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Classe Tamandaré: mais detalhes da proposta da Damen, Saab e Wilson Sons

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Na feira RIDEX, que ocorreu entre 27 e 29 de junho no Rio de Janeiro, o ‘Consórcio Damen Saab Tamandaré’, do qual participam as duas empresas europeias e o estaleiro brasileiro Wilson Sons, apresentou informações sobre sua proposta baseada no navio Sigma 10514 para o programa das novas corvetas para a Marinha do Brasil, e o Poder Naval também apurou algumas características técnicas adicionais dos navios

 

Por Fernando “Nunão” De Martini

Esta matéria trata da proposta da Damen / Saab / Wilson Sons para o programa de obtenção das corvetas classe “Tamandaré” (CCT) da Marinha do Brasil  (MB). Mas, antes de falar da proposta, vale a pena rapidamente relembrar alguns acontecimentos anteriores do programa para colocar a proposta no devido contexto: em 19 de dezembro do ano passado (2017), a MB lançou o Pedido de Propostas (RFP – request for proposal) para estaleiros estrangeiros interessados em construir as CCT em parceria com estaleiros do Brasil, com transferência de tecnologia para a construção dos quatro navios solicitados. Na ocasião (clique aqui para acessar matéria da época), foi informado aos presentes que as propostas poderiam ser respondidas para a construção tanto do projeto de propriedade intelectual da Marinha (desenvolvido pelo Centro de Projetos de Navios da MB e detalhado pela Vard, a partir da corveta Barroso, em serviço, e recebeu diversos e importantes aprimoramentos e modificações) tanto com um projeto de propriedade intelectual do proponente – NAPIP – desde que superasse as características do projeto da Marinha.

Em 18 de junho deste ano, nove propostas foram entregues em resposta ao RFP, entre elas a do consórcio formado pelo estaleiro holandês Damen Schelde Naval Shipbuilding (DSNS), pela divisão Saab Naval Solutions do grupo de defesa sueco Saab, e pelo Wilson Sons Estaleiros, do Brasil. O consórcio concorre ao programa CCT com uma proposta de NAPIP, uma versão modificada da plataforma Sigma 10514.

Nesta matéria, trazemos alguns detalhes da proposta do consórcio e de aspectos técnicos do navio, conforme pudemos apurar na recente edição da feira Ridex, realizada entre 27 e 29 de junho no Rio de Janeiro, evento ao qual o Poder Naval esteve presente e o consórcio expôs num estande próprio da parceria Damen – Saab – Wilson Sons. No estande, destacava-se uma maquete do navio proposto (que pode ser visto nas fotos acima e abaixo, e outras desta matéria) e concepções artísticas nas paredes, painéis eletrônicos e materiais impressos. 

Plataforma Sigma 10514 – Versões do navio foram contratadas pelas marinhas da Indonésia, Marrocos e do México, sendo basicamente, segundo o consórcio, um projeto comprovado sobre o qual foram introduzidas as modificações necessárias para atender ao RFP. O nome Sigma corresponde a uma família de embarcações da Damen abrangendo desde navios-patrulha e de ataque rápido até fragatas, em que o formato do casco, construído segundo um plano estrutural padrão, é ampliado em comprimento e em boca (largura) para as diversas opções. Esse formato, segundo a Damen, é resultado da experiência com sete gerações de fragatas construídas no passado, sendo por esse motivo amplamente testado. Ainda que o destaque da empresa holandesa na ocasião fosse nos navios militares, foi ressaltado que a Damen já construir mais de 6 mil embarcações no total, atendendo a mais de 20 marinhas, acumulando cerca de 140 anos de experiência.

A numeração dos navios da família Sigma faz referência ao comprimento e boca do navio. Assim, a corveta Sigma 7513, por exemplo, refere-se a um navio com 75 metros de comprimento e 13 metros de boca (valores aproximados). Vale dizer que a empresa classifica produtos da família como corvetas até a Sigma 9113 (91m de comprimento x 13m de boca) e o modelo seguinte da família, a Sigma 9813, já é apresentada como fragata. Mas essa classificação varia de fabricante para fabricante, de cliente para cliente.

No caso do navio oferecido para a concorrência brasileira, a oferta está baseada no projeto Sigma 10514, ou seja, um navio de 105 metros de comprimento e 14 metros de boca e que o fabricante classifica como fragata. Como mencionado, já teve contratos assinados e construção de navios iniciada no México, Marrocos e Indonésia (para esta, a primeira entrega foi em fevereiro de 2017). Porém, apesar da numeração ter sido mantida como 10514, na ficha técnica da versão para o Brasil o comprimento indicado não é de 105 metros, e sim de 107,5 metros, e percebe-se pelas ilustrações e pela própria maquete, em comparação por exemplo à versão  recentemente entregue para a Indonésia, que esse acréscimo de comprimento aparentemente foi feito no espelho de popa (que ganhou maior inclinação), ampliando-se a área do convoo.

Ainda segundo a Damen, o projeto da família Sigma é modular, com emprego de soluções padrão e uso de equipamentos disponíveis comercialmente, os chamados itens “de prateleira” (off-the-shelf)  sempre que possível, que podem ser aprimorados para atender a padrões militares quando necessário. Outra característica destacada pela empresa holandesa é que o efeito da repetição de soluções na família Sigma, tanto no casco quanto nos sistemas, reduz a complexidade da construção e o risco dos projetos.

Modularidade e aprendizado – Para atender ao RFP da Marinha do Brasil quanto às exigências de conteúdo local, transferência de tecnologia, construção em estaleiro brasileiro e capacidade futura de manutenção, o consórcio aproveitou o conceito de construção modular da plataforma Sigma. Conforme Alencar Leal, oficial da reserva da Marinha (deixou o serviço há 10 anos) e que hoje é analista de projetos da Saab Brasil, caso seja vencedora da concorrência da Marinha, a proposta prevê que a maior parte do trabalho de construção dos módulos dos quatro navios seja feita no estaleiro brasileiro integrante do consórcio, o Wilson Sons. Apenas alguns módulos do primeiro navio deverão ser construídos na Holanda, no caso os que contém os componentes de automação e de eletrônica, com aprendizado de engenheiros e técnicos brasileiros no processo para treinarem como “rechear” esses módulos com os sistemas de alta complexidade oferecidos. Demais módulos deste primeiro navio já seriam construídos no Brasil pelo estaleiro Wilson Sons.

Concepção artística do consórcio Damen – Saab – Wilson Sons mostra os diversos módulos que compõem a Sigma 10514 oferecida para o Brasil. Percebe-se opções de maior calibre para o canhão principal de 57mm da proposta, assim como lançadores de mísseis antinavio tanto do padrão Exocet / Mansup (em configuração 4+4) adotados pela Marinha do Brasil quanto do padrão RBS15 sueco (em configuração 2+2)

A partir da segunda unidade, todos os módulos, incluindo os que recebem os componentes de automação e de eletrônica, seriam construídos no Brasil, atendendo às exigências de conteúdo local e de cronograma exigidos pelo RFP da Marinha. Ainda segundo Leal, não só o treinamento dos engenheiros e técnicos brasileiros na Holanda para acompanharem a construção dos primeiros módulos e integração dos sistemas eletrônicos, mas também o treinamento de tripulações para operar os navios são atendidos pela proposta do consórcio (vale lembrar que as exigências de soluções de treinamento para os tripulantes estão no RFP da Marinha).

Wilson Sons e redução de riscos – Conforme Alencar Leal, a proposta do consórcio visa reduzir ao mínimo os riscos da Marinha do Brasil com as novas corvetas, oferecendo um navio que é uma plataforma comprovada, a ser construída por um estaleiro nacional, o Wilson Sons, que já tem uma relação de negócios de mais de 20 anos com a holandesa Damen. Ou seja, já estão acostumados a realizar programas,  construir navios e compartilhar informações de projetos “falando a mesma língua”, não precisam começar a aprender a trabalhar juntos agora. Da mesma forma, Damen e Saab já realizam outros programas juntos na Europa há bastante tempo, segundo Leal.

Sobre o Wilson Sons, o estaleiro tem mais de 80 anos de história e está localizado na cidade de Guarujá (litoral do estado de São Paulo), junto ao canal de entrada do porto de Santos, e sua experiência na construção, manutenção e reparo de navios é em sua maior parte em embarcações para apoio a plataformas em alto-mar e apoio portuário. O estaleiro já construiu mais de 130 navios, 90 deles em conjunto com a Damen.

Concepção artística da versão Sigma 10514 oferecida para o programa CCT da Marinha do Brasil, sobrevoada por dois caças Saab Gripen e tendo o panorama do Rio de Janeiro ao fundo

Sistemas, sensores e armentos da Saab – considerável quantidade de sistemas e armamentos da proposta têm fornecimento pelo grupo Saab (que acumula mais de 75 anos de experiência no mercado de defesa), como o sistema de gerenciamento de combate 9LV, customizável para vários tipos de navios militares. A arquitetura do 9LV é aberta, visando facilitar a integração de módulos de terceiros, e segundo o consórcio já é empregado por diversas marinhas. Embora não pudesse entrar em detalhes adicionais, mesmo porque os processos de seleção e negociações mais profundas com a Marinha quanto a equipamentos, sensores e sistemas específicos dependerão da oferta avançar para a “short list” da concorrência, Alencar Leal afirmou que a proposta do sistema 9LV é continuar a evolução do sistema de combate nacional.

No material de divulgação apresentado, constam entre os principais itens da Saab não só o sistema 9LV, mas também radares de vigilância 3D Sea Giraffe AMB e 1X (no interior de um radome cônico que forma a continuidade do mastro principal), sistema / radar de direção de tiro CEROS 200, alça optrônica / eletro-óptica de direção de tiro EOS 500, sistemas de guerra eletrônica (R-ESM e C-ESM SME 250 e CRS Naval), sistema TactiCall integrado de comunicações, lançadores de mísseis mar-mar RBS15 (quatro mísseis, em configuração 2+2), além de estações remotas de armas Trackfire. Apesar de não denominados explicitamente, os canhões principal (57mm) e secundário (40mm) mostrados nas concepções artísticas e na maquete são produtos de origem também sueca (Bofors, sendo atualmente produtos oferecidos pelo grupo britânico BAE Systems), ainda que outras opções de maior calibre fossem vistas para o canhão principal na ilustração da divisão em módulos, e que são produtos de outros países.

Não foram apresentados explicitamente os fornecedores de sistemas como sonar, lançadores triplos de torpedos antissubmarinos (posicionados atrás de portas nos bordos da superestrutura), de despistadores de mísseis, assim como de mísseis antiaéreos (em células de lançamento vertical posicionadas atrás do canhão principal). Vale ressaltar, porém, que além do estaleiro Wilson Sons o consórcio apresentou algumas das empresas brasileiras parceiras na proposta, no caso a Consub (soluções em tecnologia e integração de sistemas navais), responsável pela integração dos equipamentos, e a Akaer (mercados aeroespacial e de defesa), que fornecerá “outros sistemas de combate”. A Consub, vale frisar, é fornecedora dos sistemas de gerenciamento de combate Siconta para a MB. Foi reforçada pelo consórcio a flexibilidade da proposta para atender aos requisitos que a Marinha estipular, após eventual avanço da proposta do consórcio na concorrência, para instalação de equipamentos específicos de fornecedores de sua escolha.

Apurando mais detalhes – Além das questões de caráter geral envolvendo a proposta do consórcio, este colaborador do Poder Naval buscou conhecer alguns detalhes mais específicos do navio oferecido para a concorrência. Para isso, conversei com um dos engenheiros navais da Damen, Roberto Santoro, até onde foi possível antes que um executivo da empresa “gentilmente” me convidasse a não fazer mais perguntas no estande.

Plataforma de armas à vante do passadiço – A primeira das questões referiu-se à mudança de posicionamento do canhão secundário, que em outros navios Sigma 10514 é instalado em plataforma entre o passadiço e o canhão principal, e que se destaca na linha diagonal da superestrutura. Na maquete e ilustrações da versão para a concorrência da classe “Tamandaré”, o canhão secundário, cujo formato é claramente de uma torreta BAE Bofors 40mm Mk4 de operação remota (com back-up de operação local), está posicionado sobre o hangar, tal qual a torreta Mk3 da corveta Barroso da Marinha do Brasil. A mudança atende a requisitos da própria Marinha. Perguntei se a proposta inclui alguma opção para ocupar essa plataforma à vante do passadiço com algum armamento, e se, no caso de poderem ser disponibilizadas para tanto algumas áreas dos compartimentos de conveses inferiores, se o projeto permitiria a instalação abaixo dessa plataforma de lançadores verticais de maior comprimento que os já previstos no convés principal (aproveitando-se a maior altura em relação a este para prover maior profundidade).

A resposta foi que essa plataforma é vista, na versão oferecida para a MB, como espaço para eventual instalação sobre ela de sistemas de armas desejáveis no futuro, em modernizações e atualizações. Ou seja, um espaço reservado para capacidade de crescimento. Porém, não seria aconselhável, em navio desse porte, que lançadores verticais ficassem mais próximos ao passadiço do que já estão na proposta original – a não ser que se fizesse um redesenho da superestrutura nessa posição, o que não seria um grande problema em face do conceito de modularidade da família Sigma. Assim, o objetivo é que essa plataforma fique vaga para eventuais necessidades futuras da Marinha.

Propulsão CODOE – Satisfeita essa curiosidade, passei a fazer várias perguntas sobre a configuração do sistema de propulsão CODOE (Combined Diesel Or Electric – Combinação Diesel ou Elétrico) em dois eixos e dois hélices do navio proposto. Para essa conversa, eu e o engenheiro nos valemos da boa visão que a maquete oferecia das três chaminés, uma central e de pequeno tamanho, próxima ao fundo do hangar, e outras duas maiores posicionadas lado a lado a meia-nau, a qual servia de guia para a distribuição dos motores principais e auxiliares abaixo. Em resumo, as respostas indicaram a seguinte configuração do sistema, de popa para proa, em compartimentos separados para garantir maior sobrevivência em combate:

Na altura da pequena chaminé centralizada, estarão localizados dois motores diesel auxiliares acoplados a dois geradores, cada um com potência na faixa de 1MW (os valores são aproximados, e Santoro não poderia entrar em mais detalhes).

Entre a chaminé centralizada e as duas maiores, ficará o compartimento em que estarão dois motores elétricos, dividindo o espaço com a caixa de engrenagens dos dois motores diesel principais.

Esses dois motores diesel, de dimensões bem maiores que os auxiliares e com potência na faixa de 10MW cada, ficarão em compartimento exatamente abaixo das duas chaminés maiores.

Por fim, no último compartimento do sistema de propulsão, no sentido para a proa, estarão mais dois motores auxiliares de 1MW (com exaustão por tubulações ligadas às duas chaminés maiores).

Esse sistema, além da maior compartimentação, permite flexibilidade na propulsão. Para cruzeiro econômico, em velocidades próximas a 14 nós que permitem um alcance de 5.000 milhas náuticas, os dois motores diesel maiores ficam desligados, e a propulsão é feita pelos dois motores elétricos acoplados aos dois eixos, alimentados pela eletricidade gerada pelos quatro motores auxiliares (que também respondem pela geração de energia para os demais sistemas do navio). Vale observar que em projetos modernos a propulsão por motores elétricos alimentados por geradores diesel, desde que estes estejam instalados de forma a evitar propagação de ruído e vibrações, também pode proporcionar deslocamento silencioso em velocidades mais baixas, o que é especialmente desejado na guerra antissubmarino.

Já para a velocidade de pico, ao redor de 26 nós, não entram em linha os motores elétricos – por isso a segunda letra “O”, de “or” (ou) da sigla CODOE – e sim os dois grandes motores diesel de 10MW de potência cada, acoplados à mencionada caixa de engrenagens.

Perguntei se esse arranjo com dois motores diesel principais era o convencional, em que ambos se conectam à caixa de engrenagens de forma que tanto um quanto o outro possam fazer girar ambos os eixos, e a resposta foi positiva, o que me levou a questionar qual a velocidade numa eventual utilização de apenas um dos motores, para uma situação em que fosse necessária velocidade de cruzeiro mais alta (numa faixa não tão econômica quanto a de 14 nós com os motores elétricos alimentados pelos diesel auxiliares, mas com consumo inferior ao que seria o caso com dois motores principais acionados). Santoro informou que seria superior a 20 nós, embora ressaltasse que não poderia entrar em mais detalhes ou fornecer números mais precisos.

Vista geral do estande do consórcio Saab / Damen / Wilson Sons

Outras questões referiram-se à capacidade do hangar e convoo, assim como a existência de corredor interno longitudinal como no projeto de propriedade intelectual da Marinha, com respostas positivas quanto à existência do corredor e da capacidade de operar e hangarar helicóptero do porte do Sea Hawk, constando ambos os requisitos do RFP. Pouco depois dessa fase da conversa, porém, foi preciso encerrar minha insistente bateria de perguntas, como já mencionado. Assim, eventuais detalhes adicionais sobre o projeto ficarão para outra oportunidade. Seguem por ora as características básicas divulgadas da versão Sigma 10514 para o programa da classe “Tamandaré”:

  • Comprimento: 107,5m
  • Boca: 14,02m
  • Calado: 3,9m
  • Deslocamento: 2.600t
  • Velocidade máxima: 26 nós
  • Tipo de propulsão: CODOE
  • Tripulação: 136
  • Autonomia: 28 dias
  • Alcance: 5.000 milhas náuticas a 14 nós

Para finalizar, vale informar que durante o evento o estande da parceria Damen / Saab / Wilson Sons recebeu as visitas do ministro da Defesa, general Joaquim Silva e Luna, do ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, e do comandante da Marinha, almirante de esquadra Eduardo Bacellar Leal Ferreira. A Saab também esteve presente à Ridex com estande próprio dedicado a apresentar soluções que não fazem parte do programa da classe “Tamandaré”, como é o caso de seus navios de contramedidas de minagem. O Poder Naval fotografou o comandante da Marinha quando em visita ao estande da Saab (foto abaixo).

 

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Bueno
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Bueno

25 e 27 de junho

Alexandre Galante
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Corrigido, obrigado.

Helio Eduardo
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Helio Eduardo

E seguem as boas noticias do Programa Tamandaré.
Eu não conhecia muitos detalhes das Sigma e gostei do que nos trouxe o Nunão.

Foxtrot
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Foxtrot

Linda, mas ainda assim prefiro mil vezes o projeto original de nossas CCT,s criado pelo CPN.
Lógico, desde que o mesmo seja mais barato em comparação aos concorrentes, e levando em consideração o ganho técnico profissional de nossos técnicos do CPN, Estaleiros etc.

Maurício
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Maurício

Farei apenas um comentário sucinto e estritamente técnico acerca do design (do projeto) dessa fragata: é LINDA, hein ??!!

Gabriel Oliveira
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Gabriel Oliveira

Qual seria a tonelagem da versão oferecida no programa CCT?

Vovozao
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Vovozao

Considero o Sigma a melhor corveta, como falei anteriormente é uma questão que envolve criação de empregos, transferência de tecnologias, financiamento, além de apoio político. Porém, conforme vimos no RIDEX, eles estiveram presente dando todas as informações necessárias. Vendo desta maneira além de uma corveta de primeira, mostram muito interessante em ganhar está briga. Torço por eles.

marcus
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marcus

Type 31, essa seria uma excelente escolha.

Marujo
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Marujo

O deslocamento deste navio, 2.600 toneladas, fica abaixo dos quase 2.800 t do projeto original. Defendo que uma proposta de um navio de tonelagem igual ou inferior ao projeto original e sem acrescentar novas capacidades,este deveria ter preferência

Rafael Oliveira
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Rafael Oliveira

Se realmente ele for um requisito absoluto, certamente será cumprido pela corveta oferecida. Seria um erro infantil não cumprir um requisito absoluto, ainda mais um tão fácil de ser cumprido, que empresas como SAAB e Damen jamais cometeriam.

Augusto
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Augusto

Do que supostamente teria sido exposto das propostas até agora, a inglesa parece ser a mais acertada, pelo conceito de defesa em camadas, com Phalanx CIWS para defesa de ponto e lançadores verticais para a defesa de área. Sobre ASuW, só vi alguma coisa sobre um sonar rebocado de profundidade na Meko, mas não dá para saber se seria adotado na Classe Tamandaré.

Bardini
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Bardini

“com Phalanx CIWS para defesa de ponto” É, mas está no pacote oferecido ao Brasil, ou isso é baseado em uma imagem da oferta feita ao UK? Phalanx deve custar mais que um Canhão 40mm. . “e lançadores verticais para a defesa de área” Lançador vertical, pelo que me lembro todos que eu vi tem. O modelo oferecido aos ingleses tem capacidade de receber módulo do Mk-41 até para comportar mísseis de ataque terrestre… Na proposta brasileira, será que consta esse VLS, ou isso também é baseado na imagem do navio oferecido ao UK? . “Sobre ASuW, só vi alguma… Read more »

Augusto
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Augusto

Digitei do celular, é ASW – corrigido. Sim, sonar rebocado só vi na Meko, como falei acima.

Alex Nogueira
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Alex Nogueira

Corveta muito bonita, mas o sistema de propulsão ao meu ver seria melhor se fosse composto de 4 motores diesel (sou leigo nesse assunto, mas para mim menos é mais), assim diminui o número de compostos importantes para manutenção e peças de reposição, ou seja, simplifica algo que é complexo.

Até agora, se vier no tamanho “adequado” de 117 ou 120 metros, acho a proposta da Bae a melhor, se não der par a Bae, espero que venha o desenho original da MB e por último a Meko, que seria interessante se fosse uma versão intermediária entre a 100 e 200.

willhorv
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willhorv

No caso, qual vls seria adotado?
Esta plataforma frontal poderia receber um segundo mk4 40mm?

Caio
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Caio

O México, a Indonésia, e a Romênia se assemelham ao Brasil em aspectos econômicos e porte técnico e optaram por esse construtor das suas corvetas, sinal que seus projetos, se mostram confiáveis e acessíveis; espero que consigamos fechar um bom negócio com eles; embora eu particularmente preferia a Navantia (pela expertise em grandes navios, que já seriam um meio caminho pra futuras fragatas) mas a Damen/Saab parece ser uma boa opção.

Roberto Bozzo
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Roberto Bozzo

“Não foram apresentados explicitamente os fornecedores de sistemas como sonar, lançadores triplos de torpedos antissubmarinos (posicionados atrás de portas nos bordos da superestrutura)…”

Estes equipamentos não podem ser reaproveitados das fragatas que já terão dado baixa até lá ? Principalmente os lançadores torpedos ? Se isso for possível os valores de construção das Tamandaré ficariam mais baixos; qualquer valor que puder se economizar em reutilização de equipamentos pode ser investido em outro sistema.

Flávio Henrique
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Flávio Henrique

O sonar eu acho que vai ser novo (talvez o seja o nacional que está em desenvolvimento), já os lança torpedo também é nacional se levamos em conta que “só” 2 FCN serão rebaixadas para OPV que está disponível para as 2 primeiras tamandaré.

Fernando Moura
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Fernando Moura

Em termos de design considero a mais bonita, mas em termos de armamento sinto falta de um sistema CIWS, que poderia ser instalado na plataforma ante o passadiço – um Oerlikon Millennium – . Na maquete parece haver poucas células VLSm, umas 8, onde acredito que o mínimo necessário seriam 16, contudo isso deve ter alguma previsão de expansão. Sobre o radar, pensei que a Marinha já havia escolhido o Artisan 3D, fiquei em dúvida sobre isso. No mais considero até agora junto com a Type 31e minhas favoritas nesse processo.

Roberto Bozzo
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Roberto Bozzo

O Bofors 40 mm vai fazer a função de ciws, quando usar a munição 3P.
O folheto da Damen diz que cabem até 12 células vls e como citado na matéria, não é aconselhável acomodar células vls tão próximo da superestrutura em navios menores.
Sobre o radar, quando a Marinha escolheu o Artisan para o projeto do cpn, mas pode ser oferecido qualquer um.
Quanto a T31E oferecida, pouco se sabe as características dela. Aquela da foto é a versão oferecida a Royal Navy.

Fernando Moura
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Fernando Moura

Sim, concordo sobre a questão de acomodar os VLS em navios de menor porte, acho o ideal 16, no mínimo, o que é uma pena para o projeto caber 12 no total. Entendo que o Bofors possa realizar essa função, mas seria importante um CIWS “puro”. Na minha opinião, claro. Agora entendi a questão do radar, mas como o projeto prevê adaptações a eventuais preferências da Marinha podem acabar optando por ele mesmo, para tentar uma padronização com o Atlântico. Essa mesma “padronização” que seria interessante com o projeto da Type 31. Mas de fato só teremos uma ideia melhor… Read more »

abrahamyamato
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abrahamyamato

Muito legal porem a tamandare vai usar canhão BAE System mk110 de 57mm

Bardini
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Bardini

Parece que a munição do canhão 57mm pode ser fabricada pela Emgeprom…
https://www.marinha.mil.br/emgepron/sites/www.marinha.mil.br.emgepron/files/fichatecnica/lt_57.pdf

Roberto Bozzo
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Roberto Bozzo

Este Bofors sobre o hangar destoa das linhas limpas do navio, seria melhor um Millennium 35 mm; sei que a MB reluta em criar mais uma linha logística para um novo equipamento do tipo, mas que achei visualmente estranho, achei. No folheto da Damen, esta classe comporta até 12 células vls para mísseis shorad, mas estou no celular não consegui ver se nesta versão Br está com tudo isso ou só as 8 do projeto do cpn. No canhão principal, acho que a MB vai querer o 76 mm mesmo, não o 57 mm ofertado pois a Tamandaré deverá fazer… Read more »

Hélio
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Hélio

Eu fiquei decepcionado pela SAAB não oferecer a flexpatrol, parece ser um navio bastante avançado, principalmente no uso de materiais compósitos. Essa proposta, tendo a Saab como parceira é interessante justamente para a consolidação das relações com a empresa e sua consequente transferência de tecnologia. É melhor firmar parcerias fortes para o longo prazo que ter multiplos parceiros em cada projeto.

MARCOV
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MARCOV

Talvez a opção mais interessante. Deverá estar na lista.
Com eu já comentei antes, para mim a propulsão CODOE é mais indicada para missões ASW e a MB tem a ganhar com a operação e manutenção de tecnologias a meu ver mais avançadas.

Vovozao
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Vovozao

Uma pergunta: Porque a SAAB montou um estande de contra medidas de minagem?? Existe alguma coisa no ar, sabemos que a DAMEN tem 2 navios caças Minas lá no estaleiro. Será que eles esperam alguma coisa?

Adriano M.
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Adriano M.

Hélio 11 de julho de 2018 at 18:58
“Eu fiquei decepcionado pela SAAB não oferecer a flexpatrol, parece ser um navio bastante avançado, principalmente no uso de materiais compósitos”.

Acredito que não seja viável construir um navio com o comprimento indicado pela MB com material composto.
A classe tamandaré tem comprimento de103,4m e deslocamento de 2.700 toneladas,enquanto a FlexPatrol tem 98,4m de comprimento e deslocamento de 2.400 toneladas.

Alex Barreto Cypriano
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Alex Barreto Cypriano

Sea Giraffe, AFF! Bem fraquinha a proposta (feio esse passadiço) e com muitos pontos nebulosos. Acho insignificante a capacidade de navegar em silêncio (se os geradores diesel deixarem, o que vai demandar um bom gasto em isolamentos…) pra ASW mas útil pra patrulhas constabularias. Penso como o colega acima, propulsão CODAD seria melhor, e digo eu, sem essa preocupação extremada com separação das salas de propulsão: num navio pequeno desses, esses compartimentos não estarão tão separados longitudinalmente que se incremente a sobrevivência da propulsão (em geral, a separação devia ser de uns 15% do LBP). Todo bote pequeno é one… Read more »

Rafael Oliveira
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Rafael Oliveira

Você queria que num navio desse tamanho tivesse hangar para dois Seahawks?
De qualquer forma, não é o que a MB quer, então não teria porque a proposta contemplar esse “hangarzão”, pois implicaria no aumento do navio, do seu custo e do seu preço.
E o radar Giraffe é muito bom, tanto que é usado por marinhas da OTAN. Inclusive pelo RU nas Falklands, mesmo tendo o Artisan sendo fabricado “em casa”.

BJJ
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BJJ

Complemetando

O Sea Giraffe ainda tem a vantagem de possuir uma taxa de atualização 2x mais rápida que o Artisan (60 rpm contra 30 rpm). Isso parece especialmente útil se considerarmos a evolução e propagação dos mísseis anti-navio supersônicos.

ALEXANDRE
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ALEXANDRE

Inicia um abaixa assinado que nos o ppvo queremos o sea giraffe

Alex Barreto Cypriano
Visitante
Alex Barreto Cypriano

OTAN…

Alex Barreto Cypriano
Visitante
Alex Barreto Cypriano

Deixem corrigir duas informações erradas que dei:
A- cada hangar das OHP tinha 6×15 m;
B- três MQ-8B ocupam 190×560 polegadas (eu li como se fossem centímetros…), o que corresponde aproximadamente ao espaço ocupado por um Seahawk dobrado.
Desculpem, é a idade e a desatenção.

Juarez
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Juarez

Nunão, a questão da propulsão ficou um pouco confuso, para mim, pelo menos, explico:

Para alimentar os dois motores elétricos de 10.000Kw, seriam necessário que os dois motores diesel principais esteja funcionando, porque com os auxiliares na faixa de 1.000 kw, estamos falando de motores diesel demais ou menos 1.000 Hp, a conta não fecha..
Posso ter entendido errado.

Vovozao
Visitante
Vovozao

Nunao, a pergunta foi porque neste evento eles colocam um stand com contra medidas, minha pergunta é se eles por acaso nesta proposta para as corvetas estariam colocando também os cacas-minas, em uma venda casada???

Esteves
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Esteves

Quanto a propulsão, não é 100% projeto original. A Sigma 10514 da imagem tem somente uma grande caixa de fumaça no centro X 2 da maquete. Deve ser consequência da mudança dos motores (mais potência) que aumentou em quase 2 mil kw cada um. A Sigma da imagem (e a do site) desloca 1 mil tonel a menos, em torno de 9000 kw cada motor.

Luiz Monteiro
Visitante
Luiz Monteiro

Nunao,

Parabéns pela matéria. Ótimas perguntas. Pena que não pudemos almoçar juntos como havíamos combinado.

Está faltando só a Naval Group revelar sua proposta. Quando eles quiserem…

Parabéns também pelo texto. Muito esclarecedor

Grande abraço

Luiz Monteiro
Visitante
Luiz Monteiro

Se os editores me permitem,

Nesse mês o VF-1 iniciou seus preparativos para participar da CRUZEX. Foram realizadas em conjunto com a FAB, manobras de ataque ao solo e reabastecimento em voo.

Grande abraço

Luiz Monteiro
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Luiz Monteiro

Em junho iniciou seus treinamentos e não nesse mês.

Abraços

Rafael M. F.
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Rafael M. F.

Boa noite Alte.,

Sabe dizer se algum modelo modernizado participará da Cruzex?

Luiz Monteiro
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Luiz Monteiro

Prezado Rafael,

Sim. O biplace recentemente entregue pela EMBRAER será uma das aeronaves.

Abraços

Marujo
Visitante
Marujo

Almirante, nada sabemos também da proposta da Fincantieri, não e mesmo? Franceses e italianos estão bem quietos.

Luiz Monteiro
Visitante
Luiz Monteiro

Prezado Marujo,

Ambos apresentaram NAPIP. Só o que posso dizer. O resto só eles podem revelar, se quiserem.

Abraços

Marujo
Visitante
Marujo

Obrigado por sua resposta.

JonasN
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JonasN

Projeto bacana, moderno, testado, so achei pouco o deslocamento de 2600 ton, mas acho que vão ser competitivos em relação ao preço. Imaginei que fossem oferecer uma parecida com a cogitada no PES da Colômbia que chamaram de sigma 10515 com cerca de 3000 ton.

Juarez
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Juarez

Realmente Nunão, eu fiz uma confusão, mas de qualquer forma fazendo uma continha de bico de lápis acho difícil a propulsão elétrica ser mantida pelos motores diesel auxiliares, pois estes estarão ocupados com a energização do navio. Acho que com a propulsão elétrica será alimentada por pelo menos dois motores diesel principais, que estarão a 80% full power.
Com relação as medidas de potência, realmente o cálculo para ambos em KW me confundi, prefiro trabalhar com potência elétrica em KVA e potência mecânica em . Termos uma relação na ordem de 0,84 a 0.86.

Alex Barreto Cypriano
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Alex Barreto Cypriano

Juarez, você duvida que pode acontecer algo parecido com o que aconteceu com as type45 nessa CODOE, tipo não dar pra usar os motores elétricos na velocidade de cruzeiro de 14 nós e alimentar os sistemas do bote com 4MW de gerador resultando no uso permanente de um ou ambos motores diesel de 10 MW? Eu sinto a pulga atrás da orelha…

Juarez
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Juarez

Luiz Monteiro 11 de julho de 2018 at 21:20

Prezado Rafael,

Sim. O biplace recentemente entregue pela EMBRAER será uma das aeronaves.

Abraços

Boa noite.
Com Monteiro! Vão enviar uma anv recém entregue sem ter passado pelo equivalente EAV da MB para uma missão operacional????

Aerokicker
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Aerokicker

Ainda prefiro a proposta da BAE. Estava esperando algo melhor da SAAB, mas entre o projeto original e esse NAPIP deles, o NAPIP parece superar por pouco enquanto a proposta da BAE Systems é bem mais capaz.

Mas vamos ver, há outras variáveis a conferir além de armamento, velocidade, tamanho e outras, começando pelo preço da brincadeira e a ToT.

Adriano RA
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Adriano RA

Belíssima reportagem.

Gabriel
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Gabriel

Tendo em vista a Urgência de dotarmos a MB de navios em um espaço de tempo relativamente curto, me faz reconsiderar minha preferencia pelo projeto nacional…precisamos reduzir os riscos afim de cumprir os prazos e obter um navio moderno que coloque o Brasil na Vanguarda regional durante os próximos 20 anos…levando em consideração nossas boas relações com os britânicos e o excelente projeto oferecido pela BAE penso que devemos optar pela mesma e estreitar ainda mais nossas relações com a Royal Navy. Caso optemos pelos ingleses poderemos ter também navios de segunda mão de excelente qualidade e nos tornarmos seus… Read more »

Carlos Alberto Soares
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Carlos Alberto Soares

Na listagem mencionada pelo CA LM estao 3 dos finalistas.

Quem viver verá.

Robsonmkt
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É um belo navio, mas tenho uma dúvida: A MB não havia selecionado o Artisan 3D como radar da Tamandaré? Pensei que fosse um requisito obrigatório, mas nesta proposta o radar é o 3D Sea Giraffe AMB.

Juarez
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Juarez

Nunão, eu me expressei mal, e você não entendeu a que eu me referia, explico; Com 80% de potência de um dos MCP(vou usar o termo que a MB usa para ficar padrão) se atinge 100% da potência nominal de um alternador, que irá transmitir esta potência ao motor elétrico. Porque dos 80%, porque conceitualmente é potência máxima que se pode manter um motor diesel ininterruptamente se provocar danos a este. Pode-se também imprimir full power ao MCP para que o alternador atinja potência “Prime”, que via de regra é algo em torno 15% acima da nominal , mas tão… Read more »

Rommelqe
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Rommelqe

Caro Juarez: talvez a razao da sua colocaçao seja devida ao layout previsto para a BAe type31e. Ha um panfleto publicado por eles denominado “BAe System candidate design for type 31e” que vc talvez tenha visto como referencia no post do Naval. Neste catalogo eles citam “Main engines (2 x 9,1 MW); Gear boxes port Z -type stbd U -type” Para mim, numa primeira leitura, tambem pareceu se tratar de dois motores eletricos principais, cada um dos quais com 9,1 MW nominais no eixo propulsor, o que estaria trazendo uma evoluçao muito grande em relaçao às Leanders que lhe deram… Read more »

Rafael Oliveira
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Rafael Oliveira

Prezado Luiz Monteiro, para mim foi surpreendente a Fincantieri optar por Napip em vez do projeto do CPN. Confirmado só um estaleiro indiano ofertou o projeto do CPN. Talvez os ucranianos também.
O senhor pode confirmar se os ucranianos apresentaram Napip ou não?
De qualquer forma, parece que vai dar Napip.

Foxtrot
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Foxtrot

Usando metáforas em minha modesta opinião, penso o seguinte. Até outro dia atrás, só tinha condições de ter um velho veículo Gol Bolinha, hoje possuo condições de ter um Civic-G10, mas além dos impostos caros, manutenção extremamente onerosa, riscos adversos e não saber operar o veículo, vou continuar com meu gol bolinha, pois o mesmo apesar de suas deficiências ainda me leva aos mesmos lugares que o G-10. A administração da MB pensa exatamente ao contrário, até outro dia atrás só tinha condições de ter uma Passat-87, hoje possui condições de comprar uma Ferrari e vão optar pela Ferrari. Prefiro… Read more »

Flávio Henrique
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Flávio Henrique

Tem sim o motor……
O fato da MB ter aberto a chance de ter um NAPIP é o foto de que esse pode ser mais em conta (custo diluído e menor risco para o estaleiro local/estrangeiro) e que o projeto do CPN não tem mais possibilidade de crescimento…E talvez MB: admitiu que essa classe será o padrão de combatente (seja de uma unica versão seja de uma versão maior).

nonato
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nonato

Não estou a par de todos os detalhes do certame. Mas gostaria de fazer alguns comentários bem básicos. Gostei do design. Parece bastante limpa e furtiva. Não sei se esse estaleiro é bom. Não me parece dos mais famosos. Conceito modular é interessante. Isto é, não faz sentido projetar navios como se fosse do zero. Tipo em determinado país cobram uma fortuna para construir, digamos, três tipos de navios como se um nada tivesse a ver com o outro, seja isso real ou não. Não gostei dessa quantidade de mísseis antinavio (4) e VLS. Para mim, canhões em navios de… Read more »

Mauricio R.
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“…é instalado em plataforma entre o passadiço e o canhão principal, e…”

O “Boroc”, aka “O Eterno” tem que ser instalado em algum lugar.

JonasN
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JonasN

A Avibras ta desenvolvendo uma plataforma giro Estabilizada, que poderá servir de base para um “Astros embarcado”. Será que plataforma entre o passadiço e o canhão principal teria capacidade de futuramente receber um sistema como esse? não sei se os gases de escape seria um problema.

Tomcat4.0
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Tomcat4.0

Navio super bacana e promissor, ainda mais tendo a Saab no meio mas ainda aguardo a proposta da Ficantieri.

Luiz Floriano Alves
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Esta fragata oferece missil mar-mar do modelo SAAB RBS 15. Exelente arma, porém, a MB está disposta a continuar com o Mansup, genérico do Exocet. Como fica essa versão? Será adotado o Mansup? Ou fica o RBS 15?

USS Montana
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USS Montana
USS Montana
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USS Montana

Ops, Plymouth.

FRL
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FRL

Prezados, bom dia.
.
Aos doutos: pelo que já pude comparar das várias propostas oferecidas, pelo menos no que foi divulgado de cada uma delas, pode-se dizer que esta sueca está alinhada, em ToT, financiamento e outras características, a aquilo que norteou o FX2 da FAB? Poder-se-ia dizer que essa proposta resultaria, caso aceita, numa espécie de “FX2 naval”?
.
Obrigado

EricWolff
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EricWolff

Nunão, foi dito qual será o fornecedor desses motores?

Nilson
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Nilson

Infelizmente os alemães, franceses, italianos e ucranianos parecem não estar querendo “abrir o jogo” para o público em geral. . Pelo jeito, 8 propostas serão de corvetas mesmo, praticamente do mesmo tamanho. Parece que só a proposta da BAE será de um navio maior, que, logicamente, seria o desejo de todos. Quem sabe o programa não sofre uma reviravolta, permitindo o aumento do preço unitário e diminuindo a quantidade contratada num primeiro momento, diluindo o programa em mais tempo?? Deixando a ToT somente para a segunda unidade e seguintes, quando entrassem de forma específica no PPA (plano orçamentário plurianual quadrienal)??… Read more »

TEREU
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TEREU

minha opinião é de um leigo, sei que tem especialistas e comentaristas mais embasados no assuntos.. essa navio mesmo atendendo RFP da Marinha, não atende o que realmente precisa.. lendo a matéria parece que fez o projeto na ultima hora..na frente do passadiço não haverá nenhuma arma (um outro canhão ou outro sistema de defesa de ponto, como pantsir naval que será implementado nos navios russos..), engenheiro da damen disse que no futuro pode ser colocado outra arma.. discordo, o futuro é agora, não se sabe se terá um segundo lote de tamandarés, não se sabe como será o futuro… Read more »

Nilson
Visitante
Nilson

Estou passando a concordar que é melhor um navio maior, mesmo que mais caro e em cadência menor. Em outro comentário, que deve estar para aparecer, expresso que seria melhor contratar uma Type 31e, fixar nesse tipo de navio, e depois ir contratando outras, à medida que aparecer dinheiro. Desestressar quanto à necessidade urgente e tentar fragata, mesmo que seja uma a cada quatro anos.

Matheus
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Matheus

Deveríamos adquirir o RBS-15.Ei sei q vão falar q vira com Exocet e mansup .Mas o RBS-15 poderia ser usado em menores quantidades para causar mais dissuasão e ser empregado em caso de necessidade