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Hyundai corta primeiro aço do navio-tanque HMNZS Aotearoa da Nova Zelândia

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A Hyundai Heavy Industries (HHI) iniciou a construção do navio-tanque da frota real da Royal New Zealand Navy (RNZN) HMNZS Aotearoa. A primeira cerimônia de corte de aço ocorreu em 31 de janeiro de 2018 no estaleiro Ulsan da HHI na Coreia do Sul.

O HMNZS Aotearoa substituirá o navio-tanque da frota HMNZS Endeavor que será desativado no próximo ano após mais de 30 anos de serviço. O Aotearoa irá contar com recursos de projeto e recursos de última geração, incluindo reforço para operação no gelo e “inverno” para operações na Antártica. Ela também poderá transportar 12 contêineres de suprimentos e terá a capacidade de produzir 100 toneladas de água doce por dia, o que o tornará imprescindível no fornecimento de ajuda humanitária e assistência em caso de desastre.

Ela irá transportar 8 mil toneladas de combustível diesel, o que é suficiente para “preencher” uma fragata como a Te Mana ou a Te Kaha 13,87 vezes. E ela poderá transportar e operar um helicóptero NH90 da RNZAF. A Aotearoa terá uma tripulação de 64 tripulantes e 11 de equipe de voo.

O navio de 24 mil toneladas está configurado para se tornar o maior navio já operado pela Royal New Zealand Navy. Será lançado em março do próximo ano e entrará no serviço em 2020.

O HMNZS Aotearoa será o primeiro “Environship” do mundo, com a Hyundai usando o conceito Environship da Rolls-Royce sob licença. O design incorpora um novo casco de perfuração de onda, que reduz a resistência e diminui o uso de combustível, enquanto a planta de propulsão combinada diesel-elétrica tem emissões de combustível menores do que os navios mais antigos.

O projeto e as capacidades do HMNZS Aotearoa foram anunciados pelo Ministério da Defesa em 2016. O custo inclui as capacidades de “inverno” aprimoradas do navio-tanque, como o fortalecimento para operações no gelo na Antártida, incluindo o reabastecimento da Estação McMurdo e da Base Scott. O atual HMNZS Endeavor não é compatível com a Antártida.

O ministro da Defesa da Nova Zelândia, Gerry Brownlee, anunciou em julho de 2016 que a HHI da Coreia do Sul tinha recebido um contrato para construir e entregar um novo navio-tanque para a Royal New Zealand Navy. A HHI venceu a rival DSME na concorrência no valor de cerca de US$ 500 milhões.

Os requisitos originais, tal como elaborados pela Marinha da Nova Zelândia, incluíam a capacidade de reabastecer e sustentar a Força-Tarefa Conjunta tanto no mar como a partir do mar, bem como a capacidade de apoiar forças terrestres, assistência humanitária e missões de socorro em desastres, principalmente dentro da região do Pacífico.

FONTE: Navy Recognition

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JagderBand44
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JagderBand44

Detalhe… corte a plasma.

Rodrigo Tavares
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Rodrigo Tavares

Quem diria um país totalmente destruído na década de 50, quase 700 mil toneladas em bombas segundo Ga. Curtis LeMay, muito maior que os bombardeios da Segunda Guerra

Hoje esse mesmo país tem entre maiores montadoras de veículos com Know-how próprio, TV, Monitores e componentes pra PC, fabricante de navios…….etc etc

Isso que deu em investir na educação e bem estar social do seu povo….

donitz123
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donitz123

Rodrigo Tavares 14 de Fevereiro de 2018 at 16:41
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Destruído foi o norte pois lá estavam as indústrias construídas pelos japoneses durante a ocupação da Coréia. O sul era essencialmente agrário.

Pedro
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Pedro

Rodrigo Tavares… Muito pelo contrário. A NZ só floresceu depois que REDUZIRAM o tamanho do Estado. E reduziram MUITO. Essa historia de que é só investir na educação e bem-estar social faz país ficar rico é balela, falácia, papinho propagado por esquerdistas e que acaba encontrando eco na população, sem que ninguém estude um pouco para ver se é assim mesmo. Este artigo deixa clara a revolução que foi feita: https://www.mises.org.br/Article.aspx?id=2260 Alguns trechos: “Na década de 1980, a Nova Zelândia, que até então havia sido um país rico, era um país relativamente atrasado (a renda per capita era igual às… Read more »

Rodrigo Tavares
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Rodrigo Tavares

“Destruído foi o norte pois lá estavam as indústrias construídas pelos japoneses durante a ocupação da Coréia. O sul era essencialmente agrário.”

Península Coreana foi ocupada pelo Japão por inteira, isso desde fim do século XiX, essa divisão Norte e Sul foi após o fim da segunda guerra.

Não era um país industrializado, mas foi praticamente destruído e tiveram que começar do 0……

Jr
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Jr

É um belo navio, construído pela Coréia do Sul, mas o projeto é da RR

Pedro, acho que você se confundiu ao ler o comentário do Rodrigo Tavares, ele estava se referindo a Coréia do Sul e não a Nova Zelândia

Rodrigo Tavares
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Rodrigo Tavares

Pedro

E quem falou em “tamanho de estado” ??? “esquerdista”???

donitz123
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donitz123

Rodrigo Tavares 14 de Fevereiro de 2018 at 17:13
.
O norte da Coréia é onde estavam concentrados os maiores recursos naturais. Os japoneses fizeram o lógico ao industrializá-lo. O norte da Coréia(Não usei os termos Coréia do Norte ou do Sul) era um grande centro industrial e o sul era essencialmente agrário.
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O sul, este sim teve que começar do zero porque não havia muito com o que começar.
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Dicas de leitura: Nothing to Envy: Ordinary Lives in North Korea – Barbara Demick
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The Real North Korea: Life and Politics in the Failed Stalinist Utopia – Andrei Lankov

Pedro
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Pedro

Opa, é verdade, me confundi. Achei que ele falava da Nova Zelandia, perdão.

Rodrigo, não te chamei de esquerdsita, leia lá de novo. Disse que era uma idéia propagada por esquerdistas e repetido por outros. O aumento do tamanho do estado é inerente a uma política de bem-estar social que você defendeu.

Rodrigo Tavares
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Rodrigo Tavares

Pedro

Coreia do Sul é totalmente capitalista, mesmo assim seus governos no passado investiram em educação, segurança, transporte e saúde (obrigação de qualquer país).
Esse bem estar social que eu disse.

Não precisa ter “aumento de estado” pra ter isso acima, ok?

Ivan BC
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Ivan BC

Pedro 14 de Fevereiro de 2018 at 17:08
O (Rodrigo Tavares 14 de Fevereiro de 2018 at 16:41) fez referência a Coréia do Sul e não a NZ.
Tanto a Nova Zelândia quanto a Coréia do Sul são ótimos países…

Pedro
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Pedro

Sim, ela é, mas perceba que, como vc mesmo disse, se o governo investe em educação pública, em saúde pública, em transporte publico, em segurança pública, em gastos militares e etc, então ele está investindo nele mesmo e dessa forma ele cresce. Ele tem vai ter que contratar mais funcionários, para as escolas publicas, para os hospitais publicos, etc. E para o governo investir ele tem que ou aumentar impostos ou contrair dívida. Logo a fatia do governo na economia cresce e o quanto ele tira de dinheiro dos cidadãos em impostos também cresce. Enfim.. o governo cresce para implantar… Read more »

camargoer
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Olá Rodrigo. O Donitz tem razão sobre o norte industrializado pelos japoneses (porque é no norte que foram encontradas reservas de ferro e carvão) e o sul agrário porque as terras eram mais férteis. Tem uma tese de mestrado “A crise na península coreana e a segurança regional do leste asiático” do Pedro Vinícius Brite. O capítulo introdutório dá um bom panorama do desenrolar histórico das coreias desde a época da China Imperial. Está em português e você pode baixar pelo google. Boa leitura.

camargoer
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Desculpa.. uma dissertação de mestrado (tese é para doutorado).

Rodrigo Tavares
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Rodrigo Tavares

Pedro

Quantos anos você tem?

Rodrigo Tavares
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Rodrigo Tavares

Carmargoer e Donitz

Debate não era quem era mais industrializado, Sul ou Norte, e sim que Coreia do Sul teve praticamente sua infra estrutura destruída pra se tornar essa potência hoje.

E tenho minhas duvidas, estava vendo fotos de Pyongyang e Seul na década de 30 quando ainda eram dominadas pelo Japão, e Pyongyang parecia uma vila perto de Seul

https://c8.alamy.com/comp/G3CP6D/seoul-korea-modern-multi-level-shopping-block-date-1930s-G3CP6D.jpg

https://koreanhistory.info/screen27a.jpg

Fotos de Seul da década de 30 já com prédios, bondinho, carros…….

Agora foto de Pyongyang na década de 30

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Kornet
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Kornet

E seria um bom navio pra MB ou hà outras mais em conta?

Bardini
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Bardini

“E seria um bom navio pra MB ou hà outras mais em conta?”
.
A MB anda de olho nesse aqui: https://www.fincantieri.com/globalassets/prodotti-servizi/navi-militari/bb_scheda_lss-logisticsupportship_f.pdf
.
Baita navio…

camargoer
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Olá Rodrigo e Donitz. Encontrei este artigo na página do Senado que discute essa questão comparativa da industrialização no Brasil e na Coreia. São apenas 18 páginas. Acho que pode ser um bom ponto de partida.
https://www12.senado.leg.br/senado/educacao/artigos/brasil-coreia

Burgos
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Burgos

Vixi !!!
Já já o bicho pega e daqui a pouco já tem comentário apagado o reeditado aí !!!
O povo mistura muita política com tecnologia !!!
Srs !!!
O Nunão já pediu !!!
Vamos manter o foco no assunto !!!
Daqui a pouco eles se enchem e começam a bloquear determinados forristas !!!

Roberto Medeiros
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Roberto Medeiros

Bardini 14 de Fevereiro de 2018 at 18:42

Bardini, é sério isso ou vc está brincando?
O folder só não diz qto ele desloca. Parece msm ser um navio e tanto

Bardini
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Bardini

Roberto Medeiros 14 de Fevereiro de 2018 at 23:03
.
Sim…
Mas no preto e no branco, nada.
http://www.naval.com.br/blog/2016/10/12/brasil-juntou-se-como-observador-no-programa-do-navio-de-apoio-logistico-lss-da-italia/
.
“O folder só não diz qto ele desloca. Parece msm ser um navio e tanto”
.
Coisa de 25.000t