Home Noticiário Internacional ‘Baynunah’, primeira corveta para os EAU

‘Baynunah’, primeira corveta para os EAU

582
0

baynunah-1

vinheta-destaqueO belo navio das fotos é a Baynunah, corveta de 1.500 toneladas, lançada ao mar pelo estaleiro CMN francês no dia 27.06, em Cherbourg,  para os Emirados Árabes Unidos. O contrato foi assinado em 2003 e prevê 4 navios, com opção de mais 2.

A construção do primeiro navio ocorreu na França e os demais da classe construídos nos Emirados, no Abu Dhabi Ship Building (ADSB), com transferência de tecnologia e supervisão técnica da CMN. O contrato de construção inclui o treinamento e o apoio logístico.

A Baynunah é baseada no projeto BR70 da CMN. Apesar do pequeno deslocamento, é um navio muito bem armado, com uma combinação de sensores de última geração, canhões e mísseis, capazes de enfrentar ameaças aéreas e de superfície.

O projeto do navio objetivou o cumprimento de missões multi-propósito no Golfo Pérsico, incluindo a proteção da ZEE, missões de paz, inteligência e minagem. (Clicar nas fotos para ampliar).

baynunah-2

FICHA TÉCNICA

baynunah

Comprimento: 72,00 m
Boca: 11,00 m
Calado: 2,80 m
Deslocamento básico: 770 t
Deslocamento carregada: 1.500 t
Velocidade máxima: 32 nós
Raio de ação: 2.400 milhas náuticas a 15 nós
Autonomia: 14 dias
Propulsão: 4 Diesel MTU 12V595 TE90, com 3 waterjets
Tripulação: 45 pessoas
Armamento:
8 x MM40 Block 3 Exocet
4 x MK56 oito células VLS para mísseis ESSM
1 x lançador Mk 49 RAM bloco 1A CIWS
1 x Oto Melara 76/62mm Super Rapide
2 x Rheinmetall MLG 27 milímetros
1 helicóptero

NOTA do BLOG: A Baynunah vai patrulhar um dos pontos mais críticos para o escoamento do petróleo no mundo, o Estreito de Hormuz, o que justifica seu armamento pesado.

Subscribe
Notify of
guest
0 Comentários
Inline Feedbacks
View all comments
Celio Andrade
Celio Andrade
11 anos atrás

Corrigindo: …..baseadas nos projetos das Inhaumas….

Celio Andrade
Celio Andrade
11 anos atrás

Amigos,
Acho que para irmos apreendendo, poderíamos desenvolver uma nova fragata baseada no projeto da união e novas corvetas baseadas no projeto das corvetas..
Com isso iamos desenvolvendo a industria e melhorando os projetos.

Alexandre Galante
11 anos atrás

Mauricio, só tem um problema, a classe Floreal é muito feia…rs

Tiago Jeronimo
Tiago Jeronimo
11 anos atrás

Quase que o nome do navio sai Bahuan auhauahuah

Mauricio R.
Mauricio R.
11 anos atrás

Bando de naviuzinho leve esses da CMN, que aliás não está transferindo tecnologia como deveria ao INACE, mas até aí bem feito pela escolha qnto á parceria e ao pretenso monopólio na construção de navios-patrulha.
Como de custume, volto a defender o design da classe Floreal, como sendo ideal p/ as pretensões da MB; tem alcance e armamento mais que adequados a função.

Rodrigo Rauta
Rodrigo Rauta
11 anos atrás

Em tempo II: onde leram atar..leia -se APAR

Nunão
Nunão
11 anos atrás

O desenho não só da proa, mas do casco como um todo, pelo que se percebe no perfil, parece ser bom. Mas, para utilização em outros TOs que não o Golfo Pérsico, o bordo livre me pareceu um tanto baixo, em comparação com o volume da superestrutura.

Claudio X
Claudio X
11 anos atrás

Há uma proposta da EMGREPON oferecendo o BR70 (850 ton) para a Marinha, mas o custo será obviamente mais alto que o da classe Macaé (500 ton), hoje feitas no Ceará.
Como a previsão da Marinha é ter 27 navios patrulha de 500 ton, a conta provavelmente terá ser refeita.

marujo
marujo
11 anos atrás

O BR-70 é um navio patrulha leve demais para quem tem litoral e extenso e aberto como nõs, no Atlântico Sul. Gostei do OPV 1400 e do Vigilante S62, cujo link foi postado por um companheiro aqui do blog. Gostaria de saber se o projeto do casco do BR-70 comporta um aumento de deslocamento para atingir as 1800 toneladas consideradas ideais pela MB para o nosso patrulheiro oceânico?

/Mod MO
/Mod MO
11 anos atrás

Substituto para as IM ???? Ta doido Tavares Tah, e essa embarcação vai rebocar com o que ??? (deve ter um bollard pull extratosferico … rsss), quando precisar de serviço de ApLog ??? carrega no convoo ? outra coisa elas sao projetadas para o Persico, vai soltar veste barco de patrulha no Atlantico ???? RAM, otorapido para um navio de patrulha (Brasil), para as dimenções dos UAE, suas perspectivas, caracteristicas geograficas and oceanicas e projeções ta excelente, mas para cah ?? pra dar corrida em BPe ???? Ahh vc vai falar do RAM, entao tá depender de NPa para proteção… Read more »

Rodrigo Rauta
Rodrigo Rauta
11 anos atrás

Um adendo..o Radar é um Sea Giraffe 3D, da Saab!

Abraços!

Valtinho
Valtinho
11 anos atrás

Alguém sabe o preço dessa corveta??? seria viavel para nossa marinha??

Rodrigo Rauta
Rodrigo Rauta
11 anos atrás

gostei do navio, parece ser um projeto bem interessante para os nossos NaPaOc, commodificaçoes claro.
Agora, esse radar ai que ela tem, por acaso seria alguma versão do Atar???

Abraços!!

Joaca
Joaca
11 anos atrás

Ia ser um belo substituto para as imperial marinheiro

Claudio X
Claudio X
11 anos atrás

O projeto da Baynunah é baseado no BR71 (variante do BR70 que esta sendo oferecida a Marinha pela CMN e ENGEPRON) é muito interessante, é claro que o Golfo Pérsico não é o Atlântico, o único senão para mim é o curto alcance.
Eu também gostei do design da BR62 S, vale dar uma olhada no link:
http://www.meretmarine.com/article.cfm?id=108647

PC
PC
11 anos atrás

Pelo que li no post, ela vai patrulhar o Estreito, lugar de águas calmas.
Talvez por isso – acho – não faça muita diferença ter ou não o flare.
Sds

gaspar
gaspar
11 anos atrás

falando em Barroso, como anda o teste em mar ??? alguma novidade ???

Sandro
Sandro
11 anos atrás

Não gostei da proa, assemelha-se as nossas inhaumas que tem uma terrivel falha de projeto, no qual em mar bravo a proa mergulha completamente, ao ponto de o canhão ficar completamente submerso, erro corrigido no projeto da barroso, espero que nossos amigos franceses não tenham cometido o mesmo erro.

Alexandre Galante
11 anos atrás

Sandro, a proa da Baynunah não tem nada a ver com a da Inhaúma, que não tem “flare”, que é aquela “bochecha” que desvia as ondas para os bordos do navio (como nas “Niterói”), diminuindo o embarque de água. Na Barroso, o problema foi resolvido.

O “flare” na proa da Barroso e a ausência dele nas “Inhaúma” pode ser visto nas fotos deste artigo:

http://www.naval.com.br/dossie/Barroso/barroso.htm