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À espera de Submarino Nuclear, Marinha abre concurso para submarinistas

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Submarino classe Scorpene, semelhante aos submarinos que vão entrar em breve em serviço na Marinha do Brasil
Submarino classe Scorpene, semelhante aos submarinos que vão entrar em serviço na Marinha do Brasil

A Marinha do Brasil abriu concurso para selecionar trinta novos quadros para trabalhar na manutenção de submarinos e instalações nucleares. Com inscrições até o dia 3 de agosto, os candidatos precisam ter entre 18 e 25 anos em janeiro de 2019 e ter cursado ensino médio completo, com nível técnico nas áreas ofertadas

Para o ex-integrante da Marinha e consultor em assuntos militares Alexandre Galante, a aquisição de submarinistas é fundamental, visto a proximidade da entrada em operação de quatro novos submarinos da Armada.

“Não adianta você ter os melhores navios e os melhores submarinos se você não tem os recursos humanos preparados para operar esses equipamentos, cada vez mais modernos. Então a Marinha está se preparando antes da incorporação dos novos submarinos da classe scorpene que vão começar a entrar em serviço em 2020”, destaca Galante.
Além dos quatro submarinos da classe Scorpene, fruto de uma parceria com a França, a Marinha do Brasil está desenvolvendo um à propulsão nuclear que deve começar a ser construído em 2023, com tecnologia 100% nacional. A expectativa é que o equipamento, batizado de Álvaro Alberto em homenagem ao almirante brasileiro, fique pronto entre 2028 e 2030.

De acordo com a tenente da Marinha do Brasil, Deila Malta, a contratação desses quadros é importante para que sejam treinados para servir nos equipamentos quando eles estiverem em operação.

“Até lá, a gente precisa treinar essa nova força para que quanto todos os nossos submarinos estiverem prontos que eles ser guarnecidos, que esses jovens possam trabalhar e servir a bordo desses submarinos”, destaca a militar.

Submarino Riachuelo no Complexo Naval de Itaguaí, no Rio de Janeiro
Submarino Riachuelo em construção no Complexo Naval de Itaguaí, no Rio de Janeiro
Os técnicos vão trabalhar na manutenção de equipamentos como o Subtics, de gerenciamento de combate dos novos submarinos

Os selecionados neste concurso serão peça fundamental na operação desses equipamentos que, segundo o consultor de assuntos militares Alexandre Galante, são de extrema importância para a segurança nacional.

“A Marinha do Brasil possui submarinos de origem alemã que já passaram da metade da sua vida útil. Então, a Marinha precisa desses submarinos novos para continuar tendo uma capacidade mínima de negação do uso do mar. Porque o submarino nega o uso do mar para o inimigo e com a descoberta do Pré-sal e reservas de petróleo, isso é fundamental”, alerta Galante.

No concurso para o Quadro Técnico de Praças da Armada são oferecidas ao todo 30 vagas, sendo 14 para a área técnica de Eletroeletrônica e 16 para a de Mecânica. Na primeira serão admitidas as titulações de Automação Industrial, Eletroeletrônica, Eletromecânica, Eletrônica, Eletrotécnica e Mecatrônica. Já na segunda, serão aceitos técnicos em Manutenção Automotiva, Mecânica, Mecatrônica e em Refrigeração e Climatização.

Os candidatos passarão por prova objetiva de conhecimentos profissionais com 50 questões e uma redação. Em uma segunda etapa, eles realizarão os Eventos Complementares que envolvem entre outras coisas, Verificação de Documentos e Teste de Aptidão Física.

Os aprovados farão o Curso de Formação de Sargentos no Centro de Instrução Almirante Alexandrino, no Rio de Janeiro. Após o curso serão nomeados na graduação de Terceiro-Sargento, com direito a soldo de R$3.825,00, além dos adicionais militar (16%) e de habilitação (20%).

Depois da nomeação, os Sargentos realizarão o Curso de Subespecialização de Submarinos para Praças, com duração de cerca de 24 semanas, no Centro de Instrução e Adestramento Almirante Áttila Monteiro Aché, também no Rio de Janeiro, e irão servir a bordo de submarinos, com direito a mais 20% sobre o soldo.

As inscrições podem ser feitas através deste link.

Galante a bordo do submarino Tapajó, em 2014
Alexandre Galante a bordo do submarino Tapajó, em 2014

FONTE: Sputnik

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20 COMMENTS

  1. Pergunta de leigo:
    Estava lendo sobre os novos periscópios fotônicos da Classe Ohio, controlados por controles de XBOX, e as vantagens desse novo modelo de periscópio.
    Esse periscópio do submarino brasileiro já não estaria defasado?

  2. nao e mais facil a marinha pegar pessoal de carreira de seus quadros e qualificalos para as tarefas de manutençao dos submarinos ,seria um uso mais racional de recursos humanos

    • Pensei exatamente isso…o efetivo da marinha é monstruoso, eu sinceramente não entendo. Outra alternativa seria concurso interno.

    • Eu acho que questão aí é idade e progressão na carreira. Vc vai pegar um sargento com 30 anos, prestes a ser promovido, treina-lo, para ele servir pouco tempo num submarino?
      .
      Logicamente que precisa reduzir o efetivo, reduzindo a contratação em outras áreas, mas acho que neste caso não tem muita saída.

      • Mas quanto mais velho mais experiente…principalmente maturidade para operar um submarino. Essa questão de idade é bobagem, só tem isso na área militar, qualquer área com gestão moderna enfatiza o indivíduo por resultados e não por idade (a mera progressão).
        Esse é um problema comum nas FA, não é algo apenas da MB, até nas policias militares e bombeiros tem isso…Os melhores concursos e mais complexos não tem idade limite, os melhores cargos em empresas privadas não tem limite de idade.
        Desvirtuei um pouco seu comentário, mas apenas para frisar essa questão de prioridade, principalmente esse erro de focar em idade.

  3. Um absurdo esse concurso, o jovem de 18 anos q foi pra escola de aprendizes vai ficar fazendo faxina três anos pra ir cursar e ser Cabo, sai especialista em uma profissão, no minimo mais dois anos pra fazer concurso pra Sargento, aí a Marinha abre concurso para técnico e com um ano o cara já sai Sargento, na verdade entrando pela porta dos fundos por ser técnico em algo.
    As oportunidades têm q ser primeiro de quem entrou pela porta da frente ‘ Escola de aprendiz ‘ nada de fazer Sargento nas coxas.

  4. Roberto Santos,
    Eu, quando estava na ativa, fiquei muito chateado quando vi o início do Corpo de Praças Feminino da Marinha. Elas já ingressavam na graduação de Cabo e eu, que fui de Escola de Aprendiz, já tinha três anos de Marinheiro sem especialização (MN-QSM), ainda iria aguardar pelo menos um ano para ser chamado para cursar, digo, me especializar, para ser promovido a a Marinheiro especializado. Veja, ainda não iria a Cabo! Era assim que funcionava. Logo após eu dar baixa do Serviço Ativo da Marinha, resolveram modificação isso promovendo a Cabo todos os marinheiros que concluíssem o curso de especialização. Um irmão meu foi beneficiado pela mudança.
    Outra, todos os submarinistas, na minha época, eram militares de carreira e eram selecionados por concurso interno. Não havia praças temporários como hoje.

    • Esse concurso pegará os melhores, é isso que eles querem, a intenção aqui é conseguir técnicos qualificados, e sim, existem, com certeza melhores que muitos ditos com “experiência” dentro da marinha.

  5. Eu entendo que as vagas disponibilizadas sao até em pequena quantidade. Obviamente estes “grumetes tecnologicos” irao passar por uma serie de fases de aprendizado, incluindo uma extremamente importante que é acompanhar os diversos estagios de fabricaçao.
    Isso tudo nao vem em prejuizo do pessoal mais experiente, ate porque os mesmos serao justamente os instrutores dos mais jovens quando iniciarem efetivamente a operaçao de manutençao real dos novos submarinos. Lembrar que isso sera daqui a uns dez anos….
    Nos, que ja somos seniores, temos um papel importantissimo que consiste em dedicar parte do tempo para transmitir valiosissimos conhecimentos, adquiridos duramente ao longo da vida profissional, o que so sera efetivo se houver pessoal jovem, com garra e COMPETENCIA na formaçao academica, para absorve-los.

  6. Boa tarde a todos.Entao vamos pegar uns paisanos com curso tecnico,sem qualquer experiencia naval anterior,a maioria talvez sem qualquer experiencia de vida,e transforma-los em submarinistas.
    Espero que de certo,mas pela minha experiencia,acho que nao vai.Em 1982,quando cursei SB,como cabo MO,as desistencias ja eram mais de 50%,isso com pessoal com ja alguma experiencia na vida naval,e a compensaçao organica em 40%.Tem que ser pessoal de carreira pagando bem,com duas tripulaçoes em cada barco,ai vai aparecer voluntarios.Esses paisanos provavelmente vao pular fora na primeira superficie em emergencia.

    • Talvez não Sr.

      Estou me dedicando muito ao concurso, me criei velejando, o mar é parte de mim. Garanto não “pular fora na primeira superfície em emergência”, como você mencionou. Concursos já têm um propósito em específico: obter os melhores. E é exatamente isso a que se propõe.

      Estamos em uma época em que o povo Brasileiro está reacendendo o amor pela pátria, estamos (como nação) se tornando mais patriotas, os jovens Brasileiros farão a mudança do país, com isso, peço: confie mais em nós.
      Brasil acima de TUDO, Deus acima de TODOS.

  7. A MB deveria mudar o foco na formação totalmente arcaica dos seus marinheiros, principalmente no quesito técnico, enfim, espero que um dia isso ocorra, precisamos capacitar nossos militares de carreira que já pertencem a força.

  8. Se a MB quisesse poderia tranquilamente exigir diploma de engenheiro com este salário oferecido nas áreas técnicas especificadas e mesmo assim o concurso teria dezenas (talvez centenas) de candidatos por vaga.

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