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Concluída a revisão crítica dos OPCs da Guarda Costeira dos EUA

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Offshore Patrol Cutter
OPC – Offshore Patrol Cutter da USCG

O Eastern Shipbuilding Group (ESG) anunciou que concluiu sua revisão crítica final do projeto (FCDR) para o programa do Offshore Patrol Cutter (OPC) da Guarda Costeira dos EUA (USCG).

O FCDR foi terminado em 29 de junho de 2018, após uma semana de discussões, demonstrações e apresentações de design da equipe de projeto do ESG para a USCG e o Departamento de Segurança Interna (DHS).

O FCDR é realizado para verificar se o projeto detalhado do OPC está integrado e internamente consistente com os requisitos da USCG e aponta para o exercício da opção de contrato para a construção do primeiro casco USCGC ARGUS.

A construção do navio principal está prevista para começar após a opção de contrato ser exercida com entrega em 2021.

“Este importante marco para o programa OPC foi alcançado a tempo e nosso projeto foi encontrado pronto para o próximo marco, a revisão da prontidão da produção (PRR) em 31 de julho de 2018”, observou o presidente do ESG, Joey D’Isernia.

Os novos OPCs da Guarda Costeira dos EUA fornecerão uma ponte de capacidade entre o National Security Cutter, que patrulha o oceano aberto nos ambientes marítimos mais exigentes, e o Fast Response Cutter, que serve mais perto da costa. Os OPCs substituirão os Medium Endurance Cutters atualmente em serviço.

Perfil do OPC

O OPC é projetado para conduzir múltiplas missões em apoio à segurança marítima e proteção de fronteiras do país.

O projeto OPC inclui a capacidade de transportar um helicóptero MH-60R ou MH-65 e três pequenas embarcações operacionais over-the-horizon (OTH). O navio também é equipado com um sistema de combate altamente sofisticado e um conjunto C4ISR (comando, controle, comunicações, computação, inteligência, vigilância e reconhecimento) que aumentará as capacidades para executar as missões do serviço.

O Eastern Shipbuilding Group está atualmente finalizando seu projeto para construir o primeiro navio. O contrato inclui opções para produção de até nove unidades e tem um valor potencial total de US$ 2,38 bilhões, ou US$ 264,4 milhões por navio. A Guarda Costeira dos EUA planeja adquirir um total de vinte e cinco navios na classe.

Os OPCs deslocam 3.500 toneladas, com comprimento de 110 metros, boca de 16 metros e calado de 5,2 metros. São propulsados por dois motores diesel MAN de 9.760 hp cada, atingindo uma velocidade máxima de 22 nós. A autonomia é de 8.500 milhas náuticas a 14 nós.

33 COMMENTS

  1. Tem radar 3D mas não tem radar de controle de tiro para o canhão Mk-110 (57 mm). O MEC classe “Famous” tinha um radar de controle de tiro para o canhão Mk-75 (76 mm).

  2. Senhores pelo que entendi elas são maiores que nossas corvetas, porém menos armadas, e, outro detalhe o preço unitário em relação às nossas corvetas, ou estou viajando?

  3. Armament:
    1 x MK 110 57mm gun a variant of the Bofors 57 mm gun and Gunfire Control System
    1 x BAE Mk 38 Mod 2 25mm gun
    2 x M2 Browning .50 caliber (12.7 mm) machine guns mounted on a Remote Operated Small Arms Mount (ROSAM)
    4 x Crew Served M2 Browning .50 caliber (12.7 mm) machine guns
    Designed For but not with additional weapons.
    .
    Bosco, quais seriam estes tais “armamentos adicionais” ?

    • Delfim,
      Chutaria que estará apta receber em caso de necessidade:
      1-CIWS Phalanx
      2-SeaRAM ou RAM
      3-lançadores Mk-141 para Harpoons ou lançadores para mísseis NSM
      4- laser tático (LaWS).

  4. Perguntei, se este navios da guarda costeira são maiores que as corvetas que estão em concorrência para construção, e, o preço cobrado para cada uma delas, segundo consta dólares 265,000 muito mais baratas do que estão falando do valor para nossas corvetas????
    É são menos armadas que as nossas futuras corvetas???)

      • São muito menos armadas, Vovozão.

        Um é navio-patrulha oceânico, com armamento de um canhão (57mm) e três metralhadoras (25mm e .50), que é um ótimo armamento para navio-patrulha oceânico, mas não para corveta. A propulsão também é simplificada (arranjo de dois motores), provavelmente a compartimentação não é a mesma de um navio de guerra. Por outro lado, tem bons sensores e sistemas de comunicação e controle mais sofisticados para a função em relação ao que se vê comumente em navios do tipo, o que, aliado ao porte de fragata (3500t), gera um custo elevado para um navio-patrulha oceânico.

        Já as corvetas pretendidas conforme o projeto da Marinha, apesar do menor porte (cerca de 2800t), têm propulsão um pouco mais complexa (arranjo de quatro motores, com maior potência somada comparada ao porte, para mais velocidade), em compartimentos estanques separados, e armamento muito mais completo, com lançadores de mísseis mar-mar, mar-ar, canhões principal e secundário integrados à sistemas de direção de tiro para também terem boa capacidade contra alvos aéreos, inclusive mísseis (e não só contra alvos de superfície), torpedos antissubmarino, sistemas de guerra eletrônica, despistadores de mísseis, sonar, mais paióis protegidos para tudo isso e para os armamentos do helicóptero embarcado, sistemas de combate à incêndio e avarias mais complexos etc.

        São navios diferentes, para propósitos diferentes, com equipamentos, armas e sistemas diferentes, com preços também diferentes.

        • Só pra constar, esse “cutter” é dotado de sofisticado sistema de defesa passiva antimíssil composto pelo sistema SLQ-32 e por lançadores de despistadores NULKA.
          A falta do sistema SRBOC é interessante. Em tese não há nenhuma defesa contra mísseis guiados por IR.

        • Perdão pela intromissão, mas é raro encontrar pessoas que entendem do assunto e que sejam educadas, na internet.
          Sei que a designação OPV, corveta (leve ou pesada), fragata (leve ou pesada) e destróier se dá pelo emprego, que reflete na autonomia, armamento, propulsão e outros sistemas (sensores por exemplo) e não necessariamente pela tonelagem. Além disto, sei que cada Marinha adota designação própria. A Marinha russa, por exemplo, possui corvetas de 500 a 2200 T, salvo engano. Pessoalmente achei impressionante a quantidade de armamento que espremeram nas 950 T da Buran -M.
          Disto isto, qual seria diferença teórica, no contexto atual, entre corveta, fragata e destróier?
          Se o assunto já foi tratado pelo Blog, lamento pelo equívoco, aceito indicação do artigo, se houver.
          Obrigado

          • Daniel…
            .
            não é fácil responder, não apenas porque cada marinha classifica seus navios como quer, mas, também porque as definições clássicas perderam-se com o tempo, mas, no geral acho que faz sentido o seguinte:
            .
            – Destroyer : é um termo inglês e seu equivalente na marinha brasileira foi contra torpedeiro, um termo completamente
            inadequado já faz décadas, então seria necessário criar uma nova classificação…fragata “pesada” ou simplesmente fragata
            pode atender…mas…basicamente trata-se de um grande navio que pode exercer com maestria a guerra anti submarina, anti aérea e anti superfície.
            .
            Fragata – é um meio termo entre o “destroyer” e uma corveta, basicamente é um navio de tamanho médio que pode exercer com maestria uma ou duas das capacidades que citei acima e medianamente as outras duas ou uma.
            .
            Corveta – claramente é o menor dos três e portanto pode exercer
            com maestria uma das funções e medianamente as outras duas ou uma.
            .
            É mais ou menos como vejo, mesmo sabendo que há limitações
            quando se quer explicar algo difícil de ser explicado.

  5. Aquela velha história OPV bombado vs corveta. Casco comercial vs casco militar. Uma melhor artilharia e mísseis antinavio versus um sistema de combate total com capacidade para guerra antiaérea, de superfície e submarina. Claro que os custos serão maiores em um navio de combate. Mas claro também que este tipo de OPV oferece perspectivas interessantes.

  6. Já tinha postado em outra oportunidade… Essa é a base do projeto:
    https://vardmarine.com/wp-content/uploads/2015/07/VARD-7-100.pdf
    .
    Tem tudo para ser um baita Navio Patrulha e ainda pode servir de apoio a US Navy, em caso de estourar algum conflito.
    Top de linha. Projeto VARD/ Fincantieri… E os caras estão aqui.
    .
    “O contrato inclui opções para produção de até nove unidades e tem um valor potencial total de US$ 2,38 bilhões, ou US$ 264,4 milhões por navio.”
    .
    Eu pensava que esse OPC seria bem mais caro, pelo o que se divulgava.
    .
    Se um navio dos Americanos, que não são de fazer economias na construção de seus meios, está realmente custando esse valor aí citado, só demonstra a loucura que é aquela conversa da MB ter que desembolsar mais do que os U$ 400 milhões de dólares por cada unidade de uma Corveta como a que o CPN projetou.
    O navio do CPN é menor e não tem como existir U$ 200 milhões e dólares ou mais em custos de compartimentação, equipamento, armamento ou motorização naquele projeto do CPN que justifique essa diferença toda.
    Aquele valor só faz algum sentido se estiverem colocando várias e várias outras coisas na conta, como por exemplo um grande pacote de suporte logístico ao longo de um “X” tempo. Mas, deixa pra lá… Tem quem acha que é vantagem ou justo.

  7. Contrariando a tendencia das corvetas e fragatas esse projeto não tem pretensão a ser “Stealth”. Guarda costa não precisa se esconder do inimigo a não ser que requisitado para operações de guerra. Dai aquelas obras mortas na forma de caixote, a la OHP irão revelar onde está o alvo. But…como se diz aqui no trópico: escolta é escolta e OPV é OPV.

  8. Perspectivas: Construiremos quatro corvetas/escoltas, pelos planos previstos, pois não temos dinheiro para ter o número suficiente para as nossa necessidades. Mas restará uma enorme lacuna, tendo em vista imenso tamanho da nossa costa e a grande quantidade de atribuições. Aí pode entrar o conceito de um OPV melhor armado a um custo de 150 milhões de dólares, o qual poderá receber o Mansup de modo a ter alguns dentes e permitir também maior demanda de produção para o nosso míssil. Apesar da vulnerabilidade do casco e limitações para defesa contra mísseis ou guerra antisubmarina. Este navio armado com um canhão de proa apontado por uma alça de mira optronica nacional e manpads, oferece o caminho econômico para se obter o número de meios necessários. Já tivermos um arranjo assim na FAB quando a massa era formada pelos jatos leve de treinamento Xavantes.

  9. Este projeto cairia como uma luva pra nossa MB , poderia ficar partilhando por aqui na moral e em caso de necessidade se adiciona os meios para combate . A MB teria dois navios em um e pelo preço poderiam ser mais que quatro, talvez uns 6 e ainda pode levar o SeaHawk. Fecha logo com os caras MB.

  10. Sempre pensamos em soluções paliativas e gambiarras. Assim não teremos uma força naval que seja levada em conta. Permaneceremos na classe das marinhas marginais. Isso não representa o Brasil por suas potencialidades e responsabilidades. Ou armamos nossos marujos de forma adequado ou chamamos o Tio Sam para guarnecer o Atlântico Sul.

  11. O “Tio Sam” mesmo que quisesse não poderia…a marinha dele está esparramada demais,
    Pacífico Ocidental e Oriental, Atlântico Norte, Caribe, Mar Mediterrâneo, Mar Arábico, Golfo Pérsico…e NADA de Atlântico Sul.
    .
    Para não escrever NADA como absoluto, eventualmente quando um de seus grandes navios que não pode atravessar o Canal do Panamá precisa contornar à América do Sul, então se utiliza do Atlântico Sul, como o USNS Hershel Williams que saindo de San Diego fez uma escala no Chile e chegou em Norfolk semana passada …uma viagem de 2 meses.
    .
    Sorte nossa o Atlântico Sul não chamar tanta atenção e isso não deverá mudar tão cedo,
    portanto nada deverá mudar muito em termos de orçamento, mas, ao menos, à aquisição do “Atlântico” foi uma excelente notícia.

  12. Quanto aos novos “cutters” , demorou a decisão, mas, aparentemente o programa está agora bem encaminhado e uma data bastante realista para entrega do primeiro em 2021…para finalmente serem retirados de serviço unidades mais antigas de 50 anos ou mais.

      • Denominação naval tradicional, do tempo do Onça, pra veleiros pequenos de um só mastro, e que não tem nada a ver com o tipo atual de navios como esse nos Estados Unidos. Os nomes e tipos de navios mudam bastante com os séculos.

        Nos EUA é uma denominação que usam pra navio-patrulha oceânico, simples assim.

  13. Caro Daniel Souza realmente estas denominações geram muita confusão. Sendo bem complexo, mas primeiramente os termos corveta e fragata designam navios de escolta, entre outras palavras o popular “navio de guerra” ou seja são navios projetados para o combate, não só pelas armas e sensores, mas também no que se refere a cascos e máquinas. O que difere de outros como por exemplo os OPV que são destinados a patrulha e que podem ser armados, mais ou menos fazendo uma analogia como um caça puro e um treinador armado.

    Corveta em tese seria o menor navio de guerra com capacidade plena de realizar operações no oceano, distante da costa. Isso quer dizer que ela esta apta por exemplo para escoltar um comboio em uma viagem de um continente ao outro, enfrentando as condições do mar e para isso ela tem em geral um armamento variado apto para empreender guerra contra navios, contra submarinos e se defender de ataques aéreos. Ocorre que a tonelagem varia muito conforme os países, bem como a composição das armas, mas as características negativa são a pequena autonomia no mar e a dificuldade maior de enfrentar as condições de mar.

    Agora a diferença principal entre a corveta e a fragata, é que esta última é muito maior, assim mesmo que o armamento seja o mesmo a fragata tem muito mais autonomia tanto em combustível como em alimentos para ficar mais tempo o mar e como tem casco maior ela navega melhor em mar agitado, tem também paióis maiores para levar mais munição e também maior altura de mastros tendo portanto maior horizonte radar, bem como quase sempre tem um helicóptero orgânico o que aumenta muito a sua capacidade. Ou seja é superior em tudo a uma corveta.

    O Destróier e o cruzador são outras duas classificações bem complicadas, hoje temos fragatas de 6000 toneladas do tamanho de pequenos cruzadores da Segunda Guerra Mundial. Mas isso já estenderia por demais o assunto. Mas em tese o cruzador, pelo menos na IIGM, estaria na escala de porte do lado oposto ao da corveta. Ou seja o maior dos navios de escolta, tanto em tamanho e armas, com velocidade e proteção, bem como autonomia.

    Espero ter ajudado.

    • Caro Jose Luiz

      Obrigado pela ajuda, lendo o seu comentário, bem como o do Dalton, percebo há uma grande “zona nebulosa” entre Corvetas de maior porte ( cerca 100m de comprimento, mais de 2.000 t de deslocamento, com capacidade de operar helicópteros) e Fragatas, e mais ainda entre estas e os Destróiers (contra-torpedeiro). Praticamente não há diferenças no emprego, e quanto ao porte, é algo bem subjetivo.

  14. Pelo volume do hangar, parece que vai ter espaço pra mais do que um Seahawk. Será que as tais embarcações OTH ( não seriam aqueles botinhos laranja, né?…) não são, na verdade, UTAVs (aposto que nada daquela bobagem de CAMCOPTER)?
    As Mk110 57mm já não tem um radarzinho de tiro integrado na torreta?…

    • Alex…
      .
      lendo o original em inglês…está lá ,”three over- the- horizon cutters boats , ou, CB-OTH,
      que são utilizados por outras classes de cutters e são aqueles botes cor laranja.
      .
      O hangar poderá acomodar apenas 1 “Seahawk” , mas, até 3 pequenas aeronaves não
      tripuladas serão embarcadas também.

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