Home Apoio Logístico RN já sabe que MB se interessa pelo classe Wave que irá...

RN já sabe que MB se interessa pelo classe Wave que irá de baixa no ano que vem

15830
132
RFA Wave Ruler reabastecendo a fragata Type 23 HMS Iron Duke
RFA Wave Ruler reabastecendo a fragata Type 23 HMS Iron Duke

Com reorganização da Frota de Apoio britânica, navio poderá ser negociado para venda

Por Roberto Lopes
Especial para o Poder Naval

A troca de informações é, por enquanto, totalmente extraoficial. Mas parece bem assegurada.

A Marinha do Brasil (MB) foi informada de que um navio-tanque classe Wave será aposentado da Frota Real Auxiliar (Royal Fleet Auxiliary, ou RFA) no ano que vem, possivelmente ainda no 1º semestre; e os britânicos já sabem que a MB se interessa por essa grande unidade, de 196,5 m de comprimento, 31.500 toneladas de deslocamento e capacidade de transportar 16.000 m³ de líquidos e 150 toneladas de alimentos frigorificados.

A RFA opera o Wave Knight (A389) e o Wave Ruler (A390), que foram comissionados em abril de 2003, com apenas 19 dias de diferença.

Não se sabe qual deles irá de baixa, e ainda não houve visita de militares brasileiros a qualquer um dos dois. Não houve convite informal dos britânicos para tanto, e muito menos autorização da Royal Navy (RN) para isso.

Uma fonte da MB resumiu para o Poder Naval:

“Eles devem estar esperando a data de desativação do navio para avançar nas negociações, e agendaremos inspeção no navio. Nós sabemos que eles irão retirar o navio e eles sabem que nós o queremos.  É questão de ajuste de preço, forma de pagamento e da opinião pública britânica esquecer a venda do Ocean”.

A atitude discretíssima, tanto da Marinha Real quanto do Ministério da Defesa do Reino Unido, correspondem a exatamente isso: um esforço cuidadoso para que a desativação do classe Wave não submeta a área militar do governo Theresa May ao mesmo dilúvio de reclamações, lamentos e indignação que se produziu na Inglaterra após a notícia de que o porta-helicópteros HMS Ocean seria transferido à Marinha do Brasil.

HMS Ark Royal e RFA Wave Knight, em 2010
HMS Ark Royal e RFA Wave Knight, em 2010

 

Reorganização – Segundo o que foi dado aos militares brasileiros conhecer, no decorrer dos próximos dois anos, a RFA será reorganizada à base de seis navios: quatro novos Classe Tide, de 39.000 toneladas, que vem sendo construídos pelo estaleiro sul-coreano DSME (o primeiro, Tidespring, entregue em novembro do ano passado), o petroleiro de Esquadra Fort Victoria (A387), de 33.675 toneladas, comissionado em 1994, e o classe Wave que não for descomissionado.

A notícia de que a RFA vai disponibilizar um Wave foi passada à MB no fim do primeiro semestre, mas a história das ligações dessa classe com a MB é bem mais antiga.

Em outubro de 2010, quando a BAE Systems formalizou para os militares brasileiros sua disposição em disputar o PROSUPER (Programa de Obtenção de Meios de Superfície), Alan Johnston, Managing Director da divisão de Navios de Superfície da BAE Systems, assinou um comunicado oficial que dizia: “Acreditamos que essa abordagem de parceria estratégica, combinada com nossos comprovados projetos de navios, trará força à indústria brasileira e dará à Marinha brasileira confiança em nossa capacidade de oferecer solução acessível para atender às suas futuras necessidades de sua capacidade naval (…) a companhia [BAE] propôs uma variante do navio-tanque Wave Class, da frota da Royal Navy, adaptada para atender às necessidades específicas de aviação, estocagem e pessoal da Marinha do Brasil”.

No Rio, o assunto da obtenção do Classe Wave já está a cargo da nova Diretoria de Gestão de Programas da Marinha – DGePM –, antiga Diretoria de Gestão de Programas Estratégicos da Marinha (DGePEM).

Esvaziamento – Durante a atual gestão do almirante de esquadra Eduardo Leal Ferreira à frente da Força Naval, a vasta área de competência da Diretoria-Geral de Material da Marinha (DGMM) – que concentrava boa parte das atividades da Força em terra – já foi podada duas vezes.

A primeira aconteceu em novembro de 2016, quando a Marinha alterou a denominação da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação da Marinha para Diretoria-Geral de Desenvolvimento Nuclear e Tecnológico da Marinha (DGDNTM) – uma transformação que incorporou à nova Diretoria-Geral o Programa de Desenvolvimento de Submarinos (PROSUB) e o Programa Nuclear da Marinha (PNM), a ela agregando as organizações militares de gestão de CT&I da Marinha e de gestão do PROSUB e do Programa Nuclear da Marinha.

A DGDNTM foi entregue ao almirante (submarinista) Bento Costa Lima Leite de Albuquerque Júnior, um dos oficiais de maior visibilidade do Almirantado atualmente.

A segunda perda na área de atuação da DGMM ocorreu no início deste ano, com a transformação da DGePEM na agora toda-poderosa DGePM (atualmente sob o comando do almirante Petrônio Augusto Siqueira de Aguiar).

132 COMMENTS

    • Não entendi bem a sua pergunta, mas vamos la.
      O Tesouro é o braço do Estado Brasileiro para financiar o deficit (o que é arrecadado não é o suficiente para pagar os deveres, inclusive os juros e o principal do déficit) no pais. Como a MB faz parte do Estado, não existe a necessidade de ter uma linha especifica de títulos para a MB.
      Dá para ter uma linha especifica para a MB? Creio que não, mas sim para as forças armadas, nos moldes dos Bônus de Guerra (que já foram emitidas pelo Tesouro), mas normalmente pagam taxas menores que a do mercado (pois existe um forte compromisso moral e patriótico), difícil convencer as pessoas em comprar o mesmo.

        • É +- isso que eu pretendia.

          A MB poderia pedir ao Tesouro uma parte da verba, criar um titulo, sei lá.

          Ai com essa verba ela poderia se rearmar.

          Quero ver se pagando um jurinho de 8% + IPCA ela não compra tudo os navios que ela quer no outro dia!

          • Mas ai a questão é quem vai pagar o juro… é a Marinha que vai pagar? Porque se for, um financiamento externo é mais barato. ou o proprio governo financiar diretamente.

  1. “Navio petroleiro de Esquadra”? Isso existe? É convertido?
    Que bela oportunidade. Falta só duas escoltas em compras de oportunidade. Que teremos o “essencial”(olhe as aspas) para nossa esquadra.

  2. “É questão de ajuste de preço, forma de pagamento e da opinião pública britânica esquecer a venda do Ocean.”

    Imagino os ingleses falando: putz, vocês agora vão vender toda a nossa marinha pros brasileiros?

  3. Por enquanto é um rumor, ainda sem data para se confirmar.
    Dando tudo certo, torna-se mais uma boa aquisição que afasta um pouco o fantasma da obsolescência em bloco só mesmo tempo que permite que o orçamento da MB desta nado a compra de navios novos se concentre no coração da esquadra, isto é, nas cobertas e nas fragatas.
    A MB está dando muita sorte destes descomissionamento estarem acontecendo justo agora.

  4. O Brasil deve continuar com esta estrategia com a Inglaterra e tambem EUA. Os produtos sao bons e funcionam comparado com o produto o frances. O produto frances ate funciona mas sempre eh complicado pra manutencao.

  5. Pensa em uma marinha que não pode perder uma liquidação . . . Quem diria que graças à crise da Marinha Real iríamos reconstruir a nossa? Mas por favor, comprem fragatas multi-missão novas, ok?

  6. O Tesouro Nacional cuida da dívida pública. Todos os recursos do país estão depositados na conta do Tesouro. É o caixa único do governo. Todas as receitas e despesas estão lá. Casa das vespas.

    O Tesouro não emite moeda. Quem faz emissão é o Banco Central quando autorizado pelo Senado.

    A compra do Wave será feita com recursos das compensações financeiras e dos royalties do petróleo. Só pra variar um pouquinho.

    E segue a vida.

  7. Eu gostaria de pedir a Turma do Poder Naval para montar uma reportagem aqui no PN detalham mais os navios dessa classe, o que ele possui e se tiver mais fotos interna seria fantástico. de antemão agradeço a turma do PN

  8. Galera, pergunta off topic, quando que o phm Atlântico vai iniciar a viagem para o Brasil? Pq se o objetivo é chegar em meados de agosto ele deveria começar a sair por agora não? No marritime traffic ele aparece atracado em pymonth.
    Ps: alguém sabe dizer se ele fará escalas em alguma cidade do Nordeste em seu percurso até o Rio?

  9. É questão de ajuste de preço, forma de pagamento e da opinião pública britânica esquecer a venda do Ocean”.

    Engraçado isso, porque agora que apareceu aqui no site, não vai demorar pra noticia chegar no Reino Unido, e dai todo mundo vai saber de qualquer jeito.

    MB ta parecendo eu procurando carro no leilão da Receita Federal.

  10. Compre na mesma hora que der baixa na RN. E se o segundo der baixa, compre também. Não pense, só compre. Excelente oportunidade e uma boa forma de compensar parte do engavetado PROSUPER.

  11. Eu quero mesmo é esse navio mais umas 4 unidades de fragatas! Pensando bem, deveriamos fazer uma só Marinha: Brasileira e Inglesa. Estamos comprando tudo deles mesmo kkkkkkk

  12. Seria interessante detalhar as capacidades de transporte do navio.

    A título de curiosidade, uma Type 23 precisa de 600ton de óleo para “encher o tanque”. Já os Naes da classe QE precisam de 4.800ton .

  13. A MB tem que fazer “akela” proposta meia indiscreta…. BAE leva a concorrência das Tamandaré e temos preferência no saldão da rainha kkk. Esse navio mais as Tamandaré e umas type 23 dava no tamanho.

  14. Será mais uma grande aquisição da MB, e, está sendo comentado que os japoneses irão descomissionadad 4 fragatas/ destróieres no ano que vem, esta notícia é verdade ou fale news, caso positivo são ótimas e muito bem conservadas.

    • Vovozão
      De onde surgiu esse comentário? Acho difícil isso ocorrer com o mar do sul da Ásia oriental congestionado pela marinha chinêsa. Filipinas, Indonésia, Taiwan, Vietnam e Seul se armando com navios de guerra para conter o avanço da PLA. Não tenho visto o Japão comissionando novos navios. Diz aí!

  15. Mais uma boa opção de aquisição (caso as vistorias técnicas confirmem a qualidade de casco do navio).
    Pois com a aquisição dos Bahia e Atlântico ficamos sem capacidades de suprir e dar suporte logístico a esses navios.
    A situação tende a piorar com a entrada em serviço das CCT,s, SBR etc.

  16. E o brechó continua aberto. Considero como aquisição eminente um dos Wave. Espero que venham juntos os dois caça minas ou mais certo para 2019 os 3 Navios Patrulhas da classe River I.

  17. Um ‘Wave’, somado aos nossos PHM e NDM, se constituirão no suficiente para uma tão necessária capacidade de projeção de força e atendimento a compromissos internacionais. Coloque junto a eles os quatro vasos da classe ‘Tamandaré’ e haverá ao menos o mínimo necessário para constituir um núcleo de belonaves modernas, capazes de ao menos prover uma base para a reestruturação das capacidades da Esquadra.

    Tudo isso está ao nosso alcance e pode ser assegurado até o fim dessa década, sendo concluído antes de 2025, se não houverem problemas.

    Enfim… Se for essa mesmo a idéia da MB, isto é, constituir um núcleo para recompor as capacidades da força de superfície, é lógico… E se a isso adicionarmos ao menos mais dois NPaOc para complementar os três ‘Amazonas’, então já haverá o suficiente para o básico.

    E mais que tudo isso: o PHM e o NDM somente passam ter seu real valor se acompanhados de um “tanqueiro” destes…

  18. Informação era se a situação com os Coreanos do Norte, eles irão descomissionadad suas fragatas/ destróieres para dar lugar as novas devido falta pessoal operar, por isso perguntei se não seria Falke news??? Informação não é oficial, entretanto a mais de 3 anos sabemos que eles estão querendo descomissionar algumas fragata por falta de pessoal, como colocarão.movas e mais armadas sem pessoal operacional

  19. Virou uma obsessão essas type 23!
    O planejamento do RN é para baixa a partir de 2023, daqui a 5 anos quando a mais nova vão está com mais de 26 anos e óbvio que será descomissionadas as mais velhas com motorização no osso. Suas sucessoras na RN ainda está em fase de concorrência pública. Lembrando que além de estarem bem no osso na ocasião, quando descomissionadas serão retirados todos os seus armamentos: VLS, Ciws, isso inclui sensores e radares para suas sucessoras. Não faz nenhum sentido isso, a MB aprendeu a comprar navios usados e não vai comprar no desespero, não temos nenhum conflito iminente. Em contra partida está avançando com o certame das Tamandarés, está realizando boas compras de oportunidades, está na captura do repasse FMM para adequar a patrulha costeira…. Enfim, o momento para as escoltas novas e de oportunidades vão chegar. As F123 Alemãs e as Anzac Australianas modernizadas, bem armadas e bem mais novas e com previsão de baixa também para 2023 serão uma realidade que a MB acompanha, como foi o Ocean como intenção de compra a 8 anos atrás. A paciência e prudência também é uma tática muito antiga de guerra.

    • A marinha alemã tem utilizado seus navios em média por 32 anos…sendo assim a primeira F-123, comissionada em 1994 deverá dar baixa em 2026 e estará igualmente bem usada assim como às T-23s…não há nada oficial que diga que darão baixa precocemente.
      .
      Quanto às “Anzacs” a primeira foi comissionada em 1996 e as substitutas só deverão entrar em serviço a partir do fim da próxima década, ou seja às “Anzacs” também deverão ter cerca de 32 anos de uso quando gradualmente forem retiradas de serviço e
      só a partir de 2028.
      .
      O que existe de concreto são as duas australianas classe “Adelaide” remanescentes que
      deverão ser descomissionadas até 2020 com pouco menos de 30 anos de uso e as
      últimas duas fragatas alemãs F-124 que deverão ter cerca de 30 anos de uso se descomissionadas até 2020, mas, como se sabe às F-125, apresentaram problemas e
      a incorporação poderá prolongar-se um pouco mais que o esperado.

  20. Correção ” com a situação com a C do Norte melhorando, eles poderiam dispor de alguns navios mais antigo, dando lugar mais novo”

    • É mas tem a China. Separando o que é opinião pessoal, boato e fato espero que a MB esteja observando, aliás não custa muito ela dá uma sondada e formalizar uma intenção de compra. Os navios Japoneses são muito bem fabricados, bem armados e bem conservados.

  21. Fiquei meio confundi, afinal são dois ou apenas um dos navios?! Sendo dois, não seria melhor pegar logo estes dois e não apenas um?! Ok, sei que precisa de dinheiro disponível, mas quando a oportunidade surgi….

    • A classe é formada por 2 navios, mas só irão descomissionar 1 deles no futuro próximo. Esse único, por hora, seria a oportunidade da Marinha.

  22. Ótima compra de oportunidade, dependendo do preço que vier. Já que a opinião pública inglesa foi contra a venda do Ocean, pode ser que o preço dessa vez não seja tão bom. É acompanhar e, se vantajoso, comprar. É de oportunidade mesmo.

  23. Pergunta de leigo, esse navio serve pra abastecer os futuros submarinos brasileiros (se é que são reabastecidos em alto mar) ou apenas outros “navios” ?

    • Submarinos não podem ser reabastecidos de óleo no mar, mas, eventualmente a US Navy
      por exemplo, abastece seus submarinos de propulsão nuclear com provisões que são transportadas através de botes de seus navios logísticos, seja de navios tanque, que também possuem uma limitada capacidade de carga “seca” ou de seus navios que transportam carga seca e munição, e que também possuem limitada capacidade de transportar combustível…mas…a US Navy é um caso especial com seus submarinos tendo que operar longe de casa por muitos meses à fio.

  24. Agora, compra de “oportunidade”, só não vale se acomodar, aproveitar a chance e partir para projetos própios e novos. Já que esta economizando dinheiro !!! ou não?

    • Possui 2 metralhadoras de 30mm, 2 sistemas phalanx CIWS e algumas metralhadoras 7,62. Creio que não deve ter radares muito sofisticados devido a não ser um navio de ataque. Seus radares devem ser de fácil entendimento e compreensão.

      • Claro Claro, a exceção dos Phalanx nada de grandioso. Bem tranquilo, acho que essa compra sera menos burocrática e mais rapida, justamente pelo caráter menos bélico desse navio, alias o Ocean não tinha substituto de imediato, mas essa Classe terá outras 4, sendo que 3 “Tide” ja foram entregues.

    • Já que tocou no assunto armamentos de navio, Na minha humilde e leiga opinião esses navios seriam o que mais necessitariam de uma escolta adequada e de uma defesa de ponto muito boa, por que parar por exemplo o Bahia, não para o Atlântico, mas parando um navio desses de apoio logístico, ficam os dois ou até mesmo a esquadra inteira quase inúteis
      por falta de suprimentos tendo que ir um porto onde tenha uma devida estrutura para reabastecimento, ou seja complicada e muito as operações.

      • Justo, concordo plenamente, mas acredito que o “baixo” nivel de defesa desse tipo de embarcação se deve porque elas não visitam o “olho do furacão” e tendem a realizar suas operações em ambiente mais seguros, fazendo o “navio cliente” recuar um pouco mais(até um local mais controlado) para receber suprimentos.

  25. Perfeita,compra de oportunidade.Com todas nossas mazelas,quais marinhas de outros países estão em vias de ter um sub nuclear,convencionais,base para opera-los,Atlântico e modernização do AF-1? Pessimistas pedem asilo em outro país,viver no Brasil é para os fortes.

  26. Humberto 27 de julho de 2018 at 13:43

    Errado

    O Tesouro somos nós contribuintes.

    Rui Chapéu 27 de julho de 2018 at 12:53

    Reservas internacionais com encontro de contas com os Ingleses.

    Este é o melhor método, deve-se conseguir um bom desconto na compra, porquê ?

    Não tem financiamento/parcelamento e eles recebem em Libras Esterlinas.

    Ia esquecendo, o Mansueto já está estudando esse tema para as FA’s.

  27. Agora serão necessárias duas escoltas, uma para o A-140 e outra para este “posto Ipiranga” lento e grande ?
    Sim, porque tal nave é um alvo de imenso valor. Imaginem um Mk-48 acertando isso aí. Além de um imenso efeito pirotécnico, paralisa as outras naves que dependerem de seu apoio.

    • Delfim, esse “posto ipiranga” é mais veloz que o PHM Atlântico tanto na máxima quanto em cruzeiro.

      Wave: 20 nós máx, 15 cruzeiro
      Atlântico: 18 nós máx, 10 cruzeiro

      E é de se esperar que um sempre navegue com o outro na mesma Força Tarefa, acompanhados de quantos escoltas estiverem disponíveis

        • O “Atlantic Conveyor” um navio civil requisitado pela Royal Navy foi mantido na vanguarda porque era necessário para desembarcar suprimentos no momento da invasão…diferentemente da função tradicional de um navio de apoio logístico.

  28. Meu Deus!!! Nem se confirmou a possível compra e já estão falando nos benditos phalanx!!! Não demora muito e já aparece gente perguntando se dá pra operar Harrier naquele convôo…

  29. Falando em Harrier bem que podiamos fabricar um VTOL jato para embarcar nos nossos navios de covoo. É impensável querer deslocar uma frota pelo oceano sem ter o domínio do ar. E não será com helicópteros que se consegue esta condição.

    • Não compensa desenvolver e fabricar um similar ao “Harrier” que a propósito está sendo substituído pelo caríssimo F-35B, mas, não é qualquer navio que tenha um convôo que pode operar regularmente com tais jatos.
      .
      Não basta decolar e pousar e sim dar suporte e isso exige muito combustível ,radar adequado, pessoal de apoio, armamento, reforço do convés e os helicópteros teriam que ficar em terra, pois não haveria espaço para todos, ou haveria espaço para apenas dois jatos o que é muito pouco levando-se em conta que nunca estariam ambos disponíveis
      e para decolar verticalmente, a partir de um navio como o “Bahia” por exemplo, pouca carga, combustível e/ou armas poderia ser transportada.
      .
      Um F-35B até decola verticalmente, mas, apenas para viagens curtas ou em trânsito
      quando na ausência de uma pista convencional.

  30. Sou leigo no assunto queria fazer uma pergunta aos companheiros mais experiente,fico na dúvida se esses Navios que a MB está adquirindo são tão bons assim por que não apareceu concorrência?
    Nós temos estrutura para participar atração?
    Essas compras uma em cima da outra não corremos o risco de ficarmos quebrado ? É pôr utimo o que vamos fazer com os que estão sendo substituído?

    • Não apareceu concorrência porque não havia interesse e/ou recursos para aquisição.
      .
      A marinha brasileira vem perdendo mais navios nos últimos anos do que vem adquirindo,
      então não se trata de tantas compras assim.
      .
      Os navios que estão sendo substituídos serão desmantelados ou em alguns casos poderão ser afundados como alvos, como já ocorreu com o NDD “Rio de Janeiro” desmantelado na Índia e a corveta “Frontin” usada como alvo.

  31. Lemes.
    “Due to the short timescales, the decision that the ship was not “a high-value unit”, and a controversy over whether arming auxiliaries was legal, Atlantic Conveyor was not fitted with either an active or a passive defence system.”
    “Sailing for Ascension Island on 25 April 1982, Atlantic Conveyor carried a cargo of six Wessex helicopters from 848 Naval Air Squadron and five RAF Chinook HC.1s from No. 18 Squadron RAF. At Ascension, she picked up eight Fleet Air Arm Sea Harriers (809 Squadron) and six RAF Harrier GR.3 jump jets.”
    “On 25 May 1982 (the same day as the loss of HMS Coventry) Atlantic Conveyor was hit by two AM39 Air Launched Exocet missiles fired by two Argentine Navy Super Étendard jet fighters.(…) Six Westland Wessexes, three Boeing Chinooks, and a Westland Lynx were destroyed by fire; only one Chinook, squadron identification code Bravo November, was saved. The loss of these helicopters meant that British troops had to march on foot across the Falklands to recapture Stanley. Twelve men died in Atlantic Conveyor, including the ship’s master, Captain Ian North”
    https://en.wikipedia.org/wiki/SS_Atlantic_Conveyor
    Então vai se colocar um classe Wide, deslocando o dobro do AC, isolado na retaguarda, sem escolta e CIWS ?

    • Fazendo aqui uma conta de padaria…
      Considerando uma vida útil de 40 anos para uma belonave, acada saindo mais em conta comprar belonaves “seminovas” de 15 anos, com sistemas atualizados.
      Com 25 anos pela frente, cada ano de serviço sai mais em conta que se comprasse “zero km”.
      É como comprar carro : sai mais em conta comprar usados de 3 a 5 anos de uso, que já passaram pela maior depreciação, impostos e seguro menores, etc.
      A MB tinha que fazer um acerto com a RN : esta projetaria e usaria belonaves já visando futuras necessidades da MB, lá na frente a MB compra.

  32. [Modo irônico ligado] Virão com os Phalanx? Sem CIWS são alvos fáceis. Tem como deixar preparados para receberem lançadores de MANs? Um dia podemos precisar. Conseguem receber Harriers ou F-35? Dá para colocar Sky Jump e catapultas? Tem sonar? Dá para colocar uns lançadores de Astros? Navegam no rio Amazonas e no Tietê? Tem radar 3D, 4D, 5D? [Modo irônico desligado]

  33. Gostaria muito que a BAE Systens, levassem o Projeto Tamandaré e futuramente o ProNae. Não podemos esquecer dos submarinos, quem dera poder ter na MB uma frota com pelo menos 12 submarinos, 4 nucleares e 8 convencionais.

  34. Alguém poderia me tirar uma dúvida? A Aeronáutica possui o ITA. O Exército e a Marinha possuem quais institutos para desenvolvimento de Tecnologias de Ponta?

    • O exército tem o IME, Instituto Militar de Engenharia. A MB tem vários centros de pesquisa especializados, sendo que o mais conhecido é o CTMSP, Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo, onde foi desenvolvido o programa nuclear associado ao subnuc

        • Completando a informação, a MB talvez tenha a maior quantidade de institutos de pesquisa e ciência dentre as três Forças, a MB possui além do CTMSP:

          – CTecCFN (Centro Tecnológico do Corpo de Fuzileiros Navais);
          – IPqM (Instituto de Pesquisas da Marinha);
          – IPB (Instituto de Pesquisas Biomédicas);
          – CASNAV (Centro de Análises de Sistemas Navais);
          – IEAPM (Instituto de Estudos do Mar Almirante Paulo Moreira);
          – CHM – Centro de Hidrografia da Marinha;

  35. Mera opinião: vendam o “Centro Cultural da Marinha”, um palácio na 9 de Julho em Sampa, desativem 50% dos carrões oficiais, acabem com deslocamentos inúteis para entrega de medalhas e coisas do gênero, vendam os Trackers, os A4, que já deve dar um Wave.

  36. Com o LSS Vulcano pegando fogo, o melhor mesmo é comprar um navio já rodado, como o caso dessa classe Wave, é um navio Gigante, mas dá para tudo na MB.

  37. Toda economia bem feita é boa visto que precisamos substituir nossa frota de superfície em pouco tempo…como diz o ditado: “de grão em grão a galinha enche o papo!”

    Gabriel Henrique

    • Maurício,

      O primeiro navio-tanque de esquadra da Marinha foi comprado usado, no final da década de 1930. O Exército, na mesma época, até onde sei não adquiria armamentos usados de importância, mesmo porque não era comum isso ser oferecido, só durante a Segunda Guerra Mundial isso tornou-se comum (no caso do EB, dos estoques dos EUA, que até o início dos anos 40 era impedido de fornecer material usado – a Marinha até chegou perto de abrir a porteira para a posterior enxurrada de material usado dos EUA já em 1936-37, com uma tentativa de arrendar meia dúzia de velhos contratorpedeiros “four stacks”. A Argentina fez lobby contra e o negócio gorou. Poucos anos depois 50 desses contratorpedeiros foram parar na Marinha Real).

      Enfim, compras de oportunidade da Marinha foram várias ao longo das décadas que separam o primeiro navio-tanque de porte da força e hoje. Houve navios-tanque sucessores tanto novos quanto usados nesse meio-tempo. Creio que aprendizado sobre o tema não falta.

  38. “A atitude discretíssima, tanto da Marinha Real quanto do Ministério da Defesa do Reino Unido, correspondem a exatamente isso: um esforço cuidadoso para que a desativação do classe Wave não submeta a área militar do governo Theresa May ao mesmo dilúvio de reclamações, lamentos e indignação que se produziu na Inglaterra após a notícia de que o porta-helicópteros HMS Ocean seria transferido à Marinha do Brasil.”

    Nesse ambiente furtivo, em atenção especial ao pedido acima do forista AL, e a quem mais interessar possa, imagina-se na terra de Sherlock Holmes, James Bond, Alan Turing e MI6, uma reunião de falas cifradas, entre as autoridades navais do Brasil e do Reino Unido, sobre os passos atuais e futuros de um pacto, diga-se doravante, artístico-estratégico entre as duas forças:

    RN: Então, caro almirante, ansioso pela chegada definitiva de nosso glorioso “Paul McCartney” ao Brasil em agosto próximo? Ele está se preparando com esmero para essa longa viagem!

    MB: Claro, nobre almirante! “Paul” é longevo mas ainda nos elevará aos céus com suas belas melodias por um bom tempo, e que serão muito bem ouvidas e cantadas no Brasil! Mas vamos agora falar sobre a “Adele” . . . Ela encanta os nossos homens com toda aquela robustez logística, digamos assim, multi-instrumental, que é muito apreciada no gosto dos homens do mar. Sua proa é linda e que popa! E claro, a voz também . . .

    RN: Hum . . . “Adele”. Só vejo a possibilidade dela cantando no Brasil em 2019 . . . Isso, é claro, se os súditos da Rainha não a quiserem para mais alguns compromissos artísticos por aqui no ano que vem e depois. O senhor me entende, estou certo.

    MB: Claro. Mas devo dizer que ela parece cantar para a MB quando diz: “Olá, sou eu/Eu estava me perguntando se, depois de todos esses anos, você gostaria de encontrar/Para falarmos sobre tudo . . .” (Hello).

    RN: Entendo. Mas devemos ir com calma para não parecer que ela também canta para a RN quando diz: “Finalmente, eu posso te ver claramente/Vá em frente e venda-me e direi os seus podres . . .” (Rolling In The Deep).

    MB: Okay. Vamos deixar as músicas da “Adele” por ora e falar sobre a agenda das “Spice Girls” . . . Ainda dão “um caldo” como se diz no Brasil. Elas têm agenda livre só em 2025? Nem duas delas podem vir antes? Quatro delas agora então seria um sonho! Parece profético na nossa situação quando as ouço cantando: “Foi dada a largada pra sair do buraco . . .” (Who Do You Think You Are?).

    RN: Almirante! O senhor quererá todo o pop britânico no Brasil? Por certo quererá também, por fim, a estadia em solo brasileiro da Rainha Elizabeth e do Príncipe de Gales!

    MB: Só para ser claro, almirante, o senhor quis dizer “Rainha Elizabeth” e “Príncipe de Gales” navais ou reais?

    RN: @#*@! Não é um código, almirante! Não houve aspas nas minhas falas dessa vez! Só nas suas!

    MB: Oh, almirante! Com todo o respeito! Deus Salve A Rainha! E a MB . . .

    To be continued . . .

  39. Ozawa’s show. Bravo Zulu!

    Quanto ao Wave, tudo indica que não se deve perder mais essa oportunidade, mas dependerá das reais condições do navio e, obviamente, do preço.

  40. Ja que estamos em sintonia com a Royal Navy, deveriamos ter as Type-23 e quem sabe um Submarino Nuclear para treinar as nossas tripulações, enquanto não sai o nosso, pode ser a leasing como fez a India com os Submarinos Akula-II da Russia, poderiamos ter um Submarino da classe Trafalgar que estão sendo des-comissionados desde 2009, sei que para o ano de 2019 a Royal Navy vai descomissionar o HMS Trenchant (S91), poderiamos aproveitar o bom momento na relação entre as duas marinhas e os dois governos, e fazer um bom negocio, apesar de ter a colaboração francesa, espero que os Ingleses deiam um bom contributo no nosso PROSUB, espero que as Type-31e vençam a corrida das Tamandarés, espero que o Missil sea-creptor seja produzido aqui, espero ver uma versão do CAMM-ER desenvolvida para o Astros-2020, espero ver o Super Lynx Wildacat na MB e na EB, quero mais empresas inglesas investindo aqui, principalmente agora , que a Inglaterra está abandonando a Europa, que venham mais investimentos Britânicos, e mais navios a bom preço.

    • Submarinos nucleares não podem ser transferidos para outras nações a Inglaterra é signatária do tratado de não proliferação de armas nucleares.

    • Submarinos nucleares de diferentes concepções não tem praticamente nada em comum. Reatores não são padronizados como motores diesel ou elétricos, podendo usar combustível com enriquecimento desde 5 até 95%, e os sistemas associados também serão completamente diferentes. Portanto, operar um submarino nuclear inglês não teria a mínima utilidade em termos de treinamento para a futura tripulação do Álvaro Alberto. Certamente há muito mais similaridade entre o SN-BR e um scorpene convencional do que com um classe trafalgar. Mas mesmo que essa ideia fizesse algum sentido, obviamente os ingleses nunca permitiriam o acesso de quem quer que seja a seus submarinos nucleares, inclusive porque seus aliados americanos não iriam gostar nem um pouco disso

  41. Recentemente foi noticiado que os alemães estão sem nenhum navio tanque ou logístico operacional. Será que terão coragem de entrar na concorrência pelo Wave??

  42. Ozawa 28 de julho de 2018 at 19:02
    Parabéns pela crônica super criativa, Ozawa. Qual seria o cantor River Batch II? Acho que tem que ser um careca (sem convôo…).

    • Grato, caro Nilson. Em resposta a sua pergunta: “Cris Martin”, o da classe “Coldplay”, que canta para a MB: “Sim, quanto tempo você tem que esperar por isso?/Sim, quanto tempo você tem que pagar por isso?” (In My Place)

      Mas essa é uma conversa para os próximos capítulos desse pacto artístico-estratégico anglo-brasileiro . . .

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here