segunda-feira, janeiro 24, 2022

Saab Naval

Rússia compra 2 porta-helicópteros militares da França

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Alexandre Galante
Ex-tripulante da fragata Niterói (F40), jornalista, designer, fotógrafo e piloto virtual - alexgalante@fordefesa.com.br

A Rússia fechou acordo para comprar dois navios porta-helicópteros militares de um consórcio liderado por empresas francesas, afirmaram os governos russo e da França nesta sexta-feira.

O negócio foi o primeiro grande acordo para venda de armas da França para a Rússia desde a queda da União Soviética.

Após longa negociação, ficou decidido que os porta-helicópteros de assalto da classe Mistral serão construídos pelas companhias francesas DCNS e STX juntamente com estatal russa United Shipbuilding Corporation, conhecida como OSK.

Alguns aliados franceses da Otan tinham demonstrado preocupação com o acordo, sinalizando para a França não vender sistemas de alta tecnologia que poderiam ser usados pela Rússia contra ex-repúblicas soviéticas, especialmente após os russos entrarem em conflito com a vizinha Georgia em 2008.

O acordo prevê uma opção para a construção de mais dois transportadores, segundo o comunicado.

A nota não relatou o valor do negócio, mas os porta-helicópteros provavelmente custam entre 400 e 500 milhões de euros cada.

A aquisição é parte do plano da Rússia de modernizar suas Forças Armadas. (Reportagem de Catherine Bremer)

FONTE: Estadão/Reuters

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Ivan

A construção de navios anfíbios sofisticados nunca foi o forte da Rússia, mesmo no tempo da URSS – União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, principalmente por conta das suas características geográficas, com fronteiras eminentemente terrestres e poucas e difíceis saídas para o mar. A única tentativa de construir um navio com capacidade de projeção de forças de desenbarque de longo alcance, ao menos que me lembre, foi o Project 1174, classe Ivan Rogov. Um vigoroso fracasso conceitual e operacional. http://www.fas.org/man/dod-101/sys/ship/row/rus/1174.htm Esta busca de uma alternativa estrangeira já era esperada, sendo discutida a um bom tempo em fóruns de todo o mundo,… Read more »

Rodrigo

Para quem diz que a Rússia é a última bolacha do pacote vai esta…

Precisam ir comprar na atrasada e careira França, porque não são capazes de construir um navio a altura e com custo aceitável.

Embora eu ache difícil o negócio sair na prática, mesmo assim é uma bofetada e uma prova que os russos estão piores do que os russófilos-comunas-enrustidos da brasilônia costumam admitir.

Mauricio R.

A reforma do ex-“Gorshkov” e a compra dos “Mistrals”, mostra qual é a real falta de capacidade da indústria naval russa.
E ainda tem o anúncio feito alguns dias atrás, de que um novo porta-aviões não deverá ser construído entre 2011 e 2020.

Ivan

Rodrigo, É importante separar a indústria bélica naval russa daquela dedicada a armas terrestres ou aéreas. A Rússia, mesmo na época da URSS – União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, sempre foi uma potência terrestre, com enormes dificuldades de se lançar ao mar. Basta olhar o mapa, de hoje ou de ontem. A maior parte de suas fronteiras são terrestres, talvez a maior fronteira terrestre da terra. No norte, onde não tem fronteira terrestre, tem o Oceânico Ártico, totalmente gelado. Suas poucas saídas para o mar aberto prejudicam todas as atividades navais (militares ou comérciais). Basta observar as 4 (quatro) normalmente… Read more »

daltonl

Grande Ivan… talvez vc tenha minimizado um pouco a importancia das forças navais sovieticas. Lembro dos grandes exercicios “Okean” dos anos 70 e outros exercicios menores que envolviam centenas de navios e subs , grandes desembarques anfibios e até simulação de proteção a comboios mercantes sovieticos tudo isso em várias partes do globo. A URSS tinha “amigos” em ambas as costas africanas, oriente médio e mesmo Cuba e navios sovieticos utilizavam-se de bases navais destas nações além de bases nos países que constituiam o Pacto de Varsóvia, Os russos hoje não necessitam de uma marinha tão grande, assim como os… Read more »

Ivan

Dalton, Desconfio que estamos vendo o mesmo cenário por angulos diferentes. Na época áurea da Marinha de Gorshkov havia bases e facilidades na África Ocidental e Oriental, no Vietnam, em Cuba e no Oriente Médio, sendo que em Tartus (na Síria) havia (e ainda há) instalações de manutenção regulares. Os navios ‘soviéticos’ que saiam do Mar Negro fazia um ‘pit stop’ na costa síria para empreender suas missões no Mediterrâneo. Os que saiam pelo Mar do Japão poderiam fazer um ‘pit stop’ na Baia de Cam Rahn, no Vietnam. Mas nada disso invalida minha percepção que a Marinha Soviética, no… Read more »

Ivan

Dalton, Ainda sobre as antigas bases soviéticas, há algo interessante a comentar sobre a Baia de Cam Rahn, no sul do Vietnam, onde os americanos criaram uma base naval para apoiar a guerra contra os Vietcongs, nos anos 60 e 70. Com o término da guerra, no ano de 1975, a base foi fechada. Em 1979, Moscou e Hanói firmaram um acordo para o uso da referida Baía como porto para a Marinha de Guerra da antiga URSS. O documento autorizava no porto 10 barcos simultaneamente, 8 submarinos e 6 barcos auxiliares, sendo o uso gratuito e por um período… Read more »

Joker

Parabenizar o Dalton e o Ivan, o vizinho;pelos excelentes comentarios e discussão rica sobre o poder naval russo e sovietico. Apesar de pouco conhecer a cerca do poder naval, sou propenso a concordar em parte com o Ivan que onde as condições geograficas russas tendem a dificultar, por um lado, e impulsionar, pelo outro, uma mentalidade de busca ou aproveitamento mais eficiente do ambiente naval pelas poucas oportunidades. Por outro lado vendo o contexto socio-historico a que tenho acesso sobre a Russia e a URSS, vejo uma utilização, relativamente, eficiente das areas disponiveis e funcionais de acesso ao amibente naval… Read more »

daltonl

Grande Ivan… Provavelmente não captei direito o teor do seu post, mas é mais falha minha do que sua. Mas se vc tivesse limitado sua “teoria da extrapolação da marinha costeira” às decadas de 50 e 60 teria feito mais sentido para mim, mas na minha opinião a década de 70 mostrou que os sovieticos tinham aprendido a lição da crise dos misseis de Cuba em 1962 e para alcançar as metas de dominação e/ou influencia global seria impossivel sem uma poderosa marinha de superficie para apoiar sua politica externa. Se em 1962 os sovieticos fizeram um exercicio “defensivo” no… Read more »

Marcelo Danton Silva

Uma pena! Jogamos uma enormidade de dinheiro público com a corrupçaõ desemfreada desta gentalha socialista e perdemos uma oportunidade dessas. Vamos de sistema LIBERAL gente?? novo.org.br

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