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Austrália lança ao mar o Sydney, terceiro destróier de defesa aérea

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Futuro AWD Sydney
Futuro HMAS Sydney

O terceiro e último Air Warfare Destroyer, foi lançado em Adelaide, completando um programa que fornece à marinha seus mais potentes navios de guerra

O Sydney (indicativo visual 42), terceiro e último destróier de guerra aérea (Air Warfare Destroyer) da Austrália fornece à defesa “capacidade muito séria”, diz o ministro da Defesa, Christopher Pyne, completando um programa que fornece à Marinha Australiana seus navios de guerra mais potentes.

Falando no lançamento ao mar do Sydney, Pyne disse que em Adelaide o novo navio era o mais moderno de seu tipo.

“Um destróier de guerra aérea protege as fronteiras do norte da Austrália. Ele tem uma capacidade significativa em termos de sonar, radar, mísseis e autodefesa”, disse ele no sábado.

“E continuará a evoluir.”

O destróier Sydney agora vai ser finalizado antes de começar os testes no mar. Espera-se que entre em serviço completo com a Marinha Australiana no final de 2019.

Tal como os seus navios irmãos, o HMAS Hobart e o HMAS Brisbane, o Sydney tem 146 metros de comprimento com um alcance de cerca de 5.000 milhas náuticas, ou cerca de 9.000 quilômetros, e uma velocidade máxima superior a 28 nós.

Air Warfare Destroyer Sydney
Air Warfare Destroyer Sydney

Ela terá uma tripulação de 186 pessoas e é propulsado por uma combinação de turbinas a gás e motores diesel que impulsionam hélices em dois eixos.

Os destróieres estão armados com sistemas de mísseis e possuem tecnologia de chamarizes de mísseis.

Eles também estão equipados com um convés de voo e hangar para um helicóptero.

O HMAS Hobart foi lançado em Adelaide em 2015 e incorporado em setembro do ano passado.

O Brisbane foi lançado em 2016 e deverá ser comissionado ainda este ano.

O lançamento do Sydney ocorre com a diminuição dos trabalhos de construção naval em Adelaide com o programa de destróieres de A$ 9 bilhões.

O programa foi afetado por problemas em seus primeiros anos, com atrasos e perdas de custos, mas foi recentemente removido da lista de projetos de preocupação do departamento de defesa.

O governo federal moveu-se para reforçar a indústria de defesa naval no sul da Austrália com uma decisão de produzir alguns navios de patrulha oceânicos em Osborne, juntamente com a próxima frota de fragatas da marinha e futuros submarinos, fornecendo ao longo de décadas atividade contínua e suporte a milhares de postos de trabalho.

O gerente geral da Air Warfare Alliance, Paul Evans, disse que os três destróieres foram o resultado de uma grande cooperação entre a indústria e a defesa.

“Juntas, a AWD Alliance trabalhou para transformar um local abandonado em um estaleiro em funcionamento que continuou a melhorar processos, habilidades e eficiência”, disse Evans.

O Commodore Craig Bourke, gerente de programas do AWD, disse que os destróieres são os navios de guerra mais poderosos da Austrália, com capacidades antissubmarino avançadas e um sistema de defesa aérea capaz de engajar aviões inimigos e mísseis.

FONTE: SBS News

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Tamandaré
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Tamandaré

A gente aqui só sonha…. 🙁 Com 3 destes, mais 9 fragatas e 6 corvetas eu estaria feliz! hehehe

willhorv
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willhorv

Ohh…..tem que ser número par!!
Se não, como vamos dividir pelas duas frotas que também terão 2 PAs….
Kkkkk

Victor Filipe
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Victor Filipe

Alguém poderia me elucidar sobre as capacidades desses navios? não conheço nada deles. mas pelo menos são bonitos

Fernando "Nunão" De Martini
Editor

Victor,
Costumo incentivar quem tem essas dúvidas a pesquisar aqui mesmo, digitando o nome da classe no campo busca do blog, que costuma abrir um mundo de informações nas matérias anteriores e em seus comentários. Pra facilitar:

http://www.naval.com.br/blog/?s=Hobart

Victor Filipe
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Victor Filipe

VLW Nunão

willhorv
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willhorv

Ponha no Google….HMAS Hobart classe…
Para mim, poderia até ser classificada como fragata.
E 2 AAW e 4 ASuW/ASW estariam perfeitas para o prosuper, uma vez que estão na faixa de 6.000 Ton.
Só poderiam vir com o radar Spy6 novo né, assim como no bloco 3 dos Arleigh Burke.

Dalton
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Dalton

“Arleigh Burke bloco 3″…na verdade “Flight 3” só para 2023/2024…e são necessários navios maiores que um “Hobart” se for considerado o mesmo armamento e outras características…os “Burkes III” para conservar o armamento dos atuais Burkes precisarão ser ligeiramente aumentados e modificados.

Renato Barcellos
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Renato Barcellos

A Marinha do Brasil já deveria possuir belonaves desta envergadura. É muito atraso. O fato da MB ainda estar pensando em Corvetas é de certa forma louvável. Mas se pensarmos seriamente na questão e no tamanho da área e riqueza a ser protegida e poder de persuasão que se necessita, as Tamandaré são insuficientes. Elas podem ser sim o início de alguma coisa séria na MB, mas… longe de resolver os problemas que são imensos e não se resolvem da noite para o dia. As tiazinhas já estão em tempo de aposentadoria. Digo que a MB já devia ter em… Read more »

Roberto Bozzo
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Roberto Bozzo

Para efeitos de informação, o programa AWD custará perto de US$7 bi mais o programa de fragatas ASW da Austrália que custarão perto de US$18 bi, isso em dólares americanos, dá perto de US$25 bi. Estes são os valores para a remontagem da frota da MB. É muita grana. Agora, estes navios são lindos, só acho que 48 VLS é pouco para AAW e a defesa de ponto, com apenas um Phalanx também é pouco; por ser um navio de defesa aérea de média/longa distância para a escolta da classe Canberra, ele, classe Hobart, também será um alvo de maior… Read more »

Almeida
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Almeida

Bozzo, os SM-2 (U$ 750 mil a 1 milhão cada) e ESSM (idem) são armas caras, colocar 32x SM-2 mais 64x ESSM em um navio desses custa praticamente U$ 100 milhões!

Ademais, com essa quantidade eles conseguem tranquilamente rebater dois ataques de saturação de 16 mísseis anti-navio cada e ainda sobra.

Se você estivesse falando dos Daring britânicos ou Horizon franco-italianas eu até concordaria, uma combinação de 48 Aster 15/30 pode ser pouco em um cenário realmente de altíssima intensidade onde eles teriam que ficar em estação por mais tempo. Mas 96 mísseis é uma quantidade mais do que adequada.

Bob Joe
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Bob Joe

Tô distribuindo babadores aos demais. Kkk… Realmente são belos navios.

Dalton
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Dalton

Poderá ser uma grande adição a um “CSG” da US Navy também, , provavelmente em uma futura patrulha do USS Ronald Reagan, já aconteceu antes.

Marcos10
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Marcos10

PIB
Brasil US$ 1,8 tri
Austrália US$ 1,2 tri

População
Brasil 207 mi
Austrália 24 mi

Como, com tão pouco, eles conseguem fazer tanto?
Simples! Trabalham. Aqui, não. Aqui parte da população tem de sustentar a outra. Os parasitas x os escravos.

Hélio
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Hélio

Eu digo que parte nenhuma se sustenta. A diferença é que eles trabalham e não arrumam desculpa.

Almeida
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Almeida

Você mesmo já respondeu sua própria pergunta:

PIB 1,8 tri / 207 mi de habitantes = 8.700 dólares per capita

PIB 1,2 tri / 24 mi de habitantes = 50.000 dólares per capita

O Brasil tem necessidades sociais (educação, saúde, segurança pública, etc) muito maiores que as da Austrália. E isso tem um custo.

willhorv
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willhorv

Pensando que a belonave possui apenas mísseis terra ar nesta versão, poderiam ser 32 silos com SM-2 e 16 silos com Essm Rim 162 em quadripack, o que dão 64 mísseis…
São 96 mísseis para interceptação!! Suficiente não?
Eu adoraria ainda uma configuração em camadas…
32 Sea ceptor (defesa de ponto 25 km)
16 Sea ceptor ER (defesa de ponto extendida 50 km)
16 Essm block 2 (defesa aérea – 100 km)
32 Sm2 de defesa de área (até 200km)
Sem contar os 8 mansup….

Dalton
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Dalton

Pelo que já li nem todos os silos estarão preenchidos e isso é válido até para à US Navy e à Austrália em particular não conta com um grande estoque de mísseis…há de se considerar os que estarão disponíveis para embarque, os que estarão em manutenção e mesmo uma reserva…mesmo tratando-se de apenas de 3 navios, dos quais no máximo dois estarão disponíveis para missões será com sacrifício que se terá mísseis suficientes para dois deles. . Considerando que pelo menos dois mísseis são reservados para cada alvo e os navios não podem ser reabastecidos de mísseis em pleno mar,… Read more »

willhorv
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willhorv

Perdão….SM-6 no lugar do SM-2…que é a evolução deste….

Bardini
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Bardini

Não faz sentido.
.
Pega e enche esses navios de ESSM e SM-2 Block IIIB como eles fizeram, que é sucesso…

Otto Lima
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Concordo, Bardini: cada SM-6 custa US$ 4 mi e, em um cenário mais tenso, a RAN dificilmente operaria fora do cobertor da 7ª Frota da USN. Portanto, pelo menos neste momento, o combo de ESSM e SM-2 Block IIIB que você sugeriu está de bom tamanho.

Clóvis Henrique Arrué
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Clóvis Henrique Arrué

Gostaria que alguém com conhecimentos do assunto (infelizmente não é o meu caso) apresentasse um comparativo entre o que seria a “marinha ideal” X a “marinha possível” para as condições brasileiras. Nosso país não é esse “lixo” que muitos brasileiros consideram. A nossa economia é uma das maiores do planeta, o nosso parque industrial é um dos mais diversificados do hemisfério sul do mundo. Temos sim, condições de ter forças armadas adequadas para proteger o nosso patrimônio natural, nossas riquezas… O que não temos é gente comprometida com esses objetivos… Então? Tem por aí alguém com conhecimentos para “desenhar” o… Read more »

Humberto
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Humberto

Clóvis Henrique Arrué 23 de Maio de 2018 at 11:26 Meu caro, a marinha possível é o que temos hoje, mas vamos por partes. O Brasil não é esse lixo, estamos passando por uma época que muitos desacreditam, muito disto é porque o pais meio que está acordando com os problemas como corrupção e incompetência dos nossos governantes, para quem tem mais de 50 anos sabe que evoluímos e muito nas últimas décadas, ainda lembro da época que os postos não eram abertos nos finais de semana (pois o Brasil não tinha moedas fortes em caixa para comprar petróleo após… Read more »

Dalton
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Dalton

Clóvis… . todos aqui tem suas ideias próprias do que seria ideal para “proteger o nosso patrimônio…” e contra quem esse ideal bastaria, ou não, pois depende também de quem seria o hipotético agressor, muitos certamente defenderiam à construção de armas nucleares/termo nucleares e mísseis de longo alcance,então, é um pouco complicado estabelecer o que é adequado ainda mais quando não se tem nenhuma ameaça real em potencial…certamente o caso do Brasil é muito diferente de países que estão potencialmente sob fogo e mesmo precisam de alianças militares com suas benesses e obrigações também. . Concorda-se que nossas forças armadas… Read more »

Delfim
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Delfim

Quando não se sabe quem seria o “possível agressor” pode ser qquer um, de uma lancha uruguaia a uma task force americana com apoio da OTAN.

jodreski
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jodreski

Convenhamos: se for Task Force americana só há dois países no Globo que eu acho que seriam loucos suficiente de não irem para os meios diplomáticos: Rússia e China
E na minha opinião o desfecho será o mesmo: vitória americana, China daria um trabalho maior que os Russos. Mas os 3 são potências nucleares, então a possibilidade dos 3 se envolverem em conflitos de grandes proporções tende a zero devido ao bom senso e uma coisa que todo ser humano tem: medo!

jodreski
Visitante
jodreski

Só não vamos nos esquecer que o orçamento de Defesa Australiano é bem parecido com o nosso orçamento. Quando vemos a disparidade de força entre os dois países acho que fica bem claro a todos os leitores que estamos gastando muito mal o dinheiro que o governo federal aloca para o setor. Enquanto nossas forças gastarem entre 70 a 80% de sua verba em folha de pagamento ficará muito difícil para qualquer uma das 3 forças poder se equipar como o país realmente precisa. Infelizmente o setor público é um enorme cabide de emprego de baixíssima produtividade e não seria… Read more »

Fernando "Nunão" De Martini
Editor

Jodreski, Até onde sei, o financiamento do programa naval australiano ultrapassa bastante o orçamento da Marinha de anos passados, sendo encarado como um investimento de escopo nacional, e não só da Marinha Real Australiana. Está sendo combinado a um aumento do orçamento de defesa do país para 2% do PIB, por volta de 2020-2021 para ser bancado, segundo documento em pdf a respeito desse reequipamento, do qual reproduzo alguns trechos abaixo da página 112, com os valores, mas que pode ser consultado na íntegra, assim como outras informações, nos links: http://www.defence.gov.au/NavalShipBuilding/Plan/Docs/NavalShipbuildingPlan.pdf http://www.defence.gov.au/NavalShipbuilding/Plan/Docs/NSPFACTSHEET.pdf http://www.defence.gov.au/NavalShipbuilding/Plan/Default.asp FUNDING 7.24 The Government’s investment in Navy… Read more »

Luiz Floriano Alves
Visitante
Luiz Floriano Alves

Mas, se vamos “desenhar” uma frota para combater inmigos não potentes, então fica mais simples armar esses navios. Basta seguir com o que tinhamo nas Niterói, com melhores radares e outros meios eletrônicos, que estaremos bem servidos e a um custo bem baixo. Mas, se formos pensar em enftrentar ataques de misseis a nivel de saturação e dar resposta, o preço é bem mais salgado. Só o custo da munição de exercícios (misseis) será e quebrar o caixa da MB. Iso que não temos rail gun da LM, dotados de projeteis inteligentes e com disparos custando mais de um milhão… Read more »

Esteves
Visitante
Esteves

Comparar despesas de defesa pelo PIB nos leva a concluir que fazemos mal feito. E não acredito nisso. Nós ainda temos práticas jurídicas e contábeis portuguesas que nem os portugueses ainda mantém. Embargos de declaração e embargos de embargos de declaração são algumas. Regime de Caixa e outra. O PIB e a soma de todos os resultados. Exportações e impostos básicamente. Ainda falta a Balança de Pagamentos porque nenhum país vive só de receitas. Tem que descontar importações e despesas. No Regime de Caixa o governo vai gastando o que entra. Se tiver despesa orçada e a arrecadação não atingiu… Read more »