sábado, maio 28, 2022

Saab Naval

Contrato de compra dos caças Saab Gripen NG pela FAB prevê estudo para uma versão naval

Destaques

Alexandre Galante
Ex-tripulante da fragata Niterói (F40), jornalista, designer, fotógrafo e piloto virtual - alexgalante@fordefesa.com.br

Sea Gripen na catapulta do NAe São Paulo - maquete na LAAD 2013

No dia 24 de outubro de 2014, a Força Aérea Brasileira (FAB) assinou com a empresa sueca SAAB o contrato para aquisição de 36 aviões de caça Gripen NG. A primeira aeronave deverá ser entregue em 2019, e a última, em 2024. O investimento de aproximadamente R$ 13 bilhões envolve o treinamento de pilotos e mecânicos brasileiros na Suécia, apoio logístico e a transferência de tecnologia para indústrias brasileiras.

A Embraer vai assumir um papel de liderança na fabricação local dos aviões, com a participação de outras empresas brasileiras, proporcionando um salto de qualidade para a nossa indústria em geral.

Para a Marinha do Brasil, este contrato representa o primeiro passo de um processo o qual permitirá que, no futuro, tenhamos a possibilidade de dispor de um avião para emprego naval como versão da aeronave em uso pela FAB e de produção nacional, trazendo, com isto, todos os benefícios decorrentes. O contrato assinado contempla no Volume 7 – Industrial, Commercial And Technology And Industrial Cooperation Offset Proposal) Anexo D, Apêndice 22 Additional projects, o item 3.5, o qual prevê o Preliminary Feasibility Study Of A Naval Version Of Gripen NG (SEA GRIPEN).

Este acordo de cooperação, que permitirá a transferência de tecnologia às indústrias brasileiras, é tão relevante que o próprio presidente da SAAB, Senhor Hakan Buskhe, afirmou em entrevista à imprensa “Nós iremos transferir tecnologia e a capacidade de projetar e construir caças”.

NAe São Paulo com Sea Gripen

DIVULGAÇÃO: DAerM

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Luiz Monteiro
Luiz Monteiro

Sobre esta ótima notícia, lembro que o leitor do Poder Naval foi o primeiro a saber sobre a “entrada” da MB nas negociações entre a FAB e a SAAB:

http://www.naval.com.br/blog/2014/04/25/sea-gripen-marinha-devera-participar-da-proxima-reuniao-entre-a-fab-e-a-saab/

Antonio M

E a escala? Creio que precisariam de mais interessados …

Edgar

No link enviado pelo Adm LM:

“Sea Gripen will offer maximum capability from STOBAR and CATOBAR carrriers”

Essa é nova pra mim! Será verdade? O papel aceita tudo!

marciomacedo

Qual é a prioridade disso em termos da Marinha do Brasil?

eduardo.pereira1

Edgar, sendo a Saab experiente como é, acredito eu, que se a Saab colocou em um demonstrativo de projeto o qual deve ter sido exposto a lideranças militares potenciais interessados em uma joint venture ,participaçao no projeto,construçao e uso desta bela aeronave numa versão stobar/catobar é porque ha condições de se fazer acontecer ( e já devem ter o trunfo na manga), só opinião minha.

Sds.

Mas imagina nossos fuzileiros navais com um Sea Gripen de decolagem vertical???

Melky Le Faucheur

Quem não quer ver a MB operando um SG ?, mas, acredito que a Marinha estaria dando um passo maior que a perna, caso queria investir recursos no SG, ela deve primeiro se comprometer em revitalizar sua esquadra, afinal de contas é uma Marinha.

Fernando "Nunão" De Martini

Melky Le Faucheur,

A prioridade da MB é, antes de novos caças ou mesmo de um novo navio-aeródromo, o programa dos novos navios de escolta. Cada coisa a seu tempo. Enquanto isso, ela vai modernizando o São Paulo e os A-4, por uma fração dos enormes dispêndios que terá com a aquisição de cerca de 9 fragatas e corvetas para substituir a maior parte dos atuais escoltas.

Fernando "Nunão" De Martini

Eduardo Pereira e Edgar,

Devo lembrá-los que nem STOBAR nem CATOBAR tem a ver com decolagem ou pouso vertical.

CATOBAR é lançamento por catapulta e recolhimento por cabo de parada.

STOBAR é lançamento em decolagem curta em convoo dotado de rampa tipo ski-jump (como é o caso dos caças MiG-29K operados pela Índia) e recolhimento por cabo de parada.

Decolagem e pouso vertical, ou melhor, decolagem bem curta (mesmo sem ski-jump) e pouso vertical é coisa para aeronaves STOVL, como o Harrier e o F-35B.

Oganza

Acho que a marinha tem que começar a fazer promessa.

Tipo: Se tudo correr bem com o SP, sua primeira missão será pagar a promessa transportando a Nossa Senhora de Nazaré no Círio Fluvial de Belém do Pará. De Icoaraci a Escadinha do porto de Belém.

Quem sabe a Santinha não dê uma mão?

Sds… 🙂

Fernando "Nunão" De Martini

Organza,

O navio inteiro ir praquela bagunça eu acho complicado…

Pode ser uma lancha dele? 🙂

joseboscojr

Existe teoricamente também a capacidade STOSL (short take off and short landing), não usual, que é possível quando a aeronave pode decolar de um navio aeródromo sem ajuda da catapulta e pousar de forma “convencional”, sem ajuda dos cabos. Esse feito geralmente exige uma aeronave com capacidade ESTOL (pouso e decolagem extremamente curta), o que obriga algum tipo de sistema de vetoramento do empuxo. O avião experimental X-31 testou o conceito de pousar em porta-aviões sem ajuda dos cabos, usando seu sistema de vetoramento de empuxo 3D associado aos canards e ao FBW para conseguir reduzir a velocidade em altos… Read more »

Oganza

Nunão,

pode sim, mas talvez a presença dele colocasse alguma ordem, ou não… 🙂

Mas os AF-1 poderiam dar uns rasantes seguido de uns sobre voos das Kombis, poderíamos ter até umas salvas de tiro … essas coisas… mas na verdade acho que a Bahia do Guajará só daria calado com maré alta. Talvez nem assim.

😀

Grande Abraço.

joseboscojr

Na verdade não precisa ir muito longe com o teórico sistema STOSL, já que um C-130 já pousou e decolou de um porta-aviões sem nenhuma ajuda de cabos ou catapultas.

Oganza

Pois é Bosco,

eu já vi esse vídeo, mas nunca achei informações de carga ou qual seria o payload viável.

Mas é impressionante, assim como todo mundo teve que “vazar” do convés… 🙂

Seria uma verdadeira aeronave COD…. 😀

Grande Abraço.

daltonl

Oganza…

Depois de várias decolagens, pousos e arremetidas com a aeronave pesando entre 38,5 a 55 toneladas a bordo do USS Forrestal em 1963, concluiu-se que seria possível transportar 11,3 toneladas de carga e pessoal até um NAe os chamados “super carriers” a partir do USS Forrestal distante 2500 milhas ou 4000 kms com boa margem de segurança.

http://www.aerospaceweb.org/question/history/q0097.shtml

abraços

Oganza

Dalton,

adoro esses sites do tempo do ronca… tem muita coisa perdida por ai, pura Web-geologia – Super-COD…

… Vlw 🙂

Grande Abraço

Vader

Papel aceita tudo…

Esse Gripen Naval é mais uma besteira de nosso megalomaníaco almirantado.

Pára de viajar Marinha!

Arrume primeiro seus navios, depois seus submarinos. Tudo isso feito, arrume um Porta Aviões de verdade.

Depooooooois, se tuuuuudo der certo, se dinheiro estiver sobraaaaaando, aí sim pense em comprar um caça naval moderno: opções para isso tem varias.

Agora, desenvolver um caça naval so pra construir – va la – 30 unidades? Oras, conta aquela do papagaio…

daltonl

Vader… será que há mesmo várias opções ? O FA-18 E/F em breve terá sua linha de produção fechada e o F-35C irá demorar muito até tornar-se de fato parte integrante ao menos da maior parte dos NAes da US Navy. O F-35B será ainda mais caro de adquirir e manter e não é compatível com catapulta que é o que a Marinha quer e o Rafale também não é exatamente “barato”. Tem o MIG-29 também,mas, no momento não tem opção para catapulta. De qualquer forma SE houver um Gripen “M” como já está sendo chamado, a MB precisará de… Read more »

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