, designer, fotógrafo e piloto virtual - alexgalante@fordefesa.com.br

juan-carlos-i-l61-2.jpg

Nas fotos, o lançamento do BPE (Buque de Proyección Estratégica) Juan Carlos I (L61), da Armada Espanhola, em 10 de março de 2008.
O navio, cujo conceito foi aprovado em 2003 e a construção iniciada em 2005, é similar aos LHD da classe francesa “Mistral”. Ele tem 231m de comprimento e vai deslocar 27.000t carregado.
O BPE Juan Carlos I vai proporcionar um aumento na mobilidade das forças anfíbias, provavelmente substituindo os LST L-41 Hernán Cortés e L-42 Pizarro, da classe Newport(mesma do NDCC Mattoso Maia da MB); sua construção acontece num momento em que a Espanha assume mais responsabilidades no cenário internacional.
O navio poderá transportar uma força de combate de 900 fuzileiros navais e um total de 46 carros de combate. Operando como navio-aeródromo, poderá embarcar até 30 caças AV-8B Harrier II ou F-35B. Uma doca na popa pode transportar até quatro LCM ou um LCAC (Landing Craft Air Cushion).
O BPE Juan Carlos I será o primeiro navio da Armada Espanhola a ser equipado com propulsão diesel-elétrica, simultâneamente conectando motores diesel e turbinas a gás a um par de pods azimutais.
A Austrália vai construir dois navios derivados do mesmo projeto espanhol.

NOTA DO BLOG: Pouco a pouco os navios porta-aeronaves de assalto anfíbio estão se tornando os navios capitais do século XXI. Nada melhor do que colocar no mesmo navio as capacidades de transporte de aeronaves e tropas. Quando é que a Marinha do Brasil vai considerar seriamente o conceito, já que a projeção do País no cenário internacional tende a aumentar?

juan-carlos-i-l61.jpg

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Ozawa

Tal conceito tem sido recorrente e exaustivamente debatido neste blog, com posição majoritária dos que defendem sua implementação na MB, em especial, quando vemos recursos drenados em um conceito convencional de navio-aeródromo, custoso e ineficaz no caso brasileiro, com sua prevalência, apenas, em marinhas de porte, como dos EEUU, conquanto este não dispense navios do gênero debatido neste post. É incompreensível a posição do alto-comando da MB na manutenção de um Nae convencional, ou CTOVL, à exemplo do São Paulo, onde, das duas uma, e ambas depõem sobre a capacidade de gestão da MB: a defesa antolhada do conceito como… Read more »

Ozawa

CORRIGIDO: Tal conceito tem sido recorrente e exaustivamente debatido neste blog, com posição majoritária dos que defendem sua implementação na MB, em especial, quando vemos recursos drenados em um conceito convencional de navio-aeródromo, custoso e ineficaz no caso brasileiro, com sua prevalência, apenas, em marinhas de porte, como dos EEUU, conquanto este não dispense navios do gênero debatido neste post. É incompreensível a posição do alto-comando da MB na manutenção de um Nae convencional, ou CTOVL, a exemplo do São Paulo, onde, das duas uma, e ambas depõem sobre a capacidade de gestão da MB: 1) a defesa antolhada do… Read more »

Bosco

Para um país “pobre” (8° economia) e do 3°mundo como o nosso (e continuará a ser enquanto grassar a corrupção, o desmando e o Brasil for a “República dos Compadres”) não podemos pretender que a nossa esquálida marinha tenha este tipo de navio. É claro que do ponto de vista puramente técnico isto é o que há de melhor. Ainda mais que podem ser configurados para operarem como Navios de Controle Marítimo quando necessário. Um outro desenho interessante é do porta aviões italiano Cavour. Como apenas alguns países centrais possuem condição de terem super porta-aviões o que os menos endinheirados… Read more »

Baschera

Onde se lê “A Australia vai construir dois navios..” , bem que poderia ser “O Brasil vai construir dois navios”.
Infelizmente ainda estamos longe…..
Sds.

Bosco

Com certeza ainda teremos os Cruzadores porta-aeronaves de assalto. Que serão como os Gioseppe Garibaldi, mas com docas para LCAC. Isto diminui a necessidade de escoltas.
E com a “facilidade” de se instalar lançadores verticais estes navios multifunção estarão aptos a proverem apoio de fogo e até defesa aérea de área.

Bosco

Até mesmo o LPD-17 (que é de outra classe de navio, não tendo o convês corrido, portanto não podendo operar os Harriers/F35) inicialmente foi planejado tendo 16 VLS Mk41 (para 32 ESSM e 8 Tomahawks) no convés de proa. Mas pelo jeito não vingou e acabou ficando apenas com os Mk44 e os RAMs.
Sds.

fernando

bom seria muito interesante so os fuzileiros navais brasileiros disposen de pelomenos 2 lhd desenvouvino no brasil ate mesmo por que acho q vamos precisar logo. mais tamben acho necesario criar um esquadrao de helicopteros para os fuzileiros principaumente de ataque e tranporte armado imaginen o super puma verçao armana e montada no brasil e o mangusta nos lhd poderiamos ezercer força en qualquer lugar da america do sul!

Farragut

Irretocável o comentário do Ozawa.

Fica o convite para discussões semelhantes em
http://tinta-sobre-ferrugem.blogspot.com/

Paulo Costa

As escoltas ,e patrulhas estão com a silhueta mais baixa,ao
contrário os mistos transportes e etc,estão aumentando os
conveses ao invés do comprimento.Vai entender…

Robson Br

Meu amigo Ozawa
Realmente este seria o navio ideal da MB para projeção de força. Como navio misto ele pode operar apenas como porta aviões ou como transporte de tropas e equipamentos. Mas no momento a MB necessita de formular uma doutrina de operações com aeronaves de combate de asa fixa. Concordo que os A4 não são~lá essas coisas, mas mdernizados poderia ser um grande avanço nesta área.

marujo

Em entrevista à revista Tecnologia&Defesa, o ministro Mangabeira Unger afirmou que o próximo porta-aviões brasileiro tanto pode ser um modelo convencional ou um BPE do tipo Mistral ou Príncipe das Astúrias, dependendo da MB. O que mostra que o assunto está sendo disuctido no âmbito do Programa Estratégico de Defesa.

Mahan

sonhaarr não custa naaadaa (samba enredo)… que beleza de navio!! Precisamos de um deste, novinho em folha, para o Fuzileiros Navais, e claro, com F 35 B!!

Tito

È só jogarmos Dangerous Waters que conseguimos equipar bem a MB

Bosco

Senhores, quem tudo deseja dorme chupando o dedo. Na atual fase da política nacional e da crônica falta de verbas para defesa e o pouco caso que o tema é tratado deveríamos ficar satisfeitos se conseguíssemos uma marinha costeira minimamente eficiente. Esta marinha não precisa de um navio de assalto anfíbio e nem tem condições de tê-lo. É melhor sermos realistas e ficarmos apreciando o navio dos outros. Além do mais não temos doutrina e nem necessidade de tal navio. O máximo que se espera dos fuzileiros navais na atual conjuntura são operações de paz em apoio à ONU. Nestas… Read more »

Robson Br

Meu amigo Bosco,
É bem sonhar. Este espaço é para dar sugestões. Os políticos sempre passam e as FFAA sempre continua. Apesar disso ou aquilo, temos evoluindo e muito.

konner

[“Bosco em 04 Ago, 2008 às 14:33″]

[” (…) É melhor sermos realistas e ficarmos apreciando o navio dos outros.
Além do mais não temos doutrina e nem necessidade de tal navio.(…) “]

Cuidado; foi raciocinado assim que chegamos ao estado lamentável em que estamos.

AJS

Caro Paulo Costa
Li em alguma publicação, que até a década de 70, a largura do convéz representava 1/10 do comprimento, e que a partir da década de 80, passou a representar 1/7 do comprimento.

Marinheiro Popeye

Qual seria a aeronave V/STOL que equiparia o navio brasileiro, caso o construíssemos ou o adquiríssimos?
No momento só tem uma o AV8B Harrier II ou os Sea Harrier estocados na Royal Navy. Pergunto, já sabendo a resposta negativa: os EUA nos venderiam tal equipamento, mesmo usado? A Grã-Bretanha, aliada fiel do Tio Sam, faria o mesmo?
O F35? Nem pensar!!! Ainda é MUITO AVANÇADO para nós, cucarachas!! Veto na certa do Congresso yankee!!!!!

Marinheiro Popeye

Outra alternativa: YAK-38??
KKKKKKKKK!!
YAK-141? Só se retomássemos seu desenvolvimento. A que custo?
Os russos se interssariam?
A versão STOL do F-35 baseou-se muito nele.

paulo costa

Ok,AJS,em 82 o Exocet atingiu o Atlantic Conveyor,que era maior que
as duas escoltas.Um alvo maior será melhor,deve ser uma rotina no
software do computador do Exocet,e do radar embarcado de busca.
Algumas marinhas aumentaram o costado das embarcações.Com certeza
estas não são linha de frente,mas continuam alvos maiores.

konner

Qual seria a aeronave V/STOL que equiparia o navio brasileiro?

Aí está a grande situação difícil de resolver.

AV-8B Harrier II — Inviável, idade/custo/manutenção

F35-B ————– Inviável, custo/embargo de armas e transferência/tecnologia

[“Marinheiro Popeye em 04 Ago, 2008 às 22:18”]

[“YAK-141? Só se retomássemos seu desenvolvimento.”]

Creio ser uma opção a ser estudada.

A Yakovlev tem tentado gerar interesse em reavivar o programa, incluindo uma versão avançada conhecido como Yak-43, uma evolução do Yak-41M ou 141M, mas ainda tem de encontrar interessados.

Rodrigo

Por favor, tenho uma grande duvida: no caso de nosso NA Sao Paulo, a aeronave AMXnão poderia ser usada…..
É apenas uma pergunta de um leigo!

konner

O AMX é essencialmente um avião de ataque ao solo, em condições de boa e média visibilidade.

Hà muitos anos,a FAB solicitou a EMBRAER um estudo sobre a possibilidade de uma versão naval do AMX e o custo ficaria entorno de US 200 milhões à época, imagine se fosse para uma versão embarcada, teria que ser um novo avião.

Totalmente fora de cogitação.

Bosco

Rodrigo, geralmente aviões para serem usados em porta-aviões devem ter asas maiores para maior sustentação em baixas velocidades exigidas para as decolagens e pousos, asas dobráveis para caberem nos elevadores, trem de pouso reforçado, gancho de parada, conexão para a catapulta no trem de pouso principal, ter melhor proteção contra a corrosão, ser mais robusto para aguentar literalmente o tranco dos pousos e decolagens, ter aviônica diferenciada com ênfase em operações navais, e de preferência ser multifunção e supersônico, etc. Ou seja, do jeito que ele está não tem jeito. Se forem feitas as mudanças necessárias como diz o Konner,… Read more »

[…] e o CIWS Goalkeeper, cada reparo tendo custado cerca de US$ 15 milhões. O Dokdo é semelhante ao Juan Carlos I da Espanha e ao destróier porta-helicópteros japonês Hyuga. O navio está pronto também para […]

[…] espanhóis ofereceram suas fragatas F-100, para serem os futuros escoltas, e um LHD semelhante ao BPE Juan Carlos I para ser o futuro LHD da Marinha do Brasil, além do projeto de um navio de apoio logístico de […]

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