Home Indústria de Defesa Japão lança ao mar destróier Aegis classe Maya, de US$ 1,5 bilhão

Japão lança ao mar destróier Aegis classe Maya, de US$ 1,5 bilhão

10166
60
O novo destróier classe Maya
O novo destróier classe Maya

YOKOHAMA, Japão – Uma cerimônia de lançamento de um novo navio de guerra de 8.200 toneladas e 169,9 metros para a Força de Marítima de Autodefesa do Japão (JMSDF) foi realizada segunda-feira em um estaleiro na Ala Isogo de Yokohama, enquanto Tóquio reforça sua capacidade de defesa contra mísseis norte-coreanos e chineses, em estreita cooperação com as forças militares dos EUA.

O destróier Aegis de classe Maya, que ainda será entregue com os principais sistemas de armas, será entregue à JMSDF em março de 2020.

Autoridades de defesa depositaram grandes esperanças nele. Quando incorporado, o destróier – construído com base no orçamento de 164,8 bilhões de ienes (US$ 1,5 bilhão) para o navio e seus sistemas de armas – será um dos navios mais poderosos do Japão, ostentando a versão mais recente do sistema de combate Aegis, que estará intimamente ligado à rede de combate naval dos EUA.

O Aegis consiste em poderosos computadores, radares e sistemas de lançamento de mísseis capazes de rastrear dezenas de alvos simultaneamente e disparar vários mísseis de uma vez.

O navio terá a versão mais recente do sistema, que pode disparar poderosos mísseis SM-3 Block IIA capazes de interceptar mísseis balísticos muito mais rápidos – como os testados pela Coreia do Norte em uma íngreme trajetória no Mar do Japão no ano passado.

Em 12 de junho, o líder norte-coreano Kim Jong Un encontrou-se com o presidente dos EUA, Donald Trump, e concordou com a desnuclearização da península coreana. Trump elogiou o acordo e chegou a declarar que a Coreia do Norte não é mais uma ameaça nuclear.

Mas as autoridades de defesa japonesas permaneceram profundamente céticas, mantendo planos para construir dois novos destróieres da classe Maya e até mesmo estabelecer sistemas de defesa de mísseis balísticos Aegis em terra nas províncias de Akita e Yamaguchi.

“Não podemos desviar nossos olhos do fato severo de que várias centenas de mísseis balísticos cujo alcance cobre nosso país ainda existem na realidade”, disse o Ministério da Defesa em uma carta ao governo da Prefeitura de Akita em 19 de julho.

O Japão está construindo outro destróier da classe Maya e também atualizando o sistema Aegis de dois destróieres da classe Atago.

No total, o Japão terá oito destróieres Aegis com capacidade de defesa de mísseis balísticos até 2021, quatro dos quais serão capazes de lançar mísseis SM-3 Block IIA.

JS Atago DDG-177
A classe Maya é um desenvolvimento da classe Atago vista na foto acima, que por sua vez é uma evolução da classe Kongo
JS Myōkō (DDG-175), classe Kongo
JS Myōkō (DDG-175), classe Kongo

FONTE: The Japan Times

60 COMMENTS

  1. Bahhh Tchê, que navio de patrão…..e, é outro padrão, é outro padrão….
    troço de fundamento, nem parece aquelas “cruza” de jerico com ferro de passar roupa.

  2. O que não falta no Japão são destróieres. Eles usam o termo indistintamente para fragatas, destróieres propriamente ditos, cruzadores e até porta-helicópteros.

  3. Parece que os japoneses só agora estão se preocupando com furtividade no casco, as classes Kongo e Atago tem diversas reentrâncias nos bordos.

  4. A classe Kongo usa um canhão de 127 mm da Otobreda (40 t/min) que tem função AA secundária, daí o radar de direção de tiro AA acima do passadiço. Já as classes Maya e Atago usam o canhão Mk-45 americano (20 t/min), que não se presta à função AA.

  5. Enquanto isso em Putênfia ….. mais 10 anos para se discutir qual o estaleiro será o construtor de 4 corvetas de 2600 toneladas e mais 500 anos para a liberação de verbas e construção dos navios !!

  6. 8200 t se refere ao navio vazio.
    Totalmente carregado superará 10.000. t

    Os antecessores possuem 96 células VLS.
    Este Maya deverá possuir 96 ou mais.

    Muito poderoso e bonito.

  7. O Japão tem uma história gloriosa de combates navais. Sua marinha tem ótimo nível de formação profissional e patriotismo exemplar. Não poderia ter navios defasados e sem condições de enfrentar qualquer ameaça vinda dos mares. Seus projetos navais não perdem em qualidade e primor de execução para qualquer outra nação fabricante de belonaves. Banzai!

    • Fiquei curioso. Falando das glórias da marinha japonesa, além da batalha de Tsushima tem algum outro que valha a pena mencionar? Tem aquela tempestade no mar que os japoneses chamam de o “vento divino” (Kamikaze) que afundou a marinha mongol que tentava invadir o Japão a partir da Península coreana, mas aí, não me parece ser plausível que a marinha japonesa tivesse capacidade de controlar os fenômenos climáticos antes ou agora, logo não conta como façanha da força naval deste país. Na verdade antes a era meiji o Japão sequer tinha uma marinha, e aquela construída após a era meiji não me parece ter colecionado grandes conquistas … será que estou errado?

      • De fato a marinha imperial “viveu” pouco…a vitória contra os russos foi um feito extraordinário por si só…o ataque a Pearl Harbor não teve o efeito desejado, mas,
        foi bem planejado e executado e durante o ano de 1942 os japoneses conquistaram algumas vitórias , mesmo que em alguns casos sofressem derrotas estratégicas e a partir daí tiveram que lidar com um inimigo que tornava-se mais forte a cada mês e na minha opinião, mesmo o sacrifício e derrota diante de um inimigo vastamente superior é digno de nota.

        • Dalton, certa feita li aquele Segunda Guerra Mundial – Vitória no Pacífico, de autoria de Karen Farrington. A autora dá a entender que algumas vitórias capitais da marinha norte-americana tiveram grande ‘contribuição japonesa’, seja uma falta de ousadia em algum momento, furor quase suicida em outro, miopia estratégica, falhas logísticas graves, etc. Você também tem esta visão?

        • Na batalha de Tsushima o almirante Togo se baseou nas táticas navais do almirante Sun Shin Yi da Coreia (a quem admirava e o tinha como modelo) para lutar contra a armada russa, sendo que a sua famosa formação “T” acredito tenha sido uma adaptação da formação “asa de cegonha” que o almirante Yi usou contra o japoneses no “Imjin war” no século 16 (A formação “asa de cegonha” consistia em navios coreanos assumindo formação de um círculo ou semi círculo aprisionando o navios japoneses dentro e afundando-os à base de tiros de canhão. Foi muito eficiente e teve efeito devastador contra os navios japoneses que quase não tinham canhões ou canhões de qualidade muito inferior aos coreanos).

          A tática usada pelos japoneses no ataque a Pearl Harbor era suicida, pois baseava-se na tática de concentrar o ataque em um momento único de forma decisiva. Os japoneses adoram este tipo de estratégia e é muito utilizada pelos japoneses em sua cultura (Lyoto Machida exemplifica muito bem este traço da cultura japonesa em suas lutas de karate no UFC, onde ficava fugindo do seu oponente o tempo todo, evitando contato desnecessário, esperando pelo momento certo para abatê-lo com um único golpe). Fizeram uso desta tática em Pearl Harbor, principalmente por causa de suas limitações materiais em relação à marinha gringa, mas não deu certo e deu no que deu.

          Sem dúvida a marinha japonesa deu trabalho aos gringos na Segunda Guerra Mundial mas eram materialmente inferiores e não tinham estratégias superiores que fizessem a diferença, logo lutaram só para atrasar a derrota definitiva que eles mesmo sabiam era inevitável. Para evitar o inevitável apostaram tudo no ataque a Peral Harbor, mas não deu certo.

          • Andromeda, o plano de ataque à Pearl Harbor não foi ruim…
            Só não foi perfeito porque os americanos tinham removidos seus porta-aviões de lá momento antes do ataque.
            Se dependesse da marinha japonesa, o Japão jamais teria entrado em guerra com os americanos, o alm. Yamamoto, comandante da esquadra combinada, era radicalmente contra a guerra, pois sabia que o Japão não estava preparado.

          • Sim Masa. O ataque em si foi muito bem preparado e merece elogios. Foi uma prova brilhante da engenhosidade e determinação do exército japonês. O único problema era isso mesmo que você falou: no quadro geral a batalha de Pearl Harbor era uma batalha a ser vencida dentro de uma guerra já perdida desde o início, por isso digo que era suicida. Não era só Isoroku que estava convencido da incapacidade do Japão de vencer a guerra, mas todos do governo Japonês, por isso optaram pela estratégia de tentar o destino da guerra num único e decisivo golpe. Todos sabemos que mesmo que o ataque a Pearl Harbor tivesse sido exitoso só teria causado atraso no desfecho da guerra, mas ainda assim o japão optou pela guerra baseado em delírios sobre o mito da invencibilidade dos samurais. Para alguns, ainda assim merecem admiração, mas no fim se trata de uma ato de irresponsabilidade e delírio do Japão, sendo que além de não conseguir as glória navais almejadas causaram a ruína do país e a morte de milhões de pessoas por lá ….. nestes termos não vejo glória nos feitos da marinha japonesa na guerra, uma vez que foi a uma guerra sabendo que is perder e no fim fez isso mesmo que todos sabiam que ia acontecer ….

  8. Apesar da denominação de cruzador se encontrar fora de moda, na minha opinião estes navios pelo porte, armas e características são realmente cruzadores modernos. Mas o termo cruzador denota um navio poderoso e claro não é conveniente em muitos casos.

  9. Bem que poderiam começar a disponibilizar alguns Asagiri e com isso a MB poderia ter novamente um excelente navio ASW em sua esquadra, imagina uns 4 Asagiri na Briosa, ô sonho, ASRoc de volta (já conhece bem), capacidade pra Seahawk, lançador albatroz que a MB já utiliza nas Niterói, 76mm que será usado na Tamandaré, poderia ser instalado MAN SUP no lugar dos Harpoon, as Spey já são usadas nos AMX da FAB e portanto existe logística para ela no Brasil, s seria um boa aquisição e daria pra segurar o piano por cerca de mais uns 10 a 15 anos, após a entrega do primeiro lote das Tamandarés e possível inicio da entrega do segundo lote

  10. Ele é enorme e de cara da para perceber o capricho dos japoneses no acabamento, bem diferente do acabamento porco e muitas vezes mal feito dos estaleiros sul coreanos

    • Como coreano queria entender a fixação que alguns tem de falar mal da Coreia toda vez que falam do Japão. Não é a toa que a Coreia continua falando do Japão: o Japão não para de falar da Coreia ….

      • Não estou falando mal da Coreia, país que tenho muita simpatia, estou comparando o capricho dos estaleiros japoneses em relação ao desleixo de alguns estaleiros Coreanos. E que fique claro que isso não quer dizer que o país Japão é melhor que o país Coreia

        • A indústria naval japonesa é incrível e digna de admiração. Não precisa de referências depreciativas ao seu concorrente para ser reconhecida como tal, logo desnecessária suas observação sobre a Coreia. Voltando ao assunto aqui abordado, esse navio é lindo mas não gosto do nome. Gosto do nome Yamato para os navios japoneses. Acho que todos os navios japoneses deveríam se chamar assim: Yamato1, Yamato 2, Yamato3 ….. Yamato 215 .. 😂😂😂 (Desculpa, não consegui resistir 😁😁)

  11. MAN SUP

    Não ecziste.

    Somente protótipo com tecnologia da década de 80.

    Vão me censurar ?

    Querem abrir um debate sério ?

    Eu topo,

    basta eu estudar só um pouquinho e ganho.

  12. Saudações!

    Alguém poderia postar um link com detalhes do sistema Aegis?

    Outra coisa, o Kongo além do canhão AA dianteiro ainda tem o Phalanx? é isso? sou bem leigo no assunto, por isso pergunto: os dois não se sobrepõem na mesma função AA?

    Obrigado

    • Alessandro,
      Um canhão com capacidades (secundárias) de atuar como AA é diferente de um canhão dedicado a AA. Isso quer dizer que, por exemplo, o mk.45 americano possui ferramentas e/ou atributos para se contrapor a uma ameaça aérea, como por exemplo: munição apropriada, cadência de tiro compatível, uma forma de engajar essa ameça (seja por alça de mira optrônica ou um sistema de guiagem), etc…

    • Alessandro,
      O Kongo tem um canhão principal de 127 mm de dupla função, AA e antisuperfície/apoio de fogo. No caso é o Otobreda italiano, com cadência de tiro de 40 t/min, que combinado com um radar de direção de tiro e munição com espoleta de proximidade lhe dá uma capacidade antiaérea.
      Além disso ele tem dois Phalanx para defesa aproximada antimíssil.
      Quanto ao sistema Aegis é um sistema que tem como base o radar SPY-1, PESA, que opera na banda S, que combinado com os mísseis Standards SM-2 com orientação por sistema TSAR (radar semi-ativo terminal) e com radares iluminadores mecânicos de banda X (SPG-62) provê defesa contra múltiplas ameaças.
      Sua vantagem era exatamente essa, prover defesa contra um ataque de saturação de mísseis que conseguissem furar a defesa provida pelos caças de defesa da frota. Tecnicamente 16 mísseis mísseis Standards poderiam ser colocados em voo e atualizados pelo radar SPY01 e 4 alvos poderiam ser interceptados simultaneamente.
      O primeiro navio a adotar o sistema foi o cruzador CG-47 USS Ticonderoga, na década de 80, já retirado de serviço.
      Uma evolução do sistema foi a adoção dos lançadores verticais no CG-52 e outra mais recente foi a adoção de um míssil com orietação combinada ativa/passiva, o SM-6.
      Há vários site que dão informação sobre o sistema e a Wiki em inglês tá muito boa.

      • Ótima explicação, agora devo fazer o “dever de casa” e aprofundar. Muito obrigado pela atenção e dedicação do seu tempo para dirimir minhas dúvidas!

        • Alessandro,
          Só uma curiosidade que muitas vezes passa despercebida. Os mísseis Standards SM-2 operam no moto “TERMINAL semi-ativo de radar”. Friso o “terminal” porque esse modo diferente do modo “radar semi-ativo” tradicional que requer que o alvo fique iluminado durante todo o trajeto do míssil ou que o míssil se mantenha dentro de um “túnel” de RF que o míssil segue até o radar iluminador for ativado.
          Em operando no modo “terminal” a iluminação do radar iluminador se faz necessária apenas nos segundos finais da interceptação. Na fase intermediária o míssil é guiado por um sistema inercial e recebe atualizações do radar SPY-1.
          Os mísseis são lançados cronometricamente de modo a ficarem na fila certinha. Só quando se aproxima dos alvos é que o radar mecânico SPG-62 (banda X) se volta para o alvo determinado e o ilumina para que o seeker do míssil tranque no alvo refletido.
          Esse método se mostrou revolucionário na época porque permitia que diversos mísseis fossem lançados contra diversos alvos, ao mesmo tempo, e a quantidade de alvos não ficava limitada à quantidade de canais de tiro (radares iluminadores) como ocorre com os mísseis guiados por radar semi-ativo.
          Valeu!

  13. Para quem gosta da marinha imperial japonesa que é o meu caso, acho interessante que os
    “destroyers AEGIS” estão recebendo nomes de antigos cruzadores pesados …mesmo “Kongo” e “Kirishima” foram originalmente construídos como cruzadores de batalha na década de 1910 e mais tarde na década de 1930 transformados em encouraçados “velozes” e compartilhavam
    nomes de vulcões e montanhas com os cruzadores pesados.
    .
    Então apesar de classificados como “destroyers” da mesma forma que os igualmente grandes “Arleigh Burkes” e “Zumwalts” os nomes escolhidos são uma forma sutil de diferencia-los dos demais “destroyers” da atual marinha japonesa.

  14. Sabe aquilo que mais me dói?!!
    É que o Brasil TEM essa capacidade, criatividade, capricho e dinheiro SIM…, mas….a corrupção solapa e desmotiva tudo… Desmotiva uma Nação!
    Vejam a criatividade e o esmero de nosso Carnaval,
    Vejam a Beleza e capacidade construtiva de nossa Itaipu, ponte Rio Niterói, etc..vejam a logística empregada na construção de Brasilia.
    Temos capacidade sim…só não prestigiamos os que realmente tem mérito.
    O Brasil, nos últimos 40 anos, promove somente as pessoas que tem alguma capacidade de corrupção latente…essa são legais…quem contesta é taxado de insubordinado ou pessoal “difícil”.
    Uma pena!

    • Marcelo,
      Sendo racionais, não temos essa capacidade, se tivéssemos, não precisaríamos abrir uma concorrência internacional para as Corvetas ou dos franceses para a construção de submarinos, estamos muito longe de ter.
      Para mim, a corrupção não é o maior mal do Brasil, é uma delas. Jogue a primeira pedra quem nunca (ou que tenha algum parente, amigo) tentou corromper um policial, para se livrar de uma multa? Ou tentou dar uma gorjeta para o garçom, para conseguir uma mesa mais rapidamente em um bar.
      Não temos dinheiro também pois ainda temos um pais a ser construído, metro, portos, rodovias, ferrovias, muito se perde não só pela corrupção e sim pela falta de planejamento, controle, conhecimento, esmero com o bem público, acomodação dos funcionários públicos (já fui um), falta de competência etc.
      Qual a vantagem de ter construído Brasilia do nada? O que isto agregou para o pais? O que ganhamos com isto? Corre as más línguas que tijolo foi enviado de avião para la. Sim Itaipu é de se admirar, sem dúvida, ponte Rio Niteroi, humm..nem tanto, uma grande obra, sem dúvida, mas é um nada se comparado com Itaipu.
      O Brasil não é só coisa ruim, se está faltando tudo, é uma oportunidade antes de mais nada, uma boa alternativa para criação de empregos, construção civil, ainda utiliza muita mão de obra e a mesma é treinada trabalhando. Não sei qual a saída do pais, mas com certeza tem que ter trabalho, educação e vontade de construir algo melhor.
      Trabalhei em um conjunto triple A e vi a construção de um outro conjunto parecido ao lado, subia um andar por semana (obviamente a parte de acabamento demorava bem mais), em menos de um ano, construíram um prédio de mais de 30 andares, totalmente envidraçado (eu trabalhava no 25 andar, por isto eu acho que tinha mais de 30 andares). Na mesma época, estavam construindo o metro linha ouro, que ia parar na frente de onde eu trabalhava, bom isto foi em 2013 e a promessa era ser entregue para a copa de 2014. Até hoje não está pronto. Isto em São Paulo, onde corre a grana, onde estão os melhores cérebros do pais, dá para acreditar que o pais vai ser uma potencia?
      Enquanto não colocarmos gente melhor, que pensa não em se reeleger, mas realmente construir o pais, vamos continuar andando de lado.

      • Humberto!
        Posso até estacionar em vagas de idoso…SIM, pois acho um absurdo qualquer critério de “reserva de mercado”, cotas ou outro mimimis qualquer, por mais “apelativo” que seja a propaganda dos politicamente corretos (quem disse que um velhinho/aleijado que mal anda pode dirigir com segurança para a sociedade?), posso até passar um 01 daqueles sinais vermelhos, idiota/dispensável, de madrugada na cracolândia ou Dom Pedro Segundo/Mercadão SP, mas DAR dinheiro para flanelinha, policial ou outro agente público qualquer ..JAMAIS! Já parei na delegacia por causa da tentativa de um PF rodoviário na região da Dutra Taubaté.
        Discordo!
        O Brasil tem capacidade sim…só que nosso povo, maltratado há 40 anos pelo maldito socialismo com suas taxas e impostos altos, solapou todo o ímpeto e dignidade de SER honesto de nossa população. Cleptocracia, capitalismo de compadrio, socialismo destrói o mérito e a Alma de um povo. Digo com toda a sabedoria do mundo que nossa carga tributária é a nossa desgraça, pois além de centralizada em Brasilia e sua “monarquia” camuflada em forma de Casta familiares e eternas, essa alta carga perpetua a Classe “E” na pobreza absoluta e a coopta pela compra de votos (bolsas/cotas). Essa fórmula maléfica, abençoada até pela CNBB, perpetua esse maldito e antigo modelo socialista/assistencialista brasileiro que remonta à Getúlio e Peron.
        abs

        AVISO DOS EDITORES AOS COMENTARISTAS DANTON E HUMBERTO: A DISCUSSÃO DE VOCÊS SAIU COMPLETAMENTE DO TEMA DA MATÉRIA. LEIAM AS REGRAS DO BLOG.

        https://www.naval.com.br/blog/home/regras-de-conduta-para-comentarios/

  15. Com esse dinheiro, dava para nós comprar 6 fragatas, e 4 corvetas.
    Por isso acho importante royaltes da exploração de petróleo serem destinados a um fundo para a MB, como havia no Chile, pois nossas FFAA o orçamento é só para gerir a folha de pagamento.

  16. O Que ninguém falou é que o preço é muito salgado,independente se é bom ou ruim .e ficar imaginando que um deste é o preço das nossas 4 corvetas , ou equivale ao preço de duas fragatas novas. talvez até 3 fragatas. Não desmerecendo mas é um vaso para o japão é não para o Brasil.

  17. Uma pergunta aos foristas que conhecem do assunto: A torre onde se encontra a ponte de comando e os radares Aegis dos navios japoneses são mais alto que os demais destroyers derivados da classe Alreigh Burke que existem por aí, seja dos EUA, seja de outras marinhas. Pelo que me lembro o aumento na altura visava beneficiar o radar aumentando seu alcance, contudo acredito que isso pode prejudicar o navio também, aumentando sua exposição ao radar inimigo, sendo assim será que vale a pena esse aumento na altura? Penso que talvez compense pois tendo um alcance superior à maioria dos outros radares pode detectar outros navios a uma distância em que não pode ser detectado pelo outro navio, logo sua altura maior não o prejudicaria tanto assim. Será que estou certo? Alguém pode me esclarecer? Obrigado !!!

    • Andromeda,
      Um radar mais alto tem a ver não com o alcance do radar propriamente dito já que isso tem mais a ver com a banda de operação e a potência irradiada, mas tem a ver com o alcance do radar relativo ao horizonte radar.
      Um radar mais baixo tem um horizonte radar mais próximo do que um radar instalado num mastro mais alto.
      Essa é uma das “desvantagens” dos radares com “antenas” fixas, que geralmente ficam mais baixas que os radares rotativos. Por isso mesmo um navio que tem radar fixo possui antenas rotativas de navegação e busca de superfície no mastro, mais altas. Não raro esses radares giratórios de busca de superfície/navegação são competentes também para detectar ameaças de mísseis sea skimming, dando o alerta mais prematuramente que o radar principal.
      O inconveniente de ter mastros altos é que eles também se tornam visíveis mais cedo no horizonte radar de um navio.

      • Muito obrigado pela resposta Bosco. Entendi muito bem a tua explicação. Você foi muito didático parecendo um professor do primário ensinando o bebabá, não tinha como não aprender …. rsrsrsr . Ou seja, o incremento na altura do navio tem seu lado positivo e negativo. Então a pergunta que sempre tive: vale a pena o incremento na altura dos aegis japoneses? Com exceção das fragatas aegis espanhóis e os recentes autralianos ninguém mais adota estrutura de torre de comando ou de fixação das antenas tão alto assim …. Para mim tamanha altura só teria vantagem se o alcance dos radares dos navios aegis japoneses tivessem um alcance maior que os demais radares permitindo a eles detectar outros navios antes de serem detectados … senão é um erro técnico ….

        • Andromeda,
          O DDG1000 não tem mastro e é relativamente mais baixo, além de ser stealth.
          Ele foi feito para ter sua detecção reduzida seja por outros navios seja por aeronaves.
          Já em relação ao um navio que não é furtivo (embora prima por reduzir a assinatura radar) não acho que um mastro alto faça grande diferença na prática. Ainda mais que , como disse, lá estarão as antenas giratórias de navegação/busca de superfície/antimísseis sea-skimming. E muito provavelmente deve contar no alto com algum sensor passivo de RF capaz de dar o alerta quando algum radar detecta o mastro.
          Vale salientar que essa distância não é muito grande e não faz muita diferença, principalmente tendo em vista o helicóptero orgânico que tem potencial de detectar um navio inimigo a mais de 200 km, sem falar que o uso de UAVs está se generalizando.
          Com esse site dá pra você ter uma ideia de qual seria essa distância. http://members.home.nl/7seas/radcalc.htm
          Por exemplo, dois navios com radares a 30 m de altura do nível do mar se detectariam a cerca de 45 km.

  18. Para o Japão, que está próximo dos eventuais inimigos China e Coreia do Norte, qual a vantagem de ter sistemas antimísseis balísticos no mar e não em terra?
    Para os EUA é compreensível, ter sistemas no Pacífico próximo às áreas de lançamento.
    Falo isso porque esses navios são uma fortuna.
    E não sei se agregam muito.
    É uma questão muito parecida com a da utilização de um NAE pela MB.

    • Nonato, devido à sua situação insular acredito que o Japão foca a maioria de seus recursos de defesa na sua marinha. Como eles almejam ter uma forca naval compatível à sua importância econômica acredito que desejam meios como esse para formar a sua marinha de águas azuis. Além do mais, acredito que deve ter pressão dos norte americanos para que eles adotem tais meios. Por fim, penso se não existe uma ponta de saudosismo da marinha imperial também ai rsrsrsrs (veja que a bandeira da marinha japonesa é a bandeira do sol nascente, bandeira esta repudiada por seus vizinhos por causa de seu uso na segunda guerra mundial). Ou seja, como você bem apontou, devem ser motivos alheios a motivos técnicos

  19. Nonato,
    (2 de agosto de 2018 at 1:18)
    “Para o Japão, que está próximo dos eventuais inimigos China e Coreia do Norte, qual a vantagem de ter sistemas antimísseis balísticos no mar e não em terra?”
    .
    Como Andrômeda alertou, o Japão é uma ilha, ou melhor, um conjunto de ilhas, como o Reino Unido.
    Parece natural que suas defesas se posicionem no mar, podendo se deslocar para cobrir os vetores de ameaças de acordo com a situação do momento. No passado o setor norte, Ilhas Sacalinas, exigia forte atenção em função da URSS; no setor sul, Okinawa, sempre exigiu atenção.
    .
    Porém, tem sempre um porém, as JSDF – Japan Self-Defense Forces – tem tomado algumas posições pragmáticas em relação à defesa antiaérea e, principalmente, antimíssil onshore (ou seria ashore).
    Uma das medidas é o desenvolvimento e implantação do AEGIS terrestre, semelhante ao usado nos cruzadores classe Atago (2) e Maya (2).
    .
    Tem uma matéria interessante no NAVAL:
    https://www.naval.com.br/blog/2017/08/18/japao-quer-sistema-aegis-baseado-em-terra/
    Observe o trecho abaixo copiado da matéria:
    “Com o Aegis Ashore, a versão terrestre do sistema antimíssil SM-3 dos navios Aegis da Força Marítima de Autodefesa do Japão (JMSDF – Japan Maritime Self-Defense Force), pretende fortalecer as capacidades de defesa do Japão contra mísseis balísticos norte-coreanos.”
    A necessidade, segundo eles, seria de até 3 (três) baterias para cobrir o Japão, pelo menos as ilhas principais.
    Vale a pena conferir.
    .
    Porém, tem mais…

  20. No FORTE vamos encontrar matérias sobre a capacidade de defesa antiaérea e – limitada – antimíssil nas forças terrestres japonesas, como na seguinte matéria:
    https://www.forte.jor.br/2013/04/09/japao-instala-sistema-antimissil-em-toquio-por-ameaca-norte-coreana/
    .
    Segundo comentário do Mestre Bosco na referida matéria, o sistema antiaéreo “Patriot no caso fica só pra mostrar serviço à população e serve como último recurso no caso de um míssil passar pelo SM-3”, estes últimos instalados nos cruzadores AEGIS ‘Burkermon’ japoneses com mísseis Standard.
    .
    Vale a pena dar uma olhada e somar com as informações do AEGIS Ashore, bem como a frota de 8 (oito) grandes navios antiaéreos (AAW) que tradicionalmente a JMSDF – Japan Maritime Self-Defense Force mantem em sua frota.
    .
    Forte abraço,
    Ivan, um antigo infante metido em assuntos de marinheiros.

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here