terça-feira, dezembro 7, 2021

Saab Naval

Ministro fala sobre o submarino nuclear

Destaques

Guilherme Poggiohttp://www.naval.com.br
Membro do corpo editorial da revista Forças de Defesa e sites Poder Aéreo, Poder Naval e Forças Terrestres

Trecho da entrevista concedida pelo Ministro da Defesa, Nelson Jobim, à Gazeta Mercantil.

O Brasil assinou o tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares, mas nós temos toda a tecnologia. E aí surgiu o seguinte problema: nós precisamos da energia nuclear para a Marinha, porque nós temos 4,5 milhões de quilômetros quadrados para tratar. O submarino convencional é um submarino que tem autonomia e velocidade muito menor, ao passo que a turbina do submarino nuclear é muito mais silenciosa e muito mais rápida. (sic) Então se decidiu a linha do submarino. Paralelamente, vem a nós o protocolo adicional. Aí já foi uma decisão presidencial. Houve uma discussão com o presidente no Palácio sobre isso. O Ministério das Relações Exteriores foi resistente em relação a isso e o Ministério da Defesa afirmando a necessidade de nós não admitirmos o protocolo adicional, porque inviabilizava o Brasil na pesquisa da tecnologia nuclear. E nós precisávamos da tecnologia nuclear. Para a defesa, que é o submarino, e para a produção de energia elétrica. Vamos ter, evidentemente, problemas. Mas isso faz parte do jogo. Agora quero lembrar o seguinte: a Índia não participou do Tratado de Não-Proliferação e teve tratamento diferenciado. E se desenvolveu. Israel também… Todos. Então, por isso, houve uma decisão política do presidente: não vamos assinar.

NOTA do BLOG: Para conhecer mais sobre as diferenças entre submarinos nucleares e convencionais de ataque, acesse o dossiê do Poder Naval Online sobre o assunto, clicando aqui.

NOTA do BLOG 2: O debate sobre o submarino nuclear brasileiro continua em evidência. Depois de quase 30 anos, o Programa Nuclear da Marinha foi ressuscitado pelo Governo Lula, mas por causa da crise econômico-financeira mundial, ele está novamente ameaçado. O acordo de transferência de tecnologia de submarinos assinado com a França encontra dificuldades de financiamento, devido à crise que assola a Europa.

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Dunga

A realidade é que este programa nuclear vai para o “ministerio da Publicidade do partidão”, vai parar nas campanhas para a nova presidente, encomendada e financiada por varias obras que nunca ficarão prontas!

Flamenguista

O financiamento tá difícil?? Por quê não recorrem ao generoso BNDES e depois manda o banco cobrar do próprio governo, que se apropria dos royaltes da marinha prá fazer superávit.
Ao invés de “enxugar” a máquina estatal cada vez mais inchada por clientelismos e afins, o governo vai surrupiando uma grana que, por lei, é de direito da marinha.
Enquanto isso, o BNDES vai financiando estradas e usinas em países vizinhos. Países esses que já mostraram que tem uma tendencia caloteira. É o populismo continental do Lula alimentando o populismo interno desses países.

Cláudio Melo

Somos uma nação soberana com uma fronteira marítima extensa e interesse econômicos bastante expressivos no mar. Expressivos até demais para serem negligenciados. Não devemos assinar protocolo adicional nenhum. Devemos, sim, desenvolver nossos sistemas de armas, convencinais e nucleares que nos capacitem a utilizar esses instrumentos dissuassórios, capacitar nosso parque industrial, nosso meio acadêmico, científico e tecnológico para dotar nossas FA, de superfície, submersas e de defesa aérea para utilização plena sos sistemas de defesa. Em algum momento devemos denunciar o TNP. Provavelmente a denúncia deve ser concomitante ao anúncio de que fizemos, sim, um teste subterrâneo com um artefato de… Read more »

Pedro Rocha

Olá senhores! Senhores a nossa força de submarinos tem que ser dimensionada para operar no atlântico e não no Báltico ou Mediterrâneo, por que falo isso? Simples acho que é de conhecimento geral que os caros e complexos sistemas AIP possuem limitação critica de autonomia! Sou um fã das células de combustível, porém observem nossa Amazônia Azul, como um submarino navegando no máximo a quatro nós pode interceptar navios que navegam, no mínimo, a 15 nós? Na borda da plataforma continental da América do Sul existe um abissal, um local excelente para posicionar submarinos nucleares navegando profundo e acima de… Read more »

João Curitiba

O ministro dizer que o sub nuc é mais silencioso prova apenas uma coisa: ele está sendo muito mal assessorado.

Abrivio

Eu achava que o Jobim não sabia nada, agora tenho certeza.

Vai ler o Poder Naval, Jobim!!!

Patriota

O Jobim devia buscar se informar mais sobre os submarinos nucleares
e projetos demais projetos das FAA para não fazer comentarios como este nunca fui muito a favor do projeto nuclear, prefiro subs com tecnologia AIP são mais baratos, mais silenciosos e muito eficientes.

saudações

Ricardo

Deus do Ceu, como se pode “defender” a construção do Sub-Nuclear defendendo algo sem saber o que fala ? Um reator nuclear não é mais silencioso do que um motor elétrico… Por ai não nê.

Defenda o alcance… o Tempo submerso seria melhor.

RJ

Mas realmente a turbina do nuclear é a mais silenciosa, visto que os outros não usam turbina…

Galante

RJ, um submarino nuclear parado já faz ruído, por causa das bombas de resfriamento do reator.
Submarinos convencionais usam motor elétrico, mais silencioso que uma turbina.

RJ

Pois é.: o sub nuclear pode ser mais barulhento, mas a turbina dele é a mais silenciosa, pois é a única. É como aquel piada que diz: eu consigo pular mais alto que uma casa. (casas não pulam)

Liddell Hart

Esse Jobim, longe do outro de mesmo sobrenome, é também artista, mas de picadeiro.

Vê-lo fardado em fotos de oportunidade é hilariante, apesar de trágico.

Nem como Ministro do Supremo, nem como Ministro da Defesa. Seu lugar é mesmo sob as lonas coloridas, com a cara pintada!

Wolfpack

Isso ai atitude. Lembro que este mesmo Governo reconheceu como economia de mercado a China e não conseguimos nem o voto da China para assumir uma cadeira permanente com CS da ONU.

Jlito

Enquanto todo o mundo se encanta com a tecnologia AIP, vem o Brasil com o projeto de um Nuclear.

Wilson Johann

Nós temos é que denunciar o acordo de não-proliferação de armas nucleares e partimos, urgentemente, para o desenvolvimento de nossas próprias armas. Enquanto não tivermos nossa “bomba”, sofreremos todo tipo de pressão, até essas para asinarmos acordos e mais acordos contra o desenvolvimento de tais armas. Mas no dia em anunciarmos que possuímos uma bomba nuclear, todas as pressões param e passamos a ser tratados como iguais, como potência militar. Basta ver o tratamento que os EUA dão aos franceses, ingleses, israelenses, indianos, paquistaneses e outros.
De tratados para abolir armas nucleares eles não querem nem ouvir falar.

Abraços!!

Douglas

Mais rápido, com maior autonomia, agora mais silencioso.. não sei.

Douglas

Um subnuc a 25 nós é ouvido do outro lado do oceano….

Galante

Em altas velocidades o submarino nuclear fica “surdo”, incapaz de detectar outros alvos e faz muito ruído, sendo facilmente detectável por outros submarinos, navios e aeronaves. O uso de altas velocidades só é feito em deslocamentos em grande profundidade (sprint), onde as camadas termais e a pressão da água atenuam o ruído dos hélices.

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