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Classe Tamandaré: mais detalhes da proposta da Damen, Saab e Wilson Sons

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Na feira RIDEX, que ocorreu entre 27 e 29 de junho no Rio de Janeiro, o ‘Consórcio Damen Saab Tamandaré’, do qual participam as duas empresas europeias e o estaleiro brasileiro Wilson Sons, apresentou informações sobre sua proposta baseada no navio Sigma 10514 para o programa das novas corvetas para a Marinha do Brasil, e o Poder Naval também apurou algumas características técnicas adicionais dos navios

 

Por Fernando “Nunão” De Martini

Esta matéria trata da proposta da Damen / Saab / Wilson Sons para o programa de obtenção das corvetas classe “Tamandaré” (CCT) da Marinha do Brasil  (MB). Mas, antes de falar da proposta, vale a pena rapidamente relembrar alguns acontecimentos anteriores do programa para colocar a proposta no devido contexto: em 19 de dezembro do ano passado (2017), a MB lançou o Pedido de Propostas (RFP – request for proposal) para estaleiros estrangeiros interessados em construir as CCT em parceria com estaleiros do Brasil, com transferência de tecnologia para a construção dos quatro navios solicitados. Na ocasião (clique aqui para acessar matéria da época), foi informado aos presentes que as propostas poderiam ser respondidas para a construção tanto do projeto de propriedade intelectual da Marinha (desenvolvido pelo Centro de Projetos de Navios da MB e detalhado pela Vard, a partir da corveta Barroso, em serviço, e recebeu diversos e importantes aprimoramentos e modificações) tanto com um projeto de propriedade intelectual do proponente – NAPIP – desde que superasse as características do projeto da Marinha.

Em 18 de junho deste ano, nove propostas foram entregues em resposta ao RFP, entre elas a do consórcio formado pelo estaleiro holandês Damen Schelde Naval Shipbuilding (DSNS), pela divisão Saab Naval Solutions do grupo de defesa sueco Saab, e pelo Wilson Sons Estaleiros, do Brasil. O consórcio concorre ao programa CCT com uma proposta de NAPIP, uma versão modificada da plataforma Sigma 10514.

Nesta matéria, trazemos alguns detalhes da proposta do consórcio e de aspectos técnicos do navio, conforme pudemos apurar na recente edição da feira Ridex, realizada entre 27 e 29 de junho no Rio de Janeiro, evento ao qual o Poder Naval esteve presente e o consórcio expôs num estande próprio da parceria Damen – Saab – Wilson Sons. No estande, destacava-se uma maquete do navio proposto (que pode ser visto nas fotos acima e abaixo, e outras desta matéria) e concepções artísticas nas paredes, painéis eletrônicos e materiais impressos. 

Plataforma Sigma 10514 – Versões do navio foram contratadas pelas marinhas da Indonésia, Marrocos e do México, sendo basicamente, segundo o consórcio, um projeto comprovado sobre o qual foram introduzidas as modificações necessárias para atender ao RFP. O nome Sigma corresponde a uma família de embarcações da Damen abrangendo desde navios-patrulha e de ataque rápido até fragatas, em que o formato do casco, construído segundo um plano estrutural padrão, é ampliado em comprimento e em boca (largura) para as diversas opções. Esse formato, segundo a Damen, é resultado da experiência com sete gerações de fragatas construídas no passado, sendo por esse motivo amplamente testado. Ainda que o destaque da empresa holandesa na ocasião fosse nos navios militares, foi ressaltado que a Damen já construir mais de 6 mil embarcações no total, atendendo a mais de 20 marinhas, acumulando cerca de 140 anos de experiência.

A numeração dos navios da família Sigma faz referência ao comprimento e boca do navio. Assim, a corveta Sigma 7513, por exemplo, refere-se a um navio com 75 metros de comprimento e 13 metros de boca (valores aproximados). Vale dizer que a empresa classifica produtos da família como corvetas até a Sigma 9113 (91m de comprimento x 13m de boca) e o modelo seguinte da família, a Sigma 9813, já é apresentada como fragata. Mas essa classificação varia de fabricante para fabricante, de cliente para cliente.

No caso do navio oferecido para a concorrência brasileira, a oferta está baseada no projeto Sigma 10514, ou seja, um navio de 105 metros de comprimento e 14 metros de boca e que o fabricante classifica como fragata. Como mencionado, já teve contratos assinados e construção de navios iniciada no México, Marrocos e Indonésia (para esta, a primeira entrega foi em fevereiro de 2017). Porém, apesar da numeração ter sido mantida como 10514, na ficha técnica da versão para o Brasil o comprimento indicado não é de 105 metros, e sim de 107,5 metros, e percebe-se pelas ilustrações e pela própria maquete, em comparação por exemplo à versão  recentemente entregue para a Indonésia, que esse acréscimo de comprimento aparentemente foi feito no espelho de popa (que ganhou maior inclinação), ampliando-se a área do convoo.

Ainda segundo a Damen, o projeto da família Sigma é modular, com emprego de soluções padrão e uso de equipamentos disponíveis comercialmente, os chamados itens “de prateleira” (off-the-shelf)  sempre que possível, que podem ser aprimorados para atender a padrões militares quando necessário. Outra característica destacada pela empresa holandesa é que o efeito da repetição de soluções na família Sigma, tanto no casco quanto nos sistemas, reduz a complexidade da construção e o risco dos projetos.

Modularidade e aprendizado – Para atender ao RFP da Marinha do Brasil quanto às exigências de conteúdo local, transferência de tecnologia, construção em estaleiro brasileiro e capacidade futura de manutenção, o consórcio aproveitou o conceito de construção modular da plataforma Sigma. Conforme Alencar Leal, oficial da reserva da Marinha (deixou o serviço há 10 anos) e que hoje é analista de projetos da Saab Brasil, caso seja vencedora da concorrência da Marinha, a proposta prevê que a maior parte do trabalho de construção dos módulos dos quatro navios seja feita no estaleiro brasileiro integrante do consórcio, o Wilson Sons. Apenas alguns módulos do primeiro navio deverão ser construídos na Holanda, no caso os que contém os componentes de automação e de eletrônica, com aprendizado de engenheiros e técnicos brasileiros no processo para treinarem como “rechear” esses módulos com os sistemas de alta complexidade oferecidos. Demais módulos deste primeiro navio já seriam construídos no Brasil pelo estaleiro Wilson Sons.

Concepção artística do consórcio Damen – Saab – Wilson Sons mostra os diversos módulos que compõem a Sigma 10514 oferecida para o Brasil. Percebe-se opções de maior calibre para o canhão principal de 57mm da proposta, assim como lançadores de mísseis antinavio tanto do padrão Exocet / Mansup (em configuração 4+4) adotados pela Marinha do Brasil quanto do padrão RBS15 sueco (em configuração 2+2)

A partir da segunda unidade, todos os módulos, incluindo os que recebem os componentes de automação e de eletrônica, seriam construídos no Brasil, atendendo às exigências de conteúdo local e de cronograma exigidos pelo RFP da Marinha. Ainda segundo Leal, não só o treinamento dos engenheiros e técnicos brasileiros na Holanda para acompanharem a construção dos primeiros módulos e integração dos sistemas eletrônicos, mas também o treinamento de tripulações para operar os navios são atendidos pela proposta do consórcio (vale lembrar que as exigências de soluções de treinamento para os tripulantes estão no RFP da Marinha).

Wilson Sons e redução de riscos – Conforme Alencar Leal, a proposta do consórcio visa reduzir ao mínimo os riscos da Marinha do Brasil com as novas corvetas, oferecendo um navio que é uma plataforma comprovada, a ser construída por um estaleiro nacional, o Wilson Sons, que já tem uma relação de negócios de mais de 20 anos com a holandesa Damen. Ou seja, já estão acostumados a realizar programas,  construir navios e compartilhar informações de projetos “falando a mesma língua”, não precisam começar a aprender a trabalhar juntos agora. Da mesma forma, Damen e Saab já realizam outros programas juntos na Europa há bastante tempo, segundo Leal.

Sobre o Wilson Sons, o estaleiro tem mais de 80 anos de história e está localizado na cidade de Guarujá (litoral do estado de São Paulo), junto ao canal de entrada do porto de Santos, e sua experiência na construção, manutenção e reparo de navios é em sua maior parte em embarcações para apoio a plataformas em alto-mar e apoio portuário. O estaleiro já construiu mais de 130 navios, 90 deles em conjunto com a Damen.

Concepção artística da versão Sigma 10514 oferecida para o programa CCT da Marinha do Brasil, sobrevoada por dois caças Saab Gripen e tendo o panorama do Rio de Janeiro ao fundo

Sistemas, sensores e armentos da Saab – considerável quantidade de sistemas e armamentos da proposta têm fornecimento pelo grupo Saab (que acumula mais de 75 anos de experiência no mercado de defesa), como o sistema de gerenciamento de combate 9LV, customizável para vários tipos de navios militares. A arquitetura do 9LV é aberta, visando facilitar a integração de módulos de terceiros, e segundo o consórcio já é empregado por diversas marinhas. Embora não pudesse entrar em detalhes adicionais, mesmo porque os processos de seleção e negociações mais profundas com a Marinha quanto a equipamentos, sensores e sistemas específicos dependerão da oferta avançar para a “short list” da concorrência, Alencar Leal afirmou que a proposta do sistema 9LV é continuar a evolução do sistema de combate nacional.

No material de divulgação apresentado, constam entre os principais itens da Saab não só o sistema 9LV, mas também radares de vigilância 3D Sea Giraffe AMB e 1X (no interior de um radome cônico que forma a continuidade do mastro principal), sistema / radar de direção de tiro CEROS 200, alça optrônica / eletro-óptica de direção de tiro EOS 500, sistemas de guerra eletrônica (R-ESM e C-ESM SME 250 e CRS Naval), sistema TactiCall integrado de comunicações, lançadores de mísseis mar-mar RBS15 (quatro mísseis, em configuração 2+2), além de estações remotas de armas Trackfire. Apesar de não denominados explicitamente, os canhões principal (57mm) e secundário (40mm) mostrados nas concepções artísticas e na maquete são produtos de origem também sueca (Bofors, sendo atualmente produtos oferecidos pelo grupo britânico BAE Systems), ainda que outras opções de maior calibre fossem vistas para o canhão principal na ilustração da divisão em módulos, e que são produtos de outros países.

Não foram apresentados explicitamente os fornecedores de sistemas como sonar, lançadores triplos de torpedos antissubmarinos (posicionados atrás de portas nos bordos da superestrutura), de despistadores de mísseis, assim como de mísseis antiaéreos (em células de lançamento vertical posicionadas atrás do canhão principal). Vale ressaltar, porém, que além do estaleiro Wilson Sons o consórcio apresentou algumas das empresas brasileiras parceiras na proposta, no caso a Consub (soluções em tecnologia e integração de sistemas navais), responsável pela integração dos equipamentos, e a Akaer (mercados aeroespacial e de defesa), que fornecerá “outros sistemas de combate”. A Consub, vale frisar, é fornecedora dos sistemas de gerenciamento de combate Siconta para a MB. Foi reforçada pelo consórcio a flexibilidade da proposta para atender aos requisitos que a Marinha estipular, após eventual avanço da proposta do consórcio na concorrência, para instalação de equipamentos específicos de fornecedores de sua escolha.

Apurando mais detalhes – Além das questões de caráter geral envolvendo a proposta do consórcio, este colaborador do Poder Naval buscou conhecer alguns detalhes mais específicos do navio oferecido para a concorrência. Para isso, conversei com um dos engenheiros navais da Damen, Roberto Santoro, até onde foi possível antes que um executivo da empresa “gentilmente” me convidasse a não fazer mais perguntas no estande.

Plataforma de armas à vante do passadiço – A primeira das questões referiu-se à mudança de posicionamento do canhão secundário, que em outros navios Sigma 10514 é instalado em plataforma entre o passadiço e o canhão principal, e que se destaca na linha diagonal da superestrutura. Na maquete e ilustrações da versão para a concorrência da classe “Tamandaré”, o canhão secundário, cujo formato é claramente de uma torreta BAE Bofors 40mm Mk4 de operação remota (com back-up de operação local), está posicionado sobre o hangar, tal qual a torreta Mk3 da corveta Barroso da Marinha do Brasil. A mudança atende a requisitos da própria Marinha. Perguntei se a proposta inclui alguma opção para ocupar essa plataforma à vante do passadiço com algum armamento, e se, no caso de poderem ser disponibilizadas para tanto algumas áreas dos compartimentos de conveses inferiores, se o projeto permitiria a instalação abaixo dessa plataforma de lançadores verticais de maior comprimento que os já previstos no convés principal (aproveitando-se a maior altura em relação a este para prover maior profundidade).

A resposta foi que essa plataforma é vista, na versão oferecida para a MB, como espaço para eventual instalação sobre ela de sistemas de armas desejáveis no futuro, em modernizações e atualizações. Ou seja, um espaço reservado para capacidade de crescimento. Porém, não seria aconselhável, em navio desse porte, que lançadores verticais ficassem mais próximos ao passadiço do que já estão na proposta original – a não ser que se fizesse um redesenho da superestrutura nessa posição, o que não seria um grande problema em face do conceito de modularidade da família Sigma. Assim, o objetivo é que essa plataforma fique vaga para eventuais necessidades futuras da Marinha.

Propulsão CODOE – Satisfeita essa curiosidade, passei a fazer várias perguntas sobre a configuração do sistema de propulsão CODOE (Combined Diesel Or Electric – Combinação Diesel ou Elétrico) em dois eixos e dois hélices do navio proposto. Para essa conversa, eu e o engenheiro nos valemos da boa visão que a maquete oferecia das três chaminés, uma central e de pequeno tamanho, próxima ao fundo do hangar, e outras duas maiores posicionadas lado a lado a meia-nau, a qual servia de guia para a distribuição dos motores principais e auxiliares abaixo. Em resumo, as respostas indicaram a seguinte configuração do sistema, de popa para proa, em compartimentos separados para garantir maior sobrevivência em combate:

Na altura da pequena chaminé centralizada, estarão localizados dois motores diesel auxiliares acoplados a dois geradores, cada um com potência na faixa de 1MW (os valores são aproximados, e Santoro não poderia entrar em mais detalhes).

Entre a chaminé centralizada e as duas maiores, ficará o compartimento em que estarão dois motores elétricos, dividindo o espaço com a caixa de engrenagens dos dois motores diesel principais.

Esses dois motores diesel, de dimensões bem maiores que os auxiliares e com potência na faixa de 10MW cada, ficarão em compartimento exatamente abaixo das duas chaminés maiores.

Por fim, no último compartimento do sistema de propulsão, no sentido para a proa, estarão mais dois motores auxiliares de 1MW (com exaustão por tubulações ligadas às duas chaminés maiores).

Esse sistema, além da maior compartimentação, permite flexibilidade na propulsão. Para cruzeiro econômico, em velocidades próximas a 14 nós que permitem um alcance de 5.000 milhas náuticas, os dois motores diesel maiores ficam desligados, e a propulsão é feita pelos dois motores elétricos acoplados aos dois eixos, alimentados pela eletricidade gerada pelos quatro motores auxiliares (que também respondem pela geração de energia para os demais sistemas do navio). Vale observar que em projetos modernos a propulsão por motores elétricos alimentados por geradores diesel, desde que estes estejam instalados de forma a evitar propagação de ruído e vibrações, também pode proporcionar deslocamento silencioso em velocidades mais baixas, o que é especialmente desejado na guerra antissubmarino.

Já para a velocidade de pico, ao redor de 26 nós, não entram em linha os motores elétricos – por isso a segunda letra “O”, de “or” (ou) da sigla CODOE – e sim os dois grandes motores diesel de 10MW de potência cada, acoplados à mencionada caixa de engrenagens.

Perguntei se esse arranjo com dois motores diesel principais era o convencional, em que ambos se conectam à caixa de engrenagens de forma que tanto um quanto o outro possam fazer girar ambos os eixos, e a resposta foi positiva, o que me levou a questionar qual a velocidade numa eventual utilização de apenas um dos motores, para uma situação em que fosse necessária velocidade de cruzeiro mais alta (numa faixa não tão econômica quanto a de 14 nós com os motores elétricos alimentados pelos diesel auxiliares, mas com consumo inferior ao que seria o caso com dois motores principais acionados). Santoro informou que seria superior a 20 nós, embora ressaltasse que não poderia entrar em mais detalhes ou fornecer números mais precisos.

Vista geral do estande do consórcio Saab / Damen / Wilson Sons

Outras questões referiram-se à capacidade do hangar e convoo, assim como a existência de corredor interno longitudinal como no projeto de propriedade intelectual da Marinha, com respostas positivas quanto à existência do corredor e da capacidade de operar e hangarar helicóptero do porte do Sea Hawk, constando ambos os requisitos do RFP. Pouco depois dessa fase da conversa, porém, foi preciso encerrar minha insistente bateria de perguntas, como já mencionado. Assim, eventuais detalhes adicionais sobre o projeto ficarão para outra oportunidade. Seguem por ora as características básicas divulgadas da versão Sigma 10514 para o programa da classe “Tamandaré”:

  • Comprimento: 107,5m
  • Boca: 14,02m
  • Calado: 3,9m
  • Deslocamento: 2.600t
  • Velocidade máxima: 26 nós
  • Tipo de propulsão: CODOE
  • Tripulação: 136
  • Autonomia: 28 dias
  • Alcance: 5.000 milhas náuticas a 14 nós

Para finalizar, vale informar que durante o evento o estande da parceria Damen / Saab / Wilson Sons recebeu as visitas do ministro da Defesa, general Joaquim Silva e Luna, do ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, e do comandante da Marinha, almirante de esquadra Eduardo Bacellar Leal Ferreira. A Saab também esteve presente à Ridex com estande próprio dedicado a apresentar soluções que não fazem parte do programa da classe “Tamandaré”, como é o caso de seus navios de contramedidas de minagem. O Poder Naval fotografou o comandante da Marinha quando em visita ao estande da Saab (foto abaixo).

 

171 COMMENTS

  1. E seguem as boas noticias do Programa Tamandaré.
    Eu não conhecia muitos detalhes das Sigma e gostei do que nos trouxe o Nunão.

  2. Linda, mas ainda assim prefiro mil vezes o projeto original de nossas CCT,s criado pelo CPN.
    Lógico, desde que o mesmo seja mais barato em comparação aos concorrentes, e levando em consideração o ganho técnico profissional de nossos técnicos do CPN, Estaleiros etc.

    • Está na matéria, divulgaram como 2600t, mas sem especificar se é deslocamento leve, padrão ou a plena carga.

      • Tinha ficado em duvida em relação a esses 2.600 toneladas, tendo em vista que o projeto do CPN é de 2.700 toneladas, ou seja, o NAPIP oferecido pela Damen seria mais leve que o projeto do CPN, mas provavelmente esses 2.600 toneladas deve ser o deslocamento padrão, tendo em vista que segundo o certame o NAPIP deve ser igual ou melhor que o projeto do CPN

  3. Considero o Sigma a melhor corveta, como falei anteriormente é uma questão que envolve criação de empregos, transferência de tecnologias, financiamento, além de apoio político. Porém, conforme vimos no RIDEX, eles estiveram presente dando todas as informações necessárias. Vendo desta maneira além de uma corveta de primeira, mostram muito interessante em ganhar está briga. Torço por eles.

  4. O deslocamento deste navio, 2.600 toneladas, fica abaixo dos quase 2.800 t do projeto original. Defendo que uma proposta de um navio de tonelagem igual ou inferior ao projeto original e sem acrescentar novas capacidades,este deveria ter preferência

    • Se realmente ele for um requisito absoluto, certamente será cumprido pela corveta oferecida. Seria um erro infantil não cumprir um requisito absoluto, ainda mais um tão fácil de ser cumprido, que empresas como SAAB e Damen jamais cometeriam.

  5. Do que supostamente teria sido exposto das propostas até agora, a inglesa parece ser a mais acertada, pelo conceito de defesa em camadas, com Phalanx CIWS para defesa de ponto e lançadores verticais para a defesa de área. Sobre ASuW, só vi alguma coisa sobre um sonar rebocado de profundidade na Meko, mas não dá para saber se seria adotado na Classe Tamandaré.

    • “com Phalanx CIWS para defesa de ponto”
      É, mas está no pacote oferecido ao Brasil, ou isso é baseado em uma imagem da oferta feita ao UK?
      Phalanx deve custar mais que um Canhão 40mm.
      .
      “e lançadores verticais para a defesa de área”
      Lançador vertical, pelo que me lembro todos que eu vi tem. O modelo oferecido aos ingleses tem capacidade de receber módulo do Mk-41 até para comportar mísseis de ataque terrestre…
      Na proposta brasileira, será que consta esse VLS, ou isso também é baseado na imagem do navio oferecido ao UK?
      .
      “Sobre ASuW, só vi alguma coisa sobre um sonar rebocado de profundidade na Meko”
      ASuW é Guerra de Superfície.
      ASW, pelo que apareceu até agora, só a Meko poderia receber um VDS, em um módulo instalado em um contêiner. Uma opção: https://www.atlas-elektronik.com/solutions/anti-submarine-systems/actas.html
      Existem outros módulos contando VDS que poderiam talvez ser empregados…
      Se os franceses oferecerem uma Gowind (até agora nada da oferta deles), seria o único navio (pelo que me lembro) que é realmente projetado para operar um VDS, dedicando espaço que seria ocupado por um CAPTAS-2.
      .
      “mas não dá para saber se seria adotado na Classe Tamandaré.”
      Uma Meko ou uma Gowind (se for realmente oferecida) pelo menos deixariam esse opção em aberto para a Marinha. Nos outros, talvez só seria possível instalar um TAS…

  6. Corveta muito bonita, mas o sistema de propulsão ao meu ver seria melhor se fosse composto de 4 motores diesel (sou leigo nesse assunto, mas para mim menos é mais), assim diminui o número de compostos importantes para manutenção e peças de reposição, ou seja, simplifica algo que é complexo.

    Até agora, se vier no tamanho “adequado” de 117 ou 120 metros, acho a proposta da Bae a melhor, se não der par a Bae, espero que venha o desenho original da MB e por último a Meko, que seria interessante se fosse uma versão intermediária entre a 100 e 200.

  7. O México, a Indonésia, e a Romênia se assemelham ao Brasil em aspectos econômicos e porte técnico e optaram por esse construtor das suas corvetas, sinal que seus projetos, se mostram confiáveis e acessíveis; espero que consigamos fechar um bom negócio com eles; embora eu particularmente preferia a Navantia (pela expertise em grandes navios, que já seriam um meio caminho pra futuras fragatas) mas a Damen/Saab parece ser uma boa opção.

  8. “Não foram apresentados explicitamente os fornecedores de sistemas como sonar, lançadores triplos de torpedos antissubmarinos (posicionados atrás de portas nos bordos da superestrutura)…”

    Estes equipamentos não podem ser reaproveitados das fragatas que já terão dado baixa até lá ? Principalmente os lançadores torpedos ? Se isso for possível os valores de construção das Tamandaré ficariam mais baixos; qualquer valor que puder se economizar em reutilização de equipamentos pode ser investido em outro sistema.

    • O sonar eu acho que vai ser novo (talvez o seja o nacional que está em desenvolvimento), já os lança torpedo também é nacional se levamos em conta que “só” 2 FCN serão rebaixadas para OPV que está disponível para as 2 primeiras tamandaré.

    • Lançadores triplos de torpedos, ao menos teoricamente, não deveriam faltar em estoque pois vários navios dotados deles deram baixa nos últimos 15 anos mais ou menos (dois fragatas Tipo 22, quatro contratorpedeiros classe Pará, duas corvetas classe Inhaúma).

      Mas, ainda assim, está bem longe de ser um dos itens mais caros dos armamentos navios e, ainda por cima, pode ser comprado novo de fornecedor nacional, com décadas de duração pela frente.

      Sonares dependeria do estado dos
      mesmos, e dos aistemas eletrônicos que fazem parte deles. Acho que as pesquisas e desenvolvimentos em projeto e fabricação de sonares, tanto pela Marinha quanto por empresas, podem gerar soluções melhores em capacidade de operação e manutenção do que o reaproveitamento deles.

      Quanto a outros reaproveitamentos, se alguma fragata classe Niterói der baixa nesse meio-tempo os canhões de 40mm Mk3 ainda seriam armas modernas o suficiente (ainda que os Mk4 tenham melhor automação, até onde sei, gerando mais flexibilidade na seleção da munição na torreta) para reaproveitamento na classe Tamandaré.

      • Os 40mm Mk 3 poderiam ser modernizados para o padrão Mk.4?
        Em relação ao principal, pq a MB abandonou o 114mm em prol do 76mm, que devem ter alguns parados por aqui.

        • Fabiano,

          O Mk8 114mm não é mais fabricado. A versão utilizada pela MB sofre hoje dificuldades de manutenção por ter sistemas hidráulicos, entre outras peças não mais fabricadas.

          Os navios mais novos hoje em serviço no país que era fabricante e que mais emprega o MK8, o Reino Unido, são os Destróieres Type 45 que tiveram os seus canhões reaproveitados de navios que deram baixa. E essas armas passaram por programa de modernização com siatemas eletricos substituindo os hidráulicos, entre outras extensas e caras mudanças – o mesmo se deu nos canhões que equipam as fragatas Type 23.

          Porém, novos navios em projeto e construção no Reino Unido não usarão mais esse canhão, partindo para calibres 127mm e 76mm.

          Ou seja, os MK8 114mm tiveram seu tempo, por décadas equiparam diversas classes de navios, mas hoje são um beco sem saída. A meu ver está certa a Marinha em especificar outros tipos de canhões para seus futuros navios.

  9. Em termos de design considero a mais bonita, mas em termos de armamento sinto falta de um sistema CIWS, que poderia ser instalado na plataforma ante o passadiço – um Oerlikon Millennium – . Na maquete parece haver poucas células VLSm, umas 8, onde acredito que o mínimo necessário seriam 16, contudo isso deve ter alguma previsão de expansão. Sobre o radar, pensei que a Marinha já havia escolhido o Artisan 3D, fiquei em dúvida sobre isso. No mais considero até agora junto com a Type 31e minhas favoritas nesse processo.

    • O Bofors 40 mm vai fazer a função de ciws, quando usar a munição 3P.
      O folheto da Damen diz que cabem até 12 células vls e como citado na matéria, não é aconselhável acomodar células vls tão próximo da superestrutura em navios menores.
      Sobre o radar, quando a Marinha escolheu o Artisan para o projeto do cpn, mas pode ser oferecido qualquer um.
      Quanto a T31E oferecida, pouco se sabe as características dela. Aquela da foto é a versão oferecida a Royal Navy.

      • Sim, concordo sobre a questão de acomodar os VLS em navios de menor porte, acho o ideal 16, no mínimo, o que é uma pena para o projeto caber 12 no total. Entendo que o Bofors possa realizar essa função, mas seria importante um CIWS “puro”. Na minha opinião, claro. Agora entendi a questão do radar, mas como o projeto prevê adaptações a eventuais preferências da Marinha podem acabar optando por ele mesmo, para tentar uma padronização com o Atlântico. Essa mesma “padronização” que seria interessante com o projeto da Type 31. Mas de fato só teremos uma ideia melhor quando do detalhamento do projeto.

        • Fernando,

          Não sei se é o seu caso, mas como isso é uma questão frequente, cabe algumas observações sobre células VLS em navios de menor porte. A quantidade e tipo delas esbarra no espaço disponível, não só horizontal, mas também vertical, este último impactando na profundidadedas células e, consequentemente, no comprimento dos mísseis nelas abrigados.

          Isso precisa estar equacionado com os usos dos conveses inferiores (e em navios de menor porte a alocação de espaço costuma ser mais crítica) e com a reserva de estabilidade para que as células ocupem espaço também para o alto, projetando-se acima do convés principal (protegidas por “caixas”, como se vê por exemplo nos navios Type 45 e 23).

          Dito isso, em navios menores que não sejam capazes de abrigar células VLS de maior profundidade, mais adequadas aos longos mísseis de cruzeiro ou antiaéreos de grande alcance, o número de células a mais, excetuando-se novos desenvolvimentos para mísseis mar-terra ou mesmo de outras funções que sejam menores, praticamente só servirá para mísseis antiaéreos de curto e médio alcances. Porém, mísseis dessa categoria como o ESSM ou o Sea Ceptor podem ser abrigados até 4 por célula.

          Assim, oito células podem abrigar até 32 mísseis desse tipo. Doze poderão acomodar até 48. E dezesseis células, até 64 mísseis dessa categoria. É bastante míssil antiaéreo já desde a quantidade de oito células, pensando em navios do porte de corvetas.

  10. Este Bofors sobre o hangar destoa das linhas limpas do navio, seria melhor um Millennium 35 mm; sei que a MB reluta em criar mais uma linha logística para um novo equipamento do tipo, mas que achei visualmente estranho, achei.

    No folheto da Damen, esta classe comporta até 12 células vls para mísseis shorad, mas estou no celular não consegui ver se nesta versão Br está com tudo isso ou só as 8 do projeto do cpn.

    No canhão principal, acho que a MB vai querer o 76 mm mesmo, não o 57 mm ofertado pois a Tamandaré deverá fazer as vezes de fragata é um 76 mm, apesar de ter uma cadência menor tem mais alcance, principalmente se usar munição assistida.

    Quanto a propulsão achei excelente a notícia da propulsão elétrica, inserindo uma maior modernidade ao projeto neste ínterim, apenas queria saber, se possível, qual o motor (fabricante e tipo) ofertados. E uma dúvida maior, a propulsão proposta tenciona o uso de baterias para armazenar a energia ou seria de conversão e uso direto, sem baterias ? Sabe dizer Nunão ?

    • Roberto,

      Eu sinceramente desconheço uso de baterias como parte integrante de sistema de propulsão de navios de superfície diesel-elétricos, apenas em submarinos. Mesmo porque seria necessária uma enorme quantidade de baterias para um reaultado muito inferior em desempenho que submarinos. Enfim, desconheço e por isso mesmo nem passou pela minha cabeça uma questão dessas.

      Sobre a comparação Bae/Bofors 40mm Mk4 x Rheinmetall Oerlikon Millennium 35mm, cada arma tem suas vantagens e desvantagens, uma com menor cadência de tiro mas maior peso de projétil e de área letal dos balins / fragmentos para modo de proximidade / programação (além de maior flexibilidade) e outra com maior cadência de tiro mas menor peso do projétil e área letal dos fragmentos. No frigir dos ovos, se assemelham nas promessas de eficácia. Mas não colocaria de modo algum a questão estética na balança, pois não é um critério que faça qualquer diferença.

      • Concordo, a questão estética nada vale, apenas dei uma opinião pessoal.
        Mas o Millennium parece contribuir mais para a furtividade do navio que o Bofors com aquela “quadrada” e altura. Mas é apenas uma visão pessoal, ressalto.

        Quanto a propulsão, agradeço as informações.

      • Sem querer me meter e já me mentento:

        Alcance do canhão Millennium contra mísseis: 2500 m
        Alcance do 40 mm contra mísseis: 3000 m

        cadência do Millennium: 1000 t/min
        cadência do 40 mm: 300 t/min

        massa do projétil AHEA de 35 mm: 750 g
        massa do projétil 3P de 40 mm: 975 g

        massa lançada contra um míssil antinavio subsônico:
        Millennium: 102 kg
        40 mm: 49 kg

        * Não restam dúvidas quanto ao Millennium ser o canhão CIWS mais capaz que existe no mundo na função antimíssil/control kill (e também contra ameaças assimétricas de superfície), a questão é se há necessidade de toda essa capacidade ou se a capacidade mais limitada do Trinity ou do Mk-4 já não são adequadas tendo em vista a padronização e o custo. Claro que a resposta é que os canhões de 40 mm são adequados, senão não estariam ainda sendo utilizados.
        Mas se fôssemos basear nossa escolha na melhor técnica, sem dúvida seria o Millennium.

        • Uma variável acerca da munição de ambos é que o padrão de fragmentação da munição 3P do canhão de 40 mm é anelar, enquanto que o padrão de distribuição dos sub-projéteis da munição AHEAD é cônico. Ponto novamente para o Millenium com munição AHEAD.

          • Depende, Bosco.

            Há outros fatores a levar em conta como a quantidade de balins levados em cada munição e seu peso, o desenvolvimento na munição de 40mm de sistema que permite lançar a maior parte dos balins numa única direção indicada pela espoleta de proximidade (não sei em que pé está mas já li sobre isso), e a maior flexibilidade para uso também contra ameaças de superfície (não só com impacto direto), o que torna o 40mm um pouco mais “multipropósito”.

            Mas não duvido de auas limitações em cadência de tiro.

            Ao mesmo tempo, reconheço as qualidades do 35mm que o coloca em superioridade no uso antimíssil e não desejo um debate estilo supertrunfo (e sei que vc também não), mesmo porque ambas as armas passam por aprimoramentos ao longo do tempo.

            Prefiro continuar com o padrão 40mm duplo uso, mas deixo claro que estou longe, mas bem longe mesmo, de menosprezar o 35mm (sei que vc também, no sentido contrário, só estou esclarecendo).

          • Mestre Bosco,

            Talvez ainda com relação ao 40mm possa existir uma margem de incluir uma sintonia fina na avaliação:

            A) apesar de explosão anelar, alguma fração dos fragmentos podem acertar lateralmente ou até pela retaguarda do anel caso p alvo tenha passado

            Talvez ainda em função da trajetória do alvo é suas velocidade, a diferença de alcance em favos do 40mm possa também da mesma forma reduzir esta defasagem quanto ao millenium, pois a diferença de alcance possibilita no mesmo tempo de engajamento alguns poucos tiros a mais que o 35mm

        • Nunão,
          Também sem querer entrar em disputa mas só no sentido de esclarecer, encontrei para a munição 40 mm 3P a quantidade de 900 “fragmentos”de tungstênico com 3 mm de diâmetro. A velocidade do fragmento é de cerca de 2000 m/s (gerada pela arrebentação da carga explosiva).
          Para a munição AHEAD há 152 subprojéteis de tungstênio com 3,3 gramas. A velocidade do subprojétil da AHEAD é de cerca de 1000 m/s, que é a mesma do projétil principal quando foi liberado.

          Só pra comparação, a massa de um projétil de 9 mm é de cerca de 7 mm e sua velocidade é de 350 m/s .

          Fazendo uma conta de padaria, a energia cinética do fragmento do projétil de 40mm, do subprojétil do projétil AHEAD e do disparo de um projétil de 9×19 mm:
          40 mm 3P: 6000 J
          AHEAD 35 mm: 1500 J
          projétil 9mm: 430 J

          O que se nota é que individualmente a munição de 40 mm lança mais projéteis contra o alvo e cada projétil com maior energia cinética. Vale salientar que num projétil com padrão de fragmentação anelar apenas 1/4 é que se volta efetivamente em direção ao alvo.
          Ou seja, a munição AHEAD lança 152 subprojéteis com 1500 J contra o alvo enquanto o projétil de 40 mm 3P lança 225 projéteis com energia de 6000 J.
          Individualmente resta claro que o projétil isolado do canhão 40 mm é superior ao projétil AHEAD de 35 mm, mas o canhão Millennium tem maior cadência de tiro (1000 t/min x 300 t/min).
          De outra forma a menor cadência de tiro do canhão de 40 mm permite uma maior quantidade de projéteis disparados, enquanto a grande cadência de tiro do Millenium limita a quantidade de tiros disparados devido ao aquecimento do cano.
          Essa característica não chega a ser relevante nesse caso já que contra mísseis subsônicos o Millenium lança rajadas de 20 tiros. O 40 mm pode continuar disparando de modo contínuo, mas como disse, isso não é de fato, relevante.

          • A munição de fragmentação e explosão no ar dos projéteis de 35 e 40 mm visam danificar a célula e os componentes de um míssil e com isso fazê-lo cair ou se fragmentar, no chamado “control kill”.
            Já um canhão com munição unitária de contato como o Phalanx visa penetrar na cabeça explosiva do míssil e fazê-lo explodir no ar.
            Só pra comparação, o projétil Mk-244 com núcleo de tungstênio utilizado pelo Phalanx tem massa de 150 gramas e velocidade de 1100 m/s. Sua energia cinética é de 90.750 J.

          • Art,
            A primeira fonte que vi dizia ser de 900 balins de 3 g . Tem essa fonte que cita 1100 balins, e tem outras (inclusive o confiável “NavWeaps”) que cita ser de 3000 balins.
            Na dúvida vale o peso do projétil, que todo mundo concorda como sendo na faixa de 975 g.

  11. Eu fiquei decepcionado pela SAAB não oferecer a flexpatrol, parece ser um navio bastante avançado, principalmente no uso de materiais compósitos. Essa proposta, tendo a Saab como parceira é interessante justamente para a consolidação das relações com a empresa e sua consequente transferência de tecnologia. É melhor firmar parcerias fortes para o longo prazo que ter multiplos parceiros em cada projeto.

  12. Talvez a opção mais interessante. Deverá estar na lista.
    Com eu já comentei antes, para mim a propulsão CODOE é mais indicada para missões ASW e a MB tem a ganhar com a operação e manutenção de tecnologias a meu ver mais avançadas.

  13. Uma pergunta: Porque a SAAB montou um estande de contra medidas de minagem?? Existe alguma coisa no ar, sabemos que a DAMEN tem 2 navios caças Minas lá no estaleiro. Será que eles esperam alguma coisa?

    • Vovozão, a Saab já está promovendo caça-minas para a Marinha faz tempo. Digite classe Koster no campo busca do blog.

  14. Hélio 11 de julho de 2018 at 18:58
    “Eu fiquei decepcionado pela SAAB não oferecer a flexpatrol, parece ser um navio bastante avançado, principalmente no uso de materiais compósitos”.

    Acredito que não seja viável construir um navio com o comprimento indicado pela MB com material composto.
    A classe tamandaré tem comprimento de103,4m e deslocamento de 2.700 toneladas,enquanto a FlexPatrol tem 98,4m de comprimento e deslocamento de 2.400 toneladas.

    • Até onde já pude ver, material composto no projeto de flexpatrol / corveta da Saab, que tem porte semelhante ao da classe Tamandaré, é só na superestrutura. O casco é de aço.

  15. Sea Giraffe, AFF!
    Bem fraquinha a proposta (feio esse passadiço) e com muitos pontos nebulosos. Acho insignificante a capacidade de navegar em silêncio (se os geradores diesel deixarem, o que vai demandar um bom gasto em isolamentos…) pra ASW mas útil pra patrulhas constabularias. Penso como o colega acima, propulsão CODAD seria melhor, e digo eu, sem essa preocupação extremada com separação das salas de propulsão: num navio pequeno desses, esses compartimentos não estarão tão separados longitudinalmente que se incremente a sobrevivência da propulsão (em geral, a separação devia ser de uns 15% do LBP). Todo bote pequeno é one hit, dada a brutalidade dos ASM por aí.
    Quanto ao canhão principal, é uma boa arma, curiosamente a mesmíssima que orna o deque dos LCS da USN, apodados de undergunned… Aliás, parece-me que os falhados LCSs, na versão com mísseis, ainda são superiores à essa conformação da proposta, ainda mais suspeita pela gambiarra da extensão do convôo sobre o espelho de popa. E, notem, os hangares das velhas OHP tinham cada 4,5 X 15 metros, cabendo o seahawk apenas dobrado, e o convôo possuía o RAST… Penso que qualquer ‘fragata’ multi missão deva ter espaço pra dois helicópteros ou um seahawk mais alguns UTAV pra ISRT avançado (cabem três MQ-8B num container de 8’x8’20’), que constituem em inter operação um multiplicador fenomenal. Pelo andar da carruagem, vamos levar um navio de combate litorâneo in disguise…

    • Você queria que num navio desse tamanho tivesse hangar para dois Seahawks?
      De qualquer forma, não é o que a MB quer, então não teria porque a proposta contemplar esse “hangarzão”, pois implicaria no aumento do navio, do seu custo e do seu preço.
      E o radar Giraffe é muito bom, tanto que é usado por marinhas da OTAN. Inclusive pelo RU nas Falklands, mesmo tendo o Artisan sendo fabricado “em casa”.

    • Deixem corrigir duas informações erradas que dei:
      A- cada hangar das OHP tinha 6×15 m;
      B- três MQ-8B ocupam 190×560 polegadas (eu li como se fossem centímetros…), o que corresponde aproximadamente ao espaço ocupado por um Seahawk dobrado.
      Desculpem, é a idade e a desatenção.

  16. Nunão, a questão da propulsão ficou um pouco confuso, para mim, pelo menos, explico:

    Para alimentar os dois motores elétricos de 10.000Kw, seriam necessário que os dois motores diesel principais esteja funcionando, porque com os auxiliares na faixa de 1.000 kw, estamos falando de motores diesel demais ou menos 1.000 Hp, a conta não fecha..
    Posso ter entendido errado.

    • Juarez, você entendeu errado.

      Em nenhum lugar do texto está escrito que os motores elétricos têm 10MW.

      A potência dos dois motores diesel principais é de 10MM cada, não foi informada a potência dos motores elétricos.

      Vale lembrar que potência pode ser expressa em MW tanto para motores elétricos quanto para de combustão interna, é escolha do freguês expressar de uma ou outra (hp) forma.

      Os motores elétricos são alimentados somente pelos 4 motores / geradores auxiliares, de 1MW cada, que também geram energia para os sistemas do navio. Não foi informada a potência dos motores elétricos, mas certamente eles precisam ser compatíveis com a energia gerada e com a velocidade de cruzeiro de 14 nós no modo diesel elétrico.

      De qualquer forma, voltei ao trecho em que você se confundiu e mexi na separação dos parágrafos para deixar mais claro.

  17. Nunao, a pergunta foi porque neste evento eles colocam um stand com contra medidas, minha pergunta é se eles por acaso nesta proposta para as corvetas estariam colocando também os cacas-minas, em uma venda casada???

    • São coisas diferentes, Vovozão, programas diferentes, estantes diferentes (um para o consórcio do qual a Saab participa, outro só da Saab), navios diferentes. Não sei de nenhuma proposta casada, os concorrentes do programa Tamandaré tem que se ater ao RFP.

  18. Quanto a propulsão, não é 100% projeto original. A Sigma 10514 da imagem tem somente uma grande caixa de fumaça no centro X 2 da maquete. Deve ser consequência da mudança dos motores (mais potência) que aumentou em quase 2 mil kw cada um. A Sigma da imagem (e a do site) desloca 1 mil tonel a menos, em torno de 9000 kw cada motor.

    • Esteves, tem três chaminés tanto na maquete quanto nas concepções artisticas divulgadas e que ilustram a matéria, duas a meia nau e a terceira na área do hangar.

      • Ops. São 3. Mas o deslocamento e a potência na versão do site são menores. Acho que perdi um comentário.

        “…Vale observar que em projetos modernos a propulsão por motores elétricos alimentados por geradores diesel, desde que estes estejam instalados de forma a evitar propagação de ruído e vibrações, também pode proporcionar deslocamento silencioso em velocidades mais baixas, o que é especialmente desejado na guerra anti-submarino.”

        Não há baterias. Os motores elétricos são alimentados por geradores. Geradores não são silenciosos. O post diz: …desde que estejam instalados…”

        Parece genérico. Faz ruído. Mas se fizer bem feito, faz menos. É isso?

        • Esteves, o que é “versão do site”?

          A parte que você mencionou entre aspas é uma observação minha sobre o modo de propulsão diesel-elétrica para navios de guerra, que não tem nada de novo para quem acompanha o tema. Geradores não são silenciosos, mas em qualquer navio de guerra que usa motores diesel e tem emprego antissubmarino entre suas funções (ou seja, a grande maioria dos navios escolta em serviço no mundo, com a óbvia e mais conhecida exceção dos americanos que optaram por padronizar em navios escolta só com turbinas) é absolutamente comum buscar-se isolamento acústico e de vibrações para os motores diesel acoplados a geradores elétricos (mais fácil porque são de menor potência), e mais ainda para os motores diesel principais de propulsão (mais difícil porque são de maior potência). Aliás, em submarinos convencionais também isso é absolutamente comum, porque é preciso reduzir ao máximo o ruído gerado pelos seus geradores diesel quando esses recarregam as baterias.

          Em resumo, para sua pergunta “é isso?” a resposta é: É isso.

          • Site do fabricante. A pergunta que fiz foi em relação à tua afirmação que “…desde que instalados de forma a evitar propagação de ruído…”

            São geradores. Fazem ruído. Mas podem ser instalados com isolamento para evitar. Claro. Quem instalaria gerador de outra forma?

            Submarinos contam com baterias. Navios não. Então deveria haver somente uma forma. A forma com o máximo de isolamento.

          • Esteves, o site do fabricante apresenta a versão específica da Sigma 10514 com os detalhes das modificações feitas para a oferta ao programa classe Tamandaré?

            “São geradores. Fazem ruído. Mas podem ser instalados com isolamento para evitar. Claro. Quem instalaria gerador de outra forma?”

            Quem não precise abafar os ruídos para os níveis necessários à guerra antissubmarino.

  19. Nunao,

    Parabéns pela matéria. Ótimas perguntas. Pena que não pudemos almoçar juntos como havíamos combinado.

    Está faltando só a Naval Group revelar sua proposta. Quando eles quiserem…

    Parabéns também pelo texto. Muito esclarecedor

    Grande abraço

    • Luiz Monteiro, agradeço os elogios.

      Esse encontro está difícil de conciliar, mas quem sabe um dia conseguiremos.

      Vi rapidamente o almirante Caroli na feira, mas como estava no meio de outra conversa, não tive oportunidade de falar com ele.

      • Verdade Nunao, mas vamos sim. Quem sabe até na Inglaterra.

        Saliento que os estaleiros tradicionais da Europa: Naval Group, Ficantieri, DAMEN, BAE e TKMS apresentaram propostas com NAPIP.

        Grande abraço

  20. Se os editores me permitem,

    Nesse mês o VF-1 iniciou seus preparativos para participar da CRUZEX. Foram realizadas em conjunto com a FAB, manobras de ataque ao solo e reabastecimento em voo.

    Grande abraço

  21. Projeto bacana, moderno, testado, so achei pouco o deslocamento de 2600 ton, mas acho que vão ser competitivos em relação ao preço. Imaginei que fossem oferecer uma parecida com a cogitada no PES da Colômbia que chamaram de sigma 10515 com cerca de 3000 ton.

  22. Realmente Nunão, eu fiz uma confusão, mas de qualquer forma fazendo uma continha de bico de lápis acho difícil a propulsão elétrica ser mantida pelos motores diesel auxiliares, pois estes estarão ocupados com a energização do navio. Acho que com a propulsão elétrica será alimentada por pelo menos dois motores diesel principais, que estarão a 80% full power.
    Com relação as medidas de potência, realmente o cálculo para ambos em KW me confundi, prefiro trabalhar com potência elétrica em KVA e potência mecânica em . Termos uma relação na ordem de 0,84 a 0.86.

    • Juarez, velocidade de cruzeiro par máximo alcance em navio de guerracostuma ser diferente em porcentagem, quanto ao total de potência disponivel, em relação aos 80% que convencionalmente é o caso em veículos terrestres, viajando em cruzeiro na faixa de melhor rendimento dos motores e que se aproxima também de 80% da velocidade máxima (deixo claro: se aproxima, sei que não corresponde, estou só facilitando a comparação) pois o atrito com a água implica que a potência maxima pra velocidade de pico tem que ser várias vezes maior que a de cruzeiro econômico, que por sua vez é em geral apenas perto da metade da velocidade máxima, pois estamos falando de uma curva exponencial bem acentuada.

      Para você ter uma ideia: a classe Niterói (3.800t, propulsao CODOG – diesel ou turbinas) tem potência máxima de cerca de 56.000 cavalos para a velocidade máxima de 30 nós usando as duas turbinas (nos bons tempos, estou só dando um exemplo).

      Já para a velocidade de cruzeiro econômico, em torno de 17 nós, são usados dois motores diesel de pouco menos de 4000 hp cada (total de 8000hp), provavelmente operando perto dos 80% da potência total dos mesmos que vc menciona – mas a velocidade está perto de metade da máxima, com 1/7 da potência necessária para a máxima.

      Já para aumentar apenas 5 nós a velocidade, chegando ao máximo no modo diesel de 22 nós (vel máxima de cruzeiro, sem trocar para o modo turbina), são precisos todos os quatro motores diesel do navio (cerca de 16.000 hp, que representam perto de 1/3 da potência total gerada pelas turbinas para a velocidade de pico).

      Em resumo, para velocidade de cruzeiro econômico de 17 nós, usa-se perto de 1/7 da potência necessária para a vel máxima de 30 nós.

      No caso dessa versão da Sigma 10514 oferecida, e lembrando que os valores que puderam passar pra mim obviamente não são exatos, os 4MW somados dos motores auxiliares representam 1/5 da potência dos dois motores diesel principais.

      É claro que não se dispõe de todos os 4 MW para a propulsão mesmo a modestos 14 nós, porque precisa alimentar os demais sistemas do navio (lembrando que a Barroso tem perto de metade dessa potência gerada pelos seus motores auxiliares para alimentar os sistemas de bordo), então as diferenças podem ficar creditadas ão fato de não poderem passar os números exatos. E foi mais ou menos na hora em que eu estava falando disso com o engenheiro que o executivo da Damen, de modo “amigável”, me convidou a parar de fazer perguntas, apontando gentilmente o lado de fora do estande. Até o entendo, pois é uma concorrência acirrada e nunca se sabe exatamente com quem se está falando.

      Mas enfim, os números não são discrepantes se levar em conta o que expliquei acima e o quanto eles podiam revelar sobre os detalhes mais específicos da versão para o Brasil, ainda que o sistema CODOE de modo geral seja bem conhecido, e qualquer engenheiro naval que entenda de propulsão mais a fundo pode fazer as contas por si. Meu objetivo é traduzir isso para o público comum sem deixar de interessar também o pessoal mais especializado quando escrevo a respeito.

    • Juarez, você duvida que pode acontecer algo parecido com o que aconteceu com as type45 nessa CODOE, tipo não dar pra usar os motores elétricos na velocidade de cruzeiro de 14 nós e alimentar os sistemas do bote com 4MW de gerador resultando no uso permanente de um ou ambos motores diesel de 10 MW? Eu sinto a pulga atrás da orelha…

      • Estou impressionado.

        Apresento alguns dados apurados em estande de feira de defesa, deixo claro que são aproximados, mesmo porque o objetivo é dar uma ideia geral da configuração da propulsão e ir além do que outras fontes publicaram, e já tem gente tirando conclusões suficientes para prever um erro de projeto ígual ao dos Type 45…

        Menos, Alex, menos…

        Não dá pra fazer essas contas com esse nível de exatidão com os dados apresentados e, de qualquer forma, a discussão foi gerada por um erro de leitura do Juarez e por uma dificuldade minha em entender qual era a dúvida dele.

        Tem gente vendo chaminé de menos e gente vendo coisa demais.

        • Ufa. Depois da caixa de fumaça que achei, eu ia perguntar a mesma coisa. Será que esse CODOE não tem chance de apresentar o mesmo problema das Types inglesas?

          Essa passou perto.

        • Fixado o navio e o tipo de propulsão, a curva da relação entre velocidades e potências é grosseiramente cúbica. Se o navio usa 20 MW (dos dois motores diesel engrenados aos eixos) pra atingir 26 nós, pra navegar a 14 nós (sob motor elétrico) precisa de 3,1 MW, o que usaria a potência de três dos quatro geradores diesel, ficando apenas 1 MW pra alimentar os serviços elétricos do bote (iluminação, equipamentos, sensores, armas, etc). Ora, pra um combatente de superfície, não um OPV, essa carga pode variar, muito por baixo, entre 1 e 1,5 kW por tonelada de deslocamento, o que perfaz algo entre 2,6 e 3,9 MW pra um bote de 2,6 kton, o que eventualmente ultrapassaria a capacidade de geração disponível quando em velocidade de cruzeiro de 14 nós. Talvez os motores elétricos sejam pra impulsionar o vaso a velocidades bem menores, tipo 5 a dez nós…

          • Alex,

            Sugiro que você mande um email para a Damen e solicite os detalhes da geração de energia para propulsão em cruzeiro (e a velocidade nesse modo) e para alimentar os sistemas de bordo.

            É a Damen (ou melhor, o consórcio) que diz que o navio atinge 5.000 milhas náuticas em velocidade de cruzeiro de 14 nós, e foi o engenheiro da empresa que disse que essa velocidade é mantida com os motores elétricos. E aproveite para colocae suas dúvidas sobre a capacidade de manter, ao mesmo tempo, também a energia do navio.

            Como já afirmei, foi nessa parte da conversa, sobre a energia para os sistemas do navio, que me disseram que já tinha perguntado demais.

            Boa sorte.

            Depois, não esqueça de compartilhar com a gente a resposta que eventualmente receber a respeito.

  23. Luiz Monteiro 11 de julho de 2018 at 21:20

    Prezado Rafael,

    Sim. O biplace recentemente entregue pela EMBRAER será uma das aeronaves.

    Abraços

    Boa noite.
    Com Monteiro! Vão enviar uma anv recém entregue sem ter passado pelo equivalente EAV da MB para uma missão operacional????

  24. Ainda prefiro a proposta da BAE. Estava esperando algo melhor da SAAB, mas entre o projeto original e esse NAPIP deles, o NAPIP parece superar por pouco enquanto a proposta da BAE Systems é bem mais capaz.

    Mas vamos ver, há outras variáveis a conferir além de armamento, velocidade, tamanho e outras, começando pelo preço da brincadeira e a ToT.

  25. Tendo em vista a Urgência de dotarmos a MB de navios em um espaço de tempo relativamente curto, me faz reconsiderar minha preferencia pelo projeto nacional…precisamos reduzir os riscos afim de cumprir os prazos e obter um navio moderno que coloque o Brasil na Vanguarda regional durante os próximos 20 anos…levando em consideração nossas boas relações com os britânicos e o excelente projeto oferecido pela BAE penso que devemos optar pela mesma e estreitar ainda mais nossas relações com a Royal Navy. Caso optemos pelos ingleses poderemos ter também navios de segunda mão de excelente qualidade e nos tornarmos seus principais aliados na região.

    Meu ranking atual:
    1) BAE
    2)Damen
    3)Possivelmente os franceses(Caso ofereçam as Gowind podem ser tornar o primeiro lugar dependendo da configuração)

  26. É um belo navio, mas tenho uma dúvida: A MB não havia selecionado o Artisan 3D como radar da Tamandaré? Pensei que fosse um requisito obrigatório, mas nesta proposta o radar é o 3D Sea Giraffe AMB.

    • Robsonmkt, foi selecionado para o projeto de propriedade intelectual da Marinha, feito pelo CPN e detalhado pela VARD.

      Para o navio de propriedade intelectual do proponente (Napip), até onde sei os proponentes podem oferecer outros sistemas, devendo porém provar que serão mais vantajosos que os especificados no projeto da Marinha.

      • Ok, Nunão, obrigado pelo esclarecimento!

        Então a inclusão ou não do Artisan e do Sea Ceptor nas propostas pode vir a ser um peso contra ou a favor das propostas oferecidas.

  27. Nunão, eu me expressei mal, e você não entendeu a que eu me referia, explico;
    Com 80% de potência de um dos MCP(vou usar o termo que a MB usa para ficar padrão) se atinge 100% da potência nominal de um alternador, que irá transmitir esta potência ao motor elétrico. Porque dos 80%, porque conceitualmente é potência máxima que se pode manter um motor diesel ininterruptamente se provocar danos a este. Pode-se também imprimir full power ao MCP para que o alternador atinja potência “Prime”, que via de regra é algo em torno 15% acima da nominal , mas tão somente por no máximo duas horas contínuas.

    • Juarez, entendi em relação aos 80% mantidos para a máxima nominal etc, até aí não há discordância.

      O que quis frisar é quando você mencionou os dois motores diesel principais de 10MW cada funcionando em 80% da potência para geração de energia elétrica para os motores elétricos. Não é essa a configuração.

      CODOE é Diesel ou Elétrico, no sentido que os dois MCPs de 10MW cada estão acoplados à caixa de engrenagens, por sua vez acoplada aos eixos e hélices, e os quatro MCAs de 1 MW cada estão ligados a geradores / alternadores, que alimentam motores elétricos acoplados aos eixos e hélices. É uma coisa ou outra, um modo ou o outro. Os MCP de 10 KW cada não alimentam motores elétricos porque não estao acoplados a geradores / alternadores. É diesel ou elétrico (ainda que tenha um lado incongruente na sigla porque a eletricidade é gerada por motores diesel acoplados aos alternadores, mas o fato, pela configuração e explicações, é que os MCP giram os eixos e hélices, e não alimentam motores elétricos).

      Quanto às potências divulgadas para mim dos MCPs e MCAs, mais uma vez digo que são valores aproximados, para dar uma ideia de como funciona, e atender às minhas questões de distribuição dos diversos componentes do sistema nas praças de máquinas. Só isso.

      No site da Damen tem números mais exatos das potências etc para a Sigma 10514 da Indonésia, você pode checar lá e a partir dos dados fazer as contas dos 80% de potência mantida continuamente, ou para a máxima por tempo reduzido etc, mas é a versão da Indonésia, não exatamente a versão customizada para atender ao programa da Marinha – inclusive no navio indonésio os geradores (MCA) são seis de menor potência (735kWE – entendo pelo E que já se trata da potência elétrica fornecida descontadas as perdas) e não quatro de 1MW (e nesse caso, repito, esse 1MW é valor aproximado informado e não exato), pelo que entendi.

      E lá também diz que cada motor elétrico tem 1,3MW de potência o que multiplicado por dois motores = 2,6MW. Apenas remetendo ao que já escrevi em comentário anterior sobre a relação de 1/7 Entre potência para cruzeiro e potência para pico na classe Niterói (8.000cv / 56.000cv), chega mais ou menos perto de 1/7 da potência dos motores diesel – MCP – usados para a velocidade de pico, ou 2,6MW / 20MW no navio da Indonésia). Para a configuração projetada para o navio que ofereceram no programa da MB o que posso dizer é apenas o pouco que puderam me responder em relação ao muito que perguntei.

      PS – na ficha técnica do navio da Indonésia, tanto para os diesel quanto para os motores elétricos está indicada a sigla MCR junto à potência, indicando que se trata da máxima contínua.

      • Nunão, só para resumir, eliminando a sopa de letrilhas dos diversos tipos de propulsão o que sobra é o seguinte: motores diesel movimentando os hélices é propulsão a diesel, motores a diesel movimentando geradores que movimentam motores elétricos é propulsão diesel/elétrica. No caso desta Sigma é diesel e ou diesel/elétrica.

        • Sim, é o que escrevi e tentei explicar. A sopa de letrinhas resume bastante e, às vezes, leva o público menos afeito ao assunto a entendimentos errados, como achar que navio terá baterias, por exemplo. Dá um certo trabalho esclarecer isso.

      • Caro Nunão: sua explicaçao ficou clara. Obrigado. So um detalhe que pra mim nao ficou definido, ate porque, como vc disse, a entrevista foi “amigavelmente” interrompida : acredito que os motores eletricos sao acoplados aos eixos propulsores atraves de acoplamentos auxiliares previstos nos redutores principais; provavelmente cada acoplamento deve possuir sua “embreagem” (que, na realidade, sao acoplamentos hidraulicos), permitindo comutar os alimentadores e transferir a energia eletrica dos motores de propulsao auxiliar para outras finalidades , tais como bombas de drenagem, sistemas de armamentos, etc,etc,. A razao de sub-dividir em quatro motores eletricos é, talvez, conseguir um melhor escalonamento na transferencia de energia conforme for necessario. Lembrar tambem que nada impede de acionar tempestivamente um dos diesel principais na hipotese de emergencialmente ter que isar toda a geraçaoeletrica disponivel para comabate a incendio, drenagem excepcional, for requerida.

    • Caro Juarez: talvez a razao da sua colocaçao seja devida ao layout previsto para a BAe type31e. Ha um panfleto publicado por eles denominado “BAe System candidate design for type 31e” que vc talvez tenha visto como referencia no post do Naval. Neste catalogo eles citam “Main engines (2 x 9,1 MW); Gear boxes port Z -type stbd U -type”
      Para mim, numa primeira leitura, tambem pareceu se tratar de dois motores eletricos principais, cada um dos quais com 9,1 MW nominais no eixo propulsor, o que estaria trazendo uma evoluçao muito grande em relaçao às Leanders que lhe deram origem, mas que sao CODAD.
      Se essa hipotese, propulsao principal por meio de dois motires eletricos de 9,1MW cada, for verdadeira, isso poderia significar o uso inversores de frequencia, com velocidade variavel, que poderia dispensar helice de passo variavel, etc. similar à propulsao das Type 26 (se minha memoria nao falha).
      Mas agora fiquei na duvida pois o catalogo citado nao é muito claro. Sera que o Nunao, o Galante poderiam confirmar esse ponto? E o cmte Luiz Monteiro, poderia nos esclarecer essa duvida? Grande abraço

  28. Prezado Luiz Monteiro, para mim foi surpreendente a Fincantieri optar por Napip em vez do projeto do CPN. Confirmado só um estaleiro indiano ofertou o projeto do CPN. Talvez os ucranianos também.
    O senhor pode confirmar se os ucranianos apresentaram Napip ou não?
    De qualquer forma, parece que vai dar Napip.

  29. Usando metáforas em minha modesta opinião, penso o seguinte.
    Até outro dia atrás, só tinha condições de ter um velho veículo Gol Bolinha, hoje possuo condições de ter um Civic-G10, mas além dos impostos caros, manutenção extremamente onerosa, riscos adversos e não saber operar o veículo, vou continuar com meu gol bolinha, pois o mesmo apesar de suas deficiências ainda me leva aos mesmos lugares que o G-10.
    A administração da MB pensa exatamente ao contrário, até outro dia atrás só tinha condições de ter uma Passat-87, hoje possui condições de comprar uma Ferrari e vão optar pela Ferrari.
    Prefiro mil vezes ter uma frota de Gol,s com o mesmo dinheiro de uma Ferrari, mas dominar toda a cadeia logística do Gol, do que ter uma Ferrari sem ter a mínima condição de manter sua cadeia logística.
    Pensem nisso, Opto pelo projeto do CPN (que de Gol bolinha não tem nada, está mais para um Novo Passat- Up rsrs).

    • Tem sim o motor……
      O fato da MB ter aberto a chance de ter um NAPIP é o foto de que esse pode ser mais em conta (custo diluído e menor risco para o estaleiro local/estrangeiro) e que o projeto do CPN não tem mais possibilidade de crescimento…E talvez MB: admitiu que essa classe será o padrão de combatente (seja de uma unica versão seja de uma versão maior).

  30. Não estou a par de todos os detalhes do certame.
    Mas gostaria de fazer alguns comentários bem básicos.
    Gostei do design. Parece bastante limpa e furtiva.
    Não sei se esse estaleiro é bom. Não me parece dos mais famosos.
    Conceito modular é interessante. Isto é, não faz sentido projetar navios como se fosse do zero. Tipo em determinado país cobram uma fortuna para construir, digamos, três tipos de navios como se um nada tivesse a ver com o outro, seja isso real ou não.
    Não gostei dessa quantidade de mísseis antinavio (4) e VLS.
    Para mim, canhões em navios de guerra são algo ultrapassado.
    Alcance ínfimo.
    Só se for um sistema CIWS como defesa antimísseis.
    Com 4 mísseis antinavio não se consegue fazer nada. Navio desdentado. Igual um policial andar com um revólver 38 com 6 balas…
    O mesmo se aplica ao VLS.
    Também achei essa velocidade máxima de 26 nós muito baixa.
    Pelo menos fica muito a dever.
    Sei que essas escoltas são apenas um quebra galho mínimo, só para não ficar sem nada.
    Em tese, as futuras fragatas de 6.000 toneladas é que imporao algum respeito.

  31. A Avibras ta desenvolvendo uma plataforma giro Estabilizada, que poderá servir de base para um “Astros embarcado”. Será que plataforma entre o passadiço e o canhão principal teria capacidade de futuramente receber um sistema como esse? não sei se os gases de escape seria um problema.

  32. Esta fragata oferece missil mar-mar do modelo SAAB RBS 15. Exelente arma, porém, a MB está disposta a continuar com o Mansup, genérico do Exocet. Como fica essa versão? Será adotado o Mansup? Ou fica o RBS 15?

  33. Prezados, bom dia.
    .
    Aos doutos: pelo que já pude comparar das várias propostas oferecidas, pelo menos no que foi divulgado de cada uma delas, pode-se dizer que esta sueca está alinhada, em ToT, financiamento e outras características, a aquilo que norteou o FX2 da FAB? Poder-se-ia dizer que essa proposta resultaria, caso aceita, numa espécie de “FX2 naval”?
    .
    Obrigado

  34. Infelizmente os alemães, franceses, italianos e ucranianos parecem não estar querendo “abrir o jogo” para o público em geral.
    .
    Pelo jeito, 8 propostas serão de corvetas mesmo, praticamente do mesmo tamanho. Parece que só a proposta da BAE será de um navio maior, que, logicamente, seria o desejo de todos. Quem sabe o programa não sofre uma reviravolta, permitindo o aumento do preço unitário e diminuindo a quantidade contratada num primeiro momento, diluindo o programa em mais tempo?? Deixando a ToT somente para a segunda unidade e seguintes, quando entrassem de forma específica no PPA (plano orçamentário plurianual quadrienal)?? Assim, nesse governo se contrataria apenas uma unidade, mantendo a opção para as outras três conforme os governos se comprometessem com a nova construção. .
    Vejam bem, se tivesse havido uma pequena cadência de uma fragata nova por governo desde o início do século, já teríamos 4 ou 5 fragatas novas (1 FHC, 2 Lula, 2 Dilma-Temer). Não parece ser impossível que o governo destine verbas para uma fragata ao longo de 4 anos. Mas, em vez de buscar uma cadência, sempre se buscou planos ousados, com muitos navios. Parece-me que com a Tamandaré, infelizmente, está ocorrendo a mesma coisa… (apesar de para alguns comentaristas serem “corvetinhas”, na realidade é o que estamos podendo, e olha lá, tendo em vista o custo absurdo que os navios de guerra estão alcançando…).
    Talvez fazer igual ao México, que contratou apenas uma Sigma, e bem ou mal, está chegando lá.
    .
    Quanto às prováveis 8 propostas de corvetas, será uma interessante batalha de especificações, condições e preços. Pena que aos pobres mortais não chegarão tantas informações. Parabenizo ao Poder Naval pelo esforço, demonstrado mais uma vez nessa matéria, para divulgar de forma excelente as informações disponíveis.

  35. minha opinião é de um leigo, sei que tem especialistas e comentaristas mais embasados no assuntos..

    essa navio mesmo atendendo RFP da Marinha, não atende o que realmente precisa..
    lendo a matéria parece que fez o projeto na ultima hora..na frente do passadiço não haverá nenhuma arma (um outro canhão ou outro sistema de defesa de ponto, como pantsir naval que será implementado nos navios russos..), engenheiro da damen disse que no futuro pode ser colocado outra arma..
    discordo, o futuro é agora, não se sabe se terá um segundo lote de tamandarés, não se sabe como será o futuro econômico do BRASIL.
    a Mb precisa de agora um navio que supra as necessidades da marinha, os navios que possui estão chegando ao fim da vida útil, no máximo 10 anos..
    a MB precisa de uma embarcação que cumpra certas missões ( missão de paz no libano, contra pirataria na áfrica, escolta do bahia e do atlântico, treinamento com outros paises, patrulha, etc…), uma corveta normal não atenderá todas essas missões. por isso, que eu acho que BAE ganhará essa concorrência, por que ela enxergou o que outras não.

    • Estou passando a concordar que é melhor um navio maior, mesmo que mais caro e em cadência menor. Em outro comentário, que deve estar para aparecer, expresso que seria melhor contratar uma Type 31e, fixar nesse tipo de navio, e depois ir contratando outras, à medida que aparecer dinheiro. Desestressar quanto à necessidade urgente e tentar fragata, mesmo que seja uma a cada quatro anos.

  36. Deveríamos adquirir o RBS-15.Ei sei q vão falar q vira com Exocet e mansup .Mas o RBS-15 poderia ser usado em menores quantidades para causar mais dissuasão e ser empregado em caso de necessidade

  37. A BAE não era a favorita, com o melhor produto??? olha o HMS Ocean para onde eles destinaram, um navio desse porte e nessas condições, interessaria até a Austrália.
    Sou mais a oferta da BAE Systems.
    Uma dúvida é se poderia ser feito um arranjo entre o modelo da BAE, e componentes da SAAB, apenas para manter os suecos ativos em programas de defesa do Brasil.

  38. De forma geral, acaba caindo no dilema que o Bardini tem insistido….

    Se for um design adaptado do proprio do ofertante, consegue pesar a mão no menor custo por ja aproveitar o projeto, ferramental e escala, mas fica dificil incluir tudo….

    Se for o projeto proprio da Tamandaré, a mesma já foi delineada a otimizar tudo naquele casco…bastante coisa no casco apertado…mas já estaria tudo dimensionado lá….por outro lado, o custo não será igual ao aproveitamento dos projetos externos dos ofertantes…

    A Tamandaré é bem equilibrada, para se implementar o mesmo adaptando outro projeto o casco tende a aumentar….

    Bem, existe outras dimensões a se raciocinar ….afinal, se um projeto menor recebe up grade para atingir os requisitos da RFP, ele de alguma forma quer queira ou não guarda algum potencial para outras necessidades em que embora esteja de fora desta concorrencia, podem acenar a outras necessidades da MB…

    Um projeto que recebe upgrade agora em si, pode representar ao mesmo tempo uma sintonia futura para para necessidade de NapaOc se da mesma forma receberem downgrade em proveito do projeto adquirido e construido para esta RFP de agora…não tá escrito, mas duvido que na hora da verdade isto tambem seja ignorado…

    • O problema do projeto do CPN não é ser “ruim”. O problema pra mim, é que é o projeto errado para a MB… O projeto é limitado, não foi pensado para crescer ou encolher, não foi pensado para ser uma família.
      .
      Gastamos tempo e dinheiro em um projeto desses e, aparentemente a MB reconheceu as limitações desse projeto, abrindo a concorrência para que se oferecessem os tais NAPIP. Agora, muitos dos estaleiros ofertaram navios próprios (obviamente), que fazem extenso uso do conceito de modularidade, podendo dar origem a uma família de navios, ou já fazem parte de uma família de navios… Estão a grosso modo, ofertando o que a MB deveria ter projetado.
      .
      Agora já foi… Mas imagine um projeto do CPN que poderia representar toda uma família de navios, entre 2.000t e 4.000t. Daí poderia sair um Patrulha Oceânico, uma Corveta/Fragata de Patrulha, voltada para missões como as da UNIFIL, uma Fragata EG ou ASW e até um novo Navio Escola.
      .
      Seria muito mais fácil para a politicagem aderir em apoio a esse “projeto estratégico” (como se os outros não fossem).
      .
      Que venha o melhor NAPIP. Mas fica uma nova dúvida: Também vão abrir uma concorrência e, abrir possibilidade de ofertarem um NAPIP na questão do NaPOc?
      https://www.marinha.mil.br/cpn/sites/www.marinha.mil.br.cpn/files/styles/slideshow_noticias__720x445_/public/banner/NapOc_teste1.jpg?itok=pVStxk88
      .
      Esse é um navio que poderia muito bem ser um integrante da família da Classe Tamandaré, para gerar alguma economia de escala e padronização… Será que a MB está pensando nisso, na seleção do short list?

      • Realmente no caso da provável escolha por um NAPIP, seria interessante se o futuro NPaOc fosse derivado do mesmo (assim como os projetos do CPN são derivados um do outro).
        No meu entendimento não faria muito sentido iniciar uma nova concorrência que possivelmente geraria um projeto completamente diferente, de outro estaleiro e com outra cadeia logística para vasos de deslocamento tão semelhantes.

        Se vencer um Napip penso q o lógico seria assim que o estaleiro parceiro nacional começar a ficar com capacidade ociosa (provavelmente quando a terceira unidade for lançada ao mar) iniciar a produção dos NPaOc, que idealmente tenham o máximo de comunalidade com as CCTs porem com arranjos de propulsão, compartimentação e armamento simplificados. Em termos de sensores porém, acho q poderiam ser idênticos (exceto talvez pela remoção do sonar, mas não sei o quanto de economia esse item representaria).
        Acredito q dessa forma essas unidades mais simples (porém perfeitas para missões como Unifil por exemplo), ajudariam a carregar o piano da esquadra (sei que não seria “navios de guerra” por definição, mas a maior parte das missões da esquadra não são de “guerra”) por um baixo custo de produção e manutenção — devido ao compartilhamento da cadeia logística — além de ajudar a amortizar os custos de infraestrutra e projeto realizados com as Tamandarés.

        • Eu penso desde o começo que, o ganhador desse programa deveria ser alguém com portfólio, para continuar a atender as outras necessidades da MB. Vão dar trabalho para um estaleiro que vai adquirir capacidade de construir navios militares aqui, deveriam manter esse estaleiro funcional posteriormente. Se não é rasgar dinheiro… E dinheiro que poderia ter sido investido no AMRJ, que sempre vai estar ali, para servir a MB, com crise ou sem crise.

  39. Acho uma pena o projeto de propriedade intelectual da Marinha não ganhar essa concorrência.
    Foi investido dinheiro nele.
    Acredito que também permitiria o melhor desenvolvimento da indústria naval brasileira, uma vez que esse projeto é evolução da classe barroso e foi desenvolvido por equipes nacionais. Nos permitiria projetar e pensar navios maiores no futuro. Seria uma crescente: Inhaumas, Barroso, Tamandarés e FragataX….

    Na verdade, penso que seria melhor separar essa concorrência em duas. Uma focada mesmo na aquisição de corvetas de 2800-2900T e outra em fragatas de 5500-6000T.

    Só um devaneio. rsrs

  40. Notícia rolando que serve para comparação (conta de padaria): Navantia fecha contrato para fornecer, por mais ou menos 2,1 bi de dolares, 5 corvetas Avante 2200 para a Arábia Saudita.

  41. Parabéns Nava e Nunão.
    Obrigado por nos trazer essa proposta com mais detalhes.
    Só uma dica;
    Seria interessante trazer uma aba no site comas propostas, tornando mais acessíveis. (ou no lado das publicidades).
    Esperando saber os detalhes do navio da Naval, pois até agora, a BAe foi a que mais me impressionou.

  42. Está aí a nossa nova corveta! kkkk
    Brincadeiras a parte, o fato que a briga dela com proposta da BAE vai ser boa, ambas nos atendem muito bem, mas tenho uma preferência pela proposta da Damen e se vier mesmo espero que venha com canhão de 76mm e Oerlikon Millennium ao invés de do canhão de 57mm e Bafors mk4 respectivamente e com os lançadores Quádruplos de MAN-SUP.

  43. Bardini 12 de julho de 2018 at 12:56
    Questões muito bem levantadas. Mas fico em dúvida: será que o projeto do NaPOc do CPN não é uma Tamandaré encolhida, como seria natural?? Será que ao contrário partiram de outra base?? O melhor é que seja uma Tamandaré encolhida. Se não foi assim, é igual você disse, já passou… (o que é ruim para os dois projetos…)

  44. A tese do Bardini é válida em termos de padronização de alguns sistemas de navegação e de combate dos navios com o mesmo “DNA”, porém, estes dias eu ouvi de alguém é do “ramo” o faz maravilhas múltiplas teria este porém:

    O desempenho hidrodinâmico dos cascos que segundo ele nunca será o mesmo, ou seja em um uma das classes poderá acontecer um baixo desempenho de mar.

    G abraço

    • É claro que se mexer no casco o desempenho hidrodinâmico vai mudar… Mas qual seria a porcentagem de diferença? No projeto deveriam levar em consideração uma faixa para realizar mudanças.
      Esse conceito de modularidade não é novidade, um exemplo dos americanos: http://forum.militaryparitet.com/extensions/hcs_image_uploader/uploads/130000/9000/139047/p1a25equbku3b6odjln1p0ihuh1.jpg
      Por isso disse que seria interessante projetar algo pensando em uma faixa, entre as 2.000t e 4.000t. Algo por aí, talvez um pouco mais ou um pouco menos, não sei…
      As SIGMA da DAMEN vão da casa dos 75m até os 104m, muda um pouco na questão da boca e calado. Mas é uma mesma família.
      .
      A economia passa desde os treinamentos para construção, montagem e soldagem dos blocos, até instalações elétricas, cabeamentos, tubulações, montagem de painéis, e vários outros componentes internos…
      Teria ainda a questão dos treinamentos para pessoal que iria prestar manutenção de componentes, acionamentos, atuadores, bombas e parafernálias mil que poderiam equipar a tal da família de navios.
      .
      Também penso que seria muito mais fácil treinar pessoal para operar estes navios, já que teriam semelhanças entre si. É mais fácil gerar conhecimentos de combate a incêndio, evacuações, reparos e preparar o pessoal para isso.

  45. De uma certa maneira, acontece com a MB na C(F)CT o mesmo que com a USN na FFG(X): se espera que a indústria (hehehe, indústria…) naval resolva e ofereça idéias apetitosas às solicitantes. Vai dar problema, é certo, em ambos os casos.
    De toda forma, esperaria ao menos da MB que fosse esperta o suficiente pra não ir na onda do folheto de propaganda da empresa e que fosse draconiana na fiscalização e controle dos serviços, impondo pesadas multas por insuficiências culposas ou dolosas. Parece-me que a indústria (hehehe, indústria…) naval não se sente nem um pouco responsável pela qualidade estratégica ou tática do que oferece senão pela qualidade lucrativa. Ora, de quê serve um navio limitado em deslocamento e flexibilidade operacional (sem larga margem de crescimento, com geração elétrica parcimoniosa, sem capacidades extensas de ISRT OTH, sem capacidade ASuW de longo alcance, reduzida a AAW local ou de ponto, sem capacidade alguma de ataque standoff a alvos terrestres, sem amplos recursos de network pra consciência situacional ou engajamento cooperativo, etc, etc). Mas tudo bem, é melhor ter do que não ter…

    • Esses capacidades vem a um custo e é salgado para situação atual da MB, quem quer muito acaba sem nada. Não é atua que a compra das escoltas de 6000t foi adiada indefinidamente, só para ter uma ideia de valores o preço de uma De Zeven Provinciën é mais de 3x maior que o de um SIGMA 10514, isso sendo fabricadas pelo mesmo estaleiro.

      • Três míseras Tamandares custam o mesmo que um Burke, mas não chegam a ter um terço (talvez nem um décimo) da capacidade de um AB. Essa é a discussão atual, na minha opinião: o que uma marinha precisa deve caber no seu bolso ou deve ser o melhor? E o que é o melhor pra uma marinha é decidido pela indústria ou pelos militares? E o que cabe no bolso será realmente útil na hora do vamos ver?

        • “Três míseras Tamandares custam o mesmo que um Burke” Qual sua fonte para essa afirmação?
          “Essa é a discussão atual, na minha opinião: o que uma marinha precisa deve caber no seu bolso ou deve ser o melhor?” Deve caber no seu bolso logicamente, assim como não posso adquirir nem manter um Porsche a também não de forma similar com um Arleigh Burke, os pricipios econômicos não mudam variando a magnitude dos valores.
          “E o que é o melhor pra uma marinha é decidido pela indústria ou pelos militares?” Não entendi o sentido da pergunta.
          “E o que cabe no bolso será realmente útil na hora do vamos ver?” Falando especificamente da classe Tamandaré sim, o poder militar é uma equação complexa entre qualidade, quantidade e emprego é como diz o velho ditado “uma andorinha só não faz verão”. se eu tivesse que escolher em ter somente 1 Arleigh Burke ou 5~6 Sigma 10514BR, vou na segunda opção sem dúvidas.

          • Caro Mateus. O Alex tem razão. Uma AB custa cerca de US$1,8 bilhão, enquanto o valor de cada Tamandaré será da ordem de US$ 400 milhões cada (talvez a relação seja uma AB para 4 CCT). Por outro lado, isso não que dizer muita coisa porque são equipamentos muito diferentes para usos diferentes. Tenho a impressão que hoje a MB precisa de um número maior de navios do que de apenas uma AB (também achando que uma AB pode ter maior capacidade de combate que e CCT). Acho complicado comparar a MB com as marinhas dos EUA ou mesmo da Inglaterra. No caso da frota da marinha do Chile, eles possuem 4 navios com deslocamento acima de 4000 ton e outros 4 com deslocamento abaixo disso. Considerando que este seja um bom modelo para a MB e considerando apenas os modelos mencionados nessa discussão (AB e CCT), a MB terá que buscar agora seu primeiro lote quatro CCT (da ordem de US 1,5 bilhão) para em seguida um contrato para escoltas de maior deslocamento (da ordem de US$ 3 bilhões).

          • Camargoer, o valor limite esperado para a compra das 4 corvetas é de US$1,6 bilhões menor do que o valor de um Arleigh Burke que está na casa de US$1,8 bilhões, como eu disse em baixo não creio que cada Sigma 10514BR alcance US$400 milhões, pois o valor das Sigma 10514 vendidas a outras nações não passou de US$250 milhões,mesmo considerando a construção local, a transferência de tecnologia e variação na configuração de armas e sistemas eu chuto no máximo US$350 milhões por cada uma, com um valor provável de US$300 milhões. Lembre-se que isso é uma concorrência e o custo da proposta é muito revelante, logo, irão oferecer um preço competitivo. Por isso que afirmei que um Arleigh Burke irá custar de 5 a 6 Sigma 10514BR.

          • Mateus,
            Acho difícil que os valores que você coloca para cada unidade Sigma 10514 sejam esses.

            Um contrato com o Marrocos de três navios da família (dois de porte um pouco menor e um mais próximo ao porte da versão oferecida ao Brasil) foi divulgado em 1,2 bilhão de dólares, grosso modo 400 milhões por navio.

            https://www.naval-technology.com/news/newsmoroccan-navy-commissions-third-sigma-class-frigate/

            E vale sempre lembrar que nesses contratos não costuma ser incluído só o valor do navio e seus armamentos/sistemas, mas apoio logístico por X anos etc, e isso varia bastante de um cliente para outro. Valores de contratos externos servem para dar uma noção, mas ainda assim não considero muito coerente em pensar em valores por navio muito na faixa que vc escreveu, se levarmos em conta valores divulgados bem mais caros como esse do contrato do Marrocos.

          • Nunão, a questão é saber o que está incluso no pacote, o preço que considerei é só do navio, sistemas e os canhões, sem os mísseis, torpedos e munições. O México gastou Quase US$100 milhões para “municiar” as Sigma deles, outro fator a ser considerado é que o Marrocos foi o primeiro operador e provavelmente arcou com custos de desenvolvimento.
            https://navaltoday.com/2018/01/08/mexico-buying-harpoon-ram-missiles-mk-54-torpedo-for-sigma-10514-patrol-vessel/
            Os valores que tomei como base foram de vendas mais recentes
            Venda a Indonésia: https://www.globalsecurity.org/military/world/indonesia/kri-pkr-sigma.htm
            Venda ao México:
            https://oidagroup.com/mexico-sticks-with-damen-for-sigma/
            No entanto concordo com essa parte do seu post, “E vale sempre lembrar que nesses contratos não costuma ser incluído só o valor do navio e seus armamentos/sistemas, mas apoio logístico por X anos etc, e isso varia bastante de um cliente para outro. Valores de contratos externos servem para dar uma noção”

        • Caro Alex, penso que a comparação de preço entre as Tamandarés e os Burkes
          (!) seja falha por alguns motivos – e eu não vou nem entrar no mérito se a relação 1/3 de preço está certa ou não. Mesmo imaginando que sim, ela perde a validade pq estamos comparando a construção de um navio nos EUA, por um estaleiro completamente habilitado para tal e que já construiu outras unidades no passado com uma classe nova que será feita no Brasil por um estaleiro que terá que capacitar pessoal, fazer melhorias de infraestrutura, desenvolver ferramental e técnicas. Agora imagina quanto custaria construir um AB no Brasil… as tais reformas e qualificações nos estaleiros teriam que ser ainda mais profundas pra poder construir um casco com essas dimensões e com essa complexidade. Fora isso, quantas vezes mais custa manter um Burke do que uma Tamandaré? 10x mais, 20x mais? A MB não considera economicamente viável fazer manutenção em um Phalanx, agora imagina além disso, manter o Aegis, manter as 96 células do Mk41 (e efetivamente ter 96 mísseis para carregá-las), manter e operar as 4 turbinas LM2500, ter uma tripulação de mais de 300 devidamente qualificados e treinados, fora operar e manter uma imensidade de outros sistemas e subsistemas existentes na nave (os tais que fazem ela ter 10x a capacidade da Tamandaré na sua opinião).

          Quanto as suas questões, eles me parecem um tanto quanto prosaicas.
          1) a melhor que couber no seu bolso (a MB inclusive tem sido bastante “criativa” pra aumentar o seu bolso);
          2) é decidido pelos militares. se estiver dentro daquilo que a indústria tem pra oferecer é mais barato, mas você pode especificar algo que não exista, contanto que você tenha dinheiro pra financiar o P&D)
          3) vamos ver. isso não tem como saber com certeza (para as missões da MB, a Tamandaré me parece o menor navio possível de cumprí-las). mas a industria lucra e tem prejuizos com os sucessos e fracassos dos seus clientes, então o interesse de todos é que seja útil.

          • OK, mas vai acontecer exatamente o que aconteceu em todos os outros esforços anteriores de reaparelhamento: a promessa do vôo da águia se converterá em vôo de galinha. E desta vez num patamar de galinha dangola. Tem um vício fundamental que assombra todos os esforços brasileiros em ser autônomo: ter começado tarde por ter ficado deitado no berço esplêndido.
            Ninguém reparou na comparação que fiz entre a CCT MB e a FFGX USN, onde talvez houvesse algo a extrair. No nosso caso, apenas o assunto geração de eletricidade onboard já dá o que pensar: novos sistemas ou atualizações tem demandado grande capacidade elétrica do navio. Garantir um projeto adequado em previsão a esta tendência seria mandatório. Enfim…

          • Caro Alex, mas não acho que ninguém esta esperando voo de águia das Tamandarés. Foi planejado pra ser voo de galinha mesmo, desde o início. A águia (prosup) caiu morta, então galinha é o que tem pra fazer. É ideal? Claro que não, mas é o que tem pra hoje.
            E o atraso, não acho que seja por ter “ficado deitado em berço explendido”, mas devido à uma falta crônica de recursos (de qq forma, essa é outra conversa)

            Quanto a demandas futuras, eu concordo com vc. Dentro do limitado projeto Tamandaré, acredito que deva ser escolhida a proposta que tenha maior potencial para crescimento e para se adaptar a exigências futuras. Esse potencial é zero no projeto do CPN e em graus variáveis nas outras ofertas, sendo mais abundante nas propostas da TKMS e da BAE. Sempre acreditei que o maior trunfo do projeto seria justamente ter “espaços vazios”, e não a quantidade de células VLS carregadas, mas tem quem pense justamente o contrário…

          • Os amigos têm razão, um DDG51 tinha em 2017 um procurement cost médio de US$1,75 bi (RDT&E unitário da ordem de US$ 75 mi não computado); como eu tinha de cabeça o valor do ano fiscal de 2015, US$1,5 bi, daí a comparação numericamente falha com o custo de três Tamandaré, US$1,35 bi (3 x US$450 mi). Abraço a todos.

  46. Prezados,

    A TKMS já revelou o NAPIP dela. É um navio de 3.100 toneladas de deslocamento, bastante interessante.

    Grande abraço

    • Almirante, realmente a proposta da TKMS parece muito interessante em termos de projeto — um navio moderno, muito flexível e com amplo espaço pra crescimento futuro.

      Agora, o que preocupa um pouco é realmente a saúde financeira da empresa, principalmente levando em conta que o RFP da Tamandaré inclui um pacote de apoio logístico (o chamado “contrato de gestão do ciclo de vida”). Você poderia detalhar um pouco os termos básicos deste contrato? A duração do mesmo, por exemplo, foi pré-estabelecida pela MB, ou os estaleiros tiveram liberdade pra sugerir arranjos diferentes? Seria de se imaginar que um contrato desses poderia ter qq coisa entre um minimo de 10 anos de duração até um máximo de cerca de 40…
      Obrigado

    • Eu imaginava que na RIDEX, todas as empresas participantes apresentariam maquetes das suas propostas. Acho um pouco estranho todo esse segredo. Na concorrência do FX-2 as empresas brigavam e pagavam por matérias e propagandas de seus produtos, enquanto, nesta, parte dos concorrentes esconde até mesmo o modelo apresentado. Claro que navios são mais personalizáveis do que os aviões, mas ainda assim é estranho esse grau de confidencialidade quanto a coisas simples, como modelo, deslocamento, medidas e outras informações mais básicas.

    • A proposta da TKMS parece bem interessante o navio tem verdadeiramente porte de fragata, ainda tem modularidade e capacidade de receber um Vds, sem falar na possibilidade de modernização no futuro.

      • Fora a quantidade de parceiros brasileiros que estão nesse consórcio, praticamente tem quase todas as empresas de defesa brasileiras nele, a tkms não veio para brincar nessa concorrência não

        • Sem dúvida é uma das proposta de peso, das propostas divulgadas aqui no blog creio que a short-list ficaria com TKMS, BAE e Damen. Queria saber o que foi oferecido pela Naval Group, Navantia e Ficantieri.

  47. Acredito que seja uma boa proposta muito moderna e com ótimos sensores mas gostaria de perguntar aqui para que acompanha o poder naval em relação a os armamentos as escolha do missil sea ceptor pela Marinha do Brasil e definitiva sendo que qualquer um das empresas concorrentes ganhe ? Ou por exemplo se o consórcio da empresa da índia ganhar estas convetas poderão vir equipadas com o sistema Barak-8 de míssil antiaério , que me parece muito superior ao sea ceptor ? Pelo que vi o tamanho dos mísseis dos dois sistemas são equivalentes cerca de 100 kg por míssil mas com o Barak-8 com maior alcance ? Como fica esta questão ?

    • Thiago eu creio que a opção pelo Sea Ceptor melhor pelos seguintes motivos, a capacidade anti-aérea da corveta foi pensado para a defesa contra mísseis anti-navio principalmente, o alcance de detecção e engajamento que a corveta terá desses mísseis está dentro do range efetivo do Sea Ceptor, logo é mais vantajoso usá-lo, pois é mais barato e pode ser carregado 4 por célula ao invés de somente 1 míssil de médio/longo alcance. No entanto, um mix de Sea Ceptor com Barak-8 seria muito interessante, mas não sei se a Sigma por exemplo comporta o lançador Sylver A-50 necessário para o Barak-8.

  48. Matheus obrigado por comentar ! Acredito que a questão de comporta o sistema como o Barak-8 não seja problema para a maioria dos concorrentes pq Israel vai armar até os dentes suas convetas Sá”a 6 que são uma derivação da meko 100 , entendi que o foco seja a defesa anti míssil navio é uma leve defesa seria , mais me decepciona um pouco em saber que talvez ainda não teremos uma defesa de médio alcance, agora fico na dúvida pq tbm falarão que o radar artisan já estava escolhido isto é definitivo ou dependendo da proposta muda?
    Quanto a um sistema como o Barak-8 acredito que seja pelo ato custo mesmo ,

    As corvetas da classe Sa’ar 6 serão fortemente armadas para o seu porte:

    32 células VLS para sistema de mísseis superfície-ar Barak 8 da Israel Aerospace Industries (IAI)
    1 sistema VLS de defesa do ponto naval C-DOME da Rafael para até 40 mísseis Tamir
    16 mísseis antinavio (Boeing Harpoon Block 2 ou IAI de Israel Gabriel Mk 5)
    1 canhão de 76mm Oto Melara Super Rapid como armamento de tubo principal
    2 estações de armas remotas Typhoon 25mm da Rafael (provavelmente capaz de lançar mísseis Spike-ER também)
    2 tubos lança-torpedos de 324mm para torpedos antissubmarino MK54 da Raytheon
    1 helicóptero embarcado de porte médio como H-60 Seahawk

  49. Gostaria que o navio tivesse pelo menos 2 canhões para defesa anti misseis cobrindo simultaneamente cada bordo.. É possível em um ataque de saturação que o navio seja atacado por ambos os lados.. Ou em um ataque
    simples duplica as chances de defesa… Um canhão apenas pode não ser suficiente ou talvez sofrer um problema tecnico na hora H… Como aconteceu com um navio inglês na guerra contra os argentinos….. Como escreveu Sun Tzu.. “A invencibilidade está na defesa… A possibilidade de vitoria está no ataque..” também gostaria que o RBS 15 estivesse presente juntamente com o míssil anti navio nacional..

    • Robson,
      O sistema Sea Ceptor consegue se contrapor a um ataque de saturação em 360º. O canhão de 40 mm consegue cobrir cerca de 240º mas ainda se pode contar com o canhão principal de 57 mm, que também tem capacidade antimíssil também em 240º.
      Ou seja, a proteção CIWS é de 360º havendo uma superposição em torno de 240º ao redor do navio.

          • Ok, obrigado Nunão.
            É que da leitura do wikipedia, percebe-se que há varias diferenças (tamanho, peso, etc.) entre o CAMM e ou CAMM-ER:

            https://en.wikipedia.org/wiki/CAMM_(missile_family)#Maritime_variant

            Por isso que perguntei se o projeto ou a intenção da MB era nessa versão ER, porque pensei que poderia ser necessária uma adaptação (ou preparação) do sistema VLS para já comportar essa versão maior. Mesmo que não fosse usada agora a versão ER, mas que o navio permitisse o upgrade.

            Abraço,

          • Vicente,
            Não é questão de adaptar ou não O VLS depois de instalado. É ter um VLS desde o início com células com o comprimento (profundidade) compatíveis com o comprimento dos mísseis. Só que isso esbarra no porte dos navios caso a diferença seja muito grande. Nesse caso, talvez não seja difícil ter noa navios VLS já com o comprimento necessário para no futuro receber mísseis mais longos, pois a diferença não é assim tão grande.

            Mas o que quis frisar é que, por ora, no catálogo do fabricante não aparece CAMM-ER naval.

  50. Estava reparando no VLS da Sigma, ela aparantemente tem 8 células Syler A35?+ 4 individuais como as que lançam o SEA Ceptor nas Type 31, se levarmos em conta que o Sea Ceptor pode ser acomodado em quad pack no lançador Sylver temos uma capacidade de máxima de 36 mísseis Sea Ceptor 8*4 + 4. Seria uma boa se as 4 Células mais próximas a superestrutura fossem de Sylver A50, não creio que seja difícil a alocação desse lançador visto que não é muito maior que que Sylver A35 e permite o uso de Mísseis como o Aster 30 e o Barak-8. uma combinação de 20 Sea Ceptor + 4 Aster 30 daria a Sigma uma capacidade anti-aérea impressionante considerando se tratar de uma corveta e no fim das contas o valor total seria muito próximo pois o custo de 4 Sea Ceptor cobre o de um Aster 30 o que acrescentaria um pouco de custo seria a troca de 4 Células Sylver A35 pela A50, mas se considerarmos a capacidade agregada valeria a pena.

  51. O fato de eles não usarem 12 lançadores Sylver como foi ofertado a outras marinha mostra que eles querem baixar o preço da oferta onde der, outros sinais disso foi o uso do Bofors mk4 sobre o hangar ao invés do Oerlikon 35mm e a troca do canhão de 76mm pelo de 57mm que por lado é bom porque podemos produzir a munição. Se usassem 6 Lancadores A35 para o Sea Ceptor e 6 Sylver A50 para Aster 30 a idéia do post anterior seria melhor ainda, totalizando 24 Sea Ceptor e 6 Aster 30, com uma proporção mais usada atualmente 1:4 de mísseis de longo/curto alcance.

  52. O Projeto da Fragata Sigma 10514, tem uma assinatura com desaine moderno e talvez sethel, contudo tratar-se de uma fragata leve que vai atuar com uma capacidade um pouco maior dos nossos OPV da Classe Amazonas. Fazendo um comparativo entre as duas classes de navios, a meu ver poderíamos fazer a alteração do projeto da classe Amazonas, aumentando seu comprimento para os 107,5 que estão sendo exigidos para a classe Tamandaré, e fazer a devida instalação do sistema de armamentos.
    É bom considerar que o Projeto da Classe Amazonas foi vendido ao Brasil com total transferência da tecnologia que envolve também a autorização de construções de novos navios, assim como sua adaptação a outros projetos de interesse da MB. Tal condição, vai proporcionar a redução de custos para a construção das novas fragatas Tamandaré, as quais seriam totalmente idealizadas pela MB, assim como seus sistemas de defesa, que contariam com armamentos totalmente fabricados no Brasil, como é o caso do sistema de lançamento de misseis tipo VLS, utilizando-se misseis exocet MM 40, AV-TM 300, mansup, e outros tipos de misseis que são utilizados no novo sistema de lançadores ASTROS 2020.
    Com um projeto totalmente nacional e idealizado pela própria MB, acredito que os navios poderiam ser construídos na base naval e estaleiro de Itaguaí, local apropriado para tal, considerando-se a alta complexidade das instalações do local, o que torna possível a viabilidade do projeto e seu futuro sucesso de vendas.
    Outro ponto fundamental do projeto da fragata Tamandaré totalmente produzido pela MB, isto nos daria condições notáveis de competição no mercado internacional, visando a venda dessas mesmas fragatas para outros Países, principalmente do Mercosul e dos BRICS. O Brasil dispõe de excelentes Engenheiros navais, os quais atuam nos diversos estaleiros privados instalados em vários Estados da Federação, e poderiam ser contratados para o desenvolvimento do projeto em conjunto com os Engenheiros da MB.

  53. Abel
    As Amazonas foram projetadas como Patrulha. O seu projeto não se adapta para transforma-las em navio de guerra de primeira linha. Existem requisitos de estrutura e resistência ao fogo inimigo que faltam nestas embarcações. Uma embarcação com missões de corvetas, não pode ser improvisada a partir de um barco patrulha. Bem verdade que nas guerras muito se adapta.. Mas não é o nosso caso. Acho……Abço.

  54. O uso de uma plataforma modular é fruto dos aperfeiçoamentos nos processos de projeto e fabricação, visando elevada padronização e qualidade com menores custos.
    Como exemplo, a VW utiliza uma plataforma chamada MQB que pode ser dimensionalmente alterada para se fabricar Polos, Virtus, Golfs e Jettas, com máxima qualidade e resistência. Todos os VW que usam esta plataforma inclusive tiram nota máxima de segurança em suas categorias.
    A vantagem de se adotar a plataforma Sigma na MB é justamente essa, poderia se fabricar de patrulheiros a fragatas com o mesmo projeto básico, qualidade, robustez e economia de escala.
    Virou um dos favoritos.

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