quinta-feira, maio 26, 2022

Saab Naval

‘Charles de Gaulle’ quebra a caminho do Afeganistão e ficará semanas em reparos

Destaques

Alexandre Galante
Ex-tripulante da fragata Niterói (F40), jornalista, designer, fotógrafo e piloto virtual - alexgalante@fordefesa.com.br

O porta-aviões Charles de Gaulle da Marine Nationale precisará de algumas semanas de reparos no porto, antes de partir novamente para combater a pirataria no Oceano Índico e apoiar a missão da OTAN no Afeganistão, disseram os militares da Marinha no sábado.

O porta-voz da Marinha, Capitão Hugues d’Argentre, disse na quinta-feira que levaria alguns dias para realizar os reparos necessários na propulsão nuclear do Charles de Gaulle, enquanto se dirigia de volta ao seu porto de Toulon.

“Uma falha foi encontrada no isolamento de um painel elétrico no sistema de propulsão”, disse o oficial.
“Este problema de isolamento elétrico foi resolvido”, informou o serviço de informação militar Sirpa, neste sábado, mas acrescentou: “A investigação sobre o que causou a falha elétrica revelou uma disfunção numa válvula de segurança”.

Na sequência da análise, “a decisão tomada em 16 de outubro foi a de fazer uma mudança de rotina na válvula”, que levará “várias semanas”.
O Charles de Gaulle e seu grupo de batalha – duas fragatas, um submarino de ataque e um navio-tanque de reabastecimento – zarpou de Toulon na quarta-feira para passar quatro meses patrulhando o Oceano Índico, para combater a pirataria e apoiar as tropas da NATO no Afeganistão.

A França é o único país além dos Estados Unidos que opera porta-aviões nuclear capaz de lançar aeronaves de asa fixa, mas o navio tem sido flagelado com problemas técnicos desde que foi lançado em 1994.

Em novembro de 2000, o Charles de Gaulle retornou mancando ao porto, após perder um de seus hélices enormes no meio do Atlântico, e entre julho de 2007 e dezembro de 2008, foi retirado de serviço para uma grande reforma.

FONTE: AFP

BATE-PAPO ONLINE: Converse com os editores e outros leitores sobre este tema, no ‘Xat’ do Poder Naval, clicando aqui.

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Rodrigo

Coitados dos gringos se dependessem do apoio dos franceses em combate.

Junior - São José-SC

Há um tempo atras li que este porta-avioes deveria ser chamado de “catalago de erros”, tamanho são os erros de projeto e construção.

Dalton

Sei não, Rodrigo…

o CDG pode ser um navio problemático, mas os franceses tem outros meios para contribuir em um eventual conflito, sem falar que em muitas questões como as sanções contra o Irã estão firmes com os gringos e
este apoio francês é sempre bem-vindo.

abs

Joãozinho

É francês…

Nick

Simplesmente constrangedor.

E realmente, aquela máxima que diz ter 1 é ter nenhum se confirma.

O Brasil tem que ter no mínimo 2 PAs.

[]’s

Mauricio R.

Quem tem 1 não tem nenhum, mas em se tratando de CdG se fossem 6, seriam 6 problemas sérios tdos ao mesmo tempo.
Esse aí e os submarinos classe Collins australianos, necessitam de uma benzedura daquelas bem braba.
Se bem que qnto aos submarinos, eu acho que a benzedura já foi feita.
No AMRJ…

Cláudio

Para quem é Brasileiro e tem respeito e educação é “CONSTRANGEDOR” ver o Porta-Aviões Francês voltar mancando para o porto, pois sé os Franceses ainda tivessem o Porta-Aviões São Paulo outra belonave estaria sendo enviada para a missão. Esse fato reforça a necessidade do Brasil adquirir um segundo Porta-Aviões, mesmo que ainda não tenha por completa a ala aérea do São Paulo. Outro fato pouco explorado, mas que chama bastante a atenção é o fato de que um Porta-Aviões não ser como um produto “fabricado em série”. Se ocorre algum problema é necessário fazer improviso de alta qualidade para resolvê-lo.… Read more »

Abrivio

O problema isoladamente não é nada, uma máquina tão complexa está sujeita a esse tipo de problema.

Contudo, a soma é terrível. Realmente, uma catálogo de erros.

Esse é o país no qual confiamos para repassar tecnologia de projeto de casco de submarinos nucleares, enquanto o CDG espalha radiotividade onde passa.

Quando colocarem o primeiro subnuc na água, só como peixe de rio.

marcos silva

Certa feita,o presidente da frança general charles de gaulle disse num pronunciamento que o brasil ‘não é um pais serio”.
Se o general estivesse vivo,gostaria de saber,o que ele diria da sua engenharia naval francesa ? com Data venia !!

MO

ele diria: ao menos melhor que o Brasil é, pois ao mnos projetamos e construimos navios, seja de guerra, seja mercantes ( e o nosso povo sabe disso, nao fica embasbacado por abobrinha . ops digo desinformação dita em programa de culinaria obrigatorio gratuito)

menos ne, realidade por realidade, menos ….

MO

outra coisa nao foi o CDG que falou isso, foi um brasileiro mesmo …. o entao embaixador mane na França …

ALDO GHISOLFI

Vamos mandar o São Paulo para ajudar… Material bélico francês é assim. Esperem só os subs… Honestamente, ideologia à parte, acho que em termos de tecnologia e qualidade vamos sofrer muito com a adotada política anti-americana. Também concordo com o Nick: quem tem um, não tem nenhum; quem tem dois tem um! Não acho que o problema seja explicado de forma singela como disse o Abrivio; a NAVY anda pelo mundo afora com dezenas de PAs e nunca vimos um deles em missão ficar parado no meio do mar porque quebrou. O problema é de doutrina e de engenharia naval,… Read more »

Galileu

Quando o produto é Alemão, dá pra comprar de olhos fechados, já francês……hahah

Almeida

Mais um erro estrategico frances. Querer operar NAes nucleares com catapulta.

So conseguiram produzir, tamanho o custo, e cheio de problemas, por estarem sozinhos.

Espero que engulam o orgulho besta e entrem no projeto de NAes convencionais ingleses.

Cláudio

ALDO GHISOLFI disse:
17 de outubro de 2010 às 14:36

Boa Tarde Aldo…!!! É compreensível o seu desabafo, mas o que o atual Governo fez foi tentar organizar a Indústria de defesa brasileira.

Quanto a produtos militares Franceses, realmente nota-se um declinio da Industria Francesa, mas eles ainda têm muitos bons produtos que nós, brasileiros, somente teriamos para 2040….

arion

Eles que abandone esse navio por la mesmo que vamos busca-los, estamos especialistas em consertar esse tipo de navio por aqui….. rsrsr

Jacubão (19 Kg mais magro)

E tem gente que ainda fala mal do OPALÃO…

Yasser

Tiveram que empurrar o Navio até o porto…

Armando

Daqui a pouco a MB compra esse PA…

Vplemes

Não é a toa que os próprios fraceses já apelidaram esta traquitana de “belo Antonio”. Fica mais tempo parado no porto consertando do que navegando.

Cor Tau

Carrinho de mão!?………….Nunca despreze os pequenos quando estiver subindo pois poderá encontrá-los quando estiver descendo…….Não exijas dos outros qualidades que ainda não possuem……..Quanto maiores somos em humildade tanto mais próximos estamos da grandeza………

Daniel

No fundo acho que tá todo mundo bricando de casinha, pois estourassem conflitos pra valer, ficaria todo mundo no estaleiro/ na oficina / nos hangares.
As exceções são os americanos, israelenses e não sei quem mais….

Cor Tau

Assim a Argentina tentara de novo tomar as malvinas de volta……….

Eduardo

Essa eu não sabia, pensei que os ingleses tb tinham NAE nuclear alem de frança e EUA…

Aldo Ghisolfi

Salve Cláudio!

Entendo a tua ponderação, mas fico vendo a situação assim: se para o bicho come, se corre o bicho pega…

Quanto aos bons produtos franceses, que nós somente teríamos a partir de 2040, acho que, ainda assim deveríamos buscar coisas de prateleira de comprovada melhor qualidade. Acho que a prateleira de usados, se não for a norte-americana, deve ser a inglesa.

MAS, tudo se resolve no instante em que a indústria nacional for reativada e a pesquisa incrementada. = autonomia.

Abraço.

Edcreek

Olá,

Por se tratar do 1º Nae nuclear Françes é natural que haja problemas que serão solucionados em breve.

Toda via eles tem a disponibilidade de outros meios muito capazes como a Classe Mistral, que daria conta do recado se fosse o caso. Mas essa ida do Nae para para essas regiões é mais para testa-lo assim como os novissimos Rafale F-3 operacionamente, já que a Otan possui bases em terra proximas ao Afeganistão.

abraços,

GUPPY

Quando alguém puder explica aí o significado da expressão “Belo Antônio”, aplicado ao CDG. Eu até já conhecia a expressão lá do Defesa BRsó não entendi o porquê.

Abs

Vader

Que bela bomba…

Tal pai, tal filho…

Dalton

Guppy…

a expressão “belo Antonio” deriva de um filme italiano com o já falecido
Marcello Mastroianni…em que o personagem dele, apesar de belo e passar a imagem de um amante maravilhoso é na verdade impotente.

Recomendo o filme.

abs

MVMB

Pelo menos ele não vai ser reparado no Arsenal……. ai seriam uns 5 anos parado, pelo menos !!!!!

Milan

Fiquei mais assustado com o caso da hélice! Caramba!

Quanto a conversa de retomar as Malvinas, por exemplo, esqueçam. Quem tem sub’s nucleares de ataque e de lançamento de mísseis (inclusive nucleares), não deve ser cutucado com vara curta.

Eu acho que a França construiu o CDG com a intenção de vender tecnologia nuclear. A intençao era fazer dele um grande mostruário.

Aldo Ghisolfi

GUPPY: bonito, mas ordinário. Só fachada, n ão é de nada. Se puderes busca ver o filme que deu origem à expressão (Dalton). Vale a pena.

rodrigo ds

Vader disse:
18 de outubro de 2010 às 10:36

Pô Vader, eu que ia dizer isso hehehe!!!! Vc deu de Alonso e ultrapassou!!!! Mas não vou ficar na saudade não vou falar também: Tal pai tal filho (2X)

Nelson Lima

Se fossemos turcos poderiamos vender o Sao Paulo de volta aos franceses pelo dobro do preço

Cronista

O CDG enfrenta problemas que um segundo e terceiro navios da série não enfrentariam……Creio que isso é normal em uma nova classe, aprendemos um pouco disso nos tópicos sobre os novos submarinos de ataque da RN, já que o Astute recebeu a sugestão de se chamar Calamity (sic!) – http://www.naval.com.br/blog/2010/05/18/hms-astute-sofre-incendio-a-bordo/ O que fica de lição é que um PA e nada é a mesma coisa. Dois é arremedo, três é o mínimo. Por fim, não relaciono esse problema aos subs porque a parte nuclear será nossa. Em que pese a competência do pessoal da Marinha nós haveremos de ter a… Read more »

Cronista

Nelson Lima disse em 18 de outubro de 2010 às 15:59
Se fossemos turcos poderiamos vender o Sao Paulo de volta aos franceses pelo dobro do preço.

Dobro! Que nada! Depois da reforma bota um multiplicador 20!

Pedro Mota

Vish… ví correndo vÊ os comentários iuhauiohaiuoahuioa, é bom que consertem bem direitinho este PA, para que no futuro não tenhamos de gastar mais de torcentos milhões para repará-lo e colocá-lo em atividade igual ao seu irmão que engatinha por aqui.

Abraços.

Francisco AMX

Os USA tem quantos NAes Nuclear mesmo? e quantos ficam docados e recebendo “tratamentos” durante anos, por vez? seriam 2?… gostaria de ver os USA com “apenas” 2 ou 3 NAes para podermos saber…

Sds!

GUPPY

Obrigado Dalton e Aldo Ghisolf pelas explicações

Abraço aos dois

Vader

Francisco AMX disse: 18 de outubro de 2010 às 18:19 “gostaria de ver os USA com “apenas” 2 ou 3 NAes para podermos saber” Ei Chicão, quanto antiamericanismo, o que tem o pobre USA a ver com os problemas da França com seu Opal., ops, Carlos de Gália? 🙂 Não comparemos superpotência com ex-potência né? Afinal, diz a lenda que devemos pensar grande, e nos comparar com o maior, e não com quem daqui há duas décadas vai estar pra trás de nós nénão? 🙂 No mais, quando os últimos porta-aviões do mundo derem baixa, eles certamente serão americanos. Don´t… Read more »

Rodrigo

Edcreek disse:
18 de outubro de 2010 às 10:15

Este bagulho não entrou na água ontem…

Já faz tempo que está em serviço e vive dando xabu..

Ahhhhh Onde você viu que irão novíssimos, poderosos e gringos free Rafale F3 ?

Mais notícia de blog ?

Leandro RQ

Que fase…

Tá explicado porque o São Paulo vive “dando pau”.
Se o mais moderno vive “na oficina” imaginem o mais antigo…

Fabio ASC

Quando o produto é Alemão, dá pra comprar de olhos fechados, já francês……hahah

Galileu, concordo em partes com o que vc disse, vide Torpedos alemães usados, ou melhor, não usados pela Argentina em 1982. Estavam com “defeito”. Aliado é Aliado, fdp é fdp.

Edcreek

OLá,

Rodrigo não é de blog é do ministerio da defesa todos os Rafales no NAe Frances ou já foram retrofitados para F-3 ou são zero bala caso do da celula M-27, e M-28, veja que eles tem 10 disponiveis, o outros estão sendo retrofitados.

Ou seja qualquer Rafale que voar do Gaulle será F-3 seja de fabrica ou retrofitado.

Abraços,

Vinicius Kober

O qq tem a ver os Argentinos recuperarem as Falklands com isso pessoal?
O CdG é francês não inglês!

Edcreek

Olá,

Rodrigo não é noticia de blog, veja que eles tem apenas 10 Rafales disponiveis no Gaulle sendo que, 8 foram retrofitados do padrão F-3 e dois são zero bala, mas como vc não acredita em nada que é Frances, veja os numeros da celulas:

M-14 à M-21 e a M-26 todas já Refrofitadas para o padrão F-3
Mais as Celulas M-27 e M-29 entregues em 2009 já padrão F-3

Qualquer Rafale que voar do Gaulle será padrão F-3…..

Abraços,

Abraços,

Darkman

Já vi que essa Nae é problemática ou então sua manutenção está sendo mal feita.
Isso só vive quebrando !!!!

Abs.

Dalton

Como aquela música da Joanna, “Apesar dos pesares”, o CDG continua sendo o melhor porta-avioes em atividade hoje em dia, com exceção dos americanos que são muito maiores e com uma planta propulsora muito mais eficiente. Aguardem o novo USS Gerald Ford !!! O russo Kuznetsov é maior e não depende de aeronaves de pouso vertical, mas sua planta propulsora é problemática, ele passou mais tempo no porto que no mar, até devido a falta de fundos e mais de 5 anos serão necessários para deixa-lo eficiente. O Cavour italiano me parece o melhor depois do CDG, mas encontra-se muito… Read more »

André

Essa discussão parece a história do mendigo que riu do milionário quando ele escorregou na rua. O único país que domina totalmente a construção de um NAe com propulsão nuclear são os EUA. E com certeza, quem está mais próximo de alcançar esse feito são os franceses, mas com um longo caminho pela frente. Erros e problemas técnicos fazem parte do processo, já que os franceses o fizeram sozinhos. Quem dera estivessimos nessa fase do processo de aprendizado… Lembrando que o Foch operou muito bem durante longos anos. O São Paulo vive parado porque é um navio muito antigo e… Read more »

Fábio Mayer

O De Gaulle teve problemas desde o primeiro dia de operação, mais um não admira ninguém.

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