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DEBATE: defesa antiaérea das futuras corvetas classe ‘Barroso’

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As notícias recentes sobre a possível continuação da construção de mais corvetas da classe “Barroso” para a Marinha do Brasil levantou o debate sobre as possíveis mudanças no armamento antiaéreo do navio, que compreende apenas um reparo singelo Bofors de 40mm/L70 Mk.3. Mesmo utilizando munição 3P, o armamento é claramente insuficiente para defender o navio em áreas de operação com ameaças de média e alta intensidade.

Uma das opções levantadas por alguns especialistas é o RIM-116 Rolling Airframe Missile (RAM), que poderia ser instalado sobre o hangar no lugar do Bofors de 40mm Mk.3. O peso do reparo do Mk.3 é de 3.850kg e o peso do RAM é de 5.777kg.

Em sua opinião quais os outros armamentos que poderiam ser instalados nas novas corvetas, com mínimas mudanças estruturais?

 

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jokerjp125
jokerjp125
8 anos atrás

Otobreda 76 mm Super Rapid já resolvia muita coisa!

Mauricio R.
Mauricio R.
8 anos atrás

Mas trocar o Trinity pelo RAM, é trocar 6 X 1/2 dúzia, continuaríamos somente c/ um canal de tiro, mesmo assim.
Se a proposta é realmente defender o navio, em zonas de conflito de média p/ alta intensidade, então uma defesa em camadas será necessária.
O design da “Barroso” terá forçosamente que ser alterado, de modo a comportar não somente o Trinity, o RAM, mas ainda sim algum míssil de médio alcance e lançamento vertical.

Universal
Universal
8 anos atrás

O Goalkeeper ajudava bem. Sistema Aegis então……

MO
MO
Reply to  Universal
8 anos atrás

O Aegis nao ficaria desproporcional para uma Cv ?

luizblower
luizblower
8 anos atrás

O mastro vai ser modificado para um sistema composto, né? Deslocava o novo mastro para a frente, tirava os Exocet dali do meio e enterrava o máximo que desse um MK41 VLS (ou Sylver, o que for…) Depois arrumava um outro lugar para os Exocet que são menos espaçosos. Talvez até na proa, no melhor estilo fragata inglesa ou cruzador soviético… Dá?

aericzz
aericzz
8 anos atrás

Bota um lançador de jabuticabas… só o brasil vai ter no mundo!!!
indetectáveis ao radar, extremamentes manchantes, balisticamentes certeiras! a gente samos f…!!!!!

juarezmartinez
juarezmartinez
8 anos atrás

Senhores, isto é uyma corveta e como tal terá sempre suas limitações de spaço e operacionalidade e ainda mexer demais como dizem os americanos num projeto bom(acho que a Barroso é bom projeto) vai dar m……a.
Minha sugestão:
Um 76mm rapid e no lugar do Trinity o Sea Ram, um puta de um missil com poder saturação e agora com alcance melho0rado, de quebra dos canhos de 20mm remotamente coltrolados em cada bordo.

Grande abraço

PS lembrem-se é uma corveta não um Cruzador….

joseboscojr
joseboscojr
8 anos atrás

Essa equação deve levar em conta 3 fatores: A-Capacidade antimíssil/anti-aérea. B-Capacidade anti-superfície assimétrica C-Capacidade de apoio de fogo. 1-Se a questão é defesa antiaérea, eu particularmente trocava o Mk-8 por um 76 ou um 57 mm e deixava o Trinity com 3P. Teria bom desempenho em relação aos itens A e B, e perdia em relação ao C. 2-Deixando o Mk-8 para apoio de fogo, eu trocava o Trinity pelo RAM, mas aí ficava faltando uma arma mais capaz para combate assimétrico de superfície, que seria deixado por conta somente de metralhadoras (médias e pesadas). Bom no quesito C, bom… Read more »

MO
MO
Reply to  joseboscojr
8 anos atrás

mais ai que ta Boscorelli (do 3rd Watch) no casso assimetrico vc espera que uma tranqueira armada se proxime a curta distancia,ai uma ponto 50 ja faria um bom estago (apenas a titulo de contribuição)

joseboscojr
joseboscojr
8 anos atrás

O Sea-RAM tem a vantagem de ser um sistema autônomo, mas o lançador RAM original (Mk-49), com 21 mísseis, poderia aproveitar os sistemas do navio e prover uma cobertura de 360º, idealmente contando com os recursos de um radar 3D e dos sensores eletroópticos.

ci_pin_ha
ci_pin_ha
8 anos atrás

Minha proposta tira um pouco o foco ocidental:

Otobreda 76 mm Super Rapid ou A190E Universal de 100mm (tendo a desvantagem da ser fora dos padrões de munição), ou no mínimo pela versão Vickers modernizada. Já quanto aos mísseis antiaéreos ficaria com o HQ-7/FM-90 que tem alcance de 15km, que seria instalado no lugar do Bofors de 40mm/L70 Mk.3 e com dois 3M-47 Gibka que acredito serem pequenos o bastante para serem instalados sobre o passadiço.

ci_pin_ha
ci_pin_ha
8 anos atrás

Proposta que acredito ser simples e barata.

Soyuz
Soyuz
8 anos atrás

Minha visão Um Bofors 57 mm seria a arma de cano do navio e cumpriria tanto funções anti superfície quanto AA. A escolha do canhão das corvetas até então foi em função de manter compatibilidade com a munição já empregada (e nacionalizada). Neste novo projeto com a baixa da classe Niterói esta variável inexiste. Canhões de 76mm são um compromisso que privilegia fogo anti superfície, o sulfixo “Super Rapid” é para tornarem eles mais palatáveis para os requisitos de fogo AA, mas em AA de curta distância cadência vale mais que calibre e o de 57mm leva quase 100% de… Read more »

joseboscojr
joseboscojr
8 anos atrás

MO,
Também acredito na capacidade da ponto 50, mas o modismo dita que há uma crescente ameaça assimétrica na forma de “enxames” de pequenas embarcações e que devem existir meios de neutraliza-las o mais longe possível.
Essa moda aponta para armas de maior calibre, estabilizada, com miras avançadas, controle remoto, dotada de projéteis que explodem no ar, ligadas aos sensores do navio, e também para uma linha de pequenos mísseis com capacidade sup-sup e capaz de engajar alvos assimétricos o mais longe possível para diluir o “enxame” até que as armas de “curto” deem conta do recado.

MO
MO
Reply to  joseboscojr
8 anos atrás

Verdade Bosco, mas temos que considerar (no caso especifico da (Tamandua/Barreto) sigo suas versoes/mod and afins que temos a nossa eterna minimização de tudo que custe alguma coisa para fins de defesa Sabe discutimos (outros assunstos) arduamente e sempre vem a soluçao gambi-brega-pobre, quando vem No final da estoria teremos uma marinha composta pela Barreto e uma/duas quatro Tamanduas no maximo … e isso serve tanto como para numero exato como para força de expressão … seria como tbm força de expressão um dia termos um AB armado com Aspide ou quiça o ‘falecido’ sea cat (Obviamente isto tudo como… Read more »

joseboscojr
joseboscojr
8 anos atrás

Maurição, O RAM já agrega muito se comparado ao Trinity em que pese continuar a ser apenas um canal de tiro antiaéreo disponível caso o Mk-8 continue. As vantagens do RAM sobre o Trinity são: 1- Mais capaz no caso de ataque de saturação (como bem colocou o Soyus) 2- Cobertura de 360º quando usando os sensores do navio, quando instalado no lugar que ocupa o Trinity já que o míssil pode cobrir os pontos cegos ao lançador devido à estrutura do navio. Ponto para o lançador Mk-49 em relação ao Sea-RAM, em que pese o último ser “autônomo”. 3-… Read more »

Mauricio R.
Mauricio R.
8 anos atrás

A classe “Nakhoda Ragam”, prima enviesada dos OPV’s classe “Amazonas”, montam radar 3D, 2 EDT’s, VLS Sea Wolf (16 células), bem como o reparo italiano de 76mm e 2 outros de 30mm, em um casco uns 10m mais curto, mas 1,4m mais largo que a nossa classe “Barroso”.
E de quebra ainda tem convoo p/ um helicóptero Sea Hawk.
Assim sem ser um cruzador, mas c/ um consideráveis modificações no design, poderíamos montar armamento similar em nosso navio.

joseboscojr
joseboscojr
8 anos atrás

A adição do RAM no lugar do Trinity já agregaria uma respeitável capacidade antiaérea, em que pese continuar a ser apenas um canal de tiro antiaéreo. Em relação ao Trinity (canhão 40L70, Mk3) o RAM tem as seguintes vantagens: 1- Cobertura de 360° mesmo com apenas um lançador no lugar no canhão, usando os sensores/sistema de combate do navio. Ponto para o RAM convencional (Mk-49) em relação ao Sea-RAM, 2- Alcance 3 x maior, 3- Maior capacidade de enfrentar ameaças supersônicas, possíveis em alguns teatros que as corvetas possam ser enviadas, 4- Melhor capacidade de enfrentar ameaças múltiplas. Vale salientar… Read more »

daltonl
daltonl
8 anos atrás

A “Nakhoda Ragam” tem um convoo maior mas não tem hangar o que significa que o heli não é organico e se a futura “Tamandaré” não será muito diferente e/ou maior que a “Barroso” o hangar deverá ser mantido
o que significa menos espaço e peso para sistemas e armas.

Um RAM , um heli organico, capacidade para 4 exocets e um canhão médio mais 2 canhões menores e os onipresentes torpedos antisubmarinos me parece possivel sem mexer muito e encarecer o projeto.

Blind Man's Bluff
Blind Man's Bluff
8 anos atrás

Antes de falar em armamentos ou defesa em camadas, acho que deveriamos pensar que tipo de tarefa desejamos que essas embarcações desempenhem, obviamente optando pela que melhor se adapte ao seu potencial. Acho dificil responsabilizar uma corveta desse porte para a tarefa de defender um grupo de tarefas contra ameaças aereas. Primeiro pq não se pode instalar um radar de extrema importancia nelas e segundo pq não se pode embarcar armamentos qualificados em quantidades satisfatorias. Para o Brasil, não tem jeito, como escolta anti-aerea, vamos ter que desembolsar alguns bilhoes num projeto estrangeiro, como as fragatas coreanas, franco-italianas, alemãs ou… Read more »

Fernando "Nunão" De Martini
Editor
8 anos atrás

Se houver alguma reserva de estabilidade para aumento do peso na área do hangar, minha sugestão seria modificar essa parte da superestrutura. Seria uma solução parecida com a utilizada nas Karel Doorman holandesas, que é a instalação de lançadores verticais para mísseis numa das laterais do hangar. Esse tipo de instalação foi, segundo uma fonte que conversei, uma das opções derrotadas no Modfrag da classe Niterói. É provável que os Sea Sparrow / ESSM das Karel Doorman sejam grandes / pesados demais. Também demandariam um radar de direção de tiro dedicado à ré da chaminé, o que complicaria ainda mais… Read more »

rogeriol
rogeriol
8 anos atrás

Como postado de forma fixa no site, a versão naval de um missil ar-ar nacional (no caso o Piranha 2) seria sem dúvida a melhor opção para defesa de ponto, com alcance de 30 Km.
E ainda mais se tratar da versão do Derby (60 Km) pois aí já se falaria em defesa de área e não apenas de ponto.
Pois, militarmente detenteríamos toda a tecnologia e estaríamos livres de embargos, falta de manutenção etc.
E economicamente impulsonaríamos nossa indústria, como tanto tem se falado ultimamente nos diversos PACs.

joseboscojr
joseboscojr
8 anos atrás

Rogeriol, Só se dotados com booster para que os mísseis referidos tenham o alcance citado quando lançados da superfície. Sem falar que não temos nada a ver com o Derby e nem dominamos sua tecnologia. O Piranha II poderia ser desenvolvido como míssil de defesa de ponto usando um lançador conteirável num primeiro momento. Se fosse desenvolvido uma versão de lançamento vertical aí sim ele iria se beneficiar se fosse desenvolvido um booster dotado de TVC, e poderia ter seu alcance estendido para algo em torno de 20 km, imagino. O mesmo para o Derby (ou o R-Darter) que poderia… Read more »