sexta-feira, março 5, 2021

Saab Naval

4 x 1: décimo navio da classe San Antonio a caminho

Destaques

IMAGENS: Navio-Aeródromo Ligeiro Minas Gerais – A11

Algumas das melhores fotos do NAeL Minas Gerais (A11) com seu grupo aéreo embarcado de aviões P-16 Tracker da...

TOPEX 1-87: USS Nimitz e cruzador nuclear USS California no Brasil, em 1987

Em 1987 eu era tripulante da fragata Niterói - F40 e quando estava em operação no mar, fazia parte...

SIMULAÇÃO: ‘Operação Pólvora’ – FAB e MB enfrentam o USS Nimitz

No início de novembro, o presidente Jair Bolsonaro em discurso com tom bélico ameaçou usar pólvora quando acabar a...
Fernando "Nunão" De Martini
Pesquisador de História da Ciência, Técnica e Tecnologia, membro do corpo editorial da revista Forças de Defesa e sites Poder Aéreo, Poder Naval e Forças Terrestres

lpd-17-copyright-northrop-grumman-corporation

Segundo a Northrop Grumman, a classe San Antonio está substituindo outras 4 classes de navios anfíbios da U.S. Navy (marinha norte-americana). São 10 navios aposentando mais de 41. De uma forma ou de outra que se veja a questão, por número total de navios ou de classes, a troca é de 4 por 1.

A empresa anunciou que foi concedido um contrato, pela U.S. Navy, no valor de 213,8 milhões de dólares para encomenda dos materiais com longo prazo de fornecimento destinados ao décimo navio da classe San Antonio, o LPD 26. Na foto acima, o líder da classe, o LPD 17. Entre esses materiais, estão itens como os motores diesel principais e geradores. O contrato para design detalhado e construção do navio é esperado para 2010.

As quatro classes mais antigas de navios anfíbios que os San Antonio estão substituindo são: LPD 4, LSD 36, LKA 113 e LST 1179, vistas nas fotos abaixo. Os novos navios, com deslocamento de aproximadamente 25.000 toneladas e que carregam até 800 soldados,  foram desenvolvidos para operar em redes, com maior capacidade de sobrevivência, utilizando plataformas como a aeronave MV-22 Osprey e o novo Veículo de Combate Expedicionário (Expeditionary Fighting Vehicle – EFV).

lpd-4-classe-austin-foto-navsource

LPD 4 Classe Austin

lsd-36-classe-anchorage

LSD 36 classe Anchorage

lka-113-classe-charleston

LKA 113 classe Charleston

lst-1179-classe-newport

LST 1179 classe Newport

Fonte e foto do alto: Northrop Grumman. Fotos de baixo: navsource

Nota do Blog: a Marinha do Brasil emprega um navio de uma das classes que os San Antonio estão substituindo: o NDCC Mattoso Maia, da classe Newport (LST 1179). Os NDD Rio de Janeiro e Ceará são de uma classe mais antiga que os Austin (LPD 4) e os Anchorage (LSD 36), a classe Thomaston (LSD 28).

Para entender um pouco mais das siglas em inglês e em português dos navios anfíbios, uma dica é consultar o glossário de termos técnicos do Poder Naval Online, clicando aqui. Para matérias anteriores do Blog sobre a classe San Antonio, clique nos links ao longo do texto.

- Advertisement -

14 COMMENTS

Subscribe
Notify of
guest
14 Comentários
oldest
newest most voted
Inline Feedbacks
View all comments
Nunão

Como o segundo parágrafo do texto faz referência, a propulsão dos San Antonio é de motores diesel.

Mauricio R.

Se te oferecem o “USS Saipan” da classe “Tarawa”, vai querer???
O navio foi descomissionado e está na reserva, depois de ser usado em testes de efeito c/ armas.
Em outras palavras, está somente melhor que o “USS Bellau Wood” da mesma classe, que foi afundado em um SINKEX.

Bosco

Os americanos confiam muito nos mísseis RAM que é o único sistema de defesa aérea de um navio tão caro e essencial.
No projeto inicial da classe constavam 16 VLS Mk41 na proa para mísseis até 64 ESSM (e até a Tomahawk), mas pelo jeito, ou não vingou ou vai ficar mais pra frente.

Luís Aurélio

Qual o sistema de propulsão do navio da classe SAN ANTONIO , convencional ou nuclear?

Mauricio R.

LSD-36 “Anchorage” class:

Anchorage, p/ Taiwan ?/2005

Portland, sinkex 04/2004

Pensacola, p/ Taiwan 06/2004

Mount Vernon, sinkex 06/2005

Fort Fisher, descomissionado 02/1998

Bosco

Luís,
é convencional. Os únicos navios de superfície nucleares da marinha americana hoje em dia são porta-aviões.
Essa classe usa motores Diesel, salvo engano.
Um abraço.

AJS

Sem esclarecer a amplitude do fato, o site area militar, noticia que a China treinará pessoal de sua Marinha a bordo do São Paulo.

Mauricio R.

“Essa classe usa motores Diesel, salvo engano.”

Turbina á vapor, é a forma de propulsão das clases “Austin”, “Anchorage” e “Charleston”, no exemplo abaixo a planta da classe “Anchorage”:

Two 600 psi boilers, two geared steam turbines, two shafts, 24,000 total shaft horsepower.

A classe “Newport”, tem propulsão diesel:

6 ALCO diesels; (3 per shaft)16,000 shaft horsepower; 800 hp GE bow thruster.
2 Hydraulically Controlled Variable Pitch Reversible Props and 1 Variable Pitch Bow Thruster; 3 ALCO/GE Generators (750 kW, 1201 A each).

Que aliás é uma constante fonte de irritação, no casco desta classe em serviço na MB.

Mauricio R.

“…que a China treinará pessoal de sua Marinha a bordo do São Paulo.”

Noticiado préviamente pelo Defesanet, outra trapalhada do Jobim em gestação.

TiagoJeronimo

Não teria nenhum desses que ervissem pra substituir/complementar os nossos navios? A Classe Austin e a Classe Anchorage me parecem relativamente modernos e com um design mais atual do que os nossos Rio de Janeiro e Ceára. Vocês acham que seriam uma boa compra de oportunidade?

jacubao

Acredito que seria muito mais viável substituir o RIO DE JANEIRO e CEARÁ por esses navios que certamente terão uma vida útil bem mais longa na MB que os atuais.

alfredo_araujo

Se nao fosse a modernização dos A-4, eu acredito q o Sao Paulo poderia ser substituido pelos Austin!!

Pois do geito q está, o PA sera empregado igual o Minas Gerais foi… como plataforma antisubmarino empregando helicopteros !!
Isso o Austin faz com 1/4 do custo do SP…

joao terba

Não seria nada ruim,comprar alguns desses.

Nunão

Quando se fala em substituir os NDD atuais por unidades das classes que os San Antonio estão substituindo, não se pode esquecer uma coisa: o Rio de Janeiro e o Ceará são de meados da década de 50, e vieram para a MB em 1990, após 33-34 anos de uso na US Navy. Os Austin, Anchorage e outros contemporâneos, como os Cleveland (e, ainda assim, os que sobraram, pois vários já foram para outras marinhas ou afundados como alvos) são da segunda metade da década de 60. Ou seja, apenas 10 a 15 anos mais novos que o Ceará e… Read more »

- Advertisement -

Guerra Antissubmarino

Dynamic Manta 2021: P-3C Orion da Marinha Alemã sobrevoa submarino italiano

Na imagem de abertura, uma aeronave alemã de patrulha marítima P-3C Orion sobrevoa um submarino italiano da classe "Todaro",...
- Advertisement -
- Advertisement -