Home Marinha do Brasil Euronaval 2014: características das corvetas ‘Tamandaré’ e do NPaOc-BR

Euronaval 2014: características das corvetas ‘Tamandaré’ e do NPaOc-BR

1998
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CorvetaTamandare_NPaOc-BR_Euronaval2014

Seguem as informações divulgadas sobre as corvetas da classe “Tamandaré” e sobre o NPaOc-BR:

Corvetas Tamandaré:
Deslocamento: aproximadamente 2.700 toneladas (carregado)
Comprimento: 103,4 metros
Largura: 11,4 metros;
Calado: 5,7 metros;
Guarnição: capacidade para alojar 165 pessoas, entre tripulantes, MEC’s e DAE
Velocidade máxima: 28 nós
Autonomia de 4.000 milhas náuticas a 14 nós
Helicóptero Orgânico: Aeronave de até 10 toneladas
Armamento (Provável): 4-8 VLS quádruplos para Mísseis Sea Ceptor, 4-8 Mísseis Superfície-superfície (MM40 ou ManSup), Canhão principal de 76 mm, Reparo duplo de 40 mm, 2 metralhadoras .50, 2 lançadores triplos de torpedo

NPaOc-BR
Deslocamento: aproximadamente 2.000 toneladas (carregado)
Comprimento: 103,4 metros
Largura: 11,4 metros;
Calado: 4 metros;
Guarnição: 125 pessoas, entre tripulantes, MEC’s e DAE
Velocidade máxima: 25 nós
Autonomia de 4.000 milhas náuticas a 12 nós
Helicóptero Orgânico: Aeronave de até 10 toneladas
Armamento (Provável): Canhão principal 76 mm, 2 metralhadoras de 20 mm e 2 metralhadoras .50

COLABOROU: Luiz Monteiro (LM)

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wwolf22
wwolf22
5 anos atrás

o mesmo comprimento e largura para ambas embarcações…
a Corveta vai ficar bem “troncuda” em relação aos “patrulhas”…
nao teremos nenhum UAV nas embarcações ??

Fernando "Nunão" De Martini
Editor
5 anos atrás

Se ele também couber no hangar, não vejo por que não. Quanto a “troncuda”, provavelmente o casco da corveta no geral apresentará um perfil externo mais baixo em relação ao NPaOc, pois com o deslocamento maior da primeira, ligado também à indicação de calado maior, e mantendo-se o mesmo desenho de casco, a conclusão é que o casco da corveta apresentará uma borda livre menor, com mais área sob a água, do que o do NPaOc. Mais ou menos como no caso das classes “Spruance” e “Ticonderoga” da USN, que têm o mesmo casco, porém com o segundo apresentando maior… Read more »

Oganza
Oganza
5 anos atrás

165 marmanjos em 103,4 metros de comprimento por 11,4 metros de largura. 😮 …

…tem que ter muita água salgada nas veias.

Véi… tem que tirar o chapéu para marinheiro mesmo.

Que venham nossas CVs (tunadas) e nossos NPaOcs.

Meus votos são de muuuita sorte e que sejam contemplados com muitas unidades, pois sinto que vcs serão de fato a nossa esquadra.

Grande Abraço.

luizblower
luizblower
5 anos atrás

Galante e Luiz Monteiro (que colaborou na matéria), na matéria da Alide existem informações de que o número de tripulantes (esse muito alto) e o tamanho da boca (esse muito estreito) seria alterado pela MB em função de críticas dos fornecedores e de experiências com a operação dos classe Amazonas. Podem confirmar algo nesse sentido?

Oganza
Oganza
5 anos atrás

Galante,

pergunta de quem nunca embarcou em nada maior do que uma balsa ou um “popopô” na Amazônia:

Não existe a menor privacidade dentro de um casco desses, existe?

Penso eu (puro achismo) que deve ser trabalho, descanso, trabalho e voltar para casa o mais rápido possível rs.

Grande Abraço

Luiz Monteiro
Luiz Monteiro
5 anos atrás

Prezados,

165 é o número total de homens que podem ser embarcados e não o número de tripulantes.

A tripulação normal do navio certamente será menor.

Não tenho este número para informar.

aldoghisolfi
aldoghisolfi
5 anos atrás

Existe algum desenho, maquete do NPaOc-BR?

Fernando "Nunão" De Martini
Editor
5 anos atrás

Oganza, Há algumas décadas, contratorpedeiros com praticamente essas mesmas dimensões e deslocamento abrigavam muitas vezes mais de 200 tripulantes, até 300. Hoje se tem camarotes bem mais confortáveis e com número reduzido de ocupantes em relação aos alojamentos de épocas passadas. Não é grande, mas também não é tão pequeno assim. Dá pra ver muitos dos compartimentos de uma corveta menor, da classe “Inhaúma”, na revista Forças de Defesa número 10, e perceber que não são esse inferno que se diz, e no caso da classe “Barroso” e futuramente da “Tamandaré”, o conforto aumentou sensivelmente. O que pega muitas vezes,… Read more »

Fernando "Nunão" De Martini
Editor
5 anos atrás

Esta matéria tem algumas imagens do interior da Barroso, para você ver (e comparar com as fotos do interior da Jaceguay, que visitamos de proa a popa para a matéria da revista número 10).

http://www.naval.com.br/blog/reportagens/finalmente-a-barroso/

Fernando "Nunão" De Martini
Editor
5 anos atrás

“aldoghisolfi 29 de outubro de 2014 at 17:03
Existe algum desenho, maquete do NPaOc-BR?”

A maquete que está na foto no alto da matéria, em primeiro plano, é do NPaOc-BR. E há imagens do mesmo publicadas aqui mesmo no site. É só digitar NPAOc no campo busca.

Augusto
Augusto
5 anos atrás

165 e 125 homens em navios destas proporções?!

Fernando "Nunão" De Martini
Editor
5 anos atrás

Augusto, leia o comentário do Luiz Monteiro um pouco mais acima sobre ser a capacidade de alojar, e leia também o meu sobre navios de mesmo porte que levavam muito mais gente, no passado, além de link com fotos que mostram como é um uma corveta por dentro (complementando outras imagens que estão na revista número 10). Ajustei o texto da matéria para deixar mais claro que no caso da corveta se trata da capacidade, e não exatamente do número normal de tripulantes. Acho que vocês estão fazendo tempestade em copo d’água.

Luiz Monteiro
Luiz Monteiro
5 anos atrás

A título de comparação, se a memória não me trair, a fragata “Constituição” tinha capacidade de embarcar até 254 homens. Todavia, raramente sua tripulação ultrapassava 212 em uma comissão

Oganza
Oganza
5 anos atrás

Nunão, eu não estou fazendo tempestade em copo d’água não, meu comentário foi de admiração mesmo, alem do fato que se compararmos os navios mais antigos e irmos até a 2ªG, eles eram mais parecidos a navios negreiros de tanta gente que tinha rsrsrs Quanto ao comentário da privacidade, foi no sentido de que o espírito embarcado deve ser uma coisa completamente diferente, chegando mais próximo ao de uma concentração de atletas, só que essa balança e caturra 🙂 Fiz 3 viagens, tipo aventura mesmo, de Belém a Manaus e uma dessas fomos até Letícia, já na Colômbia. Tudo feito… Read more »

Oganza
Oganza
5 anos atrás

Galante,

Uhhh… como eu disse: tem que ter muita água salgada nas veias.

Tiro o meu chapéu para todos vocês. Meus parabéns.

Ps.: Mas vc’s são todos loucos… 🙂

Pps.: de quem é akele texto que saiu aki no PN sobre o Ser Marinheiro? Muito bom.

Grande Abraço

Oganza
Oganza
5 anos atrás

hahahahaha… muito bom.

As galantes peripécias de um marinheiro Galante… 🙂

hahaha ficou muito Miguel de Cervantes… rs

Grande Abraço.

daltonl
daltonl
5 anos atrás

O Galante “pegou” o USS Nimitz na hora certa pois ele estava a caminho de sua nova base no Pacifico em 1987.

Joker
5 anos atrás

Sera que o radar de navegação do NPaOc-BR e as Cv Tamandare é o mesmo?

Os MCPs são os mesmos das duas classes?

As peças principais de 76mm são as mesmas?

CORCED para ambos?

DT dos 76mm serão os mesmos?

Knight
Knight
5 anos atrás

Prezado Luiz Monteiro,

Os escalões superiores já deram a Marinha alguma perspectiva de quando tomarão a decisão do PROSUPER?

Atenciosamente,

Manuel F. Vieira

Mauricio R.
Mauricio R.
5 anos atrás

Xí…. a) O design de ambos os navios é feio, horrível, uma látima, até parece que deixaram um tubarão, sob as ordens de um golfinho; desenha-lo. b) 11,4m de boca p/ um helicóptero orgânico de 10 ton??? Aquele navio turco, que se parece c/ o LCS, é uns 10m mais curto, 3,0m a mais largo e opera Sea Hawk. c) Não tem Áspide, nem turbina a gas, nem reparo lançador de mísseis e mesmo assim um complemento de 165 homens… Não sou fã do nível de automação de certos navios europeus, mas ainda assim acho que tem mto marinheiro nesse… Read more »

phacsantos
phacsantos
5 anos atrás

Mauricio R.
30 de outubro de 2014 at 0:02

“…mas ainda assim acho que tem mto marinheiro nesse navio.”

Eu diria que tem muito marinheiro é na MB!

daltonl
daltonl
5 anos atrás

“b) 11,4m de boca p/ um helicóptero orgânico de 10 ton???
Aquele navio turco, que se parece c/ o LCS, é uns 10m mais curto, 3,0m a mais largo e opera Sea Hawk.”

Mauricio…

talvez não tenha entendido alguma coisa, mas, o “Sea Hawk” está na faixa das 10 toneladas totalmente carregado então poderá ser operado pela futura corveta
também.

Roberto Bozzo
Roberto Bozzo
5 anos atrás

Galante, eu li na Alide que a MB esta repensando “o uso exato do formato do casco da Barroso”… parece que a MB esta analisando uma largura maior, exatamente pela experiência com aos Amazonas…

Fernando "Nunão" De Martini
Editor
5 anos atrás

Roberto, o debate é longo e há diversas opiniões (eu, por exemplo, discordo da opinião do Galante), mas quanto ao fato relatado pela Alide, sobre a MB estar analisando uma boca (largura) maior, isso a gente já sabe, pois fizemos justamente um post indicando a matéria original deles. http://www.naval.com.br/blog/2014/10/28/segundo-o-site-alide-corvetas-da-classe-tamandare-ja-tem-nome/ O projeto detalhado, seja com a boca atual da Barroso ou aumentada, é algo que provavelmente saberemos em breve, pois falta pouco para o final do prazo (ligeiramente estendido) da entrega do mesmo pelo estaleiro Vard Niterói, contratado para este fim no início deste ano.

Augusto
Augusto
5 anos atrás

Fernando “Nunão” De Martini
29 de outubro de 2014 at 17:09 #

“(…) leia também o meu sobre navios de mesmo porte que levavam muito mais gente, no passado”.

Nunão, eu me espantei com os números exatamente pelo fato de se tratar de projetos atuais, vez que navios modernos têm alto grau de automação, dispensando em muito o trabalho humano.

Agora, com a correção no texto, ficou claro que se trata de capacidade.

Fernando "Nunão" De Martini
Editor
5 anos atrás

Augusto, Grau de automação é algo que você estabelece segundo as necessidades e características de cada operador. Por um lado, quanto maior a automação, mais complexos tendem a ser os sistemas e sua manutenção, e se a tripulação é pequena (e com altíssimo grau de treinamento, além de capacitação e pagamentos / benefícios compatíveis para serem mantidos numa força sem partir para outras oportunidades), haverá menos gente para fazer eventuais consertos no mar (isso se forem capacitados para tanto, ou equipes terão que ser desdobradas para tanto ou reparos só poderão ser feitos na base). Haverá também menos tripulantes para… Read more »

marciomacedo
marciomacedo
5 anos atrás

Quanto a Barroso Mod, nunca me foi simpática a ideia, pois acho que o casco foi projetado em outra época e já mostrou suas limitações. Sempre fui favorável à derivação de um NPaOC das Inhaúmas/Barroso , como agora está sendo planejado. Para corveta ou fragata, a MB deveria analisar um casco maior, como o que foi apesentado pela Navantia na feira de defesa colombiana. O navio é muito feio, cheira a improviso.

Luiz Monteiro
Luiz Monteiro
5 anos atrás

Prezado Manuel Vieira, O PROSUPER foi definido pela MB em outubro de 2013, quando foi entregue o relatório final. Desdr então, a decisão cabe à Presidência da República. Diferente do F-X2, onde a FAB fez um relatório pontuando cada um dos concorrentes e indicando um que atenderia melhor às suas necessidades, no PROSUPER, a MB definiu o vencedor e o relatório final explica detalhadamente o porquê da escolha. Em 2012, antes de tomar a decisão, a MB solicitou que os participantes atualizassem suas propostas. Todos os participantes entregaram as atualizações até dezembro daquele mesmo ano. Alguns almirantes esperam que a… Read more »

jcsleao
jcsleao
5 anos atrás

Prezados,
O site da Alide noticia que foi confirmado o radar Artisan da BAE para servir de base para o desenvolvimento pela Bradar do radar das corvetas 03.

http://www.alide.com.br/joomla/component/content/article/75-extra/4652-euronaval-confirmado-bae-artisan-sera-a-base-do-radar-da-bradar-para-as-novas-corvetas-da-mb

aldoghisolfi
aldoghisolfi
5 anos atrás

Nunão: obrigado. Fui olhar e gostei do que vi; espero que venham logo, logo.

Knight
Knight
5 anos atrás

Grato por suas elucidações, Sr. Luiz Monteiro.

Sua participação sempre foi de grande valia.

Knight
Knight
5 anos atrás

Continuando com no tema do PROSUPER, Luiz Monteiro, a MB precisa focar o discurso do mesmo modo que estão fazendo com o FX2: abordando os benefícios que são mais visíveis para a sociedade como: “salto para a indústria”, geração de empregos, nessa linha. Evidentemente para nós o investimento para a Defesa Nacional por si só já justifica. Mas para a população em geral e para a classe política, não. Basicamente, nas eleições, os investimentos em defesa que os candidatos a Presidência citavam na TV-sobretudo nos debates-eram para atividades de polícia. Infelizmente a indústria naval é muitíssimo discreta. Tem pouquíssima visibilidade… Read more »

Jacubão
Jacubão
5 anos atrás

Esse papo do Galante de uma namorada em cada porto é tudo lenda, isso não exite!
Pow Galante assim você quebra a marujada……

Mateus Felipe
Mateus Felipe
5 anos atrás

GALANTE elas podem levar o MH-16?

MO
MO
Reply to  Mateus Felipe
5 anos atrás

as Tamanduás ??? … duvido rssss… acho (AXISMO que nao vai ser desta vez ainda … rsssss