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‘Caldeirão’ das CCT ferve com o custo da Meko A200 feita em casa, e gasto com modernização do AMRJ

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Fragata El Radii, Meko A200 da Argélia

Roberto Lopes
Especial para o Poder Naval

O projeto das Corvetas Classe Tamandaré virou, no setor de Material da Marinha do Brasil (MB), um “caldeirão” que aceita – e ferve com – muitos “temperos”.

Recentemente chamou a atenção de alguns importantes oficiais, sediados no Rio, a notícia dada, quarta-feira da semana passada, pelo correspondente do Grupo Edefa no Chile, Roberto Sandoval Santana,¹ de que, no estaleiro estatal chileno ASMAR (Astilleros y Maestranzas de la Armada), a construção de uma fragata de desenho alemão Blohm & Voss da classe Meko A200, de 3.400 toneladas (a plena carga), pode não ultrapassar os 313 milhões de dólares.

Conforme apurou o Poder Naval, esse é, precisamente, o sonho de alguns militares da MB.

Eles imaginam que a classe Tamandaré, desenvolvida a partir do projeto de algum renomado estaleiro estrangeiro – e com o primeiro navio fabricado fora do país –, possa situar-se em uma faixa de custo entre 270 e 320 milhões de dólares.

Algo bastante significativo já que, durante três ou quatro anos, a Marinha proclamou que fabricaria cada corveta por 450 milhões de dólares, e, há pouco mais de cinco meses,² o próprio comandante da Força, almirante de esquadra Eduardo Leal Ferreira, só baixou esta previsão de custo até o patamar dos 350 milhões de dólares.

AMRJ em foto da virada dos anos 1970-80

AMRJ – O grande problema de se trazer para o Brasil a estimativa noticiada por Sandoval Santana, é que o país não dispõe de um complexo industrial naval do porte de um ASMAR.

“O ASMAR está infinitamente superior ao AMRJ [Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro]”, confidenciou ao Poder Naval um engenheiro da Marinha que prefere não ser identificado. “Acredito que um investimento de cerca de 150 milhões de dólares colocaria o AMRJ em condições de construir navios de escolta de até 10.000t, ou navios auxiliares de até 22.000 t”.

De acordo com essa fonte, o estudo detalhado para essa possível modernização já está pronto.

Esse militar conta que a indústria naval da Coreia do Sul se dispõe a bancar a requalificação técnica do Arsenal, mas quer, em troca, ser a escolhida para o fornecimento das corvetas Tamandaré e de outras embarcações, de maior porte, que sejam do interesse da MB.

O fato é que os “condimentos” relativos à concorrência das CCT ainda estão sendo jogados no “caldeirão” do programa. E nem todos podem gerar o efeito que deles se aguarda.

Por exemplo, o grupo italiano Fincantieri aguarda com grande otimismo a divulgação, a 27 de julho deste ano, do short list que reunirá as melhores ofertas vindas do estrangeiro.

Seu otimismo repousa no fato de que a companhia já dispõe do seu próprio estaleiro no Brasil, situado no litoral de Pernambuco.

As fontes ouvidas pelo Poder Naval concordam que essa é mesmo uma vantagem, e “pode ser que a Ficantieri tenha saído na frente”. Mas elas acrescentam: o fato de possuir o estaleiro é importante, “porém, nada impossível de ser superado por outro concorrente em sua proposta”.

  • ¹No portal defensa.com.
  • ² O almirante Leal Ferreira fez essa estimativa durante entrevista concedida a este articulista, em Brasília, na tarde de 1º de agosto de 2017.

Nota do autor: Os grifos em negrito no texto são de responsabilidade do autor, e pretendem chamar a atenção dos leitores para dados que cobrem, perfeitamente, os requerimentos do Programa de Obtenção de Meios de Superfície (PROSUPER).

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Gustavo Garcia
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Gustavo Garcia

Me tirem uma dúvida, vale a pena investir 150 milhões de dólares no AMRJ um local sem espaço pra expansão, com acesso ruim por terra para possíveis fornecedores e encravado no Centro do Rio de Janeiro? Não era melhor investir em outro local, talvez próximo a onde está sendo construído os submarinos?

Quanto ao custo das fragatas, tomara que consigam reduzir já que U$ 350 milhões é caro demais.

Ronaldo de souza gonçalves
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Ronaldo de souza gonçalves

É não devamos nos apressar com essas tamandará, chile com fragatas aõ preço de corvetas,
.Isto de ter de construir aqui ,veja o caso dos alemães com os sub,deu descontinuidade no projeto por parte brasileira e isto pode acontecer com os franceses no futuro.Acho que amrj deve sim priorizar manutenções e reparos popis dificilmente receberá encomendas para fabricar navios para outras marinhas.Isto de tranferencia de tecnologia e poucos navios não cola não.

Thom
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Thom

Se houvessem a manutenção do AMRJ, os navios então teriam que ser construído nesse local. Quanto tempo levaria essa modernização? Então isso vai demorar pra caramba, já que só depois da modernização, poderia construir os navios.
Tem o complexo naval de Itaguaí, mas não sei como ficaria, já que nem terminaram, então para construção de navios. O AMRJ seja o essencial.
Como consta no texto, os italianos saem na frente, mas espero ver as propostas de cada estaleiro.
Esse Meko A200 é bem interessante.

Gonçalo Jr.
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Gonçalo Jr.

Interessante. Tem muito chão pela frente. A SAAB KOKUMS propôs em outubro do ano passado uma associação com estaleiros nacionais ou até mesmo investimentos no AMRJ, o que a MB escolher. Existiu até conversas entre a SAAB KOKUMS com estaleiro nacional a respeito disso e com a MB também. A empresa declarou que não quer apenas modernizar o AMRJ mas sim transformar uma instalação ultrapassada em uma organização moderna, com equipamentos, métodos e processos atuais e mão de obra capacitada. Não se trata, de simplesmente ocupar e modernizar algum edifício do AMRJ para cumprir um contrato de corvetas ou fragatas,… Read more »

Bardini
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Bardini

U$ 400 mi por cada Meko A200 versão “BR” e a modernização do AMRJ no pacote… Fecha a conta e passa a régua. Se melhorar, estraga…

Gonçalo Jr.
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Gonçalo Jr.

Bardini 23 de Janeiro de 2018 at 16:15
O bom da concorrência é isso. Quem oferecer o melhor, leva.

Zorann
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Zorann

Ronaldo de souza gonçalves 23 de Janeiro de 2018 at 15:39
Bom comentário.
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Eu vou mais além: que se construa onde sair mais barato, que seja na Alemanha ou mesmo no Chile, se ficar mais barato do que aqui.
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Se for realmente para construir no Brasil, se isto for uma condição, que se escolha um estaleiro privado, que possa pagar por sua modernização/adequação. A MB conseguir manter o estaleiro de Itaguai sempre com um submarino em construção (para dar utilidade a tudo que foi construido), já será dificil (para não dizer impossível). Vai ter sempre um navio em construção no AMRJ?

Bardini
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Bardini

Modernizar o AMRJ é de extrema importância para a MB. Não é só a capacidade de construir navios que está em jogo, é a capacidade de dar manutenção adequada aos novos navios que serão incorporados.
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Espaço vai sobrar, gradativamente. O setor que hoje está alocado aos submarinos será transferido para Itaguaí.
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Se o AMRJ for modernizado, poderia fazer a construção de navios por meio da tecnologia de blocos, que poderiam ser feitos aqui ou no exterior. Pouparia muito espaço.

donitz123
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donitz123

Passou da hora de deixarem de bobagem e comprarem tudo diretamente de fora. Que se façam manutenção e modernizações posteriores aqui, nada mais.

donitz123
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donitz123

Bardini 23 de Janeiro de 2018 at 16:15
.
U$ 400 mi por cada Meko A200 versão “BR” e a modernização do AMRJ no pacote… Fecha a conta e passa a régua. Se melhorar, estraga…
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Só que estas contas tupiniquins nunca fecham. Sempre tem um aditivo aqui e outro acolá e logo estes 400 milhões viram 450, 500, 550…

Roberto Bozzo
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Roberto Bozzo

Isso que eu ia dizer Bardini; constrói-se em blocos e estes são transferidos ao AMRJ para a montagem final e integração de sistemas.

Com a transferência dos subs pra Itaguaí, vai sobrar espaço tranquilamente.

A atualização demoraria uns 2 anos (chute meu) onde neste tempo haveria a construção da primeira unidade no estaleiro estrangeiro, onde haveria o treinamento de equipes durante o processo, depois a construção seria transferida a estaleiros no Brasil para a montagem final no AMRJ.

Marcelo Andrade
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Marcelo Andrade

Estou com o Bardini!!! Fecha logo esse troço!!

Marcelo Andrade
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Marcelo Andrade

Detalhe:
O Projeto CCT já virou CT, ou seja, não se diz mais Corveta, simplesmente, Classe Tamandaré, pois daí poderemos abrir mais o leque devido ao deslocamento.

Só quero lembrar ao EMA que o ótimo é inimigo do bom!

Ádson
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Ádson

Tem gente que não vai compreender nunca. A Marinha faz parte do Governo Federal, o dinheiro da Marinha vem do Tesouro. Construção feita no país, uma parte enorme volta pro tesouro, ou seja, construção fora apesar de parecer mais barata sai muito mais cara pro país. Não é a mesma coisa de um cidadão comprar pão na padaria mais cara ou mais barata.

Aerokicker
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Aerokicker

Ádson 23 de Janeiro de 2018 at 17:56

É justamente por culpa dessa parte enorme que volta para o governo que construir aqui é tão mais caro que construir lá fora.

Burgos
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Burgos

Meko A2000 BR ?!
Hummm !!! Até que não é má ideia não !!!
É um bom navio de guerra e pelo preço, tô com o Bardini (passa a régua e fecha conta).

Helio Eduardo (o outro)
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Helio Eduardo (o outro)

Não posso deixar de registrar…. nem à tanto tempo assim o assunto Tamandaré (tamanduá para muitos) só rendia desaforos……
Disse antes e serei chato repetindo: a MB está acertando a mão, oxalá continue….. Eu só queria 8 unidades, e não 4…..

Bardini, fecho contigo!

Top Gun Sea
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Penso que os objetivos devem ficar bem claros no contrato. A construtora ganhadora pode muito bem construir os vasos em estaleiro particular, bem como, dar início às obras de revitalização do AMRJ em paralelo. Se for esperar estaleiros do AMRJ ficarem prontos para dar início as obras dos vasos, demoraria pelo menos uns 3 anos. Levando o start da confecção dos vasos a iniciar se lá para 2022. O contrato não precisa obrigar a construtora a construir os vasos de imediato no AMRJ e sim aceitar tocar o projeto dos vasos e refornar os estaleiros do AMRJ, lembrando que há… Read more »

joao brasil
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joao brasil

Basta isentar de impostos todos os materiais nacionais ou estrangeiros que esses 350 milhões vão cair mais ainda.

Nilson
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Nilson

Helio Eduardo (o outro) 23 de Janeiro de 2018 at 18:59 “Não posso deixar de registrar…. nem à tanto tempo assim o assunto Tamandaré (tamanduá para muitos) só rendia desaforos……” Realmente, tudo mudou com uma decisão importante, descartar o ProSuper, largar a obsessão pelo projeto CCT e abrir o leque no novo projeto CT. Imagino que cada proposta que entrar na short list vai representar uma estratégia diferente, mas todas as 3 interessantes. E vamos seguir a estratégia que for possível, em face do que se conseguir (ou não conseguir) de compromisso orçamentário com o governo. E que nesses próximos… Read more »

Robsonmkt
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Uma contrapartida local, seja na forma de construção local ou compensações comerciais do ganhador da concorrência na forma de investimentos no país (como a reforma do AMRJ) são condições fundamentais para o governo federal liberar um investimento que passa fácil do bilhão de dólares. Todo governo quer trazer dólares para o país, não perdê-los, afinal, sua balança comercial depende disto. Assim sendo, é inevitável que Exército, Força Aérea e Marinha, sempre que possível, envolvam a indústria local no processo. Além da questão logística e nacionalista, é o principal argumento para convencer o Executivo e angariar apoio no Legislativo para que… Read more »

Ádson
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Ádson

Aerokicker 23 de Janeiro de 2018 at 18:20 Aerokicker, isso é terrível para mim ou para vc se pegarmos uma corveta para construirmos, mas para o GF não é ruim. EX: o GF paga 400 para construção de uma corveta aqui e recebe 200 de volta em IPI, IR, COFINS, gerará empregos diretos e indiretos que também produziram impostos, isto na construção direta fora o que vai ser movimentado na economia e também gerará impostos. EX 2: compra-se na Espanha, paga-se 300 na Espanha e pronto. O tal pagamento feito pelo Tesouro de quatrocentos no final virou 200 ou menos… Read more »

Ádson
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Ádson

Aerokicker, pra mim ou pra vc construirmos, ou seja, para qualquer empresa que for construir algo, uma máquina, um navio, etc, o dinheiro de impostos, taxas, contribuições, ou o consumo dos operários desta empresa não voltará para a empresa mas para o GF volta. A construção de um navio para uma empresa é melhor fora, para o GF é melhor aqui.

Zorann
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Zorann

Ádson, para a MB também não volta.

Erichwolff
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Erichwolff

Se alemão/ chileno conseguiu esse valor….
Aguardem os coreanos!!!!
Chinês mais ainda… Mas ainda não chegou c tempo q a MB aceitará produtos chineses….
Portanto, preparem-se para ffx-2!

Guilherme
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Guilherme

Quantos bilhões de reais a Marinha precisa gastar sem formar 1 ( UM ) estaleiro nacional capaz de projetar/construir qualquer navio relevante ? Nem navios patrulhas de 500 ton somos capazes de prover e muito menos exportar!

Não é OBVIO que JAMAIS o estaleiro VARD Promar da Ficantieri (um exemplo, caso vencesse) vai vender qualquer navio fora do Brasil em detrimento dos estaleiros na Italia?

A única solução real seria um estaleiro controlado por brasileiros ser o MAIN CONCTRACTOR e o estaleiro estrangeiro ser o fornecedor de know how, mas seguindo os interesses nacionais!

Bardini
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Bardini

O AMRJ sempre vai estar ali, a disposição da MB. É só modernizar e depois fazer bom uso. Não tem o pq da MB complicar e se ferrar depois.

Nilson
Visitante
Nilson

Erichwolff 23 de Janeiro de 2018 at 21:02
“Portanto, preparem-se para ffx-2!”
No ano passado chegou a ser indevidamente anunciado que a Daewoo tinha fechado um contrato de US$ 1 bi para modernizar o AMRJ e construir duas fragatas.
Nesse novo projeto CT parece que há exigência de um estaleiro nacional, ele pode ser o AMRJ?
Se não puder, qual estaleiro coligaria com a Daewoo?

Gabriel Oliveira
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Gabriel Oliveira

Sinceramente tô gostando dessa história de Meko não que eu bote muita fé até porque os italianos ao meu ver tem vantagem mas seria interessante uma Meko A200 BR.

Rafael Oliveira
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Rafael Oliveira

Jamais colocaria US$ 150 milhões no AMRJ, ainda mais agora.
Parem e pensem no que seria possível comprar para a MB com esse valor. Quantos NaPa500?
Fora a parte que temos um punhado de estaleiros modernos, privados e ociosos, capazes de construírem as Tamandarés. As concorrentes que não possuem estaleiros aqui podem se associar com estaleiros brasileiros. E ainda estamos pagando Itaguaí e vamos investir mais esse valor no AMRJ?
Não, obrigado, passar bem.
Quanto à A200, ótima opção!

XO
Visitante
XO

Prezados, não adianta investir na infraestrutura do AMRJ e não fazer nada com relação à renovação e capacitação da força de trabalho da OM… abraço…

Dalton
Visitante
Dalton

Falando em “Tamandaré” é possível ver na foto do AMRJ o cruzador de mesmo nome ainda aguardando seu destino final e como ele foi rebocado para desmantelamento ainda no ano 1980,
o mais correto seria a legenda da foto mencionar anos 1970 e como o “Tamandaré” deu baixa em 1976, a foto portanto deve ter sido tirada entre fins de 1976 e início de 1980.
.
Só como curiosidade mesmo de um grande admirador desse cruzador.

Fernando "Nunão" De Martini
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“Dalton em 24/01/2018 às 08:39”

Dalton, a foto provavelmente é de 1980, pois há duas barcas do serviço Rio-Niterói em construção na carreira (grande) a Boa Viagem e a Urca, prontificadas em 1981.

Mas vc está certo na contestação, a legenda correta seria virada dos anos 1970-80. Vou alterar. Abs!

Nilson
Visitante
Nilson

Rafael Oliveira 24 de Janeiro de 2018 at 4:32 “Jamais colocaria US$ 150 milhões no AMRJ, ainda mais agora.” XO 24 de Janeiro de 2018 at 5:45 “Prezados, não adianta investir na infraestrutura do AMRJ e não fazer nada com relação à renovação e capacitação da força de trabalho da OM… abraço…” Prezados Nunão e Galante, fica aí uma sugestão de matéria, a situação atual do AMRJ no tocante à sua capacidade construtiva. Nossa curiosidade ficou aguçada com as brilhantes matérias sobre as Niterói, que nos encheram os olhos com as carreiras do Arsenal cheias de navios em construção, e… Read more »

Fernando "Nunão" De Martini
Editor
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“Nilson em 24/01/2018 às 08:45” Nilson, eu concordo com o XO e discordo do Rafael. O investimento de cerca de 150 milhões de dólares no AMRJ é relativamente pouco face o benefício que trará. Já tive acesso anos atrás a um descritivo básico de modernização, que era comedida porém suficiente para melhorar muito as condições de atender à demanda. Essa modernização é fundamental não só para a perspectiva do AMRJ voltar a construir navios do porte de NPaOc, corvetas, fragatas e até maiores, mas também para cumprir a contento a missão de realizar a manutenção dos novos navios que se… Read more »

leonel testa
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leonel testa

Sou MEKO desde criancinha com esse preço ainda ? fecha a conta quanto ao AMRJ seria melhor investir em patrulha

jota ká
Visitante
jota ká

A quem diz (na forma de “chute”, sem fundamentar) que material de defesa produzido no Brasil é caro por causa da tributação, digo que tais bens são isentos de IPI, COFINS, PISPASEP, conforme Lei Federal 12.598. O ICMS depende do estado, mas também costumam dar isenção para tais bens. Então esta alegação é uma falácia. Cuidado com as notícias que na verdade são lobbies de empresários do setor. O sobrepreço só se justifica para aquisição de aprendizado que seja útil, no próprio setor ou em outro. E que seja auditado e acompanhado. ” LEI Nº 12.598, DE 21 DE MARÇO… Read more »

camargoer
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Caro JotaKa. Uma vez sugeri a leitura de uma dissertação de mestrado do Cap.Rodrigo Guimarães sobre como a construção de navios no Brasil impacta positivamente na economia. Se você considerar o valor de um navio sendo de 100 “dinheiros”, com um índice de nacionalização de 60% (similar ao da Barroso). significa que do valor total, 60 serão gastos em moeda nacional e apenas o equivalente a 40 irá impactar a balança comercial por ser desembolso em moeda estrangeira. Um grande parte dos gastos serão em salários (diretos no estaleiro ou dos funcionários das empresas que fornecerão os equipamentos nacionalizados), o… Read more »

camargoer
Visitante

A conclusão é ser possível construir 4 pelo preço de 3.

Lucio Sátiro Maia
Visitante
Lucio Sátiro Maia

Meu sonho: construção de 6 a 8 Meko A200 e reclassificação com corveta

Gustavo GB
Visitante
Gustavo GB

O Chile tem estaleiros melhores que os brasileiros e já fabrica fragatas? Essa eu não sabia. O Brasil gastará nó mínimo uma década para chegar ao mesmo patamar.

Fernando "Nunão" De Martini
Editor
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Gustavo, ainda não constrói fragatas, a matéria fala de uma estimativa de custo (sem detalhar o que está incluído). Leia de novo, por favor.

Atualmente, o Chile tem construído navios-patrulha oceânicos.

Luiz Monteiro
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Luiz Monteiro

Prezados XO e Nunao,

Comentários perfeitos. Concordo com ambos.

O AMRJ e seu pessoal devem ser sempre prioridades.

Ainda é muito cedo para saber o que cada participante irá propor. Achei ótima a matéria do Roberto Lopes. Se as propostas forem no nível da A200, a MB estará muito bem servida, independentemente de quem vença o certame.

Vamos aguardar pra ver o que os participantes estão preparando. O sigilo nesse tipo de licitação é normal. Particularmente, não sei o que vem por aí.

Abraços

Fernando "Nunão" De Martini
Editor
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Complementando, o texto original do defensa.com que foi referenciado na matéria, falando da estimativa de valores para a construção de fragatas no Chile, no início da década passada, e na atualização desse valor para hoje (que o autor da matéria em espanhol colocou como 313 milhões de dólares). É preciso tomar muito cuidado com essas estimativas.

http://www.defensa.com/chile/armada-chile-no-descarta-construir-unidades-combate-pais

J.Silva
Visitante
J.Silva

A Marinha tem que ser pragmática, dentro dos requesitos mínimos, muito bem definidos no projeto da CCT da Engepron, escolha-se o menor preço. Com requisitos mínimos objetivod e bem definidos fica muito mais fácil escolher a de menor preço. É a proposta de menor preço que vai definir se deve se definir se é melhor modernizar o AMRJ ou construir e manter num estaleiro privado nacional. Temos que lembrar que esse programa vai ser bancada com o orçamento da MB, então não dá para encarecer senão a coisa aperta.

Fernando "Nunão" De Martini
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Luiz Monteiro, boa tarde. Sobre o AMRJ, eu acharia particularmente interessante uma proposta que incluísse a remodelação do atual edifício (dos anos 80/90) da oficina de submarinos e sua ampliação, com demolição do restante da parte antiga da oficina 17 (dos anos 30, que ainda abriga marcenaria, carpintaria e até o depósito de materiais do dique, que poderiam ser realocados) formando então uma grande oficina moderna, de porte pouco menor que a grande oficina 19 paralela às carreiras. Se bem planejada, daria para construir e depois movimentar, para união final, tanto para o dique quanto para a carreira 1, blocos… Read more »

Carlos Alberto Soares
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Carlos Alberto Soares

No texto não se afirma diretamente que os Alemães bancam uma reforma no AMRJ, é insinuação.

Essa do AMRJ era no passado uma proposta dos Koreas.

Fincantieri está na pré-lista da MB ? Está !

http://www.naval.com.br/blog/2018/01/20/marinha-do-brasil-avanca-no-projeto-classe-tamandare/

Fernando "Nunão" De Martini
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“No texto não se afirma diretamente que os Alemães bancam uma reforma no AMRJ, é insinuação.”

Carlos,

Só vi um comentário fazendo essa ligação entre as duas coisas, do Bardini (23/01/2018 às 16:15), mas não entendi como insinuação, e sim como desejo particular dele.

Fernando "Nunão" De Martini
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“Temos que lembrar que esse programa vai ser bancada com o orçamento da MB, então não dá para encarecer senão a coisa aperta.”

J.Silva,

Já se desenvolveu uma sistemática de bancar o programa para que não dependa dos limites do orçamento sempre contingenciado da MB, por meio de capitalização da Emgepron. Demos várias notícias a esse respeito. Seguem algumas:

http://www.naval.com.br/blog/2017/12/14/corvetas-classe-tamandare-aprovada-capitalizacao-da-emgepron/

http://www.naval.com.br/blog/2017/12/07/corvetas-classe-tamandare-congresso-vota-lei-para-capitalizar-emgepron/

Luiz Monteiro
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Luiz Monteiro

Prezado Nunao,

É por aí mesmo. Concordo com todos os pontos que você levantou. Acrescentaria a necessidade de novos guindastes com maior capacidade de elevação/movimentação de cargas, principalmente nas carreiras 1 e 2 e no dique Almirante Régis.

Fernando "Nunão" De Martini
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Certamente, esses guindastes seriam fundamentais.

Ps- vi que meu comentário anterior sobre as remodelações de oficinas estava truncado e só inteligível pra quem já soubesse do assunto e conhecesse o Arsenal. Melhorei agora pra que outros leitores pudessem entender.

Bardini
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Bardini

Tá aí uma coisa que eu adoraria ver no AMRJ:

Fernando "Nunão" De Martini
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“Bardini em 24/01/2018 às 12:23” Para ter isso no AMRJ, vejo três opções, que coloco em ordem da menos difícil para a mais trabalhosa / cara. 1- instalar uma cobertura (tipo galpão industrial) sobre o grande Dique Almorante Régis, como foi feito no Dique Santa Cruz (que é bem menor). Problema: ter aberturas em seu teto e laterais para a entrada de megablocos de construção de forma a aproveitar o dique para união desses blocos construídos na possível oficina 17 ampliada / remodelada, ao lado dele. 2- derrubar os edifícios administrativos, de direção do Arsenal e da Diretoria de Engenharia… Read more »

Bardini
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Bardini

É um desejo…
.
Mas quem levar vai ter de fazer navio aqui, então independente de ser Alemão ou Korean, é provável que o AMRJ faça parte do pacote.

Luiz Monteiro
Visitante
Luiz Monteiro

Prezado Nunao,

A própria oficina 19 poderia ser demolida, dando lugar a um prédio novo, moderno, com mesma largura e comprimento da atual, porém pouco mais alto para receber um ou mais guindastes corrediços (sobre trilhos).

Abraços

Luiz Monteiro
Visitante
Luiz Monteiro

Prezado Bardini,

O que o Nunao e eu estávamos conversando é justamente a construção de prédios como este da DAMEN onde hoje se localizam a oficina 19 e e o restante da oficina 17, que iria se unir a oficina de submarinos.

Teríamos assim, 2 prédios semelhantes a este que você postou.

Grande abraço

Fernando "Nunão" De Martini
Editor
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Luiz Monteiro, estava escrevendo enquanto você respondia ao Bardini e acabei colocando coincidentemente minha opinião sobre a opção da oficina 19. Sim, certamente seria uma opção, mas é onde vejo mais dificuldades para entrada e saída de navios construídos ou em reparo. Preferiria até demolir todos os edifícios administrativos para esticar a oficina 17 até o cais Norte, paralelamente ao dique Alte Regis – o que escrevo com dor no coração, pois tenho frequentado os mesmos e criei gosto pela sua arquitetura. Ps – a não ser que um ship lift instalado no que seria futuramente uma confluência das saídas… Read more »