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Almirante Leal Ferreira: legado e sucessão no Comando da Marinha

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Por Roberto Lopes
Especial para o Poder Naval

O carioca Eduardo Bacellar Leal Ferreira, que assumiu o comando da Marinha do Brasil (MB) a 6 de fevereiro de 2015, aos 62 anos de idade (completaria 63 em junho daquele ano), entrou para a história da Força como um chefe conhecedor das necessidades e problemas da corporação. E, nos estritos limites da sua disponibilidade orçamentária, um chefe realizador.

Nesse contexto ele (1) concentrou esforços nas aquisições de oportunidade – como o porta-helicópteros Atlântico, o navio-doca Bahia e alguns navios de operação offshore (rebatizados na MB como Navios de Apoio Oceânico) – que não lhe deixassem perder de vista o objetivo central de viabilizar a construção das corvetas Classe Tamandaré; (2) reduziu a um mínimo as baixas de navios que, apesar de cansados, não poderiam ter reposição imediata; (3) apoiou o plano de aproveitar unidades antiquadas, como as fragatas classe Niterói, para funções menos sofisticadas (como o patrulhamento das águas jurisdicionais e o treinamento de pessoal), e (4) se empenhou em soluções criativas para aumentar a presença da Marinha em regiões remotas, que ainda não podem ser protegidas por meio de embarcações, helicópteros ou sensores modernos.

Assim, depois de, a 7 de junho último, ter ativado a Agência Fluvial de Caracaraí, no estado de Roraima – a 266 km, em linha reta, da fronteira com a Venezuela –, a Marinha  se prepara, agora, para distribuir mais uns 40 ou 50 militares pelas três agências que irá criar na sensível fronteira do Acre com o Peru – nos municípios de Feijó, Sena Madureira, e Rio Branco.

O discurso oficial sobre os motivos dessa expansão é o de sempre: conscientizar os moradores da Região sobre a importância da segurança da navegação e da prevenção à poluição hídrica, necessidade de regularizar as embarcações que transitam pelas principais hidrovias locais (Rios Acre, Purus, Iaco e afluentes), efetuar perícias e inspeções navais, além de orientar sobre o uso, pelos aquaviários, dos equipamentos de proteção individual.

Extraoficialmente sabe-se, contudo, que entre os objetivos da disseminação da presença da Marinha está a vigilância sobre os diferentes tipos de ilícitos que se valem dos cursos dos rios e igarapés em meio à mata fechada: o narcotráfico, o transporte de insumos para a fabricação de entorpecentes, o contrabando de armas portáteis (das menores às mais pesadas) e o tráfico de pessoas ligadas aos diferentes grupos guerrilheiros que atuam na Amazônia peruana.

Concepção em 3D da corveta classe Tamandaré
Concepção em 3D da corveta classe Tamandaré

Tamandaré – A Administração Leal Ferreira tem sido dominada por alguns temas centrais, como o esforço de manter no rumo (e no ritmo) o Programa de Desenvolvimento de Submarinos (PROSUB) e o plano de obtenção dos escoltas Classe Tamandaré.

O planejamento para a fabricação dessas quatro corvetas/fragatas leves vem produzindo decepções, ilustradas pelo desinteresse na disputa por sua fabricação do estaleiro espanhol Navantia e das indústrias navais da China e da Coreia do Sul.

A fixação da MB em exigir que os estaleiros estrangeiros apresentem propostas para a construção do navio de 2.790 toneladas concebido pelo Centro de Projetos de Navios da Marinha, sofre uma indisfarçável rejeição dos fornecedores. Algo que até mesmo os oficiais que cuidam do assunto na Diretoria-Geral do Material e na Diretoria de Gestão dos Programas Estratégicos da Marinha já admitem.

Nas últimas horas, o Poder Naval apurou: o Programa Tamandaré – que, se esperava, pudesse obter embarcações por um valor unitário entre 270 e 320/350 milhões de dólares – não conseguirá ser viabilizado nem mesmo com uma verba total de 1,6 bilhões de dólares. O mais provável é que saia por um montante entre 1,8 e 2 bilhões de dólares.

E esse é um valor que, na Marinha do Brasil, representa um importante obstáculo.

Explosão de mina ao lado do caça-minas sueco classe Koster
Um caça-minas sueco classe Koster

Na verdade, até mais do que isso: um montante que se transforma em um empecilho para o destrancamento de alguns outros projetos urgentes da corporação, como a revitalização de três fragatas Classe Niterói – há mais de um ano “em fase de estudos” – e o início da renovação de meios da Força de Minagem e Varredura.

A Marinha precisaria de uma quantidade entre seis e oito caça-minas modernos (três deles para serem sediados em sua nova base naval de Itaguaí, no estado do Rio), mas, em um primeiro momento, conseguirá comprar apenas dois, usados, da classe Koster sueca, oferecidos pelo Grupo SAAB por um valor em torno dos 200 milhões de dólares.

A esses os almirantes brasileiros pensam em somar, em um primeiro momento, mais dois barcos novos.

Cada caça-minas de última geração – seja ele sueco, inglês ou italiano – com todos os recursos necessários ao cumprimento de sua missão , não sai por menos de 200 milhões de dólares.

Se optar por um navio menos completo e, consequentemente, menos eficaz, a MB consegue um preço unitário menor.

As vantagens da proposta da SAAB é que ela, além de oferecer um par de embarcações modernizadas no elevado padrão operacional da marinha sueca, não exige que a MB se comprometa a comprar mais unidades de imediato. A oferta permitiria que fossem compradas só as unidades de 2ª mão agora; as outras poderiam ser encomendadas a curto prazo (um ou dois anos).

A aquisição dos caça minas estava prevista para o segundo semestre deste ano, mas isso ainda dependerá de uma liberação de recursos, hoje incerta.

Submarino Riachuelo em construção no Complexo Naval de Itaguaí, no Rio de Janeiro
Submarino Riachuelo em construção no Complexo Naval de Itaguaí, no Rio de Janeiro

A fabricação dos submarinos Classe Scorpène no complexo naval industrial de Itaguaí também avança arrostando as limitações geradas por um fluxo de caixa irregular.

Os dois primeiros navios – Riachuelo e Humaitá – poderão ser entregues ao setor operativo da Esquadra até o fim de 2022, ou seja, com um atraso considerado pequeno, de até 12 meses. Mas o Tonelero, que tem seu lançamento ao mar previsto para setembro de 2021, e o Angostura, que deve ver a água em dezembro de 2022, só serão entregues ao Comando da Força de Submarinos (na melhor das hipóteses) entre os anos de 2024 e 2025 – mesma época em que a Força estará recebendo seus primeiros escoltas Classe Tamandaré.

A questão é como a Esquadra irá se aguentar até lá.

Navios da Esquadra na Operação Aspirantex-2018

Consultas – Ao sucessor do almirante Leal Ferreira será impossível não executar um programa de baixas em unidades importantes da Força de Superfície – fato que, em si, não representará uma discordância da política do atual Comandante da Marinha.

A gestão de Leal Ferreira encontra bom respaldo no Almirantado, e talvez por isso o Comandante averigue com tanta discrição qual nome, entre esses quatro estrelas, reúne, hoje, maior grau de unanimidade para contar com o seu apoio no momento em que for necessário encaminhar a sucessão.

Em conversas privadas, e de forma bem sutil, o almirante Leal Ferreira vem recolhendo opiniões sobre os colegas mais bem cotados para liderar a Marinha.

Por enquanto, os três nomes que surgem com mais força são os do secretário-geral da Marinha, almirante Liseo Zampronio, um paulista que foi Comandante-em-Chefe da Esquadra; o do diretor geral de Desenvolvimento Nuclear e Tecnológico da Marinha, almirante Bento Costa Lima Leite de Albuquerque Júnior, um submarinista; e o do Comandante de Operações Navais, Paulo Cezar de Quadros Küster.

Nota do Editor: os grifos em negrito são de responsabilidade do articulista.

112 COMMENTS

  1. Tenho acompanhado os bastidores dentro do que é veiculado na trilogia as rotinas e as dificuldades das treis forças nacional e em especial a MB a pelos menos 5 anos. A atuação do atual comandante da Marinha Sr. Comandante Eduardo Bacellar Leal tem sido de um gestor que enfrenta dificuldades orçamentárias, atrelado a uma esquadra velha e com necessidades de manutenções complexas, falta de modernizações e aquisições de meios novos. Desativou o SP mas, no geral desativou poucos navios sempre na esperança de repará los, ao contrário da gestão anterior sem planejamento. Sua administração está sendo positiva. A um bom tempo não se fala em tantas boas notícias, possibilidades e modernização como o retorno da defensora embora, nao se sabe quando, desenvolvimentos tecnológico como o mansup, aquisições significativas que ocorreram em 2015 para cá e previsões principalmente para 2018 e 2019.Tem feito muito com menos e com muitas dificuldades orçamentárias tem agarrado às compras de oportunidades e sobretudo sabendo comprar. As perspectivas são muito boas para MB. Com todas as dificuldades acho que a partir ainda de 2018 a MB vai estar comissionando pelo menos uma embarcação por ano por estes 7 anos sendo na sua maioria compras de oportunidades. Helis retornando de modernização, possibilidade de compra de helis de ataque, fundo de marinha mercante, reforma e ativação dos estaleiros da MB….. Quanto ao futuro comandante espero que dê continuidade ao trabalho do Bacellar – que seja pragmático para lidar com baixo orçamento, que seja politico para subir em tribunas do congresso e defender os projetos da MB como fazer vigorar os 10℅ do FMM, pois pelo jeito não sai nesse ano eleitoral, royaltyes do pré sal, que seja um gestor administrativo para rever os gastos da MB com contigente humano elevado, pensões e inativos…., que seja um estrategista para definir o destino da aviação naval de asa fixa, se vai encarar a reforma do SP ou se vai mandá lo em definitivo para desmanche, que desenterre o Prosuper, que seja auto ditada para acompanhar as tecnologias de defesa nas grandes potências navais e angariar tecnologia, parcerias e sobre tudo ter conhecimentos sobre tendência de mercado de defesa para definir qual a melhor escolta para MB.

      • Se fosse algo em torno de 200, 300 milhões de dólares, valeria a pena reativar o São Paulo.
        Mas, alguns colegas aqui já disseram uma cifra de 1,5BI… Ai realmente fica difícil.
        Verdade esse número?

        • Vicente,

          Há diversas matérias publicadas aqui sobre as estimativas de custo para a reforma completa do NAe São Paulo, antes do navio ser desativado. Use o campo busca do blog (lupa no canto superior direito da página) e boa leitura!

          • Tá certo, vi que as reclamações quanto ao A12 São muitas e bem contundentes.

            Então esqueçamos ele.
            Vamos investir no PHM Atlântico, transformar ele em navio capitania de respeito, com armas e sensores de ponta!

            Simbad para defesa de ponto não serve…

            Abraço.

          • Concordo que o navio precisará de defesa de ponto melhor que lançadores Simbad, mas por enquanto não vejo possibilidade para isso (já se raspou o tacho dos recursos não destinados a outros programas para não perder essa boa compra de oportunidade). E não vejo problema algum que inicie o serviço na MB com o armamento que se tem disponível para intalar nele. Mais tarde vejo sentido em que se busque padronização com outros sistemas de defesa que estejam nos novos navios de escolta que entrarem em serviço.

    • Porque não rebocar o porta aviões para a região amazônica para funcionar como aeródromo e base militar flutuante, ancorado definitivamente em um rio capaz de suportar seu calado?

      • Manoel,

        Que tipo de aeronaves, e para quais missões, você acha viável operar num navio-aeródromo “ancorado definitivamente em um rio” na Amazônia?

        • Por que não, ao invés disso, construir uma pista com toda a infraestrutura necessária? Realizará mais, sairá mais barato, nao balança, não precisará de reparos caríssimos e poderá continuar em operação indefinidamente.
          Além disso, como seria gerada a energia elétrica no navio? Os motores vão ficar funcionando? O esgoto,etc
          Pode ser legal trabalhar embarcado e tal, mas se vc vai ficar parado no mesmo lugar, melhor que seja numa base em terra firme. Os militares também têm família e apreciam ir embora depois do trabalho…

          • Pois é.

            Mas continuo curioso sobre quais aeronaves o Manoel pretenderia operar num navio-aeródromo parado. Sem sacanagem, curiosidade mesmo, pra entender a linha de raciocínio nesse caso.

          • Pelo que li , a linha de raciocínio dele está localizada nas obras vivas.

            Provavelmente pensou em operar uns Twin-Otter, só pode.

        • Vejam…se a gente colocar 2 porta-aviões parados, estacionados, dentro de um rio na Amazônia, poderia funcionar como um aeroporto. É só juntar os dois. Um para decolagem, outro para pouso. Economizaria bastante. Incentivaria a construção local daqueles barços de madeira pra fazer o check-in e o check-out.

          • Também não entendo a fundamentação desta ideia. Existem dezenas de aeródromos espalhados pela região amazônica, pavimentados, com pistas e instalações com JetA1, capazes de operar até caças Gripen E/F. Para quê levar um porta-aviões para cá, levando em conta que ele, parado, não consegue gerar vento relativo sobre o convés de voo?

          • Pois é, mas o autor da idéia sumiu. Eu estava sinceramente curioso, sem sacanagem, em tentar saber quais seriam os argumentos que levaram a essa ideia.

      • Fora o equívoco tático dessa opção, o fator impedidivo é que uma embarcação parada, fundeada, eventualmente não terá as condições de vento no convoo adequadas para o lançamento e recolhimento de aeronaves… abraço…

    • O A-12 não voltará para o setor operativo. Ele está sendo preservado para estudos que estão sendo realizados pelo corpo de engenheiros navais da marinha por inteiro.

      Tais estudos visam ter na marinha o conhecimento de um PA e um projeto nacional para uma nave dessa envergadura dentre outros conhecimentos.

  2. Uma curiosidade… Porque não vemos um comandante “negro” no comando da Marinha de Guerra do Brasil?!?
    Eu mesmo respondo: As nossas Forças Armadas são o retrato da nossa sociedade!

    • A resposta direta á sua pergunta é: porque hoje não há negros capacitados para assumir essa função.
      Se a pergunta fosse: “porque hoje não há negros capacitados para assumir essa função?” então a resposta seria muito mais complexa e certamente estaria fora do escopo dessa matéria e mesmo desse blog

    • Nao acredito que o merito de uma pessoa possa ser julgado pela raça, cor ou religiao, mas sim por aquilo que realizou ao longo de sua caminhada. Por esse ponto de vista o racialismo é o oposto da meritocracia, pois ignora quem é, de fato, o individuo. Qualquer pessoa tem a capacidade de ser o numero um, bastando para isso que o Estado faça ao menos o basico: nao roube, nao corrompa, e nao seja usado como plano de poder. De resto, a familia será a base para o desenvolvimento da sociedade e de seus cidadãos. O que passa disso é hipocrisia e tatica de dividar para conquistar.

  3. Luiz o seu comentário não faz qualquer sentido, somos um pais com muitas diferenças, mas com muitas semelhanças tal como qualquer país , As Forças Armadas sempre primaram pela integração de todas as pessoas independentemente da sua raça, ou origem etnica, para chegar a comandante da Marinha não é a cor da pele, é a competência, e acredito que a sociedade só ganha quando se tem os mais competentes e os mais aptos para determinadas tarefas.

  4. Concordo plenamente com seu comentário filipe. Mas vamos lá… Quer dizer que nesses anos de MB não pintou um único individuo de cor negra que tivesse essas qualidades?!? Acho meio dificil. E Luis Galvão a relevância do meu comentário se dá como em qualquer outra área da sociedade ao qual se deva ter oportunidades iguais atendendo critérios expostos pelo filipe.

    • Você concorda plenamente com um comentário que começa dizendo que o que você disse antes não faz qualquer sentido. Então, agora, seu comentário atual faz menos sentido ainda, para não falar que está desviando completamente do assunto do tópico. Não se preocupe. Algum dia vamos ter Comandantes negros em todas as forças, assim como provavelmente teremos Comandantes mulheres algum dia também. Não vejo nada de racismo ou sexismo aí. Tudo à seu devido tempo e ele virá naturalmente e chega desse assunto paralelo ridículo.

    • Muita besteira de quem não conhece a marinha e suas escolas. Se a marinha fosse tão racista não teriam existido almirante médicos negros. Eu falei médicos negros, sendo um deles Diretor de Saúde da Marinha. É tudo isso já um pouco mais de dez anos.

  5. O próximo Comandante da Marinha Precisa seguir os passos de Leal Ferreira. Mesmo que ainda demore para consertar os estragos da gestão anterior. Mas ele realmente está conseguindo manter o que sobrou da Marinha acima da linha d’água ao mesmo tempo em que tenta viabilizar não apenas a substituição de meios, como também a expansão da capacidade operativa da MB sempre que possível. E não é um trabalho fácil. Lidar com questões orçamentárias em um Brasil desinteressado pela Defesa, cujo povo e seus representantes não enxerga a necessidade das FFAA nem mesmo o potencial de desenvolvimento e geração de recursos que a indústria de Defesa pode gerar.

    Ante à uma correnteza tão forte e traiçoeira, Leal Ferreira vem fazendo um trabalho prodigioso. Vai ser duro encontrar um substituto à altura.

  6. Em qualquer das Três Armas o que manda é a competência, lá sempre preeencherão os cargos com os primeiros de turma. E ai não tem proteção, tem que ser bom mesmo.

  7. Existe um ditado que diz: O pior cego é aquele que não quer ver. Mas tudo bem. Eu sou o ridículo e vocês os certos!

    AVISO DOS EDITORES: A DISCUSSÃO FUGIU TOTALMENTE DO TEMA DA MATÉRIA. VOLTEM AO ASSUNTO PRINCIPAL.

    • Aqui não é o lugar apropriado para ativismos de qualquer espécie. Você tem toda liberdade para dar sua opinião sobre os temas em discussão. Eu poderia lhe perguntar:”quando teremos uma mulher negra no comando da MB?”, mas por mais interessante que possa ser este assunto, fugiria completamente do escopo do blog. Você consegue entender isso?

  8. Boa tarde a todos.Servi com o almirante Leal Ferreira na Fragata Defensora em 1980,ele era capitao tenente da area de operaçoes.

  9. ___________
    ___________

    Quanto ao nosso estimado Comandante da MB sinto que ele fez o melhor que pode com muita luta para conseguir melhorar a MB e se não fez mais é porque o governo não deixou

    COMENTÁRIO EDITADO. OS EDITORES JÁ SOLICITARAM QUE SE MANTENHAM NO TEMA DA MATÉRIA, QUE NÃO TEM NADA A VER COM QUESTÕES DE RAÇA.

  10. Essa matéria parece chapa branca: elogiando o que ninguém viu e deixando de mostrar o que vemos diariamente na Marinha: falta avanços na área de liderança e motivação do Pessoal. Jogar confete e rasgar seda para alguém que nada fez para o avanço da liberdade das pessoas ou para evitar a discriminação que existe hoje na Marinha em relação aos que não são oficiais generais. Lamentável. Parece matéria paga. Por fim, ainda cita os nomes da sucessão completamente fora da ordem de antiguidade… cadê o Almirante Caroli nessa lista ? Ele é mais antigo que o Almirante Bento ….

    • Marinheiro, liderança se dá por exemplo… e motivação não depende somente do “Chefe”, mas de nós também… paro por aqui para não sair do tópico…

  11. Se o próximo Comandante for o Liseo terá sido uma ótima escolha, ele é da mesma linha do atual comandante. Fomos contemporâneos na 8a cia/cmrj. Ótimo fv, ótimo companheiro

  12. Para caça-minas, a corveta tamandare nao poderia fazer essa função recebendo os drones e um sonar de profundidade variável? Algumas propostas tem espaço flexível para missões e lugar para o sonar rebocado. Sei não que não seria a msm coisa do navio da saab que foi projetada pra isso, até mesmo o material do casco, mas seria uma economia.

  13. Infelizmente, caça-minas são caros e não vislumbro a MB encontrar US$ 400 milhões para comprar os dois navios suecos, de segunda mão (ainda que atualizados).
    Acho que o foco deve permanecer no Prosub, Tamandaré e NaPa500 e 250. O resto, em meados da próxima década, pode passar a ser cogitado.

  14. Primeiro, o comandante Barcelar leal, realmente é um comandante que popularmente podemos dizer que veste e honra a farda que veste. Parabéns a ele é a MB por uma pessoa tão digna. Segundo as informações divulgadas dizem que a Damen venderia os dois caças Minas por mais ou menos duzentos milhões de dólares, então a informação está dentro dos parâmetros. Terceiro derepente deixou-se de falar dos belos cobra, compra conjunta MB, EX, e também da Wave inglesa. Caso o comandante conseguisse nós teríamos simplesmente um milagre na MB, graças ao comandante.Barcellar.

    • Quanto aos cobras é verdade e desde que surgiu esse boato varias pessoas, inclusive aqui disseram que seria quase impossível adquirir pela simples falta de orçamento disponível para tal, quanto aos Waves a RN já avisou a MB sobre a disponibilidade de um deles no ano que vem, não há mais nada a ser dito sobre esse assunto até o Wave Ruler dar baixa ano que vem, quando isso acontecer, muito provavelmente voltaremos a falar dessa suposta aquisição

  15. Parabéns para o Comandante Leal, entretanto ele e seu sucessor precisa descentralizar os efetivos e os meios do Rio de Janeiro.A bela e operativa Base Naval de ARATU está quase ociosa.Nao dá pra entender o porquê da concentração da MB no estado onde a segurança pública é tão próxima do Crime e do tráfico.

  16. Não fomos ao Rimpac por ausência de recursos. É longe. Tem que voltar. Vocês aqui no Poder Naval destacam que a supremacia americana não tem somente um alicerce: orçamento. Eles (norte americanos) são insuperáveis na experiência das guerras. Para completar, sabem o que dá e o que não dá certo só de cheirar. Básico na administração.

    Finanças, história e conhecimento. Grana, já ter feito e feeling. Quem domina os três pode dar certo.

    O primeiro item da matéria cita aquisição. Precisa ter, comprar, adquirir. Pergunto se temos orçamento para manter, treinar, exercitar e participar. Nao pode dar baixa porque não temos como receber nos estaleiros. Não pode dar baixa porque não há com o que substituir. Então não baixa.

    A evolução da despesa está nos sites que comentam. No site do MD tem o histórico da despesa com investimento. Em 10 anos (2003 a 2013) cresceu 1.000 por cento. Os 76 bilhões gastos com defesa em 2017, os 21 bilhões gastos pela MB, os 11 bilhões em investimentos, nos trouxeram até aqui.

    Mas não temos meios suficientes (quantidade), não há como manter o que há, não se consegue exercitar. A escolha da propulsão CODAD para o CCT Tamandare significa que a MB não quer ou aceita problemas de manutenção se eles forem possíveis de previsão. Basta de encrenca com turbinas. Nem se pense em propulsão moderninha como as Types inglesas. Vamos no básico.

    Agora vem a notícia que existe desanimo para as 4 Tamandarés. Se a despesa for realizada passará de 2 bilhões de dólares. Mesmo com financiamento externo não se planejou pagar tanto. Logo, pode ser que vingue um Napip dentro do orçado.

    A matéria também mostra o desânimo com os 4 subs que indica um calendário de entregas beirando os anos 2030. Depois se começa a construção do Alvaro Alberto. O nuclear em operação nos anos 2040. Talvez em 2045.

    O que leio aqui é que nossos meios quando foram projetados e entregues eram modernos. Mas demorou muito e chegaram quase obsoletos. Com defeitos nos projetos. E quando superamos os problemas foi possivel fazer um único meio de uma única classe. Salve a Barroso.

    Tamandarés nos anos 2020. Mais que provável entrando nos anos 2030. Subs para os anos 2040. Os meios atuais foram muito (manutenção, idade, modernidade, inventário, missões) comentados aqui.

    Sobra a aquisição dos meios de oportunidade. É essa a nossa realidade hoje. Nada de subs. Nada de projetos, nada de corvetas ou fragatas. Tudo engavetado. Há esforços como Aramar e Itaguaí. Há transpiração. Mas o resultado comemorado é o Atlântico. Um meio de oportunidade. Nada mais. E projetos em execução. Mais nada.

    Eu reformaria essa MB de proa a popa. Tudo.

  17. Ridiculo, o atual comando da marinha não consegue slavancar recursos para a construçao de miseras 4 corvetas e mesmo assim é tratado como herói nacional. Não vimoa uma notícia a cerca do esforço da MB na busca de recursos financeiros junto ao GF. Sequer uma foto do vice-presidente embarcado em algum navio ou visitando alguma base naval. Portanto não entendo que tenha feito o suficiente. Além disso conseguiu exterminar a aviação de asa fixa da Marinha e facilita ira causar um gap na operação submarinos caso não viabilize a continuidade da atualização dos IKL-209. Numa situaçao de crise como a da MB tem que se eleger prioridades. E neste caso o atual comandante não esta sendo coerente. Exemplo disso foi refutar a aquisiçao de Navios Patrulhas ingleses relativamente modernos e adquirir navios off-shore de capacidade duvidosa construidos para outra finalidade.

    • Xará, a gestão atual é coerente sim… pé no chão… as coisas não se resolvem com estalar de dedos e assinatura de portaria… sugiro dar uma busca no próprio blog e repensar sua opinião, se assim o quiser…

  18. “Nas últimas horas, o Poder Naval apurou: o Programa Tamandaré – que, se esperava, pudesse obter embarcações por um valor unitário entre 270 e 320/350 milhões de dólares – não conseguirá ser viabilizado nem mesmo com uma verba total de 1,6 bilhões de dólares. O mais provável é que saia por um montante entre 1,8 e 2 bilhões de dólares.”
    .
    Retrospectiva: Falavam de pagar absurdos U$ 450 mi de dólares por cada navio do projeto gambiarra do CPN. Estimativas aparentemente baseadas em porcaria nenhuma por conta das varias reviravoltas…
    .
    De uma hora pra outra, passou a se falar em U$ 350 milhões por navio! Assim… Num passe de mágica reduziram U$ 100 milhões de cada navio. Agora, essa _______________Classe Tamandaré não vai custar apenas os U$ 450 iniciais, estimado sabe-se lá como, mas pode ir até o patamar de U$ 500 milhões por navio?
    .
    Fala sério… Para! ________
    _____________________ É completamente fora da realidade rasgar U$ 500 milhões em um porcaria de Corveta de Emprego geral para ser uma segunda linha de uma Marinha que nunca vai conseguir comprar a primeira linha.
    Nenhuma das proposta ofertadas que apareceram até agora vale U$ 500 milhões, Nenhuma!
    .
    Na boa… Não pode ser verdade.
    E ainda se fala em “legado de gestão”. Vai ser um baita legado se essa loucura de Classe Tamandaré a U$ 500 milhões a unidade for verdade.

    COMENTÁRIO EDITADO. MODERE O PALAVREADO PARA A DISCUSSÃO NÃO DESCAMBAR.

    • Realmente 2 bilhões é muito caro, as 4 meko a200 da Argélia, com 6 helicóptero e um estaleiro, custou 2,8 bi, já é muito caro, mas é um navio maior e com armamento muito mais pesado.

  19. Fernando, não entendi, os navios patrulha são Ingleses, os três que foram transferidos novos para a MB, o MB comprou também o direito de fabricar alguns em estaleiros nacionais, o grande problema é que ele tem que saber dividir o bolo, a MB está no limite de vida ( fragatas, cacas- minas, navios de apoio, subs.) Então você compra um navio de apoio, começa a construir os subs., Compra se Brasília aprovar a verba dois cacas-minas, e vamos vivendo, não é só MB, EB, FAB, tudo na mesma situação, ninguém pensa que podem invadir nosso país, sacou????

  20. Considerando que o Atlantico estará operando em 2020, não teremos nada até o início dos anos 2020. Os primeiros subs operacionais em 2025. Tamandarés, se vingar, também.

    São 7 anos. Oito oito anos. Pode ser dez. Do jeito que estamos. Soldando navio no meio. Fazendo projetos. Reclamando da vida.

    Se as contas mostram US$ 500 milhões para cada Tamandare como defesa da segunda linha, quanto os almirantes pensam em pagar pelas fragatas maiores? Não pagarão. Com o PIB crescendo a 1% ou 2% não pagarão. Com os contigenciamentos, não pagarão.

    Como dizia o colega Osawa, a MB olha da costa para o mar. Como todos nós olhamos adiante. Bacana.

    Mudança na/da realidade, não vejo.

    • “Os primeiros subs operacionais em 2025.”

      Não.
      Sugiro reler o texto.
      Esse é o prazo que a matéria menciona para entrada em operação dos dois últimos dos quatro em construção, não dos primeiros.

        • Bom, se você está pensando em “4 primeiros” significa na verdade que seu comentário não é pessimista e sim otimista, pois se há quatro primeiros haverá os quatro segundos, quatro terceiros e por aí vai.

  21. O cobertor é curto, infelizmente.

    Uma força naval sem navios capazes de detectar e eliminar minas navais sofre de extrema vulnerabilidade. Pois basta um sub adversário depositar algumas minas de fundo na saída de um porto e toda a frota ficará confinada nele. Não adiantará submarino modernos ou o que for se ficar preso no porto. Então considero prioridade a busca deste meio.

    O problema dos submarinos classe Tupi é preocupante, são bons navios e tem muito ainda. Mas infelizmente são também meios bem caros de manter, na falta de recursos fica realmente difícil.

    O projeto da classe Tamandaré é um outro problema, desenvolver e construir no Brasil, representa um desafio e custos maiores. Os dirigentes navais brasileiros vão ter que resolver esta questão, existem muitas opções para se resolver o problema das escoltas, todas com os seus prós e os seus contras. Mas algo vai ter que ser feito, pois são a espinha dorsal.

    Penso que já esta claro que fica difícil para a Marinha conseguir fazer tudo na área naval.

  22. O fato é que não existe atualmente no mercado navios de superfície modernos que sejam exatamente baratos,mas o preço desse projeto está ao que tudo indica fora da realidade.
    Enquanto essa loucura de “conteúdo local” e “transferência de tecnologia” forem uma espécie de religião dentro das forças armadas o sucateamento dos ativos militares continuará.
    Não que eu acredite que se possa comprar uma “fragatona” de 6000 toneladas por 500 milhôes mas um bom navio entre 4000 e 4500 toneladas eu acho bem possível.

    • Olá Luiz. Existe um outro post sobre a capacidade ociosa dos estaleiros onde você poderá encontrar um link de um documento elaborado pelo Sindicato dos Construtores (um sindicato patronal, ok?). Neste documento há uma defesa do conteúdo nacional e da necessidade de encomendas públicas (Petrobras e MB) para o setor. Você também encontrará no post sobre a estratégia da Royal Navy pelos partidos Conservador e Trabalhista a defesa desta estratégia pelos ingleses. Há um artigo publicado recentemente “Indústria naval brasileira e a crise recente: o caso do Polo Naval e Offshore de Rio Grande (RS)” que mostra como o setor é complexo e dependente de várias coisas. O artigo também menciona o histórico da industria naval no Brasil, inciado na década de 50. O problema é complexo é não seria correto reduzir tudo a uma questão de conteúdo nacional.

      • As forças armadas não são as responsáveis pelo grande nível de ociosidade da nossa indústria,podem sim ser uma fonte indutora de desenvolvimento industrial dentro de uma política integrada e comprometida para esse fim.
        A minha crítica se baseia na falta de flexibilidade em lidar com a estratégia de “made in brazil”, em um cenário macroeconômico hostil e onde já são desenvolvidos
        simultaneamente projetos militares onerosos e complexos até que ponto esse engessamento de visão é benéfico para o país.

        • Recentemente o governo britãnico comprou quatro navios tanques para a sua Royal Navy, e esses navios foram encomendados à indústria……….coreana!!!Os ingleses que constroem porta-aviôes de 65000 toneladas são seriam capazes de construir esses navios?? O fato é que houve estudos e planos de exequibilidade e se chegou a conclusão que a melhor opção(econômica, logística,e de necessidade da força) era a produção fora.

          • Caro Luiz. Uma outra possibilidade é que os estaleiros ingleses estavam sem capacidade ociosa, impossibilitando a produção destes navios até a conclusão dos projetos contratados, o que poderia levar muito tempo. Eu não tenho os dados estatísticos para assegurar uma ou outra explicação. Claro que a decisão foi pela melhor opção (sempre escolhemos a melhor opção, seja em uma pizzaria ou no aeroporto. O que levaria uma pessoa ou instituição escolher uma opção pior?). Talvez o que interessaria seria quais as condições dos estaleiros ingleses e quais as necessidades da RN que levaram à decisão de importar os navios?

  23. Espanhóis, chineses e coreanos desistiram. Não ficou claro o porque. Europeus são mais caros. Mas asiáticos poderiam mostrar um preço melhor. Mesmo assim não se interessaram. Porque não se sentiram à vontade contra projetos renomados de italianos, franceses, ingleses e, com o súbito interesse de suecos.

    Vamos ver. Mas a MB terá dificuldades para enfrentar de cara uma despesa desse tamanho para 4 meios.

    Se o julgamento dos palpiteiros é pela efetividade e pelo resultado, gastar 2 bilhões com 4 meios sabendo que serão 2 + 2 na melhor das hipóteses, não parece lá a melhor forma de reequipar. Tem que baixar, conforme afirma a matéria. Entrar 2 + 2 melhora em?

    Não vi aqui no Poder Naval uma comparação entre as marinhas abordando custos de exercícios, adestramento, inventário (tendo em mente que um sub americano dispara 100 mísseis, o que uma escolta ocidental também fez recentemente na Síria), obsolescência e gente. Manutenção também. Munição produzida ou importada? Combustível?

    Surgiu a novidade das paralisações. Foi uma surpresa. Facada nas costas. Penso que a MB não imaginava destacar meios para proteger portos de nós mesmos. GLO pode se transformar em prioridade. Depende das eleições. E tem pesqueiro português pescando em 20 milhas da nossa costa.

    Não li aqui sobre compra de meios com porteira fechada. Quem compra quer saber o que está entrando. E quer participar. Até peruanos.

    Penso que olhando nem do mar nem pro mar e sim por cima, não vejo nada além de transpiração. Tem gente trabalhando e tem muito gerúndio.

    Com todo respeito aos marinheiros e aos blogueiros, mas penso também que gente barriguda passa muito tempo sentada.

  24. “…diversos fatores conjugaram-se e remeteram à crise no setor naval e à crise do emprego neste e tam- bém em outros setores da economia. No plano internacional, a crise que levou à retração da economia chinesa e a redução dos preços das commodities, a redução do preço do petróleo bruto, por exemplo, segundo Lacerda (2016), afetou tanto as exportações quanto, de forma contundente, inibiu novos projetos e novos investimentos devido à queda da sua receita e rentabilidade. Ademais, há um vínculo entre crise no setor naval e as decisões judiciais no plano da lava-jato, visto que estas se dão sobre um conjunto de empresas ligadas à Petrobras, causando a desorganização da cadeia de óleo e gás…”

    Bem…a culpa foi da reserva do mercado, da proteção do estado, das não encomendas da Petrobras, da concorrência estrangeira, do capitalismo, da economia cíclica, dos commodities, dos preços internacionais, passou pela CLT (rapidamente), entrou no modelo socialjusticialista que dava aos pobres financiamento para consumo, da China e caiu na Lava Jato.

    Os estaleiros e a construção naval embicaram por conta da Lava Jato. A análise não entra no assunto da oferta do óleo provocada pelos países do Golfo e pela entrada de possíveis novos produtores como africanos, latinos e asiáticos. A análise recupera até o impeachment como causa da quebradeira dos estaleiros. O artigo nem arranha as compras massivas (temporárias) que os americanos faziam de óleo para repor o consumo.

    Lembro dos avisos. O pré-sal se torna viável acima de 57 dólares. Mas precisava financiar porque a Petrobras como qualquer empresa não financia as operações com seu caixa.

    As análises publicadas nos anos 2005/6/7 contavam sobre um cenário imediato de escassez de petróleo e de preços muito acima de 150 dólares. Com preços favoráveis e tranquilos. Dinheiro, no problema, captado por títulos públicos.

    Pois é. Obama mudou a matriz energética para gás obtido por meio de fraturas na crosta, os derivativos de WallStreet sumiram, a oferta de óleo excedente derrubou os preços, as notícias de escassez e de término das reservas sumiram, as exportações minguaram e a crise dos outros pegou o Brasil. Acabou a justiça social. Até navios com propulsão elétrica foram pro mar.

    Pois é. A culpa da quebradeira dos estaleiros e da derrocada da Petrobras é da policia. É da policia porque juiz não investiga. É da polícia porque polícia investiga fatos, não pessoas. E o buraco que já passou de 57 bilhões de reais ainda é um fato. Sendo fato e fato criminoso, houve e há suspeitos culpados e condenados. Pelo juízo.

    Mas a culpa, ao término da análise, é da Lavajato que desorganizou a cadeia do óleo e do gás. Não é do fato que a ex maior empresa nacional foi roubada em 60 bilhões de reais. Também não vem do fato que sendo refem da venda de óleo sem marca, sem brend, cru e pesado, que é compensado por gasolina refinada, ela a Petrobras, teria dificuldades de caixa e precisaria recorrer aos bancos para financiar não somente a exploração do pré-sal, mas também seu resultado. Quanto mais exploro, mais alavancada fico. Piorou com a queda dos preços e com o aumento dos custos nacionais. E volta com a culpa na CLT porque quando se fala em custos…reformar ninguém aceita, modernizar nem satanás consegue, mudar somente após a segunda vinda do messias, mas botar a culpa na CLT é divino.

    Fosse eu Almirante ou candidato a Almirante comandante da MB iria pra Curitiba ter uma conversinha com esse juiz da Lavajato. Esse juiz desorganizou o setor naval, liquidou os estaleiros e provocou problemas complexos para a MB. Malditas empresas. Malditos chineses. Malditos árabes e petroleiras inglesas. Malditos bancos. Como disse uma senadora quando sumiram os primeiros 6 bilhões da Petrobras…”o que são alguns bilhões a menos no caixa de uma empresa que fatura milhões, sei lá eu quanto…”

    Imagino que 60 bilhões devem fazer muita falta no caixa da estatal. E ainda tem a lei. A lei dos royalties que todo mês sangra a Petrobras sem querer saber se no final do período haverá lucro ou prejuízo.

    Leio mais uma postagem no Poder Naval sobre aquisições e falta de recursos. Bem…não é exatamente sobre falta. É sobre como os recursos são utilizados. Como as instituições públicas tratam o recurso público. Em terra que sumindo 60 bilhões se culpa o juiz.

    Eu ganho uma missão quando sento na cadeira. A missão compreende resultados. Nada de legado. Tem que ser físico. Tangível. Imponente como toda marinha pretende. Nada de sorrir. Com prazo. Essa história de dizer que estará pronto ou em operação no ano tal ou no ano após o outro ano porque engavetou, contingenciou, interrompeu, cancelou, faltou, acabou…não vai acabar?

    Quando esses estaleiros foram “criados”, a matéria não diz isso, conclusão minha é que cada um deles se transformou em uma estatal. Com a boca aberta esperando encomendas. Prontos para cobrar muito mais.

    Petrobras, Previdência, Marinha do Brasil. Quando haverá quem faça reformas? O general Silva e Luna quando assumiu o MD espantou-se com o improviso e com o amadorismo na pasta. Até o mobiliário é emprestado.

    A MB gasta por ano 1/3 do que foi roubado da Petrobras. Dizem que a culpa é do juiz. Eu acho que a culpa é do Almirante.

    • A missão compreende tarefas e propósitos… seu cumprimento levará a resultados… aí eu me permito discordar do que você escreveu… nem todo resultado é tangível… na verdade, penso que não deve… gestão só é aperfeiçoada com mudança de mentalidade e até cultura institucional… isso faz o processo ser mais eficiente e eficaz… e isso, quanfo alcançado, fica como legado… abraço…

    • outra é muito estaleiros de grande porte…ia ficar do mesmo jeito que está hoje pois a Petrobras não ia ficar comprando navio todo ano.. se a MB vivesse comprando navio novo e vendemo os usado + encomenda civil talvez 3 ou 5 já desse contar. Agora a MB tivesse caixa comprava logo um estaleiro desse para produzir/fazer manutenção de/em navios (civil e militar) e gerar receita pois sempre terá contingenciamento logo a MB deve procurar um meio de ter recursos sem precisar contar só orçamento de GF (A FAB com a possível empresa para o CLA, com parte do projeto do KC-390 do A-29 S.T. e outras forças mundo a fora tem e sem precisar ser todo quadro militar).

  25. Eu me assusto um pouco quando as pessoas acham que as Tamandarés vão ser os navios de “segunda linha” da esquadra. Elas, se vingarem, vão ser os principais navios da esquadra por muitas décadas, e como são navios novos e relativamente modernos tendem a ter maior disponibilidade, sendo complementados pela barroso e por alguma eventual compra de oportunidade que consiga ser feita.

  26. Complementando, acho que as CCTs são uma excelente oportunidade da MB modernizar a esquadra e torço muito para que elas consigam ser executadas e não sigam o mesmo caminho do prosup (algo que parece cada vez mais provável). Dizer que $500mi por navio é um absurdo e que elas não valem isso junto com comparações toscas com valores pagos por outras nações e por outros navios é apenas “wishful thinking”. Se cada CCT custa ao Brasil 500, uma meko 200 custaria 750 e uma nave de 6000t custaria pelo menos 1bi. Achar que conseguiríamos um navio maior pelo mesmo preço me parece muito inocente.
    Eu pessoalmente não acredito em “preço justo”. Existe o quanto o vendedor quer cobrar e quanto dinheiro vc tem. E nesse caso, devido a todo risco envolvido aos estaleiros (desde calotes a atrasos gigantescos e cancelamentos que afetariam a reputação dos mesmos) me faz pensar que eles vão ter muito pouco interesse em reduzir suas margens de lucro e que prefeririam simplesmente não realizar a venda (vide Navantia e as indústrias chinesas, coreanas e russas).

    • Fragatas de 6.000t já é U$$ 1 Bi…….talvez a mais barata saia por 700Mi/900Mi…..
      Agora será que esse aumento de custo é por causa dos NAPIP apresentados ou + unidades?

    • Não tem nada nesses navios que apareceram, em termos de desempenho e tecnologia que justifica custar até os U$ 500 milhões citados. Nada… Absolutamente nada. Não tem nada que justifique estourar a faixa dos U$ 1,6 bilhão.
      .
      Esse valor só seria justificado se existir uma oferta muito mais capaz do que as que apareceram até agora e, a MB já estiver decidia por ela (o que eu duvido) ou estiverem contando com no mínimo do mínimo uns 10 anos de full suporte logístico e, aliado a isso, um contrato contendo um mínimo bem expressivo de dias de mar que o navio é obrigado a fazer. Só isso justifica o preço absurdo de até U$ 500 milhões. Pq envolveria além do prazo de construção apertado para entrega, o risco de manter um suporte logístico full e fazer o navio cumprir tudo o que promete.
      .
      Dos NAPIP ofertados e que já existem, incluindo vendas contendo ToT e construção no país do comprador e até assistência, nenhum bateu a casa dos U$ 500 milhões. Nenhum. Pq aqui pode bater essa faixa fora da realidade de valores?
      Tem que ter muita coisa por dentro dessa conta mágica de U$ 500 milhões… Mas muita coisa mesmo.
      .
      E não vem com essa de que não é navio de segunda linha. Quando o CPN foi encarregado de projetar um Navio, projetou uma Corveta pensando em se fazer número para uma Esquadra que “teria” uma primeira linha formada por Fragatas de maior porte. Isso a mais de 5 anos… Tá até na normalização RINAMIL que o projeto do CPN recebeu: “Second line ship”.
      .
      E não tem nada de “wishful thinking” nesse raciocínio de tamanho x preço… Preço de navio não está totalmente atrelado ao tamanho. Se pegar as tecnologias inseridas no projeto do CPN e colocar esse pacote até mesmo em um casco de 6.000t, o navio não vai custar U$ 1 bilhão.

      • Nós não sabemos quanto os estaleiros estão pedindo por esses navios. A informação que existe é uma informação extra-oficial vazada (aka fofoca), mas mesmo partindo do princípio que a informação seja acurada, não é relevante se eu ou você achamos caro, se a Argélia pagou menos por uma oferta melhor ou qualquer outra coisa, mas sim se cabe no orçamento. Nenhum desses navios foi antes oferecido ao Brasil então comparar o quanto o México esta pagando por suas sigmas com o quanto a Damen está (pretensamente) cobrando do Brasil por exemplo acho contraprodutivo. Inclusive eu acho que Coréia/China/Rússia pularam fora porque se elas mandassem propostas ia cair o mito da corveta intergalática de $100mi.

        Quando começou-se o projetos das CCTs, anos atrás, talvez elas fossem vistas como a “segunda linha” da esquadra. Mas duvido que isso seja realidade hoje em dia. Planos para um novo prosuper só pra daqui a 10-15 anos, o que significa que esses navios só chegariam em 25-30 (to sendo otimista), então eu acho que a gente tem que assumir que as Tamandarés vão ser a primeira linha, sim. (não pq se quer, mas pq é o que se pode, ou talvez nem isso e haja FCN empurrando água até 2040).

        Veja bem, eu não estou dizendo que tem que pagar o que for pedido e que as CCTs (qq delas) são uma maravilha, longe disso. Eu estou dizendo que não importa se o seu vizinho comprou mais barato, o seu preço vai ter particularidades suas e se vc conseguir chorar um pouco, ótimo, mas eu sou contra a idéia que vc está recebendo proposta de 9 empresas diferentes e que todas, de comum acordo, resolveram inflacionar o preço de forma abusiva só pra lesar.
        Inclusive eu torço pra que a MB não vá pelas opções “mais em conta”, mas sim pelo maior navio (já que em termos de tecnologia são todos muito parecidos) que ela conseguir comprar com o orçamento existente. Se isso for uma Leander de quase 4.000t, excelente, mas se for a Sigma mesmo, abraça e lambe os beiços.

        E sério mesmo que vc está propondo um navio de 6000t com um canhão de 57-76mm, um de 40mm, 8 sea ceptor, 4 mansup e um radar artisan? Esse navio aí talvez saia por menos de 1bi, mas se formos levar a sério e colocar uma peça de 5 polegadas, um VLS de gente grande (mesmo sem mísseis de defesa de área), um radar AESA e um sonar rebocado…

        • Ótimo comentário, Marcelo, e o debate do Bardini e você está interessante.

          Só tenho um aparte técnico: são 8 células de VLS, não 8 Sea Ceptor. Em cada célula de tamanho “padrão” podem ser instalados 4 Sea Ceptor, para um total de 32 mísseis desse tipo no máximo, no caso de um navio com 8 células de VLS.

      • Aliás, quanto ao suporte logístico e de manutenção, isso é parte da proposta sim. Ela fala em “Gestão do ciclo de vida”, mas (pelo menos no que eu pude ler) não define exatamente se isso se refere a toda vida útil do navio (que seria definida pelo próprio fabricante, provavelmente em 20-40 anos), ou se seria a um período pré-determinado pela MB (não acredito que seja menos de 10 anos)

  27. quanto ao porta avioes sao paulo por que a marinha não leva ele pro alto mar pra fazer um “teste de maquinas” ai “acidentalmente” alguem abre as valvulas e nos livramos desse abacaxi cheio de amianto

  28. A melhor maneira de destruir uma esquadra é impedir que ela seja construída.
    Já estamos em guerra, mas de uma outra geração. E estamos perdendo, porque nestas terras não se admite “gastar” com aparatos militares. Se fosse em campos de futebol, aí sim teríamos os recursos liberados. Essa é vontade da maioria do povo, e como na democracia vence a quantidade, perderemos esta guerra, que a maioria não pretende vencer; sequer lutar.
    Os EUA gastam parcela significativa do seu PIB com defesa, pois dela advém a inovação tecnológica, soberania, exportações, empregos e mais PIB. Infelizmente não vejo mudança neste paradigma durante o período de minha existência.

  29. O tamanho do abacaxi que o Almte Leal herdou não foi pequeno, mas penso que ele tem feito uma ótima gestão considerando os recursos financeiros de que (não) dispõe.

    No entanto, o tempo passa , nossos meios navais envelhecem, as necessidade de acumulam e o orçamento da MB diminui. É um ciclo nefasto .

    Há de se encontrar uma solução urgente para o custeio e para o investimento na MB.

    Sou otimista , mas quando vejo por exemplo a situação em que se encontra hoje a Armada Argentina, confesso que fico muito apreensivo com o futuro da nossa querida MB.

  30. Esse comandante é realista e racional, nada de sonhos desvairados, pés no chão, fazer o possível e o impossível de acordo com a nossa realidade, teremos Submarino Nuclear, teremos Corvetas Avançadas, já temos um bom PortaHelicopteros, já temos um bom Navio de Assalto Anfibio, não temos um NAE, não temos Fragatas Avançadas, mas temos o essencial para a dissuasão que são Elementos Anti-Submarinos ( Submarinos, PortaHelicopeteros operando Helicopteros de Gerra Anti-Submarina), as Corvetas complementam os Elementos Anti-Aereos com os misseis Sea-Creptor, do resto é o resto, é bom ter um NAE, é , mas não é essencial para a nossa realidade, é um grande navio e é caro de manter, os Submarinos fazem toda a lógica, eles são os maiores dissuasores desde a Segunda Guerra Mundial.Sendo Assim o Camandante esta indo muito bem…

    • Caro Filipe. O atual Comandante da MB assumiu o posto em 2015 e foi nomeado por Dilma. O ProSub foi assinado em 2008 pelo Alte. Moura Neto. Também encontrei uma noticia ”
      Euronaval: Novas corvetas já têm nome e designadores” de 27 de outubro de 2014 na qual o Alte Moura Neto anuncia os nomes das futuras corvetas Tamandaré. Também encontrei uma post aqyu no blog de 23 de agosto de 2014 sobre a contratação das empresas que fariam a avaliação do A12, que resultou na decisão de descomissionar o A12. Portanto, não é razoável achar que houve um ruptura entre as administrações Moura Neto e Leal Ferreira. Os programas são longos, envolvem várias administrações e são continuamente reavaliados.

  31. Boa tarde, uma curiosidade..o Nosso país precisa de caça Minas? Não seria melhor juntar essa grana é colocar recursos em mais 1 Tamandaré? Sou leigo no assunto..

    • Anderson,

      A Força de minagem é muito importante em qualquer marinha.
      Eles são responsáveis por “limpar” os caminhos das minas colocadas por inimigos , assegurando uma navegação segura para os nossos navios.

      No caso especifico da nova base de submarinos em Itaguaí, este trabalho na MB se reveste ainda de mais importância, devido ao canal que dá acesso a mesma.

      • Complementando, vista a batimetria da nossa costa, ela é passível de minagem em praticamente toda a sua extensão… e como nossa economia depende da via marítima, o eventual bloqueio de acesso aos portos é uma possibilidade…

  32. Dizer que as Tamandarés (corvetas/fragatas) são a segunda linha de defesa não é a mesma coisa que dizer que são a série B.
    A primeira linha de defesa são os submarinos. A segunda linha de defesa são os meios de superfície. Primeiro a negação do mar. Depois a projeção de poder.

    Foi o que aprendi aqui.

    Teremos. Seremos. Ou no gerúndio: fazendo, correndo, indo, montando. Mas ainda, não. Estamos projetando, cotando, comparando, esperando. Mas ainda, somos os mesmos. Meios de 40 anos. Oportunidades. A previsão melhor para outro cenário é 2020. Atlântico + Riachuelo + 1 Tamandaré?

    Entraremos na década de 2020 desse jeito. Com a faca na cabeça por conta do congelamento das despesas (teto dos gastos), dos contigenciamentos e da falta de eficiência. Ainda tem piloto naval em treinamento nos EUA custando 2 milhões de dólares ao ano.

    Só quero saber do que faz sentido. Dos resultados.

  33. O Comandante Leal Ferreira coroará seu comando quando se tornar realidade a destinação dos 10 por cento dos recursos do Fundo de Marinha Mercante para construção de barcos para a MB.

  34. Anderson, se um sub qualquer colocar algumas poucas minas de fundo, difíceis de detectar, na saída de um porto, este fica interditado, pois o navio que tentar sair vai ser afundado. Dá para entender a importância de um caça minas. É imprescindível.

  35. A administração Leal fez história, não só pelo pragmatismo e competência, mas por um ponto crucial: foco.
    A baixa do A12, fou o ápice disso. Coragem pura.
    A MB deu MUITA sorte nas últimas compras de oportunidade, mas outras virão.
    Quanto às CCTs, tenho a certeza que, mantido o foco, teremos uma boa escolha, qualquer que seja ela.
    Para a força de desminagem a MB deveria buscar uma receita caseira, com muito pragmatismo. Temos experiência em vasos pequenas e médios, como os NP 200 e 500. Uma variante desses cascos, com material da DGS, que “em tese” seria extremamente resistente e amagnético, mas com recheio (sensores e etc) gringo, resolveria bem a questão. E, quem sabe, financiamento BNDES.
    Devaneios?

  36. Muito provavelmente nem o Almirante Leal teria “dado baixa do A 12” uns 5 anos atrás… ninguém teria feito isso …apenas com o passar do tempo gradualmente chegou-se à conclusão de que a baixa era inevitável e aconteceu do Almirante Leal estar no comando quando aconteceu.
    .
    Não deve ter sido uma decisão fácil…assim como não foi para à US Navy aceitar que o USS John Kennedy tinha que ser retirado mais cedo com 39 anos pois não foi feita sua modernização de meia vida , não era mais considerado seguro o suficiente para operações
    aéreas e nem mesmo foi para a reserva visando uma possível reativação se necessário e a partir daí, 2007, a US Navy teve que aceitar 11 NAes ao invés de 12 e todas as consequências negativas que vieram depois, como uso excessivo e um completo descontrole dos ciclos de manutenção programados antecipadamente.
    .
    Até mesmo a “desmobilização” do “São Paulo” para deixa-lo pronto para o desmantelamento está sendo feita à conta gotas pela falta de recursos…a corveta “Barroso” levou muito tempo para nascer e o “São Paulo” muito tempo para morrer.

  37. Eu confesso que leio alguns posts e vejo quão fora da realidade é o Brasileiro, inclusive muitos que aqui labutam e que teriam um “preparo mental” um pouco melhor.
    Eu, pouco entendo de navios, aprendo aqui e acolá, agora vejam bem, é uma questão de observar e interpretar os fatos, explico:
    Inicialmente as conversas sobre as CCT indicavam um orçamento de mais ou menos 400 milhões de dólares para cada unidade, veio aquele “chiadeiro” todo, e apareceu um outro valor nas mídias especializadas citando 300 ou 350 milhões.
    Senhores, observem as noticias nos sites internacionais que falam sobre custos, a citar:
    O Patrulheiro Mexicano que está sendo construído pela Damen que é um pouco menor do que o previsto paras as CCT e bem menos armado está orçado em 400 milhões de dólares. Pelo amor de Deus como é que o projeto da Damen ofertado a MB que é maior, melhor e mais bem armado vai custar menos?? Nem a pau Nicolau.
    Aqueles ferros de passar flutuantes Franceses, as [email protected], que são navios de 4500 tons aproximadamente, estão orçados em quase 700 milhões de euros.
    Qualquer fragata na faixa de 6.000 tons adequadamente armada vai custar facilmente mais de um bilhão de dólares, a ver os custos da concorrência recente na Austrália, então, eu não sei de onde saem estas “desinformações” e sei menos ainda a intenção do ” desinformante” em divulgar coisas como estas que não passam de delírios.
    Amigos, um navio como as CCT é composto de casco, superestrutura, sistemas de propulsão, sistemas de geração, sistema de controle e gerenciamento, armamento e sistemas de combate.
    De todos que citei, nós talvez, repito talvez conseguíssemos nacionalizar os dois primeiros, mas como nós bem sabemos, o aço para eles não tem peso efetivo no custo do navios, mas o que tem???
    São os sistemas de combate e as armas que são compradas em dólares ou euros e aí a vaca vai para o brejo.
    Quanto custa um radar 3D? Um radar DT? Uma EO? Um Flir? Um canhão 76mm, um canhão de 40mm, um VLS? Três dúzias de mísseis AA modernos?
    Pois é, mas é aí que a corda aperta o sapato, e não tem milagre, pois dois mais dois contínua sendo igual a quatro.
    Acordem, blém, blém blém, a terra é redonda, a mesa é quadrada o pé é reto, e sapo não tem pinto e dinheiro não dá arvore.

    • Pois é. Mas quem divulgou orçamento de até 1,8 bilhões de dólares foi a MB. Estica pra 2, são 500 milhões cada. E chegam as notícias que 500 milhões não tem. Por conta disso o ministro Silva e Luna quer mais 5 bilhões já. Para o PROSUB e para as Tamandarés. Porque parece que, dando uma olhadinha no valor das propostas…

      Todos aqui sabem ler. Uns menos. Outros menos ainda. Deixa a caravana passar. Por enquanto não aconteceu o pior.

      Eita gente pessimista.

    • “Inicialmente as conversas sobre as CCT indicavam um orçamento de mais ou menos 400 milhões de dólares para cada unidade, veio aquele “chiadeiro” todo, e apareceu um outro valor nas mídias especializadas citando 300 ou 350 milhões.”
      .
      Se foi “fofoca” ou não, fato é que divulgaram lá atrás, um preço estimado U$ 450 milhões por unidade do projeto do CPN. Não levava em conta NAPIP nenhum. Eram U$ 450 milhões por uma Corveta Emprego Geral que não tem absolutamente nada de especial.
      Depois, começaram a divulgar U$ 350 milhões por cada navio do projeto do CPN, o que ficaria muito mais dentro da realidade, já que não tem nada de especial nesse projeto do CPN.
      .
      A MB disse que precisava de U$ 1,6 bilhão para tocar o projeto e ganhou o aval pra prosseguir. Se esse valor foi inventado, não foi por comentarista nenhum. O programa tem o teto de U$ 1,6 bilhões, que dá U$ 400 milhões por navio. Tudo como a própria MB pediu…
      .
      Abriram o programa no meio do caminho, para quem quisesse oferecer projeto próprio. Agora vem de novo esse papo de mais de U$ 450 milhões, até U$ 500 milhões por navio. Ninguém aqui inventou nada. Se tem alguém fazendo M. nesse história ou é a MB, que não sabe o que quer da vida e muda a toda hora esse programa ou é quem está divulgando esse preço de U$ 450 ou U$ 500 milhões.
      .
      “O Patrulheiro Mexicano que está sendo construído pela Damen que é um pouco menor do que o previsto paras as CCT e bem menos armado está orçado em 400 milhões de dólares”
      .
      Primeiro que não encontrei em lugar nenhum esse preço.
      Segundo que esse navio é tão ou mais bem armado que o projeto do CPN, pois conta contará com Harpoon, SeaRAM e torpedos Mk54.
      .
      “Aqueles ferros de passar flutuantes Franceses, as [email protected], que são navios de 4500 tons aproximadamente, estão orçados em quase 700 milhões de euros.”
      .
      Aquele ferros de passar estarão anos-luz a frente do projeto do CPN, em termos de armamentos… É um navio maior, que será equipado com ASTER 30, VDS CAPTAS-4 Compact, Radar AESA de painéis fixos. É um pacote muito superior. Se custa U$ 700 milhões, é um preço pra lá de justo por esse pacote todo.
      .
      “Qualquer fragata na faixa de 6.000 tons adequadamente armada vai custar facilmente mais de um bilhão de dólares”
      .
      Peso nada tem haver com o valor todo do pacote.
      Akizuki, Asahi, Iver Huitfeldt, FREMM, PPA Full… São navios na faixa das 6.000t que custaram recentemente ao seus contratantes menos de U$ 1,0 bilhão.
      .
      “a ver os custos da concorrência recente na Austrália”
      .
      Todos os contratos dos australianos destoam do resto do mundo. Todos. É completamente fora da realidade comprar com eles.
      Os contratos deles envolvem muito mais que só os meios. Tem muito mais que os navios a própria e própria ToT e logística de suporte na conta. Eles compram equipamento com suporte operativo por décadas na conta.
      .
      “Amigos, um navio como as CCT é composto de casco, superestrutura, sistemas de propulsão, sistemas de geração, sistema de controle e gerenciamento, armamento e sistemas de combate.”
      .
      Projeto do CPN:
      Casco? Não tem nada de mais ali…
      Superestrutura? Mesma coisa que o casco…
      Sistemas de propulsão? É o arranjo mais simples do mercado..
      Sistemas de geração? É a mesma coisa da propulsão…
      Sistemas de controle? Nada que já não exista e esteja no mercado.
      Sistemas de controle e gerenciamento? Nada de outro mundo… E a MB ainda tem alguma coisa em parceria com a Omnisys…
      Armamento e sistema de combate? Tudo muito simples, nada de outro mundo.
      .
      “Quanto custa um radar 3D? Um radar DT? Uma EO? Um Flir? Um canhão 76mm, um canhão de 40mm, um VLS? Três dúzias de mísseis AA modernos?”
      .
      Pega o projeto do CPN de novo… O que tem de sistemas e armamentos ali não tem muito como passar de U$ 150 milhões. Não tem nada de especial no pacote. Nada. Nem um VDS sequer. Mas bota que custe U$ 200 milhões de armamento e sistemas. Todo o resto, custaria entre U$ 250 a U$ 300 milhões como?
      .
      ToT é caro, mas não justifica esse preço. Tem que ter no mínimo um baita de um pacote de suporte logístico e o navio deve fazer pelo menos um x mínimo de dias de mar. Só isso poderia justificar esse preço absurdo.
      O Navio é simples. Não tem nada de especial. Não tem como valer U$ 450/500 milhões nem aqui, nem em Zamunda.

  38. Li o comentário dos editores sobre a compra do Atlântico. Para não perder a oportunidade se raspou o fundo do tacho de outros programas. O programa que forneceu o fundo foi o Tamandares. Se havia gordura nesse fundo…

    Até a defesa de ponto terá que aguardar e vamos nos virar com o possível. Agora leio que a desmobilização do A12 segue como segue porque também não existem recursos para fazer o enterro.

    Agora tem o ministro da defesa em defesa dos programas que estão em andamento porque já faltam 5 bilhões para o PROSUB e para as Tamandarés. Ajuizando o que leio aqui, sem nenhuma influência do que acontece em Porto Alegre, acho que vivo no país dos tantans.

    Quem tem 12 e arruma sarna porque não fez o que deveria ter feito e por conta disso perdeu um e esse um impactou na operação dos 11 que ficaram, é a vida. Fazer ou não fazer e ter que se coçar faz parte do jogo da vida.

    Como o marinheiro americano que perdeu a função de comandante do Pacífico porque os destróieres estavam sendo abalroados por cargueiros. Tá na água, vai se molhar.

    Mas nós nao estamos em missão. Não nos enfiamos em conflitos. Não partimos para o mar. Só estamos ensaiando. Somos o técnico convocando o time. Não tem nem escalação. E já tá 1 X 0 pro adversário? Nem colocamos o time em campo.

    Tem um monte de opinião aqui. Tem uma pá de considerações e de sugestões. Todas são mais sensatas e mais inteligentes do que não fazer nada e não fazer nada é o tem ficado para a MB fazer. Esse nada não é nada ao pé da letra porque têm trabalho em movimento. É o nada do desânimo de quem sabe que a história está se repetindo.

    Fica quietinha que passa essa vontade de comprar. Seriado a Ilha dos Birutas. O navio tá encalhado e tem gente pintando ele.

    Não sei como chegamos a essa situação. Nem sei se tem almirante que faça diferente ou que banque o juiz surtado. Mas parece que vai piorar se ficar do jeito que está.

    Se tem juiz peitando colegiado e, há tempos isso tá acontecendo, pode ter almirante bravo que não acha nada disso engraçado.

  39. Bardini, tu não entendeu nada. Não tem navio deste porte por preço inferior a 400 milhões de dólares. Tem nota sim no Defensa.com falando exatamente sobre os custo no Patrulheiro Mexicano, estimado em 300 milhões de dólares e vai para em quase 450 milhões de dólares. Ahh mas ele tem RAM, e daí, as CCT vão ter VLS com missil que é mais caro, vai ter torpedo Mk 54, e daí as CCT não vão ter lançadores de torpedo, ele custa dinheiro, não vem de graça, ahh mas tem Harpoon, e daí as CCT vão ter um MAN, seja lá qual for, e daí????

    As [email protected] eu citei justamente para salientar como os novos navios são caros de construir, pois é um navio de “apenas” 4.500 tons e seu preço de bater nos 700 milhões de euros, e que não é o tamanho físico do casco que está fazendo a diferença, mas sim os sistemas de combate e os armamentos em si.

    Em síntese, a MB sim orçou em 400 milhões inicialmente o processo, e ela MB não se pronunciou oficialmente sobre preços menores, isto veio da imprensa, aonde alguns “articuladores” inseriram no “teatro de operações” que era muito dinheiro, e na verdade não é, porque os sistemas de combate estão cada vez mais caros e pesando cada vez mais no preços dos navios. Eu citei também a concorrência Australiana porque foi a concorrência mais recente de navios de 6.000 tons, e mesmo com os valores super estimados em função do pacote de manutenção por um período previsto no contrato, não se consegue mais comprar um navio de 6.000 tons devidamente armado por menos de 1 bilhão de dólares.
    De novo, Bardini, as K 130 Batch II que serão menores que as CCT e menos armadas, não terão hangar estão estimadas em meio bilhão de euros.

    “Pega o projeto do CPN de novo… O que tem de sistemas e armamentos ali não tem muito como passar de U$ 150 milhões. Não tem nada de especial no pacote. Nada. Nem um VDS sequer. Mas bota que custe U$ 200 milhões de armamento e sistemas. Todo o resto, custaria entre U$ 250 a U$ 300 milhões como?”

    Bardini, quanto custa um motorzão MTU bi turbo 16V TB 94 ou um 20 V??? Multiplica por quatro para ver o tamanho da piroc……

    Quanto custa uma caixa de redução planetária para engatar , sincronizar e transmitir potência de quatro motores???

    Duas piroc……

    Quanto custa cada motor diesel que deve ser algo na faixa de uns 800 Hps, e devem ser dois ou três, mais três alternadores na faixa de um 750 KVA cada um, mas um QTA, mais um QTM, mais três transformadores e mais um motor diesel de uns 250 hps e um alternador de uns 200 KVA de emergência???

    Custam varias piroc………

    Nem vou entrar no resto, que são milhares de kms de cabeamento, de disjuntores, de seccionadoras, elétro válvulas, bombas hidráulicas, compressores, e por aí vai.

    Bardini, bota no bico do lápis que tu vai ver aonde vai parar.
    Tchê, propaganda de fabricante na internet fala tudo de nada, mas fala nada de custos, pelo menos os reais.

    • Só pra ajudar no debate de vocês, ontem ou anteontem, na matéria sobre a venda das corvetas Milgem para o Paquistão, coloquei em comentário links para duas notícias com declaração do CEO do estaleiro turco produtor do navio sobre o preço da versão normal da Milgem: 300 milhões de dólares – valor que ele contrasta com a versão a ser vendida para o Paquistão, por 250 milhões cada navio, devido ao fato que será vendida sem vários armamentos e sistemas originais pois os paquistaneses instalarão equipamentos e armas locais.

      Só que vale dizer que mesmo a Milgem original turca é um navio consideravelmente menor e menos equipado (99m comprimento, sem VLS – o lançador é RAM conteirável – , sem canhão secundário, entre outras coisas) que o oferecido para a concorrência da Tamandaré.

    • …”PROPULSÃO: US$ 32 milhões, 9 por cento. A maior parte dos custos da propulsão da Type 054A provém de seus quatro motores diesel Pielstick/Shaanxi PA6. Pelo menos uma empresa comercial oferece motores Pielstick para venda entre US$ 1 e US$ 10 milhões cada. Esta estimativa usa o preço médio de US$ 5 milhões por motor para refletir o tamanho do motor e a qualidade superior necessária para uma aplicação militar. O saldo do custo estimado reflete a caixa de velocidades, os eixos de transmissão, os lemes e os hélices.”

    • Só pra tentar contribuir no debate. Ao pesquisar valores para as Iver Huitfeld achei reportagens onde a Dinamarca, em 2015, comprou duas Millennium 35 por US$ 21 milhões aproximadamente para suas fragatas; só por curiosidade, todo o armamento das Iver Huitfeld foi reaproveitado, inclusive os Millennium são maquetes que foram sendo trocados por equipamentos reais posteriormente.
      Encontrei outro artigo em que a Índia adquiriu 13 Oto Melara 127 mm por, aproximadamente, US$ 18 milhões cada (incluso Tot, apoio logístico, etc) onde afirma que o custo de cada unidade do 127 mm pode chegar a US$ 24 milhões, dependendo da quantidade a ser adquirida.

      Link 1 valor das Iver Huitfeld
      //warontherocks.com/2013/08/getting-our-moneys-worth-lcs-vs-iver-huitfeldt-class/

      Link 2 compra dos Millennium
      http://www.shephardmedia.com/news/imps-news/denmark-orders-rheinmetall-millennium-guns/

      Link 3 valor do contrato da Índia
      world-defense.com/threads/indian-navy-selects-oto-melara-127-64-lw-gun.491/

  40. Sobre o custo de uma escolta, convido o pessoal a fazer um exercício teórico de estimativa de custo, claro que é muito difícil estimar o custo de armas/sistemas navais, mas iniciei uma tabela bem básica com alguns dados estimados, sem precisão alguma mas que permite ter uma ideia.

    Se alguém se habilitar para completar ou melhorar a tabela agradeço, não é necessário ter precisão ou ter o custo de um sistema da Tamandaré, basta um similar.

    Sugiro aos editores um artigo sobre o assunto seria bem esclarecedor.

    CUSTO DO CASCO POR TONELADA: ?

    SENSORES:

    Radar principal tipo Artisan– US$ 123 milhões
    http://www.deagel.com/Sensor-Systems/ARTISAN-3D_a002238001.aspx

    Diretora de tiro principal — US$ ?

    Sonar de casco: —– US$ ?

    Alça optrônica —- varia de US$ 1,6 a fonte a 8 milhões –
    conforme https://www.forecastinternational.com/archive/disp_pdf.cfm?DACH_RECNO=746

    Sensor MAGE: ?

    ECM: ?

    SISTEMAS DE BORDO

    Sistema de combate: Estimativa de custo superior a US$ 100 milhões ?
    Sistema de controle de avarias:
    Sistemas de comunicação:
    Máquinas principais:

    ARMAS

    Canhão de proa de 76 mm — Mais de US$ 10 milhões ?
    Canhão CIWS —————- US$ 12 milhões
    Míssil anti navio cada um — US$ 3,5 milhões x 4 = 14 milhões
    Míssil anti aéreo deve estar por volta de 1 milhão a unidade
    Reparo Mark 32 e torpedos anti submarino
    Lançador de chaff/decoys ——

  41. Vamos que apareça uma proposta de US$ 350 mi x 3,75 = R$ 1 bi 312 mi.
    Com a previsão orçamentária de R$ 2 bi para capitalização da Emgepron, que ainda pode estar na mira da faca afiada do Ministério do Planejamento, e em ano eleitoral, pré novo governo, como poderia a Marinha assinar um contrato de 4 navios?? No máximo 2 (assim ficaria “devendo” só R$ 600 mi, que dá pra “arrumar”), ainda assim se a capitalização for integralmente concretizada pelo governo (e parece que já “subiu no telhado”, pelo menos parcialmente, conforme matéria do Forte sobre cortes orçamentários).
    E se o próximo governo não bancar ou não puder fazer novas capitalizações, de onde a Marinha vai tirar o dinheiro para pagar o contrato?? (pq o Planejamento vai exigir cortes para cobrir o buraco, é assim que funciona) Será que, assinado o contrato nesse governo, sem financiamento externo garantido, o próximo vai honrá-lo?? Ou a Marinha está na linha de “criar o fato consumado” no final de um governo para obrigar o próximo a bancar, mesmo com a limitação do teto de gastos??
    Não seria melhor nesse final de governo, se ele conseguir fazer a capitalização, contratar apenas o primeiro navio, construído em sua maior parte no exterior, com opção de mais 3 construídos no Brasil, mas tal opção somente sendo resolvida ano que vem?? E até com opção de um segundo construído no exterior, sem obrigatoriedade de construção no Brasil.
    Falo isso em face do teto de gastos, da previsão de deficits impagáveis no próximo governo, da existência de vários projetos já em andamento, da notícia de que para esse ano não haverá recurso para eles (no que não estiver financiado), da previsão de menor crescimento do PIB, etc, etc, etc. O mar não está para peixe, deveríamos dar um passo de cada vez, para não termos depois que pagar multas e passar vergonha de não conseguir bancar o projeto.
    Essa é uma grande decisão a ser tomada pelo Comandante até o fim de sua gestão, bancar o contrato dos 4 navios ou contratar apenas 1 ou 2. Desde, é claro, que haja a capitalização. Se não houver, sua decisão ficará bem mais simples (infelizmente…)

  42. Os estudos ou a previsão da despesa da MB estão entre 1,6 e 1,8 bilhões de dólares. Para as 4. Não precisa fazer toda a conta em dólares porque nem tudo será incorporado pelo construtor. Contratos internacionais têm dólar hedeado. Não se sabe o valor do hedge oferecido por quem irá financiar.

    Tem uma matéria do Poder Naval sobre as Types 54 chinesas detalhando os custos estimados de construção. Bate em quase 400 milhões de dólares. Dentro do orçado. Mas são chineses. E eles não estão aqui. Talvez pelo mesmo motivo da desistência de espanhóis, coreanos e russos. Cartelizacao dos estaleiros.

    Acontece que 500 milhões de reais foram contingenciados por conta da paralisação dos caminhões. O ministro Silva e Luna está pedindo mais 5 bilhões de reais para os dois programas porque a MB tem usado recursos das Tamandarés para pagar o Atlântico, por exemplo. Os custos do PROSUB estão publicados aqui. Um deles foi o aumento da chapa de aço em 3%.

    São 4 corvetas X 40 anos dos meios atuais. Isso parece que não está entendido lá em Brasília. Quando for possível baixar os meios que já prestaram valorosas missões, vamos ter outro estresse porque quem tem 4, tem 2. Ou 3 no Brasil.

    A MB está insistindo na conta gorda de até 500 milhões de dólares (não se sabe o valor do hedge). Deve ter seus motivos. Um deles é a eleição. Outro é que vivemos no país dos birutas. Vide Porto Alegre.

    Quando comecei a ler o Poder Naval alguém comentou que com essa grana a MB estava ou estaria a comprar corvetas desdentadas. Penso que quem deve mostrar os dentes aos políticos são os Almirantes.

  43. “A fixação da MB em exigir que os estaleiros estrangeiros apresentem propostas para a construção do navio de 2.790 toneladas concebido pelo Centro de Projetos de Navios da Marinha, sofre uma indisfarçável rejeição dos fornecedores. Algo que até mesmo os oficiais que cuidam do assunto na Diretoria-Geral do Material e na Diretoria de Gestão dos Programas Estratégicos da Marinha já admitem.”

    Não me surpreende. Eles já tem seus produtos prontos com todos os direitos de propriedade de projeto com eles, por quê se interessariam em ensinar estaleiros nacionais a fabricarem uma classe de navios que poderia vir a concorrer com o deles no mercado internacional?

  44. Olhando para a realidade:

    PROSUB, mencionado no texto:

    Foi um erro.

    Revitalização dos Sub’s na Alemanha e no AMERJ e a encomenda de 4 Sub’s modernos diesel-elétricos convencionais na Alemanha teriam nos dado ótima capacidade de dissuasão, sem reinventar a roda.

    Teria sobrado dinheiro para comprar escoltas chave na mão.

    Mas como sempre, ToT, interesses ghost, etc etc etc

    A cabeça não pensa, o corpo paga e padece.

    O resto é babababz

  45. Complementando:

    Não temos política de Estado desde 1978.

    Políticas de Governos desde então,

    nos últimos 16 anos política única:

    De interesses…

  46. Um Comandante muito afável, gostei muito de tê-lo conhecido numa oportunidade no ano passado, durante uma visita a Comissão de Relações Exteriores da Câmara. Uma pessoa de trato simples e acessível (pelo menos foi esta a impressão que tive). Com certeza, deixará saudades aos seus comandados.

    E, diante das restrições orçamentarias, fez um comando muito bom, na minha opinião.

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