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Turquia vai fornecer 4 corvetas MILGEM à Marinha do Paquistão

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Corveta MILGEM TCG Büyükada (F512), classe Ada na Marinha Turca

A Turquia venceu a concorrência para fornecer quatro corvetas à Marinha Paquistanesa, anunciou o ministro da Defesa, Nurettin Canikli, no dia 5 de julho, descrevendo-o como o maior acordo de exportação militar da Turquia e “um dia muito importante” para a indústria de defesa do país.

Canikli fez sua declaração em uma coletiva de imprensa em Montenegro, onde ele está fazendo uma visita para realizar reuniões.

“Uma concorrência aberta pela Marinha do Paquistão para fornecer quatro corvetas acabou de ser concluído, e a Turquia venceu a licitação”, disse o ministro à agência Anadolu (AA).

Pouco depois, as autoridades turcas e paquistanesas assinaram o acordo em uma cerimônia em Rawalpindi com a presença do vice-ministro da Defesa e presidente da Diretoria da Fábrica Militar e Corporação de Gestão de Estaleiros (ASFAT) e várias outras autoridades.

Uma apresentação antes da cerimônia de assinatura deu detalhes sobre as quatro corvetas e o processo de venda. As negociações começaram em 2015 e a primeira demanda de compra foi feita em 2017, enquanto as negociações finais de venda duraram 12 dias.

“É um projeto multi-bilionário e, como a Turquia, realizamos um projeto sofisticado no campo internacional pela primeira vez. As negociações estavam em andamento há mais de seis meses e concluídas após um período realmente difícil e exaustivo; foi assinado hoje, “Canikli disse.

O resultado da concorrência é importante para mostrar o ponto em que a indústria de defesa turca chegou, disse Canikli, observando que a Turquia venceu vários países poderosos por meio de uma oferta muito boa, tanto em termos de qualidade quanto de preço.

Corveta Milgem vista pela popa
Corveta Milgem vista pela popa

Em maio de 2017, a Turquia e as empresas de defesa paquistanesas assinaram um contrato de boa vontade para a construção de quatro corvetas turcas da classe Ada MILGEM (National Ship) no Estaleiro Karachi. No acordo final, dois navios serão construídos em Istambul e outros dois em Karachi. Duas das corvetas se juntarão ao inventário das Forças Navais do Paquistão em 2023 e as duas restantes em 2024.

O primeiro navio será construído em 54 meses e os demais serão construídos em 60, 66 e 72 meses, respectivamente.

As corvetas, que podem navegar ininterruptamente por 15 dias, terão 99,56 metros de comprimento e 14,42 metros de largura, com velocidade máxima de 26 nós.

O acordo também inclui o compartilhamento de informações de engenharia e engenheiros de treinamento.

O Projeto MILGEM (Navio Nacional) foi iniciado no ano 2000 para projetar e construir localmente uma frota de corvetas e fragatas polivalentes que substituirão navios mais antigos.

A Turquia construiu quatro corvetas até agora no âmbito do programa, batizadas de TCG Heybeliada, o TCG Büyükada, o TCG Burgazada e o TCG Kınalıada, enquanto o quinto navio está em construção.

O objetivo do país é construir oito corvetas dentro do escopo do programa.

A construção de todos os quatro navios da atual classe Ada – batizada em homenagem às Ilhas dos Príncipes de Istambul – foi realizada pelo Comando do Estaleiro das Forças Armadas Turcas (TSK) da Marinha de Istambul.

Turquia e Paquistão desfrutam de relações fraternas e têm profunda cooperação no campo da defesa, incluindo o treinamento de militares.

Anteriormente, em junho de 2016, a empresa de defesa turca Defense Technologies and Engineering (STM) venceu a licitação para modernizar os submarinos do Paquistão contra seu concorrente francês DCNS (atual Naval Group), que é o projetista e fabricante dos submarinos. A STM também projetou o Navio-Tanque de Frota da Marinha do Paquistão (PNFT), de 158 metros, construído pelo Estaleiro e Obras de Engenharia de Karachi, e comissionado em 2018.

Recentemente, em maio, Ancara e Islamabad assinaram um acordo para a venda de 30 helicópteros de ataque turcos. O helicóptero T129 ATAK foi desenvolvido pela Turkish Aerospace Industries (TAI) e AgustaWestland (atual Leonardo Helicopters), com sede na Itália.

FONTE: Daily Sabah

16 COMMENTS

  1. Os caras estão fortes nesse mercado, talvez a proposta turca possa ser a melhor em matéria de transferência de tecnologia e levar a disputa….

  2. Bonitas, parecem ser bem equilibradas, mas torço por alguns navio entre 3000 e 4000 toneladas, uma fragata, como alguém já disse um navio que já substituisse a altura as FCN, algo como 6 a 8 fragatas entre 3000 / 4000 ton, e de 4 a 6 fragatas de 6000/7000 toneladas já tava bom demais para MB, dava para levar as próximas 2 décadas de boa, sem sonho impossivel!

  3. Pergunta que não quer calar: estão dizendo que cada uma sairá por US$ 150.000,00 (cento e cinquenta) milhões de dólares, por este valor nossa marinha consegue comprar seis com a verba que estão disponibilizando. É verdade ou sonho??? Elas vêm armadas ou só a estrutura???

  4. Informação fornecida plano naval, consta na redação, pode ser erro, seria bom demais, manda sair meia dúzia e passar régua.

  5. Belos navíos esses!! Muito uteis para o Paquistão vom sdu litoral pequeno e a encrenca(Índia) bem do lado.
    Mas usando do achismo que me cabe, creio que nem ela nem a Tamandaré seriam o ideal.
    Pelo histórico de longas missões humanitárias em agias distantes, eu iria de Iver Hutfield e para vigilância litorânea, metia mesmo os OPVs chineses que a a a Argentina queria, já que temos muitos compromissos comerciais com a China que são um atraso para nossa indústria, melhor tirar algum proveito, mas isso é apenas achismo saudações.

  6. Bonitos navios, parabéns a Turquia e Paquistão, duas grandes potências militares mulçumanas do Oriente Médio, no final do vídeo bela imagem da bandeira da Turquia que remete a do Império Otomano

  7. Para cobrir as grandes distancias do nosso litoral não podemos ter corvetas com pouca velocidade. A marca dos 30 nós é uma boa referencia. Quem tem pouco litoral até pode usar barcos de 24 nós. E, para isso é necessário maquinas centradas um turbina a gás. Diesel é muito confiável e de manutenção mais acessível, mas consome mais tonelagem que pode ser aproveitada para carga útil. Hoje em dia até os navios de cruzeiro turístico não abrem mão de maquinário potente e ocupando pouco espaço e tonelagem.

    • Luiz,
      A maioria dos navios de cruzeiro utiliza grandes, pesados e volumosos geradores diesel que fornecem energia para motores elétricos.

      Sobre velocidade de 30 nós, isso é velocidade de pico, para uso em situações bem específicas e preferencialmente por pouco tempo, e não para atingir longas distâncias, pois o consumo geralmente quadruplica em potência máxima. Por exemplo, um navio que tenha alcance de 4000 milhas náuticas a 20 nós terá esse alcance diminuído para 1000 milhas náuticas se viajar a 30 nós.

      O que mais se está buscando atualmente em diversas marinhas é capacidade de manter velocidade de cruzeiro relativamente mais alta, em torno de 20 nós, sem precisar usar turbinas quando em sistemas CODAG, CODOG e variações, ou todos os motores diesel quando em sistemas CODAD.

      Corvetas ou fragatas que consigam manter perto de 15 nós em cruzeiro econômico com 1/4 da potência total instalada, e cerca de 20 nós em cruzeiro rápido com 1/2 da potência, têm sido a regra, independentemente da velocidade de pico (que nos últimos tempos também tem sido “rebaixada” de 30 para uma faixa entre 25 a 28 nós em boa parte dos projetos, não só de corvetas mas também de fragatas).

  8. Nunão
    Concordo com as tendencias de muitos fabricantes, que vc detalhou muito bem. Ainda acho que no nosso caso poderíamos nos espelhar na classe Arleigh Burke, de fragatas americanas. Dentre os dados divulgados temos: “speed – in excess of 30 kn.; range – 4.400 nmi a 20 kn.” Pode não ser mais consentaneo com economia, mas, em combate, poder de fogo e velocidade são cruciais no desfecho do conflito. A proposito, será que o Brasil vai se candidatar a compra de oportunidade das A.Burke australianas? Abço.

  9. Nunão
    Sempre com a razão. Sim confundi com as da classe Adelaida do tipo OH Perry. Foram construídas no estaleiro Todd Pacific Shipyards no estado de Washington, e estão para dar baixa. Acho uma escolta interessante apesar daquele canhão principal no centro do barco. Abçs.

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