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Malásia lança ao mar seu primeiro LCS Gowind

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Primeiro LCS Gowind da Malásia pronta para o lançamento

A Royal Malaysian Navy anunciou que está lançando o primeiro navio de combate litorâneo (LCS) do país, em uma cerimônia em 24 de agosto em Lumut.

A embarcação terá o indicativo visual 2501 e, segundo se informa, será batizado como KD Maharaja Lela.

Também chamados de Second Generation Patrol Vessels (SGPV), os seis navios da classe estão sendo construídos pelo construtor naval da Malásia, Boustead Holdings Berhad, sob contrato com o Ministério da Defesa da Malásia a partir de julho de 2014.

As seis fragatas planejadas para serem construídas foram projetadas pela DCNS (agora Naval Group) e são uma versão modificada e ampliada do design da corveta Gowind da empresa.

Com 111 metros de comprimento, as fragatas deslocam um pouco mais de 3.000 toneladas e possuem uma tripulação de 18 oficiais e 100 marinheiros.

A construção do primeiro navio, LCS 1, começou em março de 2016. O navio foi construído sob um conceito modular no qual várias seções anteriormente fabricadas do navio foram unidas para formar um casco de navio completo.

Após o lançamento, o LCS 1 iniciará seu processo de acabamento, durante o qual ela receberá seus sensores e armamento.

Como os principais navios de combate da Royal Malaysian Navy, os seis navios da classe estão preparados para transportar o míssil antinavio Naval Strike Missile da Kongsberg, os mísseis VL MICA da MBDA, um canhão Mk3 de 57mm da Bofors em uma torreta furtiva e um canhão automática MSI Seahawk de 30mm. Para a guerra antissubmarino, os navios serão equipados com sistemas de lançadores de torpedos J + S, agora entregues pela empresa britânica Sea.

FONTE: navaltoday.com

113 COMMENTS

  1. Ótimas características de desempenho, para mim só mudaria o canhão principal para um 76mm SR e colocaria um CIWS 35mm Millennium em cima do hangar, o míssil antinavio poderia ser um RBS mk3 ou Exocet block 3. Penso que a MB deveria optar por navios desse porte até no máx. 4.000 ton.

  2. Concordo com os comentários anteriores, é um belo navio, mas queria saber o custo também, e, Galante, com quantos lançadores verticais ela conta? E que categoria de helicópteros ela suporta? Cabe um Seahawk?

  3. Uma curiosidade sobre a Malásia, não é assunto naval, mas é só um post.
    Eles estão em franco desenvolvimento e um dos impulsos veio da educação, tomaram uma decisão radical para melhorar o ensino superior.
    Abriram a possibilidade de universidades com 100% do capital estrangeiro se instalar no país, inclusive com professores estrangeiros e adotando a lingua oficial do país de origem, não só nas salas de aula, mas em todo o campus, eles doam grandes áreas verdes a estas universidades e dão energia elétrica e água a preços baixos.
    Os estudantes malaios que desejarem estudar nestas universidades tem que dominar a lingua e se adaptar aos costumes do país de origem, poi não podemos esquecer que quase 50% dos malaios são muçulmanos.
    Achei a ideia maravilhosa, mostrei a uma amiga professora universitária e ela achou um absurdo, disse que aqui não seria aceito e eles iriam se mobilizar para não aceitar algo assim, que isto é uma perda de identidade cultural e soberania….
    Em 2014 estavam com 90.000 estudantes universitários estrangeiros e estarão com mais de 200.000 em 2020.
    Estudantes do mundo todo estão indo fazer seus cursos em um país com custo baixo em cidades planejadas com altos índices de segurança e tem seus diplomas reconhecidos nos países de origem, é uma opção mais barata do que fazer o curso no país de origem, sem ser necessário falar outra lingua.
    Veja esta relação de Universidades que criaram seus Campus com administração autônoma, verdadeiras cidades universitárias que respeitam a forma de vida e costumes dos países de origem. Estas universidade são uma grande fonte de renda e conhecimento para a Malásia, pois recebem estudantes malaios que dominem o inglês, que no final do curso terá grande domínio do idioma, cultura e diplomas reconhecidos nos países de origem da Universidade, facilitando sua contratação nas filiais das indústrias instaladas nas cidades criadas para sediar estas empresas e até para trabalhar na matrizes depois.
    Já receberam mais 25 solicitações de instalações de Universidades estrangeiras, fora estas ja autorizadas funcionando da relação abaixo.
    1. Monash University Malaysia (Australia)
    2. University of Nottingham Malaysia Campus (UK)
    3. Curtin University of Technology Sarawak Campus (Australia)
    4. Swinburne University of Technology Sarawak Campus (Australia)
    5. Newcastle University of Medicine Iskandar Malaysia Campus (UK)
    6. University of Southampton (UK)
    7. Marlborough College (UK)
    8. Netherlands Maritime Institute of Technology (Netherlands)
    9. University of Reading (UK)
    10. Raffles University and the Raffles American School (Singapore)
    11. Heriot-Watt University (UK)
    12. Manipal International University (India)
    13. Jaipur National University (India)
    14. Vinayaka Mission International University College (India)
    15. Johns Hopkins University Medical School Malaysia (USA)
    16. Hanyang University (South Korea)
    17. Xiamen University (China)
    .
    Vídeo da University of Nottingham Malaysia Campus(origem UK)
    . https://m.youtube.com/watch?v=8FKUr0GtT08

  4. Seria interessante uma matéria sobre as frotas das nações do Pacífico, incluindo aquisições que serão incorporadas no futuro. China, Índia e Japão lideram os investimentos mas vemos notícias frequentes das aquisições de várias nações da região, da Ásia e da Oceania. E mesmo países sem muita expressão conseguem adquirir melhores meios que nós.

  5. É um belo navio mesmo… Mas Galante, no que ela seria melhor que a classe Tamandaré ? Pelo que vejo ambas serão usadas para funções distintas.
    E quanto aos valores são próximos do que a MB está calculando, mas a classe Tamandaré será bem mais armada.

  6. Achamos um navio equivalente mais caro que o “preço de lançamento” da CV Tamandaré (caso saia do papel, acredito que custará mais cara ainda).

  7. Belo navio, com o armamento adequado à proposta a que se destina, só achei o valor um pouco salgado, mas deve se dever à “transferencia de tecnologia”

  8. Esse LCS é aparenta ser superior a Tamandaré (essa do CPN) em ASW (CAPTAS-2) e ASuW ( vamos de MAN SUP). AAW creio que fica elas por elas, mas ambos tem apenas capacidade de autodefesa. O LCS parece que pode ter melhores capacidades marinheiras (111 m x 16 m) e agrega o fator Stealth.
    .
    Talvez eu já esteja chato e repetitivo, mas não vejo vantagem em nenhuma as duas para o Brasil.
    .
    O “mix ideal” no meu entender passa por Patrulhas, que podem vir a agregar certa capacidade ASuW a força e Fragatas, para dar baixa nas Niterói. As Corvetas que vamos/pretendem construir são navio demais para Patrulha e navio de menos para Escolta.
    .
    Sejamos racionais. Vamos priorizar a patrulha neste momento (Fluvial e Marítima) e ir atrás de um Escolta que seja relevante, para construir assim que acabarem os gastos de construção dos Submarinos Convencionais. O Escolta vai ter de servir a MB por mais de 35/40 anos… Não pode ser gambiarra pensando no “agora” para tapar buraco.

  9. A Malasia e a dcns têm uma relação bem interessante, afinal, foi lá a situação mais crítica do submarino, onde ficou sem puder submergir por anos… E agora uma gowind. Um navio que a própria frança não comprou, um navio que deu inúmeros problemas em seu desenvolvimento…

    A despeito de tudo, se fosse pra comprar isso era melhor comprar a classe MEKO, as equivalentes em tamanho são mais capazes e baratas.

    A tamandaré não vai sair da maquete, e, se sair, vai ser desdentada. Sem mísseis, sem radar, sem sonar, sem hangar. Vai ser equipada apenas com os 76mm que tiraram das últimas escoltas afundadas como alvos.

    Mas depois que a marinha acabou, o mundo dos sonhos e da maionese tomou conta de uma parte dela.

    Tem uma parte da marinha que quer dois porta aviões CATOBAR, algo como dois Foch (32.000ton) atualizados. Equipados com E-2D, Ka-52, Merlin e a ala de caça mista entre F-35C e Rafale M.

    São mais sonhos viscosos com uma frota de 10 subnucs singrando as profundezas do oceano, com scorpenes sem AIP chiquérrimos sendo vendidos a torto e a direita (para venezuela, madagascar e bolívia, este último pago em gases pesados).

    A tamandaré encomendada em mais de 10 unidades, armada até os dentes e com propulsão COGAG, mais 6 FREMM padrão francês, mais 5 WASP’s recheados de F-35B…

    E no fim da noite, o oficial acorda, com um mal cheiro e uma poça na cama, só menos imunda que a própria moral brasileira ordinária.

  10. A Malásia, por sinal país de maioria da população mulçumana, é uma potência emergente, são apontados como um dos “próximos onze”, lista de países com enorme potencial de crescimento econômico, é o maior fabricante do mundo de HD’s, possui muitas fábricas tb de telas de LCD e semicondutores, a Próton, fabricante nacional de veículos inclusive é dona da marca inglesa Lotus

  11. “Bavaria Lion em 25 de agosto de 2017 at 22:34
    Vai ser equipada apenas com os 76mm que tiraram das últimas escoltas afundadas como alvos”
    .
    Cuma?????

  12. Caros é verdade. Me equivoquei quanto ao armamento.

    Então vai ser isso (se for compatível)
    Da Frontin:
    1 – 4.5 inch Mark 8 naval gun (113 mm)
    2 – 40 mm Bofors AA guns
    4 – Exocet, SSM launchers
    6 – 324 mm anti submarine torpedoes

    Da bosísio:

    2 × 2x torpedo tubes for Mk-46 torpedoes
    2 × 6 GWS25 Seawolf surface-to-air missile launchers
    4 × 1 Exocet surface-to-surface missile launchers
    2 × 40 mm Bofors AA guns
    2 × Oerlikon 20 mm cannon

    Saudações.

  13. Eu acho que a Tamandaré seria melhor recebida se a Marinha a construísse com seu próprio orçamento, anunciando, como fonte dos recursos, a redução do seu efetivo ao quantitativo de 2009, ou seja, de 70 para 50 mil marinheiros, e valor máximo de 300 milhões de dólares por 5 unidades, aceita quem quer.
    .
    E conjuntamente com essa medida barganharia com o governo, que ficaria muitissimo satisfeito, por se tratar de redução de custeio, a aprovação de um Prosuper modificado, somente as 4 fragatas 6000t e 2 Navios apoio logístico 23000t, construídos fora, para reduzir o custo, e como condição para a proposta vencedora: o menor preço, e o início do pagamento após a construção do último navio, como a Saab fez no FX2. Independente de quem for o fornecedor, regra simples e clara.
    .
    Seria um orçamento de 3,1 bilhões de dólares, 700 milhões para cada fragata e 150 milhões para cada naplog. E os pagamentos começariam por volta de 2025, ano em que, se tiverem o mínimo de responsabilidade, o país já estará gerando superavit, que seria um facilitador para a proposta.
    .
    Portanto seria um orçamento total de 4,6bi, menor que os 6 a 8bi do Prosuper original, sendo que 1,5bi com orçamento próprio e 3,1bi com orçamento do Tesouro, e com uma forte contrapartida, redução de custo fixo com pessoal, além de uma intensa campanha para esclarecer à sociedade que ficaremos sem navios de superfície em 2025, e que se está comprando o mínimo para se dizer que uma nação tem uma Marinha.

  14. A Bosísio afundou com os lançadores de torpedos, Exocets e Sea Wolf… E de qualquer forma, não se teria armamentos para 4 Corvetas.
    .
    Dá Frontin, ainda existem navios que usam os armamentos, então seria interessante retirá-los para se ter sobressalentes.
    .
    É muito malabarismo pra falar mal.

  15. Walfrido Strobel 25 de agosto de 2017 at 18:04
    Não sabia destas informações acerca da malásia e o sistema educacional. Gostei de saber!
    Abraço!

  16. Realmente Ivan BC, muito interessante, mas como o próprio Walfrido falou ao comentar com uma professora ela condenou a ideia de primeira

  17. Alexandre Galante 25 de agosto de 2017 at 17:34
    US$2.8 billion for 6 ship programme US$466 million each (ceiling price)
    ____________________

    Com “recheio” completo …. “chave na mão” ?
    _____________________

    Quando coloquei há muito tempo no PN a idéia de patrulhas oceânicas …. vixi …. quase fomos linchados …. eu e o Juárez e já falávamos …. “No hay plata”.
    _____________________

    Bela Fragata, mas quase USD 500 mi não é para nosso bico.
    Caso fosse, prefiro as Españolas ou Alemãs em primeira ordem, depois as Koreas.
    _____________________

    Temos que esquecer as Tamandaré, é loucura.
    _____________________

    Temos que terminar as naus patrulhas iniciadas, as que não começaram …. esqueçamos.
    _____________________

    Procurei o custo, não achei.
    Mas a AVANTE 1400 creio ser nossa melhor opção e os españois estão dispostos a negociar.
    Por um bom tempo GFragatas e Corvetas novas estarão fora do radar, vamos com o que temos até moer …..ops …. virar alvo.]
    Lembro que a AVANTE 1400 cobre tranquilamente ZEE’s.
    _______________________

    http://www.navantia.es/ckfinder/userfiles/files/lineas_act/productos%20junio%202017/Avante%201400.pdf

  18. Ivan BC e Airacobra, a ideia de universidades estrangeiras no Brasil ministrando aulas em inglês jamais seria aceita, não sei nem se seria considerado legal ministrar aula em outra lingua em todo o currículo.
    Mesmo que fossem poucas e particulares, na Malásia houve o convencimento da população ficando claro que estas universidades estrangeiras particulares seriam um algo a mais, e não substituiriam as universidades públicas ou rediziriam o investimento do governo em educação.
    Tem várias opções para quem quer uma universidade pública na Malásia.
    . https://m.youtube.com/watch?v=X9PyEc09uCo

  19. O Avante-1400 é o primo mais caro de um Macaé é um NaPa e não de um NaPaOc. Já perguntei algumas vezes, mas vai lá de novo: qual seria o custo de um NaPaOc construído em um casco derivado da Tamandaré, sem sonar, com radar de navegação, de busca, alça optrônica, com duas metralhadoras 12.7 mm e duas 20 mm e como arma principal uma arma de 57 ou 76 mm?

  20. Olá a todos.
    Já que foi levantada a questão sobre o ensino superior, gostaria de contribuir com alguns pontos. Conheço docentes de universidades no Japão e Europa, e todos estão convencidos que ministrar aulas em inglês (onde não se fala inglês) não melhora a qualidade do ensino. Na maioria dos casos, piorou. Sei de uma experiência na Itália que foi um desastre. Outro questão de abrir o mercado para universidade estrangeiras. Isso impacta negativamente na balança de divisas por meio da remessa de lucros e não significa melhor qualidade pois as universidades particulares brasileiras são piores que as públicas. Aliás, quase todo mundo que conheço admite que o gargalo de qualidade está no ensino médio e não no superior.

  21. Bardini,
    .
    Muito embora ainda prefira o caminho que a MB escolheu com a ‘Tamandaré’, cada vez mais me convenço de que o que propôs é sim uma alternativa…
    .
    Se se encomendar uma classe de fragatas da ordem das 5000 toneladas lá para o final de 2023/inicio de 2024, quando o PROSUB ( espera-se ) já terá entregue o ultimo S-BR ( previsto para Dezembro de 2023 ), o primeiro navio estaria em provas por volta de 2028, o que não é nenhum absurdo, se pensarmos bem… E mais: daqui para 2024, haverão navios mais avançados sendo oferecidos e que poderiam melhor satisfazer a MB ( Belharra, Type 31 ou algo mais pesado, como um derivado da F-125 ).
    .
    Nesse instante, construir-se-iam quatro boas OPVs de umas 2500 a 3000 toneladas. Se encomendadas em 2018, as primeiras estariam aqui, no mais tardar, em 2021, podendo permitir uma baixa digna as Type 22. E as ‘Niterói’ e as ultimas ‘Inhaúma’, que se espremam elas até onde der ( provavelmente até 2027/2028, quando todos esses vasos já deverão ter dado baixa ), além da ‘Barroso’…
    .
    Não é o recomendável. Mas, diante da penúria…
    .
    Um derivado dessa Gowind 2500 ou ( sonho… ) um derivado da variante menor do ‘Multi Mission Combat Ship’ americano já estaria de muito bom tamanho… Pra fazer uma UNIFIL e similares, tá valendo…

  22. camargoer 26 de agosto de 2017 at 20:51
    Carmagoer, o gargalo de ensino esta no fundamental. Não se começa uma obra pelo telhado e sim pela base. A “Escola Plural” junto com o patrono da educação no Brasil destruirão a educação no Brasil.

  23. Olá Adson,
    Quando focamos o ensino superior, as habilidades necessárias são adquiridas no ensino médio. Existe uma correlação direta entre o desempenho do aluno no ensino superior com a qualidade cursada no ensino médio. Inclusive, os estudantes que cursaram ensino técnico exibem desempenho superior. Outro fator importante é a escolaridade dos pais dos alunos que ingressam no ensino superior. Quando um ou os dois pais possuem um diploma de ensino superior, o desempenho do aluno também é melhor. Aliás, todos os cursos de engenharia e de ciência estão de um modo ou de outro integrados com as industrias, principalmente nas instituições que possuem pósgraduação. Isso ocorre em SP, em GO ou RS. Todas as universidades brasileiras que conheço, têm seus departamentos/institutos de engenharia ou ciências com laços fortes com a indústria, incluindo o setor veterinário, odontológico e agro. As escolas de saúde (medicina, fisio, enfermagem, etc) também estão fortemente integrados com o sistema de saúde. Em todos os casos, a pósgraduação cria os laços mais fortes.

  24. Camargoer, o objetivo principal destas universidade estrangeiras na Malásia é de ministrar aulas a estrangeiros, por isso não pode ser em malaio, em 2020 serão 200.000 estudantes de 70 países, não tem como isso impactar negativamente na balança de divisas, mesmo com a remessa de lucros das universidades ao país de origem como sugeriu.
    Os estudantes malaios tem que dominar a lingua usada na universidade escolhida se quiser estudar, se não ficam realmente sem entender e o resultado é péssimo.

  25. Olá Walfrido,
    Não estou comentando sobre a Malásia, mas sobre aplicar este modelo no Brasil. Não há razão para ministrar aulas em inglês para a graduação, até porque seria necessário treinar os professores. A dinâmica de uma sala de aula depende muito da capacidade de comunicação do professor. Por outro lado, o uso de ingles na posgraduação é comum. Eu mesmo usei ingles durante meu doutorado no Japão. Era bem legal a comunicação entre estudantes e pesquisadores da Ásia, Europa e Américas cada um com um ingles mais estranho do que o outros (riso). Nosso desafio é atrair estudantes de pósgraduação para realizarem doutorado no Brasil , que possui excelência em várias áreas, como quimica, materiais, medicina, odonto, fisioterapia, terapiaocupacional, sociologia, entre outras. O Japão financia o ingresso de estudantes estrangeiros por meio de bolsas e isenção de taxas, oferecendo ensino gratuito para cursar o mestrado e doutorado nas instituições japonesas (preferencialmente nas públicas).

  26. Bardini
    É uma Corveta, “no tenemos plata” para 1400 muito menos para 2400.
    Mas é uma bela Nau.
    _______________________________

    Solução MO

  27. Macaé:
    “Luiz Monteiro 14 de outubro de 2016 at 18:28
    Quanto aos 3 navios patrulha que estavam em construção no EISA, não existe dívida da MB para com o estaleiro, os pagamentos foram realizados enquanto a construção era feita.

    A MB aguarda decisão judicial para dar continuidade à construção das 3 unidades

    Abraços”

  28. AHTS, creio que o MO pode descrever melhor,
    ele já comentou várias vezes sobre essa Nau,
    inclusive descrevendo multiplas funções e armadas.
    Cerca de USD 49 Mi, ótimos custo x benefício.
    Pés no chão …. ops n’água.
    Essa é nossa realidade.

  29. Olá a todos!
    .
    Eu penso diferente.
    .
    Diante da situação orçamentária que não deve melhorar (seja porque os gastos com ativos e inativos não serão reduzidos e/ou porque o orçamento não vai aumentar tão cedo), o mais coerente é prosseguir no desenvolvimento de submarinos. Este foi o caminho escolhido e devemos seguir por ele. Em breve novos submarinos convencionais devem ser contratados para cobrir a baixa futura dos Tupi. O desenvolvimento do submarino nuclear deve prosseguir, mesmo que isto signifique o fim da marinha de superfície.
    .
    Na minha opnião, o ideal seria:
    – Prosseguir no desenvolvimento de submarinos convencionais e do submarino nuclear, para não perder tudo que já foi gasto até agora.
    – Cancelar as Tamandarés e investir na modernização da patrulha. Pelo preço de uma Tamandaré é possível adquirir de 5 a 8 OPVs.
    – Investir na aviação de esclarecimento e patrulha. Com meios modernos, bem armados e na quantidade necessária; VANTs; monitoramento por satélite.
    – Dotar a FAB de pelo menos 6 esquadrões de caças modernos equipados com um bom missil anti-navio.
    – Fragatas e Corvetas, ficam para o futuro, quando tivermos alcançado a independencia na construção de submarinos convencionais e nucleares; e se a situação orçamentária melhorar. Afinal ter 2 ou 3 fragatas/corvetas não farão a menor diferença .
    .
    Boa parte disto aí, é oque prevê a atual END que, infelizmente, está prestes a ser mudada. Caminhamos para nos tornarmos mediocres em tudo, exatamante oque a atual END tentava evitar.

  30. Pois é, vejam só.

    Realmente, precisa-se de escoltas mas vai ter-se que conformar com OPV’s e olhe lá. Não tem mais escolta, nem tem grana pra mais escolta. Uma marinha patrulheira. E culpa exclusivamente desse cornograma de desembolso pornográfico que faz que cada scorpene (SEM AIP) seja o mais caro do mundo (1 bilhão de euros por cada, que delícia).

    E os A-4 que foram modernizados (só foi um?)?
    Se o pré-sal não foi um tremendo “eike badalo” pra enriquecer lobista chifrudo com pose de megaempresário empreendedor, não vai ter escolta pra proteger o tráfego de petroleiros. Festa pra pirataria, uma vez que não tem escolta, e as patrulheiras são fracas e insuficientes pra garantir a segurança das operações.

    Acostumem-se com as “amazonas” fazendo vezes de navios de guerra, inclusive fazendo viagens intercontinentais (para as quais não foi projetada) em eventos de congraçamento de marinhas amigas. Vai ficar chato mandar para missões da ONU. Assim como ficou chato a solução de certo “ministro de defesa”, de alugar um iate para levar a missão pro Haiti.

    A baixa das inhaúmas será mais rápida que o esperado, uma vez que o nível de desgaste está acima do planejado. Segundo analistas da própria MB, mais duas vão pro saco entre o fim de 2017 e 2018. Servirão para disparar uns foguetões próximos de vencer. Concomitantemente, vão usando as niterói, uma a cada 6 meses, contando com a boa vontade da Rolls Royce de fazer a manutenção das olympus (que são, de maneira muito prática, retiradas das fragatas e enviadas para o Reino Unido para tal), uma vez que não existe classe de navio ativa que ainda usa Olympus. Para usar só a propulsão diesel, o desempenho cai pra 22 nós (tcharam, um patrulheiro de desempenho!).

    No meio disso tudo, pensar em uma gowind e uma belh@rra, pra mim, não deixa de ser engraçado, e, pensar em escoltas de verdade chega a ser tragicômico. Em NAes é caso de manicômio.

    Saudações

  31. “MO 17 de outubro de 2016 at 23:53
    mas o que tem de ruim nos Mururu ?

    outra coisa, pergunta de tonto, pq muita gente fala amem para uma CV em um pais Continental, sem quase ilhas que a esquina fica na africa ??? Pq esta idolatração a uma Tamanduá, o que esta porra vai resolver no meio do atlantico e ate mesmo aqui, que daqui pra la fical longe pra chuxu …. (sem algo oceanico, de combate, para mar mesmo !!!, jura que vcs acham que umas tamanduá resolve nossos problemas (considerando = Tamanho Geografico, localização geografica, TO, eventuais situações de necessidade de utilização …)”

  32. zorannGCC 27 de agosto de 2017 at 12:26,

    Se a Marinha não está disposta à cortar na carne, reduzindo o seu efetivo ao período anterior à END para abrir espaço no orçamento para renovar a Força de Superfície, então eu concordo 100% com o seu pensamento.
    .
    Foca-se nos submarinos, que já estão contratados e em estágio avançado, e transforma a Força de Superfície em uma numerosa força de Patrulha, somados a uma boa aviação de patrulha, Vants e o Sisgaaz.
    .
    E coloca a FAB no jogo, esquadrões de Gripen baseados em Santa Cruz e Natal com bons misseis anti-navio e doutrina voltada para o Atlântico.
    .
    Seria o caminho mais coerente para não perpetuar a política de não terminar nada de começa, de não ter planejamento, de não saber o que se quer. Vamos se bons em negar o mar, e pronto.

  33. RR, eu imagino que pelos próximos 4 anos, o Governo vai ter de se preocupar e muito em como arrumar a casa e os estragos, desta forma, a MB deveria fazer o mesmo. Mas isso também depende muito de quem assumir em 2019…
    .
    Meu “PAEMB” (que sempre muda rsrsrs), se as condições ruins continuarem a persistir, seria assim:
    .
    2018: Focar em terminar a base/estaleiro de Itaguaí. Priorizar o cronograma de entrega dos SBR. Modernizar os navios que ainda podem ter alguma vida útil.
    2020: Contrato de 5 “Corvetas ASuW” derivadas dos Amazonas, uma “Khareef” com o intuito de ser uma espécie de “Floréal Tupiniquim”. Não vamos ter muito o que escoltar mesmo e se for preciso cumprir missões de Patrulha Ultramar, este navio cobre.
    http://www.wrightys-warships.com/uploads/7/4/0/4/7404321/6877326_orig.jpg
    2022: Contrato de uma série de meios de baixa tonelagem que são necessário para assegurar o básico: NaPa 500t BR, NaPaFlu Amazônico, RbAM projetado pelo CPN, NApLogFlu, NAsH, etc… isso de diferentes estaleiros Brasil a fora. Ano de campanha para reeleição, argumento forte de geração de empregos, politicagem adora…
    2024: Com a Itaguaí finalizada e sem os gastos com os submarinos convencionais, 6 Fragatas EG e 1 AOR. Escolta, se for para ter tem que ser algo capaz, pq tudo aqui é feito para durar 50+ anos…
    2028: LHD +12 F-35B, para embarcar um “meia dúzia” no LHD, já que as condições não favoreceram o NAe e a força anfíbia estará só com o NDM, já com um pé na cova.

  34. Acho essa Gowind magnífica, só me parece que o radar 3D fica meio baixo em relação a uma Avante 2400 por exemplo, o que teoricamente iria piorar o horizonte radar…

  35. Bardini os navios da Damen são tops, única ressalva desse modelo é a velocidade, que é bem baixa, de resto aparenta ter um ótimo custo x beneficio.

  36. Peço desculpas aos amigos, mas ainda não vejo vantagem em relação as classe apresentadas como “solução” em relação a classe Tamandaré.
    De acordo com o site abaixo, cada Khareef saiu por US$210 milhões (conta de padaria), e isso em 2013; e não as vejo mais armadas ou tão mais baratas.
    Concordo que esta Gowind tem linhas mais suaves e gostei bastante do visual, mas em termos de armamentos e para o que se destina, os Tamandarés são o possível agora e desempenham uma função a mais, com o desenvolvimento doméstico. Algo que seria o caminho natural se houvessem recursos de forma contínua.
    http://militaryedge.org/armaments/khareef-opvs/

  37. Quanto aos AHTS no lugar dos NaPa 1800, concordo. Com uma nova motorização, sistemas e equipamentos adequados, seriam bem interessantes e, talvez, baratos.
    Digo “talvez” pois não sabemos o quanto sairia está adequação aos termos militares.

  38. A maioria de nós aqui sabe que este aí da DCNS, ou a Tamandua, não servem como substituto adequado de uma escolta de verdade para um país com um grande litoral aberto.
    O ideal seria navios do porte das atuais T 22(4.000 tons +) com espaço para um certo crescimento e futuro mod,e pelo menos uns três navios de 5000+ com viés AAW, um mix de oito a dez do primeiro, três ou quatro do segundo, nada de viagens na maionese, rodados por uns oito Napaocs pelos menos.
    O caminho que a Marinha quer seguir vai tentar tapar um pé e destampar o outro.
    A única marinha de verdade da América latina, a Chilena nos dá o exemplo: Tem oito escoltas de verdade, agora rodeados por quatro Napaocs e com plano de construir mais dois e nada de “Corvetas”, porque tem um litoral aberto e enorme9a exceção fjords do sul).

    G abtaço

  39. Ainda insisto, construir 7 NaPaOc no casco da Tamandaré e umas duas dezenas Napa 500BR, só a partir daí pensar em corvetas e fragatas. Enquanto isto termina-se os quatro sub, o estaleiro e base naval. Dá-se uma “recauchutada” em nossas fragatas para esticar sua vida por uns 10 anos.

  40. Bom dia Bardini, concordo em parte com sua proposta, principalmente no que tange as Khareef, pois já utilizamos as Amazonas, é um bom navio, equilibrado, só deixa a desejar na capacidade ASW, mas nada que não possa ser alterado, outra coisa que eu mudaria seria a colocação de algum ciws sobre o hangar

  41. Amigos,
    .
    É evidente que ninguém espera que um NPaOc vá substituir uma fragata em tudo…
    .
    Contudo, nesse instante da história, existe uma necessidade de vasos dedicados as missões que mais são executadas pela Marinha, que são necessariamente as de cunho policial.
    .
    Nesse interim, um navio dotado apenas do necessário para tanto, e com uma capacidade secundária de cumprir missões ASuW, penso que seria suficiente. Nesse nicho, há a ‘Gowind’ da DCNS e suas variantes menores ( talvez algo derivado da ‘L’adroit’ seria o “mais em conta” dentre os ‘Gowind’, dentro da faixa dos US$ 80-90 milhões ), a variante menor do ‘Multi Mission Combat Ship’ da Lockheed, variantes da classe ‘River’ da BAe, derivados dos modulares SIGMA ( como a recente aquisição da Marinha Mexicana; um derivado da 10514 ), e variantes da ‘Avante’ da Navantia.
    .
    Todos esses navios, grosso modo, cumpririam bem a missão de uma OPV passível de ser convertida para um vaso de combate, com capacidade para exercer missões em forças de paz além-mar ( como a UNIFIL, que tem exigido muito de nossas cada vez mais valiosas fragatas ).
    .
    Se estivermos pensando em um vaso derivado de um desses, de umas 2500 toneladas, e em configuração de OPV, improvável que R$ 1 bilhão não cubram ao menos três navios. Isso, ao longo dos próximos cinco anos, é algo que acredito ser possível pagar sem causar impacto considerável no minguado orçamento de que se dispõe hoje e se disporá nos próximos anos.

  42. A classe “Khareef” tem o que os “Amazonas” não tem. O Hangar e Radar 3D. De resto, é só tirar os Sylver A-35 e os 12x Mica que o navio fica bem mais em conta.
    .
    Coloca-se um módulo com 3 células do ExLS, com 12x CAMM em quad-pack e fechou a conta. Se for para se ter algo ainda mais barato, Simbad-RC.
    .
    Não compraríamos o caro MM-40 Block III Exocet, seria MAN SUP ou o que tiver no paiol.
    .
    Também não precisamos de dois canhões 30mm DS30M, duas metralhadoras 20mm GAM-BO1 já servem.
    .
    Esse navio não tem como custar muito mais que U$ 200 milhões com este arranjo.
    Acho que cabe no nosso bolso.

  43. Bardini, na minha singela opiniáo de ignorante naval, fica a mesma coisa que a Tamanduá,e vai acabar custando mais do que uns 300 milhões, agora se deixar ele mais light, com apenas o canhão de proa, um 20mm e duas .50 remotas, talvez uma lançador Simbad RC, com o hangar aí talvez passe passe raspando nos 200 milhões, talvez.

    G abraço

  44. Bardini 28 de agosto de 2017 at 15:53
    Bardini, vc como infinitamente mais experiente que eu, faça um esforço de calculo e tente estabelecer um valor aproximado de um NaPaOc no casco Tamandaré com esta mesma configuração.

  45. Ádson, sou só um “achista”…
    Sei de nada.
    .
    Não tenho motivos para ter tanto amor pelo casco da Tamandaré. Na minha cabeça, deveria ser um NaPOc desde a prancheta e não uma “Corveta Emprego Geral”.
    .
    Um NaPOc para patrulhar por aqui não deveria custar muito mais que U$ 100 mi.
    Um NaPOc equipado para Patrulha Ultramar não deveria custar muito mais que U$ 200mi.
    Isso na minha cabeça…
    .
    A Tamandaré deveria ser isto. Um NaPOc com um derivado para missões de Patrulha Ultramar. Ajudaria a aliviar o sufoco das baixas das Fragatas até que se tenha condições de comprar um verdadeiro substituto para as Niterói, que estão aí até hoje e asseguraria o básico, a patrulha do nosso quintal. Mas querem enfeitar demais algo que deveria ser simples…

  46. Bardini, é o que estou falando. Um NaPaOc, com todas suas características. Sem sonar, sem torpedos, sem mísseis anti navio, sem misseis aa. No máximo como armamento de cano principal que também pudesse ser usado como ciws. Quem sabe um 40mm ou o russo Pantsir M. De resto seria o casco e propulsão da Tamandaré. Tenho um palpite, e só um palpite, que sairia por algo em torno de 100 milhões, e de quebra criaria escala para uma futura construção de corvetas, barateando as mesmas.

  47. Isso seria um NaPaOc. Isso seria um NaPaOc barato e nacional. Isso seria criação de escala e treinamento de mão de obra de uma industria necessária para autonomia nacional. “Há, na China, RU, Coreia ficaria mais barato”, mas mandaria divisas p fora, não manteria uma industria INDISPENSÁVEL para a Marinha.

  48. Construção de sete NaPaOc nestes moldes que se juntariam aos três Amazonas, perfazendo dez, que seriam distribuidos dois por salvamar, talvez só um para salvamar sul. Construção de mais 25 Macaé, alé dos dois já operativos e dos três a serem retirados do Ilha, a serem distribuídos 5 por Distrito, isentando os Distritos 6º,7º e 9º. Para estes três últimos há de se ver meios específicos. A partir dai preocupar-se-ia com corvetas, fragatas, flogistica, tanque, etc. Começa-se pelo começo. Na realidade, tirando-se o CF, nossa Marinha acabou. Como meios tem-se um monte de coisas que flutuam, que só não viram alvos por que não temos coisa menos ruim. Temos uma Marinha de um navio doca, uma corveta razoável e outra meia boca, um sub. O resto é resto. Ou começa-se de baixo ou nunca teremos Marinha novamente.

  49. Carlos Alberto Soares 29 de agosto de 2017 at 19:44
    Carlos Alberto, se não tivermos as reformas rápido o deficit só aumentará. As despesas do GF aumentam automaticamente. A legislação foi formando pequenas armadilhas de 88 para cá e elas são acumulativas. As despesas com o funcionarismo aumentam ano a ano mesmo que não haja contratação. As previdências estão todas erradas. Etc, etc. Ou Temer faz as reformas ou o ultimo a sair apague a luz. As reformas, até no entendimento de Dilma, Lula e PT, são necessárias, só que os que estão fora do governo hoje, voltaram a fazer a política do “quanto pior melhor”.

  50. O que faz um navio ser melhor do que outro?
    Seu peso?
    Seu tamanho?
    O número de mísseis e canhões que transporta?
    Seu alcance?
    Algumas vezes parece que determinado navio é muito maior que outro mas não leva mais armamentos.
    O que vai definir o resultado de uma batalha?
    O número de mísseis? A qualidade de tais mísseis?
    Por que não se pega um navio mercante qualquer e colocam um radar e mísseis?
    A turma sempre complica…
    Um valemax, encomendado pela vale, por valor estimado em 1,5 bi de reais, transporta 400.000 toneladas…
    Umas 200 vezes a capacidade de uma corveta.
    Já imaginou pegar um bicho desses, colocar uns 200 mísseis?
    Uns 5 helicópteros?
    Capacidade antisubmarino, etc?

  51. Lembro que, em outra postagem, se não me engano o Dalton informou que um navio tem 50% do seu custo, aproximadamente, em armamentos; portanto se um Tamandaré tem custo estimado em US$450 milhões, dentro dessa lógica o custo básico seria de US$225 milhões. Mesmo retirando tudo dela, não dá pra sair por menos de US$200 milhões….
    A MB iniciou estudos para tentar reduzir o custo da construção para uns US$350 milhões, se vai conseguir ou não, já é outra história.

  52. Roberto Bozzo 29 de agosto de 2017 at 22:25
    Roberto, quem recebe os quase 40% de impostos pagos na construção de um navio no Brasil? O governo! Ou seja, 350 – 50%=175 – o imposto que retorna pro governo = 175 – 70 (40%)=105

  53. Sobre a questão dos custos, acredito que uma opção viável de menor custo para a defesa AA seria justamente o Aspide 2000. Algumas fontes citam que MB teria comprado mais de cem unidades para as Niterói, o que significa que temos um razoável estoque. O míssil ainda é produzido e comercializado pela MBDA, e tem mostrado um resultado satisfatório em baterias terrestres. Poderíamos comprar lançadores usados, numa configuração única com oito mísseis ou dois lançadores com seis, cada. Fora isso, seria necessário apenas os diretores de tiro, que certamente já existiram de qualquer forma para guiar o canhão.

    Pelo que pude observar, uma corveta Khareef teria espaço suficiente para receber um lançador padrão acima do hangar. Só teria que observar, neste caso, a questão do peso, mas acho que não seria um impedimento.

  54. Com U$ 200 mi dá para contratar a aquisição de um baita de um Navio Patrulha. Coisa que serviria até para mandar para essas UNIFIL da vida e outras encrencas que arranjam, que não deveriam ser prioridade, o que tornaria o navio ainda mais barato.
    .
    O preço da Tamandaré é uma peça de ficção. Ontem eram U$ 450 mi, hoje já se fala em mágicos U$ 350 mi, mas não se sabe o que “desapareceu” ou omitiram. Daqui 10 anos, quando entregarem a primeira “Corveta de Enganação Geral”, é capaz de estar custando mais de U$ 550 mi.
    .
    A Barroso, que ficou “só” 14 anos em construção dando dor de cabeça, parece que teve um custo final de U$ 263 mi…
    .
    Um navio do mesmo porte sendo feito dentro do prazo (difícil mas não impossível, depende do tipo de financiamento), com maior nível de simplicidade, arranjo CODAD, sem capacidade ASW, apenas defesa de ponto, canhão, metralhadoras e um radar 3D…
    Não tem nada de outro mundo que faça o navio custar mais que U$ 200 mi.

  55. Bardini, a defesa de ponto, tipo CIWS, pode engajar alvos na superfície dispensando, no caso dos NaPaOc, o canhão.

  56. Srs
    Se o objetivo é dotar o país com uma boa Guarda Costeira, o mais lógico é, hoje, investir em aviação de patrulha (aviões, drones, helicópteros e até “blimps”), o que seria muito mais efetivo para cobrir o mar territorial e ZEE, investindo depois em navios de apoio mais flexíveis como a sugestão do MO (AHTS). Não tem sentido queimar dinheiro em uns poucos navios de patrulha (esqueçam a cena romântica de um poderoso NAPAOC perseguindo a toda velocidade um navio pirata) como não tem nas sonhadas e discutidas Tamanduás.
    Quanto as participações da MB em ações da ONU e em operações como a antipirataria, o sensato é abandonar tais arroubos e arquivar isto para quando houver mais din din e, pelo menos, a nossa, finalmente, assumida GC consiga manter todo o nosso mar territorial e ZEE sob vigilância e apoio a navegação.
    O que não tem sentido é considerar navios de patrulha como parte de uma armada, o que em caso de guerra é, apenas, oferecer bons alvos para a prática de tiro.
    Se é para ser GC, que se leve a sério a questão de patrulha contra ilícitos e operações de socorro e se é para uma marinha de guerra, que se pense em uma esquadra que possa cumprir sua função em caso de guerra e seja uma força dissuasiva minimamente razoável (algumas corvetas não servem nem para intimidar a marinha da Bolívia).
    Sds

  57. A única saída pra escolta na nossa ex-marinha seriam algumas OHP frigates, porém, tenho muitas dúvidas se haveria recursos para operá-las. É um navio que está em compatibilidade de design com as Vosper mk.10, porém, muito a frente em propulsão, uma vez que as turbinas GE ainda são fabricadas e têm manutenção contínua.

    Segundo a wiki, ainda existem 5 para vendas estrangeiras. Dependendo do estado, provavelmente seria o caso de dispor das niteróis e sua manutenção de olympus absurda (talvez utilizá-la como patrulheira apenas com a propulsão diesel), e empregar as OHP.

    Se precisar de reforma, manutenção, ou qualquer coisa do tipo que ultrapasse 5 milhões de trumps por navio, já é melhor esquecer, voltar e deitar em berço esplêndido onde 4 subs e 1 insubmersível garantem a segurança de uma costa continental.

    Saudações.

  58. Olá Bavarian
    Segundo uma entrevista do comandante da MB, não existe nenhum navio usado disponível para a MB adquirir por meio de uma compra de oportunidade, exceção talvez do Ocean da Royal Navy. Como o ProSuper está congelado, só resta à MB o projeto das Tamandaré. Talvez a MB pudesse contratar a construção de duas ou três NPaOc Amazonas. As Tamandarés não são para substituir o ProSuper, mas é o que dá para fazer agora.

  59. Olá Bavarian,
    Reli a entrevista e fica claro que a MB prefere operar as Niterói do que adquirir outros navios usados. Faz sentido se considerar que o pessoal da manutenção tem o histórico de cada navio, conhece o equipamento e tem muita experiência. Na entrevista ainda é mencionado que 2 das Niterói e a Barroso serão modernizadas em breve. Ele menciona a questão dos estaleiros nacionais onde poderão ser construídas as novas Tamandaré, mas que Itaguaí ficará dedicada apenas ao ProSub.

    http://www.planobrazil.com/insiderentrevista-85-minutos-com-o-almirante-eduardo-leal-ferreira-comandante-da-mb-e-algumas-surpresas-sobre-os-rumos-que-ele-ainda-pretende-imprimir-a-forca/

  60. As OHP devem estar muito desgastadas. Acho que só valeria se fosse por um preço bem baixo e no máximo duas unidades, pra ajudar a segurar as pontas enquanto outros projetos não saem do papel,

  61. Bom dia Camargoer

    Acredito que o almirante quer comprar o Ocean pra fazer a patrulha sobre o oceano de helicóptero.

    Seria uma boa aquisição se o preço fosse bem camarada, imagino…

    Porém, as OHP já foram motivos de posts aqui mesmo no naval, inclusive no último junho, porém parece que a USNavy foi mais rápida e pretende recolocar na ativa os 8 vasos que dispõe (http://www.naval.com.br/blog/2017/06/14/marinha-dos-eua-estuda-reativar-oito-fragatas-oliver-h-perry/).

    Tendo por base que a última venda desse classe de belonave foi ao Paquistão em 2010 por 78 milhões de trumps, de todo modo, não dá pra gente mesmo. Uma pena.

    Saudações.

  62. Olá Bavarian
    Na entrevista do Comandante da MB, ele menciona que desconhece a disponibilidade de escoltas usadas que poderiam ser adquiridas pela MB, mas menciona que 3 Niteróis e a Barroso serão modernizadas em breve. Ele também menciona que a MB prefere operar as atuais escoltas do que adquirir navios usados com capacidade igual ou pior do que as que a MB possui. No fim, menciona claramente que as Tamandaré serão construídas em estaleiros nacionais e que cada um terá um valor de cerca de 350 milhões de dólares.

  63. Acredito que o almirantado não entende que sem política de estado para defesa a melhor opção é a encomenda em estaleiros estrangeiros de projetos já testados. É mais rápido, mais barato e confere a Marinha alguma capacidade de combate. O PROSUB tem o perfil ideal, no sentido de trazer empregos e investimentos? Sim, mas um equilíbrio entre esse modelo de construção nacional de submarinos e aquisição de escoltas é mais “pé no chão”.

  64. Ádson 29 de agosto de 2017 at 19:27
    “Mostra de desarmamento do Napaflu Parati amanhã. Sem previsão de reposição.”

    Perdão Ádson, mas o Parati não é NaPaFlu, ja foi muito chamado de NaPaCo, mas a nomenclatura correta dele é NaPa, pode operar cerca de 90% em rios, mas ele não é navio patrulha fluvial.

  65. Olá Eduardo,
    A conta é outra. Se você fabricar no Brasil, uma substancial parte dos recursos será para salários, movimentando a economia local e impactando no PIB. Além do maior benefício social que é gerar empregos, parte dos recursos volta para a o governo como impostos e contribuições previdenciárias, o que diminui o impacto do gasto nas contas públicas. Também reduz o impacto na balança porque agora apenas uma parte dos equipamentos será importada, não o navio todo. Outro impacto importante é que uma grande parte dos materiais será adquirida no Brasil, gerando demanda em muitas empresasa que estão com capacidade ociosa, garantido empregos indiretos, mais impostos, etc. Se o custo de um corveta for de 350 milhões de dólares (praticamente um bilhão de reais), a gente pode chutar (conta de padaria) que metade deste valor ficará no Brasil (em reais). Só em impostos e previdência, pode chegar a 150 ou 200 milhões de reais (isso representaria uns 20% do custo). Além disso, a experiência da Niterói mostra que se o navio for construido no Brasil, isso impacta na manutenção e na longevidade do equipamento. E nem falei nos ganhos estratégicos.

  66. Caro Eduardo,
    Discordo quando você diz que os comandantes da MB (e mesmo das outras forças) teriam dificuldade de compreender e aplicar uma política de defesa que atenda aos interesses do país e das forças (precisa anteder as duas). Aliás, do que conheço a administração pública, tanto no setor militar quanto no setor civil de ciência e tecnologia, o pessoal entende muito. E dificilmente você verá uma turma mais engajada com o país do que nos setores de militares e nos setores civil de ciência e tecnologia.

  67. Ádson 29 de agosto de 2017 at 22:33
    Roberto Bozzo 29 de agosto de 2017 at 22:25
    Roberto, quem recebe os quase 40% de impostos pagos na construção de um navio no Brasil? O governo! Ou seja, 350 – 50%=175 – o imposto que retorna pro governo = 175 – 70 (40%)=105

    Boa tarde.

    Ádson, as empresas e estaleiros que participarem e/ou contribuírem com a construção dos Tamandaré serão, com certeza, inclusos no BID, portanto terão taxas e impostos diferentes do usualmente cobrados no mercado, portanto estes 40%seriam bem reduzidos.
    Além de linhas de financiamento especiais junto ao BNDES.

  68. Camargoer.

    Obrigado pelas considerações. Talvez possa ter me expressado mal, não questiono a capacidade dos militares de compreender e aplicar uma política de defesa que atenda aos interesses do país e das forças, tenho os militares em mais alta conta. A questão é que o comandante máximo das Forças Armadas, o presidente da república, não entende e/ou não tem vontade política, pelo menos os últimos não tiveram. Não contamos com política de estado para as Forças Armadas, temos política de governo, que dura quatro anos, ou oito. Considero ideal o modelo de construção nacional mas acho que é preciso um pouco de pragmatismo.

  69. Olá Eduardo,
    Sobre o Temer, não sou capaz de manifestar minha opinião (riso) mas acredito que compartilhamos da mesma opinião. Umas das coisas interessantes da administração federal é que grande parte das coisas técnicas são decididas dentro das estruturas do funcionalismo depois de muito estudo e debate. Claro que muitas vezes a coisa é interrompida na esfera política, mas a marguem deles não é tão grande assim… boa parte da máquina pública funciona com certa autonomia técnica.
    Olá Bavaria,
    Na entrevista, foi mencionado que 3 Niteróis e a Barroso serão modernizadas, mas não disse o que será modernizado. Ele mencionou que o armamento da Niterói (F40) não está completamente operacional, mas que ela tem suficiente capacidade para patrulha oceânica, o que seria umas das preocupações da MB.

  70. Adson, baixa sem reposição é uma realidade da MB do inicio dos anos 2000 para ca, estranho seria ver uma baixa com reposição imediata ou baixa programada com a entrada em serviço do substituto, como vemos em marinhas de países sérios

  71. Camargoer escreveu:

    “Só em impostos e previdência, pode chegar a 150 ou 200 milhões de reais (isso representaria uns 20% do custo).”

    Meu Deus, continuam na idade média, isto acima não é para ser o trunfo e sim um dos maiores males do empreendedorismo industrial neste pais, é um dos grandes fatores que a construção naval está emperrada, junto com com a CLT de Mussolini.

  72. Ari, é justamente o tom de minha mensagem. Tirando o Tikuna, a Barooso e o Bahia desde o ano 2000 o que foi incorporado e o que deu baixa? Teve também os três Amazonas e duas Macaé, mas esses são patrulhas, não são propriamente marinha e sim guarda costeira.

  73. Ádson, baixas de 2000 pra ca na esquadra:
    S Tonelero
    NAeL Minas Gerais
    NDCC Duque de Caxias
    NTrt Soares Dutra
    NTrt Custodio de Melo
    NTrt Ary Parreiras
    Ct Pará
    Ct paraiba
    Ct Paraná
    Ct Perbambuco
    Fragata Dodsworth
    Fragata Bosísio
    Cv Inhauma
    Cv Frontin
    NDD Ceará
    NDD Rio de Janeiro
    NT Marajó
    NAe São Paulo

    Incorporações na esquadra no mesmo periodo:
    NAe São Paulo (baixa no mesmo periodo)
    S Tikuna
    Cv Barroso
    NDCC Garcia D’Ávila
    NDCC Almirante Saboia
    NDM Bahia

    Isso contando somente os navios da esquadra, sem contar os meios distritais

  74. Quais escoltas estão em condições de serem modernizadas? As seis fragatas da classe Niterói? Alguma Type 22?

  75. “Além do maior benefício social que é gerar empregos, parte dos recursos volta para a o governo como impostos e contribuições previdenciárias, o que diminui o impacto do gasto nas contas públicas.”

    Eu, realmente, devo ser de Marte, foram impostos e cargas tributárias cobradas sobre trabalho, prestação de serviços e produção, ao invés de sobre lucro, que levaram a indústria deste país, dentre elas a naval, ao colapso total e tem gente que acha isto “muito bom”.
    Realmente, a única saída é aeroporto internacional mais próximo

    G abraço

  76. Eduardo…
    .
    a “Defensora” deverá retornar ao setor operativo ano que vem…após 8 anos de manutenção,
    portanto ela não será alvo de “modernização”e das 5 restantes especula-se que 3 ou 4 poderão ser “modernizadas”… quais delas não foi divulgado.
    .
    Nenhuma das duas T-22s deverão ser mantidas por mais tempo além do planejado, que se lembro bem seria 2019 e 2020…40 anos para navios que não passaram pelo “MODFRAG” que
    as 6 “Niteróis” passaram entre o fim da década de 90 e meados da década de 2000, está de bom tamanho.
    .
    abs

  77. Juarez 31 de agosto de 2017 at 10:39
    Juarez, acho que ninguém acha essa carga tributária benéfica, mas quando o “freguês” é o próprio governo, a carga tributária que inviabiliza a produção, exportação, tem que ser abatida do custo, pois é o governo que pagará mas receberá parte de volta. Caso a compra seja no exterior esta parte não retorna para o governo. Simples assim e de fácil compreensão.

  78. Ádson, como deixei claro no primeiro e no ultimo paragrafo citei somente as baixas e incorporações dos navios da esquadra e dos meios distritais, no caso os navios da força de minagem não fazem parte da esquadra, mas sim da força de minagem, que é subordinada ao Comando do Segundo Distrito Naval, sendo assim, um meio distrital, bem como os navios patrulha que tambem são meios distritais

  79. Perdão, quis dizer:
    …citei somente as baixas e incorporações dos navios da esquadra e NÃO dos leios distritais…

  80. Airacobra, citei a força de minagem por achar que ela devia ser subordinada a esquadra e não a um Distrito Naval. Não justifica uma força de combata ser subordinada a uma força “policial”.

  81. Se contar os meios distritais a conta fica mais negativa ainda, com as unicas aquisiçoes de fazem diferença sendo os 3 classe Amazonas e os 2 classe Macaé

  82. O Estado Malaio é ROYAL , quando o nosso era Imperial éramos uma Potência Naval , depois com a Republiqueta KAPPUT. como por várias vezes comentei , todos nos passam até os que não existiam , é a nossa falta de Vergonha Republiquetana permanece ,Salvem, a Republiqueta Corporativista e Sem Vergonha do Brasil , Pluk , Plak ,Zum nunca nos levará a lugar nenhum !!

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