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Classe Tamandaré: oficiais bancam o projeto do CPN contra ‘puxadinhos’ de outros fornecedores

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Concepção em 3D da classe Tamandaré do CPN

Por Roberto Lopes
Especial para o Poder Naval

“O que me parece é que os concorrentes não estão entendendo que a primeira opção da MB é o projeto do CPN. As propostas de navios de projeto do próprio estaleiro são a segunda opção e precisam ser muito boas para que a MB abandone o projeto do CPN”.

Foi com essas palavras que um oficial do setor do Material da Marinha do Brasil (MB) resumiu para o Poder Naval, no último fim de semana, o clima tenso – de “estica-e-puxa” – que existe, hoje, nos bastidores do Programa Classe Tamandaré (ex-Programa da Corveta Classe Tamandaré).

Entre os estaleiros europeus, ao menos três – Naval Group (França), TKMS (Alemanha) e Navantia (Espanha) – sondaram a MB sobre a possibilidade de ela vir a aceitar projetos de navios já fabricados que desfrutam de boa reputação, mas que diferem, consideravelmente, do projeto da Classe Tamandaré  definido pelo Centro de Projetos de Navios da Marinha (CPN) – e precisam, por conta disso, ser adaptados à concepção do CPN para a embarcação.

Sediado no Rio de Janeiro, o Centro de Projetos está subordinado à Diretoria de Gestão de Programas Estratégicos da Marinha (DGePEM).

A concorrência da Classe Tamandaré como um todo está lançada à confusão por causa de algumas indecisões e mudanças de responsabilidade da MB na organização do certame, e também das interpretações errôneas de alguns dos estaleiros interessados na fabricação dos quatro navios Tamandaré.

A disputa visava, a princípio, a construção de “corvetas”, mas essa classificação foi eliminada (1) diante da tonelagem definida para a embarcação pelo CPN – 2.790 toneladas (mais apropriada à de uma fragata leve) –, e (2) da possibilidade de a Marinha aceitar projetos estrangeiros, acima das 3.000 toneladas.

Gowind 2500

Gowind – O representante, no Rio, de uma indústria naval europeia, confidenciou ao Poder Naval, que a empresa que tenta fazer a Marinha aceitar um projeto estrangeiro já pronto é o Naval Group (antiga DCNS) – “parceira estratégica” no Programa de Desenvolvimento de Submarinos (PROSUB).

De acordo com essa fonte, os franceses estão tentando vender uma versão da conhecida classe Gowind 2500, recentemente exportada para a Marinha do Egito.

Na primeira quinzena de novembro passado, durante uma conferência de imprensa em Dubai, o presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou que os Emirados Árabes Unidos encomendaram duas corvetas Gowind.

Os navios serão construídos pelo Naval Group em cooperação com o Abu Dhabi Shipbuilding (ADSB), uma indústria naval local.

A compra das Gowind inclui uma opção para mais dois navios.

De acordo com o portal de notícias Navy Recognition, elas não devem ser equipadas com o sistema de gerenciamento de combate SETIS, do Naval Group, e sim com o Thales Tacticos – que a Marinha das Filipinas acaba de rejeitar para as suas duas fragatas leves polivalentes, de 2.600 toneladas, em construção na Coreia do Sul. O gerenciador de combate desses navios será um equipamento tipo ICMS (sigla de Integrated Combat Management System) desenvolvido pela companhia sul-coreana Hanhwa.

Ficha resumida da versão da Gowind 2500 contratada pelos Emirados Árabes Unidos:

  • Deslocamento: 2.600 toneladas (inferior ao do projeto classe Tamandaré do CPN);
    • Velocidade máxima: 25 nós (igual à do projeto do CPN);
    • Tripulação: 80 pessoas, incluindo o destacamento do helicóptero (maior que a especificada no projeto do CPN); e
    • Alcance: 3.700 milhas náuticas a 15 nós

Segundo uma fonte do Poder Naval, o projeto da Gowind 2500 precisará incorporar muitas melhorias para fazer frente ao da classe Tamandaré definido pelo CPN.

Meko 200 da Argélia

Derivações – O grupo alemão ThyssenKrupp Marine System (TKMS) ainda não entregou ao setor de Material da MB a sua proposta relativa à classe Tamandaré.

Em abril do ano passado, os alemães aproveitaram a mostra de armamentos LAAD, que aconteceu no pavilhão de exposições do Riocentro, para apresentar aos chefes navais brasileiros uma fragata de 3.100 toneladas, pertencente à conhecida classe MEKO oferecida ao mercado em vários deslocamentos.

Essa nova unidade, seria semelhante ao navio que os alemães estão propondo para o programa de Plataformas Estratégicas de Superfície (PES) da Armada da Colômbia.

Representantes da indústria naval alemã ficaram irritados com um texto publicado neste blog que atribuiu a oficiais da Marinha envolvidos na concorrência do Programa Tamandaré a opinião de que o projeto das MEKO 100 é inferior ao projeto concebido pelo CPN.

Segundo eles, o diretor-geral do Material da Marinha, almirante de esquadra Luiz Henrique Caroli, conheceu a MEKO quando comandou a Força-Tarefa Marítima da UNIFIL, no Líbano, e gostou muito do desempenho da embarcação.

Meko 600, oferecida para o Prosuper

MEKO 600 – A inclinação da TKMS por oferecer à MB “derivações” dos seus navios é antiga, e bem conhecida.

No fim dos anos de 2000, quando a Marinha lançou o Programa de Obtenção de Meios de Superfície (PROSUPER), estipulando entre os navios almejados “fragatas de 6.000 toneladas”, a ThyssenKrupp logo tentou interessar a Força Naval brasileira em uma versão dos navios Classe 124 (“Sachsen”), de 5.800 toneladas – no Brasil apresentados como MEKO 600.

“Eles (TKMS) consideram que, por dar nomes diferentes, como foi o caso da Meko 600 e agora das Tamandaré, será um produto novo”, diz uma fonte. “Na verdade, entendo que não. Para mim, é só uma derivação”.

Uma terceira empresa europeia que acena para a MB com uma embarcação que representa um “puxadinho” (derivação) da fragata leve classe Tamandaré, concebida pelo CPN, é a espanhola Navantia.

Nesse caso, o navio tomado como parâmetro é o do tipo AVANTE 3000, também conhecido como classe 2400, de 2.419 toneladas, que parte do mercado internacional trata como corveta mas, em termos técnicos, dada a sua configuração, pode ser qualificado como um navio-patrulha oceânico – classificação recebida, por exemplo, na Armada da Venezuela, onde é chamado de Patrullero Oceánico de Vigilancia.

O 2400 espanhol seria oferecido ao Brasil em uma versão mais pesada e bem artilhada que seu modelo original.

Avante 2200 da Navantia

Datas – Um “cronograma tentativa” da Marinha prevê que a fragata Tamandaré comece a ser construída – dentro ou fora do país – no prazo de 13 meses, isto é, em abril de 2019, e fique pronta em março de 2024.

O segundo navio da classe, já batizado de Jerônimo de Albuquerque, deve ter sua construção iniciada – obrigatoriamente no Brasil – em abril de 2020, e encerrada em setembro de 2024.

O terceiro, Cunha Moreira, começaria a ser fabricado em janeiro de 2021, e ficaria pronto em junho de 2025.

A quarta e última plataforma desse primeiro lote seria o Mariz e Barros, com início de produção previsto para julho de 2021, e entrega à Esquadra até o fim de dezembro de 2025.

Caso essas previsões possam ser cumpridas (o que não será fácil), fica claro que o ápice da produção dessa nova série de embarcações acontecerá no período de julho de 2021 a julho de 2024, quando todas as quatro estarão em diferentes estágios de fabricação.

Os chefes navais brasileiros não descartam a possibilidade da classe Tamandaré ser ampliada por meio da fabricação de mais quatro navios.

220 COMMENTS

  1. Nunca vi tanta especulação sem a MB ter recebido ainda as propostas …
    Fontes da MB, fontes da DCNS, fontes da Industria alemã ….
    É isso aí.

  2. O processo é simples, as empresas preparam as suas propostas.
    A MB analisa estas propostas a luz de uma matriz provavelmente já definida.
    Ganha a melhor proposta.
    O melhor navio de custo beneficio.
    Não adianta ficar especulando.

    • A MArinha quer que seja executado o projeto CPN, e pelo visto nenhuma empresa vai fazer isso .Todas vão acabar oferecendo projetos próprios , o que me parece mais lógico ,ja que as empresas não tem conhecimento pratico do projeto CPN ,ficando assim ,mais dificil sua execução

  3. Quanto ao Projeto do CPN cabe os seguintes questionamentos:
    – É um navio nunca antes construído, ou seja, um protótipo, já que ele é bem diferente da CV Barroso, quem bancará estes risco de não dar certo ?, as empresas ?,
    – Se o primeiro navio tem que ser entregue em 04 anos após o contrato e considerando que a construção de um navio destes dura 30 meses, qual empresa vai assumir o risco de fazer toda a engenharia descritiva e detalhada do projeto em apenas 18 meses ??;
    No meu entender as empresas estão optando pelos seus projetos adaptados apenas porque:
    ´É menor o risco;
    – Consequentemente menor o custo para a MB;
    – Já conhecem os seus fornecedores e projetos;
    – Não há tempo para a engenharia ou Projeto executivo com o Prazo da RFP; e
    – Porque alguns destes projetos foram consagrados e testados e a CCT não.

    Simples assim ….

    • Bastante lucido e coerente o seu comentário, a MB devia saber disso tudo que você elencou. Natural que os estaleiros ofereçam seus próprios projetos, o risco é muito menor para não dizer quase zero, afinal eles já existem, não são projetos de papel como a Tamandaré. Os estaleiros tem como controlar os custos e os prazos do contrato, coisa que seria muito mais difícil no projeto do CPN. A tendência é que os estaleiros peçam muito mais $$$$$$$$$$$$$$$$ pelo projeto do CPN, afinal o mesmo é um projeto de papel e estranho a eles, o risco fica todo em cima do estaleiro no caso de atrasos

  4. Engraçado.
    .
    O Jornalista especulou sobre as Gowind 2500, mas parece que fez de conta que essa versão alongada da Gowind (que vendeu 6 Navios, podendo chegar a 12 Navios com o programa 15 to 5) não existe: https://navaltoday.com/wp-content/uploads/2017/08/royal-malaysian-navy-launching-first-sgpvlcs-frigate-1024×707.jpg
    .
    O projeto é modular e os franceses tem condições de fazer uma “Gowind BR” que atenda os requisitos do NAPIP, ou alguém duvida disso?
    O Naval Group tem condições de cumprir os prazos de construção, se… Pagarmos em dia, claro.
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    Se os alemães ficarem de brincadeira, oferecendo a P. da MEKO A100 e o Naval Group for idiota o suficiente para não desenvolver uma versão BR da Gowind, que atenda os requisitos do NAPIP… Vai acabar dando Fincantieri ou Posco Daewoo.
    .
    Também sei especular…

  5. “John Paul Jones 12 de Março de 2018 at 19:33
    O processo é simples, as empresas preparam as suas propostas.
    A MB analisa estas propostas…”
    Acho que não é tão simples. Certamente as empresas ficam tentando sondar qual é o real interesse da Marinha, se é o menor preço, se está disposta a pagar mais por algum tipo de produto, o que os outros estão pensado propor, fazem um monte de vazamentos seletivos para tentar enganar os outros concorrentes a respeito de suas intenções, etc, etc. Até a entrega das propostas será um período de muito diz que me disse.
    .
    Tenho a impressão de que a Marinha quer o menor preço possível pelo projeto Tamandaré Tamandaré, pois valorizaria o projeto nacional e atenderia às especificações longamente definidas. E (ainda um chute) somente abandonará essa linha mestra se algum concorrente oferecer algo muito melhor a um preço relativamente melhor.
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    Em princípio não pode oferecer navio que ainda não existe, mesmo que seja uma adaptação de outro que já flutua. Mas, se for uma oferta muito boa, talvez faça a Marinha pensar.
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    • O jogo é esse Nilson, aqui, nos EUA e na Europa…… Não é um simples projeto, mas algo concebido para durar décadas….

    • Nilson, é isso que a MB vem dizendo desde o começo, mas os foristas aqui ficam viajando em teorias mil. Esse projeto foi feito para a atender as necessidades da MB e não de outra marinha, de preferência para ser construído no Brasil, para ser relativamente barato, de mais fácil manutenção, e para ser um navio longevo. Sem falar que para algum estaleiro levar, vai ter que ser bem melhor que o Fincantieri pois esse tem estaleiro aqui, conta com a boa vontade da MB e participou do projeto.

  6. Corveta ou fragata leve, menos de três mil toneladas ou mais de três mil, desdentada ou super armada, no padrão comercial ou naval, feita sob medida ou adaptada de outros modelos, nada disso importa. Fatalmente elas serão pouco ou quase nada dadas as necessidades da MB. Tudo um imenso quiproquó …

    • Alex Barreto Cypriano me desculpe, mas o “imenso quiproquó” está no artigo e não no processo!

      O Programa é até bem simples: ou o projeto do CPN ou, alternativamente, um projeto “próprio”, desde que seja melhor e no mesmo patamar de preço.

      Da Classe Tamandaré não vai sair um navio muito diferente, com maior tonelagem ou melhores armas, o orçamento é o limite. O que parece estar acontecendo é que os estaleiros, nas suas sondagens, estão nivelando por baixo, apostando no viés “preço” e a MB quer qualidade por este preço. Eu considero, s.m.j., que este é o jogo, o cabo de guerra.

      Nesse jogo a MB tem uma vantagem que é, ao mesmo tempo, uma desvantagem: o preço global está dado e, sabemos, nós e os pinguins da Antártica, que ele só mudará para ser reduzido por algum contingenciamento, nunca (infelizmente) para ser incrementado.

      • Você tem razão, Hélio. Talvez eu devesse ter dito um imenso regatear. A MB pode tentar conseguir mais por menos, mas os concorrentes também…
        A CCT é um combatente equilibrado de deslocamento e preço estimado módicos e, como se sabe, há a tendência de aumentar o preço de aquisição por parte dos construtores. A FFG(X), com vinte unidades a construir, está estimada entre 750 e 950 milhões de dólares… Isso deve ter aumentado as espectativas de ganho não setor, daí as tentativas de empurrar algo abaixo dos requerimentos pra MB.
        Abraço.

  7. Muita água pra rolar e a competição será acirrada pois há vários participantes e não somente as três citadas na matéria. O projeto da Ficantieri que o Qatar adquiriu é muito interessante também, por exemplo.

    A corveta selecionado pela Marinha de Qatar tem um comprimento de 107 metros, uma largura máxima de 14,70 metros, um casco de 4,20 metros para um deslocamento de carga total de 3250 toneladas.

    Sua velocidade máxima é de 28 nós, sua faixa de 3500 milhas náuticas (a 15 nós). O sistema de propulsão será do tipo CODAD. Terá uma resistência de 21 dias.

    O complemento da equipe será de 98 marinheiros com acomodações para um total de 112 pessoas. O convés de voo e o hangar são dimensionados para um helicóptero NH90.

      • A Classe Tamandaré também não existe somente o projeto. Não sei dizer se estaria fora das regras do processo pois essa corveta da Ficantieri terá seu corte de aço em junho de 2018. Se puder confirmar isso que um projeto novo estaria fora do processo…Acho estranho. Afinal os projetos existentes, segundo o texto, não estão sendo muito bem aceitos pela MB devido aos tais “puxadinhos”. Enfim…

    • Pelo que está no link http://www.naval.com.br/blog/2017/12/20/corveta-tamandare-saiba-mais-sobre-o-rfp-apresentado-pela-mb/ , a primeira opção dada ao concorrente é construir o projeto da Tamandaré.
      .
      E: “Na segunda opção a Marinha do Brasil abre a oportunidade da proponente ofertar um projeto de sua propriedade intelectual, o qual será denominado NAPIP (Navio de Propriedade Intelectual do Proponente). Porém, nesta segunda opção, caberá a empresa atender as seguintes condições exigidas pela Marinha do Brasil para aceitação do NAPIP:

      O proposto deverá atender ou superar os requisitos/capacidades do projeto desenvolvido pela MB, com relação aos sistemas, subsistemas, sensores e armamentos previstos no projeto de concepção da força.
      A proponente deverá ter construído navios com base no projeto do NAPIP, comprovando suas capacidades.”
      .
      Então, estou dando palpite com base na frase acima – deverá ter construído navios com base do projeto do NAPIP. Se é interpretável para albergar os “puxadinhos”, parece-me que não, mas o texto do link também pode ter sido resumido.

  8. O processo me parece meio confuso. O que a MB quer?? Corvetas segundo o projeto da CCT ou fragatas leves? Parece que ela não sabe e jogou uma isca para ver o que vem. Nesse caso, as indústrias ficam sem referência sobre o que apresentar, além e abrir espaço para várias decisões “ad hoc” a cargo de quem está comandando o processo.
    Com uma especificação pouco clara, sobra espaço para decisões obscuras, viradas de mesa, articulações de bastidores, etc.

    • Pelo contrário EduardoSP, o programa é bastante claro e tem suas regras também bastante claras, os concorrentes é que parecem estar se perdendo ou talvez seja especulação ou muita rádio corredor.

    • Eduardo, a Tamandaré é para alguns uma fragata leve, já para outros é uma corveta. Isto depende muito de como cada marinha classifica cada navio.

  9. Muitissimo mais “facil” a obtencao de uma Meko 600… Nao foi assim com as Niteroi? E nao deu tao certo?

    Agora, perdoem a ignorancia deste pobre escriba… mas nao entendo o pq da MB insistir no Tamandare! Quer arriscar em um projeto proprio? Faça como a FAB fez: Crie uma Embraer!

    • É um processo de capacitação da engenharia naval nacional, começou com as Inhaúma, evoluiu com a Barroso (infelizmente só se construiu uma), agora evoluiu mais com a Tamandaré, se der certo pode evoluir para fragatas. O projeto é nosso (completado pelos italianos), após muito suor e lágrimas. Mas não temos quem construa. Então, vejo uma virtude em aproveitar o projeto, uma das críticas mais comuns aqui no blog é exatamente contra a paralisação de projetos no meio do caminho.

    • Certo também está John Paul Jones 12 de Março de 2018 at 19:40. Os construtores vão cobrar mais caro para construir a Tamandaré, porque não é projeto deles, vão ter que embutir uma boa margem de risco. Deve ter sido também por isso que a Marinha permitiu a proposta NAPIP, poderá fazer a comparação do custo extra embutido na construção do projeto Tamandaré Tamandaré.

  10. As vezes, acho que estamos em um loop temporal. Estou lendo a história das corvetas inhaúma ou Tamandaré? As mesmas discussões e o final, já sabemos. Depois de falências e atrasos, teremos um navio caro e problemático.

  11. Ficantierre é o armador. Penso assim!
    Mini Fremm para a Marinha.
    Até torço por isso.
    Quem sabe no futuro as escoltas de 6kt sejam as irmãs maiores….
    Gosto do estilo delas.
    Mas as italianas!!

  12. Pelo que eu entendi, a MB quer emplacar um navio de projeto nacional, que lhe garanta mesmo que de forma limitada uma “autonomia tecnológica”. Só resta saber uma coisa, quanto mais caro esse navio de projeto nacional vai custar, do escolher um projeto já pronto como os ofertados?

    • Num link de 2014 havia a previsão de economia de US$ 240 milhões, caso se comprasse um projeto estrangeiro pronto. Mas tudo são especulações, os valores reais só conheceremos a partir da entrega das propostas. E caso apareça tal economia, parece-me que no processo subsequente veremos se o governo preferirá gastar mais para fazer o projeto nacional ou gastar menos para fazer um projeto estrangeiro, dentre outros critérios de análise.

  13. Construção ou aquisição de corvetas para defender o que? Entregaram o pré-sal e a petrobras. É gastar dinheiro com gente que faz de conta que defende a nação. Acaba com essa porra e distribui o dinheiro com a quadrilha que tomou conta do planalto.

    • Comentário patético. O Brasil é infinitamente maior que qualquer petrobrás ou pré-sal. O pré-sal nunca foi e nem será metade da “revolução anunciada”, e a costa brasileira possui muito mais riquezas, conhecidas e desconhecidas, do que somente o pré-sal. Seu pensamento demonstra que não compreende a grandiosidade deste país, e ainda trata da petrobrás como se fosse alguma pérola. Não esqueçamos: trata-se da empresa a qual não só nos presenteou com um escândalo monstruoso de corrupção como ainda nos deu a grande vantagem de vender gasolina mais barato na Argentina que aqui.

      A construção das corvetas é essencial para a Marinha do Brasil defender o que importa: o povo brasileiro. E eu espero que a MB ainda consiga um projeto superior à Tamandaré, e que esse projeto sirva de referência ou catapulta para um projeto estrangeiro já consolidado, e que evite de certa forma o Custo-Brasil.

      • Excelente comentário.
        Esse apego de “O Petróleo é nosso”, “as estatais são do povo”. Só beneficiam as elites dos amigos do rei. O apego a certos partidos politicos e ideologias só beneficiam a quem interessa mantermos no atraso em estamos.
        Quem não investe em tecnologia, educação e empreendedorismo não chega a lugar algum.

        • Quando vou abastecer no posto BR, sempre explico pro frentista que o petróleo é nosso, mas ele insiste em cobrar pela gasolina suja e batizada da Petrobrás.

        • Veja bem. Na minha opinião, o nacionalismo nada tem a ver com a esquerda. Eu sei que nas redes sociais, os de esquerda, como são antiamericanos, defendem o “nacionalismo” e os chamados de direita defendem o liberalismo econômico.
          Me considero de centro direita.
          Defendo o nacionalismo.
          Dizer que estatais são más ou que os escândalos corroboram a tese da privatização para mim não cola. Se assim fosse, poderíamos acabar com as prefeituras, hospitais públicos, a presidência da república.
          Corrupção em uma empresa pública significa que dinheiro público foi desviado.
          Vender a empresa significa que o bem público foi entregue aos interesses privados ou até governamentais estrangeiros.
          Se o Brasil não tivesse petróleo, estaríamos sofrendo.
          Agora temos e vamos nos desfazer dele?
          Há muitas empresas interessadas em petróleo.
          A Arábia Saudita tem o poder que tem hoje por causa do petróleo.
          O petróleo também é a base da economia russa.
          A China e o Japão adorariam ter petróleo…
          Nós temos… Para que entregar?

      • Patético é vender a idéia que o só os outros países sabem fazer e que tudo que vem de fora é melhor:
        “E eu espero que a MB ainda consiga um projeto superior à Tamandaré, e que esse projeto sirva de referência ou catapulta para um projeto estrangeiro já consolidado”.
        Por que estão vendendo a Embraer?; por que estão vendendo a Petrobras (descobriu o pré-sal e desenvolveu as tecnologias para explorar o seu petróleo?).
        A ÍNDIA que tem 70 anos de independência é a 3ª economia do mundo; a CHINA tem 68 anos de independência e é a 1ª economia do mundo; o BRASIL tem 195 anos de independência e continua slave.

        • Errado.

          Não é “vender a ideia”, eles sabem mesmo.

          A China não é a primeira economia do mundo e a Índia não é a terceira.

          O Brasil é escravo do “nacionalismo” (estatismo).

    • Gostaria de saber como se entrega um poço de petróleo. O pré-sal continua no mesmo lugar e é propriedade da União. A União recebe pelo direito de exploração e royalties como sempre foi. Vamos tentar entender as coisas antes de dar opinião.

      • Tiram o petróleo, pagam royalties de 1% e embolsam 99% do valor de um petróleo já descoberto e com técnicas de exploração desenvolvidas pela Petrobrás. 99% entregue a empresas estrangeiras é o que? Quem defende essa idéia deve fazer parte da sociedade de traidores e pilantras.

        tiram o petróleo e injetam a

        • Errado
          Só o royalty varia de 5 a 10% do BRUTO.
          A isso se soma as participações especiais e o próprio valor pago na concessão.
          No final, o governo fica com uns 12% do BRUTO. Isso é dinheiro limpo, sem custos e sem risco.

          Quando a Petrobras pega dinheiro no mercado financeiro, ela paga juros e assume o risco.

          Quem defende estatal nunca administrou uma padaria.

          • Por que a estatal norueguesa arrematou campos do pré-sal? Por que a Noruega usa o dinheiro ganho com a estatal do petróleo para investir em educação, saúde e até pagar aposentadorias de seus cidadãos? Por que a Arábia Saudita contrata empresas estrangeiras de petróleo para extrair o óleo e as remunera com 5% do valor bruto e fica com 95% restante?

          • Na Noruega tem estatista sem noção tb. Burrice não é uma exclusividade brasileira. Não é assim que funciona na Arábia Saudita, se informe. Quem cuida de mim e da minha família sou eu e não o governo. Fica a dica, eu me esforcei um pouco e consegui todas as coisas que sonhava ter. Faça o mesmo.

  14. O negócio é muito simples mas pelo jeito tem funcionário querendo ficar bem na foto com o chefe do estaleiro que representa, querendo empurrar “frankensteins”.
    A Marinha que uma coisa muto simples:
    – Está da Classe Tamandaré, me passa o orçamento, mas se você tiver algo melhor aproximadamente pelo mesmo preço manda proposta também.
    Simples né? Pois é mas, tem gente dentro dos estaleiros que bagunçam tudo e por isso vão acabar dando “um tiro no pé”

  15. Bem simples. Não apresentou algo equiparável ou superior ao projeto do CPN, elimina da concorrência.

    Acho que e previsível que as propostas francesas, alemãs e espanholas serão mais caras que as sul coreanas, chinesas, russas etc. Paga quem pode.

    Eu, sinceramente, se os alemães não vierem com uma boa proposta (Meko 200), espero que dê o projeto sul coreano (caso também ofereçam algo bom, o que acho mais provável).

    Enfim, acho , acho, acho…isso tudo é mais pra ter assunto pra discutir. Tem que esperar as propostas chegarem. O que sei é que nenhum desses estaleiros querem perder uma venda dessas…e acredito que ofertarão o melhor possível, dentro das regras estabelecidas ($$$).

  16. Dependendo das ofertas, vou até de TYPE 54A

    A China tem 2 TYPE 54A para comissionar em 2018. Imagina que louco se eles oferecessem esses 2 navios como entrada?

  17. Não sei não, mas:

    a) a MB não sabe exatamente o que quer, se é que quer,

    b) já se enrolaram, sozinhos diga-se de passagem, ao privilegiarem o navio de papel do CPN.

    Fora isso e o navio da Northrop, aquele baseado nos cutters da USCG????
    Não se pode dizer que seja exatamente um design de papel.

    • A MB sabe o que quer: Alguém para construir o navio que o CPN projetou.
      Mas a MB abriu o contrato para ofertarem coisa melhor, se possível. Se surgir uma oferta melhor, ótimo. Se não surgir, é a Corveta do CPN.
      .
      Aquele Cutter Foge dos requisitos do NAPIP.
      E a empresa nem na concorrência está.

      • Maurício, repito o que disse acima: essa “confusão” está mais no artigo do que no Projeto Tamandaré em si. Como bem disse o Bardini, as cartas estão na mesa e estão abertas: ou o projeto do CPN ou um projeto que a MB julgue melhor, tudo dentro do orçamento já definido. Ou seja: a MB sabe muito bem o que quer!

        Eu gostei muito dessa atitude da MB, que interpreto como uma tentativa de captura de uma oportunidade.

        • “…ou o projeto do CPN ou um projeto que a MB julgue melhor, tudo dentro do orçamento já definido.”

          Eis o cerne da confusão.
          O projeto do CPN é tudo menos livre de incertezas, técnicas e financeiras, por outro lado encaixar os designs estrangeiros existentes no orçamento e nas especificações pretendidos pela MB dificilmente eliminam essas incertezas.
          A MB antes de bater as nadadeiras pelo seu projeto, deveria isso sim procurar reduzir os riscos técnicos e financeiros.
          Navegar em águas misteriosas deveria ser deixado ao Jack Sparrow.

  18. O que está claro é que de qualidade de vaso (aço), motorização, desempenho e armamentos, a gowind é o pior barco apresentado até agora. Malásia tinha “outra$ intençõe$” nos negócios com o naval group (haja vista que compraram um scorpene que não é capaz de mergulhar), e o Egito comprou pra ter direito a FREMM e ao Mistral (produtos do naval group que prestam). Dos estaleiros estrangeiros, segundo um passarinho da marinha me disse, é o que tem mais chance por causa disso. Deus nos guarde desse OPV malfeito e bombado.

    A MEKO (até a 80, se fosse apresentada a concorrência) seria um dos melhores, senão o melhor vaso nestes termos (motorização, desempenho, aço, armamentos e sistemas de combate). Porém, no preço fixado, não dá pra oferecer uma Valour A200. A melhor fragata de sua categoria custa o justo, que é acima do proposto.

    A questão chave é o valor. Nem a Daewoo tem condições de oferecer Incheon completa dentro desse preço. A Navantia também tá oferecendo corveta bombadinha.

    No fim, o e$quema vai ser semelhante ao que transformou a antiga marinha de guerra em capitania de portos de má reputação. Ou vem gowind ou vem Tamandaré com construção “$ub$idiada” pelo naval group. Tal qual o esquema do scropene. Cada corveta custará no mínimo 2 bilhões de dólares.

    Apenas para ilustrar o “e$quema”, posto de novo o link que ilustra bem o acordo que está por vir. Nele, as autoridades judiciais francesas provam a propina paga no caso do scorpene por aqui.

    https://www.defensenews.com/naval/2017/05/22/french-officials-probe-bribery-allegations-in-brazil-scorpene-sale/

    Saudações.

  19. Deixem de ser idiotas e baba ovo dos estrangeiros,
    se a marinha projetou a tamandaré e por que aprendeu com as barrosos e esse o projeto especifico que se necessita.
    E por isso que o Brasil nunca vai ser grande , nunca da um paço pra frente nos seus projetos feitos sobe medida para suas necessidades por que o seu povo tem sempre a síndrome de vira lata que só presta os produtos estrangeiros estrangeiro.
    Da nojo ler as baboseiras que vocês falam!

    • As Inhaúma foram um sucesso. Os marinheiros orgulhosos com seu navio nacional, mas rezando pra não vir uma onda mais forte e emborcar água. Tem que combinar com o inimigo pra ele atacar só em tempo bom.

    • Claro, afinal eu contribuinte vira latas, gosta de pagar mais caro por um projeto de papel que não sei se vai dar certo ou não, e pior se der errado a MB tá ferrada. Na minha opinião a MB tinha que lançar um rfp com os requisitos que ela deseja na corveta ou fragata e só aceitar propostas de corvetas e fragatas que já estejam em operação em pelo menos uma marinha, ou seja, que já esteja testada e aprovada, mesmo que tivesse que pagar um pouco mais caro, o risco de algo da errado era zero

      • As Inhaúma saíram com muitos erros, a Barroso foi bem melhor, a expectativa é de que a Tamandaré seja melhor. É uma oportunidade de colocar um projeto em prática e manter a tecnologia de projeto no país. Será que os primeiros navios construídos pela Rainha eram perfeitos?? Ou ela foi aprendendo com os erros dos projetos anteriores?? Estamos muito atrasados em relação aos poderosos, mas acho que podemos tentar melhorar. E essa é uma oportunidade. Se a diferença de preço não for exagerada, acho que é melhor construir o projeto da Marinha e aprender com os novos erros, que certamente haverá, mas imagino não serão tão graves quanto os das Inhaúma.

        • Desculpe mas há um erro nesse raciocínio. Se as Tamandaré forem uma mera evolução da Barroso, já podem ser consideradas navios ultrapassados. Se incorporarem 30 anos de tecnologia, há o mesmo risco de ser um fracasso.

      • Jr, a Tamandaré já é um projeto testado, já foram lançados e incorporados sete navios que acumularam a expertise para o projeto é construção desta classe. A coisa começou com a construção de duas Niterói, passou pelo projeto é construção de cinco protótipos quase simultaneamente, as Inhaúmas, protótipos estes com muitos erros, e com a correção destes erros na Barroso. Desta saga criou-se sim a expertise para a evolução da Barroso, sim evolução, isso que a Tamandaré é. Chamar a Tamandaré de navio de papel é passar recibo de incompetência, é não ter visão do que somos e podemos ser ou fazer. Este projeto é como o Tucano ou o Erj-145. É a consolidação de uma empresa, EMGEPRON, para o setor de defesa nacional.

    • Qndo é mesmo que a Barroso foi comissionada???? Depois de qnto tempo sendo construída????
      A construção naval, a arquitetura de sistemas navais, deram várias voltas de lá até agora.
      A MB não.
      Então falar em “aprendeu com a Barroso”, soa datado, velho, obsoleto.

  20. o Brasil teve que comprar o projeto francês das canhoneiras de 500Ton… ou o Brasil eh incapaz ou preguiçoso mesmo… pois tal canhoneira eh tao simples…
    agora vem dizer que tem um projeto próprio de fragata e que nao aceitam projetos estrangeiros…
    síndrome do vira lata… nao somos capazes de produzir algo de bom, com qualidade mas também nao aceitamos produtos top de países desenvolvidos…
    se continuar assim, na próxima década a marinha da Bolivia sera maior e melhor equipada que a MB…
    se nao somos capazes, qual o problema de comprar um projeto ja pronto e testado por países muita mais desenvolvidos que o Brasil!?!?!?!
    ta com cara de mimimi por nao receberem propina nesse projeto…

  21. Na minha humilde opinião, eles deveriam pensar em 4 fragatas, já que nossas atuais já deveriam ter sido aposentadas. Então constrói 4 fragatas de 4T, e futuramente compra mais umas 5 usadas! Corveta deixa lá para depois!

    • Sim, quem sabe no processo aparecem fragatas de 4 Ton por preço acessível, aí a dúvida da Marinha vai ser grande. Mas sinceramente acho que vai ter que comprar é corveta, o $$ mal vai dar para 4 corvetas…

  22. O projeto é nosso, quem irá pagar seremos nós, os fabricantes que não aprovarem o projeto que abdiquem ou façam como foi definido. Se estes citados querem empurrar algo diferente pelo requisitado pela Gloriosa Marinha Brasileira, que a MB procure outros fornecedores por exemplo a Coreia do Sul, Rússia ou outro grande grande. Tenho certeza que não irão deixar passar este volume de vendas. Saindo um pouco do tópico, me lembra até as montadoras,que remetem para cá carros já defasados ou fora de sua linha de fabricação, onde o que venderem aqui é lucro líquido, pois, os custos do projeto já foram pagos pela venda destes em outros mercados.st4

  23. Essa Fragata escolhida pela Malásia, baseada na Gowind 2500, porém maior, com 3.100 toneladas é bem interessante.
    Eles pagaram U$ 466 mi por navio. Os navios possuem até sonar rebocado. E todos com construção na Malásia e transferência de tecnologias, já inclusos no preço.

    Os alemães terão que oferecer as Meko A200 por um preço competitivo para brigar com uma oferta francesa desta gowind 3100.

    Se os concorrentes insistirem em corvetas menores como a Meko A100, a MB optará pela Tamandaré. Minha opinião.

    • Considerando os preços recentes da MEKO 200 e a situação financeira atual da thyssenkrupp, acho improvável eles não estourarem o orçamento, até por isso diz-se que ofereceram a MEKO 100. A Gowind 3100(?), a Sigma 10514 LRP, a Daegu e um projeto da Tamandaré feita pela Fincantieri são as que vejo como mais promissoras. Fiquei surpreso com o preço das Sigma se manterem o valor da oferta feita ao México acho difícil de não levar.

  24. Essa especificação para grandes estaleiros seguir, me parece uma situação assim:
    – Ir a um fabricante de caminhões, como a Mercedes ou Scania, e dizer que quer comprar um pequeno lote de quatro caminhões, porém com o motor e instrumentos do fabricante, mas, a suspensão e a carroceria devem seguir um projeto seu. E o preço deve ser o de mercado.

  25. O comentário do oficial é lógico: o projeto Tamandaré envolveu tempo, dinheiro e suor brasileiro para se projetar um navio que atendesse as necessidades, expectativas e especificações da MB. Lógico que ele seja o plano A, e o projeto “de prateleira” dos estaleiros, que precisaria ser adaptado para se encaixar nas especificações da MB, o plano B.
    Até por uma questão de inteligência, os estaleiros não deveria descartar o projeto Tamandaré pois isto poderia ferir egos dentro da MB onde muita gente deu o sangue para viabilizá-lo.

  26. Só lembrando que se nenhum dos fabricantes se interessar pelo negócio (míseros dois a três bilhões de dólares divididos em 16 anos e ainda semeando um concorrente local) a MB fica com seu projeto classe Tamandaré no drive. São empresas, não serviçais do Brasil.
    A quem interessa a redução da MB à uma guarda costeira artilhada?

  27. Srs
    A discussão sobre projetado aqui ou fora, fabricado aqui ou fora tem algumas questões básicas: Projetado o quê? Fabricado o quê?
    Pelo que se deduz das especificações do Projeto Tamandaré, o que será projetado e fabricado aqui será o casco, sendo todo o resto: motores, armas, radares, sistemas de controle, etc. importados.
    Ora, o design de cascos de navios de superfície não mudou grande coisa desde a IIGM (aliás, os navios da época tinham melhor desempenho e agüentavam danos maiores) e, a não ser que tenham ido para a cova todos os que trabalharam nas MK10 e na Barroso, há profissionais no Brasil com conhecimento para faze-los.
    Quanto ao resto, será produto importado, sendo a única tarefa, sua integração ao casco.
    Portanto, é curiosa a crença de que precisamos de TOT para projetar e construir cascos para as ditas corvetas/fragatas leves. E, mais estranho, ainda, é o empenho da MB em produzir tais cascos aqui.
    Se o importante é o miolo e a sua integração, não seria mais lógico, empenhar os esforços nestes itens e deixar o casco para ser produzido onde for mais barato?
    Mesmo que as armas não possam ser aqui produzidas, pelos menos os sistemas de gerenciamento e controle e a integração não deveriam ser desenvolvidos e integrados aqui?
    Porque não seguimos o exemplo dos israelenses que se preocupam com as armas e sistemas e importam os cascos?
    Estão aí umas questões para se pensar.

    Quanto ao andamento da concorrência:
    Se o objetivo for construir o que foi definido e projetado pela MB, o estaleiro que tem mais chance é o que colaborou no projeto, ou seja, os italianos. O que, convenhamos, não é ruim, pois eles têm uma boa história na construção naval e continuam a fazer bons produtos.
    Se o objetivo for comprar uma solução “de prateleira”, aí a situação fica complicada, pois o que tem “de prateleira” não se ajusta às especificações/projeto da MB e para adaptar o que existe as especificações, há a necessidade de adaptar o projeto, o que pode resultar em gambiarras e custo mais alto. E, claro, sai do envelope do produto já experimentado, caindo na condição de protótipo.
    É claro que, há também, a questão das simpatias, e todos sabemos que a MB tem boas relações com os britânicos.
    Também há a questão dos lobbies e, nisto, parece que os franceses são mais habilidosos.
    Façam suas apostas.
    Sds

    • “Pelo que se deduz das especificações do Projeto Tamandaré, o que será projetado e fabricado aqui será o casco, sendo todo o resto: motores, armas, radares, sistemas de controle, etc. importados.”
      .
      Radar certamente será o Artisan 3D nacionalizado pela Bradar.
      Alça óptica é da Ares.
      Lançador de Torpedo é da Ares.
      Chaffs/Flares são da Ares.
      MAGE é o Defensor.
      Sonar, chuto que será o Kingklip da Thales, via Omnisys.
      Lançadores e Mísseis MAN SUP.
      Talvez o Sea Ceptor seja nacionalizado no futuro, dando continuidade a parceria com a MBDA.
      Sistema Integrado de Gerenciamento da Plataforma, SIGP (Propulsão e auxiliares, Avarias, Geração e distribuição de Energia, Controle Manual e Remoto)
      .
      Isso sem contar o aço para cascos, motores elétricos, atuadores em geral, cabeamentos, tubulações, acomodações em geral, cozinha, câmara fria, tanques, etc…

      • A encomenda do radar Artisan 3D deveria ser pendurada na encomenda da RN, para tirarmos proveito da economia de escala deles.
        Já chega a FAB, com seu complexo de quintal.
        A Bradar que arrume um radar de navegação pra nacionalizar.
        Pro sonar vale o mesmo, não é pq há uma boca de porco da Thales no Brasil, que temos a obrigação de alimenta-la.
        Aliás a lista inteira deveria ser assim, comprarmos tudo aquilo que possamos aproveitar a economia de escala do fabricante original.
        Os tempos estão por demais bicudos pra se bancar sobrepreço pela falta de escala, somente para justificar a “fabricação nacional”.

    • Com o devido respeito o que um casco da II guerra mundial tem em relação a um navio atual é que ambos flutuam. Tudo é diferente. Nem o aço é igual. Mudaram perfis, solda, compartimentação, absolutamente tudo.
      Processo de fabricação então nem se fala. Nem os estaleiros nacionais, que pararam na década de 70, fabricam como na II guerra mundial.

      • Srs
        O que interessa para qualquer produto é o seu custo e o que ele pode oferecer quanto a sua eficácia (desempenho, custos operacionais, etc.). Os materiais e métodos de fabricação são, apenas, recursos para se atingir o desejado quanto a eficácia, buscando-se os menores custos. Não são qualidade em si do produto.
        Em que um casco de hoje tem melhor eficácia do que um casco da IIGM, e qual é a redução em custo frente aos daquela época?
        Pode esclarecer, por obséquio?
        Sds

    • Comentário perfeito. Só acrescentaria que, a considerar os precedentes, o programa atrasará por falta de orçamento, e acabará reduzido a uma fração do originalmente imaginado.

  28. Transparece que os construtores internacionais, embasados no histórico brasileiro de compras militares, acreditam que ao final poucas unidades serão de fato adquiridas. Logo, o esforço financeiro, intelectual e de pessoal necessário para a construção de um projeto sem paralelo em seus portfólios talvez não compensará financeiramente, basta ver que os mesmos estaleiros apresentaram ‘derivações’ para uma concorrência muito maior da marinha norte-americana.

    A questão reside no risco da proposta. Ao contrário dos colegas, não acho que seja algo simples. Em minha opinião a MB complicou sim a licitação ao prever essa dualidade de projetos. Agora, os licitantes não têm segurança se oferecem uma proposta com base no projeto brasileiro, adicionando os custos respectivos; ou se apresentam seus próprios projetos em valores mais competitivos.

    A situação será ‘tumultuada’ até o final. Tem gente que prefere viver com emoção…

    • Rafael, estão todos tranquilos, pois o salário está garantido e o dinheiro é nosso.

      Em menos de dez anos, o almirante vai pra reserva, é condecorado e o pepino fica.

    • Você tem razão. Deviam lançar os requisitos e que cada empresa apresente o seu projeto. Estão reinventando a roda para lançar um navio que terá no máximo incríveis…. 4 unidades, afinal, não temos continuidade em nada. Isto vai encarecer ainda mais a brincadeira.

  29. Na minha opnião, a MB deveria dar prioridade à patrulha e aos submarinos. Deveria ter a aviação de patrulha sob seu controle, investir em NaPaOc e garantir a continuidade do PROSUB.
    .
    Para os que torcem para as Tamandarés, quanto mais demorar, pior. Teremos outro governo ano que vem e sabe lá oque pode acontecer.

  30. Na minha opinião o BRASILEIRO nunca aprende. Fica sempre tentando reinventar a roda. Me desculpem os que são a favor do projeto nacional, mas eu considero uma grande perda de tempo e um ralo de dinheiro.

    Ficamos sonhando com um projeto nacional para lá sabe quando -pois a propria marinha admite que os prazos podem sofrer atraso- e a valores que só Deus sabe quanto vai custar ou alguém aqui realmente acredita que quando formos construir aqui no Brasil vai ser mantido o mesmo preço da primeira unidade fabricada fora. E ainda quando estiver pronto, já terá muito de suas caracteristicas defasadas tecnologicamente e com metade da esquadra de superficie a ver navios quando a ultima ficar pronta.

    Precisamos sim desenvolver tecnologia nacional, mas a realidade é que este será um projeto como foi a fabricação dos sub alemães. No fim tudo se perdeu pelo tempo.

    A marinha precisa sim de projetos prontos, que já estejam disponiveis e que possam suprir o mais rapidamente possível a esquadra, caso contrário quando a ultima dessas for entregue talvez sejam os unicos meios de superficie disponiveis e em condições de operação.

    • “E ainda quando estiver pronto, já terá muito de suas caracteristicas defasadas tecnologicamente ”

      Poderia explanar sobre quais seriam ???

  31. Pelo que entendi até agora da discussão da galera, a MB contratou um projeto e depois na hora da RFI abriu o leque para o que vier pronto e já operacional, desde que mais equipado e por um preço razoável. Penso que as regras são dela e ela vai assumir o que pediu.

    O Bardini mencionou a Corveta da Fincantieri para a Marinha do Catar apresentada justamente ontem na DIMDEX 2018, em Doha.

    Pesquisei e notei que ela tem um deslocamento um pouco superior (3.250 ton) que a apresentada no site (até 3.100 ton). Só notei que ficou pouca coisa mais larga. E está muito bem armada pela Leonardo.

    Minha pergunta é se esse projeto nos será útil caso venha com uma boa cotação:

    https://www.navyrecognition.com/index.php/news/naval-exhibitions/2018/dimdex-2018/6044-dimdex-2018-fincantieri-unveils-qatari-navy-air-defense-corvette-design.html

    Abraço ostral ao MO!

    • Esse navio do Qatar, vai operar dentro de um contexto bem específico…
      .
      É quase tão bem armado quanto uma FREMM de Emprego Geral.
      Vai ser equipado com ASTER-30. E o LPD dos caras vai ter um SMART-L, para detecção de “long range”.
      .
      O que a MB quer é são 4 Corvetas Emprego Geral Quebra-Galho…

    • O problema desse projeto é que o alcance esta abaixo do que a marinha deseja, que é de no mínimo 4000mn, das projetos próprios o que mais se enquadra nos requisitos técnicos e que parece ter o melhor preço é o Sigma 10514 lpr, a Gowind 3100(?) parece ser um pouco superior tecnicamente mas é mais cara.

      • Cara… Se os Franceses ofertarem a Gowind, será em uma “versão BR”, que atenda o requisitos da MB e o quesito preço.
        .
        Preço de pacote fechado, que outra Marinha comprou é ILUSÃO. Isso vale para MEKO, Chineses, Russos e etc…

    • Acho que não, pois se for observar os navios russos, com em média de 80 metros de comprimento ou 2,5T, são mais poderosos que nossas fragatas!

      • Douglas, olhe os requisitos das Tamandaré, os russos não enquadram, a não ser se formos utilizar nossos novos navios só no rio Paraguai, no rio Amazonas, na Lagoa dos Patos, na Baía da Guanabara e na Baía de Todos os Santos e abdicar-mos de utilizá-los no Atlântico..

  32. Penso que algumas das participantes, como as citadas no texto, já tenham descoberto alguns ERROS no projeto desenvolvido na CPN e ENGEPRON. Não devem oferecer nada em cima da planta original ou simplesmente colocar um preço absurdo. Tem muita gente na corporação com orgulho acima da sanidade.

    • O Projeto foi a três mãos: CPN, ENGEPRON e Vard/Ficantieri, ou seja, tem todo o know how da Fincantieri. Não possui “erros” no projeto.

  33. A marinha precisa de meios que atendam suas necessidades e ponto, ninguém foi obrigado a entrar na concorrência, entrou porque quis, sabendo das condições e exigências. O projeto da Tamandaré é brasileiro, o responsável se der problemas devido a erros de projeto é a própria marinha, mas considerando que o casco dela é uma evolução da Barroso, creio que isto não iria acontecer. Se seguirmos essa linha de comprar qualquer coisa que tá bom, poderíamos comprar algumas dezenas de Amazonas.

    • A partir do momento que o estaleiro faz uma proposta dizendo que pode fabricar as tamandarés usando o projeto do CPN, qualquer problema devido a erros do projeto será dele e não mais do CPN, por isso que os estaleiros devem cobrar os olhos da cara pera fazer o projeto do CPN, eles não são bobos, sabem que os riscos vão cair para cima dos ombros deles caso algo de errado aconteça, então já vão puxar o preço bem para cima para que no pior da hipóteses não tenham prejuízo nessa concorrência

  34. “E ainda quando estiver pronto, já terá muito de suas caracteristicas defasadas tecnologicamente ”

    Poderia explanar sobre quais seriam ???

  35. Os erros do passado sempre se repetem no Brasil. Nosso país vive um infantil sonho de ser potencia, mas que na realidade nunca se concretizará pois a nossa realidade diária é muito diferente da pintada e esplanada aos quatro ventos……

    No cerne do meio militar, esse infantilismo fica mais evidente. Militarmente somos atrasados, temos poucos centros de excelência e vivemos viajando em meios fabricados aqui para sermos independentes, mas ao custo de uma realidade cada vez mais falida e sem meios……

    – Sonhamos com um fuzil nacional: projetamos e fabricamos, mas que mais ninguém quer, pois fora do país existem opções melhores e mais baratas, e nem nossa própria marinha o adotou.
    – Sonhamos com um VBTP nacional: projetamos e fabricamos o Guarani, um 6×6 que só o Brasil vai ter, pois ninguém mais quer. O fabricante construiu uma fabrica mas que opera em baixa capacidade de produção, pois as próprias encomendas nacionais não são suficientes para ocupar 100% da capacidade da fabrica.
    – Sonhamos com um porta aviões: compramos e reformamos uma sucata que no fim só serviu para exaurir os já parcos recursos disponíveis.
    – Sonhamos com uma aviação naval: compramos meios usados e gastamos para reformar e atualizar miseras unidades, e no fim não terem utilidade nenhuma.
    – Sonhamos construir submarinos alemães: construimos alguns, mas não evoluimos e simplesmente abandonamos. No fim só serviu para ficarmos hoje nos saudando dos tempos que tinhamos capacidade. Dinheiro e todo resto foi para o ralo.
    – Sonhamos construir corvetas projetadas aqui: projetamos uma e levamos mais de mais de uma década para entregar uma única unidade operacional lembrado que o projeto original de corvetas eram construir mais 12 unidades decaindo em 1992 para 02 unidades e por fim deu no que deu.
    – Sonhamos construir fragatas aqui: o projeto que ganhou foi na honrosa classe Niterói, na qual sonhamos ter em operação 10 unidades mas ficamos só com 6, as quais hoje lutamos para manter em operação pois não há substitutos a vista.
    – Sonhamos em construir um navio patrulha de 500t: bem, nem vou me dar ao trabalho de lembrar a todos a vergonha que deu esse projeto no Rio……

    Programas militares que corroboram essa infantilidade não faltam em todas as trÊs forças…. Torramos dinheiro e tempo -que não temos- a rodo, sem na verdade nunca aprendermos as lições e tirarmos algum real proveito. Gastamos horrores em projetos que só nós temos e queremos, tudo apenas para dizer que foi feito aqui……
    Somos uma país que se esquece e ignora o passado, vive uma vida de pão e circo no presente e que sonha um futuro utópico em que as soluções para nossa realidade caem do céu por milagre divino.

    • Meu copo é meio cheio e não meio vazio. Faço críticas aos políticos que limitam os orçamentos militares restringindo assim a continuação dos projetos, mas no meu entender conseguimos lançar seis Niterói mesmo com poucas verbas, conseguimos expertise com as MK10 e projetamos e construímos quatro Inhaúmas mesmo com todas dificuldades técnicas e orçamentárias, aprendemos com os erros desta classe e reprojetamos e com verbas a conta gotas do GF nasceu a Barroso, compramos um projeto de canhoneira francês que após poucas unidades e detectadas suas diferenças projetamos outra mas mais uma vez nada de verba do GF, projetamos um fuzil para nossas FA que apresenta algumas falhas mas hão de serem resolvidas por nossos engenheiros em lotes futuros, nossos Cascavéis e Urutus envelheceram e se defasaram, projetamos um substituto que cumpre o seu papel, que é mecanizar nossa infantaria, mas cadê dotação orçamentaria para desenvolver a família inclusive a versão 8×8? Construímos quatro IKL e aprendemos e o reprojetamos e melhoramos e construirmos o quinto, Tikuna, mas cadê o GF com mais verbas para construirmos mais Tikunas?
      Então meu caro, as FA tem problemas de gestão e ou corrupção mesmo que em menor grau que a sociedade civil, acredito que sim, mas as próprias FA tem meios de controle para corrigir e coibir tais desmandos, mas o grande problema é o GF, e isto não importa se é PT, PSDB, MDB, ARENA, UDN, PSD, etc. O que falta é falta de conhecimento das necessidades militares da Nação. A culpa não é dos militares e sim dos políticos.

  36. Se a SAAB for malandra, pega o projeto da CPN e segue a risca do jeitinho que está, afinal ela não produz nada dessa tonelagem em termos de meio de superfície. De quebra ainda poderiam levar o projeto para si e vender à outros países. Se prevalecer a lógica dá SAAB ou Ficantieri, que salvo engano, já possuem uma fragata leve muito semelhante à Tamandaré.

      • Aparentemente, pelo edital, a SAAB não pode nem participar sozinha da concorrência.
        E muito dos sistemas que ela tem o Brasil já escolheu de outro fabricante (radar, míssil antiaéreo, etc)

        • Não pode participar sozinha?
          Praticamente só Fincantieri tem como concorrer sozinha, pq tem um estaleiro aqui.
          .
          O que impede a SAAB de ter o AMRJ como parceiro?
          .
          Sistema de combate. Radar diretor de tiro. Consoles. Sistemas de Comunicação. Integração de todos os Sistemas. Por aí vai…
          .
          Não lembro de nada escrito no preto e no branco, dizendo que o radar é o ARTISAN 3D. Mas o lobby por ele é grande.

          • “Para termos uma ideia, as proponentes devem possuir habilitação jurídica, capacidade econômica de acordo com a envergadura do programa, estar regulamentada no Brasil e principalmente apresentar capacidade técnica, na qual deverá comprovar vasta experiência na construção de navio militares com mais de 2.500ton nos últimos dez anos.”
            Que eu saiba nem a SAAB e nem o AMRJ cumprem esse requisito de ter fabricado navio militar com mais de 2500t.
            .
            No mais, disse “sozinha” no sentido de não precisar de um “main-contractor”. A DCNS, a BAE, a TKMS, a Daewoo, a Navantia e etc podem participar sozinhas, na acepção que eu empreguei, ainda que tenham que usar um estaleiro nacional.
            .
            Sobre o Artisan e o SeaCeptor claro que a MB pode escolher outros, ainda que estivesse escrito preto no branco, basta escrever de novo e pronto. Mas, a MB já se manifestou publicamente a favor deles e é provável que sejam escolhidos.

          • Rafael Oliveira,

            Se pensarmos nos sistemas e armas, a BAE tem o diferencial de ser a fornecedora do radar Artisan, do canhão BAE Bofors de 40mm e, ainda, do Sea Ceptor, através da MBDA, empresa da qual possui 37,5% das ações.

            É bastante coisa, para uma empresa que tem o know how e recentemente forneceu meios para a MB (Amazonas). O problema é que, como se trata de empresa privada, talvez não tenha no preço um atrativo.

  37. Recomendo a todos a leitura da revista TD atual que trata da Tamandaré.
    O CPN fez o projeto básico, baseado na experiência da MB com a Barroso, Inhaúma e Niterói.
    A Vard Niterói (Fincantieri) fez o detalhamento do projeto e o alterou radicalmente, trazendo o projeto para o século XX.
    O casco é bem diferente, com melhor hidrodinâmica (o da Barroso era uma mistura do inepto da Inhaúma com o da Niterói).
    Eliminaram o tanque de combustível compensado (aquele que quando acaba o combustível tem que encher de água do mar para equilibrar o navio – e depois jogam essa água suja no mar).
    Melhor distribuição e proteção dos paióis.
    Melhor estanqueabilidade do casco.
    Dentre outras.
    Enfim, não é apenas uma atualização da Barroso, assim como não é apenas um projeto do CPN. O dedo da Fincantieri faz toda a diferença e acredito que a Tamandaré será um bom navio na sua classe.

    • O projeto que a MB tem em mãos não é ruim. Pode ter surgir coisa melhor? Tomara… Mas não é qualquer porcaria que supera isso:
      .
      Elaboração do Projeto: CPN
      Selecionou-se a VARD (Fincantieri)
      O projeto SEGUIU as normas RINAMIL 2011
      Elaboração dos Planos: VARD (Fincantieri)
      Aprovação dos Planos: CPN
      Certificação dos Planos pela sociedade Registro Italiano Navale – RINA
      .
      A ÚNICA crítica pessoal que faço a esse projeto, é no tocante ao tamanho do Navio. Deveriam ter feito logo uma Fragata, na casa das 4.000 toneladas, para substituir todas as FCG, FCN e CCI.

      • Se se levar em conta as limitações operacionais devido aos efeitos do estado de mar em vasos de pequeno comprimento e deslocamento, uma fragata de 4000 toneladas é muito melhor que uma corveta de 2500-3000 toneladas. De toda forma, melhor, mesmo, seriam vasos com 6000 ou mais toneladas. A propósito, não existe diferença apreciável nas probabilidades de mar aberto grosso entre o norte e o sul do Atlântico. Um vaso projetado pra navegar e operar no oceano aberto ao norte, faz o mesmo no ao sul.

    • Pois é aí que eu quero chegar. Creio que a Fincantieri já tem uma perna na frente nessa corrida, pois o detalhamento do projeto feito pela Vard Niterói fez a Tamandaré, como o Bardini disse lá em cima, parecer com uma mini FREMM, que vem a ser o sonho da MB no PROSUPER, ainda não esquecido de todo.

      Quero dizer, dando Tamandaré e depois quem sabe um dia a FREMM, então ficam parecendo e serão mesmo navios de uma família só.

      Quantos aos sistemas de armas, é o cliente que manda. E a MB tem seus padrões a seguir.

    • Rafael, Concordo com vc, já escrevi isto em resposta a um pôster anterior. Só continuo afirmando que é sim um evolução não só da Barroso mas de toda a produção das Niterói em diante. Ou seja, As Inhaúmas são fruto do aprendizado das Niterói, a CV2 (Barroso) é fruto do aprendizado com os erros e acertos do projeto CV1 (Inhaúma), e a CV3 (Tamandaré) é o aperfeiçoamento da Barroso, uma melhoria em aspectos de seu casco ensinados pela Barroso e a melhoria de seus sistemas, trazendo-os para o século XXI, mesmo lembrando que a Barroso foi incorporada em 2008 e hoje é o que temos de mais moderno na MB.

      • Ádson, talvez a diferença entre as nossas opiniões seja apenas semântica, mas, ao ler a reportagem que citei, nota-se que a Fincantieri alterou bastante o casco (e um monte de detalhes internos, como corredor central mais largo, arranjo geral com circulação mais eficiente – o que numa emergência é importantíssimo, etc).
        Então é difícil dizer que se trata de uma mera evolução da Barroso. E apesar da Barroso ser nosso navio mais moderno, ele é um projeto do século passado que não se compara com as corvetas desse século dos grandes estaleiros mundiais (compare a Barroso com a Gowind, Sigma e outras).
        A MB, a bem da verdade, estava/está atrasada no tempo no que se refere ao projeto de navios de guerra. A diferença é grande e o CPN, sozinho, não conseguiria entregar um projeto como o atual da Tamandaré. Felizmente, contrataram o detalhamento com um estaleiro renomado e competente o que gerou uma corveta moderna e atual de verdade.

        • Fincantieri alterou bastante o casco (e um monte de detalhes internos, como corredor central mais largo, arranjo geral com circulação mais eficiente – o que numa emergência é importantíssimo, etc).
          .
          O projeto foi bastante alterado. Teve de atender as normas como RINAMIL e Marpol…
          .
          É praticamente um navio novo.

          • Sim, concordo plenamente.
            Aliás, não sabia que a Barroso não era nem certificada Marpol. Isso corrobora ainda mais o atraso do projeto.

        • neste ponto concordo, mas ainda acho que é uma evolução. Um novo navio, mas que sai sim do acumulo de experiências mais a “sapiência”, rsrs, da Ficantieri.

    • Não sabia que a participação da Fincantieri tinha sido tão grande, mas um argumento que me faz achar que tem grandes chances de levar esse certame, todos tem bons navios a oferecer, o diferencial vai ser preço e offsets oferecidos. Minha torcida pessoal é pela Tamandaré ou Sigma pela relação custo/benefício, mas se a previsão apocalíptica de a marinha não ter outra concorrência para as fragatas de 6000t estiver sendo levado a sério pela marinha, preferiria a Gowind 3100 ou Meko 200.

  38. Roberto Bozzo 13 de Março de 2018 at 13:46

    Entendi seu questionamento. Ressalto que não posso hoje dizer quais seriam estas, pois o que pretendi dizer – e talvez tenha expressado de forma inadequada – é que estes meios se entrarem em 2024 em operação, algo que não acredito nem um pouco, conforme todo o avanço tecnológico que esta sendo desenvolvido e ainda estão por serem, muito provavelmente esta já poderá e eu acredito que estará atrasada em muitos quesitos.

    Se viessemos a adquirir no mínimo 16 unidades, como era o planejamento original do números de corvetas em meados de 1992, as posteriores as primeiras poderiam ser adaptadas a receberem todas as novas tecnologias que estão em estudos e desenvolvimento hoje e novos que ainda advirão, gerando variantes mais atualizadas. Mas parcas 04 unidades, se realmente forem concretizadas nessa quantidade e seguindo nosso histórico nacional, serão unicas e sem uma continuidade que poderia realmente trazer qualquer vantagem tanto tecnológica como de produção.

  39. A Corveta do Catar vendida pelos italianos (Fincantieri) é sonho de consumo:

    Smart-L
    16 Aster-30
    21 mísseis RAM
    8 mísseis anti-navio
    3.250 toneladas de deslocamento.

    pode fechar. Eu aprovo.

      • Mateus Lobo,

        É um impeditivo. O primeiro navio não será entregue ao Catar antes de 2021.

        Ademais, operar o Aster 30 é para países que tem dinheiro. No caso do Brasil, uma corveta não deve/precisa ter este tipo de míssil de defesa aérea de área. A própria França só opera atualmente dois navios com este tipo de armamento.

        Além disso, a corveta foi projetada para o Catar, ou seja, para operar no Golfo e não no Atlântico, como é o nosso caso. O alcance dessa corveta, salvo engano, não atende os requisitos da MB nesse ponto.

  40. Torçam para esse processo seletivo dar certo, parece que o $$ vai pingar anualmente na conta da Emgepron (em entrevista o Comandante no ano passado falou, sem dar certeza, em R$ 600 milhões por ano, durante 8 anos, dá uns 1,4 bi de Us$), é a chance de aparecer escolta nova (4, em 2024, 2025, 2026, 2027). Tem que fazer esse dinheiro render, tomara que venham propostas dentro do teto. Além disso acho que é sonho. Fora esse processo, só antevejo compra de oportunidade, provavelmente as Type 23 a partir de 2023…

  41. O PROSUPER pretendia 11 Navios: 5 Fragatas, 5 Navios Patrulha e 1 Navio de Apoio Logístico… Estimavam um custo de da ordem de U$ 4 a 6 bilhões, naquela época.
    .
    Agora, estamos “brigando” para fazer 4 míseras Corvetas por 1/2 ou talvez, com muita sorte, 1/3 do preço do PROSUPER…
    .
    Famosa economia BURRA.

  42. Estimado Contra Almirante Luiz Monteiro

    solicito gentilmente que passe a escrever em outro idioma, longe dos que tem Latim como base.

    Depois de tudo que o Sr comentou quando o tema Tamandaré voltou a tona há poucas semanas, ler estes comentários e o próprio artigo do Bob Lopes, me levará fatalmente a cortat os pulsos com barbeardor elétrico.
    Almirante talvez em outro idioma entendam.
    Saudações.

  43. A MB tem tradição de navegar com barcos Americanos. Remeber Barroso e Tamandaré, cruzdores. Agora não se fala nada. Pq não se cogita a compra de navios escolta das reservas da US Navy? Se formos esperar pelas Tipe 23 da RN vamos morrer esperando. Além do que na atual fase financeira da Coroa, virão desdentadas, eis que estão retirando até cortador de frios das cozinhas para reaproveitar nos novos classe 26.
    Enquanto se discutem os intermináveis gargalos da execução destas Tamandré ficaremos sem barcos de respeito. A saida será a compra de oportunidade de meios com vida util razoável e condizentes com os nossos objetivos. Vejam a Marinha das Filipinas, já conseguiu em pouco tempo, muito mais do que estamos sonhando. Certo que ficaram com um mix de barcos americanos, japonese, franceses, coreanos, iraelenses, etc… Mas possuem meios de fazer respeitarem os seus mares.

  44. Não tem como construir duas unidades de cada vez??? Vai levar uma eternidade até a última. Rápido é o dinheiro pro bolso dos corruptos. Vamos fingir que vamos entrar em guerra, talves as coisas andem mais rapido.

  45. Comprem aquela corveta russa super armada por 150 mi,além dos misseis russo põem dois disparadores exorcet mm-70 ou mm-40 com dinheiro excedente compre o albion. e vamos esperar a ty-26 pode vir alguma coisa do EUA também estaremos armados pela próxima década.

  46. Olha, estas discussões são bastante interessantes, e acredito que todos, ou a maioria, esta pensando em melhorar as capacidades de nossa MB.
    Mas lendo todos as manifestações feitas, concordo plenamente com o Carlos Eduardo
    Góes e o Control, que colocam muito bem suas idéias, de forma clara e coerente, e acredito estarem corretos em suas colocações.
    Muitos esquecem que um navio de guerra, é uma colcha de retalhos tecnológicas, com sistemas e armas de diversas origens, então o que vale no final é custo, sendo que o Brasil tem histórico de fazer aqui, de forma muito cara, demorada e talvez pior, sem escala, e continuidade, ou seja se perde toda a expertise de engenheiros e técnicos.
    Eu gosto das Meko, mas temos que ver o custo/benefício, e acredito que na minha opinião, se faz uma fora, leva uma turma de funcionários para aprender e replicar no Brasil, e nesse acordo fecha um pacote para reforma do AMRJ, e já se planeja mais 4 para continuar por uns 10 anos as construções.
    Se não temos capacidade de nem conseguir terminar as patrulhas de 500T, antes de mais nada além de ficar planejando, fazer a coisa acontecer, sou até a favor de criar um fundo de construção para a marinha de guerra, onde os valores seriam apenas para reaparelhamento, nada mais, parecido como o processo do cobre no Chile, pois sem perenidade financeira, vamos ficar aqui torcendo, brigando, debatendo e nada vai acontecer.

  47. Mercenário 13 de Março de 2018 at 19:23
    .
    Mercenário, acho que o “problema” da BAe será a questão do preço mesmo. Mas se tiver um preço competitivo vai pro shorlist e pode faturar a fabricação das Tamandarés ou do Napip.

  48. Estranho. Li em outro site que os gualeses ofereceriam uma derivação das La Fayete, e não Gowind, de forma a reduzir os custos para algo competitivo.

  49. Acho importante noticias como estás serem divulgadas a ponto que existam debates na sociedade sobre o tema, no entanto, só poderemos fazer uma analise ad hoc após a data final desta fase do certame, contando com todas as propostas em mãos para a Classe Tamandaré ou então para o NAPIP.

    É importante não nos apegarmos a estes “vazamentos”, pois as propostas reais das empresas serão notadamente bastantes diferentes das apresentações atuais; muitas ofertas serão diferentes do que especulamos, e outras talvez nem venham a se concretizar.

    O mais notável é que já tem colegas elegendo vencedores sem ao menos ter em mãos o que outros consórcios tendem a oferecer. Cabe lembrar que os Sistemas embarcados podem diferir do que o CPN apontou anteriormente, apesar do lobby para o conjunto Artisan/Sea Ceptor/Exocet, a unica arma que MB não abrirá mão de integrar as belonaves será o ManSup.

    Ad sumus

    • Quanto ao radar a MB já havia dito que estava em aberto, agora essa do sea ceptor é nova para mim, pensei que já era certo a escolha do sea ceptor, até porque a própria marinha anunciou isso, voltou atrás???????

      • Jr, quanto ao anuncio do Sea Ceptor, a MB também já havia escolhido o Artisan 3D como Radar principal da belonave, no entanto com a abertura para oferta do NAPIP, os requisitos foram aberto novamente, contanto que se mantenham o ManSup e o VLS a vante.

  50. Quem praticamente tá levando essa é a Alemanha, com sua Meko 600, até mesmo o financiamento a médio prazo já tem, esperem para ver, inclusive a proposta já acarreta num acordo de intenção de construção de outras 4 unidades, onde custo para essas seriam menor e também liberado.
    A TKMS já visa a reabertura em 2025 do programa PROSUPER , com sua Fragata classe F-124, porém os Italianos seguem com suas fragatas Fremm preterida pela MB

    • O limite de deslocamento das propostas é 4000t, a Meko 600 tem quase 6000t, por isso creio que vc fez confusão e queira se referir na verdade a Meko 200, que acho pouco provável de ganhar de ganha devido ao preço que dificilmente sereia ofertada por menos de US$450 milhões e a fragata preferida da MB segundo dizem é a FREEM italiana, e seguindo essa linha juntamente com o fato de projeto da Tamandaré ter sido feito praticamente pela Ficantieri uma versão da Avante 2400 ou a própria Tamandaré feita por eles teria mais chances. Minha Preferida nessa disputa é a Sigma, ela me lembra o Gripen no FX-2, pequeno, bem armado, com ótima suite eletrônica e com ótimo preço. Alguma tese melhor só depois da apresentação das propostas mesmo.

      • Também gosto da Sigma, posso estar enganado, mas pelo que já pesquei de alguns comentários de pessoal da MB por aqui, acho que ela tem poucas chances. Como disse há um tempo atrás, para mim existe só uma vaga em aberto na short list, as outras duas vagas vão ficar com fincantieri e a DSME da Coréia do Sul. Vou ficar muito surpreso se uma dessas duas não estiverem na short list

        • Minhas apostas na short list são a Ficantieri e Naval Group, com alguma outra correndo por fora, a Damen é só torcida minha mesmo.

  51. A e aceitar engembracoes de navios nao da, utilizamos muitos anos rebocadores como corvetinhas, a Classe Imperial Marinheiro, por esses motivos que altos escalões forçaram a mudança do programa, sendo antes chamado de Programa Corveta Classe Tamandare , para Prograna Classe Tamandare

  52. Caso alguma empresa ofereça uma FRAGATA LEVE melhor equipada que a Tamandaré (sensores e armamentos), preferencialmente com mísseis Aster-30 ou equivalente, a MB poderá padronizar toda sua frota, substituindo não apenas as 4 Corvetas Inhaúma, como também todas as 8 Fragatas.

    Ou seja, no futuro a MB poderia adicionar mais 2 lotes de 4 unidades, perfazendo um total de 12 Fragatas Leves e substituir assim, todos os navios de escolta, restando apenas a Corveta Barroso, que receberia um MLU com os mesmos sensores e armamentos das Fragatas Leves.

    Torço por uma solução desse tipo.

  53. Tem poucas fragatas até 4000t capazes de acomodar um Aster 30, se MB abrir mão de defesa anti-aérea de longo alcance poderíamos ficar muito bem servidos com Fragatas de 3000t e com a dinheiro economizado comprar mais unidades, se economizar US$100 milhões em cada a cada 3 ou 4 navios teríamos dinheiro pra mais um, se a situação apertar mesmo, podia comprar unidades do navio escolhido e cancelar o PROSUPER, o que espero que não aconteça, ter meios capazes como as FREEM italianas seria ótimo, mas tudo tem que se adequar a realidade, mais vale 5 Tizius na mão do que 5 papa-capins voado.

  54. Realmente não se fazem navios como na segunda guerra mundial.
    Os prazos eram curtíssimos. E a mão de obra americana era prepondrantemente feminina. Os LIBERTY Ships chegaram a ser produzidos em 40 dias. E, numa demonstração de propaganda, foi executado em 4 DIAS. Tudo em módulos, que eram transportados pra uma carreira de montagem e com lançamento lateral. Contra torpedeiros tb foram fabricados em massa e em curto prazo. A massa de todo o tipo navios afogou o inimigo e muito contribuiu para a vitória. No estaleiro de Rio Grande foi executado um caça submarinos, popular Caça Ferro. Os planos chegaram no local e o pessoal, utilizando chapas de estoque foram montando a embarcação. Quando chegaram os oficiais no Arsenal para verificar se tinham condições de executar o projeto recebaram, pasmos, a informação de que o primeiro casco estava PRONTO. Foi rebocado para o Rio para acabamento. E a propaganda oficial (DIP) produziu uma peça em que aparecia o barco como fabricado no Arsenal.

  55. Li um comentário no mar de comentários que virou essa notícia.

    Dizia mais ou menos isso

    “Seria bom se conseguissem construir dois navios ao mesmo tempo”.

    Eu creio que a China é o único país que pode construir os quatro navios e entregar num prazo record.

    Type 54A e os anos de comissionamento

    4 em 2008
    3 em 2010
    2 em 2011
    4 em 2012
    3 em 2013
    4 em 2015
    2 em 2016
    2 em 2016
    1 em 2018 e + 2 para serem comissionadas ainda em 2018

  56. A última derivação das Lá Fayette foi a Classe Formidable, de Singapura. São navios na faixa de 3.200 toneladas mais armados do se pretende para a Classe Tamandaré. São navios muito próximos do que a MB pretende na atual licitação.

  57. Acredito que a licitação em si é um ardil que a MB está usando para viabilizar a construção do único navio que ela deseja, que é o do CPN. Tecnologicamente a Marinha foi longe demais para abrir mão de especificar e projetar seus próprios meios. Estaleiro estrangeiro nenhum oferecerá o que a MB pretende na faixa de preço que estabeleceu. Assim, ela se livrará de eventuais questionamentos sobre o preço dos navios que pretende construir e da escolha do estaleiro habilitado a fazê-lo. Afinal, quem vai querer fazer navio dos outros.

    • Acho que não é um ardil, Marujo, mas uma tentativa de compatibilizar duas correntes que devem ser bem fortes na Marinha: uma defensora incondicional do projeto Tamandaré, outra favorável a um projeto estrangeiro, seja por preço, seja por confiabilidade. Parece que a tese de construção no Brasil é majoritária, pois só se concedeu a possibilidade de fazer o primeiro no exterior.
      Para mim a forma da requisição de propostas foi salomônica, dá espaço para as duas correntes e terá orçamentos para as duas, podendo decidir com base em elementos concretos.
      .
      Por óbvio não tenho nenhuma informação além do que sai na imprensa, mas a experiência mostra que, se o senso comum (comentários no blog) aponta para a dualidade, com certeza o senso técnico (a Marinha) tem debatido tal tema com profundidade, logicamente com muito mais informações e suporte do que dispomos.

  58. A MB deveria ter assimilado o que aconteceu com o F-X da FAB, quem escolhe demais acaba sendo preterido por outras urgências.

    Decide, ou quer uma Tamandará made in Brazil, ou parta logo para algum projeto estrangeiro.

  59. Então que sejam oferecidos…
    Licitação é para isso. Oportunidade de todos apresentarem suas propostas.
    Estaleiros querendo vender e governo querendo comprar.
    Estaleiros tentando convencer o governo de que têm o melhor produto pelo menor preço. E a marinha comparando as propostas…
    Outro dia vi em um telejornal. Pequenas empresas que dependiam de fornecimento a empresas agora

  60. Agora estão vendendo para órgãos públicos. Participam de pregões online…
    Mostraram um caso de um item que uma empresa ganhou. Valor estimado de uns 50 reais venderam por 10 reais.
    Licitação é para isso. Briga de cachorro grandes e pequenos pelo pedaço de carne…

  61. Por falar nisso não entendo esse quipropo.
    Sei que há diferentes tipos de navio (petroleiro, gaseiro, graneleiro, patrulha, porta aviões, de pesquisa, etc).
    Mas navios de guerra, grosso modo, parece tudo igual.
    Tirando aquelas corvetas russas armadas até a tampa mas que navegam em mares fechados e não precisam de muita autonomia, não entendo o que muitos falam: ah, tem de atender as necessidades da MB.
    Mas por acaso em outros países um navio de guerra de porte pequeno/médio não é tudo igual?
    Desde que tenham um convoo (talvez hangar) para um helicóptero médio, tenha algum sonar.
    Falo isso porque dizem: ah, vai ter de adaptar… Adaptar o que?
    A maioria dos navios na faixa de 3 mil toneladas não tem os requisitos previstos?

    • Que geralmente é um “canhão” na proa, um convoo na polpa, um radar, talvez um sonar de casco, uns 4 torpedos, uns 4 mísseis antinavio e uns 16 mísseis antiaéreos.
      Geralmente nos requisitos também colocam a velocidade máxima mínima e a autonomia.

      • Nonato, alguns requisitos são muito específicos como autonomia, tamanho e acomodação para tripulação e extras, tempo de permanência em missão, quantidade de compartimentos estanques, velocidade de cruzeiro, velocidade máxima, tipo de maquinaria, tamanho do convoo, tamanho do hangar, etc.

  62. Essa concorrência ja deveria ter sido terminada e a melhor coisa seria a MB ter assinado o contrato logo com a Fincantieri para comprar 8 corvetas Multi divididas em 4 lotes começando a receber as duas primeiras unidades em 2023 e indo ate 2026 todas unidades entregues

  63. Temos o complexo de inferioridade latente nas especificações. Queremos ter maior autonomia, maior acomodação para as tripulações e socorridos, maior carga de combustível, capaciade de navegar nos mares mais encalpelados sem inclinar além do normal (sindrome Inhaúma?) etc.. (quem não é o maior tem que ser melhor). Além de conservadorismo nas armas: poucos lançadores de misseis, muita arma de tubo (o velho L70 não pode faltar), torpedos burros e por ai vai… O armamento de 30 mm. com seus reparos rápidos e comandados automáticaamente por programas avançados é mais eficaz do que um L70, e se tornou padrão nas marinhas do ocidente.

    • Estão se especializando em navios de bolso fortemente armados. Seria interessante entender os seus motivos, se são apenas reduzir custos com cascos, propulsão e tripulação, buscar mais furtividade, ou se há outros.

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