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EXCLUSIVO: Novo PAEMB reduz o número de navios mas mantém porta-aviões

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Concepção feita pela DCNS (atual Naval Group) para o futuro navio-aeródromo brasileiro
Concepção feita pela DCNS (atual Naval Group) para o futuro navio-aeródromo brasileiro

Por Roberto Lopes
Especial para o Poder Naval

O gabinete do almirante de esquadra Eduardo Bacellar Leal Ferreira, Comandante da Marinha, se prepara para anunciar, até o fim deste ano, a revisão do Plano de Articulação e Equipamento da Marinha do Brasil (PAEMB), com uma redução dos meios a serem adquiridos para a Defesa Marítima nas três próximas décadas, e nova projeção do efetivo a ser incorporado até o ano de 2047.

Esse redimensionamento do PAEMB – cujos números são ainda mantidos em sigilo – está sintonizado com os estudos que acontecem no Ministério da Defesa, visando alterações na Estratégia Nacional de Defesa (END).

Um cenário que, no caso da Marinha, além de representar o prenúncio de uma temporada ainda longa de restrições orçamentárias – devido à possível manutenção da Política de Teto de Gastos para a máquina federal –, reflete também as acomodações que precisam ser realizadas em decorrência de certas novidades ocorridas na corporação, como a aquisição (um tanto imprevista) de meios importantes para o assalto anfíbio (PHM Atlântico e navio-doca Bahia), e a diminuição do programa de modernização dos jatos A-4KU empregados pelo Esquadrão Falcão, da Força Aeronaval.

Em 2009, a primeira versão do PAEMB reuniu 72 projetos de equipamento e 138 planos de articulação, que, entre outras metas, previam as aquisições de dois porta-aviões de 50.000 toneladas e propulsão convencional, quatro navios de propósitos múltiplos (tipo LHD), 30 escoltas, oito caça-minas e quatro navios de transporte (leia o texto A evolução da estratégia naval brasileira (1991-2018) – parte 3, neste blog). E, ao lado disso, modificações na composição do efetivo identificadas como essenciais ao atendimento das demandas de pessoal geradas por esses 210 (72 +138) novos planejamentos.

Tais estimativas prognosticavam a obtenção, até 2047, de 276 meios navais: 216 navios e 60 embarcações diversas. Mas, desse total, somente 71 navios – 50 de superfície e 21 submarinos (15 convencionais e seis de propulsão nuclear) –, podiam ser considerados meios “típicos de Esquadra”.

Os mesmos cálculos anteviam também a obtenção de vários tipos de armamento e munição, além de material para o Corpo de Fuzileiros Navais e uma pequena frota aérea, constituída por 288 aeronaves.

A relação desses meios incluía 72 aviões – 48 de interceptação e ataque e 24 para missões de apoio (AEW, COD/REVO e vigilância marítima) –, mais 206 helicópteros de vários modelos e 10 sistemas de Aeronaves Remotamente Pilotadas (ARPs).¹

Maquete do caça Saab Gripen M nas cores da MB na LAAD 2015
Maquete do caça Saab Gripen M nas cores da MB na LAAD 2015

CATOBAR – Segundo o Poder Naval pôde apurar, o encolhimento do PAEMB que está sendo ultimado em Brasília preserva a obtenção de um porta-aviões de deslocamento em torno das 40.000/50.000 toneladas, motorização enquadrada na opção escolhida pelo Comando da Força para as suas unidades de superfície (propulsão por motores diesel e turbinas a gás), e operação tipo CATOBAR (acrônimo de Catapult Assisted Take-Off But Arrested Recovery, que deve ser traduzido por Decolagem Assistida por Catapulta e Recuperação por Arresto).

O novo texto também alude à necessidade de obtenção de “aeronaves de alto desempenho”, o que significa que a Marinha não abre mão de possuir uma Aviação Embarcada de combate, equipada com jatos interceptadores modernos.

Nesse ponto, não custa lembrar: um dos oficiais mais bem cotados para substituir Leal Ferreira no Comando da Marinha, dentro de mais cinco meses, é o atual secretário-geral da Marinha, almirante de esquadra Liseo Zampronio, que, no início da década de 2010, ainda como contra-almirante, esteve à frente da Força Aeronaval.

Na Força Naval a retomada das operações aéreas a bordo de um NAe por meio do sistema CATOBAR – que utiliza catapultas a vapor (e futuramente eletromagnéticas) para o lançamento e aparelho de parada com cabos transversais para a recuperação de aeronaves convencionais de asa fixa –, permitirá dar continuidade ao desenvolvimento da doutrina de emprego de um grupo aéreo embarcado (GAE), constituído por aeronaves aptas a cumprir diferentes missões.

Caça Gripen Maritime, versão naval do Gripen E proposta pela Saab
Caça Gripen Maritime, versão naval do Gripen E proposta pela Saab

Incertezas – A opção preferencial dos planejadores da Marinha pelo sistema CATOBAR pode, entretanto, sucumbir diante da realidade orçamentária, capaz de obrigá-los a adotar soluções de menor custo, porém de capacidade limitada.

A monografia “Navios-aeródromo e Aviação Embarcada na Estratégia Naval Brasileira”, produzida em 2016² no âmbito do Programa de Pós-Graduação em Estudos Marítimos da Escola de Guerra Naval, ensina:

“A eliminação das catapultas permite reduzir os custos de obtenção e manutenção de um NAe, mas limita o peso máximo de lançamento das aeronaves embarcadas.

Além disso, o custo de um NAe de porte médio, que utilize o sistema STOBAR [com pista de decolagem tipo ski jump], não será muito inferior ao de um navio em configuração CATOBAR – o que torna desfavorável a sua relação custo x benefício”.

Seja como for, o mesmo texto ressalta:

“O papel do NAe ganha evidência, em Teatros de Operações (TO) distantes ou fora do raio de ação das aeronaves de asa fixa da Força Aérea. Por ser capaz de transportar, lançar e recuperar aeronaves de asa fixa e rotativa, este se constitui no principal meio naval para a execução das tarefas de controle de área marítima e de projeção de poder, bem como para atuar nas operações de ataque e anfíbias e nas ações de defesa aeroespacial de uma força naval. Estes navios podem, ainda, servir como postos de comando e atuar em apoio a operações de paz ou em ações de ajuda humanitária e de Defesa Civil. Em tempo de paz, podem contribuir para os objetivos da política externa, além de constituir importante instrumento de dissuasão”.

Obtenção – Tendo em vista o valor estratégico do Programa de Obtenção de Navios-Aeródromo (PRONAe) e sua complexidade, o modelo de obtenção dos dois porta-aviões adotado pela Marinha estipulou, em 2009, a contratação de um estaleiro internacional para, em associação com empresas brasileiras, construir os navios no país.

Segundo a Marinha, o PRONAe irá se basear em entendimentos de governo a governo que possibilitarão contratos comerciais e transferência de tecnologia.

A próxima versão do PAEMB corta pela metade a quantidade de navios-aeródromo a serem adquiridos, mas não faz outras alterações além dessa.

Para construção do NAe, o programa será dividido em três fases: (1) treinamento de pessoal, consolidação dos requisitos e elaboração de estudos de exequibilidade; (2) confecção e formalização do projeto de construção; e (3) construção propriamente dita.

Segundo a Marinha, apresentaram propostas para participar do PRONAe as empresas: Navantia (Espanha); Gibbs & Cox (EUA); Naval Group (antiga DCNS, da França); Fincantieri (Itália); e BAE Systems (Reino Unido).

Devido a incertezas financeiras, a definição do parceiro da Marinha para a primeira fase do projeto não foi tomada, conforme se previa em 2014. Isso inviabilizou o início da construção, marcado para 2015, impediu o cálculo do custo de obtenção do barco (passível de ser determinado na 2ª fase do processo de obtenção) e anulou seu prazo de prontificação, inicialmente previsto para até o ano de 2028.

Mas além das prioridades conferidas ao PROSUB (Programa de Desenvolvimento de Submarinos), à Construção do Núcleo do Poder Naval e, especificamente, à Aviação Embarcada, o texto do PAEMB “desidratado” insistirá em um conjunto de outros projetos e subprojetos de papel estratégico para a ampliação das capacidades da Marinha que são bem pouco tratadas na mídia (especialmente a especializada), como o Programa de Consolidação da Brigada Anfíbia no Rio de Janeiro (PROBANF), e o projeto de obtenção de um Veículo Aéreo Não Tripulado Embarcado (VANTE).


¹Em 2013 a Marinha atualizou o PAEMB sem, praticamente, mexer nos seus números.

Essa revisão do PAEMB de 2009 resultou em uma versão que agrupou os 210 Projetos Individualizados em sete grandes Projetos Estratégicos:

  • Recuperação da Capacidade Operacional (RCO);
  • Programa Nuclear da Marinha (PNM);
  • Construção do Núcleo do Poder Naval;
  • Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul (SisGAAz);
  • Complexo Naval da 2ª Esquadra e 2ª Força de Fuzileiros da Esquadra (2ª FFE);
  • Segurança da Navegação; e
  • Pessoal.

²Disponível em:

https://www.defesa.gov.br/arquivos/ensino_e_pesquisa/defesa_academia/dissertacoes_e_teses/vii_cdtdn_2016/mestrado_militar/navios-aerodromo_e_aviacao_embarcada_na_estrategia_naval_brasileira.pdf

218 COMMENTS

    • Esses sonhos da marinha já estão fazendo àgua,pois com a venda da Embraer serà difícil ter alguma aerinave moderna embarcada,porque a Boeing levarà todos os engenheiros que estão se especializando na Saab para os EUA,e dificilmente irão permitir que esses voltem para projetos nacionais,serà uma pexinxa essa compra da empresa Brasileira.

  1. Passa ano…. vai ano…… E os cara ainda sonham em ter um Porta aviões…..

    Não conseguem nem colocar meia dúzia de A-4 do tempo do Vietnam em voo e sonham em construir um Porta Aviões do 0!!

  2. Gostei, a MB não está brincando, teremos uma verdadeira esquadra, nesse caso duas, cada uma captaneado por um grande CVF-CATOBAR, e contando com o auxilio dos 6 Submarinos SSN-SNBR , dára 3 por esquadra, isso é a verdadeira dissuasão aero-naval.

  3. Tá bom! Tá muito bom!
    Sonhar não custa nada. Vai sonhando, enquanto tivermos esses políticos no poder, só sonhando mesmo.
    Aliás sonho não, isso é uma utopia mesmo!

  4. Esse plano provavelmente foi guardado para o final do ano para apresenta-lo ao novo Presidente da Rés-pública. __________________________________

    COMENTÁRIO EDITADO. O ESPAÇO NÃO É PARA FOMENTAR DISCUSSÃO DE PREFERÊNCIAS NA CORRIDA PRESIDENCIAL.

  5. Tudo bonito no papel em teoria !!!
    Agora colocar pra andar (por em prática) é que são elas !!!
    Acredito só na metade disso aí ser cumprida que está no papel !!!
    Investe-se pouco na defesa (1,3 a 1,4% do pib anual).
    Pra as coisas andarem tinha que ser pelo menos 3 a 4% do pib.
    Tirem como exemplo outros países emergentes nessa área China,Índia e etc.
    Não sei quando !!!
    Mas um dia as Kbeças pensantes vão pensar um pouco mais no seu País !!!
    Assim eu espero !!!

  6. Como já é sabido por todos, o papel aceita qualquer coisa que se escreva nele.

    Com muita relutância, começo a acreditar em alguns comentários feitos aqui no Naval, que para termos uma política consistente de investimentos em Defesa, precisamos que algum País no ameaçe concretamente, e aí , talvez, nossos dirigentes tomem alguma atitude.

    No mais, vamos tocando o barco, com os planejamentos megalomaníacos sendo feitos e refeitos “ad eternum” para inglês ver.

    Sinceramente, já está cansando isso.

    • Amigo Mk48, já adotei essa linha faz algum tempo! Não entra na minha cabeça que sendo o País que somos, grande e rico por natureza, estejamos sempre na________ (perdão da expressão, mas é a perfeita tradução das cosias…).

      Falta tudo, tem quem se preocupe com saúde, infraestrutura, turismo, meio ambiente…. Respeito e reconheço todos como essenciais! Mas eu, modestamente, tenho no meu radar duas coisas aparentemente díspares, educação e defesa.

      Educação porque é a base de tudo, absolutamente tudo, e defesa porque entendo, fundamentadamente, que os tempos vindouros serão muito turbulentos. Não é à toa que o mundo está se armando tanto….

      O Brasil possui inúmeras riquezas naturais que já são cobiçadas e, muito em breve, serão invejadas a ponto de justificar um confronto. De nada adianta construir o futuro com educação se podemos tê-lo arrancado de nossas mãos….

      COMENTÁRIO EDITADO. MANTENHA O BLOG LIMPO.

  7. Entre sonho da MB e a realidade tem um pequeno “detalhe”, existe anos luz que separam uma da outra. Se houvesse vontade política em prol da população e da nação (que é para isso que são eleitos) não aconteceria esse “detalhe”. Eu só vou acreditar o dia que ver pelo menos 30% disso, afinal eu duvido que chegue a essa porcentagem mas…

  8. Se for para ter porta aviões que seja CATOBAR, vai gastar quase o mesmo dinheiro com um STOBAR a única diferença que vai valer a pena é o custo de operação, porém se for para ter um meio que oferece essa capacidade que seja a melhor possível. Fora que a marinha sempre operou CATOBAR…

  9. Não são os políticos que estão bolando mais um PAEMB impraticável… Falar de “falta de vontade política” é uma balela.

  10. Antes de sonhar com porta-aviões, a MB precisa focar primeiramente em ter uma quantidade suficiente de NaPaOc e Corvetas/Fragatas Leves, e quem sabe até um segundo lote de Scorpène para patrulhar e defender nossa costa litorânea. Aí sim depois, planejar ter algo maior.

    • Seu comentário não faz sentido…
      O planejamento da Marinha é de longo prazo. Não divulgaram a data de construção do Porta Aviões. Se ventila que ele deveria ir para água, só depois de 2035 e essa data faz sentido por conta do longo período de construção que é necessário. E tudo atrasa aqui…
      O planejamento anterior ia até o final da década de 40. Este planejamento provavelmente também vai.
      Antes mesmo de ser contratada a construção do Porta Aviões, outros meios seriam. Era assim no outro PAEMB. Antes do Porta Aviões ir para a água, outros diversos meios já existiriam ou estariam em construção.

      • Caro Bardini, planejar é possível sim, o papel aceita tudo, o problema é financiar tudo isso. É uma luta para dar continuidade em qualquer projeto aqui no Brasil, como você mesmo disse “E tudo atrasa aqui…”. Então meu comentário faz muito sentido sim, a nível financeiro esse PAEMB é algo surreal de ser concluído em 4 ou 5 décadas. A não ser é claro que mude muita coisa nos próximos governos, mas aí já é assunto que não se deve discutir aqui.

        • Seu comentário não faz sentido pq tudo o que está nele, basicamente está no planejamento da MB…
          As aquisições são graduais e muitas vezes relacionadas. Mesmo que o planejamento da Marinha conte com a construção de um Porta Aviões, ele não deixará de atender outras necessidades. Antes de ser ter o Porta Aviões, se tem muito espaço temporal (no mínimo 15 anos) para se ter outros meios, era assim antes e certamente será assim no novo PAEMB.
          O problema nunca foi a forma como as aquisições do planejamento foram propostas. O problema é muito mais básico: como cumprir o planejamento fora da realidade que foi proposto?

          • É justamente por isso, de que adianta gastar tempo e dinheiro em projetos para daqui 20 anos ou mais, sabendo que “se” acontecerem, vão demorar o dobro do planejado, você está se esquecendo em que país você mora? Se não temos nem NaPaOc o suficiente, quem dirá pequenas corvetas, que ao que tudo indica, será uma briga para o projeto Tamandaré sair do papel. O que eu quis dizer é que a MB precisa cair na realidade e focar no mais básico que são as patrulhas. Eu também tenho um projeto de vida, para daqui a 30 ou 40 anos ter um iate, uma mansão beira mar, 3 ou 4 carros de luxo e uma poupança gorda, só falta combinar com o governo para ter tudo isso.

          • Você não entendeu lhufas do que eu estou falando.
            .
            A MB em momento algum deixou de pensar no básico. Mas nem o básico, que vinham muito, mas muito antes do Porta Aviões, saiu do papel.

      • Me desculpe, Bardini. Mas o comentário do 7meiadois faz todo sentido. A MB sempre sonhou em ser uma grande operadora de porta-aviões e volta e meia se ventila sobre os planos de construção ou compra de navios do tipo. O que nós nunca lemos ou escutamos é justamente como a marinha irá defender um alvo flutuante de 50.000 toneladas. E convenhamos, para defender o nosso litoral, é muito mais útil novos submarinos (especialmente nucleares) do que porta-aviões.

        • Outro perdido…
          Você chegou pelo menos a dar uma lida em como era o PAEMB anterior?
          Muito antes de construir um novo Navio Aeródromo, a Marinha iria adquirir novos Navios Escolta. Por isso existia o tal do PROSUPER. Muito antes de projetar e construir um novo NAe, a MB iria modernizar o NAe São Paulo. Nada disso aconteceu. Esse é o problema… Planejamentos que nunca se tornam realidade.

          • Bardini, com todo respeito a você. Sempre leio todos seus comentários, em todas as matérias, e muito lúcidos por sinal. Aliás, sempre que possível leio os comentários de todos. Mas dê uma lida nos comentários abaixo, e veja se só eu penso assim.

            Abraço.

          • Acho que o que o Bardini quis dizer é que esse planejamento é a longo prazo demais pra não pensar em tudo. Como você vai fazer um planejamento até 2040 e não pensar em tudo o que precisa. E se planeja um esquadra de superfície só com corvetas pra não gastar e nesse meio tempo descobrem ouro debaixo do sertão (exemplo tosco mas vá lá)? Aí vai ter um monte de grana e não vai poder comprar um NAe porque não vai ter à venda de prateleira e ninguém projetou um. Outra, o planejamento de meios de superfície foi projetado no último PEAMB. Não foi porque a MB planejou ter dois NAes que as escoltas não sairam, já que os NAes também não saíram do papel e não se gastou nada com eles. Quando se pensa a longo prazo deve se considerar a maior parte dos cenários disponíveis. Se o mundo cair numa guerra mundial daqui a dez anos e o país estiver indefeso que seja porque os políticos foram incompetentes, não porque a MB foi realista em excesso.

  11. Ok ok, se até 2022-2024 tivermos as 4 convertas tamandares pelo menos saindo do estaleiro ou em faze final, pelo 2 dos 4 submarinos scoprne na água, e tivermos comprados pelo menos umas 4 fragastas novas, já é pra glorificar de pé, e a partir disso pensariamos em renovar os meios de apoio e fluviais.

    2028 Submarino nuclear, 2030 poderiamos pensar em em um porta aviões.

    Lembrando que sou leigo quando se trata de marinha.

  12. Tem gente que insiste nessa ainda que tem que ter “Vontade Politica” por favor. Quem tem que saber o que precisa pra garantir a defesa nacional não e politico A ou B e sim as próprias FAs que tem que apresentar exigir e negociar seus planejamentos futuros junto ao MD-GF se ficarem nessa alheio a vontade politica e melhor nem ter FAs.

  13. Diante dos recursos limitados, a MB pode alterar o “Atlântico” para melhor, aumentando o convôo até o bico da proa, com um ski-jump e empregando 08 Sea Harriers como força de dissuasão. Em paralelo, poderiam seguir a sugestão dada no paper “Conversão de Navio Mercante em NAeHA”, publicado na Revista Marítima Brasileira”, de minha autoria.

  14. Isso está já ficando ridículo. A obsessão dos nossos almirantes com os porta aviões está parecendo a história do subnuc argentino

  15. Desculpem-me…mas fala sério…
    .
    Isto aí só pode ser piada. Onde já se viu você mudar a END a cada 5 anos? Fazem um monte de estudos ($$$), determinam o caminho que devemos seguir, quais são as necessidades e adequações futuras, e poucos anos depois, jogam tudo pela janela….estava tudo errado…vamos escrever outra END!!! Nem o primeiro submarino está pronto e a END anterior não vale mais nada!!
    .
    Não defendia que submarinos fossem a prioridade número 1 da MB. Mas já que decidiram por isto, vamos seguir este caminho. Nem o primeiro submarino está pronto, e vão mudar a END. Então por que diabos decidiram que submarinos deveriam ser a espinha dorsal da Marinha? Pra alguém levar vantagens ($$$$)?
    .
    Ainda insistem neste absurdo de ter um Navio Aeródromo numa Marinha que não faz nem patrulha. Mas se esta é a prioridade, porque foram investir em Prosub? Pra ter capacidade de “montar” submarinos, se só vão construir 4? Para que uma base de submarinos enorme, para 4 submarinos? Ou vocês acham que vai sobrar grana pra construir mais algum, com a nova END? Vão construir novos submarinos para substituir os Tupis? Eu respondo: não. Oque se gastou no Prosub, era à época suficiente para comprar “de prateleira” 12/13 submarinos IKL. Ou seja, com a grana gasta, daria pra comprarmos os 4 submarinos que vamos ter, e gastar aí US$ 3/4 bilhões na reforma completa do A-12, fazer a modernização completa dos 12 A-4 (incluindo um missil antinavio na integração) , talvez mais pra frente adquirir alguns Gripens, e estaríamos no caminho certo da nova END reescrita.
    .
    Esta aqui oque a END anterior citava: “Na maneira de conceber a relação entre as tarefas estratégicas de negação do uso do mar, de controle de áreas marítimas e de projeção de poder, a Marinha do Brasil se pautará por um desenvolvimento desigual e conjunto. Se aceitasse dar peso igual a todas as três tarefas, seria grande o risco de ser medíocre em todas elas. Embora todas mereçam ser cultivadas, serão em determinada ordem e sequência. A prioridade é assegurar os meios para negar o uso do mar a qualquer concentração de forças inimigas que se aproxime do Brasil por via marítima. A negação do uso do mar ao inimigo é a que organiza, antes de atendidos quaisquer outros objetivos estratégicos, a estratégia de defesa marítima do Brasil. Essa prioridade tem implicações para a reconfiguração das forças navais. Para assegurar a tarefa de negação do uso do mar, o Brasil contará com força naval submarina de envergadura, composta de submarinos convencionais e de submarinos de propulsão nuclear. O Brasil manterá e desenvolverá sua capacidade de projetar e de fabricar tanto submarinos de propulsão convencional, como de propulsão nuclear.”
    .
    Não me venham falar de planejamento. Isto não existe. Os caras mudam de idéia, igual mudam de roupa. Eu gostaria de estar errado, mas a nova END enterrou o Prosub. Nem atingimos a capacidade tecnologica de construir submarinos convencionais, nem o primeiro submarino ficou pronto, e vão enterrar oque foi alcançado até agora. Os 4 Scorpenes devem substituir os 5 Tupis/Tikuna. Daqui 30/40 anos, vão comprar tecnologia novamente, para aprender a fazer submarinos pela terceira vez, possivelmente construir outro Itaguaí ou moderniza-lo (porque o atual estará subutilizado e obsoleto).

    • Zorann, a matéria foca muito nos meios aeronavais, o que dá a entender que existe uma mudança de foco no reajuste da END, mas isso me parece ser o que está acontecendo. O ‘ajuste’ na END seria apenas para refletir a indisponibilidade de recursos financeiros, e mesmo assim ainda sonhando alto com algum tipo de relaxamento nesse teto de gastos. Se pensarmos que foram cortados do PAEMB o número de meios, ao que a matéria alude ao corte ‘pela metade’ do número de Navios-Aeródromo previstos, ou seja, de dois para apenas um, talvez a proporção em relação ao número de submarinos não tenha mudado, ou seja, continuaria tudo na mesma.

      Seria interessante saber a quantidade de meios para cada outro tipo de embarcação sofreram ajustes para aí sim sabermos o quanto do foco da nova END foi mudada em relação à última. Mas eu creio que o PROSUB não teve mudanças significativas em relação ao que já estava programado.

      • Olá Leandro Costa!
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        A mudança na END não é de hoje. As novas PND, END e LBDN foram colocadas para consulta pública em maio/2017. Se você ler os textos anteriores e as novas versões, verá que é clara a mudança de foco. A END anterior é de 2012, são menos de 5 anos!
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        Quando da discussão do Prosub, eu era um dos únicos contra esta loucura. A grande maioria era a favor, com aquele papo de “capacitação, transferência de tecnologia, conteúdo nacional, desenvolvimento tecnologico e geração de emprego”. E eu com medo de que acontecesse novamente oque ocorreu com os IKL (O Tapuia foi cancelado, perdemos a capacidade adquirida). Eu era a favor da compra de “prateleira”, vai lá compra 4 submarinos e resolve o problema, já pensando na falta de continuidade. Os anos se passaram, o cronograma do Prosub foi dilatado, ninguém sabe pra quando será o submarino nuclear e nem se os Tupis serão substituidos por unidade adicionais. O Prosub só faz sentido, se submarinos adicionais forem construidos, mantendo e melhorando a capacidade adquirida, criando demanda para os itens nacionalizados. Pra mim a continuidade do Prosub subiu no telhado.
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        Por outro lado, vemos a MB empenhada em adquirir novas corvetas, através de um novo plano de capacitação (envolvendo a modernização de estaleiros nacionais), transferência de tecnologia, para construir 4 corvetas. A MB vai ter força para tocar 2 projetos desta envergadura? Vai conseguir manter a capacidade de construir submarinos 9obviamente construindo mais submarinos) e ainda criar e manter a capacidade de construir corvetas? Se há duvidas quanto a isto, que se compre as corvetas “de prateleira”, por um preço mais acessivel, para não perdemos oque foi conseguido com o Prosub.
        .
        Pra terminar, continuam insistindo em Porta Aviões e manter o Af-1. Mas alguém vai dizer: isto é planejamento de longo prazo….mas se você vai mudar tudo a cada 5 anos, sem alcançar nada do que foi planejado, pra que precisamos de planos de longo prazo? A minha preocupação é legitima.

        • Zorann, concordo totalmente com a sua preocupação e sinceramente também prefiro compras de prateleira para o caso brasileiro pelo simples fato de que nunca há continuidade, ou seja nunca há escala de produção para que se mantenha as capacidades adquiridas com as transferências de tecnologia, fazendo com que paguemos várias vezes pelos mesmos itens e sendo forçados à reinventar a roda de novo e de novo.

          Acho os planos ótimos e fantásticos, mas quantas vezes escutamos a mesma canção, certo?

  16. Olá senhores! Penso diferente! Acho o plano exequível; falo com os pés no chão e não como entusiasta! A defesa e segurança pública nunca serão consideradas politicas de governo e sim de estado! Nosso país é rico e desenvolvido, loucura minha, não; Nosso povo que vive como vassalos são pobres e subdesenvolvidos! Um gestor da MB tem que ter visão de estado e não de governo! Por isso a sucessão do comandante não está atrelada a sucessão do executivo (graças a Deus).
    Este plano além de garantir a defesa e soberania será um incrementador de postos de trabalho e tecnologia, ou seja, ganho-ganha!
    As plataformas de superfície por si só são até baratas de construir, acho que os seus maiores custos são os sistemas, sensores e armamentos! Portanto podem se prontificadas praticamente numa linha de montagem que acho que reduziria muito o investimento e custos!

  17. Perfeitamente exequivel a proposta.
    Considerando que no prazo de 4-5 anos, a maioria dos desembolsos militares de ponta já estarão maduros (sifron, caças, submarinos). Lembrem que são investimentos vultosos, assim o caixa começara a ter relativa folga para “pensar” num PA de construção nacional e atômico.
    Nesse meio tempo de 3 anos….certeza absoluta que teremos outra compra de oportunidade.
    Aguardem!

  18. No Brasil não existem planos. Apenas sonhos. Aqui o planejamento deveria ser feito a lápis, para ser mais fácil apagar e escrever de novo com outros objetivos e metas.
    A Marinha ou qualquer outra força pode fazer quantos planos quiser, mas sem combinar com o Congresso (Câmara e Sanado), não anda.
    O que é preciso é o Governo federal e o Congresso definirem primeiro qual o papel do Brasil no concerto das nações e qual seria a atuação de nossas forças armadas nisso.
    Se vamos ter uma força só de defesa. Se missões no exterior só de paz. Se temos de ter um poder dissuasório apenas contra países da América do Sul ou deveríamos ser fortes o suficiente para encarar uma Otan, por exemplo. Como serão as aquisições de meios. Novos? Usados? Preço? Capacidade? Aquisição ou desenvolvimento de tecnologia? E por aí vai.
    Daí sim as forças armadas poderiam elaborar seus planos.
    Caso contrário, programas complexos como do submarino nuclear, por exemplo, vão se arrastar por décadas. E este especificamente, só deslanchou porque estava envolvida aquela “renomada” empreiteira.
    E não é pessimismo. É realismo.

  19. Lembrem-se! Um PA é como uma base militar móvel e poderia ser utilizado para esse fim e não para projetar poder além das nossas fronteiras marítimas. Por exemplo.. no Nordeste, Foz do Amazonas/Caribe

  20. Não! Não é assim que é feito o orçamento da União.
    O conceito é simples de analisar e pragmático.
    Temos inimigos claramente identificados ou conflitos de fronteiras? NÃO.
    Temos um Brasil dotado de infraestrutura civilizatória e produtiva minimamente adequada para conseguir elevar e sustentar o PIB para manter altos e duradouros gastos num aparato militar de “enfrentamento”? NÃO (não temos nem saneamento nas grandes regiões metropolitanas, nem energia)
    Basta fazer essas 2 perguntinhas/premissas que o resultado será o mesmo… Não adianta ter FA tinindo de novinha se não temos economia forte para sustentar tempos de conflitos/guerras. Seremos vencidos pela FOME. Basta lançar um míssil em Itaipu ou Porto de Santos que o Brasil pára.
    Não vamos desativar uma adutora de água tratada que tem perdas de 20% e construir outra se temos outras regiões populosas SEM adutora nenhuma. #simpleassim

    • Temos recursos naturais em abundância? SIM. Temos vantagem estratégica no Atlântico ? SIM. só uma coisa o Atlântico ser tornará um zona de conflito em caso de guerra a nível mundial pois os locais que encurtam o tempo de viagem asia ocidente são estreitos ou canal o local mais seguro pra passa um grande FT é o Atlântico…..

      Listinha: Canal do Suez, estreito de Gibraltar, passagem do mar vermelho pro golfo de Áden,Canal do Panamá,estreito Bósforo, Estreito de Bering. todos estão em zonas quentes ou próximo de zonas quentes e são alvos prioritários em caso de guerra.

      O único estreito que possa “encurta” o caminho Asia&Oceania-Ocidente que não está em zona quente é o estreito de Drake que está localizado no sul do Oceano Atlântico e o mesmo oceano ainda serviria caso esse estreito estivesse dominado/inutilizável.

  21. Gosto de PA, más sem devaneios só teremos 1 operacional com aeronaves de primeira se o MD e a cúpula da MB decidir colocar o efetivo em no máximo 40.000 homens… Acima disso é apenas sonho. Da forma que esta hoje o subnuk sai no sufoco se sair… Tamandaré s idem.

  22. Sou técnico de computação e meu planejamento de vida é ter 3 Bugatti Chiron e 10 Ferraris Enzo.

    Culpa do governo eu não conseguir fazer meu planejamento virar realidade.

  23. Prezados, se chegarmos em 2030 com os quatro vasos da classe ‘Tamandaré’ concluídos e mais quatro deles em construção, o NDM ‘Bahia’ e o PHM ‘Atlântico’ ainda operando e um bom NPaLog ( muitos esperam – eu, inclusive – que venha um classe ‘Wave’ ), já seremos afortunados por termos uma esquadra que ninguém terá igual na América Latina ou Atlântico Sul… E se até 2040 vier um novo vaso do tipo LHD, que possa substituir nosso LPD ( como considero o ex-Sirocco ) e nosso LPH, e mais outro “tanqueiro”, já vai dar pra soltar rojão…

    A essa altura, a prioridade maior é investir para manter a capacidade de construir submarinos; isso sim algo extremamente difícil de se conseguir.

  24. Sabem quando teremos uma marinha dessa? Quando o ser humano pisar em Marte, e não achem que será a curto ou médio prazo, com tanta picuinha política, desvio de verbas e megalomanias psicodélicas meu tataraneto poderá visitar o tal porta aviões 100% made in Brazil. Como disseram acima, sonhar não custa nada.

  25. Agora a culpa é da marinha, ela sabe mais do que ninguém que isso é inviável , melhor e se concentrar nos sub nuc que ao meu ver vai ter muito que aprender !

  26. Olá senhores! Marcelo Danton, você é o Danton que nos enriquece com varias informações? Bem vou aproveitar seu comentário e expor alguns pontos de vista: Quando você nega que o fato de não termos inimigos claramente identificados ou conflitos de fronteira eu discordo, pois historicamente nunca estivemos prontos para todos os conflitos que nos envolvemos! Quanto a inimigos os nossos são os piores… Os inimigos ocultos! Alguém imaginaria que a França uma democracia a qual sempre consideramos um país irmão viria nos anos 60 com uma esquadra de guerra para resolver uma questão econômica e de soberania brasileira. Lembrando que a democrática França só aceitou a diplomacia quando a esquadra deles encontrou a esquadra brasileira! Os tempos podem ser outros, mas os fatos nunca mudam. Quanto as questão internas o exemplo da adutora de agua que você colocou corrobora com que eu falei sobre politica de governo e politica de estado! Uma obra essencial de infraestrutura no Brasil é uma obra de governo, pois o safado politico quer inaugurar durante seu mandato, ou seja, se demandar um período maior que quatro anos ninguém faz! Concluindo dentre as inúmeras coisas em que acredito o orçamento impositivo é importantíssimo para acabar com o ciclo vicioso dos gastos de governo em detrimento dos gastos de estado. Mas um adendo eu não considero um PA uma arma de essencialmente de projeção de poder haja vista que se a França viesse hoje com o Charles de Gaulle como iriamos nos contrapor?

  27. Sr maravilhoso, cada dia mais chegamos a realidade do nosso Brasil ( falei realidade) 1 NAe, fica dentro da realidade, acordo governo/governo (leia-se financiamento) tudo isto dentro de nossa realidade, pode atropelar fragatas, navios de apoio, navios patrulha, isto é, o governo quiser e conseguir o financiamento o NAe pode passar na fila a frente de todas as outras.necessidades. E quanto as revisões dos planos da MB, eles irão ser alterados, atualizados, etc, tem que manter o pessoal em atividades, em faz-se e refaz-se, entenderam críticos.

  28. “Novo PAEMB reduz o número de navios mas mantém porta-aviões”

    Aí você vai ler o texto e tá escrito que o número de escoltas permanece igual ao PAEMB antigo…

    “A próxima versão do PAEMB corta pela metade a quantidade de navios-aeródromo a serem adquiridos, mas não faz outras alterações além dessa”

    Então, vai reduzir os navios (quantos ?), como diz o título, ou vai reduzir só um NAe do PAEMB antigo ?

    Texto confuso, que dedica maior parte a força aeronaval e fala pouco sobre as escoltas, subs ,etc. Se não tem a informação completa, pra quê falar ?!?! Espera sair a nova diretriz para que possamos discutir sobre fatos e não sobre esta especulação do jornalista. Pra mim nada diz.

    Se o texto trouxesse que a MB vai reduzir o número de escoltas principais de 30 para 24, por exemplo; que vai reduzir o número de subs planejados anteriormente de 15 para 12, os SNbr de 6 para 4, reduzir de fato seus meios de superfície em geral, ok. Mas não fala nada disso. Apenas reafirma que a MB planeja, e fará tudo o que for possível, para ter um novo NAe, num planejamento até 2047…

    Quanto a MB querer ter um NAe isso não é novidade alguma, sempre foi assim. Com a aposentadoria forçada do SP a MB está realizando estudos nele para ter um projeto básico para começar a pensar em um novo após 2030, se tudo ocorrer bem.

    • Vai reduzir tudo em números, mas ainda não se sabe até aonde. A única certeza é o NAe, pois eram dois, vão reduzir mas mantê-lo, então só pode ter sobrado 1.

  29. Com todo o respeito, mas essas metas até 2047 estavam extremamente ambiciosas, para não dizer irreais. Acho que esse plano refletia um objetivo ideal e não um objetivo real com metas a serem alcançadas.
    Dias atrás um comentarismo aqui no site disse que no sul do Brasil há 3 navios de patrulha, nenhum era fragata e com capacidade para receber helicópteros. Isso para 1200 km de litoral, mais de 10 grandes portos, 3 dos 6 maiores PIBs do Brasil e área de fronteira marítima (ou próxima) com 2 países, sem falam os pesqueiros da China.
    Na minha cabeça de baiacu, acho que a Marinha em termos de bases deveria ser mais enxuta, acho que deveria ter 7 bases: RS, SC, SP, RJ, BA (Salvador), RN (Natal), PA (Belém)…sendo o SP e RJ seriam as principais.
    Cada uma dessas bases deveria ter 3 navios patrulha de 500 toneladas (dando prioridade para velocidade e autonomia…podendo ser amados apenas com metralhados remotas), 3 navio patrulha oceânico de 2 mil toneladas (classe Amazonas…com canhão automático) e 1 fragata de 4 mil toneladas (semelhante a formidable de Singapura), além de lanchas rápidas de patrulha.
    As bases do RJ e SP teriam além do citado acima: 2 FREMM (6 mil toneladas), 3 submarinos convencionais, 3 submarinos nucleares, 1 navio multipropósito (semelhante ao bahia), 1 navio escola, 1 navio socorro, 2 caça minas…
    Acho que isso seria o básico para um país como o Brasil.
    Resumindo:
    7 bases totalizando (cada uma com uma média de 3-4 mil militares):
    21 navios patrulha (500 toneladas);
    21 navios patrulha oceânico (2 mil toneladas);
    7 fragatas (4 mil toneladas);
    2 navios multipropósitos (semelhantes ao Bahia, inclusive para uso dos fuzileiros)
    4 Fremm (para escolta dos navios multipropósito ou missões em outros países, como no Líbano, por exemplo);
    4 caça minas modernos;
    2 navios socorro;
    2 navios escola;
    6 submarinos convencionais;
    6 submarinos nucleares;
    75 embarcações para o litoral…
    Eu sinceramente acho que isso seria o básico para um país como o Brasil, mostraria presença pela quantidade de navios e relativa força, principalmente por parte das FREMM e dos submarinos.
    Não vejo o menor sentido em querer 2 porta-aviões em um país que não consegue o básico…acho mais fácil barganhar (modo de falar) aquilo que eu listei do que os citados na matéria. Não consigo imaginar um Lula, Dilma, Alckmin, Ciro gastando dezenas de bilhões de dólares em porta-aviões, caças modernos e tudo mais, sem falar manter e deixar atualizado 2 porta-aviões (vamos imaginar que cada porta-aviões tenha 25 caças, cada um custando 100 milhões de dólares, teríamos só em aviões nos 2 porta-aviões quase 20 bilhões de reais), sem falar os mísseis e tudo mais…eu não vejo isso acontecendo!
    Sei que o comentário foi louco, mas não precisam atacar pedra kkkkk

  30. Meu Deus, vamos denovo. Quando um plano deste volta a falar de meios e não fala de onde sairá o dinheiro para manter e operar, infelizmente, ele não pode ser levado a sério de maneira alguma.
    Recordar é viver: Tivemos o Nael MG boa parte parte de sua vida operacional parado ou em infindáveis manutenções que o ausentaram por vários períodos da atividade, mesmo assim ainda operou aos trancos e barrancos. O SP, bom o SP nós todos sabemos como foi, e agora, vem a MB dizer que pretende construir, manter e operar um PA Catobar, com propulsão provavelmente diesel elétrica na faixa de 50.000 tons, novamente, mais uma vez sem dizer de onde vai sair o dinheiro para isto.
    Eu, somente vou levar a sério um planejamento da MB no momento e que as palavras mágicas abaixo aparecerem:
    1 Missão
    2. Meios
    3. Origem dos recursos para adquirir estes meios
    3. Origem dos recursos para manter e operar estes meios.

    Com complemento ao plano as seguintes palavras deveriam aparecer:
    1 Padronização
    2 Racionalização
    3 Eliminação de estruturas redundantes
    4 Redução de pessoal
    5 Qualificação do pessoal que ficar com conhecimento técnico e melhoria salarial.

    De resto, vai ser mais um “plano” eterno de papel.

  31. Oi Rocha!
    Esclareço que sou ferrenho adepto da industria de uso dual, portanto defensor do desenvolvimento e compartilhamento de tecnologia militar com a industria civil brasileira.
    Só exemplifiquei, de forma singela, pois é muito mais complexa….a negociação com o Congresso/Executivo…ou seja, é assim que “eles” (ministério da fazenda) pensam…e não minha pessoa.
    Se quer ainda mais um “complicodrômo” nesta negociação, tenha como exemplo… é muito difícil “achar” um01 militar facilmente corruptível.

    Caso o Brasil, na guerra da lagosta, tivesse 2 tikuna…dúvido que os franceses apareceriam em nossas costas. Haja Lagosta para pagar toda essa movimentação francesa né não?! Deve ter outra coisa nos bastidores que não nos apercebemos.

    saudações

  32. O Planejamento e o investimento tem que ser do tamanho da importância do Brasil no atlântico e do atlântica para o Brasil.
    Não acho fora da realidade considerando o tamanho do mar territorial, a extensão da plataforma continental brasileira, toda a riqueza que pode ser explorada nestas áreas e a riqueza que circulam na Zona Econômica Exclusiva.

    A Marinha do Brasil é uma instituição permanente , e faz planejamento a longo prazo. gostando ou não, ser realizado ou não por completo é outra coisa.
    Não podemos reclamar que a marinha não tem Planejamento e ideia de onde quer chegar.
    Leia nesta matéria o tamanho da responsabilidade da Marinha… é muito fácil descer a lenha da poltroninha confortável de onde estamos. Os que comandam e levam o nome do Brasil debruçam e se desgastam para fazer milagres com o recursos que tem , mesmo sabendo do tamanho da área a ser policiada.
    https://www.naval.com.br/blog/2018/07/25/a-evolucao-da-estrategia-naval-brasileira-1991-2018-parte-3/

  33. Enquanto as Forças Armadas do Brasil não resolverem seu problema gerencial, teremos projeções idênticas até o ano 3.000, não é possível gastar mais de 80% do orçamento em pessoal ativo e inativo, não há como produzir um poder militar dessa forma, continuaremos apenas a “tapar buracos”. Aposentadoria integral de militar com 43 anos é absurdo, não interessa dizer que contou tempo de escola militar quando tinha 16 anos, o país enfrenta essa situação sem corporativismo ou nunca chegaremos a lugar nenhum.

    • Perfeito!
      Vai para reserva com 43 anos, vive até os 83.
      São 40 anos na reserva recebendo remuneração integral,
      tendo efetivamente trabalhado (tempo de escola não conta) uns 25 anos.
      Depois, mais algumas décadas de pensão pra viúva.
      Depois, mais muitas décadas de pensão pras filhas.
      Conclusão: quase todo o orçamento para pagar pessoal.

  34. Alguns pontos:

    a) Quanto um hipotetico Catobar acresce de custo de aquisição e manutenção com relação a um stobar de mesma tonelagem?
    10% apenas? 20%? 30%? isto não fica claro e assemelha-se a opinativo na ausencia destes dados.

    b) Quanto de operacionalidade/disponibilidade pode ser inferida comparativamente um modelo ao outro, considerando-se os ciclos de manutenção de cada?

    c) Este exercício tambem deveria ser realizado em hipotetica alternativa STOVL, incluindo as opções NAe puro (ex. Q.E.) ou NPM.

    Sem graficos de desempenho, ficamos apenas nas torcidas. Obvio que o CTOL é o mais eficiente, mas o raios é o quanto e por quanto…

    Se começar a chegar em diferenciais de 30% em qualquer modelo que seja, mas que cubra 80% a 90% dos missões de defesa de frota, muita coisa muda dependendo do viés do que é prioritário.

  35. Considerando o tamanho do Brasil, não é nada mirabolante.
    Tata-se de algo bem realista.
    Entretanto, o orçamento da Defesa (que não está subdimensionado) está quase todo consumido com gastos de pessoal (ativo e inativo, pensionistas).
    Enquanto este problema não for equacionado (algo que, se implementado, levará muitos anos), todo o rosto é sonho.

  36. O PAEMB é perfeitamente possível, até mesmo o PAEMB de 2009.

    O problema não é a MB, nem o almirantado, nem o plano, o problema é o governo, os governantes, os políticos.

    Países com PIB parecido com o nosso possuem marinhas modernas e bem equipadas e até com mais meios que esse PAEMB.

    Um governo Sério e Honesto, resolve mais de metade dos problemas do Brasil em um Único mandato. E possibilita todo este planejamento da MB e ainda da para Mais que isso.

    • Já ouviu falar de curva de restrição orçamentária?
      Só o INSS (fora os gastos com inativos civis e militares da União) terá uma despesa de cerca de 560 bilhões de Reais esse ano, pagando 33 milhões de beneficios. E esses são “imexíveis”, já que são direito adquirido.

  37. Uma coisa que ainda insistem e que dificulta muito conseguirmos ter um Porta-Aviões é o fato de querer nacionalizar a construção. Querem nacionalizar tudo. E nem perguntam o que a nossa indústria tem capacidade de absorver e manter.

    Porta-aviões dá para fazer lá fora. Dá três bilhões de libras para a BAE fazer um terceiro QE e meter EMALS nele. Terceiriza a quebração de cabeça e mantém os meios nacionais concentrados no PROSUB e nas Tamandaré, enquanto deixa garantido ter em cinco ou seis anos. Nacionalizar é bom, mas não é tudo e não precisamos fazer tudo sozinhos. Deixa para aprender a construir porta-avião quando tiver condição para isso.

  38. Sobre o Porta Aviões em si… É o mais poderoso meio de superfície, tanto para defesa quanto para ataque. Mas com o custo de um navio desses, podemos ter uma espécie de “MEU Tupiniquim”. Algo que seria muito mais multifunção e extremamente útil para diversas missões no nosso TO.
    .
    Montar dois “Esquadrões Expedicionários” inspirados (não necessariamente iguais) nessa estrutura americana, poderia substituir a ilusão que é perseguir o planejamento de ter duas Esquadras, o Porta Aviões e criar toda uma nova e caríssima infraestrutura no Nordeste do país.
    .
    https://www.marines.mil/Portals/59/Amphibious%20Ready%20Group%20And%20Marine%20Expeditionary%20Unit%20Overview.pdf
    .
    Alguns pontos que considero mais interessante para o futuro da Marinha:
    1: Modernizar prioritariamente AMRJ e BNVC, posteriormente BNA e BFL. São as estruturas mais importantes para a força de superfície, localizadas em regiões estratégicas.
    AMRJ e BNVC (BNVC em escala muito menor): Construção, Manutenção e Apoio de operações (Maior gasto).
    BNA, BFL: Manutenção e Apoio de operações (Menor escala de gastos e investimentos).
    Dane-se o investimento na estrutura da iniciativa privada, que logo ali na frente vai pro lixo e terá de ser refeito. Que a iniciativa privada foque no que importa: sistemas, armamentos e equipamentos.
    2: Pacote de meios de “Guarda Costeira”.
    Nada de aquisição de “Classe Tamandaré”. Realizar uma aquisição de um grande pacote de navios baratos e simples, para retomar a capacidade de construção e atender uma enorme demanda por presença em nossas águas. É a base da Marinha. É a capacidade de fazer o básico do dia-a-dia em primeiro lugar.
    3: Projeto estratégico “Navio Escolta Multifunção” (O “Gripen” naval), na faixa das ~4.500t, nada dessa ilusão de Classe Tamandaré; Um projeto modular de Fragata, feito para caber no nosso bolso, que seja capaz de padronizar os dois Esquadrões de Escolta ao longo da próxima década. Que enterre a ilusão que é perseguir os escoltas de 6.000t. Que seja algo pensado para ser útil nos próximos 50 anos.
    4: Continuidade nas aquisições de submarinos convencionais e nucleares, com a progressiva contratação de mais meios… É nisso que o grosso do dinheiro tem de ser aplicado. Se esse gasto não representar o maior gasto da Marinha, algo estará errado…
    5: Reestruturação do CFN e dos meios do 1º Grupo de Apoio: Criação do 1º e 2º Esquadrão Expedicionário, inspirado no MEU dos americanos.
    6: Criação de uma estrutura de carácter civil (como a RFA), para prestar apoio logístico as operações da Esquadra e dos Esquadrões Expedicionários. Mais uma possível forma de abocanhar parte do FMM!
    7: VF-1 se torna uma espécie de “Força Especial” e recebe um pequeno lote de F-35B, para operar embarcado nos navios do 1º e 2º Esquadrão Expedicionário, para agregar em termos de ASuW, EW e ISR.

    • Vou responder seu comentário, de acordo com oque eu penso. Não existe, nesse caso verdade absoluta, ninguém é obrigado a concordar.
      1 – O AMRJ deveria ser privatizado, através de um modelo de PPP. Aí sim sua modernização poderia valer a pena. O AMRJ passaria a atender encomendas tanto civis, como militares, de acordo com a vontade do cliente. Só aí você promoveria uma redução substancial de pessoal, sem aumemntara quantidade de funcionários publicos e daria utilidade para uma estrutura que é subutilizada. Itaguai possui capacidade de também construir meios de superfície.
      2 – Perfeito.
      3 – Eu acredito que a MB deveria desenvolver sim um projeto modular. Um projeto que sirva tanto para a construção de OPVs, Corvetas e/ou Fragatas. Você teria padronização e redução de custos.
      4 – Perfeito…Isto é fundamental.
      5 – Eu penso nos Fuzileiros mais como um SEALs. Uma tropa muito bem treinada, equipada, com alta mobilidade, capaz de operar em qualquer cenário. Com cerca de 2000 homens. Não mais do que isto.
      6 – Você vai criar mais uma estatal. Você só vai transferir o gasto do Ministério da Defesa para o….. Ministério da Defesa. Ahh sim haverá uma redução de efetivo, mas terá um aumento no funcionalismo. Seguindo a sua idéia, não seria mais fácil contratar isto através de uma concorrencia? Com empresas privadas?
      7 – Não concordo. A MB deveria pensar antes em como vai acomodar a aviação de patrulha. Em como prover tudo nos itens anteriores, antes de se pensar em ter caças/aeronaves de alto desempenho/navio aerodromo ou coisa parecida.
      .
      Eu ainda colocaria como o ponto 0 (zero – antes de tudo) fazer uma readequação do tamanho do efetivo, resolver a questão previdenciária/contribuição/tempo de serviço antes de qualquer coisa. E criar um orçamento impositivo, com as despesas todas discriminadas, por unidade, por navio, por PMG. Constando inclusive o gasto máximo com pessoal permitido. Aí sim faria sentido um planejamento de longo prazo.

      • 1: Não vejo como vamos privatizar para alguém usar aquilo ali para atender a demanda civil. Não tem nem espaço pra isso e atender a demanda da própria MB, que é gigantesca… Não somos competitivos. Se os atuais estaleiros não conseguem atender o mercado civil e lutam para sobreviver, como a introdução de mais um competidor vai ajudar?
        A única PPP relacionando a iniciativa privada que vislumbro, seria em se fazer uma Joint Venture, 49% estrangeiro (Fincantieri por exemplo), 51% Brasil, para se ter um grande estaleiro militar nacional, com capacidade de atender nossas necessidades e também tentar vender algo. Mas seria um acordo grande, que envolveria os Governos, alinhamentos políticos e acabaria talvez rolando corrupção, conflito de interesses e etc.
        .
        A MB abrir mão do AMRJ é abrir mão da unica garantia que tem de dar a manutenção a sua frota… Se desfazer do AMRJ não pode ser feito na base do desespero.
        .
        3: Se o projeto for modular, não vejo pq não… É algo extremamente racional, na nossa situação.
        .
        5: Veja o pdf que postei. Ali não está presente uma força muito grande, em termos de pessoal. É uma força extremamente multifunção e amplamente capacitada. Em duas MEU, tem pouco mais pessoal do que você diz ser o “ideal” para o CFN.
        Veja as operações que eles realizaram. Eu concordo que o efetivo do CFN está mal dimensionado e poderia ser até reduzido, mas não concordo em transformar a força dessa forma. Não faz sentido.
        Eu prefiro mil vezes passar o facão no EB, antes de passar o facão no CFN…
        .
        6: O que é melhor: ter a situação atual, onde o navio é operado por pessoal que vai pesar no quadro de inativos da MB, ou ter uma instituição administrativa, que vai despachar isso para o quadro dos civis?
        .
        7: Não vou gastar dedo.
        .
        0: concordo 100%… Mas é de longe, o mais difícil de realizar.

        • 6: esse mesmo argumento poderia ser usado pra defender a criação de uma guarda costeira civil, mas não acho que esse seja o caminho para nenhuma das duas. quer desinchar o quadro, pode começar mexendo em terra, onde tem um monte de profissional de saúde e outras carreiras auxiliares que não precisam ser militares.
          alias no Reino Unido, a RFA não serve pra “desinchar” a RN, mas exatamente o contrário – ela atrai tripulações civis para manejar esses navios que de outra forma os quadros da RN simplesmente não dariam conta de preencher.

        • 3: a tonelagem sugerida (4.500t) não está tão longe da Leander por exemplo, que é um projeto de uma família que inclui fragata, corveta e OPV (o qual o Brasil inclusive já tem).

      • Zoran,

        5 – Fuzileiros constituem uma força expedicionária por definição. Seu leque de aplicações pode variar de ações convencionais para as não convencionais. Não podem ser somente SEALs ou equivalentes.

        6 – Essa força de reabastecimento pode ser criada com pessoal temporário; contratado para prestar serviço por determinado período. Os navios podem ser transferidos da própria MB, assim como se pode aproveitar a estrutura desta, não havendo uma necessidade específica de se criar toda uma estrutura física.

        No mais, mesmo que o meio privado possa ser considerado auxiliar a iniciativa de defesa, não há como delegar defesa em si ao meio privado. E esse setor de reabastecimento é essencial a manutenção das atividades da Esquadra. Se ele parar, a Esquadra para…

        7 – Não há nada de errado em deter uma aviação de caça de asa fixa baseada em terra, num primeiro momento… Apenas penso que qualquer aeronave a ser adotada, deveria sê-lo em variante comum com a FAB, porém voltada para ASuW ( uma combinação Rafale/Rafale M, por exemplo ).

        Uma aviação embarcada é fundamental para apoio a forças de caráter expedicionário; para CAS e outras funções igualmente importantes. E mesmo que não se tenha o NAe em si, sempre se pode operar de quem o tenha no caso de operações em conjunto… Enfim, há todo um leque de opções que se abre por ter uma aviação de caça subordinada a Marinha.

        • Olá RR!
          .
          Não se trata do que seja ideal, e sim do que podemos pagar. Dito isto:
          .
          5 – São 20.000 fuzileiros, divididos em grupamentos/batalhões, um para cada distrito naval. É gente demais. 1/4 do efetivo da Marinha é de fuzileiros. Não precisa ser como SEALs, mas não pode ser tão grande.
          6 – Pode ser. Alias não ha porque ter preconceito com temporários. Seu numero poderia ser muito maior. Eu penso que por regra, todos deveriam ser temporários. Lá aos 8 anos de serviço, quando chegar o momento de desliga-los, você escolhe os melhores, que seguem na carreira como efetivos.
          7 – A FAB tem mais necessidade de aviões do que a Marinha. E não vai ter dinheiro pra tudo. Neste caso, vamos dar preferencia à FAB. Temos uma FAB para equipar também. Se formos levar a sério as necessidades da FAB por novos caças, precisaremos no mínimo de 108 Gripens para equipar 6 esquadrões. Isto no mínmo!! Não se defende o país sem superioridade aérea. Depois de atendidas estas necessidades básicas da FAB, pensemos nos caças da MB. Mas até lá, tem de esquecer isto. As prioridades são/devem ser outras.

          • Bom dia, Zoran.

            5 – Sim, de fato… Mesmo considerando que os fuzileiros são nossa melhor tropa, uma redução de contingente em pelo menos 1/3 disso seria muito bem vinda. Isso até permitiria um melhor reequipamento e adestramento dessa força. Aliás, penso que deverá ocorrer até por necessidade nesse futuro de vacas magras que se avizinha…

            6 – As funções consideradas de segundo escalão poderiam ser todas delegadas a pessoal temporário. Façam lá seus três anos de contrato e, de acordo com as necessidades da arma, se dispensa ou se mantém por mais um período, alocando-os após esse período a uma reserva não remunerada ( ou com uma remuneração mínima ). Penso que apenas oficiais e pessoal combatente não se poderia por sob esse regime.

            7- Concordo que hajam prioridades ( mesmo dentro da MB, cujos recursos para aviação naval deveriam priorizar uma aviação de patrulha ), mas penso que ao menos um núcleo de caça naval deva existir de momento. Seis aeronaves de caça modernas não é nada irrealizável, mesmo considerando a atual situação, somados aí a umas três a quatro aeronaves do porte de um C-235N; tudo investimento que obrigatoriamente realizar-se-ia ao longo da próxima década.

  39. Um plano menor e a MB seria acusada de pequenice. Um plano realista e a MB seria acusada de não ter visão.

    Quem a grana são os governos. A MB não roda papel moeda. A MB não faz captação de dinheiro com títulos.

    É claro que a falta de realização é responsabilidade de quem paga. Planejei um futuro brilhante para meu filho. Graduação nos EUA. Mestrado no MIT. Doutorado na Inglaterra. Tem que falar 5 idiomas e cultivar o corpo atlético. Emprego na França. Sexo depois dos 30. Saúde de monge tibetano.

    Na hora de pagar…eu…eu…putz. Deixo ele na escola pública.

    Não é culpa da MB essa história de pensão. É a vida no regime estatutário. Já acabou. Não existe mais. Quando as filhas morrerem, termina.
    Quem corta a despesa porque não tem receita (será que não tem?) são os governos. Quem paga a conta também.

    A Europa inteira cabe aqui. Quem disse que outros países aceitaram a expansão da fronteira marítima brasileira até o limite da ZEE e até mais além como o maciço de Trindade?

    É muito mar pra tomar conta. O que faz um gerente? Toma conta de algo. O que faz um diretor? Dirige um negócio. O que faz um CEO? Busca resultado. E o cara lá de baixo chamado vendedor? Vende o pacote todo.

    A MB é tudo isso. Pra deixar na ponta do lápis basta pegar o histórico de investimentos em torno de 6% do orçamento e planejar. 6% é investimento. O resto é custo. Todos os custos. Pronto. Multiplica pela despesa aprovada e planeja. Fácil.

    Não precisa de almírante pra planejar o que o dinheiro pode pagar. Um estudante faz no Excel no mesmo dia.

    Precisa de Almirante pra enxergar, pra cuidar, pra negociar, pra representar, pra comandar. Eu queria ver um Almirante entregar um plano pequeno. Um plano exequível. Um plano realizável. Seria falta de vocação.

    Não existe. Almirante é megalomaníaco porque isso é o que se espera de Almirante de país continental. Almirante pequeno não presta. Os nossos tem sido grandes. Tá certo que pessoalmente penso que poderiam emagrecer.

    Marinha tem que ter horizonte amplo. Largo. Distante. Olhar longe. Ambição. Vaidade. Genialidade. Ou não é marinheiro.
    O Almirantado tem feito o que dele se espera. Cumprir a missão. Se não pagam a conta…vai reclamar que o filho virou vendedor de cachorro quente?

    • Vou discordar de você.
      .
      Não é bem assim. Você pode planejar um futuro brilhante para o seu filho quando ele nasceu. Mas a vida não está fácil pra niguém, de repente tudo que você planejou não será possível e você será obrigado a “contingenciar” estes sonhos a medida que ele cresce. Terá de sentar com ele, discutir possibilidades, escolher oque seja prioridade. “Olha, sinto muito meu filho, mas não tenho condições de pagar tudo que você deseja”.
      .
      Alias esta analogia, nem é muito correta. Porque seu filho pode ser oque ele quiser. Você planeja que ele seja CEO de uma grande empresa, mas ele quer ser bailarino do Balé Bolshoi. A escolha é dele, a vida é dele.
      .
      A Marinha Brasileira não. Ela está subordinada ao governo, ao presidente da república e portanto, deve satisfações a todos nós. Deve sim, ter seus planos e gastos questionados, já que a razão de sua existencia é defender o país da melhor forma possível, dentro do que se decidiu gastar (dentro do orçamento). E quem paga a conta é o povo!
      .
      A função do governo é administrar problemas. É fazer escolhas, escolher prioridades, questionar gastos, de acordo com as necessidades do povo, que ele representa. e a disponibilidade de verbas.

      • Governo só tem uma missão. Cuidar do povo. Se tem problema, o problema é o governo.

        Nossa Constituição tem 350 artigos, 80 emendas. A do Japão tem 10. Estamos melhores porque há um papel?

        Não dá pra planejar como as pessoas imaginam porque a contabilidade pública no Brasil não funciona assim. O regime contábil dos governos ainda é o regime de caixa único. Desde 1967.

        Quem acompanhou o impeachment assistiu a dificuldade dos governantes de então explicarem como, porque, o que, é quase impossível administrar as contas públicas com dois regimes. Bancos e gente normal adotam o regime de competência. Estatais e governos adotam o regime de caixa. É a lei.

        A diferença acontece quando a despesa se realiza. Se vou pagando até esgotar o caixa, realizo tudo no mês. Faltou grana, cancelo. Mato. Contigenciamento. Se pago ou se realizo a despesa conforme planejei, no mês da competência, dou cumprimento ao orçamento planejado. Só incluo despesa se houver competência da despesa. Forecast para o gasto.

        O governo poderia dizer à MB: não tenho planejamento para essa despesa. Não cabe no orçamento. A MB dá meia volta e refaz.

        Mas a vida pública no Brasil é essa coisa de tantan.

        O que acontece é que os governos (legislativos) aprovam a despesa. Emitem decreto. Quando surgem outras despesas, politicamente se cancela o decreto lei que aprovou a LO que não interessa mais.

        Minha obrigação é edificar a vida do filho. Construir alicerces. Se será palácio ou barraco depende do filho. Tenho que fazer minha parte.

        Algum navio da MB afundou? Partiu no meio? Quem compra porta-aviões por 12 milhões de dólares? Novo vale 3 bilhões. Serviu e serviu muito. Quando acabou, acabou.

        A missão da MB é apresentar planos para esse país enorme. Se não tem recursos na educação e na saúde não é da conta da MB.

        Governo problemático é governo mal eleito. Nós elegemos políticos para fazerem as coisas darem certo.

        • Olá Esteves!
          .
          O maior entrave é que nosos governos não administram os problemas. Eles empurram com a barriga até o momento que a coisa estoura. E é assim com coisas simples e complicadas. Muitas soluções são fáceis, às vezes você pensa, quando vê uma questão simples de ser resolvida…. será que ninguém no governo consegue enxergar isto?
          .
          O caixa único é um problema sério. Você arrecada imposto numa área para gastar em outra, criando desequilibrios. Não se consegue discutir redução de impostos, porque vai tudo para um caixa único.
          .
          Mas acho que estamos passando por uma evolução. O simples fato de percebermos que não existe dinheiro pra tudo, já é um grande avanço. Vai obrigar o povo e seus governantes a eleger prioridades, discutir o orçamento. Que é na prática, oque estamos fazendo aqui.

  40. Mestre Bardini,

    eu até simplificaria mais para o caso brasileiro, com alicerce 3 NPMs de 45.000 ton + 4 Fragatas Anfibias Absalon de 6.000 ton ( mesmo que o armamento delas fosse igual ao das Tamandarés)…

    Todos estes navios são hibridos e anfibios….mesmo as Absalom, dispõe de 900 m2 de conves interno para transporte de caminhões vbl, etc…

  41. Que maluquice… planejar assim é fácil. Fazem planos e se os planos não dão certo… mudam o planejamento rotineiramente. Como um colega observou acima: são muitos gastos, sem sequer haver discriminação da fonte CERTA de recursos (esperar decisões políticas ocasionais é outra piada com a qual já deveriam ter aprendido a lidar). E essa de navio-aeródromo, em uma Marinha que não consegue efetivar a produção seriada de NPa de 500 toneladas… outra piada. O PROSUB para mim é um milagre e, já que foi iniciado, deve ser priorizado para manter o conhecimento. Longe de mim querer desrespeitar alguém, mas penso que falta brio.

    • ” E essa de navio-aeródromo, em uma Marinha que não consegue efetivar a produção seriada de NPa de 500 toneladas… outra piada.”

      Augusto, entendo a indignação, mas no caso dos NPa 500 foram contratados, após licitação, cinco navios a um estaleiro que anos depois conseguiu a proeza de falir com pedidos em carteira (embora um calote da Venezuela tenha ajudado). Acho que atribuir essa culpa da interrupção dos NPa 500 só à Marinha não é justo, por mais que se reconheça outros diversos problemas.

      • Nunão, de fato não é a cúpula da Marinha que não conseguiu seguir com a classe Maracanã, mas eles não estão isentos de culpa porque já deveriam ter aprendido a lidar com as mesmas e rotineiras dificuldades de sempre, que consistem em humores e decisões políticas ocasionais, orçamento volúvel, imprevisibilidade de recursos, falta de planos subsidiários (o famoso plano B) para contornar situações como o do estaleiro que deixou a Marinha na mão, etc… Não dá mais para ficar jogando culpa em políticos, porque é no mínimo imprudente contar com decisões de uma classe notoriamente irresponsável. Então é preciso chamar a si a responsabilidade e descobrir um jeito de abordar a reconstrução da Marinha, ainda que isso cause enfrentamentos e rusgas, mas de modo responsável e com os pés no chão!

  42. Cenário da MB até 2040: 2 NAes de 40mil toneladas, 4 LHD, 40 escoltas, 6 caça-minas, 20 navios diversos, 20 submarinos ( 4 nucleares ), 40 aviões de caça, 10 aviões diversos e 50 helicópteros; com um efetivo de 120mil ( 40 mil CFN ). Seia o ideal, ótimo.

  43. Volta o cão arrependido…com suas orelhas tão fartas…o seu osso ruído e o rabo entre as patas!
    De novo o assunto de NAe…os caras não conseguiram manter o A-12…atualizaram apenas 2 dos 12 A-4KU (Sendo que um infelizmente caiu e levou a vida de um guerreiro)…o valor de atualização dos 12 é 80% do valor de 1 NG…1 NG!! Ainda volta com a ideai de 4 corvetas por esquadra…6 subs nucleares…ah não parei…eu sempre respeitei as FA…mas a MB às vezes viaja por mundos inexistentes! ________________________
    _________________________.aí aguardam mais 6 anos para fazer um novo documento…e assim vai indo! Fazendo “compras de oportunidades” só para mostrar alguma ação mas a verdade mesmo é que não tem $$ para nada e nunca terão! Nem de longe para isso que imaginam! Tenho 37 anos e vou morrer com 110 anos e não vou ver a nossa MB com 2 esquadras competas! Simples assim!

    COMENTÁRIO EDITADO. O ESPAÇO NÃO É PARA DISCUSSÃO SOBRE CAMPANHA PRESIDENCIAL.

    • O numero de SSN não acho impossível de atingir, acho até realístico, pois acredito que poderia sempre ter 4 operacionais… Não acho muito necessário duas esquadras completas…uma poderia ser menor, mas com sua base capaz de dá suporte a todos os tipos de navio da MB e a a esquadra maior completa…

      • Ainda acho impossível! Mal temos 5 sub convencionais e desses acho que só 1 ou 2 estão ativos hoje! Imagina o custo de produção de 6 SSN?! Não tínhamos $$ para consertar o A-12. Eu não sei…quando se fala de investimento nas FA´s sou muito cético e não compro mais esses sonhos ou essas viagens que vem do pessoal da MB. Engraçado que vc não vê esse tipo de ilusão vindo do exército ou FAB. A FAB não fica falando que vai comprar até 2047 mais 120 Grifos, ou o exército falando que teremos 150 Astros 2020!

        Aos editores, desculpe a alusão à campanha presidencial. Prestigio muito a trilogia e sou frequentador assíduo e diário da trilogia.

  44. Olha, posso estar muito enganado, e peço desculpas se esse for o caso, mas esses planos descolados da realidade só podem ser fruto de disputas de egos entre almirantes. Ainda estou esperando por um plano de racionalização, como vemos em países muito mais ricos do que o nosso. Integrar a formação e o treinamento das três forças, por exemplo. Terceirizar tudo que não for atividade fim das forças armadas. Porque potências militares como Reino Unido e Israel fazem isso e nós não fazemos? Essas seriam as medidas básicas que permitiriam empregar os escassos recursos disponíveis de forma eficiente. Sem isso, qualquer planejamento se torna uma mera lista de desejos. Não é o que se espera de administradores minimamente qualificados, como supostamente são nossos almirantes

  45. Gente, tudo isto é bobagem.
    Para comprar, você precisa de duas coisas, necessidade e dinheiro.
    Se estivermos necessitando é porque estaremos em guerra ou na expectativa da mesma. Seja para defender o pais, ou para manter as linhas marítimas abertas para o comércio. Hoje, nada disto é minimamente parecido como algo real.
    Para termos algo como isto, tem que aumentar o orçamento. Para conseguir, o PIB tem que aumentar (e muito) e que este aumento, não signifique também melhoria no salário do pessoal, senão, um mata o outro, no Brasil, possibilidade ZERO. A segunda possibilidade é aumentar os tributos, quem acha que o governo vai se mexer por isto? Existe uma terceira, que é melhorar o uso do dinheiro público e diminuir a corrupção, mas isto vai ser uma discussão sem fim.
    Tem hora que acho que isto é trolagem, não é possível.

  46. /na obra 1984, o autor Yan fFeming anteviu que, no futuro, as marinhas serão compostas por porta aviões gigantes que consumirão as sobras de produção e de população. Com isso se manteriam as populações mobilizadas e combativas, ainda que subjugadas por politicos invisíveis. Mas, sem jamais ocorrer um combate decisivo. Acho que os nossos almirantes leram essa obra com muita atenção.

  47. Na minha opinião, não adianta nada planejar para políticos que não têm o menor interesse em prover verbas. O dinheiro é a base do problema.

    Assim, a mudança precisa ser geral antes de pensarem em meios.

    Algumas sugestões:

    1) Aumentar o percentual do FMM de 10% para 50% ou criar um fundo do MD, um FMB (Fundo da MB), com verbas dividindo os dois fundos ou aumentando o montante geral.

    2) Conquistar parte na taxação sobre a exportação de minério e petróleo crus, nada sendo beneficiado no país.

    3) Resolver de vez o problema previdenciário, separando-o das verbas do MD.

    4) Reformular a política de pessoal nas Forças, caminhando aos poucos para o modelo americano, em que somente 25% do pessoal militar permanece incorporado pela vida inteira, o restante fica no máximo 10 anos. Comecem com 50% e sigam para 35%.

    4) Para não ter uma Marinha gigante que não consegue sequer ser de águas azuis, precisam se concentrar nos objetivos, distribuindo os ativos:

    – Criem uma Guarda Costeira subordinada a outro ministério, como o de Segurança Pública, se ele for permanente. Se não for possível isso, mantenham-na na MB mas, pelo menos, separem as verbas.

    – Separem o CFN para que receba um impulso em meios e pessoal bem treinado em maior número.

    – Com o objetivo de ter uma MB de águas azuis, concentrem as verbas da MB em um planejamento de 2 ou 3 frotas com meios adequados e planos de construção local permanente, dos NAes até as Corvetas e Navios Patrulha. Por fim, invistam em P&D acima de tudo.

    • Não acho viável criar um GC, mas como você disse o custo desse tipo de atividade, não deveria sai da MB, Pelo menos não totalmente, deveria ser do MD, mas agora é do MSP ( se não para quer ele foi criado?). Assim como a assistência na saúde dado pelas FFAA deveria ter pelo menos “rachar o custo”
      Não precisamos de mais FN pois já temos 20.000…
      Outra devem acabar com contingenciamento pois faz as FFAA gasta o que sobra em pessoal. e a sobra da sobra é para manter/repor matérias….

  48. Nós temos que ser pragmáticos, afinal antes de se fazer planos para aquisições e construções precisamos ter os pés nos chão, uma vez falei aqui e em outro site especializado em defesa, da necessidade de termos previsibilidade, mas ter previsibilidade, significa ter recursos orçamentários, os planos das FFAA decorrem de estudos apoiados por técnicos, pois bem, a primeira área que deve ser ouvida é a das finanças, qual o recursos que poderemos empenhar para construir essa ou aquela embarcação ou para adquirir esse ou aquele meio? Orçamentos de curto, médio e longo prazo precisam levar em conta projeções financeiras e mais do que isso um trabalho junto ao congresso Nacional que esteja focado nas necessidades de nossas FFAA, alguém falou em termos a necessidade de um inimigo externo para conseguirmos esses recursos por parte do governo, bem se for por aí esquece, porque é difícil construir os meios da noite para o dia, é preciso ter planejamento e meios para realizar com tempo e ordem.

  49. Essa história de navio barato e simples é o que mais leio aqui. Então deve ser isso mesmo. Sendo esse o pensamento de todos, o que falta para a MB incluir no seu planejamento navios simples e baratos?

    Qual marinha adota a construção de navios simples e baratos? Navio barato é um patrulha oceânico? Vai escoltar o Atlantico com patrulha barato? Vai cumprir missão, exercícios, treinos, capacitação, sempre em navios simples. Sem sistemas. Poucos sistemas. Armas superadas? Talvez chapa jateada?

    “…ponto 0 (zero – antes de tudo) fazer uma readequação do tamanho do efetivo, resolver a questão previdenciária/contribuição/tempo de serviço antes de qualquer coisa. E criar um orçamento impositivo, com as despesas todas discriminadas, por unidade, por navio, por PMG. Constando inclusive o gasto máximo com pessoal permitido. Aí sim faria sentido um planejamento de longo prazo.”

    A questão previdência não é assunto da MB. Há 3 previdências no Brasil. CLT, regime misto ou fundos de pensão e estatutários. Reforma previdenciária é urgente, mas não é assunto militar.
    Orçamentos são feitos pelo Legislativo. Há despesas impostas ou impositivas ordenadas pela Constituição. O restante são despesas discricionárias (custeios e investimentos) e somente aí o GF pode meter a mão. Pode cortar e pode não pagar alegando que não tem grana.

    Projeto modular envelhece. Quem pode afirmar que projeto modular dura 50 anos? Como posso concluir que meu projeto de 2018 estará operacional em 2040?

    A França tem 1 estaleiro com capacidade para porta-aviões. A parte francesa é pulverizada. A parte que interessa (capacitação, inteligência) é mais de 50% Ficantieri. Nós entregaríamos o Arsenal da Marinha ou mais de 50% do Arsenal para um estaleiro estrangeiro? Com esses políticos, duvido.

    Se o projeto CCT prevê espaço no casco e na superestrutura para futura modernização, significa que a MB sabe que mesmo sendo a Tamandare um projeto recente, será preciso atualizar o meio em futuro próximo.

    E navios simples e baratos. Qual a longevidade. Planejo manter o meio a cada 10 ou 15 anos. Pra durar 30 ou 35. Em navio simples terei que realizar meia vida a cada 5 anos?

    A vida é como nós a enxergamos. Penso que a MB deveria insistir com projetos consistentes e contundentes. Se os governos cortam as despesas e engavetam os projetos, isso é com eles.

    A missão da MB é ser grandiosa.

  50. A Marinha está cumprindo o papel dela. O Brasil é gigante, com uma costa enorme, tudo cheio de recursos.

    Nós nem de longe somos um país pacífico como dizem, em toda nossa história nunca ficamos 50 sem nos envolver em conflitos internos ou externos que reclamaram atuação militar. O problema do Brasil e dos brasileiros é não estudar história. Não precisa fazer muito esforço, basta ler a Wikipédia que ja resolve.

    Se fôssemos um país minimamente sério com suas responsabilidades teríamos a armada mais poderosa do hemisfério sul, a segunda mais poderosa do Ocidente.

    A MB está sendo responsável, séria e acima de tudo patriótica. Isso é o mínimo que ela precisa para defender o Atlântico. O mínimo!!!!!!!!!!!

    A China já está em processo de colonização da África. Eles querem expandir o domínio deles no Atlântico. É nosso dever defender nosso oceano. Delegar isso aos EUA é assinar um vergonhoso tratado de inépcia e incompetência política, geográfica, histórica e principalmente militar. Não importa o tamanho da US Navy, eles PRECISAM do Brasil para defender o Atlântico Sul e a II GM é a prova disso.

    A MB está certa em dizer o que precisa e escolheu muito bem o que dizer. A classe política precisa ser consciente disso.

    O inadmissível é gente que estuda o assunto como nós, mesmo que por Hobby, ache que isso é muito para MB e que ela está sendo irrealista. Irrealismo é achar que a MB não precisa disso. Isso é uma traição à Pátria!

    • A MB precisa formar duas esquadras com 1 Nae cada uma.

      1° esquadra para defender o Brasil e o Atlântico
      2° esquadra para formar uma força expedicionária e projetar poder em caso de inimigos distantes não fronteiriços. E eles existem, é ilusório pensar que não, exemplos não faltam: I e II Gm (isso inclui o TO do Japão no Pacífico, finda a guerra na europa era certo o envio de tropas brasileiras para auxiliar o desembarque dos EUA no Japão, isso só foi evitado graças as duas bombas atômicas), “guerra” da lagosta contra a França, escalada de tensões com a UK na guerra das Malvinas.

      Quando menos se espera, pelos motivos mais fúteis e estúpidos, a guerra bate à nossa porta.

      Os romanos já sabiam: si vis pacem para bellum

  51. é triste escrever isso, mas esse pessoal da MB viaja legal na maionese, não consigo levar a sério esse paemb, não conseguem mostrar de onde virá dinheiro pra fazer e manter tudo isso. Podem anotar, daqui alguns anos e não vai demorar muito, irão rever novamente esse planejamento pelo mesmo motivo, e assim vai…

  52. Sei que muitos falam ser um sonho, mas os sonhos só se tornam realidade quando se toma uma atitude, quando de dá o primeiro passo e assim por diante. Sei que vemos muitas promessas a algum tempo e sendo realista hoje, parece que não vamos ver isso acontecer. Mas quem acreditava a alguns anos atrás que o programa SN-BR estaria, enfim em andamento? Uma base enorme daquela foi feita, estão sendo construídos os submarinos convencionais e a coisa está andando. Pena que muita coisa aqui demora muito, mais seria bom e importante termos uma e sim, melhor ainda 2 esquadras em estado de arte, pois a costa é grande e os interesses também.

  53. Este tecto mostra como é difícil mantem um paragrama na areá de defesa no Brasil …

    Na minha opinião, se eu pudesse ditar como seria a nossa marinha para 2035 ela seria assim :
    01 porta-aviões STOBAR
    01 porta-helicoptero
    04 Navios doca multipropósito classe makassar
    04 fragatas FREMM
    08 corvetas tamandare
    08 NPO classe Amazonas
    16 NPa500 classe Macae
    02 Navios Tanques Oceánicos
    04 NApOC classe Mearim
    02 Submarinos nucleares
    08 submarinos scorpene

    Essa seria uma marinha de guerra grande e eficaz para garantir uma força de dissuasão contra qualquer marinha inimiga

  54. Não vou queimar minha cabeça com o PAEMB , se para pagar 4 corvetas já tá apertado, mesmo sendo a logo prazo tá difícil essa NAe ser construída aqui , o mais factível seriam escoltas, e 2 navios como o LHD Anadolu, ai eu acredito.

  55. Se tudo ocorrer conforme o planejado, e que não ocorra nenhum atraso no cronograma do PROSUB e da Classe Tamandaré, os 4 Scorpènes serão entregues até 2022, e as 4 Corvetas serão entregues até 2025.

    A única pendência será o SN-BR que deverá ser entregue entre 2028 e 2030, quem sabe mais algum SN ainda seja construído após o 1º, mas se o SN Álvaro Alberto for construído, já é para se comemorar e muito.

    Então de 2025 até 2030, por necessidade, poderiam e deveriam ser construídos 2 NApLog e pelo menos 6 NaPaOc.

    E partir de 2030 até 2035 quem sabe um segundo lote de Scorpènes ou da Classe Tamandaré, porque tanto os submarinos, quanto as corvetas com apenas 4 unidades de cada é muito pouco.
    Sem contar que até aqui, ainda não temos escoltas pesadas, então digamos que o PROSUPER ganhe vida e que tenhamos 5 ou 6 Fragatas de 6000 tons que seriam construídas entre 2035 e 2040.

    E isso tudo sendo bem realista e muito otimista seguindo um projeto de construção a cada 5 anos. É claro que durante esse tempo, possa e acredito que irá acontecer, algumas compras de oportunidade. Então esse PAEMB é um projeto surreal que infelizmente não sairá do papel tão cedo.

  56. Como é gostoso sonhar…
    Sonhar sem se preocupar com a materialização do sonho…
    Sonhar tendo a subsistência garantida, a aposentadoria precoce, sem ser cobrado pela realização do sonho (afinal, nunca nos dão o que pedimos $$).
    Como é doce sonhar. ..

  57. Vcs são engraçados, o sonho de Ícaro vive.
    Excelente matéria do redator, porém é um sonho, quase um pesadelo.
    Nada disso vai ocorrer, não somos nem povo nem nação.
    Somos um arrumado de gente misigenada que nunca vai dar certo, o ruim do Brasil é o brasileiro.
    Uma pena !

  58. Ninguém falou em construir um navio novo.
    Na hora em que alguém desativar alguma unidade… pimba!
    Compra de oportunidade.
    Pode ser até Francês. Já temos expertise em operar navio francês.

  59. Desde que os franceses de Dugay Touin saquearam o Rio de Janeiro, não levamos sorte com navios franceses. Que diga o São Paulo. Deveria ter recebido turbinas a gas e jogado no lixo aquela velharia de vapôr.
    Agora, depois de lamentáveis sinistros está na fila do desmanche.

  60. Não vejo como um sonho mas com uma base para negociação com quem tem a chave do cofre, isto é, o governo.
    Se, em uma negociação, você já entrar com uma proposta pé-no-chão, no final receberá menos do que precisa. Se vier com uma proposta ideal, com algum esforço pode conseguir viabilizar o pé-no-chão.

  61. Isso não é um plano, é um wish list. Plano estratégico precisa obrigatoriamente ter uma fonte de recursos que o viabilizem, precisa ter um orçamento, precisa determinar de onde sai o recurso, num plano B, caso a fonte primária se vá, precisa apontar opções de rentabilidade com os investimentos, por meio de clientes externos, etc.

  62. Tem fragata alemã adernada. Classe Wurttemberg. Tem destróier inglês parado no meio do oceano por falta de energia. Indefeso. Tem submarino espanhol que submerge e não volta.

    Algum navio ou meio da MB deu ou dá vexame? Ok…compramos porta-aviões por valores irrisórios e fizemos o possível para estender a vida. Quanto custaria pagar a qualquer país para aprender a operar? Se fosse possível. Se existisse essa escola. Aprender, custa.

    Criticar a MB porque os governos não cumprem as LOs que os legislativos aprovam não é certo. Criticar a MB porque o executivo engaveta planos está errado.

    Tem um monte de sugestões aqui. Tem uma pilha de análises. Eu pegaria todas elas e enviaria à MB como contribuição e feeling de gente que entende e que se apaixona pelo assunto.

    Todos aqui são ótimos. Até o pessoal da bronca também é.

    Mas…calma. MB é Marinha do Brasil.

  63. Nada mais justo termos equipamentos para força dissuasiva proporcional às dimensões do nosso extenso território brasileiro repleto de riquezas e recursos naturais. Porém, imagino que os planos da MB são dissonantes quanto a atual realidade político/econômica do Brasil.

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    COMENTÁRIO EDITADO. NÃO USE O ESPAÇO PARA PROPAGANDA POLÍTICA. LEIA AS REGRAS DO BLOG.

    https://www.naval.com.br/blog/home/regras-de-conduta-para-comentarios/

    PRIMEIRO AVISO.

  64. Passei 30 anos na MB, Comandei 2 navios, Imediatei, embarquei por 17 anos – sou o único Of da minha turma da EN que serviu a bordo em todos os postos da carreira… servi por 5 anos no estado maior do comemch… 1200 dias de mar… infelizmente vi e vivi o declínio de nossa MB… por isso pedi transferência para reserva como CMG e há 11 anos trabalho na iniciativa privada, mas continuo acompanhando os assuntos de defesa… vi a megalomania a meu juízo inconsequente de administrações anteriores… esse PAEMB que ora se apresenta, julgo inexequível, um sonho… e assim continuamos… enfim, sei que é difícil… mas temos que acreditar! Vida longa a MB!

  65. Bardini 26 de julho de 2018 at 16:28
    Não sei se você viu a postagem que fiz, quando você postou sobre como seria sua Marinha. O que eu penso está lá.
    Ps: Não lembro em qual matéria você postou aquela imagem.
    ::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::

    Esta aqui?
    https://projetosalternativosnavais.files.wordpress.com/2018/07/frota-mb-ng22.jpg

    De fato, reconheço que é bem mais pragmatico optar por NPM VSTOL, apenas tenho receio pois é bem mais restritivo quanto ao modelo de asa fixa, mais ainda que o stobar…mas é sim mais barato (ao menos o casco) e pragmatico do que um NPM Stobar.

    Mesmo que seja então em seu modelo padrão NPM Vstol, acho que as 04 Absalom por sua vez dariam economia e equilibrio multifuncional ao conjunto, mesmo quando os NPMs possuirem uma carga mais CAM.

    Então, misturando sua configuração com a minha, poderiam ser 03 BPE de 45 mil ton + 04 Absalom (coringa de 1/2 tamandaré+1/2 LPD)….juntando-se a isto, escoltas de 2a. linha Tamandaré + 06 escoltas de 6 mil ton ( Mesmo que as escoltas de 6 mil ton não existam, voce ainda vive e com razoavel capacidade aerea e anfibia)…

  66. Uma medida simples e ao mesmo tempo complicada seria aumentar o investimento com defesa doa atuais +- 1,4% do PIB para 2%, isso representaria um incremento de algo como 10-11 bilhões de dólares no orçamento, isso aliado a uma readequação do efetivo, traria um bom resultado no reaparelhamento. O problema é como chegar nesse percentual nesse momento de crise.

    • É o jeito mais simples. Aumentar para 2% do PIB.

      Mas não supera o problema do contigenciamento. O governo sempre vai dizer que está sem receita e sem grana e cancelar a despesa. Mesmo a despesa tendo sido criada através de lei no legislativo.

      O que a MB pode fazer é ficar mais rápida. Realizar a despesa no início do exercício. Conforme o ano vai passando vai ficando mais difícil gastar. Até as Tamandarés correm risco se a MB comer moscas.

      Mas precisa licitar, convocar, dar prazo, entregar características, dar prazo, receber propostas, reduzir a lista, analisar, julgar, escolher, dar prazo, divulgar. Depois tem que explicar.

      Licitar é ser transparente. A MB pode ficar mais escurinha e mais rápida comprando direto sem eleger comissão e sem licitar. Vai levar pedrada. Mas sendo assunto de defesa pode haver dispensa de licitação.

      A MB é fonte de despesa. Ela não arrecada. É centro de custo. Quem indica a origem da despesa é quem cria. O legislativo. A MB só pode ordenar despesa de seu orçamento. Como no caso do Atlântico. As Tamandarés pagaram o navio.

      O que pode haver é um programa paralelo como o Fundo da Marinha Mercante. Não dá pra cortar custeio/despesa. Nem dá pra melhorar o % de investimento.

      Dá pra fazer plano. E acreditar no pré-sal.

      • Mas não precisa ser necessariamente assim. A US Navy também arrecada. Dá curso, promove museus, vende toneladas de livros e lembranças, faz manutenção de meios de outras nações, dá treinamento para outras marinhas, etc.

        Esse é o caminho que penso que um plano, na acepção da palavra, precisa ter. Investir em meios, em estrutura e pessoal, não apenas para uso interno, mas também para rentabilizar ao menos uma fração da operação – não quero que dê lucro, que fique bem claro.

        Para mim, o ProSub é um belíssimo exemplo disso, vendendo a construção e manutenção de mais submarinos;

        Abs

    • O país está com um déficit nominal de 5% do PIB. Ou seja, gasta 5% do PIB além do que arrecada. Como aumentar a despesa com defesa em 0,6% do PIB. Quem financia?

      • EduardoSP 27 de julho de 2018 at 1:20
        Resposta curta, simples e grossa. Nós, contribuintes.
        Sempre falo, que este devaneio no aumento para 2% do PIB, é comentário sem noção. Grande parte do orçamento é amarrado por lei, existe pouca margem de manobra.
        Enquanto o Estado não melhorar a forma como gasta (sendo eficiente) e com um melhor retorno para a sociedade e olha que nem estou falando em acabar com corrupção (que seria uma consequência de gastar melhor), mudar as leis, não existe esta possibilidade.
        E mesmo que o orçamento aumente, creio que uma parte, seria utilizada para aumentar o salário dos militares, a coisa tá difícil para todos.

  67. A gente zombando dos hermanos com o subnuc deles e os chilenos com F-35, e a MB vem com essa de PA em 2040, e ainda mais de construção nacional. Cada doido no seu quadrado. Não sabemos nem se teremos aposentadoria daqui à uma década, quanto mais um NAe. Para completar a piada, os planejadores da MB deveriam ter colocado na conta uma dúzia de F-35s para o NAe sistema Aegis para a defesa do NAe.

  68. Voltando para o mundo real.

    Teremos 14 escoltas, sendo 5 fragatas de 6000t, 9 corvetas (8 Tamandaré, 1 Barroso modernizada). 8 Submarinos , sendo 4 escorpene, 1 SNB, 3 u-209. Uma aposta possível até 2035. Até 2040 talvez um novo porta-avioes com 24 Gripen N, sendo otimista mas não é impossível. Agora esses planos da marinha só com 2,5% do PIB em defesa, creio que nunca haverá esse patamar de fato.

  69. Um dos posts mais engraçados já lidos, pela absurda diferença entre querer e poder. Não é possível que a Marinha tenha escrito uma maluquice dessas, nenhuma força armada pode viver num universo tão irreal quanto esse dela. É um plano tipo “Marinha no País da Fantasia”. Não há nem um segundo plano dessa vez realista?

  70. Srs
    A MB é o braço armado do Estado Brasileiro no mar e existe para defender a independência e sobrevivência da Nação chamada Brasil.
    Portanto a questão não é se devemos ou não ter NAes, mas sim se a MB precisa deles para cumprir o seu papel ou não.
    É importante observar que o mundo está passando por mudanças geopolíticas importantes onde novas potências despontam enquanto antigas declinam.
    O Brasil, como nação tem conseguido, em sua existência, manter um razoável grau de liberdade e independência (liberdade e independência absolutas são utopias), seja por sua postura e posição geográfica, seja porque as potências dominantes nos últimos dois séculos foram favoráveis a um mundo mais livre, por entenderem importante para seus interesses tal liberdade, mas nada garante que tais condições se mantenham e o Brasil possa contar com o relativo sossego que foi contemplado até o momento.
    De fato, a história nos mostra que as nações, para sobreviverem, precisam contar com um poder militar capaz de enfrentar o poder em expansão do momento, preferencialmente dissuadindo-o de um conflito direto.
    A alternativa a isto tem sido aceitar o papel de vassalo ou mesmo o próprio fim como nação.
    Portanto, ou o Brasil cuida de manter um poder militar capaz de dissuadir eventuais agressores ou se subordina aos interesses de uma das potências dominantes, aceitando ser um país vassalo ou mesmo retornar a condição de colonia.
    E, se o poder militar necessário implicar na necessidade de NAes, precisaremos obtê-los.
    Como a sobrevivência prevalece sobre o conforto e bem estar, seja entre as criaturas seja entre as nações, nem mesmo cabe a dicotomia entre gastos com defesa e com outras necessidades do país.
    É claro que cabe a discussão se o momento geopolítico exige uma MB com maior poder militar, se NAes são a resposta dissuasória adequada, etc., mas, os planejadores estão corretos ao colocarem sua visão sobre as necessidades para a marinha.
    É certo que o povo brasileiro não é propenso a discutir tais temas, até porque nossos líderes e, principalmente, nossa “inteligentsia” tem horror a tal tema, tanto que há dúvidas se o Brasil é uma nação ou apenas uma amontoado de pessoas que vivem, por um acaso, no mesmo território e que ainda não caíram sob o domínio de outros povos por mero acaso ou por intervenção divina.
    Mas se quisermos ser uma nação e sobreviver como tal, precisaremos encarar a responsabilidade de cuidar de nosso quintal.
    Sds

  71. Tenho uma duvida. Não seria mais barato adquirir um navio como o LHD Juan Carlos e operar com meia duzia de f-35B? Não seia mais barato e mais util pra nossa situação?

  72. Vejo todos falarem que nosso país vive em paz, concordo, agora digam, caso sejamos atacados, vamos avisar aos atacantes, voltem daqui a no mínimo quatro anos, vamos criar uma Marinha para combatelos, gente se não estivermos preparados vamos virar colônia, ainda não sabemos de quem, mas vamos, então vamos nos preparar para esperar o inimigo.

  73. Vovozão,
    Temos que ter um mínimo de dissuasão, para darmos um susto para evitarmos uma repetição da guerra do camarão.
    Tirando isto, quem vai vir pelo mar para atacar o Brasil? Qual o pais com poder para nos transformar em uma colônia? E para que? Água, petróleo? EUA e a China? Por que raio de carga d’aguas, os Chineses vão navegar meio mundo para chegar aqui? Por que os gringos vão desviar as suas forças do oriente médio, Europa e Ásia para atacar o Brasil?
    Pré-sal? Melhor invadir a Venezuela onde é mais fácil e barato extrair o petróleo. Água? O Brasil é hoje um dos maiores exportadores de água para os Chineses (via soja).
    O negócio é fazer o programa de corveta decolar, continuar o programa de submarinos, tentar comprar escoltas maiores (pois ninguém merece ficar muito tempo no oceano nas corvetas) mesmo que sejam usadas, investir nos navios contra minagem e patrulhas. Falando em patrulha, a MB deveria estar fazendo a patrulha aérea no qual a FAB está incumbida, depois disto poderia estar falando em caças e somente depois, nos PA.

    • Na verdade Humberto foi “Guerra da lagosta”…mas…independente do crustáceo, pegando um “gancho” no seu comentário com o qual concordo, aconteceu em uma época em que não havia ainda as 200 milhas que hoje é reconhecida por todos os países e acabou não havendo guerra nenhuma e dificilmente teria havido…lembro que um ex-oficial da marinha francesa que estava no mar na época comentou através de um e-mail alguns anos atrás que aquilo foi um grande embaraço para à França algo que eles não se orgulham e prevaleceram às negociações.
      .
      Muito diferente da citada em outros comentários “Guerra das Malvinas”…os argentinos invadiram aproveitando-se da pequena e mal armada guarnição britânica acreditando que não seriam enviados reforços e não quiseram negociar…então essa presença de tantos navios de guerra estrangeiros no Atlântico Sul em 1982 se deu unicamente por culpa dos argentinos e terminada à guerra, permanece apenas um navio de patrulha baseado nas Falklands e eventualmente, raramente, uma fragata/destroyer da Royal Navy desce até lá aproveitando também para esticar até à África.
      .
      Fora isso, os chineses são uma ameaça real…mas não a marinha chinesa e sim seus navios pesqueiros …à marinha brasileira vem há décadas pedindo por uma guarda costeira desde que criada com recursos próprios , mas, enquanto isso não acontece um número maior de meios de patrulha deverá ser adquirido até porque muitos dos atuais terão que ser substituídos no futuro não muito distante.
      .
      O Brasil é um país rico, mas, com pobres demais, muita coisa básica ainda para ser feita como saneamento básico, então, não dá para pensar em forças armadas grandiosas,
      por mais que nós gostemos do assunto.
      .
      abs

  74. Eu creio que a MB fez o planejamento de acordo com as necessidades continentais do nosso país.
    O Atlântico Sul é o nosso mar, temos responsabilidade pelas nossas futuras gerações e gostei principalmente da meta de 21 submarinos.

    Nunão, hoje é o dia da divulgação do short-list da CT. Vocês têm previsão de quando estará disponível para o PN?

  75. Um fator que temos que lembrar é que a aquisição de novos meios não precisam necessariamente sair do orçamento da Marinha. Salvo engano, nenhuma parcela do prosub saiu do mesmo, assim como tb é o caso das Tamandarés.

    A Marinha tem sim, que convencer o GF da necessidade desses meios e viabilizar o investimento. Ou seja, não passa necessariamente por aumentar o orçamento da Marinha (o que aliás não seria possível com a PEC dos gastos).

    Independente disso, o custo de manutenção desses meios tem que sair de algum lugar, por isso que a MB está tão interessada em adquirir como parte to programa das Tamandarés um pacote de apoio logístico e de manutenção pelo maior prazo possível. Assim ela se “blinda” contra esse custo (as Inhaúmas foram pro sal tão cedo justamente pq faltou dinheiro para suas manutenções e temo que a Barroso acabe sofrendo do mesmo mal).

    Baseado nisso eu imagino que qq aquisição futura de grande porte seja feita em moldes semelhantes às CCTs (com pacote logístico incluso, via capitalização da Emgepron — logo, fora do orçamento da MB) e que as de menor porte (NPa, NPaFlu etc) sejam feitas através do dinheiro do FMM, que seria responsável pela fabricação e manutenção dos mesmos.
    Assim a marinha poderia continuar com o mesmo orçamento atual e mesmo assim conseguir (lentamente) se reconstruir.

  76. Aos editores:
    Sugiro que qualquer comentário que não atenda as normas do blog seja sumariamente retirado ou não publicado, assim não teremos cenas lamentáveis como li numa reportagem mais antiga de um comentarista ofendendo todos e tal.
    Eu mesmo já fui repreendido por usar termos ”chulos” sobre o desejo da Argentina em adquirir um subnuc que é um absurdo dado a realidade atual deles, peço perdão mais uma vez e mereci o ”puxão de orelhas”.
    Enfim, deve ser complicado manter um blog de assuntos militares com essa polarização política que vivemos, desejo boa sorte à todos e ao Brasil porque o futuro será sombrio.

  77. Aos poucos eu vou entendendo porque chegamos ao fundo do porão do poço. Nem aqui, que teoricamente seria um espaço de debates aonde pessoas com bom nível de conhecimento debatem, o que se vem em 80% são viagens na maionese.
    Senhores, esquadras se controem e principalmente se mantém com dinheiro.
    De novo, de novo, de novo e de novo:
    De onde sairão os recursos???????
    Um colega aí acima citou o déficit do PIB que sem mexer na estrutura previdenciária vai explodir na nossa cara.
    Uma força armada que gasta e continuará gastando 80% de orçamento com folha de ativos e inativos não vai a lugar algum.
    Basta olhar para o lado e ver quanto gasta um país que leva defesa a serio, pouca mais que a metade do que gastamos.
    Ahhh, diz um incauto:

    Vamos aumentar o percentual de gasto com defesa para 2,00%o PIB. Daqui cinco anos vão pedir mais meio por cento, porque eles gastam mal o dinheiro que recebem, porque a quantidade de gente e e de estruturas redundantes não e racionalizada, e não vai ser porque é preciso acomodar 90 almirantes na ativa, para uma esquadra que de fato não existe.
    Não vai mudar, Sub nuclear, esqueçam com esta estrutura que é uma aberração. Daqui dois anos vão empurrar para 2035.
    Infelizmente, a MB ainda “baila” no surrealismo do encantos feudais dos outrora requintados bailes da fiscal, e de nós, eles esperam que continuemos a idolatra-los por vitórias do passado e que acreditemos em sonhos no futuro, desde paguemos a conta.
    Acordem, e parem de sonhar com esquadras impraticáveis para a realidade financeira, e principalmente para os egos do Almirantado.

  78. Total perda de tempo discutir a divulgação de uma fração de wish list (nem planejamento é), mas é tão legal que todo mundo participa. Dá gosto de ver e preguiça de pensar sobre o caso…

  79. BOM DIA!
    Relendo a matéria, dei-me conta de que, com todas as dificuldades financeiras, a MB colocou mais uma âncora: pq um navio com propulsão convencional qdo, na época do eventul nascimento do NAe, estaremos operando o nosso NUKE… pq não um navio com a mesma propulsão do sub?

    • Aldo, bom dia.

      A denominação de “NUKE” é para submarinos nucleares portadores/lançadores de mísseis balísticos intercontinentais, como por exemplo os subs das Classes Ohio (americano), Vanguard (Ingleses) e Borei (Russos). O nosso sub nuclear será um submarino de ataque, portanto não se classifica como “NUKE”, apesar de ser movido a energia nuclear.

      Com relação a um porta-aviões movido a energia nuclear, teoricamente bastaria construir um reator com maior capacidade em relação ao reator que irá mover o nosso submarino, mas não é tão simples assim. Há de se considerar o custo da construção e da manutenção do NAe nuclear, tanto que apenas os EUA e a França os operam atualmente.

      • Ora, já que os almirantes estão viajando no maravilhoso mundo de Alice, que diferença faz? Coloca logo quatro NAE nucleares, operando caças anti-gravitacionais armados com mísseis fotônicos.
        Mas falando sério, a preocupação com a segurança nacional deveria ser focada no cenário interno. É mais provável que nós nos auto-destruamos como sociedade do que sejamos atacados por alguma superpotência.
        Enquanto os almirantes brincam de wish-list o país está desmoronando. Não faltam exemplos na América do Sul

        • JT8D, boa noite.

          Estava aqui pensando no que você escreveu, e concordo quando você diz que “É mais provável que nós nos auto-destruamos como sociedade do que sejamos atacados por alguma superpotência.”

          De fato o risco de sermos atacados por alguma superpotência é desprezível, até porque acho que mesmo que tivéssemos uma Marinha como a sonhada pelo Almirantado ainda assim não teríamos a menor chance.

          Mas o ponto que quero colocar é que podemos sim ser ameaçados ou até atacados em maior ou menor escala por um país qualquer aqui da AL. Não existe país amigo ou país irmão. O que existe entre países são interesses convergentes, ou não, entre eles. Quem é considerado seu “amigo” hoje poderá ser seu inimigo manhã, bastando para isso uma mudança na orientação política do país ou por ter seus interesses econômicos prejudicados.

          E é aí, neste exato ponto que precisamos, na minha opinião, ter uma Marinha de Guerra (no caso aqui da nossa discussão) mínimamente crível, com pelo menos alguma condição para dissuadir algum general doido que esteja de plantão por algum país vizinho, de tentar fazer alguma bobagem.

          Então a questão da “wish-list” do Almirantado é ao meu ver necessária, porque se não fizerem planos serão acusados de omissos. Se o fazem, são sonhadores.

          Difícil a situação !

          Abs,

          • Concordo meu amigo. Capacidade de defesa é algo indispensável. Eu apenas quis enfatizar um outro lado da segurança nacional, que também é responsabilidade das forças armadas, mas que é geralmente negligenciado. Deus queira que não experimentemos uma guerra civil, mas se isso ocorrer os armamentos mais avançados terão pouca utilidade, da mesma forma de os SU-30 venezuelanos de pouco adiantam para tirar aquele país da agonia em que se encontra. Foi sobre isso o meu comentário

  80. Tem que sonhar sim. Ainda seremos uma potência naval, senhores. Já fomos no Império e na primeira década do século 20 e seremos de novo. É preciso sim ser realista e atuar com os poucos meios que se tem disponíveis, entretanto o mundo não acaba amanhã, não se pode perder de vista os planos maiores, ainda que postergados. Não somos a Namíbia, o Haiti ou Cuba.
    Nós somos uma grande nação. Cheia de resmungões, é certo, mas ainda assim grande. Temos um imenso potencial criativo, precisamos apenas de dinheiro. Muito dinheiro. E um Congresso que se interesse por temas militares, pois a maioria deles é analfabeta no assunto.
    Coloquemos os parlamentares certos, façamos as escolhas políticas corretas que isso vai repercutir na nossa Defesa.
    Nós somos brasileiros, nós somos um povo único no mundo, nós precisamos ter vontade de construir uma nação à altura da nossa importância no mundo, a qual é imensa, dado ao potencial gigantesco que temos.

  81. Senhores, falta de planejamento ou excesso de planejamento?
    Não atribuo aos almirantes esse mau exito em seguir a END pois hoje temos uma política de governo na defesa e não uma política de Estado.
    Acontece que com todas as ingerências políticas o almirantado foi se adeguando, se adaptando nesses longos anos em manter uma esquadra operacional (com ressalvas) e na primeira oportunidade avançaram no sonho de uma marinha ideal é justamente isso que está sendo alterado.

    É muito facil criticar quem está no comando e tem por dever tomar decisões importantes e estratégicas que muitas vezes tomadas quem deliberou não o verá ocorrer em vida.

    Repito que o nosso problema é a politica dispensada a marinha, as FFAA no geral, esta deve ser de Estado e nao de governo e isso inclui $$$ investimento sério na defesa.

    Mais difícil que ter é manter, e mais difícil que os dois é ser visionário.
    Sds a todos!!!

  82. Após muitos meses de leituras e comentários, acho que entendi : o PAEMB tem o nome errado, e isso causa tanta confusão.
    Como ele é uma lista bem elaborada e trabalhada do que a Marinha precisa para ser uma marinha de águas azuis, compatível com o tamanho e relevância de nosso país, deveria ser denominado NAEMB: Necessidades de Articulação e Equipamento da Marinha do Brasil.
    Apresenta-se o NAEMB à sociedade e ao governo, e então a Marinha fica tranquila quanto a não ter pensado pequeno e não ter avisado de que, em caso de necessidade, tudo aquilo deveria ter sido obtido.
    .
    Agora, o erro é querer que o PAEMB seja um plano, pois é totalmente descolado da realidade econômica, o que o torna imprestável para tal.
    Um plano, para ter sucesso, tem que ser exequível. Se não é exequível, é um desserviço, como já disse outro colega, pois um mau plano atrapalha a organização, que se perde.
    .
    Então, de posse do NAEMB, cabe verificar qual é o recurso efetivamente realizável no curto e médio prazo, melhor com base no histórico, e então fazer o PLANO, no qual, dentre as NECESSIDADES constantes no NAEMB, se prioriza, concentrando esforços no possível. Para priorizar, tem que colocar os Almirantes numa sala, cada um defendendo as necessidades que entende mais relevantes, e negociando o que se deixa de lado para encaixar no orçamento previsto. Em curtas linhas é assim que se faz um plano estratégico, o NAEMB na verdade não é um plano, pois ele é uma acomodação de todas as necessidades.
    Então, feitos os cortes e priorizações, parte-se para a execução, centrada e focada, sem deixar de se continuar batalhando para obter recursos extras para atender a necessidades que não tenham sido contempladas no plano exequível.
    .
    Há uma regra básica: se você fez e deu errado, se você repetir provavelmente dará errado de novo. Se a Marinha continuar insistindo em considerar que o PAEMB é um plano, a tendência é continuar dando errado…

  83. Prezados,

    Inicialmente, saliento que o texto desta matéria faz alusão apenas à aviação naval e à navio-aeródromo.

    O jornalista resolveu somente falar sobre esse tema. Não falou sobre estratégia, prioridade é não divulgou números sobre os demais meios da Esquadra e das Forças Distritais. Ele citou, os números do PAEMB antes da revisão. Assim, muitos comentaristas fizeram confusão. Estão criticando os números achando que os da matéria são os atuais. Não são.

    Quanto à mudança de estratégia, não houve e não li isso no texto dessa matéria. A MB, desde a Segunda Guerra Mundial, sabe muito bem que, para vencer a guerra no mar é necessário combater bem nas três dimensões. Essas dimensões são: na superfície do oceano (Força de Superfície); sob o oceano (Força Submarina); e sobre o oceano (Força Aeronaval).

    Por estas razões, a MB almeja manter uma força pequena, porém equilibrada, que possa combater de forma eficiente nas três dimensões.

    Por fim, ressalto que o texto da matéria abordou somente uma dessas dimensões, Força Aeronaval. Faltou a Força de Superfície e Força Submarina. Os números dos meios para cada uma delas foi adequado para a realidade financeira nacional e não são iguais ao do PAEMB anterior, trazido nessa matéria.

    Grande abraço

  84. Bom dia Comandante.
    Pelos números da suposta pretensão de av aeronaval, se vê que o Almirantado pouco aprendeu com os erros do passado e continua, infelizmente no mundo dis sonhos, no futuro.
    Comandante, a marinha precisa compreender duas coisas básicas:
    2+2= 4
    E que o tempo e senhor soberano de todas verdades.

  85. Prezados,

    Além de meios a serem adquiridos, o PAEMB prevê redução do contingente e substituição de pessoal de carreia por temporário em áreas não operacionais. Assim, teremos quase 40% de temporários nas próximas décadas.

    Lembrando que os temporários não tem aposentadoria, pensão entre outros.

    Grande abraço

    • Caro Luiz Monteiro,

      Sugiro que seja feita uma matéria específica sobre esse plano de redução do contingente e outra sobre um projeto atualizado de aquisições de meios navais, condizente
      com a realidade financeira do nosso país. Para que assim fique de uma vez por todas esclarecido e não como a matéria desse post que mais causou confusão do que esclarecimento.

      Abraço.

  86. A MB tem programas que estão no caminho certo, não vejo porque inventar um novo caminho para submarinos e patrulhas oceânicas como foi dito por aí.
    Acho que padronizar é o mais importante nesse momento.
    Pra mim o ideal seria algo parecido com esses números, ao longo de 3 bases navais:

    18 navios patrulha da classe Macaé
    14 navios patrulha oceânico da classe Amazonas
    10 Corvetas Tamandaré
    8 a 10 fragatas FREMM
    2 navios de assalto anfíbio da classe Mistral ao fim da vida útil do Atlântico e Bahia
    1 NAe CATOBAR do projeto não nuclear da ex DCNS
    1 PHM (Atlântico)
    4 caça minas
    2 navios multifunção socorro e logística da classe VULCANO
    1 navio escola
    7 Submarinos Scorpene
    3 SN-BR

    Na ala aérea do NAe, bastam 24 Gripen navais, visando uma enorme economia de recursos ao longo da vida útil dessas aeronaves, 4 E-2 Hawkeye 4 C-2 para COD e o mix de helicópteros atuais da MB que já estará em atuação com o Atlântico. Apenas com o incremento para o PHM de helicópteros de ataque, como os AH-1 Cobra em não mais do que 10 unidades.

  87. É o que eu falei lá em cima, CA Luiz Monteiro, o título da matéria da uma margem de interpretação mas o texto da outra totalmente diferente; e isso sem revelar nada de novo, apenas divagando sobre como era o PAEMB de 2009 sem apontar o que de fato será alterado.

    Tem de ser readequado sim dentro da realidade orçamentária vigente e que sabe-se que se prolongará por alguns anos ainda. Diminuir os meios, dividir em dois lotes de aquisição, investir em P&De para quando for possível a realização das metas não tenhamos que pagar Tot de tudo. Mas, enfim, estarei aguardando a divulgação do novo plano.

  88. A capitalização da Engeprom foi um suplemento ao orçamento da MB. Foram 2,5 bi que virou 2,0 bi via compensações financeiras do petróleo.

    É a farra dos royalties. De novo. Novamente.

    Sai do caixa da União. Se sai do caixa da União por susto, pode sair do caixa da União quando o legislativo aprova a despesa e edita o decreto-lei do orçamento.

    O bolso é o mesmo. Se aumentar a despesa com defesa para 2% do PIB não vai mudar nada na conta pública desse país. Só vai remanejar. Ninguém ficará menor ou maior. Nenhuma escola ou hospital vai fechar. Tem escola fechando e gente morrendo em hospital porque roubaram a grana dos estados e municípios. A MB não tem nada com isso.

    Previdência não é assunto de marinheiro. Se marinheiro fosse celetista a história seria a mesma. 76% de custeio com gente, 70% com inativos, 90% de despesa…6% para investimento…mimimi, blá-blá-blá.

    Reformar estrutura é função da classe política. Marinha não indica fonte de recurso. Ela pede. Da onde vem é com o legislativo que baixa o decreto-lei, e com o executivo que chama do que quiser chamar.

    Quando Meirelles foi apresentado, o que ele disse?

    – Só tenho 4% para administrar o país. O resto é despesa discricionária e gasto impositivo. Custo. Na despesa discricionária posso mexer em investimentos. Mas…tem muita coisa pra pagar. Tem muita obra parada.

    Fecha aspas.

  89. Premissas básicas que todo estrategista deveria utilizar quando a questão é Nação brasileira.
    1- Brasil é um ator de peso na estabilização mundial, mas não condiz com poderio militar e sim, pela capacidade de manter equilíbrio mundial de preços na alimentar/commodites estratégicas;
    2- Brasil exporta grandes quantidade de água (agronegócios) e energia elétrica/petróleo (mineração/siderugia/alumínio) para todo o mundo;
    Entendam por favor, que o mundo sabe que… se o Brasil se desestabilizar por uma agressão externa, não interessa para os EUA, Japão, Russia, Europa, China, Africa e América Latina pelo simples fato do enorme potencial do Brasil em afetar a cadeia produtiva internacional.
    Então o Brasil muito dificilmente sofrerá ataques externos HardPower).
    Sofrerá e já vem sofrendo ataques externos via politica interna, SoftPower.
    Esse é o risco que as democracias com enorme poder comercial diverso pelo mundo sofrem..manipulação econômica de Estado através da promoção de agentes políticos internos (Partidos).
    Não interessa a Russia ficar sem um fornecedor de alimentos que causará escassez e inflação; não interessa a China que ficará sem um consumidor e fornecedor, Não interessa aos EUA/EU que ficará sem acessos a minérios e energia.
    Penso que as FA, uma vez reestruturadas e eliminadas suas concentrações absurdas/cômodas nos grandes centros; equalizados os absurdos da sua previdência (aposentando-se cedo, de forma integral e ainda podem passar eternamente aos herdeiros mais espertos)……
    Destinar constitucionalmente 0,5% em tempo de paz, de toda atividade e exploração mineral, geração de energia, captação de água, exploração petróleo ou dos recursos oceânicos…deveriam para as FA.
    Lógico que teria de ser constituído marco regulatório em que ficasse BEM claro as prioridades na aplicação dessa dinheirama, senão vão gastar em jantares/recepções e pensão/pessoal.
    SEM UMA FAXINA nos velhos vícios/dogmas das FAs é jogar dinheiro fora.

  90. corrijam por favor, pois só releio depois de enviado…desanco a escrever e não ligo pro resto..desculpem-me
    “Então o Brasil muito dificilmente “”NÃO””” sofrerá ataques externos HardPower).”

  91. Não Falei rsrs.
    Em outro post, relatei que havendo verbas seria plano da MB a construção de 2 unidades de Nae.
    Alguns alegaram que não, ai está a resposta.
    Mas caso realmente a MB construa esses Nae,s nacionais, uma ótima opção (em se falando de independência de combustível, base de terra etc) seria dotar esses Nae,s do reator nuclear nacional do Subnuc, ou uma versão maior e mais capaz do mesmo.
    Pois até lá, nosso submarino estará em operação assim como seu reator.y
    Caso a MB opte por dotar os Nae,s nacionais de reatores nucleares, será de extrema importância investimentos em P&D na área de reatores de fusão.
    Recentemente o MIT noticiou que daqui uns 15/20 anos terão desenvolvido e fabricado o 1° reator de fusão nuclear, tornando todos os reatores de fissão ultrapassados.
    Caso invistam mesmo em P&D de reatores de fusão a frio, será interessante a cooperação entre MB/FAB/EB nos programas da FAB ___________________
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    COMENTÁRIO EDITADO. NÃO ESCREVA EM MAIÚSCULAS. LEIA AS REGRAS DO BLOG.

    https://www.naval.com.br/blog/home/regras-de-conduta-para-comentarios/

    • Caro Foxtrot, entendo que o texto está confuso, mas a única “informação” que ele trás é que o novo PAEMB vai reduzir de 2 para 1 o número de Navios-Aeródromos planejados. Todos os outros dados (como outros aqui já alertaram) são um lembrete do PAEMB anterior e portanto nao estão atualizados.

      Aliás, atualizados eles só serão (pelo menos pra nós) quando o novo PAEMB for publicado, provavelmente no final do ano.

  92. Sem escoltas e voltam a falar de Porta-Aviões?
    Portugal tem um PIB no mínimo 20 vezes menor que o Brasil e com todos os navios Brasileiros a ir para o desmanche, não tarda terá mais navios que toda a nossa Marinha!

  93. Boa Tarde.
    Fiquei empolgado com os comentários que li, e não entendendo os mínimos detalhes de cada processo de aquisição, mas como já disseram: “quem tem dois, tem um…”, poderíamos aproveitar os grandes estaleiros já construídos e realizarmos os cortes e a montagem das sessões paralelamente, diminuindo assim o tempo gasto… outros ponto interessante seria aproveitarmos projetos já testados, como li anteriormente de usarmos como referencia o Charles de Gaule, e reestruturarmos para que pudesse ter opção de tipo de motorização (nuclear ou convencional), pois assim teriamos uma estrutura pronta para quando tivermos a nacionalização do nosso reator nuclear aprovada através do Submarino Nuclear Brasileiro estiver funcional.
    Aproveitando a deixa… sobre uma matéria que li, sobre a revitalização das aeronaves de asa fixa, referente a uma proposta de usarmos os caças amx navalizados. Pode se dizer que a tecnologia para altera-los temos, conhecimento sobre a aeronave temos, e sobre tudo, investiriamos com material e equipamentos ja nacionalizados, ao invés de, adquirirmos de fora e depois de algum tempo, ficar indisponivel ou inviavel sua atualização, como é o caso do NAe 12 São PAulo, cujo fui em sua visitação a Santos/SP, e realmente é uma pena tamanha nau não mais ter condições para emprego.

  94. Passando pra lembrar:
    1) Investimento vira custeio.
    Ex: algo q custa 200 mil, exige 20 mil de custos anuais, em média.
    Se é substituído por algo q custa 5 milhões, exigirá 500 mil pra manter ao ano…
    Essa é a média dos MEM.
    2) Para vc ter meios, vc tem de formar seu efetivo muito antes. Haverá um CMG e 1º Sgt em um navio…
    Por isso a Marinha aumentou seu efetivo, pois havia o plano garantido pelo GF de uma segunda esquadra.
    3) o custo com pessoal já foi mudado no salário e o Efetivo Temporário está aumentando. Agora, resta aguardar o fruto das mudanças.
    4) a ausência de inimigos claros é benção e maldição.
    Benção, pq podemos dar um passo por vez.
    Maldição, pq não desperta o verdadeiro interesse

    • Para quem insiste na imaturidade de dizer que a MB está sonhando, não está.
      Ela está cumprindo o papel e função dela de planejar e entregar ao Ministério da Defesa, que ultimamente não consegue arrancar nada da União.
      Se querem culpar, avacalhar e linchar alguém que seja o MD e GF.
      Esses apátridas ficam gastando bilhões com mídia, Ongs, Rouanet e mordomias e deixam as forças armadas na mingua com o pires na mão.

  95. Caro editor, não escrevi em maiúsculas os programa do IEAV/FAB essenciais, não para (“Gritar”)
    com alguém ou ser desrespeitoso.
    Mas agradeço, se achou que deve moderar!
    Mas lamento, pois são programas importantes e que talvez alguns aqui não tenham conhecimento dos mesmos.
    Obrigado!

  96. “2: Pacote de meios de “Guarda Costeira”.
    Nada de aquisição de “Classe Tamandaré”. Realizar uma aquisição de um grande pacote de navios baratos e simples, para retomar a capacidade de construção e atender uma enorme demanda por presença em nossas águas. É a base da Marinha. É a capacidade de fazer o básico do dia-a-dia em primeiro lugar.”

    OPV’s Classe Amazonas e NPa 500 Classe Maracanã, aqui estão as soluções.

    Com isso cobrimos bem as duas faixas principais oceanicas.

    MB de guerra, pequena mas moderna.

    Concordo com 100% das afirmaçóes do Juárez,

    80% das do Bardini e

    sempre atento aos comentários do CA LM.

    Fecha a conta e passa a régua.

  97. Pessoal,

    resumindo:

    Precisamos de duas MB’s:

    Uma atuante, que se faça presente nas águas juridicionais…. tipo “estou aqui” !

    Olhem a máquina, a tecnologia é nossa etc ….

    https://www.naval.com.br/blog/2012/09/29/por-dentro-do-amazonas/

    Não tão lone da costa, é nosso:

    https://www.naval.com.br/blog/2015/08/18/conheca-o-npa-macae-junto-com-o-poder-naval-e-o-santos-shipphotos/

    MB de Guerra:

    Pequena, moderna e muito bem armada.

    Basta.

    O comentário do CA LM de um efetivo de 40% de temporários é pra ontem, talvez até aumentando essa % para 50.

  98. E se a MB pensar fora caixa?

    E se deixarmos a Europa e procurarmos parceiros menos tradicionais, porém mais Baratos?

    China, Rússia, Ucrânia, Índia, Coreia do Sul, África do Sul, etc.

    Essa dificuldade de equalizar poder militar x número vetores x orçamento pequeno não poderia melhor equacionada???

    • Luis, russos e chineses e coreanos puderam participar da concorrência para as classes Tamandaré mas, apesar de retirarem os requisitos, se recusaram a enviar proposta.
      A concorrência seria uma “porta de entrada” para estes países na MB, onde poderiam mostrar as qualidades de sua construção naval, seus equipamentos e capacidades.
      Então não é a MB que tem resistência a estes fornecedores, eles que não quiseram ofertar seus produtos numa concorrência internacional com fornecedores ocidentais.

  99. Tem certeza disso?

    Ou teve uma cláusula obrigando que os sensores e armamentos fossem todos europeus?
    E tanto Rússia quanto China foram boicotadas pelas empresas europeias?

    • Luis,

      O Roberto apresentou fatos, não faz sentido refutar fatos com uma teoria sobre uma cláusula saída do nada. A não ser que você conheça o pedido de propostas (RFP) e suas cláusulas ou tenha conhecimento de indícios fortes pra embasar sua teoria de cláusula obrigando equipamentos europeus e que estes tenham, por conta dessa hipotética cláusula, ocasionado algum tipo de boicote. Hipóteses precisam partir de algum indício ou fato, por menores que sejam, que permitam iniciar uma pesquisa ou investigação.

      Os fatos são que vinte empresas estrangeiras retiraram o RFP (pedido de propostas) para candidatas a “main contractor” do programa, entre elas, empresas da China, da Rússia, Coreia do Sul, Singapura, Ucrânia, entre outros países que não são fornecedores habituais da MB (embora haja um importante navio de pesquisas da MB construído na China, assim como a nova estação em construção na Antártica).

      Dessas vinte empresas, nove responderam com propostas para a concorrência da MB. Entre elas, não estavam empresas da China, Coreia e Rússia, entre outras.

      Porém, há propostas de empresas de países que não são fornecedores habituais da MB, duas propostas de empresas indianas, uma da Turquia e uma da Ucrânia. A existência dessas ofertas é outro fator que não ajuda a sustentar sua hipótese de cláusula que as tirasse da disputa, e já mostra que vários fornecedores não habituais da MB estão concorrendo – aliás, quase metade do total (4 entre 9).

      Para saber mais:

      https://www.naval.com.br/blog/2018/01/20/marinha-do-brasil-avanca-no-projeto-classe-tamandare/

      https://www.naval.com.br/blog/2018/06/18/corvetas-classe-tamandare-empresas-interessadas-entregam-propostas/

      Por fim, há marinhas que possuem navios de construção chinesa com sensores e armas ocidentais.

  100. Como patriota fico feliz de ver neste canal o enorme número de brasileiros que se interessam e se preocupam com a manutenção do poder de defesa de nossas Forças Armadas. Na minha opinião, o que falta ao desenvolvimento da “ARMADA” brasileira é aproveitar a capacidade técnica do povo – e também o conscientizá-lo, para implementar um Plano de modernização das Forças Armadas com níveis variados de integração tecnológica com os países do Ocidente, visando não somente meios de defesa e ataque em caso de conflito, mas principalmente a resultante de tal processo de modernização que é tornar a nossa indústria competitiva no cenário mundial. Acrescento que a defesa de Nação passará também pela maior eficiência da marinha de cabotagem, industria pesqueira (marítima e fluvial), logística de transporte ferroviários, implantação de geração de energia a gás (uso das bacias de gás natural do Paraná, amazônia, Acre – plataforma continental, Bahia e Rio Grande do Norte – localizadas no Atlântico), implantação de ao menos cinco a oito usinas nucleares, distribuídas entre es regiões Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste.

  101. Meu Deus! Que ridículo! É óbvio que não há dinheiro hoje e nem haverá grana para isso durante um BOM tempo! O que a nossa “marinha” pensa em ainda sonhar com porta-aviões, será que ninguém lá tem os pés no chão? Será que a FAB poderia por gentileza ensinar a MB a pensar de forma sóbria!

    • Pois é, veja que a FAB não sonha com caças furtivos de quinta geração nem com bombardeiros estratégicos.
      A verdade que muitos não querem admitir é que o “desejo” que a MB tem de possuir um porta aviões é uma questão política entre as forças. A MB não quer de forma alguma perder a prerrogativa que recuperou de possuir aviação de asa fixa. Foi uma luta muito longa e agora os almirantes querem marcar sua posição. Não se trata de uma necessidade estratégica, pois para se opor a uma força tarefa de uma superpotência um porta aviões seria insuficiente e para dissuasão regional seria desnecessário. Estratégico é o desenvolvimento de uma força submarina moderna. Um porta aviões é apenas uma necessidade de reafirmação do prestígio da força e de alguns almirantes. Não que não seja desejável possuir porta aviões no médio/longo prazo. Mas no momento em que se encontra o país é necessário foco e disciplina. Aprendam com a FAB

      • Caro JT8D:
        Nossa costa é o flanco mais exposto…por isso tenhamos que ter um marinha forte não é só um “desejo” como L.M. o plano é ter 1 no inicio da década de ”30’s. Mas concordo com você quanto a força submarina, e vou mais além uma força anti-submarina eficiente. Além do foco em modernizar a frota de patrulha.

      • Então JT8D, se o almirantado não quer perder sua prerrogativa de operar asas fixas, que o EB também o fará com a incorporação dos Sherpa C-23, que assuma a aviação de patrulha da FAB, essa sim é vocação de Marinha.

        • Perfeito Luciano. Ou, se quiser manter adestrados seus aviadores, que opere caças em São Pedro da Aldeia até que a aquisição ou construção de um NAe se torne viável

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