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Marinha Real Britânica perdeu metade dos navios desde 1990

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HMS Somerset, fragata Type 23
HMS Somerset, fragata Type 23

O número de navios da Marinha Real (Royal Navy) foi reduzido pela metade nos últimos 25 anos, provocando temores de que a Grã-Bretanha não domine mais os mares.

Segundo dados oficiais, havia 11 submarinos e 66 navios de superfície na Marinha Real em abril de 2013, cinco navios a menos que em 2010.

Dados do mesmo ano também revelam que o número de porta-aviões foi reduzido de dois para zero.

Em 1990, a Marinha Real Britânica tinha uma frota de 138 navios e 33 submarinos, o que marca uma preocupante retração de 60% no número de navios de guerra que a Marinha tem agora, revelaram números do Ministério da Defesa.

Destróieres da Marinha também foram cortados de 13 unidades para apenas seis em um período de 25 anos, bem como fragatas, das quais 12 das 25 foram perdidas, reduzindo o total para 13.

A redução nos navios da Marinha está relacionada a cortes no orçamento de defesa, o que significa que os britânicos não podem ter as 2.000 embarcações que a Marinha Real Britânica teve durante a Segunda Guerra Mundial, mas o declínio nos navios de guerra chegou a um ponto em que o Reino Unido não pode mais reivindicar ser o mestre dos mares.

Entre 1988 e 2013, o PIB fez com que os gastos com defesa fossem reduzidos quase pela metade, colocando o Reino Unido em risco.

Os gastos de defesa da Grã-Bretanha foram reduzidos a quase metade desde o fim da Guerra Fria, onde o orçamento caiu de 3,8% do PIB para apenas 2,2%, o que afetou o desempenho da Marinha.

Em 2017, a Marinha Real e os fuzileiros navais reais tinham 29.580 pessoas, significativamente menor do que a RAF, que tinha 30.850, e 78.410 do Exército.

Apesar dos cortes no orçamento de defesa, dois novos navios estarão nas águas em breve.

HMS Queen Elizabeth
HMS Queen Elizabeth

O HMS Queen Elizabeth é um deles e entrará em serviço em 2020 e é o mais poderoso navio de guerra a ser construído pelo Reino Unido, com 65.000 toneladas com uma velocidade máxima de 25 nós.

Embora os militares russos tenham ridicularizado o navio como “um alvo grande e conveniente”.

Mas enquanto os gastos com defesa foram reduzidos, o dinheiro dos contribuintes foi arrecadado para a saúde no mesmo período, de acordo com dados do Comitê de Defesa da Câmara dos Comuns.

A Grã-Bretanha é um dos poucos países europeus que não corresponde à meta de gastos de dois por cento do PIB da Otan em defesa.

A última vez que o fez foi em 2013, quando atingiu o pico de 2,2%, embora o governo tenha se comprometido a atingir a meta da Otan no futuro.

Mais cedo, Theresa May insistiu que a Grã-Bretanha continuará sendo uma “nação líder em defesa” em meio a relatos de que questionou o nível de capacidade militar de que o país precisa.

Após as negociações em Downing Street com o secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, a primeira-ministra disse que o Reino Unido manteria uma série de capacidades – incluindo convencional, cibernética e nuclear.

Ela disse que uma reportagem sugerindo que ela desafiou o secretário da Defesa, Gavin Williamson, a justificar o status do país como um poder militar “de primeira linha” não era “correto”.

O Financial Times relatou que a Sra. May havia enviado “ondas de choque” através do Ministério da Defesa depois de dizer ao Sr. Williamson que ele precisava repensar as capacidades que o Reino Unido precisava para uma força militar moderna.

Falando em coletiva de imprensa conjunta com o Sr. Stoltenberg, a Sra. May disse: “O Reino Unido é um dos principais membros da aliança Otan. Somos uma nação líder na defesa e isso vai continuar.

“Somos o segundo maior orçamento de defesa da Otan. Somos o maior orçamento de defesa da Europa.

“As reportagens que você leu não estão corretas. Nós continuaremos a ser o principal contribuinte para a aliança, mas também uma nação de defesa líder. Continuaremos a gastar 2% de nosso PIB em defesa.

“Continuaremos a contribuir de diversas formas através das capacidades convencionais, cibernéticas e nucleares”.

Express.co.uk entrou em contato com o MoD para comentar.

FONTE: Express.co.uk

18 COMMENTS

  1. Estamos vendo a decadência da OTAN, todos os países membros reduziram suas FFAA, enquanto isto, Rússia, China, crescem mais que todas as outras nações do Ocidente. Que irá acontecer em 10 anos, eles vão dominar os mares.

  2. É isso, mesmo, produção?
    “A Grã-Bretanha é um dos poucos países europeus que não corresponde à meta de gastos de dois por cento do PIB da Otan em defesa.”

  3. China sim, está crescendo mas a Rússia muito longe de ser sombra do que foi.
    E não, não vão dominar os mares em 10 anos, por sinal a antiga URSS nunca dominou os mares, mesmo no auge da época da guerra fria. A China está crescendo, mas muito longe da quantidade, qualidade e doutrina das marinhas americanas, inglesas, japoneses e coreanos.
    Agora, o crescimento das forças armadas chineses realmente é impressionante.

  4. As embarcações não tem mais o poder de outros tempos. Mesmo como plataformas de lançamento de misseis de longo alcance não se igualam as plataformas de lançamento de ICBM. Isso não quer dizer que são desnecessárias. Sempre teremos uma situação em que o soldado/marinheiro terá que empunhar uma arma e forçar o inimigo a desistir de seus intentos..

    • Engano seu, Luiz, os mísseis intercontinentais baseados em submarinos é que garantem a destruição do inimigo mesmo após um primeiro ataque. Os ICBM baseados em terra podem ser destruídos ou neutralizados em um ataque pré-emptivo, inclusive por EMP (Pulso eletromagnético).

  5. Os 2% gastos em defesa vão ser bastante discutidos esse mês, então eu recomendo a todos que tem interesse em discutir orçamento a leitura deste estudo recente, lançando antes do encontro da NATO que deve ocorrer agora, em Julho.
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    É algo fundamental para entender o que vem acontecendo na NATO.
    https://csis-prod.s3.amazonaws.com/s3fs-public/publication/180703_Hicks_CountingDollars.pdf?ODJoCMVuu4utZMU.R1Y14EFdp.ma7JEc
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    É importante também fazer uma leitura e estudar este trabalho e, sim, fazer um paralelo com o caso do Brasil.
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    2% do PIB deve ser pensado como uma “régua” para avaliar a “saúde” de uma Força, no tocante a capacidades.
    2% do PIB deve ser aliado a outras medidas, para fundamentar um estudo.
    É importante dar atenção aos 20% do orçamento aplicado em aquisição de equipamento, que a NATO recomenda. Não chegamos nem perto desse patamar…
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    Em questão de “Troop contribuiton”, temos um paralelo bastante agravante, que é o fato dos constantes envolvimentos em diversas operações “mão amiga”, que sugam muito dinheiro do “braço forte”.
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    A questão no âmbito da NATO que trata de integração, poderia ser abordado no Brasil com a visão de integração entre as três forças e as próprias estruturas das 3 Forças, que no estagio atual ainda é muito fraca…

  6. Bardini, concordo plenamente, entretanto, vemos os nossos políticos pouco ligando, não acho que os comandantes militares não possuem um poder de influenciar estes mesmos políticos para que eles pensem e tratem de dispor de verbas para nossas forças armadas, nossos vizinhos latinos estão aos poucos se Armando, ainda não fazem frente, e amanhã?

    • O problema não são só os políticos, eles são resultado de um problema. São “gente como a gente”. Não foram instruídos sobre o tema… Embora eu, como “autodidata em defesa”, me considero muito mais preparado que 99% deles para discutir sobre defesa.
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      Falar de político é a visão rasa do assunto. “Falta de vontade política”…
      Um grande fator problemático no Brasil, é a responsabilidade que os militares tem de fundamentar o que é ou não prioridade em termos de defesa no Brasil. São eles que decidem praticamente tudo. E é difícil/complicado para muita gente entender isso.
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      No UK por exemplo, é diferente, como você poderá constatar na matéria seguinte a essa, que trata da discussão dos dois partidos na câmara.
      Os políticos lá debatem aberta e ferrenhamente para onde vai o rumo do UK, para onde vai ser destinado o dinheiro e no que ele vai ser aplicado e na quantia que vai ser aplicado. Eles debatem qual vai ser o projeto que vai seguir ou não. Eles debatem projeto de Estado!
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      Aqui, as Forças Armadas bolam projetos para cumprir sua missão constitucional e vão até a brasília pedir dinheiro. Ponto. Não existe projeto de Estado. Existe projeto dos militares… Alguns viram “projetos estratégicos”, o que é uma burrice sem fundamento, pq ai acontece como o caso do PROSUB, onde virou prioridade enquanto o resto da MB, que tem extrema importante definha, a espera de recursos que nunca virão.
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      Os militares recebem o orçamento e cada força gasta de acordo com suas necessidades, que elas mesmo estipularam… Praticamente não existe discussão. Perceba o quão grave isso é: Não se dissemina esse debate com a população. O certo é o que os militares querem e ponto final. Eles só vão lá para Brasília para pedir mais dinheiro. E todo ano segue a mesma ladainha de sempre.
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      Vai mudar?
      Não… Todo ano vai continuar sendo a mesma choradeira. Os militares vão pra lá com cara de mendigo pedir esmola. Vão passar horas apresentado as mudanças que não mudam nada, vão ficar horas dizendo que não tem onde cortar, que precisam de mais dinheiro… E no final, vão escutar político perguntando sobre soberania de Alcântara e outras baboseiras ideológicas. Pq? Pq criou-se uma cultura de que político não precisa discutir defesa.

      • Discutir com quem da população?
        Quem sabe mais q 99% dos militares?
        Saber “tin tin por tin tin” das peças de um carro e sobre as leis de trânsito não significa absolutamente nada sobre saber dirigir.
        Achar q o Alto Comando das Forças não se falam ou gastam a culha, só demonstra o q já se sabe, q não conhecem como estruturar demandas em governos q não planejam nada.
        Uma coisa está certíssimo.
        Não há Projeto de Estado, ou seja, a pedra fundamental para estruturação de qq política de Estado.
        Mas…. tem gente q sabe muito por aí q deveria ser consultado….

  7. Parabéns Barrichello: “O número de navios da Marinha Real (Royal Navy) foi reduzido pela metade nos últimos 25 anos, provocando temores de que a Grã-Bretanha não domine mais os mares.”. Os EUA dominam os oceanos, a China o Mar Amarelo e a Rússia os Mares Cáspio, Negro, Branco, de Kara, de Barents e de Okhostk.

  8. O Mattis foi levar sua preocupação com o enfraquecimento da UKRN. Ha! Ele tá é fazendo figa. Se eu fosse americano ia adorar ver a nação que mais fez pra ferrar a América (não só na guerra da independência ou durante a guerra civil, mas mesmo na primeira guerra mundial) se ferrar e perder o orgulho de ex-soberana dos mares (que, de qualquer forma já não era durante quase todo o seculo XX, quer seja por falta de dinheiro ou por falta de patriotismo do inglês médio).
    Mas eu sou brasileiro…

    • Engano seu Alex…isso tudo é passado…o Reino Unido é o maior aliado dos EUA e eles
      tem “sangrado” juntos recentemente, portanto é do interesse dos EUA que o Reino Unido permaneça militarmente relevante.
      .
      E o tamanho da Royal Navy começou a despencar com o fim da II Guerra…unicamente
      porque simplesmente não se podia mais bancar e tripular tantos navios…não fosse pela necessidade de se ter submarinos de propulsão nuclear armados com mísseis balísticos a Royal Navy até poderia ser um pouco maior do que é ou ter quase tantos navios como a “marinha japonesa” que os tem em maior número até porque não precisa investir em grandes submarinos de propulsão nuclear.
      .
      A Royal Navy é bastante similar em número e capacidade à marinha francesa que outrora
      também foi significativamente muito maior.

  9. A Europa do século XXI repete o mesmo erro dos romanos… Roma foi invadida pelos bárbaros, espero que a história não repita seus acontecimentos.

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