O Secretário de Defesa do Estados Unidos Ash Carter ordenou à Marinha para reduzir sua compra total de Littoral Combat Ships (LCS) em 40 unidades (dos 52 planejados) e selecionar uma única empresa de construção naval e design para a classe como parte de seu orçamento do ano fiscal 2017, de acordo com um memorando obtido pelo USNI News.

A diretiva para reduzir o total previsto de LCS e dirigir as economias para outros programas foi incluída em carta de Carter ao Secretário da Marinha Ray Mabus.

O novo plano exigiria a construção de apenas seis LCS entre os anos fiscais 2017-2020 – oito unidades a menos do que a Marinha apresentou em seu plano de 2017 – e direciona a Marinha para selecionar um único estaleiro e um único tipo de casco em 2019.

Remote Minehunting System
Remote Minehunting System

Problemas com o Remote Minehunting System

Na semana passada foi noticiado que o sistema remoto de varredura de minas projetado para os LCS não foi aprovado nos últimos testes.

Remote Minehunting System da Lockheed Martin, que custou US$ 700 milhões de dólares, deverá passar por ajustes até ser submetido à nova bateria de testes em 2016.

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Jakson de Almeida
Jakson de Almeida
4 anos atrás

Decisão acertada!Agora só falta o cancelamento daquele mostrengo do destroier Zumwalt.

Wellington Góes
4 anos atrás

Esse LCS trimarã é, realmente, vanguardista (não quer dizer bonito, ok?!). É a combinação de design perfeito com o DDG 1000.

Bosco
4 anos atrás

Jakson,
Não é razoável que navios do calibre de um Arleigh Burke ou de um Ticonderoga, específicos para defesa antiaérea, antibalístico, antissatélite e antissubmarino sejam também afeitos ao apoio de fogo. É um desperdício posicionar um navio desses para apoiar tropas tendo em vista que as funções são incompatíveis.
Na falta de meia dúzia de couraçados o ideal seria pelo menos uma dúzia desses DDG-1000.
Pra mim é um equívoco a construção de somente três unidades do DDG-1000. Caberiam pelo menos 3 vezes esse tanto.

Jakson de Almeida
Jakson de Almeida
4 anos atrás

Bosco,mas quem falou em usar um AB ou um Ticonderoga para apoio de fogo!O que eu questiono é utilizar um navio de US$ 4 bi para apoio de fogo se com uma “corvetona” ,como o LCS ,isso poderia ser feito a uma vigésima parte do custo de um Zumwalt.

Bosco
4 anos atrás

Jakson, Quem falou em usar um AB ou um Tico para apoio de fogo não foi eu nem você, foi a USN. Quanto a um LCS, nem um anabolizado daria conta de fazer o que um DDG-1000 fará. Ele tem quase 1000 projéteis de 155 mm com alcance de mais de 80 NM. Hoje, quem faz isso são os ABs e os Ticos que pra isso precisam se posicionar a menos de 10 km da costa, portanto, longe de uma posição ideal do ponto de vista de suas funções primárias, que é prover defesa aérea de área e defesa contra… Read more »

Jr
Jr
4 anos atrás

Isso vai ser uma briga de foice, mas querem apostar quanto que o trimarã vai rodar e a Lockheed Martim vai conseguir ganhar mais uma vez uma batalha dentro do pentágono. Triste, essa empresa parece até a Odebrecht, adora um aditivo, os custos iniciais dos programas dela são igual papel higiênico, quando ela apresenta os números todo mundo já sabe que vai custar 7/8 vezes mais, tem padrinhos fortes, doa bastante dinheiro para as campanhas de políticos americanos de ambos os partidos

Matheus de Oliveira
Matheus de Oliveira
4 anos atrás

Bosco, por favor explique para um leigo em busca de conhecimento (eu). Um AB mesmo armado com mísseis Tomahawk, não ser capaz de desempenhar a função de apoio de fogo em terra, visto que, tais mísseis tem alcance de aprox. 1,5 mil km? Quais as diferenças entre um AB e um ddg- 1000, a USNavy não deseja em um futuro próximo apostar nos ddg-100 para substituir os AB em serviço?

Bosco
4 anos atrás

Matheus, Tudo bem um AB ou um Tico armado com Tomahawks e realizando ataques estratégicos, em profundidade no território inimigo, o problema é colocar um destróier antiaéreo próximo à costa realizando apoio de fogo. São operações completamente independentes. O Tomahawk não se presta a apoio de fogo e os canhões Mk-45 têm dependendo da versão de 27 a 37 km de alcance. Se imaginarmos que uma faixa de 5 km do litoral deverá ser bombardeada pelo navio ele terá que se deslocar de uma posição de segurança, mais afastada da costa inimiga, para se aventurar próximo a ela, de modo… Read more »

Nonato
Nonato
4 anos atrás

Matheus, também sou leigo. Mas permita-me dar minha opinião que pode estar equivocada, mas complementa o que Bosco falou. Os tomahawk são mísseis caríssimos (não sei por quê) na faixa de um milhão de dólares a unidade. Seu principal uso é ataques a longa distância especialmente no início dos combates, em alvos estratégicos (muito importantes). Ja o apoio de fogo seria usado mais para apoiar a tropa (artilharia e infantaria) no momento da invasão ou durante avanços. Seria algo semelhante ao que a Rússia faz agora na Síria muito embora eles estejam usando bombardeiros (se bem que o su 25… Read more »

Rafael
Rafael
4 anos atrás

Talvez vcs devessem ler a doutrina da US navy na gerra fria nos 80 principalmente onde eles chegaram a ter 17 PAs e 4 couraçados Iowa modernizados , pra que tantos navios de batalha ?? Para poder atacar vários alvos da União Soviética ao mesmo tempo deixando o comando soviético louco por não conseguir lidar com todas as ameaças ao mesmo tempo, mas não tão louco para disparar nukes , hoje não é mais a URSS mas a região do golfo até o pacífico (China e Irã), o objetivo desse navio e atacar vários pontos do inimigo em separado dos… Read more »

Rafael
Rafael
4 anos atrás

3 são poucos *

Matheus de Oliveira
Matheus de Oliveira
4 anos atrás

Bosco, Nonato e Rafael, agradeço as explicações e finalmente compreendi a diferença entres estes 2 navios de combate!

daltonlDalton
4 anos atrás

O navio do futuro continuará sendo o Arleigh Burke, agora na versão “3” que já está em planejamento e em seguida a versão “4”. A necessidade de se usar os canhões de 155 mm é escassa tanto que continua em discussão a possibilidade de cancelar a terceira unidade da classe “Zumwalt” e mesmo que venha s ser concluído que é mais provável normalmente apenas um estará disponível, os outros dois estarão em manutenção ou treinamento, ou seja mesmo que meia dúzia fossem concluídos seriam poucos disponíveis. A classe “Zumwalt” é vista também como um demonstrador de tecnologia e é bem… Read more »

Eprimos
Eprimos
4 anos atrás

Contam com espaço e energia suficiente para utiliza armas eletromagnéticas

BrancoF-16
4 anos atrás

Apesar dos problemas apontados por alguns comentarista aqui sobre a Freedom class littoral combat ships (LCS), eu simpatizei de mais com esse navio, acredito que sanando os defeitos por se tratar de um projeto novo terá bastante sucesso.

sergio peixoto
sergio peixoto
4 anos atrás

Apertando o cinto corretamente. Enquanto isto no hemisfério sul……….

Farragut
4 anos atrás

Saindo um pouco da discussão de plataformas/sistemas, o assunto é interessante por mostrar que o debate sobre prioridades existe, é público e define quem responderá se algo der errado. Em outras nações com bem menos recursos, não há debate, transparência e prestação de contas.

Jodreski
Jodreski
4 anos atrás

Enquanto nossa Marinha nem Guarda Costeira consegue ser, aliás se ela fosse isso, porém bem treinada e com meios modernos e em quantidades suficientes, eu já abriria um bom vinho para comemorar, a Marinha dos EUA, em contrapartida, estão definindo os melhores meios para neutralizar seus possíveis inimigos aonde quer que eles estejam, a classe Zumwalt ficará com 3 exemplares que contam com canhões ímpares para prover apoio de fogo e parece que a aposta mesmo ficará nos modernizados AB (faz quase tudo). Navios com funções diferentes e o número deles será correspondente à estratégia americana de projeção de força.… Read more »

Mauricio R.
4 anos atrás

E os LCS seguem a sina de serem “requirement creep”!!!