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França usará porta-aviões contra Estado Islâmico

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CdG

Roberto Godoy

ClippingNEWS-PAPresidente do país atacado, François Hollande anuncia envio de navios com poder nuclear para enfrentar grupo radical islâmico
A disposição, revelada ontem pelo presidente François Hollande, de enviar o Grupo Aeronaval da Marinha para atacar o Estado Islâmico – no Iraque e talvez na Síria, a partir do Golfo Pérsico – eleva a escalada militar para o penúltimo patamar.

O jogo da guerra ao terror ficou pesado na França. Depois disso, só resta o recurso da intervenção por meio da ação direta, com o emprego de tropas terrestres. A flotilha liderada pelo porta-aviões R-91 Charles de Gaulle, de propulsão nuclear, pode muito. O enorme navio lançador de até 40 aviões e helicópteros de vários tipos é acompanhado por uma fragata de defesa aérea equipada com mísseis e canhões, por um destróier antissubmarino, mais um navio de apoio, misto de tanque e de suprimentos.
O time se completa com um submarino atômico de ataque da classe Triomphant, eventualmente armado com 16 ogivas nucleares.

CDG

Primeiro, exercícios. A primeira parte da missão é uma série de exercícios no Oceano Índico. Depois, a embarcação se dirigirá ao Oriente Médio.

O De Gaulle mede 261 metros, é tripulado por cerca de 1.900 militares, desloca 42 mil toneladas e leva dois esquadrões da versão para aviação naval do caça supersônico Rafale. Claro, a frota aérea embarcada é complementada por aeronaves especializadas na coleta de dados de inteligência, observação, alerta avançado, de combate a submarinos e de transporte.

Um ex-oficial do Exército francês ouvido ontem pelo Estado disse que o anunciado plano do governo, de listar os nomes e controlar os movimentos de jihadistas, deve ser visto como “um desconforto em benefício das garantias”. Ele prevê que haja “transformações radicais durante um ciclo de 10 a 15 anos” na estrutura da Defesa da França “para reagir depressa e com eficiência”.

O pronunciamento do presidente Hollande às Forças Armadas e às agências policiais envolvidas semana passada na caça aos terroristas do atentado ao jornal Charlie Hebdo antecipou uma mudança conceitual na repressão aos movimentos radicais.
O líder francês deu destaque ao bem-sucedido trabalho conjunto dos quase 100 mil homens e mulheres mobilizados – em um dado momento, há uma semana, havia 88 mil deles atuando em todo o país.

A integração “significa força e será preservada”, frisou Hollande. A primeira fila dos participantes da cerimônia foi reservada para os representantes das organizações de segurança. Por escolha própria, divulgou o Ministério do Interior, eles estavam lá sem máscaras, gorros ou óculos escuros que protegessem suas identidades.

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FONTE: Estadão

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daltonl
daltonl
5 anos atrás

Um certo sensacionalismo na matéria…na verdade o submarino acompanhante é um nuclear de ataque classe Rubis que não leva armas atômicas a bordo !!!!

A ida do CDG já estava previamente marcada independente do ataque terrorista.

Bonne chance mon ami !

a.cancado
a.cancado
5 anos atrás

Porrada nos fanáticos! Fire in the hole!!

Blackhawk
Blackhawk
5 anos atrás

A França parece estar entrando de cabeça na chamada “guerra preventiva”.

eduardo.pereira1
eduardo.pereira1
5 anos atrás

Bomba nos cortadores covardes de cabeça,genocidas, tem que varrer estes extremistas radicais do mapa pra que possamos viver em paz. Que outras nações também saiam de cima do muro e ajudem nesta batalha contra o terror tanto no oriente médio como na África.

Sds.

Pangloss
Pangloss
5 anos atrás

Je suis Charlie. Je suis Charles Martel. Je suis Charles de Gaulle.

Em tempo: nunca li e talvez sequer aprovasse a linha editorial do “Charlie Hebdo”. Mas daí vai uma enorme distância a concordar com o ato terrorista praticado naquela redação.

MO
MO
Reply to  Pangloss
5 anos atrás

em tempo = por falar em ‘turquinhos’

segue um iranico iraniense disfarçado para evitar tretas com os EUA …

http://santosshiplovers.blogspot.com.br/2015/01/mv-nafis-5beu3-turnaround-santos-sapid.html

23 photos – Iranian vessel, cypriot flag

Iväny Junior
5 anos atrás

O porta aviões mais elegante do mundo. Assim como o Ford é o mais democrático.

Desejo muita elegância e democracia no oriente médio.

MO
MO
Reply to  Iväny Junior
5 anos atrás

risos, eu diria o porta quadrado mais retangulo e esquisito do mundo, superou o Akagi …. kkkkkkkk

Gutex
Gutex
5 anos atrás

Os Rafale navais já substituíram os Super Étendard na função de ataque embarcado, ou foi a reportagem que os ”aposentou” precocemente?

Fernando "Nunão" De Martini
Editor
5 anos atrás

Gutex, Hoje em dia todo Rafale Naval (Marine, ou M) realiza a função de ataque a navios, objetivos terrestres etc. Só a primeira geração de Rafale Marine (F1, que entrou em serviço em 2001) é que não substituía o Super Étendard por ser dedicada ainda apenas a missões de defesa e superioridade aéreas, nas quais ocupou a lacuna deixada pelos jatos F8P Crusader que saíram de serviço em 1999. Mas essa primeira geração de Rafale já foi mandada para modernização, e os que hoje equipam a Marinha Francesa são multifunção (F2 e F3). Então não é exatamente o caso de… Read more »

Gutex
Gutex
5 anos atrás

Obrigado pelo esclarecimento Nunão.

daltonl
daltonl
5 anos atrás

Complementando o Nunão…após o SEM dar baixa e o terceiro esquadrão (flotille) receber seus Rafales Ms será possível ter 2 esquadrões embarcados no CDG. Mas, muito provavelmente só veremos 2 esquadrões de Rafales M embarcados após nova pausa para manutenção e reabastecimento dos reatores nucleares do CDG prevista para 2016. O número de Rafales M por esquadrão segundo algumas fontes será de 10 aeronaves, o mesmo número para os esquadrões da US Navy que serão equipados com o F-35C. Até agora normalmente 12 Rafales M tem constituído o único esquadrão embarcado e embora seja possível 2 esquadrões com 12 aeronaves… Read more »

Fernando "Nunão" De Martini
Editor
5 anos atrás

Dalton, Apenas complementando a sua complementação: segundo a Marinha Francesa, os dois esquadrões (flotilhas) em serviço na Aeronáutica Naval equipados com Rafale M somam 34 aeronaves. Os dados são de cerca de cinco meses atrás, mas como o ritmo de entregas é de uns 4 por ano ou pouco mais que isso para a Marinha, dos 11 produzidos anualmente, não deve haver muito mais do que esses 34 hoje. Isso dá uma média de 17 aviões por flotilha / esquadrão. Evidentemente, como você mesmo destacou, o número que de fato é alocado para embarque no CDG em missão real é… Read more »

Fernando "Nunão" De Martini
Editor
5 anos atrás

Complementando a complementação da complementação… A entrega do quadragésimo Rafale Marine (número que inclui F1, F2 e F3) foi informada em junho do ano passado – na Marinha, eles são designados desde o número 1, sendo que do 1 ao 10 são os aviões do modelo F1 em modernização, e este da matéria abaixo tem o número 40: http://www.aereo.jor.br/2014/06/03/marinha-francesa-recebe-primeiro-rafale-m-do-quarto-lote/ Então, no final do primeiro semestre do ano passado, descontando-se os aviões F1 em modernização, seriam 30 na frota da Aeronáutica Naval francesa (o que difere um pouco dos 34 informados pela Marinha Francesa conforme a última atualização pública dos dados… Read more »

Gilberto Rezende
Gilberto Rezende
5 anos atrás

Duas coisas que quero lembrar: A popularidade do Presidente do país atacado, François Hollande estava em franco declínio na França. O CDG está com uma grande parada de 18 meses prevista para setembro de 2016. Guardadas as devidas proporções vejo este deployment francês como um solução política à la “Margaret Thatcher” para uma situação de política interna vagamente similar e que pode prejudicar e até acelerar a parada de modernização prevista… Obs: se cumprir o cronograma o CDG sai da doca modernizado mais de um antes do São Paulo apesar de ter entrado na doca mais de um ano depois…… Read more »

daltonl
daltonl
5 anos atrás

Nunão… só lembrando que até o presente 4 Rafales M foram perdidos em acidentes, os Ms 18, 22, 24 e 25 e não serão repostos. O Esquadrão de Transformação para Rafale , ETR 2/92 “Aquitaine” contava com um “M” mas isso alguns anos atrás e outros 3 seriam adicionados, mas, não consegui uma confirmação. Pelo menos outro “M” é utilizado pelo “CEPA” Centro de Avaliação Operacional da Aeronaval. Então, o que as vezes parece “muito” ao menos para nós aqui no Brasil, quando se fala em umas 40 aeronaves na prática , depois que se desconta as aeronaves para outros… Read more »

Fernando "Nunão" De Martini
Reply to  daltonl
5 anos atrás

“daltonl em 16/01/2015 as 9:13” Exatamente, Dalton. Mas acho que isso não impede que ambos os esquadrões (flotilhas) contribuam com o grupo aéreo embarcado do CDG, mesmo que seja com umas 8 a 10 aeronaves cada. O que deve importar mais, creio eu, é que ambas as unidades tenham a experiência de embarque com o maior número possível de pilotos, ainda mais em condições reais. Resta saber se o SEM continuará sendo usado no CDG nesta missão no Oriente Médio, neste que também é o provável último ano de serviço da aeronave. Pra mim, faria todo sentido utilizá-lo ainda esta… Read more »

daltonl
daltonl
5 anos atrás

Gilberto…

se o CDG já não estivesse programado para ir até o Oriente Médio, aliás, como já esteve antes, então até
faria algum sentido uma política para distrair a opinião
pública.

Quanto ao período de manutenção, só lembrando, para
quem não sabe, o CDG precisará ter seus reatores nucleares reabastecidos, caso contrário não navegará
depois de 2016 independente de modernização ou não.

abraços

eparro
eparro
5 anos atrás

Blackhawk 15 de janeiro de 2015 at 11:08 #

Infelizmente, como não há a “menor chance” de negociações diplomáticas com terroristas, parece-me que a atitude da França é a mais adequada.

Não conheço nada de logística para uma ação destas, mas pelo tamanho do grupo-tarefa e os navios envolvidos deverá ser uma expedição punitiva de curta duração e não uma “guerra preventiva”.

daltonl
daltonl
5 anos atrás

Nem guerra preventiva nem expedição punitiva, apenas,
mais uma missão em apoio aos interesses franceses e da OTAN, depois de um período de manutenção.

Provavelmente o CDG irá juntar-se ao USS Carl Vinson no Golfo Pérsico no bombardeio de posições do Estado Islâmico no Iraque.

Fernando "Nunão" De Martini
Reply to  daltonl
5 anos atrás

“daltonl em 16/01/2015 as 12:25
Provavelmente o CDG irá juntar-se ao USS Carl Vinson no Golfo Pérsico no bombardeio de posições do Estado Islâmico no Iraque.”

Creio que sim, lembrando que uma fragata antiaérea francesa se juntou ao grupo do Carl Vinson há algum tempo, pouco depois da entrada da França na luta contra o Estado Islâmico.